José Mayer é afastado de todas as produções da Globo Resposta

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Su Tonani e José Mayer

O ator José Mayer, acusado de assédio pela figurinista Su Tonani, foi afastado de todas as produções da Rede Globo. Leia a nota da emissora divulgada à imprensa:

Em relação à denuncia de assédio envolvendo o ator José Mayer e a figurinista Susllen Tonani, a Globo reafirma o teor da nota divulgada na última sexta-feira, quando afirmou que o caso foi apurado e que as devidas providências estavam sendo tomadas. Naquela nota, a emissora enfatizou que repudia toda e qualquer forma de desrespeito, violência ou preconceito. E que zela para que as relações entre funcionários e colaboradores se deem em um ambiente de harmonia de acordo com o Código de Ética e Conduta do Grupo Globo. Esta convicção da Globo foi reafirmada para um grupo de atrizes, diretoras e produtoras, reunidas no domingo à noite, quando a emissora informou que, apurado o caso, tomou a decisão de suspender o ator José Mayer de produções futuras dos Estúdios Globo por tempo indeterminado. O ator foi notificado na segunda-feira dessa decisão. Sobre a iniciativa de funcionários, colaboradores e executivos de usar hoje camisetas com os dizeres “Mexeu com uma, mexeu com todas”, a Globo se solidariza com a manifestação, que expressa os valores da empresa. O ator José Mayer, de enorme talento e com grandes serviços prestados à Globo e às artes brasileiras, certamente terá oportunidade de expressar seus sentimentos em relação ao triste episódio e esclarecer que atitudes pretende tomar. A Globo lamenta que Susllen Tonani tenha vivido essa situação inaceitável num ambiente que a emissora se esforça cotidianamente para que seja de absoluto respeito e profissionalismo. E, por essa razão, pede a ela sinceras desculpas.

Manifestações de atrizes

Após negar o assédio, José Mayer voltou atrás e divulgou carta aberta se desculpando pelo ocorrido. Leia:

Carta aberta aos meus colegas e a todos, mas principalmente aos que agem e pensam como eu agi e pensava:

 Eu errei. Errei no que fiz, no que falei, e no que pensava. A atitude correta é pedir desculpas. Mas isso só não basta. É preciso um reconhecimento público que faço agora

Mesmo não tendo tido a intenção de ofender, agredir ou desrespeitar, admito que minhas brincadeiras de cunho machista ultrapassaram os limites do respeito com que devo tratar minhas colegas. Sou responsável pelo que faço.

Tenho amigas, tenho mulher e filha, e asseguro que de forma alguma tenho a intenção de tratar qualquer mulher com desrespeito; não me sinto superior a ninguém, nao sou.

Tristemente, sou sim fruto de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas. Não podem. Não são.

Aprendi nos últimos dias o que levei 60 anos sem aprender. O mundo mudou. E isso é bom. Eu preciso e quero mudar junto com ele. 

Este é o meu exercício. Este é o meu compromisso. Isso é o que eu aprendi.

A única coisa que posso pedir a Susllen, às minhas colegas e a toda a sociedade é o entendimento deste meu movimento de mudança.

Espero que este meu reconhecimento público sirva para alertar a tantas pessoas da mesma geração que eu, aos que pensavam da mesma forma que eu, aos que agiam da mesma forma que eu, que os leve a refletir e os incentive também a mudar.

Eu estou vivendo a dolorosa necessidade desta mudança. Dolorosa, mas necessária.

O que posso assegurar é que o José Mayer, homem, ator, pai, filho, marido, colega que surge hoje é, sem dúvida, muito melhor.

José Mayer

Na manhã desta terça-feira, figurinistas, diretoras, atrizes e outras funcionárias da TV Globo se reuniram na emissora no antigo Projac, em Jacarepaguá, num ato de apoio à figurinista Su Tonani, que acusa o ator José Mayer de assédio sexual. A manifestação começou às 10h, simultaneamente ao uso das hashtags #MexeuComUmaMexeuComTodas e #ChegadeAssédio em redes sociais. Sem mencionar o nome de José Mayer, várias atrizes, entre elas Sophie Charlotte, Drica Moraes, Alice Wegman e Tainá Müller postaram fotos em suas redes sociais vestindo camisetas com a frase “mexeu com uma, mexeu com todas”. Gloria Pires, Grazi Massafera, Bruna Marquezine, Camila Pitanga e Taís Araujo compartilharam a frase.

