Ator elogia Cauã Reymond: "adoro a boca dele" Resposta

A partir da próxima sexta-feira (3/06), Cauã Reymond vai começar a jogar no outro time e fazer sexo grupal. Mas, calma, o namorado de Grazi Massafera não saiu do armário. Ele apenas encarna Murilo, o DJ gay do filme “Estamos Juntos”, de Toni Venturi, que chega às telonas no fim de semana.

Amoroso com a amiga Carmem (Leandra Leal), que tem um rolo com o argentino Juan (Nazareno Casero), por quem ele sente atração. Apesar de o amigo ser hétero na trama, em uma festa, o gringo toma ecstasy e entra em uma orgia em que quase chega aos finalmentes com Murilo.

“Ele quase que me beija. Estou sentindo a inveja das mulheres nas minhas orelhas e vou sentir mais ainda quando o filme estrear. Foi boa a cena, foi difícil, nunca estive numa suruba e tive uma overdose. Nunca fiz tudo isso junto’, divertiu-se Nazareno, que fez questão de conversar com “O DIA” em português, com poucos deslizes.

O ator argentino faz graça e diz que ficou tenso ao fazer da cena quente com Cauã. “Ele tem um bocão. Adoro a boca dele, mas tinha medo de ele me comer. No entanto, ele foi muito respeitoso”, ressaltou ele, que garante que não teve preconceito. “É esquisito, pois não beijo homens. Porém, é divertido fazer no trabalho uma coisa que não se passa na vida, como beijar um galã. Nem todos os dias acontece”, tirou onda.

A história gira em torno do drama da solitária Carmem, uma médica residente do sistema público de saúde de São Paulo que descobre ter um tumor no cérebro. Para se ambientar, Leandra passou uma semana circulando de jaleco branco por um hospital universitário, onde não foi reconhecida. “Você acha que alguém que está morrendo no hospital vai reparar?”, questionou a atriz, que começou a divagar sobre a existência depois de rodar o filme. “Fiquei pensando sobre o que se trata a vida, o que é realmente importante”, contou.

Longe da telinha desde “Passione”, Leandra vai voltar a bater ponto no Projac para um episódio da série “As Brasileiras”, em que viverá a gaúcha Rose, uma sexóloga que apresenta um programa de TV. “Só posso dizer que o roteiro é bem engraçado”, adiantou.

*Reportagem Agência O Dia

EUA: Governo Obama cria site ligado à Casa Branca para tratar dos avanços LGBT em homenagem ao mês do orgulho gay Resposta

Quando o presidente Obama ordenou que a sua administração parasse de defender o ¨Ato de Defesa do Casamento¨, que defende que o casamento só pode ser realizado entre um homem e uma mulher, alguns começaram a achar que tal atitude foi um sinal de mudança para a comunidade LGBT americana. E estavam certos.


O governo dos Estados Unidos criou um domínio relacionado ao site da Casa Branca, totalmente voltado para a comunidade LGBT, em homenagem ao mês do orgulho gay, comemorado em Junho. O site é algo para incentivar aos gays a não desistirem de suas lutas, e para mostrar os projetos em defesa da comunidade e que as coisas estão caminhando para um lugar melhor.

Logo na página principal, existe uma citação do próprio presidente Obama, que diz ¨Nós temos ainda muito trabalho para fazer, mas nós já podemos apontar o progresso extraordinário que nós fazendo em relação aos americanos que são gays, lésbicas, bissexuais e transsexuais.¨

O site do governo mostra ainda vídeos com o presidente americano agindo a favor dos homossexuais, postagens relacionadas aos direitos dos LGBTs, além de links que levam para áreas que discutem o fim do bullying, aids e o famoso ¨não pergunte, não diga¨, que não permitia que homossexuais assumidos fizessem parte das forças armadas americanas.

É claro que Obama já está contando os dias para a eleição presidencial de 2012, e tentando ao máximo conseguir os votos de toda uma comunidade, mas não podemos deixar de citar todos os outros avanços que o governo americano atual fez para a comunidade LGBT.

