Star Wars Resistance: produtores confirmam 1º casal gay da saga Resposta

Orka e Flix são um casal gay, confirmaram produtores de Star Wars Resistance Imagem: Divulgação

Os produtores da animação Star Wars: Resistance Justin Ridge e Brandon Auman confirmaram que os personagens Orka e Flix, dublados por Bobby Moynihan e Jim Rash, respectivamente, formam um casal e que essa relação existe desde sua primeira aparição na série.

De acordo com entrevista concedida pela dupla no podcast Coffee With Kenobe (via ComicBook), é um orgulho poder dizer ao público que os personagens estão em uma relação feliz. Moynihan disse que guarda essa informação há um ano e meio e que agora finalmente pode afirmar que quando Flix diz “eu te amo”, seu personagem responde “eu sei”, relembrando a clássica fala de Han Solo em O Império Contra-Ataca.

Além dos personagens originais da série, este segundo ano contará também com vilões da nova trilogia como Capitã Phasma, General Hux e o agora Supremo Lider Kylo Ren.

A segunda e última temporada de Star Wars Resistance estreia em 6 de outubro nos Estados Unidos.

Megan Rapinoe, eleita melhor jogadora de futebol do mundo: “Seria ótimo se todos se posicionassem contra homofobia e racismo” Resposta

Eleita pela FIFA nesta segunda (24) a melhor jogadora do mundo, a americana, Megan Rapinoe (34), em seu discurso, lembrou dos casos de racismo vividos pelo inglês Raheem Sterling, do Manchester City, e pelo senegalês Kalidou Koulibaly, do Napoli. Também lembrou da garota iraniana Sahar Khodayari, que morreu ateando fogo ao próprio corpo após ser presa tentando assistir à uma partida de futebol em seu país, e das “incontáveis jogadoras LGBTQ+ que lutam todos os dias”. “Essas histórias me inspiram e me entristecem”, afirmou a jogadora. “Seria excelente se todos se posicionassem contra racismo, homofobia e a favor da igualdade salarial. Temos a oportunidade no futebol de usar esse jogo para mudar o mundo para melhor”.

São Bernardo do Campo (SP): jovem, vítima de homofobia, é espancado e está em estado grave Resposta

Foto: Facebook

Mais um caso de homofobia, agora em São Paulo. Um jovem foi espancado por um grupo de seis pessoas na saída de uma casa noturna em São Bernardo do Campo, na região do ABC, em São Paulo. Roger Passebom Junior, de 22 anos, teve traumatismo craniano e está internado em estado grave no Hospital Municipal de Clínicas.

A confusão começou horas antes dentro da boate. De acordo com amigos que estavam junto com o jovem, a vítima estava comemorando seu aniversário quando alguns jovens, que eles não conheciam, começaram a provocá-lo.

Roger teria respondido, houve uma discussão e os seguranças retiraram da festa os rapazes que começaram as provocações. Porém, eles ficaram do lado de fora do local esperando Roger para começarem a briga.

Silvio Brito, tio da vítima, declarou ao G1 que os agressores, junto de outras três pessoas, atacaram primeiro o amigo de Roger – que já estava dentro do carro, pronto para ir embora. “Nessa, meu sobrinho saiu do banco de trás e desceu para ajudar o amigo que estava sendo espancado. Aí a ira deles todos se voltou para o meu sobrinho”, contou à publicação. “Caído no chão, começaram a chutar ele. Chutaram muito, principalmente na região da cabeça”, completou. Roger foi socorrido por uma viatura da polícia que passou pelo local.

O tio contou ainda que, enquanto espancavam o jovem, os agressores gritavam ofensas homofóbicas. “Homossexual tem que morrer, é isso que eles falavam: homossexual tem que morrer”.

No Facebook, o pai de Roger fez um apelo emocionado:

Polícia encerra inquéritos e conclui que não há relação entre mortes de mulheres trans em Santa Maria (RS) e nem indícios de transfobia Resposta

Foto: Renan Mattos (Diário)

A Polícia Civil encerrou a investigação sobre os homicídios de duas mulheres trans em Santa Maria, concluindo que não há relação entre os dois casos nem indícios de que tenham sido motivados por transfobia. Três homens foram presos preventivamente e indiciados pelos crimes, ambos ocorridos em 7 de setembro. A Polícia Civil não divulgou a identidade dos presos.

Conforme o delegado regional Sandro Meinerz, Caroline Dias, de 27 anos, foi morta durante uma tentativa de estupro. A morte de Nemer da Silva Rodrigues, 37 anos, por sua vez, teria como pano de fundo uma discussão pelo empréstimo de um capacete.

No dia 13, a Polícia Civil prendeu preventivamente dois suspeitos de matarem Nemer. A dupla tinha antecedentes por posse de drogas, e, conforme a investigação, teriam armado uma emboscada como forma de vingança. Um deles pegou emprestado o capacete de Nemer, e ela estaria cobrando o objeto de volta.

No dia seguinte, foi preso o terceiro suspeito, que confessou ter matado Caroline Dias. Ele estava preso desde abril deste ano e havia sido solto no dia 6 de setembro, horas antes do crime.

Agora, os inquéritos serão remetidos à Justiça.

Emmy 2019: Patricia Arquette faz discurso sobre sua irmã trans que morreu. Veja Resposta

 (Kevin Winter/Getty Images

Patricia Arquette fez um dos discursos mais emocionantes do Emmy 2019, que aconteceu nesse domingo (22). Ao receber o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante de Série Dramática, por The Act, ela falou a respeito da morte de sua irmã, Alexis. 

Com muito pesar, Patricia homenageou a irmã e pediu por mais respeito às pessoas trans, como Alexis. No discurso, a atriz não segurou as lágrimas.

