Casal gay processa diocese Católica por intolerância em uma negociação imobiliária Responder


Um casal gay de Massachusetts processou uma diocese Católica Romana por supostamente trazer intolerância a uma negociação imobiliária ao se recusar a vender ao casal uma mansão, talvez por medo de que um dia ela fosse palco para um casamento luxuoso, ou uma suruba, ou uma discoteca com pista de patinação. Qualquer uma dessas situações poderia violar uma política particularmente intrometida da igreja, que proíbe vender propriedades uma vez usadas para adoração para qualquer um que possa usá-las para algum tipo de atividade pecaminosa. Como sexo antes do casamento, sacrifícios pagãos de bodes, exposições de animais feitos de balões de camisinha ou casamento entre o mesmo sexo.


O casal afirmaque eles estavam prestes a comprar Oakhurst, um antigo centro de retiro católico, e transformá-lo em um lugar onde pudessem tanto morar quanto sediar encontros de negócios. Embora a ideia de viver em um antigo retiro Católico possa ser algo arrepiante para alguns observadores imparciais, o casal estava bastante animado com a possibilidade de dar festinhas temáticas, como Comunhão dos Queijos e Vinhos etc. Mas aí uma inspeção no prédio revelou alguns problemas com a mansão de 30 cômodos, levando o casal a baixar sua oferta de US$ 1 milhão para US$ 550 mil (a propriedade era avaliada em US$1,45 milhões).

Embora o casal tenha alegado discriminação quanto à quebra do negócio, o advogado da diocese diz que as negociações foram encerradas em Junho quando ficou claro que os compradores teriam problema com o financiamento da compra. Segundo ele, a diocese nem sabia que eles eram gays, então pronto. Como que uma diocese discriminaria pessoas antes de saber a orientação sexual delas?

Um e-mail do diocesano Chanceler Thomas Sullivan enviado ao seu corretor, no entanto, parece indicar que a “possibilidade de casamentos gays” acontecendo em Oakhurst seriam uma quebra de negócio, o que, de acordo com a defesa do casal, é tão intolerante quanto um processo de triagem dos compradores.

Reportagem: Doug Barry, da CBS News

Adotado por David Harrad e Toni Reis, Alyson terá dois pais em sua nova certidão de nascimento 1


A entrevista que estou reproduzindo na íntegra, foi dado por Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). Mostra a história Alyson, um lindo menino, adotado por Tony e seu marido David Harrad, que terá dois pais em sua nova certidão de nascimento! Confira:

Este domingo terá um significado muito especial para britânico David Harrad e o brasileiro Toni Reis. Depois de quase sete anos tentando adotar juntos um filho, eles conseguiram, e agora estão preparando um belo almoço para comemorarem o primeiro Dia dos Pais com o menino Alyson.


David e Toni conversaram com a Agência de Notícias da Aids e contaram detalhes sobre esta nova experiência. Segundo eles, em casa, a educação com “dois pais” precisou apenas de um arranjo familiar, mas como fora Alyson pode vir a enfrentar preconceitos, estão conversando bastante com o garoto. “É importante fazer um paralelo com outras formas de discriminação que também existem contra quem não se enquadra na norma social imaginária, como as pessoas magras, gordas, baixinhas, altas, etc”, disseram.


