Mulher perde 70% da audição após ser agredida por taxista homofóbico no Rio Resposta



Casal de lésbicas foi vítima de taxista homofóbico na madrugada de 8 de maio, após sair de uma festa na Mansão Laranjeiras, no bairro de Santa Teresa. A publicitária e musicista Eliza Schinner, 29 anos, conta ter levado forte tapa no ouvido esquerdo porque entrou no táxi — que não era de cooperativa e estava em frente ao local do evento — de mãos dadas com sua namorada.

Segundo Eliza, a viagem só durou dois minutos, suficientes para o motorista dar arrancadas bruscas.

“Estávamos descendo uma ladeira, no sentido Laranjeiras, e ele dirigia perigosamente. Pedi que pegasse leve na velocidade”, conta. Ainda de acordo com seu relato, ele não respeitou e disse: “Continua fazendo essa merda aí atrás, que eu continuo aqui na frente”. Ela diz que estava apenas conversando com a namorada.

Ao ouvir a resposta, a musicista retrucou: “Você quer me matar e ainda é homofóbico?”. Ele teria respondido que sim. A vítima pediu que encerrasse a corrida, pela qual se recusou a pagar e, ao sair do carro, o taxista teria ido em sua direção e dado um forte tapa no seu ouvido esquerdo — o que prejudicou em 70% sua audição. Depois da agressão, ele saiu rapidamente do local, e ela não chegou a anotar a placa do veículo.

Devido à falta de informações sobre o agressor, Eliza — que afirma conviver com atos discriminatórios nas ruas — não quis registrar o caso na delegacia. Além de lamentar o caso, ela reclama dos cuidados redobrados que deve ter com seu ouvido agora: “Farei teste para saber se recuperei minha audição, mas não posso mais tocar sem proteção”.

O QUE FAZER

Vítimas de homofobia podem recorrer às ações implementadas pelo governo do estado, com apoio de ONGs e prefeituras, através do ‘Rio Sem Homofobia’.

CENTROS DE REFERÊNCIAS DE PROMOÇÃO DA CIDADANIA LGBT
Serviço de atendimento jurídico, social e psicológico, de segunda a sexta, das 9h às 18h. Unidades já inauguradas na capital, na Central do Brasil, 7 º andar, e em Friburgo, na Av. Alberto Braune 223, Centro.

DISQUE-CIDADANIA LGBT (0800 023 4567)

Serviço telefônico de atendimento 24h e ininterrupto, para orientar e acolher LGBTs, familiares e amigos em situação de violência.

*Reportagem “O Dia”


Na madrugada de domingo (8/05), por volta das 5h30, uma musicista e sua namorada pegaram um táxi na porta da Mansão Laranjeiras, uma casa de festa na subida para Santa Teresa. O motorista começou a descer a rua em alta velocidade, com manobras imprudentes. A artista, então, pediu a ele que fosse mais devagar.


– Continua fazendo essa merda que você está fazendo aí atrás, que eu faço a que estou fazendo aqui na frente – respondeu o taxista.


– Nossa, quer me matar e ainda é homofóbico pelo visto, né? – respondeu a musicista.


– Sou mesmo! – devolveu o selvagem.


A moça, então, pediu que ele parasse ali mesmo. Quando as duas saíram, o motorista desceu e deu um forte tapa no rosto da musicista, que chegou a ficar desacordada por um breve instante. O marginal fugiu em alta velocidade (elas não conseguiram anotar a placa), e a agredida, que trabalha com música, perdeu 70% da audição do ouvido esquerdo.


*Informação do Ancelom.com

A Bíblia e os gays, por Frei Betto Resposta


É no mínimo surpreendente constatar as pressões sobre o Senado para evitar a lei que criminaliza a homofobia. Sofrem de amnésia os que insistem em segregar, discriminar, satanizar e condenar os casais homoafetivos.


No tempo de Jesus, os segregados eram os pagãos, os doentes, os que exerciam determinadas atividades profissionais, como açougueiros e fiscais de renda. Com todos esses Jesus teve uma atitude inclusiva. Mais tarde, vitimizaram indígenas, negros, hereges e judeus. Hoje, homossexuais, muçulmanos e migrantes pobres (incluídas as “pessoas diferenciadas”…).


Relações entre pessoas do mesmo sexo ainda são ilegais em mais de 80 nações. Em alguns países islâmicos elas são punidas com castigos físicos ou pena de morte (Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Nigéria etc).


No 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 2008, 27 países-membros da União Europeia assinaram resolução à ONU pela “despenalização universal da homossexualidade”.


A Igreja Católica deu um pequeno passo adiante ao incluir no seu catecismo a exigência de se evitar qualquer discriminação a homossexuais.


No entanto, silenciam as autoridades eclesiásticas quando se trata de se pronunciar contra a homofobia. E, no entanto, se escutou sua discordância à decisão do STF ao aprovar o direito de união civil dos homoafetivos.


Ninguém escolhe ser homo ou heterossexual. A pessoa nasce assim. E, à luz do Evangelho, a Igreja não tem o direito de encarar ninguém como homo ou hetero, e sim como filho de Deus, chamado à comunhão com Ele e com o próximo, destinatário da graça divina.


São alarmantes os índices de agressões e assassinatos de homossexuais no Brasil. A urgência de uma lei contra a homofobia não se justifica apenas pela violência física sofrida por travestis, transexuais, lésbicas etc. Mais grave é a violência simbólica, que instaura procedimento social e fomenta a cultura da satanização.


A Igreja Católica já não condena homossexuais, mas impede que eles manifestem o seu amor por pessoas do mesmo sexo. Ora, todo amor não decorre de Deus? Não diz a Carta de João (I,7) que “quem ama conhece a Deus” (observe que João não diz que quem conhece a Deus ama…).


Por que fingir ignorar que o amor exige união e querer que essa união permaneça à margem da lei? No matrimônio são os noivos os verdadeiros ministros. E não o padre, como muitos imaginam. Pode a teologia negar a essencial sacramentalidade da união de duas pessoas que se amam, ainda que do mesmo sexo?


Ora, direis, ouvir a Bíblia! Sim, no contexto patriarcal em que foi escrita seria estranho aprovar o homossexualismo. Mas muitas passagens o subtendem, como o amor entre Davi por Jônatas (I Samuel 18), o centurião romano interessado na cura de seu servo (Lucas 7) e os “eunucos de nascença” (Mateus 19). E a tomar a Bíblia literalmente, teríamos que passar ao fio da espada todos que professam crenças diferentes da nossa e odiar pai e mãe para verdadeiramente seguir a Jesus.


Há que passar da hermenêutica singularizadora para a hermenêutica pluralizadora. Ontem, a Igreja Católica acusava os judeus de assassinos de Jesus; condenava ao limbo crianças mortas sem batismo; considerava legítima a escravidão; e censurava o empréstimo a juros. Por que excluir casais homoafetivos de direitos civis e religiosos?


Pecado é aceitar os mecanismos de exclusão e selecionar seres humanos por fatores biológicos, raciais, étnicos ou sexuais. Todos são filhos amados por Deus. Todos têm como vocação essencial amar e ser amados. A lei é feita para a pessoa, insiste Jesus, e não a pessoa para a lei.


FREI BETTO é escritor.