Isso é incrível [o prêmio], mas no meu coração eu estou muito triste. Eu perdi minha irmã, Alexis. E as pessoas trans ainda estão sendo perseguidas. E eu estou de luto todos dias da minha vida, Alexis, e eu estarei todos os dias, por você, até que a gente mude o mundo. Para que as pessoas trans não sejam mais perseguidas. E deem emprego a elas. Elas são seres humanos, vamos dar emprego a elas”.

Trans de 15 anos é assassinada em Itaquaquecetuba (SP) Resposta

Foto: Facebook/Reprodução

Uma trans de 15 anos foi encontrada morta em um terreno na cidade de Itaquaquecetuba, em São Paulo. O corpo de Médely Razard foi achado nu e amordaçado, com uma bermuda na cabeça e sinais de abuso. A adolescente sumiu na noite da quinta-feira (20), após sair da casa do irmão, a cinco minutos da própria residência. O corpo foi encontrado um dia depois.

Por volta das 21h da quinta, Médely mandou uma mensagem para a mãe avisando que já estava indo para casa. Ao sair do apartamento do irmão, ela teria dito que iria ver uma amiga antes de retornar para a residência. Os pais da vítima se deram conta do sumiço na manhã do dia seguinte, quando a cunhada dela foi até a casa da família perguntando pela adolescente.

O corpo de Médely foi encontrado por um segurança. Ao lado do corpo, estava o celular dela, o que facilitou a identificação da vítima. Em volta do pescoço da vítima havia um cordão enrolado, que a polícia acredita que tenha sido o objeto utilizado para matá-la. O corpo também tinha dentes quebrados, ferimentos nos braços e pernas e outras marcas de agressão. Nenhum objeto foi levado.

A polícia ainda procura os autores do crime, mas uma das hipóteses é a de que o assassinato tenha relação com homofobia.

Brasileira trans é morta com 15 facadas na Espanha Resposta

Uma brasileira transexual de 38 anos foi encontrada morta em um apartamento usado como casa de prostituição na Espanha no último sábado. Em seu corpo havia pelo menos 15 perfurações por arma branca, segundo a Polícia Nacional espanhola. A hipótese levantada pelos investigadores recai sobre os homens que frequentavam o local.

A vítima foi encontrada por volta das 16h (horário local) por uma diarista, que acionou a delegacia de Avilés. De acordo com a perícia, o crime deve ter ocorrido num período de até 24 horas antes, informou o jornal espanhol “El Comercio”. Os ferimentos estavam na região do peito e das costas.

Testemunhas contaram que a mulher não morava naquele apartamento, que era usado apenas para seu trabalho na prostituição.

“Todos sabíamos que o que acontecia ali, mas era relativamente discreto. Que eu saiba, nunca houve confusão, e muito menos ouvimos barulhos ou discussões que nos chamassem a atenção”, disse um vizinho.

As investigações seguem em andamento. Não há ainda informações sobre suspeitos ou motivação do crime. A identidade da vítima foi preservada.

A comunidade LGBTQ+ da região convoca nas redes sociais um protesto em repúdio ao crime às 20h (15h no horário de Brasília) desta segunda-feira, em frente ao prédio Gota de Leche, em Gijón, no Principado de Astúrias.

Em uma publicação, ressaltam a necessidade da aprovação de uma lei que ampare os indivíduos trans “para que essas situações de vulnerabilidade que matam sejam evitadas”. 

Billy Porter faz história e se torna o 1º gay a ganhar Emmy de Melhor Ator em série dramática Resposta

Foto: Kevin Winter

Protagonista de da série Pose, o ator, cantor e ativista Billy Porter entrou para a história dos Emmy Awards ao levar a estatueta de Melhor Ator em Série de Drama. Essa foi a primeira vez que um ator assumidamente gay venceu na categoria. Na trama, Billy interpreta o personagem Pray Tell.

Subindo ao palco com sua brilhante roupa de Michael Kors Couture, Porter ficou emocionado ao agradecer seu elenco, aos criadores do programa Ryan Murphy, Brad Falchuk, Steven Canals e àqueles que apoiaram sua carreira.

“A categoria é amor, pessoal! Amor! Estou tão sobrecarregado e muito feliz por ter vivido o suficiente para ver este dia. James Baldwin disse: ‘Foram necessários muitos anos para vomitar toda a imundície que me haviam ensinado sobre mim e no meio do caminho acreditei que eu pudesse andar pela Terra como se tivesse o direito de estar aqui’. Eu tenho o direito. Você tem o direito. Todos nós temos o direito.”

Ele derrotou outros concorrentes de peso, como Jason Bateman – que intrepretou Marty, de Ozark; Sterling K. Brown – Randall, de This is Us; Kit Harington – Jon Snow, de Game of Thrones; Bob Odenkirk – Saul, de Better call Saul; e Milo Ventimiglia – o Jack, de This is Us.

Criada por Ryan Murphy, Steven Canals e Brad Falchuk, a série entrou para a história com o maior elenco de atores transgêneros da história da televisão americana e o maior elenco LGBTQ+ de uma série já produzida

A trama se passa em Nova Iorque, no final da década de 1980, onde Blanca abriga jovens LGBTs que foram expulsos de suas casas. A época foi marcada pela ascensão da cultura de luxo e o surgimento dos bailes LGBTQ+. A segunda temporada se passa em 1990.

Transmitido originalmente pela FX, Pose estreou em 2018. A série é transmitida no Brasil pela FOX Premium.