  
Leia a seguir a entrevista:
Agência Aids: Pelas demandas que chegam a ABGLT* (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e nos encontros que vocês participam, como está a adoção por pais homossexuais atualmente no Brasil?
Toni Reis e David Harrad: O Estatuto da Criança e do Adolescente permite que qualquer pessoa solteira adote sem distinção uma ou mais crianças. Dificuldades têm surgido quando casais do mesmo sexo querem adotar em conjunto. Neste caso, a adoção conjunta é importante para o bem-estar da criança, uma vez que na eventualidade de um dos pais (ou mães) morrer, o/a outro/a fica com a guarda. Caso contrário, pode acontecer uma briga na justiça pela guarda, como aconteceu no caso do filho da Cássia Eller.
No entanto, entraves têm ocorrido em algumas Varas da Infância em relação à adoção homoafetiva conjunta, ou pela falta de precedentes (insegurança por parte do juiz em dar uma sentença inédita) ou por ações promovidos por promotores do Ministério Público, alegando, antes da decisão de 5 de maio de 2011 do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu as uniões homoafetivas como equiparadas à união estável heterossexual, que casais do mesmo sexo não formassem uma família nos temos da constituição federal e, portanto, não podiam adotar em conjunto. No nosso caso, por termos passado por um grande processo jurídico, levou quase sete anos até conseguirmos adotar uma criança. Apesar disso, há vários casos de sucesso no Brasil em relação à adoção conjunta e, depois da decisão do STF, com certeza se tornará um fenômeno mais comum.
Agência Aids: Como está sendo para vocês serem pais? Fizeram algum tipo de divisão de tarefas na educação do Alyson?
Toni e David: Conhecemos o menino em setembro do ano passado (2011) e ele veio morar conosco em dezembro. Recebemos a guarda definitiva (a adoção) em julho deste ano. O nome dele já foi para alteração no registro civil, conforme determina a lei. Seu novo nome será Alyson Miguel Harrad Reis, e na nova certidão de nascimento dele terá dois pais.
Foi o que é chamada de “adoção tardia”, ou seja, já não é mais um bebê ou uma criança novinha. Agora o Alyson tem 11 anos. Pela idade, ele já trouxe toda uma formação anterior, bem como as marcas da situação que levou a família dele perder o pátrio poder e sua jornada em vários abrigos à espera da adoção durante vários anos. Assim, tivemos alguns momentos difíceis no início da nossa convivência, em termos de não querer obedecer, testar limites, etc. E também para ele se adaptar a nós. Passados oito meses, muitas dessas dificuldades já foram superadas, embora sempre haja os lapsos característicos de qualquer criança. De modo geral, estamos todos os três bastante felizes enquanto família.
Em termos da divisão das tarefas, para a maioria das coisas o Alyson já se vira sozinho. No entanto, é necessário prestar bastante atenção nos deveres que ele tem que fazer para escolar, e isso nós dividimos entre os dois. Em termos gerais, Toni é mais uma figura de autoridade, embora brinque bastante, enquanto o David tende a se preocupar com os cuidados cotidianos, como a comida, a roupa..
Agência Aids: Na opinião de vocês, a adoção por “dois pais” requer algum cuidado especial na educação da criança e no que isso possa representar na sociedade?
  
Toni e David: Na vida cotidiana em casa, ter dois pais não impõe qualquer dificuldade. É apenas mais um arranjo familiar. No mundo lá fora sabemos que pode ser necessário enfrentar o preconceito e a discriminação e temos conversado bastante sobre isso com o Alyson. É importante fazer um paralelo com outras formas de preconceito e discriminação que também existem contra quem não se enquadra na norma social imaginária, como as pessoas magras,
gordas, baixinhas, altas, etc. Temos um bom relacionamento com as pedagogas e com o corpo docente da escola dele, e desde o início todos estão cientes de toda a situação do Alyson. Ele não esconde dos outros estudantes o fato de ter dois pais e sabe se defender de eventuais comentários negativos a este respeito.
Agência Aids: Está certo pensarmos em “dois pais”? Será assim que vocês se identificarão para ele?
Toni e David: Sim, está certo pensarmos em dois pais. Como o David é inglês, para diferenciar quando os dois estão juntos, ele chama o Toni de “pai” e o David de “daddy”, mas também chama o David de “pai” quando o Toni não está presente.
  
Agência Aids: Neste Dia dos País, que mensagem vocês deixam para todos os homens homossexuais que querem ser pai?
Toni e David: Se têm toda certeza que querem ser pai, que sigam em frente e realizem seu sonho e contribuam para que uma criança que precisa, tenha um lar, amor e educação. Um conselho: apesar de poder ter dó da criança pelo que possa ter sofrido, procurem não manifestar isso para ela. É preciso ser firme e criar a criança como qualquer outra, sem diferenciação e com educação e amor. 