Mulher trans interpreta Jesus em peça em Osasco (SP) Resposta

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Dia 22 será encenada no SESC de Osasco (SP) o espetáculo “O Evangelho Segundo Jesus – Rainha do Céu”, da dramaturga transexual Jo Clifford.

Quem interpretará Jesus vai ser a atriz e ativista trans Renata Carvalho.

A identidade de gênero tem papel chave no espetáculo que busca transformação do olhar diante do grupo LGBT e construção de uma sociedade mais inclusiva e igualitária.

Ao recontar algumas parábolas bíblicas, como “ O Bom Samaritano”, “A semente de mostarda” e “A Mulher Adúltera”, o monólogo propõe uma reflexão sobre a opressão e intolerância sofridas por transgêneros e outras minorias e reitera valores cristãos como amor, perdão e aceitação.

Na Escócia

“O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu” estreou na Escócia em 2009 sob ameaças de censura e de ataque à autora.

Desde então, Clifford, que é católica fervorosa e ativista transgênero, recebeu prêmios como o Scottish Arts Club e LGBT Award, alcançando projeção internacional para seu trabalho.

Recepção no Brasil

Assim como na Escócia, a recepção da peça no Brasil teve certa resistência por parte de entidades religiosas.

Na maioria das cidades por onde passou houve alguma manifestação contrária ao espetáculo, seja por parte das comunidades católicas e também das evangélicas. Em Osasco não houve nenhuma tentativa de boicote, por enquanto.

Ingressos a partir de 14/4 na internet, e 15/4 nas bilheterias
22/4, ás 20h
Sesc Osasco: Av. Sport Club Corinthians Paulista, 1.300, Jardim das Flores.
R$ 20

Opinião

Se a intenção é passar uma mensagem de inclusão, tolerância e respeito, escrita por uma cristã ativista, não vejo problema, apesar de não ter assistido à peça. Aliás, mesmo que a autora não fosse cristã, mas houvesse respeito, não teria problema algum.

Quem não se lembra do episódio em que a trans Viviany Beleboni saiu na 19a Parada Gay de São Paulo crucificada? Viviany chegou a ser agredida perto de sua casa, após o episódio, mas, por outro lado, teve os pés lavados pelo padre católico Júlio Lancellotti e o pastor evangélico da Igreja Batista José Barbosa Júnior.

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Padre Júlio Lancellotti e pastor José Barbosa Júnior lavam os pés de Viviany Beleboni

Polêmica: atores gays publicam foto se beijando com Bíblias nas mãos Resposta

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Brando Flynn e Miles Heizer

Os atores Brandon Flynn e Miles Heizer da série “13 Reasons Why” causaram muita polêmica ao postarem foto se beijando cada um segurando uma Bíblia.  A foto causou tamanha controvérsia que Heizer deletou de sua conta no Instagram, mas caiu na net não tem jeito.

Houve elogios e críticas. Alguns alegaram que se trata de um livro sagrado.

Opinião

Não vi nada demais nas fotos. Não há desrespeito. Vai ver eles estava querendo mostrar que gays podem ser cristãos de boa. Pelo menos foi o que eu entendi.

E você, o que achou da foto?

Glória Perez pretende salvar vidas ao abordar universo trans em novela que estreia hoje Resposta

 

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Glória Perez

Diante dos dados de suicídios entre transgêneros, a autora da novela “A Força do Querer”, que estreia hoje, às 21h, na Rede Globo, Gloria Perez, diz que espera fazer por eles o que fez por dependentes químicos e portadores de transtornos mentais em O Clone (2001) e Caminho das Índias (2009). “Sei que vou salvar vidas. Ao criar uma empatia entre o público e os transgêneros, desejo permitir que essas pessoas sejam olhadas com compreensão”.

Gloria fala que preferiu começar o drama de Ivana, transexual vivida pela atriz Carol Duarte, já adulta. “Se fosse colocar isso na infância dela, muitos poderiam falar que eu estava manipulando o conflito. Tenho de pensar nos sentimentos adversos”.

