Carlos Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, ofende LGBTs em seu twitter Resposta

O vereador Carlos Bolsonaro (PP-RJ), ofendeu lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em seu twitter, durante a Parada Gay e após o Conselho de Ética (?) e Decoro (?) da Câmara dos deputados, decidir, por 10 votos a 7 arquivar o processo contra o seu pai, o deputado estadual Jair Bolsonaro (PP-RJ). Veja os posts dele e a resposta do blog a cada um deles!

Vereador ignorante é manipulado e mal educado pelo pai desde criança. Resultado: virou um adulto igualmente ignorante.

Quando se trata de ditadura, ninguém melhor que o pai do vereador, para falar e elogiar. O deputado Jair Bolsonaro é ferrenho defensor da ditadura. Carlos também é. Seria este um elogio aos gays?

“Avoroço” não. Protesto. Aliás, o papai do vereador fez por onde. Estaria o vereador querendo aparecer na próxima parada? Estaria o vereador com inveja do boneco do pai na parada?

Infelizmente, uma parcela da população é ignorante, mal informada e mal educada. Seria louvável se o governo federal tivesse ido até o fim com o programa Escola sem Homofobia. Assim, as pessoas teriam mais informação e não ficariam reféns de alguns pais preconceituosos, como parece ter sido o caso do vereador.

“Inventaram” a palavra homofobia tem pouco tempo? Mas será que o vereador nunca consultou um dicionário? “Pai dos burros” já! Se em que agora, acho que já é tarde. Os dados que o vereador coloca em seu twitter têm fonte? Parece lorota.

Competência acima da sexualidade? O que ele quer dizer com isso? Ele defende as causas de militares, uma parcela da população que merece respeito e merecia melhor representante. É mais do que natural que um homossexual tenha um representante no Congresso.
O vereador fala em ditadura outra vez? Será que não aprendeu o que é ditadura com o papai? Ser contra o PLC 122? Claro que ele, como bom homofóbico, tem que ser.
“Kit gay”? Quanta ignorância! Estude e procure saber o que era o projeto Escola sem Homofobia! Tá parecendo a Dilma, eu hein!
“Chupa”, ele escreveu e repetiu! Parece ser uma ideia fixa do vereador.

Atenção vereador, apesar de você externar as suas fantasias sexuais no twitter, para a sua infelicidade, você é feio.
O meu desejo seria que você refletisse e mudasse um pouco o seu comportamento. Mas, acho que isso é impossível, tendo em vista a péssima educação que você recebeu do seu pai. Sendo assim, já que você não tem noção de respeito ao próximo, seria interessante que você tivesse um filho homossexual. Não como castigo, mas para aprender a respeitar pessoas que possuem uma orientação sexual diferente da sua.

Atenção vereador, para a sua infelicidade, você é feio e dificilmente um gay irá te cantar. A não ser que seja masoquista.
Que você é homofóbico, todos nós sabemos. Eu hein!

Começa hoje o primeiro Rio Festival Gay de Cinema Resposta

Rio Festival Gay de Cinema: VINHETA OFICIAL 2011 from Cromakey on Vimeo.

A abertura oficial, nesta quinta-feira, da primeira edição do Rio Festival Gay de Cinema marca as comemorações, no Rio, do Dia Mundial do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros), celebrado no último dia 28.

O Rio Festival Gay de Cinema é o festival internacional de filmes LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) de ficção, documentário e experimental, em longa e curta metragens, brasileiros e estrangeiros. O festival acontecerá de 1 a 10 de julho de 2011, no Odeon Petrobras e no Cine Cultural Justiça Federal.


Foram selecionados 6 longas e 35 curtas metragens, brasileiros e estrangeiros. Cinco longas estréiam no festival. Destaque para: Strapped de Joseph Graham que mostra um garoto de corpo atraente e personalidade forte, que se perde num prédio que mais parece um labirinto e muda o olhar sobre si ao encontrar alguém que lhe mostra algo que nunca havia sentido. Is It Just Me? de JC Calciano, que fala sobre os acidentes de um relacionamento online. E a estréia da diretora brasileira Fernanda Cardoso com a produção norte-americana Bloomington.

35 filmes participam da Competição de Curta, sendo que 28 deles são inéditos. Brasil, EUA, Polônia, Portugal, Reino Unido, Singapura, Suécia, Suíça, Tailândia e Taiwan estão na disputa. Os melhores filmes serão escolhidos pelo público e Júri Especializado, e ganharão o Troféu do Rio Festival Gay de Cinema 2011.

As exibições ocorrerão no Cine Odeon Petrobras e no Centro Cultural Justiça Federal. Os melhores filmes, escolhidos pelo público e por um júri, receberão o Troféu do Rio Festival Gay de Cinema 2011.

O presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Manoel Rangel, disse à “Agência Brasil” que a entidade vê como “extremamente positivas todas as iniciativas que valorizem a diversidade cultural”. Destacou que diversidade consiste em trazer todos os filmes e visões que pessoas do mundo inteiro têm sobre a cultura.

“Portanto, a realização desse primeiro festival tem o sentido de permitir que se possa ter pluralidade de visão do cinema brasileiro e do cinema internacional disponível”. Rangel lembrou que em São Paulo já existe há alguns anos o Festival Mix da Diversidade Sexual e que o Rio Festival Gay de Cinema se soma a essa iniciativa. “É mais um festival que estimula o processo da reflexão cultural”, afirmou.

Para o produtor do festival, Julio Cesar Mello, a escolha do Rio para sediar o evento “tem tudo a ver”. Segundo ele, além de ser considerada porta de entrada do turismo estrangeiro no Brasil, a capital fluminense abriga muitas pessoas de mente aberta e ousadas. “O Rio de Janeiro é reconhecido internacionalmente por receber bem os turistas, incluindo os gays de todas as partes do mundo”, disse.

O festival abordará diversos temas relacionados ao público LGBT, com a finalidade de informar e esclarecer sobre questões ligadas à diversidade sexual. “Eles são pessoas normais, que têm filhos, trabalham, pagam impostos, são religiosos. Só que têm orientação sexual diferente”, acrescentou Mello.

O superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio, Cláudio Nascimento, disse que o Rio Festival Gay de Cinema “vai mostrar que gays, lésbicas e transexuais são pessoas comuns, cidadãos com sonhos e histórias de vida, com tropeços, sucessos”.

Coordenador do programa estadual Rio Sem Homofobia, Nascimento ressaltou a importância do festival “para trazer ao cotidiano o entendimento dessa luta”

Absolvido pelo Conselho de Ética, Bolsonaro diz: “eu sou o sonho dos LGBTs” 1


Após o Conselho de Ética (?) e Decoro (?) da Câmara decidir nesta quarta-feira (29), por 10 votos a 7, arquivar o processo de investigação contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), ele não perdeu tempo e resolveu ironizar lésbicas, gays, bissexuais e transegêneros.