Ministra da Família alemã apoia benefícios fiscais para casais gays Responder

Ministra da Família alemã

Há muito tempo a Alemanha vem implementando medidas graduais para promover a igualdade legal plena entre casais gays e héteros. E agora a ministra da Família, Kristina Schröder, declarou-se favorável à ampliação dos atuais benefícios fiscais para aqueles que se encontram em uma união civil, afirmando que isso está de acordo com os valores conservadores, já que os integrantes dos casais gays assumem uma “responsabilidade duradoura” em relação aos parceiros.

A maioria dos alemães é favorável à instituição da igualdade legal entre as uniões civis e os casamentos heterossexuais. E a maioria dos partidos que têm representação no parlamento alemão também pensa da mesma forma. Mas, quando se trata de finalmente conceder aos casais gays as mesmas vantagens fiscais vinculadas ao casamento tradicional, o partido conservador da chanceler Angela Merkel, a União Democrata Cristã, e, em especial, o seu partido bávaro aliado, a União Social Cristã, são terminantemente contra.

No entanto, isso pode estar mudando. Na segunda-feira (6), um grupo de 13 parlamentares da União Democrata Cristã divulgou uma declaração na qual exige que o parlamento alemão tome uma iniciativa no sentido de conceder aos casais gays que convivem em uma união civil os mesmos benefícios fiscais conjuntos desfrutados pelos casais heterossexuais oficialmente casados.

Esta não é a primeira vez que parlamentares alemães se mobilizam para eliminar as desvantagens referentes à política fiscal enfrentadas por casais heterossexuais casados oficialmente. Vários partidos políticos, preponderantemente da centro-esquerda, mas também do direitista Partido Liberal Democrata, que faz parte da coalizão da chanceler Merkel, têm se mostrado nos últimos anos favoráveis à eliminação de discrepâncias referentes a políticas tributárias entre casais heterossexuais e homossexuais. Mas tais iniciativas geralmente não conseguiam deslanchar devido à oposição por parte dos conservadores que integram o governo Merkel.

Acabando com divergências legais

Por exemplo, o governo alemão criou em 2001 a união civil – um artifício legal na Alemanha que é quase equivalente ao casamento homossexual –, mas coube principalmente aos tribunais, a partir disso, acabar com os vestígios remanescentes de divergências legais. Há dois anos, o Tribunal Constitucional Alemão, o supremo tribunal do país, pressionou os políticos para que eles instituíssem legislações relativas a impostos sobre heranças voltadas para casais homossexuais. E, na semana passada, o tribunal determinou que funcionários públicos civis e soldados homossexuais poderão desfrutar dos mesmos benefícios familiares que os casais heterossexuais e exigiu que sejam feitos pagamentos retroativos até 2001. As regulamentações que regem a adoção de filhos também diferem entre casais heterossexuais e homossexuais.

“É inaceitável que os parlamentares tenham que ser ordenados de forma contínua e previsível pelo Tribunal Constitucional Alemão a eliminar esse tratamento desigual”, disseram na segunda-feira parlamentares da União Democrata Cristã em um comunicado.

O grupo também prometeu criar uma lei após o recesso de verão para modificar a legislação tributária alemã – uma medida que tem chance de sucesso. O acordo da coalizão de Merkel com o Partido Liberal Democrata prevê a eliminação de desigualdades tributárias entre casais heterossexuais e homossexuais, apesar de pouco progresso ter sido feito nesse sentido. O Partido Liberal Democrata há muito apoia direitos iguais para os casais gays, até porque o ex-líder do partido e atual ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, é gay assumido.

No entanto, a União Social Cristã, da Baviera, um integrante chave da coalizão de Angela Merkel, continua se opondo a quaisquer iniciativas no sentido de legalizar integralmente o casamento gay. E, como haverá eleições estaduais cruciais no ano que vem, parece improvável que a União Social Cristã venha a ceder quanto a isso neste momento.