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Carol Duarte estreia na TV como transexual

Ivana será incompreendida principalmente por sua mãe Joyce, interpretada por Maria Fernanda Cândido.”Novela no nosso país é algo que faz parte do nosso dia a dia. Então, à medida em que o folhetim se propõe a abordar uma questão, tenta abrir perguntas, e não fornecer respostas. Assim, a discussão se potencializa. Se a novela conseguir promover o debate, a missão está cumprida”, observa Maria Fernanda.

A trama também abordará o universo do transformista Nonato (Silvero Pereira). Ele sonha em montar um show. Chega do interior do Ceará e vira motorista do homofóbico e transfóbico Eurico (Humberto Martins). O personagem vai mostrar a diferença entre transgênero e travesti.

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Silvero Pereira estreia na TV como transformista

“Ele sai de sua cidade escorraçado, sua família não entende a necessidade que ele tem de se travestir. Como precisa do emprego de motorista, ele aceita trabalhar com esse homem homofóbico. Mais para a frente, seu patrão vai descobrir que ele não é Nonato, que ele é Elis Miranda, um artista transformista”, adianta Silvero Pereira.

Opinião

Excelente iniciativa da autora Glória Perez em tirar da invisibilidade uma parcela da população ainda marginalizada. Vamos ver como será a abordagem.

* Com informações do Notícias da TV

José Mayer é afastado de novela após acusação de assédio Resposta

 

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José Mayer é afastado de novela

Após as acusações de assédio sexual (leia clicando aqui) feitas pela figurinista Su Tonani na Folha de São Paulo, a Rede Globo resolveu dar um descanso à imagem do ator José Mayer. O galã estava reservado por Aguinaldo Silva para “O Sétimo Guardião”, novela para o ano que vem. A avaliação da emissora é de que será necessário tempo fora do ar para evitar desgaste. Além disso: personagens sedutores nunca mais.

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Figurinista Su Tonani acusa José Mayer

 

O ator nega a acusação. “Respeito muito as mulheres, meus companheiros e o meu ambiente de trabalho e peço a todos que não misturem ficção com realidade. As palavras e atitudes que me atribuíram são próprias do machismo e da misoginia do personagem Tião Bezerra, não são minhas. Nesses 49 anos trabalhando como ator sempre busquei e encontrei respeito e confiança em todos que trabalham comigo.”, disse Mayer em nota.

Não é o que diz Letícia Sabatella. Em sua conta no Facebook, a atriz da Globo escreveu: “José Mayer não se emenda, hein? Su Tornani, sinta-se apoiada em sua denúncia.” Letícia foi a única artista a se manifestar.

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Letícia Sabatella sai em defesa de Su

O texto diz que a emissora não comenta assuntos internos. No entanto, o canal diz que é contra a qualquer tipo de preconceito, violência e desrespeito. Além disso, uma das metas da empresa é zelas pelas relações entre os seus funcionários, a fim de que o trabalho sempre aconteça em um espaço de harmonia. “Todas as questões são apuradas com rigor, ouvidos todos os envolvidos, em busca da verdade”. “As medidas necessárias estão sendo tomadas”, finaliza a emissora.

 

Vamos aguardar a apuração do caso pela TV Globo, já que a figurinista não denunciou à polícia, e ver quais providências serão tomadas pela emissora, já que afastar de novela não é propriamente punição.

Bailarinos em cena gay quente na apresentação de Britney Spears Resposta

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Bailarinos de Britney em cena quente

Para ver o vídeo, clique aqui.

Os bailarinos da cantora Britney Spears não conseguiram controlar seus instintos durante uma apresentação em Las Vegas. Nas redes sociais, eles estão dando o que falar por causa de um vídeo em que os dois aparecem eretos por baixo de suas calças.

Na ocasião, eles dançavam ao som da música Slumber Party, roubando a cena no palco. Durante esse momento, ninguém olhava para outra coisa a não ser os volumes. Para quem não sabe, os nomes dos dançarinos são Jae Fusz e Mikey Pesante.

Na dança, eles pareciam simular uma cena de sexo. Confira a seguir:

“Moonlight”vence prêmio de associação LGBT Resposta

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Premiação de “Moonlight”

Depois de ganhar o Oscar 2017 de melhor filme, “Moonlight – Sob a Luz do Luar” segue colecionando prêmios. Agora, a produção recebeu a estatueta de Melhor Filme do GLAAD Media Awards, na noite deste sábado (1). A tradicional premiação é dedicada aos projetos que mais destacaram a comunidade LGBT nos EUA. As informações são do site The Hollywood Reporter.