Uma diferença gritante comparada aos atuais momentos que o Brasil está passando, onde a nossa presidenta grita aos quatro cantos que não vai fazer propaganda de opção sexual de ninguém. Tudo, segundo ela, em nome da ética e valores da família.

Visite o site LGBT da Casa Branca: http://www.whitehouse.gov/lgbt

Pitty afirma que Malafaia e Bolsonaro deveriam ser presos por crime contra a humanidade Resposta


Em entrevista para o portal UOL a cantora Pitty falou sobre diversos assuntos, como seu novo trabalho, sexualidade, política e se mostrou irritada com a ligação da religião com a política, além de afirmar que o Pastor Silas Malafaia e o deputado Jair Bolsonaro deveriam ser presos por crimes contra a humanidade.

Pitty também se mostrou indignada com a proibição do kit Escola sem Homofobia feito pela presidenta Dilma Rousseff, “me sinto no século passado. Política não tem que ter vínculo com religião, somos um país laico, não há o menor sentindo envolver religião em uma discussão como essa”. Para a cantora o Brasil é um país atrasado e arcaico em questões sobre homossexualidade.

Quando perguntada sobre a posição do deputado Jair Bolsonaro e do Pastor Silas Malafaia sobre a homossexualidade a cantora foi enfática: “Esses caras deveriam ser depostos dos seus cargos e julgados por crimes contra a humanidade. Preconceito é crime!”, Pitty se mostrou a favor da criminalização da homofobia: “Ainda não criminalizaram a homofobia, mas eu considero um crime”, mas ponderou: “Gostaria mesmo é que essa lei não precisasse existir, queria que as pessoas tomassem consciência por si só.”

A roqueira também comemorou o reconhecimento da união homoafetiva estável pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de afirmar que não deveria haver qualquer ligação entre a políticos e religião: “Vivemos em um país laico e não acho certo poder eleger um candidato que representa uma doutrina. […] Eu acho que uma coisa que prega o respeito e o amor ao próximo não pode, ao mesmo tempo, pregar o preconceito e o racismo. Por isso religião e política não podem andar lado a lado”, acredita a cantora que afirma ter tentado seguir algumas religiões, mas “todas as vezes que tentei seguir me deparei com os dogmas e não consigo seguir em frente”.

Bissexualidade nas telas do cinema brasileiro Resposta

Carmem, uma médica solitária e com uma doença fatal, se apaixona por um bissexual que, por um acaso, já está envolvido com o melhor amigo dela. Esse é o drama da personagem de Leandra Leal em Estamos Juntos, longa nacional de Toni Venturi que estreia amanhã nos cinemas.



O filme faz um retrato sensível de Carmem, que deixou sua cidade do interior para tentar uma carreira em São Paulo. A médica é voluntária no movimento dos sem-teto e descobre ter uma doença fatal.

O roteiro intercala o drama pessoal da médica com o dos desvalidos que não têm onde morar.

Para interpretar Carmem, Leandra passou por um laboratório no Hospital-Escola da USP. onde acompanhou a rotina de médicos.

Cauã Reymond também está no elenco. Ele interpreta o melhor amigo de Carmem, Murilo, um DJ gay. Eles formam o triângulo amoroso com o argentino Juan, interpretado por Nazareno Casero. Os dois homens protagonizam um beijo gay e também cenas de sexo grupal.

Dira Paes interpreta a líder de um grupo de sem-teto. Para se preparar para o papel, a atriz conviveu com militantes do MSTC (Movimento Sem-Teto do Centro de SP) e conheceu os prédios ocupados por eles.


O longa foi o grande vencedor do 15º Cine PE, festival de cinema de Pernambuco, levando sete estatuetas para casa. Estreia amanhã nos cinemas brasileiros.

