Preservar a intimidade? 1

Theodoro Cochranea no Lollapalooza para curtir o show do Bastille

Theodoro Cochranea no Lollapalooza para curtir o show do Bastille

O ator Theodoro Cochrane, filho da jornalista Marília Gabriela, durante o Lollapalooza, no último sábado (28) comentou sobre uma das cenas mais faladas da novela ‪#‎Babilônia‬, o beijo envolvendo as personagens de Fernanda Montenegro (Teresa) e Nathalia Timberg (Estela):

“A gente vive em um país que os paradigmas precisam ser quebrados aos poucos”, comentou Theodoro. O ator foi flagrado beijando um outro rapaz no carnaval de Salvador, mas sobre esse beijo, ele preferiu se calar, na tentativa de preservar a sua intimidade.

Mas fica a pergunta: como preservar a intimidade após ter sua foto, beijando um outro homem, em um local público, divulgada nas redes sociais? Seria mais fácil Theodoro falar abertamente sobre o assunto? Mais fácil para ele, pois encerraria o assunto de vez. E bom para o movimento LGBTI, pois teríamos um ator assumindo sua homo ou bissexualidade ou sua curiosidade, coisa rara entre os atores brasileiros. Teríamos uma referência a mais. O gesto de sair do armário que já está escancarado serviria para ajudar a banalizar o tema e tornar um beijo homoafetivo algo normal, natural, até chegar o dia em que esse tipo de gesto não precise mais ser notícia.

E você, o que acha: Theodoro está certo em se calar sobre o seu beijo ou deveria falar sobre ele?

Beijo entre Theodoro e outro homem, no carnaval deste ano, em Salvador.

Beijo entre Theodoro e outro homem, no carnaval deste ano, em Salvador.

O povo vaiou a presidenta Dilma #CopaSemRacismo #CopaSemHomofobia 1

A presidenta Dilma Rousseff foi xingada três vezes e vaiada uma vez durante o jogo Brasil X Croácia. Claro que ela já esperava algum tipo de manifestação contra ela, tanto que não discursou e nem ficou sentada na primeira fila de sua área VIP do VIP, na Arena Corinthians. Aliás, basta dar uma lida nas redes sociais para ver a insatisfação e a raiva de algumas pessoas. A questão é que Dilma virou bode expiatório para todos os problemas que acontecem no País, nem todos são responsabilidade dela.

Culpar a “elite branca”, culpar a imprensa ou dizer que foi uma manifestação misógina ou machista é ridículo. Lula foi vaiado em pleno Maracanã. Aécio Neves foi agredido em pleno Mineirão, quando Brasil e Argentina jogaram pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010 e Diego Maradona era o técnico. Na época disseram: “Ei Maradona, vai se f…, o Aécio cheira mais do que você”.

Uma parcela da população está insatisfeita com o governo atual. E os xingamentos partiram da arquibancada e não da área VIP. Eu estava lá e posso garantir que parte da área VIP começou a xingar depois. E a arquibancada era formada por muita gente que se endividou para pagar um ingresso. Pela classe média e não só pela elite. Eu peguei o trem para ir à Arena e vi isso: famílias de classe média indo ao estádio. E mesmo que o estádio estivesse tomado só pela elite, a elite não pode se manifestar? E mais: Dilma faz parte da elite, ela estava em uma área separada da área VIP, com outras pessoas que fazem parte da elite também.

Xingar, vaiar um chefe de Estado vai mudar alguma coisa? Claro que não, é falta de respeito. Não concordo com esse tipo de manifestação. Assim como não concordo com manifestações violentas nas ruas.

Vejo gente criticando as vaias e os xingamentos que a presidenta levou e se calando diante de manifestações violentas nas ruas, com quebra-quebra, arruaça, com depredação de imóveis públicos. São dois pesos e duas medidas?

Aliás, esse papo de “elite branca” é papo furado, pois somos uma mistura de etnias e muitos que usam esse termo fazem parte da elite e são brancos.

Não precisamos xingar, não precisamos fazer arruaça, precisamos, sim, de um debate sério a respeito do que queremos para o nosso Brasil. Sem ódio. E quem está insatisfeito que mostre a sua insatisfação em outubro.

Após casamento gay, homofobia cresce assustadoramente na França 1

franca

As queixas de atos de homofobia aumentaram 78% em 2013 na França, em relação ao ano anterior, de acordo com um relatório da associação francesa SOS Homofobia. A organização avalia que a alta é uma consequência dos debates sobre a legalização do casamento entre casais homossexuais, aprovada em 2013 pelo Parlamento.

“Nos últimos 20 anos, as denúncias de homofobia recebidas pela nossa associação só aumentaram. Mas esse número literalmente explodiu em 2013”, afirma o documento, que relata 3.500 casos.

Os atos de discriminação incluem insultos recebidos na internet, no ambiente profissional ou na rua (39%), e ameaças ou agressões físicas (6%). A cada dois dias, uma agressão física foi registrada pela associação no território francês, um aumento de 54% em relação a 2012.

A SOS Homofobia percebeu também uma “explosão” do número de agressões verbais realizadas através da internet – eram 656 casos em 2012 e foram 1.723 ocorrências em 2013. O número de queixas de atos homofóbicos feitos no ambiente escolar subiu 25%.

Efeito colateral

“Nós comemoramos a aprovação da lei sobre o casamento para todos e todas, um novo passo em direção à igualdade. Mas essa vitória deixou um gosto amargo”, diz a entidade, segundo a qual “os argumentos” pronunciados pelos opositores ao casamento homoafetivo, durante os debates sobre o assunto, “legitimaram os insultos e as violências homofóbicas”. Na época, centenas de milhares de franceses religiosos e conservadores foram às ruas para protestar contra a aprovação da lei.

A associação destaca que, para muitos homossexuais ou transsexuais, a homofobia faz parte do cotidiano, como receber cartas anônimas ofensivas de vizinhos ou ouvir frases desrespeitosas na rua. “Em duas ocasiões, uma vizinha já me disse que todos os gays deveriam ter aids e que seria melhor para mim se eu gostasse de mulher”, relatou o parisiense Antonin, à ONG.

Opinião

O casamento homoafetivo foi uma grande conquista dos franceses. Resta ao governo fazer programas educativos e punir com rigor os casos homofônicos e transfóbicos.

*Com informações da RFI

Felipão se declara a favor do casamento gay Resposta

Felipão

Técnico da Seleção Brasileira, Felipão foi o primeiro convidado do novo “Fantástico” (Rede Globo) e falou sobre futebol, claro, e sobre assuntos polêmicos, como o casamento gay. No vídeo da página do Fantástico não aparece ele falando sobre o tema, mas tem uma matéria, na qual ele diz o seguinte sobre casamento gay: “Eu acho que cada um escolhe a sua opção. Se é feliz tendo uma outra pessoa do mesmo sexo ao lado, seja feliz”.

Não é opção, Felipão, mas os LGBTs agradecem o apoio de um dos homens mais influentes do Brasil ao casamento gay.

Rio sem homofobia capacita policiais para apoio à comunidade LGBT Resposta

Desde junho de 2013, mais de 3,2 mil policiais do Estado do Rio estão aprendendo a acolher melhor a comunidade LGBT tanto nas delegacias quanto nas ruas. O programa estadual Rio Sem Homofobia vem tentando mudar o perfil de atendimento a este público na Jornada Formativa de Segurança Pública e Cidadania LGBT. No total, até o fim do ano, cerca de 8 mil policiais vão passar pelo curso, que está sendo ministrado em todas as Áreas Integradas de Segurança Pública (AISPs), pelo coordenador do programa, Claudio Nascimento, além da equipe dos quatro Centros de Cidadania LGBT no Rio.