*Artigo publicado no jornal “O Globo”

Ministro da Educação deve contar com a ajuda da Frente da Família para elaborar kit-anti-preconceito Resposta


O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (31/05) que analisa e poderá levar à Presidência da República proposta de parlamentares da Frente da Família para que o governo promova uma campanha geral contra todas as formas de discriminação nas escolas, tratando também de homofobia, mas sem foco exclusivo no preconceito contra homossexuais. Haddad, que participou de audiência pública na Comissão de Educação do Senado, disse que está ouvindo sugestões para elaborar as bases da nova campanha, depois que a presidenta Dilma Rousseff mandou suspender o kit anti-homofobia, por considerar que o material fazia “propaganda” da “opção sexual” alheia. Ele disse que não há prazo para a elaboração da nova campanha e que tudo será submetido à Secretaria de Comunicação de Governo (Secom) e à própria Dilma.


– Há um pleito de que essa matéria contra a homofobia não fique circunscrita a esse preconceito, a essa forma de discriminação. Isso está sendo avaliado para verificar a possibilidade, a oportunidade disso. Mas me parece uma postura legítima de parte de setores que querem ver o debate sobre o fim da discriminação, a cultura da tolerância, da paz nas escolas, envolvendo muitas dimensões desse problema e não uma específica – afirmou Haddad, após a audiência pública. São parlamentares da Frente da Família contrários a qualquer forma de intolerância e discriminação e requisitaram ao ministério e ao governo que avaliassem a oportunidade de uma campanha mais ampla. Eu recebi essa demanda agora.


O ministro não se posicionou sobre a sugestão, mas citou outras formas de discriminação que poderiam fazer parte da campanha: questões religiosas, racismo contra negros e índios e discriminação contra a mulher. Ele destacou que parlamentares da Frente da Família se mostraram contra a homofobia e que a divergência existente é sobre a abordagem do tema.


Haddad disse que o MEC já tem pronto materiais contra outras formas de discriminação:


– Vamos estudar tecnicamente e ver se é o caso ou não. Vamos fazer isso com base em critérios técnicos, ouvindo especialistas e remetendo para a Secom fazer uma discussão mais ampla sobre o assunto, em virtude da delicadeza do tema.

Haddad lembrou que Dilma pediu a ele e aos ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Maria do Rosário (Direitos Humanos) que proponham novas abordagens para o governo combater a discriminação contra homossexuais nas escolas. Segundo ele, o primeiro passo é definir as diretrizes que nortearão a campanha, o que passa pela Presidência da República.


O kit anti-homofobia foi discutido durante a audiência pública, mas a maior parte da sessão foi dedicada a livros didáticos. Tanto ao livro de língua portuguesa “Por uma Vida Melhor” (Editora Global), destinado a turmas de educação de jovens e adultos e que provocou polêmica ao afirmar que é correto, em certos contextos, falar com erros de concordância, quanto a obras de história acusadas de favorecer a imagem do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticar o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Todos os livros são comprados e distribuídos pelo Ministério da Educação à rede pública de ensino.


Haddad disse não ter lido os livros de história, mas defendeu a obra de língua portuguesa. Segundo ele, o assunto foi politizado da pior forma possível e muitas pessoas criticaram o livro sem lê-lo. Ele defendeu o sistema de avaliação do MEC, que seleciona as obras, e declarou que seria uma atitude fascista recolher os exemplares distribuídos, ainda mais que grande parte dos críticos sequer leu a obra. Após o líder do PSDB, Álvaro Dias, fazer menção ao ditador soviético Josef Stalin, numa crítica ao livro de língua portuguesa, Haddad emendou que tanto o stalinismo quanto o nazismo fuzilavam seus inimigos, mas que haveria uma diferença, já que os nazistas fariam isso sem sequer ler os textos de seus adversários:


– O Stalin lia os livros antes de fuzilar os inimigos.


É lamentável notar que o governo tenha se rendido aos fundamentalistas. Colocar todos os preconceitos em uma mesma balança mais não vai resolver questão alguma.


*Com informações do jornal “O Globo”

Adolescente transgênero é coroado rainha do baile de formatura nos EUA Resposta

Andrew Viveros. (Foto: Reprodução)
Andrew Viveros, 17 anos, disse que colegas o elogiaram pela coragem. “Quando anunciaram meu nome, fiquei completamente chocado”, disse.

Um adolescente transgênero de 17 anos foi coroado rainha do seu baile de formatura em Fort Lauderdale, no estado norte-americano da Flórida, informa o jornal “Sun Sentinel”.
Andrew Viveros, formando do curso técnico da McFatter Technical High School, em Davie, disse que não estava certo de que iria ser escolhido.
“Quando anunciaram meu nome, fiquei completamente chocado”, disse o adolescente, que é presidente da Aliança Gay e Heterossexual da escola, ao jornal.
Segundo Viveros, alguns estudantes fizeram uma campanha contra ele, mas outros o elogiaram pela coragem.
“É uma grande passo”, disse Viveros. “As pessoas podem finalmente ver que é ok ser quem você é, não importa o quão diferente você seja”, disse.
*Com informações do G1.

Ministro da Educação diz que nova proposta de kit anti-homofobia não se restringe aos gays Resposta

Fernando Haddad. (Foto: Reprodução)
O ministro da educação, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira que o kit anti-homofobia que foi vetado pela presidenta Dilma Roussef (que disse que o governo não faria propaganda de opção sexual de ninguém), explicou que uma nova proposta está sendo criada para que o material chegue definitivamente às escolas brasileiras.

Segundo ele, o novo kit não ficará restrito ao preconceito contra os homossexuais, mas deve atingir o preconceito de uma forma generalizada. Para Haddad, existe¨uma postura legítima de parte de setores que querem ver o debate do fim da discriminação nas escolas envolvendo muitas dimensões e não uma específica¨, explicou durante audiência da Comissão de Educação do Senado.

O ministro já havia declarado que o kit seria repensando e entregue para que o MEC e a presidenta pudessem avaliar novamente o material, já que Dilma criou uma comissão na Secretaria de Comunicação da Presidência para discutir os assuntos de costumes e valores da família.

Carta aberta à Presidenta Dilma Vana Rousseff 1

Querida presidenta Dilma,

No seu governo, ficamos felizes porque vinham se concretizando afirmações feitas na campanha e na posse. No dia 30/03/2011 houve a posse do Conselho Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), que é composto por 15 ministérios e 15 organizações da sociedade civil. Um avanço importantíssimo.
Ficamos mais felizes ainda com sua convocação no dia 18/05/2011, em conjunto com a Ministra Maria do Rosário, da II Conferência Nacional LGBT, a ser realizada nos dias 15 a 18 de dezembro de 2011.

Na semana do Dia Internacional (e Nacional) Contra a Homofobia, fomos recebidos por 12 ministérios de seu Governo, para tratar de questões LGBT.

Também para relembrar, em discurso de posse Vossa Excelência afirmou:

“Quem, como eu e tantos outros da minha geração, lutamos contra o arbítrio e a censura, somos naturalmente amantes da mais plena democracia e dadefesa intransigente dos direitos humanos, no nosso País e como bandeira sagrada de todos os povos”
“o Brasil do futuro será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ele hoje. Do tamanho da participação de todos e de cada um… de todos aqueles que lutam para superar distintas formas de discriminação
“Essa não será uma tarefa isolada de um governo, mas um compromisso a ser abraçada por toda a sociedade”
“A ação integrada de todos os níveis de governo e a participação da sociedade é o caminho para a redução da violência que constrange a sociedade e as famílias brasileiras“.