Presente à sessão, Bolsonaro disse logo no início que tinha certeza da absolvição e defendeu seu direito de ser contra a causa LGBT, a qual chamou de “fundamentalistas sexuais”.

O deputado provocou a comunidade LGBT ao dizer que uma entrevista sua na capa da revista masculina Playboy deste mês chamou mais atenção dos homossexuais do que a estrela da publicação, a modelo Maria (ex-BBB).

– Estou na capa da Playboy, abaixo ali da Maria, mas o pessoal LGBT vê mais a mim do que a ela. Eu sou o sonho deles.


Bolsonaro ironizou também o episódio em que bateu boca com a senadora Marinor Brito (PSOL-PA), um dos fatos em que a representação estava embasada. Ele se defendeu, disse que foi provocado e que o embate foi de “ação e reação”.


O deputado aproveitou para alfinetar os parlamentares do PSOL presentes na sessão, Jean Wyllys (RJ) e Chico Alencar (RJ).

– Ela [Marinor Brito] me chamou de misógino. Eu fui ao dicionário olhar o que é isso e vi que é quem tem aversão a mulheres. Se eu tenho aversão a mulheres, eu sou do time deles, do PSOL. Sou do time do Jean Wyllys.

Embate


Bolsonaro encerrou sua fala dizendo que “nenhum pai teria orgulho de ter um filho gay” e concluiu: “sou um parlamentar com P maiúsculo, não com H minúsculo de homossexual”.

O deputado Jean Wyllys aguardou ter direito a palavra para respondê-lo. Jean disse que não teria orgulho de ter um pai como Bolsonaro e o acusou de racismo.

– Eu tenho orgulho de ser chamado de veado por um outro veado, não pelo senhor. O senhor tem que lavar a sua boca antes de pronunciar essa palavra. Eu sou homossexual com H de homem, mais homem que o senhor, que diz que não é racista porque racismo é crime então tem que se dedicar à homofobia, que ainda não é crime.

Jean deixou a sala tão logo concluiu sua fala, mas foi provocado por Bolsonaro, que disse que ele deveria ficar para receber a resposta. Jean ignorou a provocação e saiu da sessão sob aplauso.

Acusações


Na representação que foi arquivada hoje, o PSOL alega que Bolsonaro “tem prestado continuamente um desserviço à população brasileira”. O partido lembrou o episódio em que o deputado concedeu uma entrevista ao programa de televisão CQC. Na ocasião, a cantora Preta Gil perguntou ao parlamentar o que ele faria se seu filho se apaixonasse por uma negra. No programa, Bolsonaro deu a seguinte resposta:

– Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. E meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu.

O PSOL diz que, nesse caso, Bolsonaro fez uma relação direta entre e mulher negra e a promiscuidade.

– Esta correlação, por si, despida de quaisquer relativizações, releva a prática do crime de racismo.

O deputado é acusado ainda de abusar da prerrogativa constitucional que o garante imunidade parlamentar no caso em que trava um bate-boca com a Senadora Marinor Brito (PSOL-PA).

No dia 12 de maio, após discussão no Senado sobre um projeto de lei que criminaliza a homofobia, Bolsonaro e a senadora quase partiram para agressão física porque ele apresentou às câmeras de TV um panfleto contra a causa LGBT.
Com informações do R7

Myrian Rios, aprenda com a delegada Marta Rocha Resposta

O programa foi ao ar dia 20/06, mas vale a pena lembrar. Para ver o vídeo, clique aqui. A chefe da Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro, Marta Rocha, católica de carteirinha, ao ser questionada sobre ocmo idava com a homofobia, fez questão de lembrar que o Estado é laico e mais, que não admite que seus subordinados não tratem a questão da homofobia com a seriedade que ela merece. A deputada Myrian Rios, que usou a sua fé católica para tentar justificar a sua homofobia, recentemente, em discurso na Alerj, deveria aprender com ela! Veja o diálogo entre a apresentadora Marília Gabriela e a delegada:
“Marta, recentemnte o governador Sergio Cabral aderiu à campanha contra a homofobia. Isso de alguma maneira se reflete no trabalho da Polícia Civil?”, perguntou Marília.
“Deixa eu te dizer que eu já recebi uma polícia que tem dentro da sua estrutura uma indicação quando o crime é praticado com o viés da homofobia. Então hoje a Polícia Civil do Rio de Janeiro, ao longo desse tempo… Eu estava lá nessa campanha do ‘Rio Contra a Homofobia’ … a Poleicia Civil do Estado do Rio de Janeiro já vinha realizando – não só com a Subsecretaria de Direitos, lá da Secretaria de Direitos Humanos – a questão de cursos e treinamento, mas uma perfeita interlocução.”, respondeu Marta.
“Você tem evangélicos subordinados seus na Polícia Civil”, perguntou Marília.
“Com certeza”, respondeu Marta.
“E existe conflito entre as decisões do Estado e as crenças pessoais dentro da Polícia Civil?”, perguntou Marília.
Marta foi taxativa: “O Estado é laico. Eu sou católica de carteirinha e tenho o maior respeito pela questão da homofobia. Não admito tratar essa questão a não ser da maneira que ela tem que ser tratada. A polícia que eu quero oferecer é uma política proativa, de resultado, ética e que respeita as diferenças. Eu não admito que um policial civil, se valendo de um entendimento, de um dogma religioso, deixe de atender uma questão importante, que seja uma violência praticada contra um homossexual.”
“Você já teve algum problema lá e teve que resolver ou não?”, insistiu Marília.
“Com um policial? Nunca! Eu fui intitulada na 12a DP, em Copacabana. Entre as ações que a gente tinha, tinha a organização da Parada Gay.”
“Mas eu tô dizendo com crença religiosa, clara…”, insistiu Marília.
“Não, não tive”, respondeu Martha.

Bolsonaro não responderá a processo no Conselho de Ética Resposta

(é.ti.ca) Fil.

sf.

1. Parte da filosofia que trata das questões e dos preceitos que se relacionam aos valores morais e à conduta humana.

2. Conjunto de princípios, normas e regras que devem ser seguidos para que se estabeleça um comportamento moral exemplar.

[F.: Do gr. ethiké, pelo lat. ethica.]

(de.co.ro) [ô]

sm.