Esta é a segunda edição da jornada, que já foi realizada entre 2009 e 2011, e formou mais de quatro mil policiais. De acordo com Nascimento, a iniciativa pioneira no estado, que visa garantir os direitos dos homossexuais, surgiu da necessidade de melhorar a formação dos servidores públicos.

– Trabalhamos os direitos e a cidadania, as práticas respeitosas e cidadãs de atendimento, além das principais demandas do público – afirmou Nascimento.

São realizados, em média, seis encontros mensais da Jornada, nos batalhões e delegacias de todo o estado. Até dezembro, ainda serão realizados cerca de 70 encontros. Na Academia Estadual de Polícia (Acadepol), serão nove encontros. O aluno da Diogo Sobral Cunha acredita que o curso serve para ampliar e reforçar o conhecimento que os aspirantes a policiais civis já recebem nas aulas de direitos humanos durante seis meses.

– A minha turma tem 48 alunos e isso é unanimidade. Todos acham que essas aulas são muito importantes para garantir os direitos da comunidade LGBT. Nós já aprendemos muito nas aulas de direitos humanos – disse o aluno.

Fonte: O Fluminense

Projeto de lei anti-homofobia empaca no Rio de Janeiro e preocupa LGBTs Resposta

O presidente do Grupo Arco-Íris, Julio Moreira, e seu companheiro, Clayton Alexandre Cassiano / Agência O Globo

O presidente do Grupo Arco-Íris, Julio Moreira, e seu companheiro, Clayton Alexandre Cassiano / Agência O Globo

 

Um dos primeiros estados do Brasil a estender aos companheiros homossexuais de servidores estaduais os direitos sobre pensão e previdência reservados aos héteros, o Rio de Janeiro está no meio de um impasse que deixa desprotegidas as minorias sexuais. Tramita há sete meses na Assembleia Legislativa, sob forte oposição da bancada religiosa fundamentalista, um projeto de lei estadual para punir estabelecimentos públicos e privados que discriminarem pessoas em função de sua orientação sexual.

Apresentado ano passado pelo então governador Sérgio Cabral, o PL 2054/2013 quer substituir a lei 3.406, de autoria de Carlos Minc, que vigorou de 2000 a 2012 e foi considerada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça numa ação patrocinada por grupos ultraconservadores. A decisão se ateve a um tecnicismo: como a lei previa punições a servidores públicos em caso de manifestações de homofobia, ela deveria ter partido do Executivo.

Os defensores da proposta atualmente em tramitação na Assembleia argumentam que a aprovação de uma lei estadual é fundamental para reforçar o combate à discriminação nos 92 municípios fluminenses. Entre as alegações está o fato de não existir ainda uma legislação de maior abrangência, em âmbito federal, que puna a discriminação contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros. O texto do projeto apresentado na Alerj prevê advertência e multas, que vão de 50 Ufirs (R$ 127) a 50 mil Ufirs (R$ 127 mil), a estabelecimentos que barrarem ou constrangerem em função de orientação sexual, além de cassação de alvará, em caso de reincidência.

Mudança para agradar a evangélicos

Depois de passar pelas comissões e de receber nada menos que 117 emendas ainda no ano passado, o projeto ganhou um defensor de peso: o próprio deputado Minc (PT-RJ), autor da lei original invalidada. Ele critica o pesado lobby religioso no Legislativo estadual e já cogita até fazer concessões, incluindo no texto punições para discriminação religiosa ou étnica.

— Quando a lei original foi derrubada pela Justiça, o argumento era de que, como definia punições também para o funcionário público que discriminasse, a iniciativa tinha que ser do Executivo. Por isso o ex-governador Sérgio Cabral reapresentou o texto. Agora, no entanto, o problema é político. Há muitos deputados evangélicos que não querem a aprovação — critica.

Para Júlio Moreira, presidente do Grupo Arco-Íris, que milita pelos direitos civis de minorias sexuais, a expectativa é grande pela aprovação da proposta. Ele crê que o projeto faz justiça à antiga lei suspensa, uma das primeiras aprovadas no país, de caráter “educativo e de cidadania”.

— A proposta em tramitação agora mostra que é preciso acolher a todos, em qualquer espaço público. Ela não leva em conta um viés econômico, que trata de poder de consumo, mas aborda a questão da cidadania, educando mais do que punindo — pondera o ativista, que diz, no entanto, estar temeroso: — Neste momento de pré-eleição, acho muito difícil que o projeto seja aprovado, uma vez que existe um forte cenário de barganha política. Como é um tema delicado, não deve passar neste momento.

O coordenador do programa estadual Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento, discorda: ele afirma crer que há chances de o projeto ser aprovado na Casa. Nascimento admite existirem fortes obstáculos em função do alto número de emendas apresentadas, que acabaram atrasando a tramitação. No entanto, o ativista observa que os acréscimos e as modificações e não partiram de um número muito amplo de parlamentares.

— Tudo é possível, mas estou confiante. É fundamental a aprovação da nova lei. Hoje, para se ter ideia, 40% das denúncias que chegam para nós no Rio Sem Homofobia são de discriminação por orientação sexual. Contamos com a sensibilidade da Assembleia. Não estamos inventando nada, a lei existiu por 12 anos — lembra.

‘Eu voto contra’, diz opositora da ideia

Se depender de uma ala considerável da Alerj, no entanto, os obstáculos serão mesmo grandes. A própria vice-presidente da Comissão de Combate à Discriminação e Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional, Rosângela Gomes (PRB), defende a derrubada da matéria. Ela chegou a participar, no final do mês passado, de uma reunião na Alerj que discutiu o projeto, a convite do deputado Carlos Minc, presidente da mesma comissão, mas se retirou logo no início do encontro. A parlamentar alega que, apesar de ser contra qualquer tipo de discriminação — “a índios, negros, mulheres ou pessoas pela sua orientação sexual” —, sua formação conservadora não lhe permite apoiar a iniciativa:

— A gente tem que respeitar a posição dos proprietários de estabelecimentos comerciais, que não são obrigados a receber dois homens se beijando. Eu voto contra. Que eu saiba ainda não existe o terceiro sexo. Não tenho nada contra a pessoa, mas a minha visão conservadora é essa.

Quem faz coro é o deputado Flávio Bolsonaro (PP), filho de Jair Bolsonaro, um dos mais conhecidos representantes do ultraconservadorismo na Câmara dos Deputados, em Brasília. Segundo ele, não há diferença entre discriminar um gay ou um hétero num estabelecimento aberto ao público, como um restaurante. Para o deputado estadual, o que os militantes querem é levantar uma bandeira ideológica e política:

— Não é uma bandeira social, é palanque político. Os militantes ficam querendo justificar seus salários bancados pelas ONGs que vivem disso (defender os homossexuais). A pessoa que agride tem que ser responsabilizada independentemente da sexualidade de quem é agredido.

Opinião

Está na Constituição que todos devem ser tratados da mesma maneira, então é um verdadeiro absurdo um estabelecimento comercial permitir que casais heterossexuais se beijem e troquem carícias e casais homoafetivos não. Isso é discriminação. Como pode a vice-presidente da Comissão de Combate à Discriminação e Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional defender uma coisa dessas. Claro que pode, a comissão não trata, pelo menos no nome dela não consta ORIENTAÇÃO SEXUAL e IDENTIDADE DE GÊNERO. Rosângela Gomes é negra, imagina se um estabelecimento impedisse os negros de entrarem lá só por causa da cor de suas peles? Vamos enviar uma mensagem, via Twitter, para a deputada, protestando? O twitter dela é @rosangelasgomes. O email dela é rosangelagomes@alerj.rj.gov.br

Já o Flávio Bolsonaro é um caso perdido, nem adianta mandar mensagem para ele.