Jairo Bouer: “Pai pode proteger filhx LGBT de efeitos nocivos da discriminação” Resposta

Crédito: Fotolia

Gays, lésbicas e bissexuais que já sofreram discriminação, mas têm o apoio paterno, têm níveis mais baixos de um marcador inflamatório que está ligado a doenças cardiovasculares. A descoberta, feita por cientistas norte-americanos, revela como a presença do pai pode ter efeito protetor sobre o estresse enfrentado pelas minorias sexuais.

O trabalho, publicado no periódico Psychoneuroendocrinology, foi feito por uma equipe da Faculdade de Saúde Pública Global da Universidade de Nova York.

Os cientistas encontraram uma forte associação entre episódios de discriminação e níveis mais altos de proteína C reativa, um marcador associado a risco mais alto de infartos e derrames. Isso mostra como o preconceito pode levar a população LGBTQIA a ter uma condição pior de saúde.

Mas eles perceberam que os indivíduos que tinham o apoio dos pais apresentavam níveis mais baixos que aqueles que não tinham esse privilégio. Curiosamente, as mães não exerceram esse tipo de papel protetor.

A equipe utilizou dados de um grande estudo com adultos de 24 a 33 anos, que tinham passado por exames médicos e respondido questões sobre relacionamento com os pais e discriminação. Os pesquisadores se concentraram em 3.167 que relataram se dar bem com os pais e 3.575 que se davam melhor com as mães.

Para os autores, os resultados sugerem que as pessoas têm negligenciado o papel dos pais no bem-estar de minorias sexuais. De qualquer forma, eles ressaltam que o apoio social é fundamental para essa população, qualquer que seja a fonte.

Jairo Bouer

Fonte: Blog do Jairo Bouer

Xuxa critica censura aos LGBTs e preconceito: “é crime” Resposta

Foto: Instagram

Preciso falar pois estou engasgada e atordoada, sobre a censura do beijo gay na Bienal do Rio de Janeiro.Vamos lá: me manifestei  a favor da . demonstração de amor entre duas pessoas. Fui aplaudida por uns, apedrejada, criticada e ofendida por outros. Não respondi às críticas como queria e isso foi me fazendo um mal danado. Por isso, mais uma vez, usarei minha coluna como meu divã – já que não tenho terapeuta, vai ser com vocês mesmo.

Se discriminação e preconceito são crimes, como isso pode passar sem nenhuma advertência ou mesmo um pedido de desculpa à população? Tentei entender os lados e não consegui, pois se o beijo fosse entre um homem e uma mulher, não seria censurado. Então por que entre dois homens ou duas mulheres é? Isso é discriminação com todo o grupo de pessoas: homossexuais, LGBTQs…

Vamos tentar entender: se você ler livros para jovens e crianças com brigas e lutas não é censurado. Mas você não estaria estimulado o ódio? Mas um afeto, um gesto de demonstração de carinho é? Li uma pessoa na minha página dizendo: “Não gosto de demonstração de carinho em público.” Era só um livro ou estou louca? Mas, nas ruas, se for uma briga junta gente para aplaudir, gravar, torcer… E um beijo você vira a cara e não gosta de ver?

Tem algo muito errado. Li também: “Você é contra a família”. Como assim? Se algum membro da família é gay, deixa de ser família? Ouvi uma pessoa falar: “O que dizer pra uma criança (no caso sua neta) quando ela vir dois homens se beijando?” Diga que são seres humanos demonstrando amor, carinho e afeto. É amor.

Li também (essa é a pior): “Deus não gosta disso”. Deus disse: “Amai ao próximo como a ti mesmo”. Ele não falou o próximo de outro sexo como a ti mesmo. Se Deus é amor, Deus aceita, compreende e o ama também. Censurar os gays é crime disfarçado de censura, pois discriminação é crime. Preconceito é crime. Depois dessa notícia soube que um casal de meninos se beijou (um selinho) em um ônibus, o motorista mandou que saíssem e bateu demais no rosto dos dois.

Ou seja, amor gera amor, gentileza gera gentileza e esse ato estimulou o ódio. Essa censura estimula mais preconceito. Esse motorista se viu no direito de fazer o que fez e pasmem, não pagará por isso? Não importa se você é político ou motorista de ônibus. Se você tem uma religião ou não: julgar um ato de amor como um erro é mais errado ainda.

E para me deixar mais zonza ainda, li uma pessoa dizendo: “Só falta ver desenhos de crianças transando com adultos”. Não meu senhor, não! Isso também é crime: é pedofilia.

Vamos esclarecer as coisas: crianças, jovens, adultos, seres humanos vieram ao mundo pra amar e serem amados. Essa é a Lei de Deus. O resto pode ser considerado censura.

Maceió (AL) tem casamento homoafetivo coletivo Resposta

Doze casais homoafetivos oficializaram união em casamento coletivo em Maceió — Foto: Adeildo Lobo/Arquivo Pessoal

Doze casais homoafetivos oficializaram a união nesta nesta quarta-feira (18) no Museu Théo Brandão, em Maceió, capital de Alagoas. O casamento coletivo foi um ação do programa Justiça Itinerante do Poder Judiciário de Alagoas. A cerimônia foi realizada em parceria com o Grupo Gay de Alagoas. 

A aposentada Maria das Graças e a funcionária pública Josy de Oliveira formam um dos casais que realizou o sonho de oficializar a união. Elas estão juntas há 10 anos. 

“Família, amigos e colegas de trabalho veem de forma diferente da gente, aí quando a gente tem pessoas que juntam, que somam, a gente fica muito feliz. Era bom que todo mundo conseguisse somar com a gente. O que importa é o amor. Já tive um relacionamento de 20 anos e não tive nada do que tenho hoje em dez”, disse Josy de Oliveira. 