1. Atitude de decência, comedimento, compostura (decoro parlamentar) [ antôn.: Antôn.: descomedimento, desregramento. ]

2. Honestidade, integridade, honradez

3. Pudor, recato no agir e falar; MORALIDADE; RESGUARDO: “…todas velhas…nas vestes de veludo ou gorgorão de lã, de golas altas, longas mangas, terrível decoro.” (Guimarães Rosa, Ave, palavra.)) [ antôn.: Antôn.: despudor, impudicícia. ]

[F.: Do lat. decorum, i. Hom./Par.: decoro (sm.), decoro (fl. de decorar).]


Decoro parlamentar

1 Pol. Padrão de comportamento ético que se espera de um parlamentar.

Fonte: Dicionário Aulete

O Conselho de Ética (?) e Decoro (?) Parlamentar decidiu não dar prosseguimento ao processo disciplinar contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Os deputados votaram contra o parecer preliminar do relator, deputado Sérgio Brito (PSC-BA), que defendia a admissibilidade do processo. Foram dez votos contrários ao relatório prévio, sete a favor e cinco ausências.


O processo foi provocado por uma representação do Psol, que acusa Bolsonaro de abusar das prerrogativas de parlamentar ao disseminar preconceito e estimular violência com declarações contra negros e homossexuais. A representação cita declarações do parlamentar e uma discussão entre ele e a senadora Marinor Brito (Psol-PA) no dia 12 de maio, durante debate sobre o projeto que criminaliza a homofobia (PLC 122/06, que tramita no Senado).

A senadora sentiu-se ofendida pelas palavras pronunciadas por Bolsonaro após uma confusão enquanto o deputado tentava expôr, durante uma entrevista da senadora Marta Suplicy (PT-SP), uma cartilha com críticas ao que ele chama de “kit gay” do Ministério da Educação. A senadora bateu-boca e foi acusada, pelo deputado, que a chamou de “heterofóbica”. “Eu sou homofóbico? Ela é heterofóbica. Não pode ver um heterossexual na frente dela que alopra!”, esbravejou Bolsonaro. Marta Suplicy não se manifestou sobre o assunto.

Segundo o Psol, o deputado teria ofendido a senadora. Já Bolsonaro afirma que ele é quem foi agredido verbalmente por Marinor.

Livre expressão


O principal argumento dos integrantes do conselho para rejeitar o processo foi o direito de expressão dos parlamentares. O deputado Vilson Covatti (PP-RS) disse que o conselho pode “concordar ou não com as ideias de um parlamentar, mas tem que respeitá-las, porque ele foi trazido aqui [ao Congresso] por essas ideias”.

Já o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) afirmou que “acima do Código de Ética vem a Constituição, que diz que os parlamentares são invioláveis, civil e penalmente, por opiniões, palavras e votos.”


Preconceito


O líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), disse que “há indícios de que Bolsonaro faz do direito de opinião, sagrado, o direito de agressão e estímulo ao ódio, à discriminação e ao preconceito, o que não tem nada a ver com manifestação de opinião.” Após o resultado, o líder afirmou que agora Bolsonaro irá ofender as minorias “com o aval da Câmara”, que, com essa decisão, diz que o deputado pode dizer o que quiser.

Para o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), o princípio soberano da Constituição é o da dignidade humana, sem nenhuma forma de discriminação. “A liberdade de expressão é limitada à dignidade do outro, e o que o deputado vem fazendo sistematicamente é violar esse princípio”, argumentou.

A reunião do conselho foi encerrada.


Reportagem: Agência Câmara

Rio Grande do Sul lança programa contra a homofobia Resposta


Na manhã desta segunda-feira em Porto Alegre, no Salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, sede do governo estadual, foi lançado o programa Rio Grande Sem Homofobia. O evento teve show da cantora travesti Waléria Houston interpretando a conterrânea Elis Regina e a presença da ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Maria do Rosário, e do governador Tarso Genro, da primeira-dama Sandra Genro, entre outras autoridades.


O evento apresentou ainda o selo Faça do Brasil um Território Livre de Homofobia e teve fala de militantes e políticos gaúchos. O secretário da Justiça e dos Direitos Humanos em exercício, Miguel Velasquez, lembrou o momento histórico e as vítimas da homofobia: “Muitos homossexuais foram espancados, desrespeitados, para que esse momento viesse a acontecer no Rio Grande do Sul”.


A campanha Rio Grande Sem Homofobia tem como objetivo mobilizar a sociedade em defesa da dignidade humana e pela promoção dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBTs). O coordenador do Programa Rio Grande Sem Homofobia, Fábulo Nascimento da Rosa, enumerou as ações que estão sendo adotadas pela Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos (SJDH), algumas delas em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, no combate à discriminação de LGBTs. O governador Tarso assinou os decretos que instituem a data de 17 de maio como Dia Estadual contra a Homofobia e a inclusão do nome social de travestis e homossexuais nos registros públicos do Estado e o decreto de convocação da 2ª Conferência Estadual LGBTs, que ocorrerá em outubro.


A ministra Maria do Rosário, que é gaucha, destacou que as ações têm por objetivo não só reduzir a violência e a discriminação contra LGBTs, mas também têm um caráter preventivo, elogiando a iniciativa do Estado. “O Rio Grande do Sul é um Estado pioneiro, é um Estado que diz não à homofobia, à discriminação. Esse momento é tão especial para o Rio Grande do Sul e para o Brasil”.


Reportagem: Lado A

Primeiro casamento gay do Brasil pode ser anulado, dizem juristas Resposta

O primeiro casamento gay do Brasil, realizado nesta terça-feira em Jacareí (SP), pode ser contestado na Justiça e acabar sendo considerado nulo, segundo afirmaram juristas ouvidos pela BBC Brasil.

O casamento ocorreu de acordo com decisão do juiz da 2ª Vara da Família e das Sucessões de Jacareí, Fernando Henrique Pinto, após um parecer favorável do Ministério Público de São Paulo.

Os noivos, Luiz André de Rezende Moresi e José Sérgio Santos de Sousa, estão juntos há oito anos e viviam em regime de união estável. A conversão da união estável em casamento ocorreu no Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais de Jacareí.

No entendimento do jurista Ives Gandra Martins, o casamento homossexual, nos termos atuais, fere o parágrafo 3º do artigo 226 da Constituição Federal, que, segundo ele, prevê que apenas casais heterossexuais podem se casar.

Para Gandra, qualquer pessoa ou entidade – como o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por exemplo – pode entrar na Justiça com uma ação de inconstitucionalidade e contestar a união.

O jurista afirmou que, se o caso for para o Supremo Tribunal Federal (STF), a aprovação do casamento gay é uma possibilidade concreta, de acordo com a tendência de decisões recentes tomadas pelos ministros.