Não se trata de opinião conservadora, mas de direitos humanos, é lamentável que algumas pessoas ainda vejam os LGBTs como aberrações.

Então quer dizer que um casal homoafetivo não pode demonstrar carinho em público, pois pode ser expulso de um estabelecimento comercial no Rio de Janeiro? É bom lembrar que a cidade do Rio é um dos destinos mais procurados por LGBTs, a cidade perderá turistas e consequentemente, dinheiro, se o PL 2054/2013 não for aprovado.

Com informações do jornal O Globo

#Clanessa: ‘Vou dar presente no Dia dos Namorados para Vanessa’, revela Clara Resposta

Vanessa e Clara participam do programa Altas Horas deste sábado (Foto: TV Globo/Altas Horas)

Vanessa e Clara participam do programa Altas Horas deste sábado (Foto: TV Globo/Altas Horas)

 

No sábado, 19/04, o casal Clanessa participa do programa Altas Horas e comenta que tipo de relação elas têm. “Eu nunca vivo de rótulos. A gente tem uma amizade colorida”, afirma a campeã do Big Brother Brasil 14.

Clara faz questão de salientar que a relação delas não precisa ter um rótulo e que o importante é que o sentimento existe. Mesmo sem assumir nada, ela revela: “Eu vou dar um presente no Dia dos Namorados para Vanessa”.

Segundo a terceira colocada no reality, ela e Vanessa estão sofrendo muita pressão para assumir o namoro e está dificultando muito as coisas. “Está muita pressão em cima da gente e assim não vai rolar de jeito nenhum”, comenta.

Durante o programa, Clara também explica o fim de seu casamento com o francês Fabien. “A gente está dando um tempo, porque foi muita informação tanto para ele, quanto para mim, mas continuamos amigos”, afirma.

A sister ainda reconhece que o ex-marido passou por maus bocados enquanto ela estava dentro da casa. “Acho que ele aguentou a barra bem forte aqui fora e eu fiquei bem orgulhosa, mas preciso focar na minha carreira e ele também tem que cuidar dos seus negócios”, ressalta.

O Altas Horas com Cauã Reymond também terá as participações de Clara, Vanessa, Fernando & Sorocaba, João Neto & Frederico e Cesar Menotti & Fabiano. O programa vai ao ar no sábado, logo após o Zorra Total.

Em Família: #Clarina: Maioria dos telespectadores quer Clara e Marina juntas Resposta

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Ao contrário do que pensam os conservadores, não existem verdades permanentes. Tudo muda inevitavelmente, inclusive nas novelas. Pensar que, em 1998 (há 16 anos apenas), o destino dos casais de mulheres, na telinha continuava sendo trágico, a exemplo da novela Torre de Babel (1998/99), onde as personagens de Christiane Torloni e Silvia Pfeifer morrem numa estranha explosão. Hoje, os casais de homens ou de mulheres homossexuais não só não morrem nas novelas como até mesmo estão segurando a audiência da teledramaturgia da Globo. A última novela, Amor à Vida, teve em sua reta final como ponto alto o relacionamento entre os personagens Félix e Nico, com uma enorme torcida por um final feliz com direito a beijo de verdade. E rolou. Além disso, diversos outros personagens gays faziam parte da trama de Walcyr Carrasco.

Agora, em Em Família, de Manoel Carlos, é o romance entre Marina e Clara que tem despertado (literalmente) a atenção da audiência, com torcida para que o flerte chegue logo aos finalmentes e as belas fiquem juntas. Ao som do tema Só Vejo Você (ouvir abaixo), na voz da cantora Tânia Mara, as atrizes Tainá Müller e Giovanna Antonelli, com delicadeza e sensualidade, têm construído uma versão bem consistente de duas mulheres mutuamente apaixonadas. Rola química entre elas. O resultado pode ser conferido pela enquete que o GShow fez sobre com quem Clara deve ficar, onde Marina ganha de goleada de Cadu (marido de Clara). Confira abaixo texto do GShow, sobre o caso Clarina (junção de Clara e Marina), e também vote para o romance das duas se concretizar.

Míriam Martinho

#Clarina! Atrizes exaltam romance, e Antonelli dá pitaco sobre beijo das duas
Sob holofotes dos telespectadores e com quase 80% de aprovação dos internautas, Giovanna Antonelli e Tainá Müller comentam história de amor
Com uma resposta muito positiva do público, o romance entre Marina (Tainá Müller) e Clara(Giovanna Antonelli) tem sido mais do que aguardado pelos telespectadores de Em Família. Na enquete que está sendo realizada pelo Gshow, na qual os internautas devem responder com quem acreditam que Clara deve ficar, a fotógrafa ganha com um número bastante expressivo de Cadu (Reynaldo Gianecchini), o marido de Clara.

No início das gravações, Giovanna disse que pretendia contar uma história de amor que fosse muito além das questões sexuais. E ela acredita que tem feito esse trabalho. “Estamos conseguindo, mas ainda acho que está cedo. O beijo (das personagens) é o de menos. Se chegar lá, é porque as pessoa estão acreditando na história”, aponta a atriz que dá vida a Clara. Ela ainda completa: “O casal está trilhando o caminho que a gente construiu desde o começo”.

Tainá, que afirmou não criar expectativa quanto à resposta do público antes de a novela estrear, se diz satisfeita com o retorno que tem recebido e compartilha da opinião da companheira de cena. “As pessoas têm me abordado nas ruas e o mais surpreendente é que, além dos jovens, muitas pessoas mais velhas falam comigo, sejam elas a favor do romance ou não. Isso é uma confirmação de que a ideia está sendo comprada. É uma demonstração de que o público comprou essa história. Eu, como atriz, fico muito feliz com isso”, revela a intérprete de Marina.

Além das ruas, Giovanna e Tainá contam que acompanham as redes sociais e estão a par da torcida de “Clarina”, nome do casal dado pelos internautas, que une as iniciais de Clara e as últimas letras de Marina. Toda esta mobilização do público tem uma explicação para Giovanna. “A última novela das 21h (Amor à Vida) abriu as portas. Acho que agora as pessoas conseguem falar mais livremente sobre o tema”, acredita a atriz.

O futuro de Clara e Marina

Com a doença de Cadu, a fotógrafa e a dona de casa caíram em mais uma encruzilhada. Tainá afirma que, certamente, é um obstáculo a ser ultrapassado, mas que não significa que seja limitador do romance. “O que faz a dramaturgia são os conflitos e, sem dúvida, esse vai ser outro grande desafio para as duas. A trama envolve essas problemáticas e precisa delas para ir se resolvendo”, explica. “A Marina já deixou muito ‘claro’ o que ela quer”, se diverte com o trocadilho. “Eu acho, inclusive, que ela está sendo muito compreensiva neste momento, dando apoio, independente das intenções que tem com a Clara. Ela tem respeitado e colocado a saúde do Cadu antes de qualquer outra coisa, sendo flexível”, defende.

Será que Marina vai até o fim, mesmo com todas essas dificuldades? E Clara vai largar o maridão em busca de novas aventuras? Fique ligado e não perca as próximas cenas de “Clarina”! E você? Acha que Clara deve ficar com quem? Clique aqui e vote!