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Cena de “Moonlight”

Produzido pela Vertical Entertainment, “Other People” recebeu o prêmio de Melhor Filme com Lançamento em Circuito Limitado, enquanto “Transparent” confirmou o favoritismo e ganhou entre as séries de comédia. “Shadowhunters” superou os conhecidos “Grey´s Anatomy”, “Orphan Black” e “How to Get Away With Murder” ao vencer em Melhor Série Dramática.

Queridinho do público de “Black Mirror”, “San Junipero” ganhou como Melhor Episódio de Série. Já “Eyewitness” recebeu o prêmio de Melhor Filme Para TV ou Minissérie. Neste ano, o GLAAD Media Awards chegou à 28a. edição em Los Angeles.

Brasil: pela primeira vez, travesti negra conquista título de doutora Resposta

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Megg Rayara Gomes Foto: Bruno Covello/Folha de São Paulo

Foram quatro anos de estudo na Universidade Federal do Paraná para Megg Rayara Gomes de Oliveira defender sua tese sobre racismo e homofobia nessa última quinta-feira (30) – e, assim, conquistar, de forma inédita no país, o título de doutora. Sua longa pesquisa foi feita com quatro professores negros gays, de ensino fundamental e médio, e abordou a resistência de homossexuais e negros na educação. Na banca, ela, que não revela a idade exata, usou um vestido vermelho que exibia nomes de travestis mortas. Formada em Desenho pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Megg tem duas especializações, em história da arte e história da cultura africana, e é mestra em educação também pela UFPR.

Professora substituta nessa mesma universidade, Megg diz ainda enfrentar preconceito e pretende lutar pela inserção de travestis no ensino superior. “A nossa presença [dos travestis], fora da prostituição, não é naturalizada. Por causa disso, eu encenei, por muito tempo, uma existência masculina que não era minha, para poder sobreviver. Foi um processo de resistência. (…) Fui percebendo que, se não tivesse boa formação acadêmica, não ia ter lugar nenhum no mundo. A minha existência era um fracasso absoluto. À medida que fui progredindo academicamente, fui me construindo como travesti negra, expressando minha identidade. Aí tinha um repertório para me proteger. (…) Hoje, sou professora da UFPR. Mas o espaço que me sobra é no serviço público, porque a iniciativa privada não contrata.(…) A defesa da minha tese é uma conquista coletiva. Do movimento negro e, principalmente, de travestis e transexuais. (…) A gente tem que ter voz, queremos ser tratas como pessoas que pensam e produzem conhecimento”, afirmou, em depoimento à Folha de S. Paulo.

Marília Gabriela desmente ser lésbica: “Sou doida por homens” Resposta

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A jornalista, atriz, cantora e apresentadora Marília Gabriela desmentiu um boato de um suposto envolvimento dela com outra mulher, em entrevista à revista “Brasileiros”.

Marília disse ser heterossexual, mas que não possui nenhum preconceito. Ela disse que muitas vezes teve que passar por certos tipos de insinuações de que ela é lésbica.

“Tudo começou quando me separei do meu ex-marido, lembro que tinha uma jornalista cruel que postou uma manchete dizendo que eu tinha me separado e ido embora para a Europa com uma mulher. Quando li essa notícia fiquei surpresa, mas nunca em minha vida tive interesse por alguém do mesmo sexo, afirmo que sou doida por homens e sempre serei.”

A Lei do Amor termina com recorde de casai gays, mas sem beijo na boca Resposta

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“A Lei do Amor”, novela das 21h, de Maria Adelaide Amaral e Vicent Villari, exibiu seu último capítulo nesta sexta-feira (31) com um recorde: o maior número de casais gays de uma novela do horário nobre. Apesar da representatividade maior, com três romances homossexuais, a abordagem foi sutil e não passou nem perto do beijo protagonizado por Mateus Solano e Thiago Fragoso em Amor à Vida.

“Vejo isso como um retrocesso. Quando você mostra um casal gay, mas não se aproxima da realidade em que ele vive, é uma espécie de omissão à homofobia”, opina Agripino Magalhães, líder estadual da Aliança Nacional LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais).

“Dentro do estilo melodramático, considero que ‘A Lei do Amor’ cumpriu a sua função social na teledramaturgia. Também considero que o beijo gay deixou de ser exatamente uma questão”, contrapõe Mauro Alencar, doutor em teledramaturgia brasileira e latino-americana pela Universidade de São Paulo.