*Com informações do Der Spiegel

Gays se casam na vida real para celebrar união homoafetiva de heróis Responder


Um casal gay oficializou sua união nesta quarta-feira (20) numa loja de revistas de Nova York para celebrar o primeiro casamento homossexual no mundo dos super-heróis, numa nova edição da Marvel. A loja Midtown Comics retardou a sua abertura para celebrar o casamento de Scott Everhart, gestor de um site de saúde em Ohio, com o arquiteto Jason Welker.

A festa, com banda e decoração, coincidiu com o lançamento da edição número 51 da revista “Astonishing X-Men”, na qual Jean-Paul Beaubier, o mutante Northstar, se casa com o namorado Kyle, selando um relacionamento iniciado em 2009.

“Para nós, pessoalmente, foi um jeito divertido de fazer isso”, disse Everhart, de 39 anos, acrescentando que ele e Welker sempre estiveram ligados pelo universo dos quadrinhos. “Leio quadrinhos desde os 18 anos. Quando Jason e eu nos conhecemos, uma das nossas primeiras saídas foi para ir a lojas locais de quadrinhos para ver o que ele achava desse mundo, já que me dedico a ler e colecionar quadrinhos.”

Esses casamentos gays – na ficção e na vida real – marcam um ano da legalização da prática em Nova York, e ocorrem poucas semanas depois de o presidente Barack Obama anunciar seu apoio às uniões homoafetivas. Estima-se que 63 mil casais de gays e lésbicas irão se casar em Nova York nos três primeiros anos de implantação da lei.

*Reportagem: Reuters




Brasil ganha primeira revista sobre união homoafetiva Responder


Chega às bancas de todo o Brasil, no próximo dia 25 de junho, a primeira revista de casamento voltada para o público LGBT. A Momento Inesquecível será uma publicação anual sobre cerimônias de uniões homoafetivas.
A primeira edição contará com nove casamentos, incluindo o casal Carlos Tufvesson e André Piva (capa).

 A cerimônia realizada para celebrar a união estável (eles foram impedidos de realizarem o casamento civil) do casal ocorreu em novembro do ano passado, no Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro.
Pensada pela Editora 3R Studio, selo já conta com outras publicações do segmento, como a revista Inesquecível Casamento, a publicação buscará também atender a gama de serviços para organizar o casamento ideal, desde aluguel de carros até decoração e fotografia.

*Informações Mix Brasil

Amor verdadeiro: Juntos há 60 anos, dois homens morrem com duas semanas de diferença entre um e outro Responder

Shaun O´Brien e Cris Alexander
Eles se conheceram em Nova York. Um bailarino e o outro fotógrafo, se apaixonaram e decidiram morar juntos. Isso seria uma história simples de mais um casal que se apaixona e decide ficar juntos para sempre se não fosse o fato de que o dançarino Shaun O´Brien e o fotógrafo Cris Alexander tiveram que esperar por 60 anos para que pudessem se casar legalmente em sua cidade natal. 

O casamento entre gays só foi permitido em Nova York no ano passado, e eles decidiram se casar oficialmente. 
Juntos há mais de 60 anos, os dois morreram com uma diferença de apenas duas semanas entre um e outro. 
Em declaração para o jornal The New York Times, uma amiga do casal disse que ¨se existe uma causa para a morte de O´Brien, com certeza seria por motivo de coração partido, já que seu ex-marido morreu duas semanas antes¨. 
A notícia pode parecer difícil, mas os dois viveram o amor verdadeiro por muitos anos. E com certeza, essa história não deve terminar por aqui.

Bahia: Polícia suspeita de envolvimento de ambulantes em agressão contra gays Responder


O casal gay que foi agredidopor seis homens em Salvador (BA) foi ouvido nesta terça-feira (13/03) pelo delegado Guilherme Faria, titular da 11ª Delegacia, onde o caso foi registrado. De acordo com Faria, um inquérito foi instaurado para apurar a agressão, que ocorreu no sábado (10/03), na estação de ônibus do bairro de Pirajá, na capital baiana.