Opinião

Se a maioria dos telespectadores quer um romance entre Clara e Marina, então que role logo e que Manoel Carlos não nos enrole, e só deixe para elas serem felizes no último capítulo.

Com informações de Um Outro Olhar

Danielle Winits: “Ninguém é obrigado a expor a sua sexualidade” Resposta

DnielleWinits

Longe dos palcos desde a trágica temporada do musical “Xanadu”, em que despencou do teto em cima da plateia por causa de um dos cabos, Danielle Winits está radiante com sua volta aos palcos, desta vez numa comédia. “É muito bom mudar”, confirma ela, que ainda não se recuperou totalmente do susto. Agora, Danielle encarna uma agente de talentos que precisa encobrir a homossexualidade de seu cliente na peça “O cachorro riu melhor”, com direção de Cininha de Paula e texto adaptado por Artur Xexéo. Muito comum no meio artístico, o tema merece ser tratado com respeito, segundo a atriz. “Ninguém é obrigado a expor sua sexualidade”, ela acredita. Confira a entrevista que a loira deu ao jornal O Globo:

O GLOBO: Como está sendo a volta aos palcos depois de “Xanadu”? Ficaram feridas?

DANIELLE WINITS: Vinha fazendo muitos musicais. Adorei que o Sandro Chaim (produtor) me chamou para esta comédia. A gente tá se divertindo muito… Ficam traumas de algumas coisas do “Xanadu”, mas virei essa página.

O GLOBO: Você interpreta uma agente de atores que precisa esconder a homossexualidade de um cliente?

DANIELLE WINITS: É uma agente que tenta manipulá-lo. Já vi isso acontecer, embora nunca tenha passado por isso. A minha personagem não respeita a opção dele. E ele acaba encaminhado para uma vida dupla.

O GLOBO: O que você acha de gente como Daniela Mercury, que resolveu sair do armário publicamente?

DANIELLE WINITS: Se ela está feliz, eu acho válido. Ela pode ajudar muitas pessoas com essa atitude. Existe o preconceito. Acho que ninguém é obrigado a expor sua sexualidade. As pessoas têm suas limitações e seus quereres. A gente tem que respeitar. Você não precisa se expor se não quiser. Cada um tem um registro familiar e uma história diferente e deve fazer como se sentir confortável.

Com adaptação de Artur Xexéo e direção de Cininha de Paula, a comédia conta a história de uma agente de atores que faz de tudo para colocar em evidência seu pupilo, mas ele se apaixona por um garoto de programa e ela acha que o melhor caminho é esconder do público a sexualidade do cliente.

 

O cachorro riu melhor

Tempo de Duração: 90 minutos

Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos
Texto: Douglas Carter Beane
Adaptação: Artur Xexéo
Direção: Cininha de Paula
Elenco: Danielle Winits, Julio Rocha e outros

 

Teatro dos Quatro (Gávea, Rio de Janeiro)
De 17 abr 2014 até 27 jul 2014
sex e sáb 21:30 | qui 21:00 | dom 20:00
qui R$ 60.00; sex R$ 70.00; dom R$ 80.00; sáb R$ 90.00

Frases típicas de homofóbicos que se dizem amigos dos gays 1

As frases típicas dos homofóbicos que possuem homofobia velada, geralmente começam com “Não tenho nada contra, mas…”.

“Ele é gay, mas ninguém diz, se veste igual a todo o mundo”, parece um elogio, mas na verdade é uma ofensa velada.

“Não tenho preconceito, tenho até amigos que são gays”. A condescendência dessa frase não a impede de ser homofóbica e ofensiva.

“Tudo bem ser gay, mas não precisa ficar desmunhecando”. A não aceitação da orientação sexual se reproduz em frases como essa.

“Adoro gays, mas não gosto que fiquem se beijando na minha frente”. A troca pública de afeto Ainda causa incômodo em pessoas que se dizem simpatizantes da comunidade LGBT.

“Pode ser lésbica, mas não precisa se vestir como homem”. Por que tanto desconforto com o modo de se vestir de alguém?

Todos os gays deviam ser como Ricky Martin”. A imposição de padrões heteronormativos aparece nas frases de homofobia velada.

Vocês podem não se tocar ou beijar? Meus filhos não vão entender.” É mesmo tão difícil explicar para uma criança um gesto de carinho entre duas pessoas do mesmo sexo?

Não precisa ficar contando para todo mundo que você é gay.” Pode ser homossexual, mas fique quietinho no seu canto. Este é o recado que essa frase passa.

Ele é tão bonito que nem parece que é gay”. Beleza é uma característica exclusiva dos heterossexuais.

Outra frase que eu detesto é “Que desperdício. Se fosse homem…” Além de revelar um desespero da mulher por um parceiro, afirma que o gay não é homem.

E você tem alguma frase de homofobia velada que detesta? Conte para o blog. Comente.

Com informações do iGay

 

ES: Professor é espancado e diz ser alvo de homofobia Resposta

"Não saio mais a pé, como andava antes. Tenho medo de ser agredido novamente", lamenta o professor.

“Não saio mais a pé, como andava antes. Tenho medo de ser agredido novamente”, lamenta o professor.

Nove dias em um hospital, uma cirurgia, dois pinos no maxilar, 12 quilos a menos, dificuldades na fala, depressão e pânico de sair de casa. Esse é o resumo dos últimos seis meses na vida do professor Roberto Alexandre Alcântara, 39 anos, desde o dia em que foi espancado no meio da rua, na Praia da Costa, em Vila Velha (ES).

O motivo da violência? “Tenho certeza que fui vítima de preconceito. Isso foi homofobia”, desabafou o professor, que ainda não consegue comer direito e está com a fala prejudicada devido às lesões na boca. Na cabeça, ainda há marcas dos cinco pontos que levou para fechar um dos ferimentos.

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O professor contou que no dia do crime, 18 de agosto do ano passado, seguia para uma boate, quando foi agredido. “A única coisa que lembro foi do soco que levei. Caí no chão e ele (agressor) me chutou, inclusive no rosto. Foi quando quebrou minha mandíbula. Desmaiei e fui socorrido por um porteiro”, lembrou a vítima.

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Agressor

O suspeito de praticar as agressões foi identificado pela polícia como sendo o técnico em segurança do trabalho Frederico Ribeiro Perazzini, 31 anos. Ele foi indiciado por lesão corporal gravíssima.

Na semana passada, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público Estadual. Inicialmente, não há denúncia por homofobia. Junto aos documentos, há um vídeo feito por câmeras de segurança de um prédio que registraram a agressão. As imagens foram divulgadas pela polícia nesta semana.

No vídeo, o professor aparece sendo alvo da violência e, nem mesmo ao cair no chão, escapa de ser chutado no rosto, nuca e costas. Outras imagens mostram quando o suspeito e a namorada, 28 anos, fogem em um carro, em marcha ré.

Após ser identificado, com o auxílio das imagens, o agressor confessou o crime em depoimento. Mas alegou que só foi violento porque a vítima teria lhe feito uma cantada, o que o deixou irritado. A TV Gazeta procurou o acusado, mas ele disse que não quer falar sobre o caso e que seu advogado está cuidando do processo.

A violência também gerou outros processos depois que o professor procurou a delegacia. O uso do carro pelo agressor e a namorada, que teriam ingerido bebida alcóolica, está sendo investigado pela Delegacia de Delitos de Trânsito, segundo relatou a vítima.