Informações do Destk e do Jornal Agora

Senadores preparam novo texto para projeto que criminaliza a homofobia Resposta



Os senadores Marta Suplicy (PT-SP), Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Demóstenes Torres (DEM-GO) reuniram-se na tarde desta terça-feira (31/05) para discutir uma alternativa ao texto do PLC 122/2006, que criminaliza a homofobia. O novo texto, resultante do acordo feito na reunião, está sendo escrito e será divulgado após a aprovação dos senadores e do presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, que também participou da reunião.

De acordo com a relatora do texto na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), Marta Suplicy, uma das principais mudanças será no artigo que pune a discriminação ou preconceito pela orientação sexual. A nova redação, segundo a relatora, vai prever punição apenas àqueles que induzirem a violência.

– O projeto contemplou a todos os que estavam ali: o Toni Reis, da ABGLT, o senador Demóstenes, que queria dar constitucionalidade ao projeto, e o senador Crivella, que queria a proteção aos pastores e à liberdade de expressão – explicou a senadora.

O ponto que causou a maior revolta da bancada fundamentalista na discussão do projeto foi suposta “liberdade de expressão dos religiosos”, que alegavam que qualquer manifestação contra a homossexualidade poderia ser caracterizada como discriminação ou preconceito. Mas a liberdade não pressupõe que você respeite a liberdade do outro? Uma emenda chegou a ser acrescentada pela relatora ao texto para garantir essa liberdade, mas o projeto acabou retirado da pauta da CDH no último dia 12 para maior discussão.

De acordo com Crivella, não é necessário prever no projeto a punição à discriminação contra os homossexuais porque isso já é contemplado no Código Penal, com a previsão do crime de injúria. Segundo o senador, o novo texto está sendo elaborado com base em uma proposta alternativa de sua autoria, que puniria a discriminação em hipóteses especificadas.

Qualquer discriminação de acesso ao comércio, de direito no trabalho ou qualquer ato de violência praticado contra a orientação sexual seria punida pela lei – explicou o senador.

Discordâncias

Crivella afirmou que o projeto em discussão é novo e que poderá “enterrar” de vez o PLC 122.

– Acredito que a gente consiga enterrar o PLC 122. Eu tenho firmes esperanças de que nós vamos enterrá-lo a sete palmos. Tenho esperança também de que possamos fazer uma lei boa como essa que eu propus, que não é uma lei só para o homossexual. Ela também pune os crimes contra heterossexual – explicou.

Marta Suplicy, no entanto, disse que o texto não representa um novo projeto, e sim alterações ao PLC 122 nos pontos em que havia maior resistência.

– Eu pedi para ele [Crivella], em homenagem à [ex-deputada] Iara Bernardi, que fez o projeto original, e à [ex-senadora] Fátima Cleide, que ficou cinco anos aqui no Senado, que mantivéssemos o projeto original com todos os adendos, tirando algumas coisas que eram do original. Isso eu acho que foi contemplado.

Aumento de penas

Ainda segundo a senadora, por sugestão de Demóstenes e Crivella, o novo texto vai incluir o aumento de penas para crimes já previstos no Código Penal, como homicídio e formação de quadrilha, quando resultantes de atos contra a orientação sexual. Marta disse que o texto está sendo colocado em “palavras jurídicas” e que representará um grande avanço, se houver consenso.

– Comemorar, só na hora que eles olharem a redação final e concordarem, mas acho que o avanço foi extraordinário e eu estou muito feliz – concluiu.

*Com informações da Agência Senado

Famosas posam com drag queens e botons para campanha contra homofobia Resposta

Diversas famosas que passaram pela Fashion Rio aderiram a campanha “Rio sem homofobia”, posando com drag queens e botons que ilustram a causa. Giulia Gam, Samara Felippo, Fernanda Paes Leme, Sheron Menezes, Mirella Santos e Fernanda Pontes foram algumas presenças no espaço criado para divulgar a campanha. As fotos são do Fred Pontes.


Informações do “Ego”.