Na novela, Zelito (Danilo Ferreira) conquistou o coração de Wesley (Gil Coelho) logo nos primeiros capítulos. O frentista se encantou pelo DJ, que foi assassinado a mando de Tião (José Mayer), e o romance foi abortado tragicamente.

Os autores deixaram para formar os outros dois casais gays só nesta última semana. Aliás, muitos casais gays são formados somente em finais de novela.

No capítulo de segunda (27), Wesley chamou Gledson (Raphael Ghanem) para sair, mas a cena teve só troca de olhares e sorrisos entre os dois, sem carinhos explícitos ou beijo. Por fim, depois de terminar com Misael (Tuca Andrada), Flávia (Maria Flor) aparecereu com uma namorada, Gabi (Fernanda Nobre), mas o romance também não foi explorado.

“Apesar da representatividade maior, o gay ainda é mostrado como aquela pessoa que ‘dá pinta’, que é motivo de chacota, ou muito superficialmente. Normalmente, não são personagens como um bancário, empresário, balconista, por exemplo, uma pessoa que pode constituir uma família e ter direito como qualquer outro”, analisa Magalhães.

Alencar acredita que o núcleo em que os personagens homossexuais são apresentados e a forma como se relacionam está relacionado ao estilo de cada escritor, não à imposição de rótulos. “Qualquer tema abordado na história da ficção mundial é retratado com diferentes intensidades. É isso o que diferencia um autor de outro”, opina.

*Com informações do “Notícias da TV”.

 Opinião

Quem acompanha o blog sabe que eu sempre reclamei da falta de beijo gay em telenovelas. Mas mostrar casais gays, desde que não seja nos últimos capítulos, ou até mesmo uma família homoafetiva é melhor do que nada. No mais, já existem seriados inúmeros retratando de maneira honesta e aberta a homossexualidade.

E para você, beijo gay é importante ou não em uma novela?

Lula manda mensagem a trabalhadores LGBT: “Somos iguais e merecemos respeito” Resposta

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Veja o vídeo clicando aqui

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou um vídeo nesta sexta-feira (31) com uma mensagem aos trabalhadores LGBT pelo apoio ao 4º Encontro de Trabalhadores e Trabalhadoras LGBT, realizado pela CUT de São Paulo entre 30 de março e 1º de abril.

“Eu tenho muito respeito por todos os gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais do nosso querido Brasil. É por isso que uma das primeiras medidas que tomei quando cheguei à presidência da República foi dar à Secretaria dos Direitos Humanos o status de ministério. Assim colocamos os Direitos Humanos no mesmo patamar das outras áreas do Executivo e demos mais espaço aos direitos da população LGBT”, lembrou Lula, citando ainda outras iniciativas de seu governo e da gestão de Dilma Rousseff.

“Mas não podemos parar por aí. Ainda temos muito a conquistar. Estamos só no começo. E eu tenho muito orgulho de lutar ao lado de vocês”, acrescentou Lula no vídeo. “Eu sei que na hora de pagar o Imposto de Renda ou votar ninguém trata o povo LGBT com preconceito, mas duarnte todo o dia tem uma parte da sociedade que trata esse grupo como pária da sociedade”, destacou.

“Vamos à luta porque somos iguais e merecemos tratamento digno nesse país”, finaliza Lula. Assista acima.

Opinião

Houve avanços durante os governos Lula e Dilma, mas quando ele tinha mais de 80% de aprovação e o Congresso “nas mãos”, não moveu uma palha para colaborar para a aprovação da criminalização da homofobia, porque estava aliado aos fundamentalistas evangélicos.

No governo Dilma houve veto do programa Escola Sem Homofobia. Dilma chegou a o kit anti-homofobia de “propaganda de opção sexual”.

Conselho Estadual LGBT critica Crivella Resposta

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Prefeito do Rio, Marcelo Crivella

Deu na coluna da jornalista Berenice Seabra, do jornal “Extra” que o Conselho Estadual LGBT está insatisfeito com o prefeito do Rio, Marcelo Crivella. “Sem recursos não tem como executar políticas públicas. Com uma coordenadoria, não tem status para se articular com outras secretarias”, disse Júlio Moreira, presidente do Conselho.