No entanto, no dia 25 de maio recebemos a notícia desalentadora que V. Excia. suspendeu – sem ter consultado os Ministérios envolvidos, o próprio Conselho Nacional LGBT, ou outras pessoas diretamente envolvidas com o assunto – um trabalho árduo de pelo menos 537 pessoas de todas as regiões do país, conduzido por instituições de renome: a Pathfinder do Brasil, a ECOS – Comunicação em Sexualidade; a Reprolatina – Soluções Inovadoras em Saúde Sexual e Reprodutiva, e realizado durante 3 anos em parceria com o Governo Federal. O produto desse trabalho, o Kit do Projeto Escola Sem Homofobia, foi avalizado pelo Conselho Federal de Psicologia, UNESCO, UNAIDS, entre outras entidades de renome nacional e internacional.

O material do kit foi analisado pelo Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, que faz a “classificação indicativa”, e que deliberou que o material está apropriado para uso no Ensino Médio.
No dia 03 de maio, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (Procuradoria Geral da República) promoveu uma audiência pública intitulada “Avaliação dos programas federais de respeito à diversidade sexual nas escolas”. A avaliação incluiu o kit de material do projeto Escola Sem Homofobia, e concluiu que o mesmo está apropriado para uso no Ensino Médio:


Queremos dizer que não queremos “propaganda” de nossa ORIENTAÇÃO* sexual e nem de nossa identidade de gênero. Nunca pedimos isto. Todo mundo sabe que somos lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

Querida presidenta Dilma … esta carta não é chantagem. É uma reivindicação baseada nos compromissos afirmados por seu governo e baseada nas garantias fundamentais da Constituição Federal.

Como cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, queremos políticas públicas e legislações para acabar com a vergonha nacional do “HOMOCIDIO” Brasileiro … 3.448 assassinatos, segundo o Grupo Gay da Bahia.

Veja as outras cifras de pesquisas científicas:

60% dos/das LGBT Brasileiros/as já foram discriminados/as
20% dos/das LGBT Brasileiros/as já foram espancados/as
60% dos/das profissionais de educação não sabem lidar com LGBT
87% dos/das brasileiros/as têm preconceito contra LGBT.
40% dos adolescentes masculinos não querem nem saber de estudar com LGBT.
Estas e outras informações sobre discriminação e a violência contra a população LGBT estão disponíveis para consulta em : http://www.abglt.org.br/port/pesquisas.php, a saber:


Ainda, em junho de 2010, foram publicados os resultados de uma pesquisa promovida pelo Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, referente à população gay. Embora o enfoque da pesquisa tenha sido a obtenção de informações sobre a epidemia da aids nesta população, outros dados relevantes também foram revelados, entre os quais destacamos que 51,3% dos entrevistados afirmaram ter sido discriminados no local de trabalho em função de sua orientação sexual.

Presidenta Dilma como mãe e como vovó veja este vídeo da Dona Angélica mãe que perdeu seu filho Alexandre Ivo causado pelo homofobia
http://www.youtube.com/watch?v=jj_Hfj2b1fQ … triste né? Eu chorei muito.
Todos e todas contra a violência e a discriminação à comunidade LGBT neste pais.

Enfim presidenta Dilma,

“Façamos da interrupção um caminho novo.
Da queda um passo de dança,
do medo uma escada,
do sonho uma ponte, da procura um encontro.” (Fernando Sabino)
Continuamos nosso diálogo.
Sangrando na luta (ainda) não morto.

Tudo que não nos mata nos fortalece (Nietzsche)
Nossa luta se estremeceu mas com isto também nos fortaleceu e percebemos que temos que derrubar muito mais muros e construir muito mais pontes a alem do que já fazemos.

“Mas se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme quem te adora a própria morte
Terra adorada!
Entre outras mil és tu Brasil, ó Pátria amada!” (Hino Nacional)
Parabéns Supremo Tribunal Federal – o principio da igualdade venceu. Orgulho do Brasil
Nós LGBT unidas e unidos sempre com aliados e aliadas contra homofobia individual, social e institucional.

Queremos a aprovação imediata de uma lei que criminalize a homofobia. A base aliada é ampla. A senhora pode nos ajudar muito sim. Com certeza será mais fácil que o código florestal.

Queremos o investimento de recursos em todos os Ministérios para que as 600 propostas da 1ª Conferência acional LGBT saiam do papel e o descontingenciamento já de todas as emendas destinadas as ações de proteção e garantia da cidadania da população LGBT (accountability now).

Queremos que os órgãos do Governo Federal implantem imediatamente as 166 ações do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT.
Queremos que haja registro oficial nos Boletins de Ocorrência e Laudos dos IML sobre a violência e discriminação contra a população LGBT. Para ter políticas de combate a este fenômeno, há de ter estatísticas oficiais. Governador Sérgio Cabral pode colaborar muito.

Queremos que seja cumprido o Decreto 109-A, de 17 de janeiro de 1890, que estabelece a Laicidade do Estado, e o respeito a todas as religiões, qualquer seja sua denominação, e o respeito aos ateus e às ateias.

Além do kit Escola Sem Homofobia, queremos um grande kit “Sociedade Sem Homofobia”.

Queremos uma Campanha Nacional do Governo Federal contra a Homofobia.

Queremos uma campanha contra o bullying e contra toda e qualquer forma de discriminação

Isto posto, estamos convocando as organizações LGBT afiliadas da ABGLT – assim como as organizações e pessoas parceiras e aliadas – para, juntos e juntas, no mês de junho – em que se comemora o Dia Nacional e Internacional do ORGULHO LGBT, fazermos uma mobilização nacional em todas as capitais e cidades, iniciando em São Paulo com a maior Parada LGBT do mundo, denunciando a situação da discriminação e violência contra a comunidade LGBT brasileira. E com todos os casais homoafetivos registrando suas uniões estáveis, em pé de igualdade com seus pares heterossexuais. Viva os 11 Ministros do STF

“Hasta la Victória siempre”. Que a “Sierra Maestra” da homofobia seja tomada pelo respeito à diversidade humana neste pais.


Esse pais tem justiça, que o diga os dez ministros do Supremo Tribunal Federal. A decisão do STF é o exemplo e o norte para o Executivo e o Legislativo. Agradecemos pelo apoio de seu Governo: nos dias 4 e 5 de maio, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União defenderam no Supremo Tribunal Federal o reconhecimento da igualdade de direitos dos casais homoafetivos e a Ministra da Secretaria de Direitos Humanos e membros de sua equipe acompanharam a votação pessoalmente.

Que a CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 seja cumprida em todos seus artigos, principalmente o artigo 3º: Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação (inclusive para pessoas LGBT).
e o artigo 5º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.
Que derrubemos a “Bastilha” do racismo, machismo, patriarcado, obscurantismo, antissemitismo, fundamentalismo, fanatismo, a homofobia e a intolerância religiosa. Que tudo isto vá para o ralo da história.
Estamos abertos ao diálogo e à negociação, sempre.
País rico é um país sem pobreza, e também sem homofobia. Todos e todas contra a miséria social e intelectual.