Gay é queimado e assassinado na Bahia Resposta



Moradores encontraram nessa quarte-feira (01/06), no bairro Urbis II e III, em Itamarajú, um corpo despido e totalmente queimado.


O corpo identificado por populares como sendo do homossexual Alexandre dos Anjos Conceição (36 anos) funcionário da Churrascaria Bentivi de Itamaraju.

O rapaz era cozinheiro e bebeu a noite em um barzinho. Moradores do local disseram que não viram nada. Ao lado do corpo, um pedaço de madeira, usado para matar o cozinheiro.

A policia foi ao local e confirmou que o corpo era do cozinheiro da churrascaria, que bebeu a noite em um bar e depois não foi mais visto.

Ainda não se sabe o motivo do crime.

*Reportagem do Gay1. O blog optou por não mostrar a foto do corpo carbonizado.

Jair Bolsonaro agride drag queen durante manifestação 1

Durante manifestação que ocorreu ontem (01/06), no Distrito Federal, contra a Marcha Pela Família, criada pelos evangélicos e que levou cerca de 20 mil pessoas em protesto contra a lei que criminaliza a homofobia, o deputado homofóbico e racista Jair Bolsonaro jogou água  em uma drag queen que participava da manifestação junto com outros ativistas, contra o protesto homofóbico dos religiosos.

Bolsonaro disse que foi provocado pelo ativista, e por isso jogou água nele:
– Eu estava no palanque, mas quando desci chegou um travesti falando um monte de abobrinhas. O cara foi lá me provocar, eu estava com uma garrafa de água e joguei um pouco nele, até para ele se acalmar. Eles (os outros manifestantes) começaram a gritar ‘homofóbico’, um monte de besteiras e palavrões. Eu ri, dei tchauzinho, mas não dirigi a palavra a eles.
Esse é o Brasil que vivem milhares de pessoas que não enxergam o que este homem está causando junto com a bancada religiosa e os fanáticos de plantão. Se garantindo atrás de uma imunidade parlamentar, Jair Bolsonaro e trupe instigam a violência e o preconceito. Como se não bastasse ainda acrescentou:
– É uma excrescência. Você não pode nem contar piada sobre bichinha mais. Se eu contar uma piada de veadinho aqui posso pegar cinco anos de cadeia. Você pode chamar deputado de ladrão, mas criticar o homossexual não pode, é crime. E eles podem me criticar por ser heterossexual.
Alguém aqui critica uma pessoa por ela ser heterossexual? Ainda não consigo entender o motivo desses religiosos se incomodarem tanto com a vida sexual alheia. Eles não ganham nada com esses protestos contra a criminalização da homofobia, mas nós perdemos o direito de sermos cidadãos comuns e de liberdade.

Modelo transexual Lea T rouba a cena no Fashion Rio 1


A modelo transexual Lea T foi nesta quarta-feira a estrela da terceira noite de desfiles do Fashion Rio, na qual apresentou a coleção da marca Blue Man para o próximo verão.

Lea T. foi aclamada pelo público no último desfile, no qual vestiu diferentes biquínis estampados, e em uma das aparições apresentou a parte inferior da peça coberta por um short cor-de-rosa.

A modelo, que tem 29 anos, é filha do ex-jogador Toninho Cerezo, que disputou as Copas do Mundo de 1978 e 1982, e fez seu nome na Europa, onde desfilou para diferentes marcas de prestígio e passou a ser constante em revistas especializadas.

No desfile da Blue Man, inspirado em cores vivas e quentes, a marca apresentou uma coleção de roupa de praia masculina e feminina, e não faltaram quedas na passarela, como a de Ana Claudia Michels, que apesar do tropeço se retirou em meio aos aplausos do público.

Antes, a marca R.Groove apresentou uma linha masculina baseada em cores claras e no tom dourado da areia das praias do Rio de Janeiro.

A maioria dos modelos, loiros e de olhos azuis, desfilou com cabelos despenteados e um forte bronzeado artificial para recriar o tórrido verão carioca e seu caráter aventureiro.