O coordenador da Justiça Itinerante, o juiz André Gêda, explicou que o objetivo principal da ação é resguardar os direitos para os casais com a oficialização da união. Ele disse que o casamento com pessoas do mesmo sexo é um fato social importante. 

“No Direito Previdenciário, muitas vezes o nubente vem a falecer e o outro procura o órgão para habilitar uma pensão por morte e é exigida justamente a certidão de casamento. No Direito Sucessório, a pessoa convive com a outra, morre e um familiar do falecido, usando da expertise, tenta se apropriar de bens que não foram construídos por eles, mas sim pelo casal e para evitar isso a pessoa prejudicada tem que ingressar com uma ação para configurar a união estável”, disse o juiz.

O presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, disse que mais importante que a simbologia do casamento, é propor uma série de direitos que só os casais heterossexuais tinham até 2011. 

“Entre as vantagens da oficialização do casamento LGBT estão o direito à renda conjunta para aquisição de imóveis e direito à pensão por morte, onde antigamente a família vinha e tirava tudo que era construído há décadas, conhecemos casos de 40 anos de convivência. É garantir o direito à seguridade dos bens, garantir a questão da adoção, inclusão no plano de saúde e seguro de vida. Não é só a questão da simbologia. Não é só o bolo e a cerimônia, é garantir direitos para essa população”, explicou Correia. 

Nildo Correia também falou que existe uma proposta de realizar outras ações em parceria com a Justiça que ajudem as pessoas a conseguiram mudar o nome em documentos oficiais e a obter orientações da Justiça sobre adoção. 

“São parceiros como o Tribunal de Justiça que fortalecem essa bandeira de luta do movimento LGBT aqui no estado, encabeçada pelo Grupo Gay de Alagoas”, disse o presidente do GGAL.

Com informações do G1

STF determina inclusão de casais homoafetivos em lei de valorização da família Resposta

Plenário do STF

A pedido do Partido dos Trabalhadores (PT), o Supremo Tribunal Federal (STF) obrigou a inclusão de casais homoafetivos em políticas de valorização da família previstas por uma lei do Distrito Federal (DF) aprovada no ano passado.

A norma considera entidades familiares somente o núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher, em casamento ou união estável.

A inclusão de homoafetivos foi aprovada por unanimidade pelos 11 ministros num julgamento virtual, sem discussão presencial.

A lei estabelece diretrizes para garantir a segurança e assistência social a famílias em situação de vulnerabilidade, por violência ou dependência causada por drogas, principalmente.

Filme baseado na obra de Thalita Rebouças, com Maisa Silva, terá beijo gay Resposta

O filme conta com participações especiais, como da apresentadora Fernanda Gentil

Beijo gay foi um tema muito comentando na imprensa e nas redes sociais nas última semanas. O assunto surgiu com força após o prefeito Marcelo Crivella censurar uma HQ de Vingadores na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro. O povo não aceitou e teve até protesto dentro da Bienal.

Depois o assunto volto à tona, quando foi anunciado que o filme “Minha mão é uma peça 3”, de Paulo Gustavo, não terá beijo gay durante o casamento entre o personagem Juliano (Rodrigo Pandolfo) e Thiago (Lucas Cordeiro), assim como em sua união com o médico dermatologista Thales Bretas. Muito internautas criticaram a opção de Paulo Gustavo e ele teve que se explicar no Instagram.

Nesta segunda (16), Ela Disse, Ele Disse foi exibido para a imprensa. Trata-se do novo filme estrelado por Maisa Silva, inspirado no livro de Thalita Rebouças. É a história de Rosa (Duda Matte) que, em novo colégio, precisa se enturmar. Vive, então, as dores e os amores da adolescência, se apaixonando por Léo (Marcus Bessa), fazendo novas amigas e rivalizando com a antagonista, papel de Maisa.

O beijo em Ela Disse, Ele Disse aparece de todas as formas: entre menino e menina, menino e menino e menina e menina.

A troca de carinho entre os jovens gays aparece de forma delicada e rápida entre outros beijos em uma cena onde os alunos da Escola Integrada Rebouças fazem uma campanha para impedir a advertência dos protagonistas Léo e Rosa, que se beijaram no corredor do colégio e foram dedurados por Julia para a diretora conservadora Madalena (Maria Clara Gueiros). Solícitos, os colegas criam a #correntedobeijo e acabam amolecendo o coração da diretora durona.

Thalita Rebouças. Foto: Reprodução

Thalita falou sobre como ela inclui a temática LGBTQ+ em suas obras, sem gerar polêmica. “Ninguém nunca criticou. O que eu mais escuto dos leitores é sobre a leveza que trato os temas. Não quero dar lição de moral em ninguém. Abordo muitos assuntos polêmicos com naturalidade, de forma bem leve”, declarou em entrevista ao UOL.

“Tenho um livro LGBTQ+, que inclusive o Felipe Neto comprou para distribuir na Bienal, o Confissões de Um Garoto Tímido, Nerd e (Ligeiramente) Apaixonado. Sempre incluo diversidade nas minhas obras. Sou a favor do amor”, defende.

A autora acompanhou de perto a escolha do elenco, que conta com as participações da apresentadora Fernanda Gentil e a influenciadora digital Bianca Andrade, mais conhecida como Boca Rosa.

O filme estreia dia 03 de outubro.

Jogo do Bahia ganhou bandeiras arco-íris de escanteio em ato contra homofobia Resposta

O Esporte Clube Bahia foi o protagonista no último fim de semana de uma campanha de promoção dos direitos humanos. O time baiano fez uma manifestação pública no último domingo (15) contra a homofobia durante uma partida contra o Fortaleza.