Fonte: TV Gazeta

Opinião

O Ministério Público Estadual deveria denunciar o crime por homofobia, já que o agressor alega ter ficado com raiva após levar uma cantada.

Comissão Nacional da Verdade vai propor criminalização da homofobia Resposta

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) poderá incluir no relatório sobre as violações dos direitos humanos no período da ditadura militar (1964-1985) a ser concluído no início do segundo semestre, a proposta de criar penalidades contra atos homofóbicos. A informação é do cientista político Paulo Sérgio Pinheiro, um dos membros da CNV, presente na audiência pública Ditadura e Homossexualidade no Brasil ocorrida no sábado (29), no Memorial da Resistência.

“Vinte e cinco anos depois da Constituição de 1988 não existe uma legislação que puna o delito de discriminação por homofobia”, disse Pinheiro. Ele acrescentou que no período em que foi baixado o Ato Institucional nº 5 (AI-5), em 13 dezembro de 1968, houve um freio ao movimento contra a discriminação por orientação sexual.

Entre os participantes da audiência, o pesquisador da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), Rafael Freitas, informou ter tido dificuldades para obter dados oficiais sobre as torturas, perseguições e outras atrocidades sofridas pela militância naquele período, pois, após cinco anos, os arquivos podem ser expurgados. Segundo ele, os apontamentos que conseguiu relativos às ações desenvolvidas em São Paulo dizem respeito à política de repressão durante os governos de Paulo Egydio Martins e Paulo Maluf, entre o final da década de 1970 e o início de 1980.

O pesquisador relatou na audiência que uma portaria de 1976 foi usada para perseguir homossexuais, que eram levados presos a pretexto de contravenção penal por vadiagem e, depois, obrigados a declarar quanto ganhavam, e em alguns casos, passavam também a ser vítimas de extorsão. Além disso, continuou, quando a Secretaria de Segurança Pública, tinha sob o seu comando o coronel Erasmo Dias, “muitos travestis cortavam os pulsos para evitar a prisão”.

Era a Operação Limpeza, desenvolvida pelo delegado José Wilson Richetti, em maio de 1980, com o propósito de prender homossexuais, travestis e prostitutas no centro da capital paulista, e mais de 1.500 pessoas foram detidas, esclareceu James Green, homossexual norte-americano, professor de história e cultura brasileira na Brown University, nos Estados Unidos.

Ele vivia no Brasil, no final da década de 70 e ajudou a organizar a primeira parada gay do país , em 13 de junho de 1980, pelo fim da repressão policial. “Os movimentos buscavam convencer a sociedade a aceitar que pessoas do mesmo sexo pudessem se amar e reivindicar os seus direitos. Havia um estado de terror e as pessoas tinham medo de se organizar”, disse.

No Itamaraty, exemplificou, havia uma campanha para expulsar do órgão aqueles que eram considerados subversivos, viciados em álcool e homossexuais. Já, no Rio de Janeiro,” existia uma paranoia contra os bailes à fantasia no Theatro Municipal porque consideravam um lugar de homossexuais que se fantasiavam de roupas luxuosas para o concurso”.

De acordo com ele havia preconceito até mesmo entre os esquerdistas, condição que só começou a mudar após o período do exílio por conta do movimento internacional protagonizado pelo jornalista, escritor e político Fernando Gabeira.

Fonte: Agência Brasil

Em tempos de homofobia na bola, Alemanha é o arco-íris do futebol Resposta

Fotos: Getty Images/Arte: Gabriel Lucki/ESPN.com.br

Fotos: Getty Images/Arte: Gabriel Lucki/ESPN.com.br

Uma mudança cultural extrema em um período de sete décadas. De um país nazista, intolerante e palco de uma das maiores atrocidades da humanidade, a Alemanha hoje vive uma realidade completamente diferente. Com uma população imigrante cada vez maior, o território germânico é também referência na proteção quanto ao direito dos homossexuais, e o futebol é uma plataforma que reflete este cenário.

Hitzlsperger assumiu a homossexualidade após a aposentadoria

Hitzlsperger assumiu a homossexualidade após a aposentadoria

 

“Eu sou gay, e isso é bom.”

A frase parece algo isolado na luta pela igualdade entre pessoas de diferentes orientações sexuais. No entanto, ela teve grande impacto, já que foi dita por Klaus Wowereit, do Partido Social-Democrata da Alemanha, durante a campanha eleitoral.

Isso esteve longe de interferir negativamente em sua candidatura a prefeito de Berlim, capital alemã, tanto que foi eleito para o cargo em 2001 e reeleito em 2006. Atualmente, continua na posição e é um dos nomes cotados a substituir Angela Merkel como chanceler do país.

Corny Littmann presidiu o St Pauli entre 2002 e 2010

Corny Littmann presidiu o St Pauli entre 2002 e 2010

Wowereit não é o único neste sentido. Afinal, muitos políticos já assumiram publicamente a homossexualidade no país europeu. Entre eles estão Guido Westerwelle, ex-ministro de Relações Exteriores, e Barbara Hendricks, que responde pela pasta de Meio Ambiente desde dezembro de 2013.

Uli Hoeness, então presidente do Bayern, Merkel e Rauball, presidente do Dortmund e da Liga Alemã de Futebol, durante a campanha 'Siga o seu caminho'

Uli Hoeness, então presidente do Bayern, Merkel e Rauball, presidente do Dortmund e da Liga Alemã de Futebol, durante a campanha ‘Siga o seu caminho’

A polícia é outro departamento que mostra estar um passo à frente. Afinal, em 1995, foi criada a Vespol, Associação de Policiais Gays e Lésbicas que passou a combater os problemas dos homossexuais dentro da instituição no país.

“Tenho que ser um ator todo dia”

Se a homossexualidade deixou de ser um tabu na política e na sociedade em geral, o futebol germânico também caminha a passos largos para ser outra plataforma de reconhecimento de igualdade. E os últimos três anos formam um período importante para o tema.

Na terceira rodada do Campeonato Alemão de 2012/2013, em setembro de 2012, todos os clubes entraram em campo sem patrocínio em suas camisas. No lugar das propagandas com imagens de empresas aparecia um logo com as palavras “Geh Deinen Weg” (em português, Siga Seu Próprio Caminho.

A campanha, que no lançamento juntou o então presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, e o presidente do Borussia Dortmund e da Bundesliga, Reinhard Rauball, contou com a participação da chanceler e foi motivada após um atleta – não revelado – dar uma entrevista à revista “Fluter” que comoveu o país.

“O preço que pago por viver meu sonho como um jogador da Bundesliga é alto. Eu tenho que ser um ator todo dia e entrar em autonegação”, disse o jogador à publicação.

Por sua vez, Merkel posicionou-se prometendo todas as condições para o desconhecido atleta ter uma vida normal. “Você não precisa ter medo. Eu sou da opinião que todo mundo que tem força e coragem [de assumir que é homossexual] deveria saber que nós vivemos em um estado no qual ele essencialmente não tem o que temer. Essa é minha declaração política.”

Neste ano, o assunto ganhou proporções maiores em janeiro, quando o ex-jogador Thomas Hitzlsperger, com passagens por Stuttgart, Aston Vila, Lazio e seleção alemã, assumiu a homossexualidade. “Senti que, agora, após minha aposentadoria, o momento havia chegado. Falo porque quero impulsionar a discussão sobre o tema no esporte profissional”, disse ao jornal do país “Die Zeit”, revelando sua orientação sexual.