 



Segundo o delegado Guilherme Faria, a polícia investiga a possibilidade de dois dos seis suspeitos do crime trabalharem como ambulantes na estação de ônibus. O delegado informou que, após identificados, os suspeitos da agressão vão responder por lesão corporal, roubo e injúria. O roubo, de acordo com Faria, deve-se ao relato das vítimas de que uma pochete foi levada pelos homens que participaram da agressão.

Agressão


O casal relatou ao G1 que foi agredido na Estação Pirajá, na noite de sábado (10). O local, normalmente, é bastante movimentado no horário em que a agressão ocorreu, mesmo nos finais de semana. Uma das vítimas sofreu dois cortes na cabeça. O rapaz foi socorrido por uma equipe do Samu e encaminhado para um posto de emergência no bairro de Pau da Lima, onde recebeu cerca de dez pontos.

Segundo relato das vítimas, que preferem não ser identificadas, eles retornavam de uma festa no bairro do Rio Vermelho e ao descer do ônibus na Estação Pirajá, um dos rapazes encostou a cabeça no ombro do namorado. Nesse momento, os seis suspeitos apareceram carregando pedaços de madeira e facas.

Após a agressão, uma patrulha da Polícia Militar esteve no local e acionou uma equipe do Samu, já que, segundo as vítimas, os policiais informaram que não poderiam conduzi-los para uma unidade hospitalar.

Após passar por três delegacias de Salvador, nos bairros de Cajazeiras, São Caetano e Pau da Lima, o casal conseguiu registrar um boletim de ocorrência (BO), na segunda-feira (12), na 11ª Delegacia, localizada no bairro de Tancredo Neves.

Ana Maria Braga recebe casal gay que teve dupla paternidade reconhecida após fertilização in vitro. Assista: Responder

O casal mailton e Wilson Albuquerque. (Reprodução)
A fertilização in vitro trouxe soluções aos casais que tinham dificuldades em ter bebês. Ela também possibilita a realização deste sonho aos homossexuais. Mailton e Wilson Albuquerque optaram pelo método e tiveram sua primeira filha, Maria Tereza. A dupla paternidade dos dois foi reconhecida. Ana Maria Braga recebeu o casal no Mais Vocêdesta segunda, 05 de março.

O programa mostrou uma reportagem sobre a vida dos dois. O casal, que tem uma relação estável há 15 anos, fez a reprodução a partir da doação do sêmen de Mailton. Maria Tereza foi gerada por reprodução assistida e quem deu à luz foi a prima de um dos pais. Na certidão de nascimento da criança consta o nome dos dois.
Na casa de cristal, Ana Maria conversou com o casal. Mailton falou sobre a aceitação inicial de sua sexualidade. Ele relatou que nunca teve contestação da família e que, a partir do momento em que se aceitou, tudo passou a melhorar.
“A gente queria preservar a nossa filha. Porém, o juiz me pediu para ler a carta da promotoria do estado de Pernambuco. O Ministério traz uma carta para a nossa filha, Maria Tereza. Ela diz que Maria Tereza existe e é fruto de amor entre duas pessoas”, contou Mailton, destacando que se emocionou ao ler o documento.
“O promotor escreveu seis páginas para a nossa filha e a carta dele emocionou o juiz”, relatou o pai. “Com uma decisão destas a gente tinha que dar a cara ao Brasil”, destacou, relatando o motivo pelo qual o casal decidiu se mostrar à sociedade brasileira.
“É muito mais do que amor, o sentimento não está no dicionário. Quando aquela coisinha veio ao mundo e começou a chorar, o Mailton a pegou no colo e ela se acalmou”, destacou Wilson, finalizando a conversa.
Outras informações:
Lei:
Em 06 de Janeiro de 2011, o Conselho Federal de Medicina modificou a Lei nº 3.268 sobre casais homoafetivos e o direito à fertilização assistida. A partir dessa data, a lei permite que qualquer tio de casal pode fazer fertilização in vitro.
Futuro:
A estimativa é que cerca de 14 milhões de crianças, em todo o mundo, convivam com um dos pais gays. Por aqui, onde mais de 60 mil casais gays vivem uma união estável (reconhecida perante a lei apenas no ano passado), a história é mais recente. O primeiro caso de adoção por um casal gay aconteceu há 6 anos, quando a união estável ainda não era reconhecida.
Figura feminina:
No Brasil, 17,4% das famílias são formadas por mulheres solteiras com filhos. Na verdade, os papéis masculino e feminino continuam presentes como referência mesmo que não seja nos pais. É importante que a criança tenha contato com os dois sexos. Mas pode ser alguém significativo à criança, como uma avó.
Bullying:
Uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas com quase 19 mil pessoas mostrou que 99,3% dos estudantes brasileiros têm algum tipo de preconceito. Entre as ações de bullying, a maioria atinge alunos negros e pobres. Em seguida, vêm os preconceitos contra homossexuais.
Clique aqui para assistir a matéria.
*Com informações do site do Mais Você.