A R.Groove levou em suas criações um estilo bucólico e campestre e realçou suas peças com chapéus de praia confeccionados exclusivamente para a próxima temporada.

Nos desenhos, destaque para as tonalidades claras e puramente estivais com um forte predomínio do bege, salpicado em algumas ocasiões pelo azul e por uma pequena gama de tons em vermelho, cinza e amarelo.

Outra marca a apresentar sua coleção foi a Ágatha, que estreou na Semana de Moda do Rio de Janeiro com peças produzidas com os mais diversos materiais, do couro à seda, do crochê aos bordados.

A Ágatha desfilou criações curtas mas amplas e volumosas nas quais predominavam os tons branco, creme, verde e prata apresentados por modelos com o cabelo sobre o rosto, aparentemente despenteadas para transmitir a sensação de estar na praia.

A noite desta quarta-feira também apresentou a coleção da Coven, que apresentou vestidos longos e justos, inspirados na moda da Índia e que favorecem a silhueta feminina.

Os desfiles do Fashion Rio irão até o próximo sábado na Zona Portuária do Rio.


*Reportagem EFE

Famosos comparecem ao desfile da transexual Lea T. Resposta

Lea T. e o cantor Gilberto Gil, heterossexual

Famosos do mundo LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) prestigiaram o desfile da transexual mais famosa do mundo, a top model brasileira Lea T. As fotos são de Léo Martinez, Marcos Serra e Isac Luz.

“Ela é uma ‘quase’ mulher muito vitoriosa e o trabalho dela tem um saldo muito positivo para o mundo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trangêneros). As transexuais sempre foram muito marginalizadas e agora este cenário está mudando no sentido muito favorável”, disse a dentista Ava Simões, Miss Gay 2009, ao repórter Léo Martinez.

Ex-bbb Ariadna, transexual

Filho do Edmundo e da Cristina Mortágua, Alexandre Mortágua, gay assumido

Miss Gay 2009, a dentista Ava Simões

"Não excluo sair com uma mulher", afirma modelo transexual Lea T. Resposta


Em uma tarde de outono, a modelo transexual Lea T. entra em um salão de cabeleireiro de São Paulo para cortar as pontas. Quase não é reconhecida, a não ser pela repórter de Serafina, com quem uma conversa informal.

Leia também: Ex-jogador Toninho Cerezo fala sobre a top model Lea T, sua filha transexual

“Coloquei silicone há dois dias. Quer ver?” Abre a camisa Givenchy e mostra os seios turbinados por 300 ml. A conversa toma o rumo de um longo depoimento sobre sua vida.

“Dois meses atrás, chegou o convite: um desfile de biquíni para a marca Blue Man, no dia 1º junho, no Fashion Rio. Meu primeiro desfile com peito, e com um biquíni pequenininho. Fiquei mais tímida ainda depois da cirurgia, mas decidi vencer o medo e aceitar o desafio.

Esconder os meus órgãos sexuais é o que menos me preocupa. Conheço vários segredinhos das ‘trans’ mais velhas que dão super certo. É o básico, a gente prende para trás, como todo garoto faz de brincadeira uma hora ou outra.

Vou fazer cirurgia de mudança de sexo em algum momento, mas não já. Deve ser na Tailândia, os médicos de lá estão acostumados, têm experiência.

A primeira pessoa que me disse que eu era transexual foi o (estilista italiano) Riccardo Tisci (apontado como o provável sucessor de John Galliano na Dior), um dos meus melhores amigos. O T do meu sobrenome é uma homenagem a ele.

A gente se conheceu em Florença. Vivo na Itália desde um ano; meu pai, o ex jogador Toninho Cerezo, foi transferido para Roma e levou a família.

Aos 17 anos, entrei na Academia de Belas Artes, em Florença. Eu era um garoto andrógino, não pensava em sexo. Meu lance era dançar, me divertir, não ficava questionando muito quem eu era. Tenho tendência a gostar de homem, mas não excluo sair com uma mulher.