A decisão foi muito elogiada tanto por personalidades do futebol como também por políticos. “Durante seus anos na seleção alemã, ele foi sempre um exemplo, porque teve o máximo respeito. Agora esse respeito se faz ainda maior”, declarou o presidente da Federação Alemã de futebol, Wolfgang Niersbach.

Outro bom exemplo da luta contra a homofobia dentro do futebol vem de longa data. O St.Pauli, da cidade de Hamburgo, é uma equipe conhecida no mundo inteiro pelas suas plataformas contra racismo, fascismo e sexismo e já teve um presidente, Corny Littmann, assumidamente gay entre 2002 e 2010.

No vôlei de praia, os campeões mundiais Julius Brink e Jonas Reckermann também deram sua contribuição na luta contra a homofobia ao posarem para uma foto se beijando. Ambos são heterossexuais e casados.

Como toda regra tem uma exceção, um fato lamentável ocorreu na Allianz Arena durante o duelo de volta entre Bayern de Munique e Arsenal, pelas oitavas de final da Uefa Champions League. Alguns torcedores ergueram uma bandeira com conteúdo homofóbico contra Mesut Ozil. Porém, a Uefa já aplicou uma punição. Vale lembrar que, semanas antes, no mesmo estádio, uma faixa com os dizeres “futebol é tudo, inclusive gay” fora erguida.

Ainda há muito a se fazer

Apesar de o tabu parecer algo execrado em solo germânico, os direitos ainda rendem discussões na Alemanha. Em fevereiro, os ativistas gays lamentaram a rejeição por parte da Corte Constitucional da Alemanha da liberação para que casais do mesmo sexo adotassem uma criança.

Atualmente, um alemão homossexual pode adotar uma criança e só depois disso viver conjuntamente a alguém. Isto é, após um casal se unir, ele não pode acolher um filho, da mesma forma que dois homens ou duas mulheres podem até viver juntos(as), porém, não têm a permissão para se casarem.

Ex-ministro de Relações Exteriores, Guido Westerwelle também é homossexual

Ex-ministro de Relações Exteriores, Guido Westerwelle também é homossexual

“A Alemanha pode ser considerada uma referência em relação à repressão na proteção dos direitos dos homossexuais. Porém, ela ainda não reconhece todos os direitos”, disse ao ESPN.com.br a advogada especializada em direitos homoafetivos Maria Berenice Dias. “Lá, existe em lei a criminalização de quem infringe a lei que protege o homossexual. Recentemente, o país até chegou a oferecer asilo aos gays e lésbicas discriminados na Rússia. O [presidente Vladimir] Putin não gostou e falou que a Alemanha não tinha esse direito”, explicou.

Embora ainda restem esses dois direitos a serem conquistados, é inegável que a Alemanha é um dos lugares mais preparados no mundo a receberem a população gay. Segundo uma pesquisa de 2013 do instituto Pew Research Center, 87% das pessoas no país acham que a socidade deve aceitar a homossexualidade. Apenas a Espanha, com um porcento a mais, fica à frente. Para outros outros gigantes que jogarão a Copa do Mundo, como Brasil (60%), Argentina (74%) e França (77%), os alemães levam boa vantagem.

Confira os direitos dos homossexuais na Alemanha:

Direito à atividade legal a homossexuais (sim)

Leis antidiscriminatórias no emprego (sim)

Leis antidiscriminatórias na disponibilização de bens e serviços (sim)

Leis antidiscriminatórias em todas as outras áreas (sim)

Casamento entre pessoas do mesmo sexo (não)

Reconhecimento de casais do mesmo sexo (sim)

Adoção de uma criança por um casal do mesmo sexo, desde que o pai/mãe já tivessem a guarda do filho(a) antes do relacionamento homossexual (sim)

Adoção conjunta por casais do mesmo sexo (não)

Homens e mulheres gays no serviço militar (sim)

Direito de mudar de sexo (sim)

Direito de lésbicas engravidarem por inseminação artificial (sim)

Uso de barriga de aluguel comercialmente por casais de homens homossexuais (não)

Mais que homossexuais, país acolhe o diferente

A relação com a homossexualidade é um reflexo de como a Alemanha se tornou um território aberto a diferenças. Afinal, após o fim da Segunda Guerra Mundial e o colapso do nazismo, o país foi reconstruído pelos imigrantes que se instalaram a partir da década de 50.

Hoje, cerca de dez milhões de imigrantes vivem em solo germânico, o que representa 11,5% dos 86,7 milhões de habitantes – vale lembrar que o número não engloba descendentes de estrangeiros, mas apenas pessoas que nasceram em outros lugares. Além disso, segundo dados do Ministério do Interior, 1,08 milhão de pessoas imigraram para a Alemanha em 2012, um número 13% maior que no ano anterior e o maior desde 1995.

“Na segunda metade do século 20, há um processo de imigração rápido, um fenômeno europeu que atinge a Alemanha, que sofria com a falta de mão de obra. Neste contexto, os movimentos sociais entraram para evitar a xenofobia. A nova Alemanha, criada de 1949 para cá, tem uma mensagem de grande nível”, declarou ao ESPN.com.br o professor titular de História e membro do corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Estevão Chaves de Rezende Martins.

Prova desta realidade miscigenada é a própria seleção alemã, na qual Jerome Boateng, filho de pai ganês, é titular, assim como Mesut Ozil, de origem turca. O caso é o mesmo do volante Ilkay Gundogan. Já os atacantes Lukas Podolski e Miroslv Klose nasceram na Polônia. Sami Khedira, com raízes tunisianas, é também mais um exemplo de que a Alemanha superou o seu passado e é um país que hoje respeita sua população. Não importando a origem ou a orientação sexual.

Fonte: ESPN Brasil

Uefa pune Bayern por homofobia e por defender Kosovo Resposta

Punir um time por homofobia no futebol é algo relevante, mesmo quando se trata de uma punição branda. A União das Federações Europeias de Futebol (Uefa) puniu o Bayern de Munique por um cartaz no jogo contra o Arsenal. Além disso, o Comitê Disciplinar da Uefa puniu o clube por ter levantado faixas em favor de Kosovo, num recado claro de que a política segue sendo assunto proibido.

A punição ao Bayern se dá pelos artigos 14 e 16 (2e) do Regulamento Disciplinar da Uefa. O artigo 14 fala sobre comportamento racista ou discriminatório em geral, enquanto o 16 (2e) fala sobre a proibição de manifestação política de qualquer natureza. Considerando que são duas punições, você deve imaginar que o Bayern realmente terá problemas, certo? Bom, nem tanto.

Foi estabelecida uma multa de € 10 mil por cartaz ilícito. Sim, uma multa de incríveis € 10 mil. A outra punição foi fechamento de um setor da Allianz Arena para o jogo em casa do time contra o Manchester United, nas quartas de final da Liga dos Campeões. A princípio, uma punição pesada. Olhando o descritivo da punição, o setor fechado será o 124 do estádio. Veja o mapa que mostra o tamanho desse setor e analise por você mesmo se é uma punição pesada:

 

Punicao

 

Pois é. A Uefa segue tratando homofobia e racismo como algo punível com uma multa sem vergonha e o fechamento de um setor ínfimo do estádio. Ainda estamos longe de tratar a questão com a seriedade que merece.

Mais do que isso: a Uefa trata de correr para punir alguém que se manifesta politicamente com força igual ou maior do que as punições por discriminação racial ou sexual. Sim, a Uefa sabe que não punir o Bayern nesse caso seria desagradar a Sérvia, que é membro da sua organização. Só que manifestações em cartazes são legítimas e não podem, nem devem, ser censuradas ou punidas. Racismo e homofobia sim. A Uefa (e a Fifa, estendendo ao mundo) precisam entender que o futebol jamais estará separado da política.