A ideia da campanha é combater o preconceito e discriminação contra a comunidade LGBTQe diminuir a agressividade, sejam elas físicas ou verbais nas arquibancadas. Diversas bandeiras do arco-íris estiveram presentes nas linhas de escanteio durante a partida, que terminou empatada (1 a 1 ), válida pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Bahia também usou uma hashtag de promoção à campanha nas redes sociais, além de produzir um vídeo e divulgar um manifesto coletivo. Os torcedores puderam acompanhar online toda a preparação para o evento seguindo a hashtag #LevanteBandeira.

No vídeo, um torcedor homossexual expõe os preconceitos que vivencia devido à sua orientação sexual. Ele relata sua história enquanto costura uma bandeira arco-íris para ser usada em campo.

Em seguida, explana sobre a importância da igualdade e do respeito mútuo. “Sempre que alguém disser onde acaba meu campo, eu levantarei bandeira”, diz o rapaz no vídeo. O vídeo termina com a frase “Não existem linhas que limitem o amor. Diga não a homofobia”.

Homofobia nos estádios

Neste ano, vários clubes brasileiros têm organizado campanhas de repúdio e combate aos gritos homofóbicos disparados nos estádios.

Reações preconceituosas são punidas com desconto de pontos no campeonato. O Vasco, por exemplo, está sendo investigado por conta de músicas que a torcida cantou durante a partida contra o São Paulo em 25 de agosto.

Para acompanhar a mudança, o Bahia fez uma reestruturação do departamento de marketing e realizou diversas ações nos últimos meses em defesa de temas direitos humanos. Ele já se manifestou contra o racismo ao lado do Grêmio.

Altivo, o clube também fez ações contra a violência no futebol, em favor da demarcação das terras indígenas e contra a LGBTfobia. Também tornou mais acessível ao público torcedor denunciar o assédio sofrido nos estádios após saberem de um caso através das redes sociais. E fez uma ação em sua loja oficial oferecendo a realização de exames de DNA em campanha sobre abandono paterno.

Fonte: Meia Hora e Razões para acreditar.

Catro (CE): manifestantes protestam contra homofobia de empresário Resposta

Foto: Wagner Pereira

Uma manifestação aconteceu na noite do último domingo (15), na cidade de Crato, interior do Ceará, contra o proprietário de um restaurante que disse palavras homofóbicas. A mensagem foi dita em áudio transmitido no WhatsApp e tomou conta das redes sociais no último final de semana. Ao todo, 26 organizações, a maioria de apoio às causas LGBT, participaram do ato. Segundo os organizadores, 2 mil pessoas estiveram presentes.

No áudio, o empresário diz o seguinte: “O que o Bolsonaro faz aqui em oito meses, se o Lula ficasse mais trinta não ia fazer. Ele ia virar isso aqui em uma Venezuela, numa Bolívia, como tá acontecendo lá (…) Tem que acabar com ‘viados’, matar esses safados, esses ‘viados’ ‘tudinho’“.

A mensagem causou revolta dos movimentos sociais que retransmitiram o áudio durante a manifestação em um carro de som, em frente ao estabelecimento do empresário. Com cartazes, faixas e gritando palavras de ordem, o ato aconteceu após a missa e durou duas horas. “Muitos heterossexuais participaram dando apoio, solidariedade”, enfatiza André Lacerda, representante da Associação em Defesa e Cidadania dos Homossexuais de Crato (Adacho)

“Os nossos inimigos estão bem unidos contra nós, os LGBTs caririenses. Infelizmente, ainda estamos desorganizados. Precisamos compreender que a homofobia é agradável para os ‘heterossexista’. Eles esquecem as diferenças raciais, étnicas, religiosas e políticas, por quê? Porque eles colocam o identitarismo heterossexual hegemônico acima de tudo. Eles se unem para acabar com os LGBTs  e para fazer das nossas vidas um inferno”, desabafou André.

O representante da Adacho espera que este ato, que foi pacífico, sirva para fortalecer a identidade LGBT no Cariri. “Não há espaço para ser moderado, há espaço apenas para ser radical e lutar para dizer LGBTfobia é crime. Apenas uma identidade radical consegue viver em tempos difíceis. Radicalize-se para viver”, enfatizou.

Crime

No último dia 13 de junho, o Supremo Tribunal Federal determinou que a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero passe a ser considerado um crime. A conduta passou a ser punida pela Lei do Racismo (7716/89), que prevê delitos de discriminação ou preconceito por “raça, cor, etnia, religião e procedência nacional”. Inafiançável e imprescritível, a pena pode ser de um a cinco anos de prisão e, em alguns casos, multa.

O protesto mobilizou toda a comunidade LGBT da cidade (FOTOS: Reprodução/Facebook)

Greta: Produtores creditam corte de apoio financeiro da Ancine a homofobia Resposta

Em postagem no Instagram, os produtores do filme “Greta”, estrelado por Marco Nanini, comentaram que a recisão do apoio financeiro da Ancine para a participação do longa no Festival Internacional Queer de Lisboa pode ser motivo de homofobia. E nós do blog sabemos que é.

Na nota oficial, os produtores disseram que ficaram sabendo sobre a rescisão como o público, através da coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo. A justificativa oficial da Ancine, segundo eles, foi um corte de R$ 13 milhões nas despesas gerais da agência.

O filme estreia no Brasil dia 10 de outubro. Vamos todxs!