O coordenador da Diversidade Sexual, Nélio Georgini, da prefeitura do Rio foi elogiado.

Morre Gilbert Baker, criador da bandeira LGBT Resposta

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Gilbert Baker enrolado na bandeira do Arco-Íris

Gilbert Baker, artista e ativista de direitos LGBT, morreu aos 65. A causa da morte ainda não foi confirmada oficialmente.

Baker se envolveu intensamente no movimento LGBT dos EUA nos anos 70, junto com ativistas como Harvey Milk. Ele criou a bandeira com o arco-íris que virou o símbolo LGBT para a parada gay de San Francisco em 1978 e depois símbolo LGBT mundial.

Seu amigo e também ativista gay Cleve Jones lamentou a morte em seu perfil no Twitter. “Meu amigo mais querido no mundo se foi. Gilbert Baker deu ao mundo a Bandeira do Arco-Íris; ele me deu quarenta anos de amor e amizade.”

De acordo com a biografia postada em seu site oficial, ele estava morando em Nova York.

Baker nasceu no Kansas em 1951, se baseou em San Francisco no início dos anos 1970, enquanto servia o Exército dos EUA, no começo do movimento pelos direitos LGBT.

Baker começou a fazer cartazes para o direito dos LGBTs muitas vezes a pedido de Milk, que se tornaria o primeiro gay assumido eleito para cargos públicos na Califórnia.

“Doctor Who”terá viajante lésbica Resposta

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Cena da nova temporada da série com Pearl Mackie e Peter Capaldi Imagem: reprodução BBC

 

A série “Doctor Who” retorna no próximo dia 15 de abril. Uma das principais novidades é que o personagem terá uma acompanhante lésbica pela primeira vez.

Bill Pots será interpretada pela atriz Pearl Mackie. “Sim, Bill é gay. E isso não deveria ser uma grande questão no século XXI. Já estava na hora, não estava?”, questionou Mackie. “Essa representação é importante. Lembro-me de assistir TV enquanto uma jovem menina de origem miscigenada e não ver muitas pessoas como eu. Então acho que ter uma oportunidade de se reconhecer na TV é importante”, disse a atriz.

A série já teve personagens gays em outras ocasiões, mas Posts será a primeira viajante abertamente gay.

Esta é a última temporada com Peter Capaldi.

Grindr cria gaymojis para usuários Resposta

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O criador do Grindr, Joel Simkhai, resolveu disponibilizar 500 novos ícones que representam expressões e símbolos comuns entre a comunidade LGBT.

Segundo Joel, os símbolos hoje são bastante limitado (e são mesmo!) e não evoluíram com seus usuários (não mesmo!). “Se eu quero dizer alguma coisa relacionada a sair para dançar, eu preciso usar a mulher de vestido vermelho. Por que não existe uma cara dançando? Isso sempre foi estranho para mim”, explicou Simkhai

“O que está por trás dos emojis, ou gaymojis, é que eles tiram a pressão de ter que dizer alguma coisa em uma conversa online”, explicou a linguista Gretchen McCulloch, em uma conferência do festival SXSW, um dos maiores na área da tecnologia.

“É tipo: ‘Segue aqui uma imagem legal para eu não ter que criar uma frase espirituosa’. A pessoa não está tentando comunicar nada em particular mas quer deixar claro que deseja continuar a conversa. É como dizer: ‘Hey, ainda estou aqui!’”, disse McCulloch.

Doug Myers, professor do Departamento de Mulher, Gênero e Sexualidade da Universidade de Virgínia, alerta para o problema de se ter uma linguagem que não foi criada organicamente por uma minoria. “Ter gírias comuns pode beneficiar um grupo, mas também pode excluir pessoas, criando formas particulares e normativas de pensar sobre sexo”, disse ele ao “New York Times”.

Muito bacana a ideia!

Daniel Newman sai do armário Resposta

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Daniel Newman é gay

Daniel Newman resolveu sair do armário aos 35 anos por meio de sua conta no Twitter. O ator é responsável por dar vida a Daniel, membro do O Reino, na série da AMC “The Walking Dead”.

“Eu sou #OUTandPROUD #LGBT, amo vocês, tenham orgulho de serem vocês mesmos”, escreveu. Depois do anúncio, o ator recebeu vários comentários em seu apoio. “Nós precisamos de todos do jeito que você é! Eu conversarei com vocês”, completou.