A mensagem a favor do Kosovo também esteve nas arquibancadas da Allianz

A mensagem a favor do Kosovo também esteve nas arquibancadas da Allianz

Com informações: Trivela

 

Violência aumentou após fim da lei contra homofobia no Rio Resposta

De acordo com o deputado Carlos Minc, um novo projeto de lei com o mesmo teor da lei 3.406 foi apresentado pelo governador Sérgio Cabral, porém, a discussão está parada na Alerj. O deputado diz que o projeto já recebeu mais de cem emendas de pessoas contrárias à causa LGBT

De acordo com o deputado Carlos Minc, um novo projeto de lei com o mesmo teor da lei 3.406 foi apresentado pelo governador Sérgio Cabral, porém, a discussão está parada na Alerj. O deputado diz que o projeto já recebeu mais de cem emendas de pessoas contrárias à causa LGBT

A derrubada da lei estadual 3.406-2000, que define penalidades a estabelecimentos que discriminem pessoas por causa da orientação sexual, pode estar relacionada ao aumento da violência sofrida por lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros. O tema foi discutido em audiência pública na última quinta-feira (20/03), promovida pela Comissão de Combate às Discriminações e aos Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

De acordo com o presidente da comissão, deputado Carlos Minc, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) revogou a lei em outubro de 2012 por vício de iniciativa, depois de ela “funcionar muito bem” por 12 anos.

— A lei [definia] discriminação [e estabelecia] que agentes públicos que se omitissem [sobre o assunto] seriam punidos. Houve recurso por vício de iniciativa, porque deputado não pode legislar sobre funcionário público. O Tribunal de Justiça acatou a representação, mas não anulou só o artigo que falava de funcionário público. Aproveitaram um pouco de desinformação, e também conservadorismo da nossa justiça, e passaram o cerol em toda a lei.

O superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Claudio Nascimento, que também coordena o Programa Rio sem Homofobia, lembra que no ano passado houve 20 casos de assassinatos de pessoas vítimas de preconceito sexual no estado, e neste ano já houve sete.

— Temos uma situação concreta de discriminação e preconceito. Tem um sistema ideológico muito estruturado que vem conseguindo gerar esses níveis de violência. Estamos disputando esse debate na sociedade, mas a gente sabe que com o aumento do fundamentalismo religioso e político, o conservadorismo da sociedade, a ideia de limpeza moral, tudo isso contribui [para a violência homofóbica].

O presidente do Grupo Arco Íris, que organiza a Parada Gay do Rio de Janeiro, Júlio Moreira, lembra que a luta contra a homofobia também foi derrotada no Congresso Nacional.

— Estamos num cenário político muito delicado, pela experiência que nós tivemos com o PLC 122 [Projeto de Lei da Câmara que criminaliza a homofobia], projeto que recebeu tantas emendas [que], no final, não passou. Então a gente precisa refletir sobre o que a gente quer. A gente precisa mostrar que a gente tem força.

Para o estilista Carlos Tufvesson, responsável pela Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual da prefeitura, as casas legislativas têm sido omissas com relação à homofobia e outras intolerâncias.

— Nós nunca matamos tanto negros, homossexuais, mulheres, nunca tivemos tantos crimes de intolerância religiosa. Estamos nos tornando um país intolerante. O dado de aumento de 47% dos crimes de ódio foi publicado em junho e desde então nenhuma política pública foi adotada. A gente está vivendo um verdadeiro holocausto de cidadania no nosso país. Tudo que a gente constituiu e lutou está sendo destruído.

O vereador de Niterói Leonardo Jordano disse que não é possível dizer que a ausência de lei específica cause diretamente o aumento da violência homofóbica, mas há uma relação de causa e efeito entre os dois tópicos.

— O descumprimento de leis é feito seletivamente, há diversas leis sendo descumpridas e só a [que ataca problemas ligados ao movimento] LGBT foi revogada. O movimento LBGT está sob ataque, a lei estava pacífica, consolidada. Tivemos conquistas importantes nas décadas de 1990 e de 2000, mas agora a gente vive um momento em que se busca andar para trás, os caras estão indo para a agressão. As denúncias são desmoralizadas, o debate é desqualificado, para manter no gueto a comunidade LGBT. É uma população que não pode amar em público e os outros vêm falar que [uma lei] seria criação de privilégios.

De acordo com Minc, um novo projeto de lei com o mesmo teor da lei 3.406 foi apresentado pelo governador Sérgio Cabral, porém, a discussão está parada na Alerj. O deputado diz que o projeto já recebeu mais de cem emendas de pessoas contrárias à causa LGBT.

Fonte: Agência Brasil

Opinião

É bom lembrar que o pré-candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro, senador Lindbergh Farias (PT), votou contra o PLC 122. Outro pré-candidato, deputado federal Anthony Garotinho (PR), faz parte da bancada fundamentalista do Congresso Nacional. O pré-candidato que tem o apoio do governador Sérgio Cabral é o seu vice, Luiz Fernando Pezão.

Para agradar os cristãos fundamentalistas, PT entrega CDHM para deputado da Frente pela Vida Resposta

O petista Assis do Couto

O petista Assis do Couto

Infelizmente não deu para a deputada Erika Kokay. O PT decidiu entregar a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) a uma pessoa que faz parte da Frente pela Vida (contra o aborto), o deputado Assis do Couto. O deputado já chegou falando bobagem. Disse que preferia a Comissão de Agricultura e que a CDHM só pautava direitos LGBT. Mostra que desconhece o histórico da comissão. Ele é a resposta certa para deixar tudo como está no mesmo panorama político da eleição passada: não chatear os cristãos fundamentalistas e enrolar os defensores dos direitos humanos e das minorias. O lado positivo é que o PT não poderá mais usar Feliciano como bode expiatório. O lado negativo é que não acontecerá nada de bom este ano, qualquer PL interessante será posto em banho-maria.

Informe Urgente PNE – Mobilização – audiência pública na Câmara dia 25/02, às 14h Resposta

PNE

 

Pessoas LGBT e Aliadas,

Na próxima terça-feira (25), haverá uma audiência pública na Câmara dos Deputados para debater o Plano Nacional de Educação (PNE).

http://www.camara.gov.br/internet/ordemdodia/integras/1230710.htm

http://www.camara.leg.br/internet/ordemdodia/ordemDetalheReuniaoCom.asp?codReuniao=35227

Já tem 20 entidades inscritas para falar na audiência. As entidades precisam falar de forma objetiva o que querem, segundo informou a deputada Fátima Bezerra.

Há muitos problemas com a proposta do PNE do Senado (vejam os anexos). A ideia é rejeitarmos as propostas do Senado no que tange a conteúdos.

O primeiro talvez seja a modificação proposta para o inciso III do Artigo 2º. Querem retirar as especificações de formas de discriminação, deixando genérico.

Também o machismo, não querem flexão de gênero (ex. o/a professor/a) – querem tudo no masculino.

Proposta da Câmara Proposta do Senado, feita pelos fundamentalistas
III – superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual;
III – superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação;

V – formação para o trabalho e para a cidadania;
V – formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade;

Abaixo e em anexo está a comparação da versão da Câmara com a versão do Senado.

Observações:

Marcações em amarelo foram consideradas mudanças de mérito em relação ao texto da CD.

Marcações em vermelho foram consideradas inovações em relação ao texto da CD.