Casal gay pernambucano registra filha gerada in vitro Responder


Há 15 anos, quando Mailton Alves Albuquerque, 35 anos, e Wilson Alves Albuquerque, 40, se apaixonaram e começaram uma relação homoafetiva que dura até hoje, não imaginavam provar do sentimento que vivem atualmente. Graças a uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que atualiza as normas relativas à reprodução humana assistida, os empresários se tornaram o primeiro casal de homens do Brasil a ter um filho por meio de fertilização in vitro e registrado pela Justiça.
O fruto dessa união estável – que foi convertida em casamento civil pela Justiça pernambucana no dia 24 de agosto do ano passado – chama-se Maria Tereza e completou um mês de vida na última quarta-feira. Casados e agora com uma filha registrada com o nome dos dois pais, Mailton e Wilson dão um passo importante na consolidação das chamadas novas configurações familiares.
A primeira redação da resolução do CFM que trata da reprodução assistida no País, de 1992, diz que os usuários da técnica devem ser mulheres estando casadas ou em união estável. Já no novo texto, de janeiro do ano passado, não cita o sexo, mas “todas as pessoas capazes”. Diante disso, Mailton e Wilson realizaram o sonho de ter uma família completa e trouxeram a pequena Maria Tereza ao mundo.
Os dois cederam espermatozoides para serem fecundados em óvulos de um banco de doadoras. Como a resolução afirma que o útero de substituição deve ser de um parente de até segundo grau, a prima de um deles aceitou conceber a criança. Terminou sendo introduzido no útero dela um pré-embrião fecundado por material colhido de Mailton. Os pré-embriões fecundados por Wilson estão congelados. O casal pretende dar um irmão ou irmã a Maria Tereza no próximo ano.
“Nossas famílias sempre apoiaram nosso relacionamento. E quando contamos da nossa ideia, todas as mulheres da família se colocaram à disposição para ajudar a realizar nosso sonho: irmãs e primas. Mas terminou sendo uma prima minha. Agora, temos uma família completa”, contou, orgulhoso, Mailton.
Segundo ele, a ideia de ter um filho surgiu em 2010, após viajar ao Canadá para estudar e ficar na casa de um casal homoafetivo que tinha filhos. “Quando voltei, começamos a discutir o assunto e pensávamos em adotar uma criança. Mas um dia, assistindo a um programa de televisão, vi a notícia sobre a mudança na resolução do Conselho Federal de Medicina. Aí, decidimos fazer fertilização in vitro”, relembrou.
A fecundação e introdução no útero ocorreu em uma clínica de reprodução humana do Recife. O vínculo da criança com a prima que emprestou o útero terminou já na maternidade, quando os pais saíram da unidade de saúde com Maria Tereza nos braços. A mulher, que pediu para não ter o nome divulgado, tomou medicamentos para evitar a produção de leite materno.
Hoje, a pequena Maria Tereza – o nome é uma homenagem às mães de Wilson e Mailton – tem um quarto só para ela, com direito a nome na porta, e atenção completa dos dois pais. Para Wilson, a felicidade de ser pai é “inexplicável”. “A felicidade é tremenda. Nunca pensei que fosse sentir um amor tão grande. Ter uma família completa é lindo”, desabafou.

Fonte: Jornal do Commercio