Em 5 de maio, o Supremo decidiu, por unanimidade, reconhecer a união estável para casais do mesmo sexo, ao julgar ações ajuizadas pela Procuradoria-Geral da República e pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

“Do ponto de vista constitucional, o STF teria de dizer que não pode (haver casamento gay)”, disse Gandra. “Mas com essa nova visão dos ministros, de agir com um certo ativismo judicial, acredito que isto possa ser aprovado”.

Isonomia

Já para o professor de Direito Constitucional da PUC Minas Fernando Horta Tavares, a Constituição, embora se refira a gênero no que diz respeito ao casamento, também defende o princípio de isonomia, que garante que todos são iguais perante a lei.

“Esta parece ser a linha mais indicada (para avaliar o casamento gay), mais universalista”, disse o professor.

Tavares afirmou que, ao reconhecer a união estável de casais gays, o STF deu um “passo importante” no sentido de conceder isonomia aos homossexuais e abrir espaço para a liberação do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

No entanto, o jurista e professor de Direito da Faap Álvaro Villaça Azevedo disse que só será possível afirmar que o STF reconheceu a união estável gay quando sair o acórdão da decisão do tribunal, o que ainda não ocorreu.

No entendimento do jurista, os ministros do Supremo apenas reconheceram que os casais gays têm, por analogia, os mesmos direitos das pessoas que vivem em união estável.

“Uma coisa é aplicar analogicamente as regras da união estável, outra é admitir a união gay como estável”, disse Villaça.

Na opinião do jurista, ao dar à união gay a proteção enquanto família, o STF não afronta o artigo 226 da Constituição, que, segundo ele, “não esgota a matéria”. No entanto, Villaça entende como inconstitucional a concessão do status de união estável aos casais homossexuais.

Em novo discurso na Alerj, Myrian Rios tenta explicar declarações sobre gays 1

Uma semana após ter relacionado, de maneira cínica, dissimulada, ignorante e mentirosa a pedofilia com homossexualidade ao declarar-se contra a PEC 23/2007, a deputada estadual Myrian Rios (PDT – RJ) voltou ao plenário da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nesta terça-feira (28) para tentar explicar o que havia dito. A PEC 23/2007 muda a constituição do estado do Rio incluindo a orientação sexual como direito fundamental.

“Repudio veementemente o pedófilo e não quis igualar o criminoso à homossexualidade, assim como condeno a violência contra os homossexuais”, afirmou a deputada nesta tarde, acrescentando ter sido “mal interpretada” por sua declaração anterior.

“Não sou uma pessoa preconceituosa”, completou Myrian Rios, afirmando ser religiosa e que a religião que segue acredita que “Deus ama todas as pessoas sem distinção”.

Na última terça-feira (21), ao discursar na Alerj, ela disse que não contrataria empregados gays para trabalhar em sua casa, já que eles poderiam praticar pedofilia contra seus filhos e utilizar a prerrogativa da PEC para se manter no emprego, mesmo após cometer o crime.

“Eu tenho que ter o direito de não querer um funcionário homossexual na minha empresa, se for da minha vontade. Digamos que eu tenho duas meninas em casa, seja mãe de duas meninas, e resolva contratar uma babá. E essa babá mostra que a orientação sexual dela é de ser lésbica. Se a minha orientação sexual não for essa, for contrária, e eu querer demiti-la, eu não posso. Eu vou estar enquadrada nessa PEC, como preconceituosa e discriminativa. Ué são os mesmos direitos”, afirmou na ocasião.

Myrian Rios continuou o seu discurso da semana passada, dizendo que “o direito que a babá tem de se manifestar da orientação sexual dela como lésbica, eu tenho como mãe, de não querê-la na minha casa, para ser babá das minhas filhas. Me dá licença? São os mesmo direitos. Com essa PEC, eu vou ter que manter a babá na minha casa, cuidando das minhas meninas, e sabe Deus, se ela inclusive não vai cometer a pedofilia com elas. E eu não vou poder fazer nada. Eu não vou poder demiti-la”.

Este é o primeiro mandato de Myrian Rios como deputada estadual. Em sua ficha no site da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), ela diz que tem duas formações – atriz e missionária católica.

Motorista homossexual


Na semana passada, Myrian Rios disse ainda que caso contratasse um motorista para seus filhos, e ele fosse gay, ele poderia também cometer pedofilia contra seus filhos.

“Aqui em casa, eu gostaria que meus filhos crescessem pensando em namorar uma menina para perpetuar a espécie, como está em Gênesis. No momento em que eu descobrir que o motorista é homossexual e poderia, de uma maneira ou de outra, tentar bolinar o meu filho, eu não sei. De repente, poderia partir para uma pedofilia com os meninos. Eu não vou poder demiti-lo. A PEC não permite porque eu vou estar causando um prejuízo a esse rapaz homossexual”.

Parentes gays


Ao final de seu discurso na terça-feira passada (21), a deputada disse que tem parentes gays, mas mesmo assim é contra a PEC 23/2007.

“Agora é um testemunho. Eu na minha casa, eu tenho primos e familiares lésbicas e homens homossexuais. O que eu posso fazer? São pessoas íntimas da minha família, que eu respeito, que eu amo, oro, rezo, clamo e vou fazer o que? É a opção sexual deles. Agora não os desrespeito, não sou preconceituosa, não deixo de conversar com eles, não deixo de amá-los como seres humanos e filhos de Deus. Mas não vou permitir que por uma desculpa de querer proteger ou para que se acabe com a violência e a homofobia, a gente abra uma porta para a pedofilia.”

“Mal-entendido”, diz assessoria


A assessoria de imprensa da deputada informou, nesta segunda-feira (27), que houve um “mal-entendido” em relação ao discurso. Ainda segundo os assessores de Myrian Rios, ela não é contra o homossexualismo e defende o direito de liberdade sexual.

A segunda votação da PEC 23/2007, de autoria do deputado Gilberto Palmares (PT-RJ), não aconteceu por falta de quórum. Segundo a assessoria de imprensa da Alerj, o presidente da casa, o deputado Paulo Melo (PMDB-RJ) vai definir uma nova data para votação, o que deve acontecer apenas em agosto, após o recesso dos parlamentares que se inicia em 1º de julho.

Nota de repúdio do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT

O presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT, Cláudio Nascimento afirmou, por meio de nota, que repudia “veementemente as declarações – irresponsáveis e equivocadas da deputada estadual Myrian Rios no plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) a respeito da homossexualidade, relacionando-a à prática de pedofilia”.

Ele disse ainda que “homossexualidade e a pedofilia são totalmente distintas entre si” e que “jamais em uma entrevista de emprego devemos levar em consideração a orientação sexual do profissional , mas sim a sua capacidade de execução das tarefas. Tal postura se configura como um atentado violento à cidadania e aos direitos humanos de lésbicas, gays, travestis e transexuais e que deve ser combatida”.