Eu e o Riccardo viramos melhores amigos, gostamos dos mesmos artistas, das mesmas músicas e da Virgem Maria.

Riccardo fazia roupas em casa, eu era modelo e morria de vergonha quando me colocavam em castings com mulheres. Um dia, do nada, ele me perguntou: “Por que você não vira transexual?”. Aquilo ficou na minha cabeça.

Quando assumiu a Givenchy, em 2008, ele me convidou para ser modelo de provas. Foi nessa época que comecei a entender a minha sexualidade. Percebi que tinha algo que não dava certo. Sabe quando você troca os sapatos nos pés?

Fui a vários psiquiatras até entender quem eu era. Um dia, decidi contar para minha família: “Sou transexual. Não é uma tara, nem uma fase”.

Tive medo de não ser aceita e ter que virar prostituta. É a realidade de muitos ‘trans’ porque ninguém oferece trabalho. De novo foi o Riccardo que me tranquilizou: “Talvez eu arrume um trabalhinho para você”. Em cinco dias, me ligou com o convite: era a campanha mundial da Givenchy.

A repercussão foi enorme. Fotografei para a “Vogue” francesa, fui capa da revista “Love” com a Kate Moss, entrevistada pela Oprah Winfrey. Agora vem esse desafio, desfilar de biquíni, me assusta mais que o sofá da Oprah. Mas vou fazer. E faço questão de deixar claro que sou transexual.

O mais importante para mim é passar a mensagem de que nós podemos fazer parte de qualquer grupo. Temos os mesmos direitos de todo mundo. Os mesmos deveres também. E não podemos passar a vida com medo de andar na rua.”

*Reportagem de Chris Melo, da “Folha de São Paulo”, antes de Lea T desfilar no Fashion Rio

TCU vai apurar possível desperdício de recursos com kit anti-homofobia Leia mais sobre esse assunto Resposta

O Tribunal de Contas da União (TCU) cobrará explicações sobre possível desperdício de dinheiro público em decorrência do cancelamento da distribuição dos kits anti-homofobia preparados pelo Ministério da Educação (MEC). A iniciativa foi proposta pelo atual ministro-relator das contas do MEC, José Jorge.

Segundo o ministro, o TCU não deve fazer considerações sobre o conteúdo do material, composto por vídeos para exibição nas instituições de ensino. “A escolha da política pública deve ficar sob a responsabilidade do Congresso Nacional e do Poder Executivo”, frisou. Nesse aspecto, “o TCU não deve se pronunciar, a não ser em eventuais contribuições sob a forma de recomendações”.


Íntegra da comunicação feita pelo ministro José Jorge ao Plenário na sessão do dia 1º/6/2011:


Senhora Presidente,
Senhores Ministros,
Sr. Representante do Ministério Público,

“Semana passada o país assistiu a polêmica acerca da distribuição às escolas de material destinado a combater práticas homofóbicas; o chamado kit anti-homofobia. Trata-se de vídeos a serem exibidos nas unidades de ensino, discorrendo sobre temas ligados à sexualidade e a comportamentos aceitáveis para as pessoas.

“É evidente que o Tribunal de Contas da União não deve fazer considerações sobre o conteúdo do material; o TCU deve passar ao largo do exame da conveniência ou adequabilidade da abordagem adotada pelo Ministério da Educação para orientar educadores e jovens estudantes. E não poderia ser diferente. A escolha da política pública, seja qual for a área de interesse, deve ficar sob a responsabilidade do Congresso Nacional e do Poder Executivo. Via de regra, o TCU não deve se pronunciar, a não ser em eventuais contribuições sob a forma de recomendações, geralmente em processos de auditoria operacional ou nas contas do governo.
Situação distinta ocorre se houver desperdício de recurso público.