E realmente, mais tarde, Newman voltou a falar sobre assumir-se gay. Ele postou um vídeo no YouTube se explicando melhor. “Eu cresci em uma casa muito conservadora do sul da Geórgia, e realmente não importava o que era a sua sexualidade – não era conversa aberta, era sempre ‘Não fale sobre sua vida privada’, então eu estava tão acostumado a isso”, revelou.

Bem-vindo ao clube, lindo!

Veja o vídeo:

Livro infantil terá Papai Noel gay e negro Resposta

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Ilustração do livro

Neste ano de 2017 teremos um Papai Noel que foge à regra (padrão heteronormativo norte-americado. O selo Harper Desing, da Editora Harper Collings, anunciou que vai publicar um Papai Noel Negro que vive um romance inter-racial com um velhinho branco. Um urso, não e, gente?

“Santa’s Husband”(Marido do Papai Noel) foi escrito por Daniel Kibblesmith, um dos roteiristas do programa “The Late Show”. Além disso, Daniel é co-autor do livro “How to Win at Everylhing”(“Como Vencer Tudo”) e autor da série em quadrinhos “Valiant Hight”. As ilustrações são de autoria de AP Quach.

“Eu e (minha esposa) Jean Ashley Wright decidimos que nosso futuro filho só vai aprender que Papai Noel é negro. Se vir algum Papai Noel branco na rua, vamos responder que esse é o namorado dele”, disse Kibblesmith.

Polêmica antiga

Em 2013 a âncora do canal Fox News, Megyn Kelly, atordoada com a possibilidade de um Papai Noel negro levantada pela colunista Aisha Harris, insistiu que ele era branco, assim como Jesus. Só que Papai Noel é derivado de São Nicolau, um monge do século IV que vivia na Turquia. Jesus, como todos sabem, era um judeu que nasceu no Oriente Médio. Não há muito de caucasiano nessas figuras históricas.

O livro será lançado em 10 de outubro.

Opinião

Papai Noel deve ser criado com todas as etnias, para que as crianças sejam realmente representadas. E por que não gay? Afinal, existem famílias homoafetivas, não é mesmo.

Aqui no Brasil, clima tropical, Papai Noel deveria estar trajado de bermuda.

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Preservar a intimidade? 1

Theodoro Cochranea no Lollapalooza para curtir o show do Bastille

Theodoro Cochranea no Lollapalooza para curtir o show do Bastille

O ator Theodoro Cochrane, filho da jornalista Marília Gabriela, durante o Lollapalooza, no último sábado (28) comentou sobre uma das cenas mais faladas da novela ‪#‎Babilônia‬, o beijo envolvendo as personagens de Fernanda Montenegro (Teresa) e Nathalia Timberg (Estela):

“A gente vive em um país que os paradigmas precisam ser quebrados aos poucos”, comentou Theodoro. O ator foi flagrado beijando um outro rapaz no carnaval de Salvador, mas sobre esse beijo, ele preferiu se calar, na tentativa de preservar a sua intimidade.

Mas fica a pergunta: como preservar a intimidade após ter sua foto, beijando um outro homem, em um local público, divulgada nas redes sociais? Seria mais fácil Theodoro falar abertamente sobre o assunto? Mais fácil para ele, pois encerraria o assunto de vez. E bom para o movimento LGBTI, pois teríamos um ator assumindo sua homo ou bissexualidade ou sua curiosidade, coisa rara entre os atores brasileiros. Teríamos uma referência a mais. O gesto de sair do armário que já está escancarado serviria para ajudar a banalizar o tema e tornar um beijo homoafetivo algo normal, natural, até chegar o dia em que esse tipo de gesto não precise mais ser notícia.

E você, o que acha: Theodoro está certo em se calar sobre o seu beijo ou deveria falar sobre ele?

Beijo entre Theodoro e outro homem, no carnaval deste ano, em Salvador.

Beijo entre Theodoro e outro homem, no carnaval deste ano, em Salvador.