*Com informações do G1

Veja o vídeo em resposta à deputada:

Autor Walcyr Carrasco detona Myrian Rios em blog Resposta

Walcyr Carrasco (Foto: Reprodução)
O autor de novelas da Rede Globo, Walcys Carrasco, que atualmente escreve ¨Morde e Assopra¨, se manifestou em seu blog vinculado à revista Veja, a respeito das palavras homofóbicas que a ex-atriz Myrian Rios utilizou em seu discurso contra a PEC que visa incluir a orientação sexual como forma de discrminação.


O autor não poupou palavras e disse, sem dó e nem piedade, o que ele achou sobre a atitude da deputada:

– Myrian Rios tornou-se deputada pelo Rio de Janeiro. E, agora, foi divulgado um discurso onde ela ataca a anti-discriminação aos gays. Myrian Rios falou contra a PEC 23/2007, segundo a qual seria discriminação a recusa contratar um empregado por ser gay ou lésbica. Inclusive, misturou orientação sexual e pedofilia, dizendo que o funcionário gay poderia assediar seu filho ou uma babá lésbica, as meninas. Pura discriminação. Acaso acredita que um motorista heterossexual atacaria também suas filhas?

E continuou:

– Eu tenho certeza de que ao longo de sua vida Myrian Rios conviveu com inúmeros homossexuais. Talvez ainda conviva. Provavelmente, agiu como amiga. O que a fez assumir essa posição preconceituosa? Se foi só para conquistar votos, buscando um espaço político conservador, é triste. Mas a minha impressão é uma só: Myrian Rios deve ser muito burra. Nunca foi boa atriz. Para dizer sinceramente, era medíocre, pelo menos na minha opinião, mas graciosa. A idade chegou, separou-se de Roberto, e os papeis escassearam. Ou ela abandonou a carreira. Ou as duas coisas aconteceram ao mesmo tempo.

Myrian relacionou gays a pedófilos no meio do seu discruso. Em nota, ela afirma ter sido mau interpretada, e que nunca relacionaria gays a criminosos. Aham.

Iphone ganha primeiro jogo com super-herói gay Resposta

A Klicrainbow acaba de anunciar o jogo SuperGay & the Attack of his Ex-Girlfriends , que segundo a produtora, é o primeiro jogo com um super-herói gay para iPhone, iPad e iPod. O lançamento coincide com o Dia Internacional do Orgulho Gay.

O jogo, que apresenta gráficos estilizados que lembram muito as histórias em quadrinhos, conta com 32 níveis no melhor estilo plataforma. Mesmo tendo um estilo definido, SuperGayalterna bem entre fases de ação, dança e puzzles.

OO jogador controla o franzino Dr. Tom Palmer, que trabalha em um laboratório com o sogro, o Dr. Arnold Himmer e Ilsa Himmler, sua amada noiva. Tom descobre algumas falcatruas, e infeliz com sua vida, resolve lutar contra sua família. Depois de um experiência mal sucedida, o herói acaba ganhando uma incrível força e poderes como o Gay Power e o Rainbow Ray.

*Com informações do Jornal do Brasil

ABGLT irá denunciar Myrian Rios à Comissão de Ética da Alerj Resposta

PARA PROTESTAR CONTRA A DEPUTADA, envie email para: myrianrios@alerj.rj.gov.br

Myrian Rios, ex-atriz que caiu no ostracismo e encontrou na religião um modo de recuperar a fama que havia perdido, inclusive valendo-se de sua fé para se candidatar, misturando religião com Estado, representando o que há de pior, junto com os corruptos, na democracia brasileira, ofendeu lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros, em um discurso repugnante, valendo-se de sua imunidade parlamentar, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Agora, ela pode ser processada pelas asneiras que falou.

Myrian discursou em plenário no dia 21, quando a Alerj votava a PEC 23/2007, que incluía a orientação sexual entra aas características pelas quais um cidadão não poderia ser discriminado. Da mesma forma que alguns bandidos tentam justificar os seus crimes, a deputada, de uma maneira cínica e dissimulada começou dizendo que não é preconceituosa. Se não fosse, não precisaria se justificar, já que as atitudes dela falariam por si só.

Logo depois, a deputada mostra toda a sua homofobia em um discurso asqueroso, dignos de um Bolsonaro da vida:

“Se somos todos iguais, como os mesmos direitos (se?), eu também tenho que ter o direito, de não querer um funcionário homossexual na minha empresa, se for da minha vontade. E vamos nos colocar aqui, nos posicionar de uma maneira franca e direta: digamos que eu tenha duas meninas em casa, que eu seja mãe de duas meninas e eu contrate uma babá e essa babá se mostra que a orientação sexual dela é ser lésbica. É a opção dela (não Myrian, você não é burra, não minta, opção sexual não existe, ninguém opta entre ser gay ou heterossexual. Você optou por ser heterossexual?). A orientação sexual dela é ser lésbica, ela escolheu e ela é livre. E eu tenho duas meninas em casa, que ela tá cuidando. Se a minha orientação sexual em casa não for essa, for contrária e querer demiti-la eu não posso. Eu vou tá enquadrada nessa PEC, eu vou tá enquandrada como preconceituosa, discriminativa. Ué, são os mesmos direitos! O direito que essa babá tem de manifestar a orientação sexual dela como lésbica, eu tenho como mãe, de não querê-la, na minha casa para ser babá das minhas filhas”.

A deputada tenta fazer um contraponto entre mãe e lésbica. Só se esquece de dizer que uma lésbica pode, inclusive, ser mãe! E uma boa mãe! Pode amar as crianças! Enquanto uma heterossexual pode não ser mão ou ser uma péssima mãe. Exemplos não faltam!

Para completar, Myrian diz o seguinte: Com essa PEC eu vou ter que manter a babá em minha casa, trabalhando com as meninas e “sabe Deus, se ela não vai inclusive cometer a pedofilia com ela, eu não vou poder fazer nada”!


Só mesmo uma mente muito perversa para associar homossexualidade com pedofilia! Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Aliás, a pedofilia é um crime horrendo, praticado por uma mente pervertida, tão pervertida quanto a de Myrian. Porque para fantasiar tal fato, ela deve estar com a alma muito perturbada.


Além disso, a ignorante Myrian confunde orientação sexual com identidade de gênero, ao falar sobre travesti. E cita Gêneses, dizendo que “Deus fez o homem e a mulher para perpetuarem a espécie”. Ela só esquece lembrar de inúmeras pessoas heterossexuais que optam por não terem filhos e outras tantas que são estéreis. E outra, nem todos os brasileiros são cristãos. O Estado é laico!