Segue a postagem:

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Recebemos surpresos, através da coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo, a informação da rescisão de apoio financeiro para dois filmes brasileiros que participariam do Festival Internacional Queer Lisboa. Greta e Negrum3, os filmes atingidos, abordam temas que o governo parece não querer ver nas telas: homossexualidade e negritude. Assim nós, produtores do filme Greta, temerosos de estarmos sendo censurados, procuramos a ANCINE e soubemos que a Agência sofreu um contingenciamento de 24% no orçamento, o que significou um corte de 13 milhões nas despesas. Quando o corte atingiu o Programa de Apoio à Participação em Festivais Internacionais, a diretoria optou por cumprir com os apoios publicadas no DOU referentes a filmes que já estavam no exterior e cancelar os apoios já aprovados e publicados referentes aos dois filmes citados. O ponto difícil de aceitar nessa resolução da Agência, sem entendê-la como censura, é que o nosso apoio foi aprovado há 3 semanas, a decisão retroativa poupou os projetos que participaram dos festivais de Toronto e Veneza, entretanto recaiu sobre dois filmes com temática LGBTQI+ inviabilizando a representação do Brasil num dos maiores festivais do gênero no mundo. Recebemos com confiança as justificativas dadas pela ANCINE, mas não podemos deixar de manifestar nossa profunda preocupação em face aos notórios casos de censura e perseguição à atividade artística e à liberdade de expressão, uma vez que a intenção de controle sobre o conteúdo produzido pelo setor audiovisual é pauta recorrente nos pronunciamentos do governo em relação a ANCINE. Greta teve sua estreia mundial no festival de Berlim, participou de festivais na Ásia, na Europa e na América Latina. Será lançado comercialmente nos EUA, Itália, Alemanha, Holanda, Bélgica e Luxemburgo até o momento. No Brasil recebeu os prêmios de melhor filme, direção para Armando Praça e ator para Marco Nanini, no Cine Ceará, e tem seu lançamento nacional agendado para 10 de outubro próximo.

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Censura de obras LGBT é tentativa de negar que gays são “pessoas normais”, diz autor francês Resposta

Sessão de autógrafos no 4° Salão de Revista em Quadrinhos & Imagens LGBT Paris 05/06/16. O próximo evento acontece no dia 30 de novembro de 2019.

Acostumado a acompanhar polêmicas envolvendo a liberdade de expressão dos LGBTs, o autor e crítico francês Jean-Paul Jennequin, editor da revista LGBT BD, não chega a se surpreender com a tentativa de censura de um quadrinho que continha um beijo gay, na Bienal do Rio de Janeiro. Ele nota que a cada vez que o público LGBT é apresentado como “normal” pelas artes, governos autoritários de viés conservador tendem a reagir com rigor.

Para políticos como Jair Bolsonaro ou o russo Vladimir Putin, o combate ao que consideram uma “propaganda gay” nada mais é do que a tentativa de evitar que os homossexuais e transgêneros sejam vistos como pessoas ordinárias pelo restante da sociedade. “O poder deles é baseado no medo”, ressalta Jennequin, autor de “A História dos Livros de Quadrinhos”.

Leia a entrevista concedida à repórter Lúcia Müzell, da RFI:

Você soube do incidente da proibição dos livros na Bienal do Rio de Janeiro?

Jean-Paul Jennequin: Sim, eu soube vagamente. Não sei dos detalhes, nem conheço a lei brasileira. Mas, na França, temos uma lei de 1949 que já foi utilizada para censurar quadrinhos, muito tempo atrás. Ela regulamenta a proibição da venda, da exposição ou da publicidade e faz muito tempo que não é evocada para proibir uma história em quadrinhos – a última vez foi há mais de 20 anos, quando foi usada para proibir mangas japoneses eróticos. Essa lei ainda existe, mas ninguém mais faz referência a ela.

Para você, o que exatamente são quadrinhos LGBT? Basta ter um beijo gay para ser considerado LGBT?

A minha visão é bastante vasta. Na minha revista LGBT BD, eu publico quadrinhos que tenham temáticas ou personagens LGBT. Para mim, a Marvel Vingadores: A Cruzadas das Crianças tem personagens LGBT e corresponde perfeitamente à minha definição.

A maior parte desses quadrinhos é para o público adulto ou para o público em geral?

Depende. No caso desse livro que gerou problemas no Brasil, são personagens que integram um grupo de jovens super-heróis que foram criados em 2006. Aliás, percebemos que Bolsonaro e sua turma não estão muito atualizados e me parece que sequer leem quadrinhos Marvel, o que é lamentável porque eles teriam cabeças mais abertas. O fato é que são personagens que existem há 13 anos. Praticamente desde o início da série, eles apareceram como personagens abertamente gays.

Jean-Paul Jennequin do Festival de Quadrinhos de Angoulême, um dos maiores do mundo.

Numa feira literária ou nas livrarias, esse tipo de HQ costuma ser acessível a todos ou fica escondido?

Sim, todos podem pegar. É claro. Assim como em qualquer HQ, há os que são para adolescentes, para adultos ou para todos. Por exemplo, o autor francês Hugues Barthe lançou recentemente “Meus anos hétero”, que conta a história de um gay que hoje tem cerca de 70 anos e durante muito tempo viveu “no armário”, fingindo ser hétero. O livro conta a sua vida. Essa história é para o público em geral e pode ser comprada em qualquer livraria. Em Paris, tem uma livraria LGBT imensa, Les Mots à la Bouche, no bairro Marais, onde qualquer um pode entrar, inclusive crianças.

Muita gente ainda pensa que uma literatura LGBT é obrigatoriamente erótica?

Sim, são pessoas que tem 40 ou 50 anos de atraso em relação à realidade. Nos anos 1970, quando começaram os quadrinhos abordando a homossexualidade, os transgêneros etc, com frequência eles eram eróticos, embora nem sempre.

Para muitas pessoas, o fato de que a palavra “homossexual” conter a palavra “sexual” é um problema, como se se tratasse de falar de sexo. Mas eu, por exemplo, vivi 28 anos com o mesmo homem, que faleceu, e agora sou casado com outro. E veja que curioso: passo a maior parte do tempo fazendo coisas banais, como olhar televisão, lavar a louça e arrumar a casa. Não estamos o tempo transando como animais.