Fraternalmente,

Toni Reis

Conselheiro do Conselho Nacional LGBT
Agraciado pelo Prêmio de Direitos Humanos do Governo Federal em 2010
Professor
Especialista Sexualidade Humana
Mestre em Filosofia
Doutorando em Educação
Presidente da ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (gestão 2010-2012).
Secretário do Conselho Diretor da ASICAL – Associação para Saúde Integral e Cidadania na América Latina e Caribe
*não OPTAMOS por ser LGBT. Quem optaria por sofrer todas estas e outras formas de preconceito, estigma, discriminação e violência?

Henri Castelli será bissexual usuário de cocaína na TV Resposta




A macrosérie “O Astro”, que estreará em julho, será um pouco mais forte que a novela original, de Janete Clair, exibida em 1997. O personagem Felipe (Henri Castelli), que na versão original foi interpretado por Edwin Luisi, será um bissexual e usuário de cocaína. O rapaz irá cheirar cocaína na frente do pai, Pirilo (Celso Frateschi) e, apesar de ser amante de Clô (Regina Duarte), mulher de Salomão Ayala (Daniel Filho), vai ter um relacionamento com o seu verdadeiro amor, o cabelereiro Henri (João Baldasserini).

Na versão de 1977, Felipe foi o assassino de Salomão Ayala. Entretanto, tudo leve a crer que será outro o assassino dessa nova versão. A direção da Globo estuda mudar o desfecho de alguns personagens para manter o clímax.


A ideia de mudar o assassino é defendida pelo autor da nova versão, Alcides Nogueira. “A macrossérie revisita a obra original com ares contemporâneos ao texto dos anos 1970. Não mexeremos nos pilares de Janete Clair, que são fantásticos”, afirma.

Por causa do conteúdo da macrossérie, que ficará no ar até outubro, a Globo tomou a iniciativa de classificá-la junto ao Ministério da Justiça como imprópria para menores de 16 anos, inadequada antes das 22h. Será que vai rolar beijo gay? Será que Castelli ficará à vontade, caso precise beijar outro homem?

Casal de lésbicas é autorizado a adotar bebê em Minas Resposta

A Justiça de Minas Gerais concedeu, por unanimidade de votos, a adoção de um bebê para um casal de lésbicas. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (27/05). A adoção pelas duas mulheres já havia sido autorizada em primeira instância, mas o Ministério Público recorreu alegando, entre outros argumentos, que a adoção do menor por homossexuais poderia gerar-lhe constrangimentos futuros.

Dessa decisão ainda cabe recurso, mas se não houver alteração na decisão, as parceiras poderão registrar o bebê. A criança, na verdade, já está com elas desde praticamente seu nascimento. No processo, ficou comprovado que a mãe biológica não tem condições de cuidar do bebê, nem interesse em fazê-lo, assim como a avó.

Os desembargadores da 1ª Câmara Cível de Belo Horizonte fundamentaram sua decisão em princípios constitucionais e na recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que equiparou os direitos dos homossexuais aos dos heterossexuais, considerando a união como mais uma unidade familiar.


*Reportagem “Estadão

Thammy Gretchen diz que a "TV ainda é muito preconceituosa com gays" Resposta


Em entrevista ao site “O Fuxico”, Thammy Gretchen comenta sobre uma suposta proibição de homossexuais na quarta edição de “A Fazenda” (Record). Para a filha de Gretchen, que é lésbica assumida, as emissoras brasileiras ainda são muito preconceituosas em relação aos homossexuais e, quando tratam do assunto, colocam de uma forma jocosa.

“Nenhum canal tem coragem de colocar uma homossexual do meu jeito. As que já participaram de realities eram enrustidas. Nesses programas elas assumem que são bi e se vestem de forma feminina e atraente. Eu já me visto de forma diferente e não tenho todo esse jeito de mulher”, diz Thammy.

Para Thammy, as emissoras gostam de retratar os gays de uma forma engraçada, sempre explorando a imagem de travesti e drag.

“Como se o fato de ser travesti fosse engraçado”, avalia.

Embora garanta que sequer chegou a ser convidada para articipar de A Fazenda, como se comentou,Thammy não descarta a possibilidade de um dia participar de um programa do gênero:

“Se me convidassem eu iria. Não só pelo dinheiro e pelas oportunidades e sim para mostrar minha índole, mesmo do jeito que eu sou” , finaliza.

A Record fez uma série de reportagens exibida no “Jornal da Record” contra o kit anti-homofobia. O blog sugere boicote à emissora!

MEC pretende lançar nova versão do kit anti-homofobia ainda este ano Resposta

Ministro Fernando Haddad (Foto: Vanessa Fajardo)
Segundo Fernando Haddad, gastos com alterações estavam previstos. Ministro disse que Dilma não gostou de vídeo sobre bissexualidade.

O Ministério da Educação pretende refazer o kit do projeto “Escola sem Homofobia” e distribuir em escolas para professores de turmas de ensino médio ainda neste ano. O kit, que inclui um guia para o professor e três vídeos, foi suspenso pela presidente Dilma Rousseff nesta semana. O ministério identificou mais de 6 mil escolas no país onde há registro de homofobia. Elas deverão receber a nova versão do kit.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o MEC vai avaliar se a base do material já produzido será mantida. “Faremos agora essa discussão, mas com base mais técnica chamando especialistas.”
Depois de pronto, o kit será avaliado pela comissão de publicação do Ministério da Educação, para enfim passar pela aprovação do governo. Após a polêmica, o governo criou uma instância que vai dar o parecer final sobre publicações que versam sobre costumes.
Haddad disse que a presidente Dilma Rousseff viu mais de um vídeo do kit e descreveu passagens do material.
Ainda, de acordo com Haddad, a presidente assistiu o vídeo chamado “Probabilidade” que trata de bissexualidade e considerou algumas frases “mal colocadas.”
No vídeo, um garoto se apaixona por uma menina, mas tempos depois sente atração por um menino e conclui que não precisa se relacionar apenas com pessoas de um mesmo sexo.

Gastos estavam previstos
Haddad destacou que as alterações que serão feitas no kit do projeto estão previstas no convênio do ministério com as entidades responsáveis pela criação do material. Haddad sugeriu que não haverá um pagamento adicional além do previsto em contrato – o total do projeto, incluindo o kit, seminários, formação de professores e outras despesas teve orçamento aprovado em R$ 1,8 milhão. O kit, que inclui um guia para o professor e três vídeos que seria distribuído nas escolas, foi suspenso pela presidente Dilma Rousseff nesta semana.
“O repasse é feito à medida que o projeto vai se desenvolvendo. Nesse como em qualquer outro convênio, quando se verifica qualquer inadequação o ministério recomenda uma alteração parcial ou até total”, afirmou Haddad, que veio para São Paulo para participar de inauguração de dois campi da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo o ministro, a última parcela do contrato – ele não informou o valor – ainda não foi paga.
Até agora, a produção do kit envolveu gastos com pesquisas, produção e filmagem dos vídeos e seminários para cerca de 200 pessoas no final do ano passado para treinamento com o conteúdo do programa.
*Com informações do G1.