É inconcebível que uma deputada possa falar o que ela falou e sair impune! Myrian merece ter o seu mandato cassado! Faça-se cumprir o Decreto 109-A, de 17 de janeiro de 1890, que estabelece a Laicidade do Estado!

Agora, vamos voltar um pouco no tempo e lembrar quem é Myrian Rios. Uma ex-atriz que já posou trêss vezes nua. Ainda iniciante em sua carreira, Myrian fez fotos nuas para ensaio da revista Lui, lançado em julho de 1978. No ano seguinte, voltou a posar nuas por duas vezes, para as edições da revista “Ele & Ela”. Esses ensaios causaram constrangimento ao seu noivo Roberto Carlos. Além disso, a deputada tem um filho com o ator André Gonçalves. Mas ela não era casada! O que a Igreja Católica fala sobre isso? A Igreja condena preservativo (um absurdo!) e sexo é só para procriação e depois do casamento. Então Myrian não deveria ter transado! Além disso, a Igreja Católica tem inúmeros casos de padres pedófilos e nem por isso Myrian deixa de frequentar a igreja. Seria tão ignorante ligar a Igreja à pedofilia, quanto ela fez com relação aos homossexuais.

A deputada que milita no movimento católico fundamentalista da Renovação Carismática, ainda disse que existe uma orientação sexual “pedófila”. A reação de alguns representantes dos movimentos LGBT foi imediata. O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), disse que a entidade vai analisar o teor do discurso e encaminhar o caso à Comissão de Ética da Alerj.

O PDt, partido da deputada, não se manifestou sobre o assunto.

A deputada Myrian Rios, por meio de sua assessoria, divulgou nota em que nega ter vinculado a homossexualidade à pedofilia e condenou a violência contra homossexuais, mas reiterou sua oposição à PEC 23/2007. Leia a seguir a íntegra da nota:


“Iniciei meu discurso de 21 de junho na tribuna da Alerj relatando a minha condição de católica, missionária consagrada da comunidade Canção Nova e, como tal, eu prego o respeito, o amor ao próximo, o perdão. Destaco que Deus ama a todas as pessoas, pois Ele não faz diferenciação. Em um dos trechos, afirmo: não sou preconceituosa e não descrimino.

“Repudio veementemente o pedófilo e jamais tive a intenção de igualar esse criminoso com o homossexualismo. Se entenderam desta maneira, peço desculpas. Conto na minha família com parentes e amigos homossexuais e os amo, respeito como seres humanos e filhos de Deus. Da mesma forma repudio a agressão aos homossexuais, pois nada justifica tamanha violência.

“Votei contra a PEC-23 por minhas convicções e não contra este ou aquele segmento de determinada orientação sexual.

Myriam Rios
Dep. estadual PDT

No Dia Mundial do Orgulho LGBT, Brasil celebra o seu primeiro casamento gay Resposta


Um casal gay de Jacareí (SP) conseguiu na Justiça o direito de converter sua união estável em casamento civil – fato inédito na história do País. A decisão do juiz Fernando Henrique Pinto, da 2.ª Vara da Família e das Sucessões, foi registrada ontem.

O casal José Sérgio Sousa Moresi e Luiz André Sousa Moresi, que mantém um salão de beleza em Jacareí, no Vale do Paraíba, vai retirar hoje – Dia Mundial do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) – a certidão de casamento civil, sob o regime de comunhão parcial de bens, num cartório da cidade. Eles estão juntos há oito anos e haviam oficializado a união estável em maio, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que equiparou a união estável homossexual à heterossexual.

“Se no mundo ainda vige forte preconceito contra tais pessoas e se as mesmas têm de passar por sofrimentos internos, familiares e sociais para se reconhecerem para elas próprias e publicamente como homossexuais – às vezes pagando com a própria vida -, parece que, se pudessem escolher, optariam pela conduta socialmente mais aceita e tida como normal”, diz o juiz em sua sentença, que levou em conta o Artigo 226 da Constituição Federal, segundo o qual a família é a base da sociedade e tem proteção especial do Estado.

Além da decisão do STF, o juiz se baseou em uma resolução histórica do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), destinada a promover a igualdade dos seres humanos, sem distinção de orientação sexual, aprovada no último dia 17.

Para José Sérgio, presidente da ONG responsável pela Parada Gay no Vale do Paraíba, a decisão judicial marca uma nova vida. “Agora somos um casal oficialmente reconhecido. É uma emoção muito grande, estamos muito felizes”, comemora. “Há 15 anos que militamos por esse direito”, emenda Luiz André. A igualdade de direitos permitiu ao casal compartilhar os sobrenomes Sousa (de Sérgio) e Moresi (de Luiz André).

“É interessante constatar que a primeira decisão favorável tenha ocorrido em uma cidade do interior e não numa metrópole”, afirmou Adriana Galvão Abílio, presidente da Comissão da Diversidade Sexual e Combate à Homofobia da OAB-SP e vice-presidente dessa comissão na OAB Nacional.

Outro caso

Na semana passada, um pedido do casal paulistano Lula Ramires e Guilherme Amaral Nunes de conversão do contrato de convivência afetiva – celebrado em 2008 – para casamento civil foi negado pela juíza Renata Mota Maciel. Antes disso, o Ministério Público também havia emitido parecer desfavorável. Desta vez, um promotor do MP de Jacareí emitiu parecer favorável à conversão da união homoafetiva em casamento civil.

Luiz André conta que ficou preocupado ao saber que o pedido do casal paulistano foi negado. “Fiquei cruzando os dedos. Achei até que pudesse servir de precedente para a decisão. Mas não foi. Esse é um momento histórico, que dedico a todos os ativistas. É fruto de uma luta de uma vida inteira”, disse.

Luís Arruda, da Frente Paulista contra a Homofobia, vê na decisão do juiz de Jacareí um estímulo para que outros casais homossexuais façam o pedido de conversão. Segundo ele, o caso deve ter repercussão em Brasília. “Acho que vai ser um processo. Alguns juízes vão decidir a favor, outros contra, e isso vai chegar ao STF outra vez.”


PARA ENTENDER

Veja as diferenças

1.União estável
A escritura é registrada em um cartório de notas e não altera o estado civil, ou seja, os dois continuam solteiros.

2.Casamento

É registrado no cartório de registros públicos, altera o estado civil e torna o cônjuge um “herdeiro necessário”, ou seja, confere mais direitos na hora de repartir a herança.

*Reportagem “Estado de São Paulo”

Projeto que criminaliza a homofobia será amenizado por bancada evangélica com ajuda de Marta uplicy Resposta

A senadora Marta Suplicy (PT) disse que o projeto de lei que criminaliza a homofobia (PLC 122/06), deverá ser descartado para que uma nova proposta seja apresentada pela bancada evangélica. Assim, o projeto teria de tramitar por todas as comissões e voltar na Câmara dos Deputados para ser votado.