A prefeitura do governo do Rio de Janeiro alegou uma preocupação com uma suposta “propaganda LGBT”, um argumento encontrado também em países ultraconservadores, não é?

Sim, como Vladimir Putin na Rússia. Para os inimigos dos LGBT, tudo o que possa dar uma imagem “normal” e ordinária da homossexualidade e das pessoas LGBT significa propaganda. Inclusive, eles usam esse termo fora de contexto, porque a propaganda em geral é feita pelo Estado.

Na França, a lei sobre a censura de 1949 apareceu justamente para proibir uma revista chamada Arcadie, publicada por um grupo que queria normalizar a homossexualidade. O que as pessoas como Putin e Bolsonaro mais temem é que aquelas pessoas que não conhecem homossexuais e só têm uma imagem caricata deles possam passar a ter uma outra imagem dos LGBT, mais “normal”. No fim, o poder deles é baseado no medo. Se as pessoas que têm medo das pessoas LGBT, que representam tipos de monstros que só pensam em sexo, passarem a vê-las como pessoas banais como quaisquer outras, Putin e Bolsonaro não terão mais tanto poder assim. Portanto, os LGBT precisam virar os inimigos a serem combatidos.

Os quadrinhos LGBT contribuem para combater a homofobia?

A partir do momento em que representamos as pessoas LGBT em todo o tipo de papéis, que costumam ser representadas por pessoas não-LGBT – como o super-herói -, sim, estamos lutando contra a homofobia. Estamos fazendo as pessoas se questionarem sobre o fato de que o super-herói não necessariamente precisa ser heterossexual.

Como é a aceitação dos quadrinhos LGBT em países mais conservadores, como os muçulmanos? E nos Estados Unidos de Donald Trump?

É preciso notar que, de uma maneira geral, nem todos os países apreciam quadrinhos. Na Alemanha, por exemplo, tem muitos quadrinhos nas livrarias, mas são todos traduções de franceses, belgas ou americanos; não há uma tradição de autores alemães.

Nos Estados Unidos, os primeiros livros LGBT apareceram nos anos 1970 e, nos anos 1980, surgiu a revista Gay Comics, que durou 18 anos. E pouco a pouco, os personagens LGBT que ficavam restritos aos quadrinhos específicos e para adultos, se difundiram nos quadrinhos em geral. O X-Men, por exemplo, que é superconhecido e vendido, mostrou em 2012 o casamento gay de um dos super-heróis. Desde 2007, DC Comics publica as aventuras de Batwoman, que é lésbica.

Justiça marca para outubro interrogatório de acusado de matar transexual a paulada em SP Resposta

Jonatas Araújo dos Santos

A Justiça marcou para 17 de outubro a audiência para interrogar o motorista de aplicativo preso sob a acusação de matar a pauladas uma transexual em maio deste ano na Zona Sul de São Paulo. A decisão é deste mês. 

Jonatas Araújo dos Santos, de 25 anos, está detido preventivamente acusado do assassinato de Larissa Rodrigues da Silva, de 21. O crime foi cometido em 4 de maio na Alameda dos Tacaúnas com a Avenida Indianópolis, no bairro da Saúde, área nobre da capital. 

O réu alega que agiu em legítima defesa, mas está preso por feminicídio, que é uma qualificadora do homicídio. O feminicídio é o crime cometido contra a vítima pelo fato dela ser ou se identificar com o sexo feminino. 

A audiência de instrução precede um eventual julgamento. Nessa etapa serão ouvidos os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa, bem como ocorrerá o interrogatório do acusado. 

A Justiça também ouvirá o Ministério Público (MP), responsável por acusar Jonatas, além dos advogados de defesa do réu. 

A audiência está marcada para começar às 15h30 no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste. O juiz Luís Filipe Vizotto Gomes, da 1ª Vara do Júri, irá conduzir essa etapa do processo para depois decidir se levará o motorista a júri popular pelo crime.

Larissa Rodrigues da Silva

O crime

De acordo com a Promotoria, o crime foi cometido na noite 4 de maio, quando Larissa e uma amiga transexual faziam programa na rua. 

Segundo o MP, Jonatas parou o carro para fazer programa com Larissa, mas ela recusou ao notar o comportamento violento dele. 

Em seguida, pela denúncia, o motorista de aplicativo teria voltado e tentado atropelar as duas transexuais. Depois, Jonatas voltou armado com um pedaço de madeira com cerca de um metro e agrediu Larissa. 

“Caminhando sorrateiro, o denunciado novamente se aproximou da ofendida e de sua amiga e, sem nada dizer, começou a desferir golpes na cabeça da vítima”, escreveu o promotor de Justiça Romeu Galiano Zanelli Junior na acusação.

O que diz a defesa

Jonatas fugiu após o crime. Ele se apresentou à Polícia Civil na noite de 6 de maio, dois dias após o crime. Aos policiais, alegou que agiu em legítima defesa, versão sustentada nesta semana pelo advogado dele, Celso Regis Francisco. 

“Meu cliente agiu em legítima defesa depois de ter sido roubado pela transexual”, falou o advogado Celso ao G1

O advogado ainda contou outra história para explicar a morte de Larissa. 

“Jonatas tinha parado o carro, que estava identificado com um adesivo de aplicativo de celular, porque ela queria uma corrida”, falou Celso. “Como estava sem dinheiro, a transexual ofereceu pagar a corrida com um programa sexual, mas meu cliente recusou e a deixou de volta onde havia pegado”. 