Como previsto, deputados da bancada religiosa assinam projeto de decreto para anular a união civil Resposta

Como já era de se esperar, após o escândalo do veto do kit anti-homofobia feito pela presidenta Dilma Roussef depois da ameaça feita pelos religiosos, o alvo agora é anular a decisão do Supremo Tribual Federal que reconheceu como entidade familiar a união entre pessoas do mesmo sexo. Agora então que esses religiosos estão achando que são os reis do mundo, eles vão tentar fazer tudo o que puderem para regular o país. Será que vem nova ameaça por aí?

Em reunião na última quarta-feira, parlamentares se juntaram ao presidente da Câmara, o deputado Marco Maia, para protocolar um Projeto de Decreto Legislativo com o intuito de anular a decisão do Supremo Tribunal Federal e todos os atos decorrentes dessa decisão.

Com argumentos de que a atitude tomada com a união civil é inconstitucional, eles clamam pela suspenção dos direitos conseguidos depois de muita luta pelos homossexuais.

O projeto é assinado pelo deputado João Campos e, óbvio, com o apoio de outros religiosos. Confira as cinco páginas do documento:

Reunião secreta na Record tira gays da "Fazenda". Thammy Gretchen está fora do programa Resposta

(Foto:Reprodução)
Em reunião a portas fechadas na tarde desta quinta-feira os bispos da Record decidiram reduzir drasticamente o número de gays na próxima edição da “Fazenda”. A filha da cantora Gretchen, Thammy Miranda, e o colunista social da TV Gazeta Maurício Banderas estão fora do jogo.Os dois já haviam se submetido aos exames médicos necessários para entrar no programa. Com isso, a presença de Luiza Marilac também é incerta no reality show.

Ninguém soube explicar ao certo os motivos que levaram os bispos a tomar tal decisão. Acredita-se que as questões políticas tenham pesado na decisão da emissora. Na quarta-feira, a bancada evangélica no Congresso pressionou a presidente Dilma Roussef que acabou determinando a suspensão da produção e distribuição do kit anti-homofobia, que estava sendo produzido pelo Ministério da Educação.
*Do blog “Pronto, Falei”, de Léo Dias.

Artista brasileiro Fernando Carpaneda expõe em Nova York sua arte gay e faz ¨homenagem¨ a Jair Bolsonaro Resposta

Fernando Carpaneda, o artista
Ele é brasileiro, mora nos Estados Unidos e vai lançar uma exposição que vai dar o que falar. O artista Fernando Carpaneda, que faz esculturas com temas sexuais, vai expor em Nova York a sua obra ¨Queer Punk¨, que mostra diferentes lados da cultura LGBT e que vai trazer uma ¨homenagem¨ ao deputado Jair Bolsonaro. O deputado inimigo número um dos homossexuais terá uma escultura em que ele será retratado fazendo sexo oral e anal. Em conversa exclusiva com o blog Entre Nós, Fernando Carpaneda falou sobre suas inspirações na arte gay, experiências e carreira. Confira: 

Entre Nós: Como você despertou o seu interesse por arte? 

Fernando Carpaneda: Desde criança já desenhava em papéis, paredes e em todo lugar. Entre 11 e 12 anos de idade, comecei a pintar em telas e aos 13 fiz minha primeira exposição. Foi um processo bem natural e sempre tive o incentivo de minha família. 
EN: A partir de que momento você percebeu que era isso o que você queria fazer como profissão? 

¨Crust Punk¨
FC: Tomei essa decisão quando tinha 15 anos de idade. Desde então estou nessa vida artística. Às vezes, não é fácil. Mas é assim que me sinto feliz. 
EN: Como surgiu a oportunidade de você sair de Brasília e ganhar o mundo como artista? 
FC: Em 1995, recebi um convite de um grupo de artistas de Brasília para participar de uma exposição em Nova Iorque, numa galeria chamada ABA, que ficava na Broadway (essa galeria não existe mais). Naquela época, fiz contato com o CBGB e acabei marcando algumas exposições na CB`s 313 Gallery, a galeria de arte do CBGB. Como fiz vários contatos naquela época, acabei me mudando para Nova Iorque, onde meu trabalho tem mais aceitação do que no Brasil. Desde então, tenho feito exposições aqui nos Estados Unidos, Londres, Itália, etc. O meio artístico brasileiro é machista e cheio de conservadorismos quando se trata de arte gay ou arte underground e por esse motivo não tenho feito exposições no Brasil. A única galeria de arte que me representa no Brasil é a PLUS, galeria de Arte online, bilingue (em português e inglês), com uma visão mais aberta sobre arte contemporânea do que as outras galerias brasileiras. 
EN: Como você define a sua arte? 
FC: Minha arte é urbana. Tem elementos da Gay Art, Lowbrow Art, Graffiti e Underground Art. Como a maioria dos meus retratados são personagens de rua, coloco vários elementos e informações dessas pessoas nas minhas esculturas. Com isso faço uma junção de vários movimentos urbanos e artísticos em uma só escultura. 
EN: De onde vem a inspiração para suas obras? 
FC: Geralmente da rua e do mundo gay. 
EN: Como vai ser a exposição Queer Punk, que vai ser exibida durante o mês de Orgulho LGBT de NY. Como surgiu essa idéia? O que você pretende mostrar nessa exposição? 
FC: Meu objetivo com essa exposição é mostrar outros lados dentro da cultura GLBT e dentro da sociedade em geral, e com isso abrir a cabeça do público para outras possibilidades dentro da arte gay e underground art. Queer Punk é uma mostra que fala sobre liberdade, sobre ser o que você é, sem medo de assumir suas idéias e seus ideais. Indiferentemente de você ser gay ou hétero. 
EN: Uma de suas esculturas trará uma crítica ao deputado Jair Bolsonaro. Como vai ser isso?
¨A festa do sexo de Bolsonaro¨
FC: Acho que da mesma forma que o Jair Bolsonaro tem direito garantido e imunidade parlamentar para ir à televisão brasileira falar mal de gays e negros, eu como brasileiro tenho o direito de me expressar em público sobre o Jair Bolsonaro. Quero que ele se sinta constrangido em ser visto retratado fazendo sexo oral e anal, sentindo na pele como é bom ser motivo de chacota e piada. A escultura aborda ainda um protesto contra as campanhas homofóbicas como a da Igreja Batista americana “Gay hates Fags” (Deus odeia os Veados). Eu troco a palavra “odeia” e coloco a palavra “ama”. A cena tem ainda um glory hole, sexo oral e pegação que é típico no mundo gay. A escultura também tem a inscrição “A realidade é que às vezes fazemos sexo sem camisinha” que é um alerta sobre o HIV e ao sexo sem proteção. Muitas pessoas criticam a escultura por falta de conhecimento sobre questões importantes relacionadas à homofobia e ao mundo gay. Quem não tem conhecimento sobre esses assuntos só consegue ver uma cena desnecessária de sexo. 
EN: O que quer dizer ¨Queer Punk¨?
FC: Queer Punk são gays que não se enquadram ao estereótipo criado pelo mundo gay. São gays que não curtem músicas de Madonna, Lady GaGa e música pop. Quem faz parte da cultura Queer Punk curte Punk Rock, Rock`n Roll e bandas como The Ramones, NOFX, Rancid, Terror Revolucionario, Sepultura, etc. São gays que não estão presos à doença da cultura ao corpo em academias de malhação e levam uma vida mais alternativa sem glitter. 
EN: Você faz esculturas de homens nus ou fazendo sexo. Algum motivo em especial que te fez seguir por esse caminho? 
FC: A maioria das minhas esculturas são retratos de ex-namorados e amantes. As esculturas fazendo sexo são experiências que tive no mundo gay e pessoas que conheci e vi em algumas pegações e surubas que participei. 
EN: Como é o relacionamento com sua família? 
FC: Meu relacionamento com minha família é normal. Sempre visito e falo com todos eles. Nunca tive muitos problemas por ser gay. Minha família sempre me apoiou. 
EN: Pretende levar essa exposição para o Brasil? 
FC: Não tenho planos de expor no Brasil. 
Que pena. Aposto que os brasileiros iriam adorar assistir essa exposição. Mas para aqueles que estarão em Nova York, aí vão os detalhes da exposição: 