Segundo a senadora, o motivo é a “demonização” do número do projeto (122) por religiosos. Ela afirmou que está negociando com evangélicos da Casa, que são os maiores críticos da proposta, e que já teria consenso sobre um conteúdo. Para que consiga ser aprovado,o novo texto deverá ter um tom mais moderado.


O texto acordado com os evangélicos, que deverá ser reapresentado no Senado diz que será crime “induzir a violência contra homossexuais”, diferente do original, que diz que é crime “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito” contra gays, lésbicas e transexuais. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Na prática, Marta Suplicy pretende abrir exceção para que fundamentalistas continuem agredindo lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais nas igrejas. Como se a religião fosse desculpa para propagar a intolerância. Marta também precisará do apoio de religiosos, caso venha a ser candidata a prefeita de São Paulo.

Milhões de pessoas na Parada e menos de 100 mil assinaturas a favor do PLC 122 Resposta

A maior Parada do Orgulho LGBT do mundo reuniu cerca de 4 milhões, segundo os participantes (a Polícia Militar informou que não faria projeção oficial) de pessoas (grande parte de curiosos) em São Paulo. O evento, que completou 15 anos, teve direito a valsa – um pouco forçada, ao som de música eletrônica, discurso de políticos, pegação, arrastão e roubo.

Os organizadores tentaram colocar todo o público para dançar ao som de “Danúbio Azul” e, claro, não conseguiu. A “valsa” só rolou com ritmo de música eletrônica. A intenção era entrar para o Guiness Book como a valsa dançada pelo maior número de casais.

A minoria das pessoas, em cima de 15 trios elétricos discursava contra a homofobia, mas a imensa maioria queria saber de dançar, beber e beijar na boca, como rola todos os anos. Parece que grande parte da comunidade LGBT brasileira ainda vive na alienação e PLC 122, por exemplo, não faz parte do vocabulário delas. Segundo o jornal “O Globo” publicou (e precisava de uma publicação sobre o assunto?) “muitos participantes sequer tinham ideia dos efeitos da decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que tornou legal a uni˜åo estável homoafetiva.

Como em anos anteriores, o policiamento (este ano foram 1.500 homens) não conseguiu conter a violência. Tiveram arrastões (adolescentes passavam pela multidão levando mochilas e celulares). No entanto, a Polícia Militar não recebeu queixas a respeito.

A cantora Preta Gil, que este ano sofreu ataques do deputado Jair Bolsonaro, foi a madrinha do evento. De modo escrachado, Preta deu seu recado:

– Eu sou uma travesti que já nasceu operada. E estou aqui muito honrada de ser a primeira diva da Parada, por isso vim toda trabalhada no brilho, porque sou uma drag debutante e com muita honra, humildade e emoção.

Preta também disse que “sempre militou na causa”, o que não é bem verdade, pois eu lembro que ela foi uma das que defendeu o ex-BBB Marcelo Dourado, claramente homofóbico.

O presidente da Associação de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, TOni Reis, disse querer lançar um movimento na sociedade para pressionar o Congresso a acompanhar a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

– Não é nenhuma ameaça, mas se nada for feito no Congresso, vamos trabalhar para entrar com ações para que os projetos a favor dos homossexuais que tramitam no Congresso sejam vistos como prioridade – disse Reis.

Toni Reis lembrou que “sete países têm pena de morte para homossexuais e 75 criminalizam a homossexualidade. Além disso, 260 pessoas (números não oficiais, já que o Brasil não tem estatística nacional a respeito) pessoas foram assassinadas no país ano passado”.

É bom lembrar que o site “Não Homofobia”, que durante anos tentou conseguir 100 mil assinaturas a favor do PLC 122, não contou com nem 70 mil assinaturas e o abaixo assinado da Avaaz, pedindo a aprovação do PLC 122, que criminaliza a homofobia, não conta nem com 100 mil assinaturas até o momento.
Marta Supicy finalmente se manifestou a favor do programa Escola sem Homofobia e defendeu o acordo que ela está fazendo com a bancada fundamentalista do Congresso, para aprovar o PLC 122, “com poucas mudanças”.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que os ministros do Supremo Tribunal Federal ouviram a voz da sociedade.

– Essa decisão do STF só foi possível graças à consciência de uma sociedade sobre os direitos das pessoas.Gilberto Kassab, prefeito da cidade, esteve presente no evento e disse que em são Paulo “prevalece a diversidade e a cidadania”.

A Igreja Católica considerou um desrespeito usarem imagens de santos como um protesto por ela ser contra a camisinha.

E assim se passa mais uma parada, enquanto isso, infelizmente, parece que a alienação prevalece.

Berlim sai às ruas e pede o fim do preconceito no esporte durante a parada gay Resposta

Participantes durante parada gay de Berlim
 (Foto: Maurizio  Gambarini)
Milhares de pessoas também participaram hoje Parada Gay de Berlim, na Alemanha. Este ano, o os ativistas criticaram a homofobia no esporte. Os alemães serão os anfitriões da abertura da Copa do Mundo de Futebol Feminino, que acontece amanhã, e durante o evento disseram que a mensagem da parada gay deste ano é dar um cartão vermelho para a discriminação contra os gays e que as pessoas aceitem melhor a diversidade sexual no esporte.

Na maioria dos casos, se assumir gay é algo quase impossível no esporte, principalmente no furebol, onde a FIFA pede silêncio sobre a questão da homossexualidade. 

Os participantes, muito deles fantasiados, foram acompanhados por mais de 50 carros alegóricos com muita música, enquanto marchavam pelas ruas da capital em direção a um evento que acontece à noite, com a presença do prefeito gay de Berlim, Klaus Wowereit e do presidente da Associação Alemã de Futebol, Theo Zwanziger.

Parada Gay de Paris leva manifestantes que celebram NY e pedem que país siga exemplo americano Resposta

Pessoas se banham na fonte durante a Parada de Paris
 (Foto:  Thibault Camus/AP) 
Milhares de pessoas participaram neste sábado da parada do orgulho gay em Paris, muitos deles celebrando a legalização do casamento gay em Nova York e exigindo que a França siga o mesmo exemplo. 

Os manifestantes, vestidos de drag, sutiãs ou roupas de marinheiro, desfilaram sob um mar de bandeiras do arco-íris e músicas eletrônicas que vinham dos trios. 