“É o que pode ter ocorrido quando o governo desistiu de distribuir os kits às escolas, conforme informações veiculadas pela imprensa. Diante desse quadro, o Tribunal pode e deve agir, cobrando explicações dos responsáveis acerca dos gastos efetuados com a elaboração do material.

“Sendo assim, como relator, no atual biênio, das contas do Ministério da Educação, proponho a Vossas Excelências que a Corte determine à 6ª Secex a realização de diligências com o objetivo de obter dados relativos ao referido kit, tais como: em que consiste; forma de concepção e aquisição, valor total gasto até o momento; se sua não distribuição é fruto de uma decisão formal definitiva; e outras informações que a Unidade Técnica entender pertinentes para uma visão preliminar dos fatos, propondo as medidas que entender cabíveis.”


JOSÉ JORGE

Ministro

Nany People diz que “pasmou” com processo de homofobia contra Mion Resposta


A colunista Mônica Bergamo, do jornal “Folha de S.Paulo, publicou nesta terça-feira (31/05) que grupos do movimento gay estavam processando o apresentador Marcos Mion e a Rede Record por comentários feitos sobre a drag queen Nany People no “Legendários”.

Mion disse que ela “tem surpresinha” e perguntou “o que ela faz com o pacote” na hora do banho. O apresentador disse à coluna que o caso está sob os cuidados do departamento jurídico da Record e que a emissora afirma que houve “exercício da liberdade de expressão” e que “não feriu ninguém”.

No Twitter, Nany People disse que não tem participação na ação movida contra o apresentador e a emissora. “Atenção ANALFAS: NADA tenho a ver com o tal processo movido contra @marcosmion e a Rede Record pela tal ONG. Soube do processo e também pasmei!”, escreveu.

“Pior que meu horóscopo sugeriu dia 26 de maio: ‘procure tomar um cuidado redobrado com fofocas, mexericos e especulações desnecessárias’.”, contou.

“Vou cuidar da minha agenda e da minha saúde porque da minha vida tem muita gente cuidando!”, brincou.

Danilo Gentili defendeu Mion sobre as acusações de homofobia. “Bem ridículo processarem o Mion por homofobia. Ele não disse nada demais. Tempos chatinhos esses que vivemos”, publicou o humorista do CQC.

Marcos Mion e Record são processados por homofobia Resposta

O apresentador Marcos Mion está sendo processado por entidades do movimento gay por ter feito comentários que seriam homofóbicos durante o programa “Legendários”, da Rede Record, de acordo com informações da colunista Mônica Bérgamo, publicada na edição desta terça-feira no jornal “Folha de São Paulo”.


Durante o programa, o apresentador disse que a drag queen Nany People “tem surpresinha” e perguntou “o que ela faz com o pacote” na hora do banho. A emissora também responde pelo crime, o qual o apresentador encara como “exercício da liberdade de expressão”, segundo reportagem da “Folha On Line”.

Conselho de Ética define lista tríplice para escolha de relator do caso Bolsonaro Resposta


Os deputados Mauro Lopes (PMDB-MG), Professora Marcivania (PT-AP) e Sérgio Brito (PSC-BA) compõem a lista tríplice da qual será escolhido o relator do processo contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Os nomes foram definidos em sorteio realizado nesta quarta-feira.

Primeiro nome a ser sorteado, o deputado Wladimir Costa (PMDB-PA) pediu para ser dispensado, já que é do mesmo estado da autora da representação contra Bolsonaro, a senadora Marinor Brito (Psol). Bolsonaro é acusado de quebrar o decoro parlamentar durante discussão que teve com a senadora no dia 12 de maio, quando que se debatia, na Comissão de Direitos Humanos do Senado, o projeto que criminaliza a homofobia (PL 122/06). Na ocasião, o deputado divulgou panfleto contra o kit sobre homossexualidade elaborado pelo Ministério da Educação (MEC) e teria ofendido a senadora.