Queer Punk é uma exposição organizada pela famosa The Kymara Gallery que representa os Andy Warhol Superstars e tem o apoio da The Leslie/Lohman Gay Art Foundation. A exposição acontece em uma das galerias da Leslie Lohman que fica localizada na Prince Street, no Soho. A abertura vai ser dia 25 de Junho às 6 horas da tarde. A exposição ficará aberta todos os dias entre o dia 25 ate o dia 2 de Julho. A visitação é de graça, não precisa pagar nada. Vale a pena conferir! 

The Leslie/Lohman Basement Annex 
127-B Prince Street,Soho,NY (esquina com a Prince and Wooster Streets) 
New York, NY.

Parada gay de Moscou é proibida pelo sexto ano consecutivo Resposta

Ativista sendo preso em uma parada gay de Moscou  

Ativistas dos direitos dos homossexuais de Moscou não tiveram autorização para realizar a parada gay pelo sexto ano consecutivo, mas mesmo assim eles dizem que vão realizar o evento de qualquer maneira. A polícia disse que eles vão tomar atitudes contra qualquer ação ilegal. 

As autoridades da cidade disseram no mês passado que a marcha não poderia ir adiante por causa de um “risco de perturbação da ordem pública”. Mas o líder da Parada Gay, Nikolai Alekseev, disse que qualquer transtorno seria culpa da polícia e do prefeito, Sergei Sobyanin. 
Por causa de militantes que desobedeceram as proibições no passado, algumas marchas do orgulho gay terminaram com violência e acusações de brutalidade policial, além de grupos neo-nazistas que atacaram os ativistas gays no passado.
Em outubro de 2010, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem decidiu que proibir a parada de Moscou viola as leis internacionais dos direitos humanos.

O último prefeito da cidade, Yuri Luzhkov, proibiu várias vezes a parada gay com o pretexto de que o evento seria um risco para a saúde e segurança, chamando gays e lésbicas de ¨satânicos¨. O ativistas homossexuais esperavam que o novo prefeito, Sobyanin, seria mais simpático com a causa. Pelo visto eles ainda têm muito o que lutar.

Produtora de vídeo anti-homofobia diz que MEC cortou beijo Resposta

A socióloga Sylvia Cavasin, fundadora da Ecos (Comunicação em Sexualidade), responsável por desenvolver os vídeos do kit anti-homofobia do MEC (Ministério da Educação), afirmou que o ministério solicitou a retirada de uma cena de um beijo entre duas jovens no vídeo “Torpedo”.

O vídeo, um dos três que estava em análise para inserção no programa Escola sem homofobia, vazou na internet já sem a cena. Além de “Torpedo”–sobre duas estudantes que se apaixonam e são discriminadas na escola–, a Ecos produziu “Probabilidade” –que trata sobre bissexualidade– e “Encontrando Bianca” — sobre um aluno transexual.

“O Secad [Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, órgão do MEC] analisou o vídeo e sugeriu a retirada da cena do beijo. Todo o material [do kit] foi feito com base em pesquisas e amplamente discutido”, afirmou.

Procurada pela reportagem, o MEC não confirmou se houve ou não o pedido do corte da cena.

De acordo com a socióloga, o material é voltado para o professor. “É uma orientação para o professor sobre como trabalhar com o tema dentro da sala de aula. Lamentamos muito toda essa polêmica. Nossa organização é série e trabalha há 21 anos com educação sexual”, disse Cavasin.

A socióloga afirmou que ainda não recebeu uma resposta oficial do MEC sobre o que será feito com os vídeos. “Custa-me crer que quem vê o nosso material original tenha uma reação como essa que está havendo. Não tem como, é um material respeitoso. É preocupante.”

Na quarta-feira (25), Dilma determinou a suspensão da produção e distribuição do kit e definiu que todo material do governo que se refira a “costumes” passe por uma consulta aos setores interessados da sociedade antes de serem publicados ou divulgados.

O presidente nacional do DEM, senador José Agripino, disse que o partido vai propor ações judiciais com o objetivo de devolver à União os gastos correspondentes à elaboração e distribuição do kit

O ministro Fernando Haddad (Educação) afirmou na quinta-feira (25) que o kit anti-homofobia do Ministério da Educação será refeito.

*Reportagem: Folha de São Paulo

Dilma pode ter se baseado em "kit errado" ao vetar cartilha contra homofobia Resposta

Dilma assume que não viu os vídeos do kit

Livretos do Ministério da Saúde apresentados por evangélicos à presidenta Dilma Rousseff podem ter levado à suspensão do kit elaborado pelo Ministério da Educação (MEC) para combater a homofobia nas escolas públicas. A hipótese não é descartada pela própria Presidência da República e pelo MEC.

Na quarta-feira (25/05), após encontro com frentes religiosas, Dilma determinou que fosse reanalisado o material, constituído por um caderno, seis boletins, três vídeos e um cartaz. A intenção do MEC era ajudar o debate em salas de aula do Ensino Médio a respeito da discriminação contra homossexuais.

Informações recebidas pelo site “Rede Brasil Atual” dão conta de que o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), um dos principais interlocutores do encontro, mostrou à presidenta um material elaborado pelo Ministério da Saúde. A assessoria do parlamentar descreveu os títulos dos materiais apresentados na reunião O caderno das coisas importantes” foi elaborado pelo MEC, mas em parceria com o escritório da Organização das Nações Unidas para Educação e Cultura (Unesco) e sem qualquer relação com o kit contra a homofobia. Outro, também em parceria com a agência da ONU, é a história em quadrinhos “A vida como é – e as coisas como são”, lançada em 2010 abordando as relações entre filhos homossexuais e seus pais.

Os demais são de um programa do Ministério da Saúde que visa a reduzir danos no uso de drogas e ao combate a doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Ao ser informada por telefone que o material citado não diz respeito ao kit contra a homofobia, a assessoria do deputado afirmou que “chegou a nossas mãos como sendo o kit-gay (sic). De qualquer maneira é pornográfico”.

Uma das ilustrações mostra dois rapazes praticando sexo. O Ministério da Saúde informou que se trata de um material voltado a um público absolutamente específico: agentes que trabalham com a prevenção de DSTs e com viciados em drogas, sem qualquer conexão com o material elaborado pelo MEC e jamais tendo sido distribuído em escolas.