O povo vaiou a presidenta Dilma #CopaSemRacismo #CopaSemHomofobia 1

A presidenta Dilma Rousseff foi xingada três vezes e vaiada uma vez durante o jogo Brasil X Croácia. Claro que ela já esperava algum tipo de manifestação contra ela, tanto que não discursou e nem ficou sentada na primeira fila de sua área VIP do VIP, na Arena Corinthians. Aliás, basta dar uma lida nas redes sociais para ver a insatisfação e a raiva de algumas pessoas. A questão é que Dilma virou bode expiatório para todos os problemas que acontecem no País, nem todos são responsabilidade dela.

Culpar a “elite branca”, culpar a imprensa ou dizer que foi uma manifestação misógina ou machista é ridículo. Lula foi vaiado em pleno Maracanã. Aécio Neves foi agredido em pleno Mineirão, quando Brasil e Argentina jogaram pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010 e Diego Maradona era o técnico. Na época disseram: “Ei Maradona, vai se f…, o Aécio cheira mais do que você”.

Uma parcela da população está insatisfeita com o governo atual. E os xingamentos partiram da arquibancada e não da área VIP. Eu estava lá e posso garantir que parte da área VIP começou a xingar depois. E a arquibancada era formada por muita gente que se endividou para pagar um ingresso. Pela classe média e não só pela elite. Eu peguei o trem para ir à Arena e vi isso: famílias de classe média indo ao estádio. E mesmo que o estádio estivesse tomado só pela elite, a elite não pode se manifestar? E mais: Dilma faz parte da elite, ela estava em uma área separada da área VIP, com outras pessoas que fazem parte da elite também.

Xingar, vaiar um chefe de Estado vai mudar alguma coisa? Claro que não, é falta de respeito. Não concordo com esse tipo de manifestação. Assim como não concordo com manifestações violentas nas ruas.

Vejo gente criticando as vaias e os xingamentos que a presidenta levou e se calando diante de manifestações violentas nas ruas, com quebra-quebra, arruaça, com depredação de imóveis públicos. São dois pesos e duas medidas?

Aliás, esse papo de “elite branca” é papo furado, pois somos uma mistura de etnias e muitos que usam esse termo fazem parte da elite e são brancos.

Não precisamos xingar, não precisamos fazer arruaça, precisamos, sim, de um debate sério a respeito do que queremos para o nosso Brasil. Sem ódio. E quem está insatisfeito que mostre a sua insatisfação em outubro.

Após casamento gay, homofobia cresce assustadoramente na França 1

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As queixas de atos de homofobia aumentaram 78% em 2013 na França, em relação ao ano anterior, de acordo com um relatório da associação francesa SOS Homofobia. A organização avalia que a alta é uma consequência dos debates sobre a legalização do casamento entre casais homossexuais, aprovada em 2013 pelo Parlamento.

“Nos últimos 20 anos, as denúncias de homofobia recebidas pela nossa associação só aumentaram. Mas esse número literalmente explodiu em 2013”, afirma o documento, que relata 3.500 casos.

Os atos de discriminação incluem insultos recebidos na internet, no ambiente profissional ou na rua (39%), e ameaças ou agressões físicas (6%). A cada dois dias, uma agressão física foi registrada pela associação no território francês, um aumento de 54% em relação a 2012.

A SOS Homofobia percebeu também uma “explosão” do número de agressões verbais realizadas através da internet – eram 656 casos em 2012 e foram 1.723 ocorrências em 2013. O número de queixas de atos homofóbicos feitos no ambiente escolar subiu 25%.

Efeito colateral

“Nós comemoramos a aprovação da lei sobre o casamento para todos e todas, um novo passo em direção à igualdade. Mas essa vitória deixou um gosto amargo”, diz a entidade, segundo a qual “os argumentos” pronunciados pelos opositores ao casamento homoafetivo, durante os debates sobre o assunto, “legitimaram os insultos e as violências homofóbicas”. Na época, centenas de milhares de franceses religiosos e conservadores foram às ruas para protestar contra a aprovação da lei.

A associação destaca que, para muitos homossexuais ou transsexuais, a homofobia faz parte do cotidiano, como receber cartas anônimas ofensivas de vizinhos ou ouvir frases desrespeitosas na rua. “Em duas ocasiões, uma vizinha já me disse que todos os gays deveriam ter aids e que seria melhor para mim se eu gostasse de mulher”, relatou o parisiense Antonin, à ONG.

Opinião

O casamento homoafetivo foi uma grande conquista dos franceses. Resta ao governo fazer programas educativos e punir com rigor os casos homofônicos e transfóbicos.

*Com informações da RFI