Marcações em azul foram consideradas alterações de redação.

Em vários dispositivos o texto da CD também está marcado com cores para facilitar a visualização/compreensão das alterações realizadas.

Síntese das modificações no PNE conforme relatório do Dep. Vanhoni:

http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-temporarias/especiais/54a-legislatura/pl-8035-10-plano-nacional-de-educacao/documentos/outros-documentos/sintese-das-alteracoes-do-sf-19-02-14-atualizado

Quadro comparativo entre as versões do Senado e da CD:

http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-temporarias/especiais/54a-legislatura/pl-8035-10-plano-nacional-de-educacao/arquivos-destaque/quadro-comparativo-substitutivos-da-camara-e-do-senado-consultores

Dia 12/03/2014, o deputado Vanhoni apresentará o relatório final do PNE.

Deverá ser votado no plenário da Câmara na segunda quinzena de março ou na primeira quinzena de abril, mesmo que haja pedido de vistas.

Vamos nos mobilizar para que tenhamos um Plano Nacional de Educação que contemple as necessidades todos e todas.

Toni Reis

Secretário de Educação da ABGLT

Titular do Fórum Nacional de Educação

Titular do Fórum Municipal de Educação de Curitiba

Suplente do Fórum Estadual de Educação do Paraná.

Rachel Sheherazade: dois pesos e duas medidas 1

rachel-sheherazade
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Comissão de Ética desta entidade se manifestam radicalmente contra a grave violação de direitos humanos e ao Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros representada pelas declarações da âncora Rachel Sheherazade durante o Jornal do SBT.
O desrespeito aos direitos humanos tem sido prática recorrente da jornalista, mas destacamos a violência simbólica dos recentes comentários por ela proferidos no programa de 04/02/2014. Sheherazade violou os direitos humanos, o Estatuto da Criança e do Adolescente e fez apologia à violência quando afirmou achar que “num país que sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível” — Ela se referia ao grupo de rapazes que, em 31/01/2014, prendeu um adolescente acusado de furto e, após acorrentá-lo a um poste, espancou-o, filmou-o e divulgou as imagens na internet.
O Sindicato e a Comissão de Ética do Rio de Janeiro solicitam à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) que investigue e identifique as responsabilidades neste e em outros casos de violação dos direitos humanos e do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, que ocorrem de forma rotineira em programas de radiodifusão no nosso país. É preciso lembrar que os canais de rádio e TV não são propriedade privada, mas concessões públicas que não podem funcionar à revelia das leis e da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Eis os pontos do Código de Ética referentes aos Direitos Humanos:
Art. 6º É dever do jornalista:
I – opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios
expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;
XI – defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias
individuais e coletivas, em especial as das crianças, adolescentes, mulheres, idosos,
negros e minorias;
XIV – combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais,
econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física
ou mental, ou de qualquer outra natureza.
Art. 7º O jornalista não pode:
V – usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime;
Também atuando no sentido pedagógico que acreditamos que deva ser uma das principais intervenções do sindicato e da Comissão de Ética, realizaremos um debate sobre o tema em nosso auditório com o objetivo de refletir sobre o papel do jornalista como defensor dos direitos humanos e da democratização da comunicação.
Rachel Sheherazade: dois pesos e duas medidas
Veja o vídeo e compare a diferença de tratamento que a jornalista dá a um cantor, branco e rico e a jovem negro e pobre e tire a sua própria conclusão:

Ele ou ela? O diário de uma linda mulher: Saiba mais sobre Sheila Veríssimo Resposta

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O transformismo pode ser reconhecido como uma das práticas sociais de transgeneração, isto é, uma transcendência e/ou uma transgressão das categorias de gênero, quando alguém que, reconhecido como pertencente a um sexo biológico (homem ou mulher), representa por razões diversas e em circunstâncias variadas um papel social diferente. E assim brincando de ser diferente me reconheci nesta vertente artística, e dei início à uma carreira de Artista Transformista!

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Bem , desde criança eu já assimilava a diversidade existente no universo coletivo. Mesmo eu não tendo consciência do meu papel social/sexual entre os demais eu já tinha em mim uma total certeza de que eu não comungava das ideias e ações do grupo dos meninos. Meu interesse sempre foi ambíguo, sempre passei pelos gêneros com interesses relativamente iguais pelos mesmos. Minha descoberta na adolescência pela minha sexualidade e claro minha classificação de gênero não foi fácil, muitos conflitos, muitas questões. Mas sempre lidei com estes assuntos com leveza, o entendimento sempre foi a base para obter respostas. E foi assim me entendendo que me resolvi.

Ela como Junior

Ela como Junior

Não poderia me limitar à uma classificação de gênero se eu poderia ser os dois. E eu posso, simples! E a Arte me salvou das neuras. Me enveredei neste ramo profissionalmente em 2008, quando em minha cidade Natal (Volta Redonda – RJ) decidi participar do Miss Gay de minha cidade, eu que tinha objetivo de me tornar o Transformista mais bonito do País tinha que começar sendo primeiro o mais bonito da minha cidade. Talvez para perceber se tinha mesmo futuro (risos). E não é que ganhei ?! Me tornei Miss Gay Volta Redonda em 2008. De lá pra cá, vim acumulando alguns troféus e títulos estaduais até que em 2012 eu conquistei um dia títulos mais importantes de minha carreira, o Miss Espírito Santo Gay. Um título estadual que me possibilitou não só uma vaga para o concurso nacional, mas também todo conhecimento e experiência para me tornar uma Miss de fato.

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Infelizmente, devido a não captação total dos recursos para que evento pudesse ser realizado, a etapa nacional de 2012 não aconteceu estive que adiar por mais um ano meus sonhos. Mas valeu cada dia esperado, em agosto de 2013 fui consagrada Miss Brasil Gay. Uma festa linda, no maior templo da cultura universal, o palco de um teatro! O Cine Theatro Central de Juiz de Fora serviu de arena para o espetáculo. Foram mais de 2 mil espectadores aplaudindo minha performance e exigindo minha coroação na noite. Sonho realizado! O Miss Brasil Gay é um evento cultural importantíssimo no universo LGBT, não é um evento fútil que banaliza nossa arte, pelo contrário enaltece. O concurso foi idealizado por Chiquinho Motta nos anos 70 em plena ditadura militar, e resiste até hoje como uma forma de protesto e ascensão dos direitos homossexuais, tenho muito orgulho de ser parte desta história. Hoje como Miss Brasil, tenho projetos no âmbito social que visam diminuir as arestas que separam a sociedade em geral da nossa comunidade Gay, erradicar o preconceito levando cultura, arte e entretenimento para aqueles que tem uma visão marginalizada de nós. Não é um trabalho fácil, mas estamos lutando ativamente para mudar este cenário no Brasil.

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O preconceito ainda é muito forte e se estabelecer fora da esfera homossexual é muito difícil, em geral a mídia e os veículos de comunicação não dão espaço suficiente para que possamos apresentar nossos projetos, propostas, para ao menos abrir esta temática para o debate público. Contra partida estou escrevendo um livro relatando minhas experiências até conquistar minha coroa, onde também farei algumas menções, citarei alguns poemas e pensamentos meus, sempre tive uma veia filosófica, estou fazendo minha segunda faculdade desta vez Psicologia, é uma porta que se abre para outras questões, outros sonhos. O importante é viver mais rápido que os ponteiros do relógio! Porque se der tempo, eu conquisto o mundo!

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Tem uma história bacana para contar ao blog? Envie seu email para oblogentrenos@gmail.com