Travesti é assassinada no Espírito Santo Resposta

A travesti identificada apenas como Adriana, foi assasinada na noite desta quarta-feira (12/01) em Cariacica, a 14 quilômetros da capital do Espírito Santo (ES), Vitória. O crime ocorreu por volta das 21h, às margens da BR-262.


Segundo policiais da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGPP), Adriana estava no lugar onde costumava fazer ponto de prostituição, nas proximidades de um motel, quando um carro não identificado, com dois homens a bordo, se aproximou dele.


Um dos ocupantes do carro teria desembarcado e, sem falar nada, atirou várias vezes contra travesti. A dupla fugiu em seguida.

Padre em cruzada contra Dilma, aborto e gays Resposta


O padre Luiz Carlos Lódi, presidente do movimento denominado Pró-Vida, divulgou nota na internet atacando o governo da presidenta Dilma Roussef.

Segundo o padre fundamentalista, ministros recém-empossados estariam defendendo a “descriminalização do aborto e o uso de drogas”. O padre também reclama do novo governo, por ele defender a ampliação dos direitos dos homossexuais, usando como escudo para suas propostas o combate à homofobia e as resoluções contidas na terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3).

O Pró-Vida (de Quem?) tem sede na cidade de Anápolis, interior de Goiás. É um dos movimentos católicos mais radicais do Brasil, representante do atraso e da cegueira. O padre Lódi fez campanha para o candidato derrotado José Serra (PSDB), utilizando argumentos do fundador do movimento, o arcebispo emérito de Anápolis, Dom Manoel Pestana Filho.


D. Manoel morreu na semana passada. Seu sucessor, o padre Lódi, continua em campanha. Na nota que distribuiu na internet, Lódi menciona trecho de uma entrevista da ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para mulheres, na qual ela afirma não ver como obrigar alguém a ter um filho que não se sente em condições de ter. Para a ministra, ter filho ou não seria uma decisão individual, que deve ser respeitada. A ministra tem total razão. O padre não sabe (ou será que finge não saber?) que milhares de mulheres abortam todos os anos? Mulheres ricas em com médicos particulares, mulheres pobres em verdadeiros açougues humanos!

A nota cita ainda o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, por ele defender uma discussão pública, de toda a sociedade, sobre a descriminalização do uso de drogas.

A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário é criticada na nota por ter anunciado, em seu discurso de posse, que pretende adotar medidas de combate à homofobia.

O padre diz que essas declarações fazem parte de uma escalada contra a vida, que estaria em curso no País: “O governo brasileiro se destaca, desde a ascensão do PT em 2003, por uma campanha ininterrupta e onipresente em favor da corrupção de crianças, da destruição da família e da dessacralização da vida. Para nossa vergonha, é difícil imaginar, em todo o planeta, um governo que mais tenha investido na cultura da morte”.

O texto do padre possui várias mentiras: atribui ao governo Dilma uma resolução do Conselho Federal de Medicina, publicada no Diário Oficial da União, no dia 6/01, que estendeu a duplas homossexuais o direito à reprodução assistida. Os conselhos federais profissionais são, de acordo com a Constituição, entidades autônomas. Ele também atribui a presidenta Dilma medidas adotadas durante o governo Lula.

A maior parte dos itens abordados pelo padre, no documento distribuído em nome do movimento Pró-Vida (de Quem?) refere-se à questão de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT). “O Ministério da Educação e Cultura pretende forçar as escolas a corromper os adolescentes, apresentando a conduta homossexual como aceitável e a conduta homofóbica como abominável”, afirma o padre. Ué, mas não é isso mesmo? Devemos abominar a violência e aceitar as diferenças, padre!

Ariadna do #BBB11: vilã? Resposta


Sei que o reality show “Big Brother Brasil” (BBB, Globo) desperta paixões. Por isso, começo este post avisando que não vi a edição atual e, por isso mesmo, não estou defendendo ninguém. Mas o meu maior medo parece estar se concretizando: algumas pessoas e alguns veículos de comunicação estão dizendo que a transexual Ariadna está enganando os demais jogadores. Tudo porque ela, até o momento, não disse a ninguém que é transex.

O jornal “O Correia da Bahia” publicou fotos de Ariadna que estariam em um site de prostituição da Itália. A manchete do jornal diz: “BBB11: depois de mudança de sexo, Ariadna faz programa na Itália como mulher”. Se Ariadna mudou de sexo, só poderia se como mulher, não é mesmo? Mas a manchete já deixa nas entrelinhas a seguinte mensagem: ela enganou os clientes.

O jornal “O Dia” é taxativo” “Ariadna engana todos – Participante não diz que é transexual e já foi beijada por Diogo”, diz a manchete.