Origem

A fonte das cartilhas encaminhadas a parlamentares ligados às causas religiosas é o Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (Fenasp). O presidente da entidade, Pastor Wilton Acosta, usou parte do material do Ministério da Saúde em um debate da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão a respeito dos programas do governo federal sobre diversidade sexual.

As mesmas imagens estão disponíveis na página da Fenasp na internet. A reportagem tentou, sem sucesso, contato telefônico com Acosta. A secretária-geral da organização, Damares Alves, afirmou não saber se as cartilhas foram apresentadas a Dilma Rousseff como parte do kit contra a homofobia. O mesmo material foi levado por Damares a uma reunião com o ministro da Educação, Fernando Haddad. “A gente quis mostrar para ele que é uma prática do governo a produção de material de mau gosto”, explica.

Ela lamenta que o combate à homofobia tenha se transformado “em prioridade” para o ministério e avalia que a campanha que seria difundida pelo kit não ajudaria a combater o problema. Damares considera que mostrar relações homoafetivas não vai colaborar em nada para a discussão. “Como dizer que não vivemos a normalidade da heterossexualidade? Isso pode mudar nas próximas gerações, mas essa geração ainda entende a normalidade na heterossexualidade”, questiona.

Incertezas

A assessoria de comunicação da Presidência da República afirmou não haver condições de afirmar se Dilma viu ou não o material correto. A informação é de que Dilma analisou as cartilhas e os vídeos sem a presença de assessores ou do ministro da Educação.

Em rápido pronunciamento a jornalistas nesta quinta-feira (26), a presidenta afirmou não ter visto os filmes, mas considerou o material inadequado. “Não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais, nem de nenhuma forma nós não podemos interferir na vida privada das pessoas”, disse.

O ministro da Educação confirmou que a presidenta não soube precisar se o material a que teve acesso faz parte do kitcontra a homofobia. Haddad lembrou que filmes e textos que circulam pelo Congresso são de campanhas do Ministério da Saúde, levando à desinformação de alguns parlamentares e da sociedade. “Houve muita confusão a respeito. Quando uma discussão deixa de ser técnica e passa a ser política você tem muita dificuldade de organizar um debate racional sobre o assunto”, lamentou o ministro, que considera acertada a decisão de suspender a distribuição das cartilhas em meio a um cenário de turbulência.

A ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Iriny Lopes, foi outra que ponderou que a decisão não representa um retrocesso nas políticas governamentais de conquistas de direitos. “O programa de enfrentamento à homofobia é um programa definitivo. Ele não sofrerá retrocessos. O governo da presidenta Dilma é pautado pela questão de direitos, a presidenta têm demonstrado isso em todos os seus gestos”, disse.

A determinação do Planalto é que qualquer material relativo aos direitos sociais terá de passar por análise de uma comissão a ser montada no Palácio do Planalto antes de vir a público.

*Reportagem: “Rede Brasil Atual”

Dilma precisa de um kit anti-homofobia Resposta

Um dia após se render a chantagens da bancada religiosa fundamentalista do Congresso Nacional e suspender o kit anti-homofobia, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC) de seu governo – a presidenta Dilma Roussef resolveu se manifestar. O que ouvi, estupefado, na CBN e depois li em diversos portais, foi um festival de bizarrices de embrulhar o estômago e me fazer questionar: será que fiz bem em apoiar a campanha dela para a Presidência da República.

Dilma diz que não concorda com o “kit”, mas não viu todos os vídeos

Como se não bastasse ter se aliado a uma bancada que, em parte a atacou durante a campanha eleitoral; de ter entrado em sintonia perfeita com a extrema-direita, personificada pela figura horrenda do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), hoje, Dilma, ao defender o indefensável, disse que “não vai ser permitido em nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais”. Foi assim, ressaltando, claro, que o governo federal vai continuar lutando contra a homofobia, que Dilma justificou sua covardia.



A presidenta está mal informada, assim como diversos brasileiros, ela chama orientação sexual de “opção sexual”. Ela mesma parece precisar de um kit anti-homofobia, que ela chama, assim como os evangélicos e Jair Bolsonaro, de “kit gay”. Será que um dia a presidenta sentou-se em sua cama e se perguntou: sou lésbica ou heterossexual? Claro que não! Ela sabe bem o que é. Então, da mesma forma, as outras pessoas, não optaram por nada! Justamente para evitar esse tipo de argumento tosco é que é necessário, sim, educar os adolescentes nas escolas. Nem sempre a família faz isso, mas este é o dever de um Estado responsável.

Será que, ao falar sobre o uso de preservativo, o governo federal está estimulando a prática sexual? Na escola, aprendemos o que acontece quando um homem transa com uma mulher. Os professores nos ensinam isso. Ensinam sobre a reprodução etc. Em determinado momento, as pessoas praticamente não falavam sobre sexo umas com as outras. Mas, hoje em dia, alguém ousa afirmar que, ao falar sobre sexo, a escola está estimulando os adolescentes a praticá-lo? Claro que não! Sabemos muito bem que meninas de 12 anos estão engravidando! Então, qual é o problema de mostrar que lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais existem e merecem respeito aos estudantes?

O Brasil não possui números oficiais, em âmbito nacional, sobre a violência contra os LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). O Rio de Janeiro, por exemplo, tem essa estatística. Mas nacionalmente, isso não existe. Entretanto, é público e notório – basta ler os jornais ou rever as próprias atitudes – que os LGBTs sofrem preconceito constantemente. São piadinhas de péssimo gosto, agressões verbais, agressões físicas, torturas psicológicas etc. Imagine sofrer isso, constantemente, dentro de um local que serve para ajudar na formação do indivíduo: a escola. Isso cria traumas, alguns incuráveis. Em casos extremos, chega-se ao suicídio. Com esse quadro, o governo também sai perdendo, pois algumas pessoas abandonam as escolas ou repetem de ano, por exemplo.

O que o governo Dilma queria, antes da própria Dilma se aliar aos fundamentalistas, era simplesmente, ajudar a educar jovens e, também professores, para que eles possam lidar com a diversidade sexual de maneira saudável. Um dia, talvez, o tal “kit” nem seja mais preciso, já que, os jovens educados, iriam transmitir valores diferentes dos que receberam de seus pais aos seus filhos. Infelizmente esse dia aprece estar bem longe. Por enquanto, o Estado só é laico no papel e, muitas vezes, parecemos estar em uma teocracia. Ainda bem que não estamos no Irã, cruzes!

A mordaça religiosa Resposta

Por muito tempo em nossa luta que ouvimos dos evangélicos e homofóbicos desse país, que os gays querem colocar uma mordaça na sociedade, impedindo que as pessoas tenham suas próprias opiniões a respeito da homossexualidade.

