Mais um homossexual é agredido na Avenida Paulista Resposta

Ferimentos na boca do Guilherme
(Foto: Marcelo Mora/G1)

Mais um caso de agressão homofóbica ocorre na Avenida Paulista, antes ícone financeiro do Brasil, agora sinônimo de violência e intolerância. O professor de inglês, estudante de Letras, ativista de um grupo de defesa dos direitos LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) e militante político Guilherme Rodrigues, 23 anos, alega ter sido agredido por quatro homens em um posto que fica na esquina da Rua Augusta com a Rua Peixoto Gomide, na última quarta-feira (23/03). Ele estava com um colega da faculdade quando o crime ocorreu.


“Eu percebi que um grupo de skinheads ia atacar um casal gay. Eu parei no posto pra ver o que ia fazer. Eles me identificaram como gay e partiram pra cima de mim. Então o objetivo era eu, me bater porque sou gay”, afirma Guilherme. Nas imagens registradas pelas câmeras de segurança do posto, Guilherme é cercado por quatro jovens e empurrado. Frentistas e um taxista tentam impedir a briga. As imagens não mostram, mas Guilherme afirma ter sido agredido. “Bateram, me deram, conseguiram me dar um soco na boca”, garante ele.

A Polícia Militar (PM) chegou ao local. Segundo Guilherme, mesmo assim, os quatro rapazes continuaram o ameaçando. Guilherme disse que relatou a uma PM o ocorrido e manifestou a sua intenção de fazer um boletim de ocorrência (BO). “Ela tentou me dissuadir de fazer o boletim. Ela disse que depois que fôssemos liberados, eu e os quatro que me agrediram, seria cada um por si”, contou o professor.
No 4º DP, na Consoloação, região central de São Paulo, a mesma policial, de acordo com Guilherme, afirmou aos funcionários do plantão que os quatro agressores também iriam registrar um BO. “Ela disse que eu dei em cima deles e que eles também teriam direito de fazer um boletim. Só mudaram de ideia quando um funcionário do posto testemunhou a meu favor”, disse. Os quatro rapazes foram indiciados por injúria, ameaça e lesão corporal.

Guilherme ques que o caso seja investigado pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, onde esteve na tarde desta sexta-feira (25/03). O objetivo é tratar a agressão que sofreu como um caso de delito de intolerância contra homossexuais. Além disso, um ato foi programado para às 14h da próxima segunda-feira (28/03) em frente ao 4º DP para entregar o laudo do Instituto Médico Legal (IML) do exame de corpo de delito ao qual se submeteu.

“Há um mês participei de um protesto contra a violência que os homossexuais vêm sofrendo na região. E agora eu fui vítima desta mesma violência. Moro ali perto e agora tive de sair de minha casa e ir morar com um amigo. E eu que fui o agredido”, desabafou Guilherme.

Um dos suspeitos pelas agressões, um jovem de 18 anos, também foi à delegacia, acompanhado do pai, prestar depoimento. A polícia ainda aguarda que outros três jovens que teriam participado do ataque se apresentem para prestar depoimento.

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