Ativista gay é detido depois de protesto na
Rússia. (Foto:  Dmitry Lovetsky/AP)
No resto da Europa, no entanto, a polícia russa prendeu 14 ativistas dos direitos gays tentando manter uma passeata em St. Petersburg, que exigiam direitos iguais para gays – um sinal de que a resistência continua a ser elevado em muitos lugares. 

A parada de Paris atraiu muitos líderes políticos da esquerda da França, que têm se reunido em torno de direitos iguais para gays, principalmente o casamento e a adoção, e colocar a questão em sua plataforma para a corrida eleitoral presidencial de 2012. 

Muitos manifestantes celebraram a decisão de New York de se tornar o sexto e maior estado dos EUA a legalizar o casamento gay, decisão que aconteceu ontem depois de um voto no Senado de 33 contra 29. Algo que mostra como a França está atrasada no progresso da igualdade de direitos em alguns lugares. 

Outros disseram que a legalização de Nova York deve ser apenas o começo.

Lésbicas e Bissexuais de SP protestam na Av.Paulista Resposta

Lésbicas e Bissexuais na Av. Paulista (Foto: Luis Cleber/AE)
Aconteceu hoje em São Paulo a 9ª Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo. Centenas de participanets tomaram conta da Avenida Paulista, que também será o palco da Parada Gay que acontece amanhã na cidade. 

A idéia da caminhada é um protesto contra o preconceito. 

Também acontece hoje o Gay Day, no Playcenter.

Confira lista com 15 filmes gays para assistir no fim de semana da Parada Resposta

Cena do filme ¨Milk – A Voz da Igualdade¨
Desde 1997, quando duas mil pessoas se reuniram na Avenida Paulista e foram em passeata ao centro da cidade, “a mais paulista das avenidas” recebe anualmente um dos eventos que mais dão visibilidade ao movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) no Brasil: a Parada do Orgulho LGBT, comumente chamada de Parada Gay.

O que começou com gritos de protesto contra a discriminação e a violência se transformou em uma festa que reúne, atualmente, em torno de três milhões de pessoas. Neste ano, não poderia ser diferente e no próximo domingo (26) São Paulo sediará a 15ª edição com o lema “Amai-vos uns aos outros: Basta de Homofobia!”.

Para um final de semana que será marcado pela celebração à diversidade, desenvolvemos uma lista de bons filmes que abordam a temática homossexual, para mostrar que no cinema também há lugar para o respeito às diferenças. Obviamente, por se tratar apenas de quinze filmes, não haverá consenso em torno das produções incluídas ou excluídas.

O filme que encabeça a lista já inaugura polêmicas: Festim Diabólico foi dirigido por Alfred Hitchcock e até hoje aquece discussões sobre ter ou não uma abordagem homossexual. A alegação é a de que a relação homossexual entre os dois personagens é sutil e sugerida em diversas cenas, nas quais há troca de olhares carinhosos que denotam uma grande cumplicidade entre eles. Sugestão é uma das marcas do cinema de Hitchcock, que tomou a mesma abordagem em Rebecca – A Mulher Inesquecível(1940).

Confira a lista a seguir (em ordem cronológica):

1) Festim Diabólico (1948)

2) Teorema (1968)

3) Morte em Veneza (1971)

4) Domingo Maldito (1971)

5) Mala Noche (1985)

6) O Beijo da Mulher Aranha (1985)

7) Minha Adorável Lavanderia (1985)

8) A Lei do Desejo (1986)

9) Velvet GoldMine (1998)

10) HEDWIG: Rock, Amor e Traição (2001)

11) Mal dos Trópicos (2004)

12) C.R.A.Z.Y. – Loucos de Amor (2005)

13) O Segredo de Brokeback Mountain (2005)

14) Milk – A Voz da Igualdade (2008)

15) Contracorrente (2009)


*Com informações do Cine Click.

Famosos como Lady Gaga, Katy Perry e Ellen DeGeneres celebram o casamento gay em NY Resposta

Lady Gaga e sua equipe comemoram a vitória em NY
Celebridades americanas se juntaram ao povo no Twitter, em comemoração pela histórica passagem e assinatura do projeto de lei de Nova York, que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. 

Na noite de ontem (24/06), o senado de Nova York decidiu com 33 votos contra 29 legalizar o casamento entre homossexuais, atingindo uma grande vitória para os direitos dos gays. O governador democrata Andrew Cuomo assinou a medida pouco antes da meia-noite de ontem. 

Após a decisão, a celebração tomou conta de todas as partes, e no twitter não foi diferente. Celebridades que apóiam abertamente a causa se manifestaram na rede social, comemorando a vitória. 

A cantora Lady Gaga escreveu para seus 11 milhões de seguidores: ¨ Eu não consigo parar de chorar. Conseguimos! A revolução é nossa lutar por amor, justiça + igualdade. Alegrai-vos NY, e se casem. Nós fizemos isso!¨ 

Gaga também compartilhou uma foto em preto e branco, com sua equipe comemorando o vitória. 

Katy Perry também participou: 

– NEW YORK! I Love U! você é oficialmente o melhor lugar do planeta! ” 

A apresentadora lésbica Ellen DeGeneres deu uma passada também na sua rede social e escreveu: 

– Estou entusiasmada com as notícias de NY. Igualdade no casamento! Todos os dias ficamos um pouco mais perto. O que é uma sensação incrível. 

Darren Criss, que interpreta o Blaine na série americana Glee, twitou, “Como se eu já não tivesse o suficiente para comemorar e desfrutar no dia de hoje. Um grande abraço para New York do meu solitário quarto de hotel em Londres. # MarriageEquality.” Em um outro tweet segundo, ele escreveu: ” Eu canto essa música todas as noites, mas agora ela tem um significado melhor¨, e escreveu partes da letra Empire State of Mind, de Alicia Keys e Jay-Z, que diz: ¨New York – selva de concreto onde os sonhos são feitos, não há nada que você não pode fazer¨. 

Nova York se torna o sexto estado, e de longe o maior, onde o casamento e a igualdade vão ser estendidos para todas as pessoas independentemente da orientação sexual. 

Connecticut, Massachusetts, Vermont, New Hampshire, Iowa e Washington, DC são outros estados que permitem o casamento homossexual.

André Gonçalves deve participar da Parada Gay de SP Resposta

(Foto: Reprodução)
Devido ao enorme sucesso de seu personagem na novela Morde e Assopra, em que interpreta o gay espevitado Áureo, o ator André Gonçalves foi convidado a participar da Parada Gay de São Paulo, que acontece amanhã (26/06). 

Ele deve vir como destaque no trio elétrico comandado pela drag queen Salete Campari. Outros famosos também devem dar o ar da graça, como o jornalista Leão Lobo, a ex-BBB Angélica Morango, a deputada Marta Suplicy e a travesti Rogéria.