Afim de tornar crime a homofobia, ativistas e simpatizantes vêm trabalhando duro para que exista uma sociedade de direitos iguais para todos, sem preferências para nenhum lado.
Essa luta começou depois que se percebeu, ainda que tarde demais, que pessoas estavam morrendo no Brasil por serem homossexuais. E as causas da morte não eram por que dividiam a mesma seringa ou porque viviam na promiscuidade da noite, como diz o deputado homofóbico e racista Jair Bolsonaro. O Brasil é um dos países com maiores índices de assassinatos de homossexuais por conta da ignorância e intolerância da maioria das pessoas.
Para alguns, somos minoria. Eu quero dizer que não sei se concordo com este termo, mas afirmo que neste caso, a maioria está errada. Em vários discursos políticos ouvimos as pessoas dizerem que o Brasil é um país laico. Não é. Como os fanáticos religiosos que confundem o Congresso com o templo de suas igrejas dizem, os gays querem botar uma mordaça na sociedade. Os gays querem impedir que os pais ensinem o que é correto para seus filhos. Os gays querem impedir que igrejas condenem a homossexualidade como pecado, como diz a bíblia. Os gays querem isso, os gays querem aquilo.
Agora eu digo o que é que os gays querem. Os gays querem o direito de amar e serem amados sem serem punidos por isso. Os gays querem ter um Deus para seus confortos. Os gays querem ter uma família. Os gays querem ter direitos iguais concedidos à todos da sociedade. Os gays querem respeito.
E por não permitirem os mesmos direitos aos gays, só por que eles amam as pessoas do mesmo sexo, é que eu digo que quem coloca a mordaça nessa história são os religiosos. Um país plural como o Brasil, com diferentes raças e culturas, e diferentes religiões e seitas ou o que quer que seja, os evangélicos e católicos querem colocar uma mordaça nas pessoas para que seja feito apenas o que está escritoi na Bíblia.
Querem fazer do Brasil uma Jerusalém, querem espancar os homossexuais, querem ameaçar o governo. Os religiosos intolerantes e radicais querem calar os nossos direitos, e é por isso que segundo eles, somos minoria. Muitos com medo dessa repressão vivem escondendo sua homossexualidade porque não querem ter que aguentar a viver em uma sociedade dominada pelo preconceito e guiada pela religião.
Não se pode governar um país com fundamentos bíblicos. Os religiosos usam suas bíblias de conveniência porque nem eles mesmos seguem à risca tudo o que diz o ¨livro sagrado¨. Eles dizem que na bíblia é dito que homossexualidade é pecado. Oras, a bíblia também diz que as pessoas podem possuir escravos, que as pessoas podem vender as filhas como escravas, que não podemos usar roupas feitas de dois tipos diferentes de tecido, que a pessoa que trabalhar no sábado deve ser morta, se a pessoa for cega ou ter algum problema de visão, não pode chegar no altar de uma igreja, que homens não podem aparar a barba e que não podemos plantar dois tipos de vegetais em um mesmo terreno.
Citações absurdas que não são seguidas pelos religiosos, porque não convém. Mas ser gay é abominável. Precisamos acordar e retirar essa mordaça imposta pelos religiosos. Temos que ser livres. A bancada religiosa não deve ter o poder de ameaçar toda uma pátria para que seja feita a vontade deles. Nosso governo não pode ceder a essa chantagem e colocar o poder de governar uma nação nas mãos desses fanáticos idiotas! Não somos mais um país de ditadura e não podemos deixar que pessoas como Jair Bolsonaro e família, Silas Malafaia, Magno Malta, Marco Feliciano, entre outros, façam que nosso país volte para o ventre da intolerância e prendam nossas opiniões.

Dilma diz que governo não vai fazer propaganda de ¨opção sexual¨ Resposta

Durante uma cerimônia em que assinou termos de compromisso para a construção de 138 cheches, a presidenta Dilma Rousseff comentou sobre o veto que deu ao kit anti-homofobia nas escolas. Segundo ela, ¨não vai ser permitido para nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais¨. 

Primeiro que quando ela diz ¨propaganda¨, o que vem à minha cabeça automaticamente é que serão exibidos filmes e distribuídos panfletos com mensagens do tipo: ¨Seja você também homossexual, é legal e está na moda¨. E outra coisa que precisa ser explicado para a presidenta, é que não existe a questão da OPÇÃO SEXUAL. Acho que falta a ela umas aulas de como se referir a temas como esse, para não fazer feio. Ninguém escolhe ser gay, e não venham com esse papo de que isso existe, porque não entra na minha cabeça. O termo correto é ORIENTAÇÃO SEXUAL, senhora presidenta.
Dilma também disse que o governo não pode interferir na vida privada das pessoas, mas sim, fazer uma educação de que é necessário respeitar a diferença. Eu acho que o mais importante é o governo ter um projeto de combate à homofobia. Não é questão de influenciar a vida privada das pessoas, porque essa existe dentro de casa. A escola não é um lugar privado, é um lugar público, onde existe quase uma sociedade em que pessoas convivem juntas dentro de uma hierarquia.
O papel de projetos como o kit anti-homofobia é coinscientizar as pessoas de que homofobia, mesmo que não tenha lei para isso, é um crime. E que cometer algo contra qualquer pessoa por ela ter uma orientação sexual diferente, não é propagar a homossexualidade. O papel desse projeto é impedir que os jovens, que na maioria das vezes não recebem a educação correta dentro de casa, de cometerem o famoso bullying e de atacar os gays na escola. Algo que seria de extrema importância para os professores e funcionários das instituições, que muitas vezes, também não sabem como lidar com as diferenças.
O que muitos viam como algo promissor o fato de termos uma PRESIDENTA, como Dilma mesmo gosta de enfatizar, que poderia lutar mais pelas diferenças, agora fica a dúvida: será mesmo? No momento em que se troca o amor e o respeito pela corrupção, é hora de repensarmos o nosso conceito de moral.

Estudiosos afirmam que o kit anti-homofobia mostra menos do que as novelas Resposta

Religiosos e conservadores hipócritas estão em um combate contra a distribuição do kit anti-homofobia nas escolas do ensino fundamental para professores e jovens acima de 14 anos. Jogando com todas as cartas sujas, a bancada composta pelo o que há de mais podre no Congresso, ameaçou ontem (25/05) a presidenta Dilma que, caso ela não suspendesse o kit, iriam pressioonar a ida de Palocci na Câmara para explicações sobre seu patrimônio.

Eles afirmam que o kit é exagerado e incentiva a homossexualidade, como se fosse ensinar os alunos a serem gays. Só que nossa vida inteira fomos ensinados a ser heterossexuais. Não adiantou.

Agora, especialistas afirmam que o conteúdo dos vídeos propostos no kit contém cenas muito mais leves do que as que vemos nas telenovelas. O professor de comunicação da USP e especialista em teledramaturgia, Laurindo Leal Filho, disse que o material proposto pelo kit anti-homofobia deve ser aplaudido pela sua delicadeza, e que não existe nenhum incentivo à homossexualidade:

– Com grande delicadeza e muito cuidado, os vídeos tratam de um tema difícil, mas de uma forma perfeitamente assimilável pelos jovens.

Além disso, segundo ele, o material pode trazer uma grande colaboração contra a homofobia e principalmente, por não conter um tom jocoso ou sem contexto que, às vezes, estão presentes nas novelas e programas de humor.

O pesquisador em teledramaturgia, Claudino Mayer, acha que os vídeos do kit são atrasados se comparados com os folhetins. Para ele, nas telenovelas não se diz que a pessoa é gay e nem se discute o beijo, são as ações que levam a isso.