Mas ao ir embora, de acordo com o advogado, Jonatas notou que R$ 200 tinham sumido da carteira dele que estava no console do automóvel. 

Então, de acordo com Celso, o motorista resolveu voltar para tentar reaver o dinheiro. “Ele não quis atropelar as transexuais. Ficou com medo da reação delas de quebrarem o carro e saiu. Depois pegou um pedaço de pau no meio do caminho para se defender. Elas deveriam estar com canivete. Em nenhum momento a intenção dele foi matar.”

Sobrinho-neto de Malafaia anuncia casamento com outro homem e pastor se revolta Resposta

Leandro Buenno e Rodrigo Westermann, sobrinho-neto de Malafaia

O modelo Rodrigo Westermann, sobrinho-neto do líder evangélico, Silas Malafaia, está noivo e vai se casar com o ex-‘The Voice’ Leandro Buenno. A família do modelo, no entanto, como era de se esperar, não aprova a união.

Segundo o modelo, que tem 29 anos, eles não aprovam o casamento de duas pessoas do mesmo sexo. “Sou parente do Silas Malafaia e tenho uma família bem evangélica. Eu nunca o conheci, ele não é próximo. É meu tio-avô. Eu postei (sobre o casamento) nas redes sociais onde todos me acompanham e eles simplesmente ignoraram pelo fato de abominarem a união de duas pessoas do mesmo sexo. Não recebi nem meia mensagem de apoio ou felicidade, nem um ‘legal’ ou ‘parabéns’. Eles ignoraram como fazem com tudo que sai do que é correto para eles. Ignoram ou julgam”, contou Rodrigo.

Veja o desabafo de Rodrigo no Instagram:

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Eu fui criado no evangelho, quem me conhece a muito tempo sabe muito bem, meu nome é Rodrigo Westermann M a l a f a i a último nome do qual é difícil de me descer na goela. Cresci apanhando e ficando de castigo por tudo, inclusive por estar com sono as 7 da manhã e não querer ir na igreja. Ok, serviu como disciplina, me considero uma pessoa bem disciplinada. Mas esse suposto cuidado de vocês poderia ter me levado a tantos lugares ou mesmo me tirado a vida. Com 13 anos entrei em coma alcoólico por 2 dias depois de inúmeras doses de insulina acordei do nada, um milagre de um Deus que me ama como eu sou, é claro, segui bebendo e muito e sim eu tinha apenas 13 anos. Prometi mil vezes mudar, arrumei namoradas de mentira, fugi de casa, apanhei mais muitas vezes. Mas um Deus (longe do Deus vocês pregam) me tirou dessa vida hipócrita, mentirosa e cheia de preconceito e ódio. E acreditem esse meio evangélico é muito pesado, não é só o mundo como é pregado. Eu sozinho me forçei a parar de achar todo mundo errado, menor, endemoniado, ou qualquer coisa do tipo. A igreja pregou TODOS os preconceitos a mim, com ódio. Assim como meu parente vive pregando, o qual não preciso nomear. Eu sou muito abençoado de ter saído disso SOZINHO, ou melhor, por Deus. A minha conexão com Deus é muito maior do que vocês ditam. Passei por depressão, perdi o maior amor da minha vida, sofri um relacionamento abusivo, fui ameaçado de morte, sobrevivi, depois de me sentir seguro e melhor tive crises de ansiedades bem fortes que poderiam ter me levado a morte, e é isso mesmo A MORTE. E nunca duvidei ou me revoltei com ele. Mas ninguém da minha família estava lá, ninguém soube (além do meu irmão que eu pedi ajuda) e da minha mãe que cuida de mim TODOS OS DIAS. A religião cega vocês e o amor que vocês pregam é infelizmente FALSO. Isso não é amor. E graças a Deus, eu tenho muito amor em mim e ao meu redor. Eu vou casar com a pessoa que mais cuida de mim e me faz feliz na vida e não recebi um LEGAL de ninguém da minha família. Quer saber? Com toda educação: FODA-SE sua crença.

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No Twitter, Silas Malafaia abordou o assunto revoltado:

Absurdo é o seu preconceito, Silas!

Diego Montez, de ‘Bom sucesso’, fala sobre beijo com Rafael Infante na TV Resposta

Em meio a caras e bocas, bordões divertidos, tiradas engraçadas com citações de memes da internet e também de cenas clássicas das novelas, William, um social media, que é gay assumido, personagem do ator Diego Montez em Bom Sucesso”, caiu no gosto do público, e tanta repercussão tem deixado o intérprete surpreso. 

— As pessoas me param na rua e me pedem para contar a verdade sobre os amantes ou pedem para que dê uma surra nela. Como se eu pudesse solucionar a trama. Nem sabia que isso ainda acontecia — afirmou em entrevista ao jornal Extra. 

Recentemente, Diego protagonizou uma cena de beijo na trama, junto com Rafael Infante, momento que foi celebrado nas redes sociais.

— Uma cena como essa tem total importância. Esse tipo de demonstração de afeto tem que ser visto como qualquer outra ação cotidiana, como abrir uma porta, dar “tchau, bom dia”… Já passou da hora de naturalizarmos isso e essa naturalidade é uma conquista — avalia Diego Montez.

O ator, filho do jornalista Wagner Montes, celebrou a boa repercussão nas redes sociais.

— Eu até parei pra lembrar do dia da gravação dessa cena. Ninguém, nem elenco nem equipe comentou um “A” sobre. Era uma marca como outra qualquer: “você vem, pega a chave, dá um selinho e volta para o quarto”. E falei com o Rafa (Infante) desde o momento em que foi ao ar até esse instante. Estamos muito felizes e surpresos positivamente pro caminho que a repercussão tomou.