Ativistas criam campanha contra ¨estupro corretivo¨ na África do Sul Resposta

Milicent Gaika: espancada e estuprada para ser ¨curada¨ da homossexualidade
Foi lançada uma campanha com o intuito de acabar com a onda de estupros denominada ¨correção lésbica¨, na África do Sul.


A campanha foi lançada depois de Milicent Gaika, de 30 anos, ter afirmado que foi vítima de um estupro e espancada por cinco horas para que fosse ¨curada¨ do seu lesbianismo. O processo contra seu agressor foi adiado para fevereiro. 

Infelizmente, o caso de Gaika não é raro no país. Alarmante, o estupro corretivo ‘é um crime recorrente na África do Sul. Só em Cape Town, tem sido relatado mais de um estupro corretivo por dia, mas ninguém jamais foi condenado pelo crime. 

O estupro corretivo refere-se a noção de que as lésbicas podem, e devem, ser estupradas
para que se tornem heterossexuais e não é classificado como um crime de ódio na Africa do Sul. 

Geralmente, as maiores vítimas do estupro corretivo são as mulheres negras e pobres, no entanto, em 2008, uma ex jogadora da seleção feminina de futebol, Eudy Simelane, foi estuprada e morta. 


Agora, um grupo de ativistas está tentando acabar com o problema. O grupo fez um apelo ao Ministro da Justiça e conseguiu um enorme apoio com 140 mil assinaturas, que foi adicionado à petição. 

Por conta da reação de milhares de pessoas, o ministro se viu obrigado a fazer um pronunciamento nacional na televisão.

Ele afirmou que o estupro corretivo é uma coisa que deixa a todos muito preocupados e que ele está preparado para manter contato com a Comissão de Reforma das Leis da África do Sul, a fim de olhar mais para esta questão muito mais, porém nenhuma atitude foi tomada até o momento. 

A campanha ganhou o apoio de todo o mundo e a cantora americana Kelly Osbourne publicou esta semana, um link para a campanha em sua página no Twitter.

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