Mas será mesmo que Ariadna está enganando as pessoas? Ela já é mulher, então faz diferença ela falar sobre o passado com outras pessoas? Ariadna tem o direito de beijar homens heterossexuais sem dizer que mudou de sexo?

Bom, se Ariadna já é mulher, ponto final. Por que ela teria que expor o seu passado e reviver tudo o tempo todo? Claro, ela não é boba e sabia que a sua intimidade seria revelada para todo o Brasil, mas vê-la como enganadora é demais. Ela não está enganando ninguém, apenas vivendo a vida. E esse papo dos parentes dos héteros do programa se preocuparem como o fato de ter uma transex lá dentro é ridículo. Aqui fora eles podem encontrar transexuais e beijar, transar, sem saber de nada. Isso não fere a masculinidade de ninguém.


Por fim, a pergunta que não quer calar? Seria Ariadna a única ex ou atual prostituta do BBB Brasil? Lembro-me bem do Clodovil, em seu programa na Rede TV, mostrando a foto de um ex-BBB em anúncio de prostituição masculina. Acho que já respondi, não é?

Deputados evangélicos fundamentalistas se unem contra o kit anti-homofobia do MEC Resposta

Ainda não finalizado pelo Ministério da Educação (MEC), o kit anti-homofobia contendo três vídeos para os alunos e material didático para os professores, que será distribuído em 6 mil escolas públicas do ensino médio, continua provocando a ira de deputados conservadores e fundamentalistas.



Primeiro, foi o deputado federal Jair Bolsonaro (PP – RJ), que da tribuna da Câmara, disse que “gays e lésbicas querem que nós (heterossexuais), a maioria, entubemos como exemplo de comportamento a sua promiscuidade”. Sim, o deputado cometeu crime de calúnia e difamação contra lésbicas e gays que não são promíscuos, mas existe uma coisa chamada imunidade parlamentar, que permite a um parlamentar ofender qualquer pessoa, como fez o deputado, por exemplo, sem correr risco de responder a crime nenhum.

Além do deputado Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara dos Vereadores de Campo Grande, Paulo Siufi (PMDB – MS), em entrevista a uma emissora de rádio disse que o kit “é um absurdo.”. Sobre um dos vídeos, que o deputado Bolsonaro postou, editado, em seu canal do YouTube, o vereador Siufi disse que ele “lida como se tudo isso (o vídeo mostra um rapaz com identidade de gênero feminina) fosse normal. É inadmissível, inaceitável.”


Ambos os políticos, já haviam manifestado homofobia e transfobia em outros cometários: Bolsonaro disse que ser gay é falta de porrada e Paulo disse que o uso de banheiro feminino por travestis fere o direito da mulher.


Quem resolveu embarcar na onda insana da homofobia, foi o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB – RJ). O mesmo que no ano passado (2010) apresentou um projeto de lei 7382/2010, que visa punir quem discriminar os heterossexuais, como se lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) discriminassem alguém. Uma inversão de valores que mais parece um deboche. Alguém conhece um heterossexual que tenha sido discriminado por um algum gay? E assassinado por alguma lésbica? Por ser hétero somente, veja bem.

Eduardo Cunha quer se reunir com parlamentares evangélicos fundamentalistas para, só então, resolver o que fazer contra o kit anti-homofobia.

Cunha não viu os vídeos, mas disse ao jornal “Folha de S. Paulo” que, pelos dados de que dispõe, trata-se não de combate à homofobia, mas na verdade de um material que faz apologia à homossexualidade diante dos adolescentes.

Rosilea Wille, coordenadora de Direitos Humanos da Secretaria de Alfabetização e Diversidade do MEC rebate todas as acusações. Para Rosilea “a escola tem que ser um lugar de pertencimento”.

Como eu já fui vítima de bullying homofóbico e já vi muito nas duas escolas que estudei e, depois, ao lado do meu companheiro de blog, Douglas Gamma, já sofremos uma agressão homofóbica de um professor na faculdade, acho fundamental que o MEC eduque professores e alunos. É através da educação que vencemos a maior parte de nosso preconceitos.

Assine o abaixo-assinado em apoio ao kit anti-homofobia, clique aqui!

Para entender melhor o kit anti-homofobia, clique aqui e leia o post.


Entre no Portal da Câmara dos Deputados e envie email aos deputados, inclusive ao Bolsonaro e ao Cunha, defendendo a ação do MEC. O ciberativismo funciona! Clique aqui.

Procure se informar, pois os fundamentalistas evangélicos possuem um projeto de poder, com veículos de comunicação, muito bem organizado. Procure conversar com as pessoas sobre essa ação do MEC, esclarecendo-as com a verdade.

Procure espalhar a verdade nas redes sociais. Com amor, responsabilidade e perseverança, podemos, sim, mudar o quadro atual do nosso Brasil e ter os mesmos direitos que os heterossexuais têm.