O presidente do conselho, deputado José Carlos Araújo (PDT-BA), afirmou que vai conversar com os três deputados escolhidos antes de fazer sua indicação para a relatoria. Na reunião de hoje, ficou decidido que os parlamentares não podem recusar a tarefa, exceto no caso de se sentirem impedidos, como Wladimir Costa. “Um dos três vai ter de aceitar. Acho que a atuação do conselho será muito mais célere e a Justiça será feita”, afirmou o presidente.

O método atual de escolha foi instituído depois da reforma do Código de Ética, aprovada pelo Plenário no último dia 26. Antes, o presidente indicava diretamente o relator. Para Araújo, as mudanças vão permitir que o conselho aja mais rápido e diminua a impunidade porque as penas podem ser graduadas. Ele informou que, de 104 casos analisados, apenas 4 foram punidos.

O Conselho de Ética volta a se reunir no dia 8 de junho para a leitura do relatório do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) sobre o processo por quebra de decoro contra a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF). A parlamentar foi filmada – durante sua campanha à Câmara Legislativa em 2006 – recebendo dinheiro supostamente ilícito de Durval Barbosa, delator do esquema conhecido como “mensalão do DEM de Brasília”.

*Reportagem Agência Câmara

Parlamentares fundamentalistas pedem agilidade para projeto contra união estável homoafetiva 1


Manifestantes ligados a movimentos religiosos também querem a rejeição de projeto que criminaliza a homofobia. Foto de Gustavo Lima.
O coordenador da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO), deputados e senadores que compõem a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Família e o pastor da Igreja de Cristo Silas Malafaia pediram à Mesa Diretora da Câmara agilidade na análise do Projeto de Decreto Legislativo 224/11, que susta a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em favor da união estável homoafetiva.
Eles foram recebidos nesta quarta-feira (01/06) pelo 2º vice-presidente da Câmara, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), e também pediram a realização de uma comissão geral para discutir o ativismo judicial do STF. Os parlamentares participaram de uma manifestação organizada por Silas Malafaia que reuniu milhares de pessoas em frente ao Congresso contra o projeto que criminaliza a homofobia (PLC 122/06, em tramitação no Senado).

Homofobia

A intenção do encontro, segundo João Campos, é mostrar para o Parlamento a contrariedade em relação ao texto, que pode criminalizar a atuação de líderes religiosos contrários à homossexualidade. “Nós queremos consolidar, junto à sociedade, o entendimento de que esse projeto é inconstitucional, é uma aberração que ofende princípios fundamentais da democracia, como livre expressão, inviolabilidade do pensamento e liberdade de crença”, esclareceu o deputado.

A proposta está em análise no Senado e os parlamentares discutem a possibilidade de apoiar um texto alternativo sugerido pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). “Eu ainda não li o texto do Crivella, mas pela experiência que ele tem no meio evangélico, eu penso que deve ser um bom texto e a frente deve aprová-lo”, disse o líder do PR, deputado Lincoln Portela (MG).

O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) ressaltou que foram entregues ao presidente do Senado, José Sarney, mais de um milhão de assinaturas contrárias ao projeto. “É a manifestação da sociedade brasileira, do povo, que quer a família da forma que Deus criou”, disse o deputado, que criticou o reconhecimento, pelo STF, da união homoafetiva.
*Informações Agência Câmara

Site de associação que luta pelos direitos LGBT sofre ataque e exibe mensagem contra a homossexualidade Resposta

RIO – O site da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) sofreu um ataque de hackers na noite de terça-feira (31/05) e exibiu na seção de notícias um texto cujo título era “Diga não ao homossexualismo”. Postada às 22h14m, a mensagem trazia frases atribuídas à Bíblia:


“Não te deitarás com um homem, como se fosse mulher: isso é toevah (também no grego bdelygma, ambos significam impureza” ou “ofensa ritual”). – Levítico 18:22″, dizia o início do texto.


“(…) as suas mulheres mudaram o uso physiken (natural, usual comum) em outro uso que é para physin (não natural, fora do comum, inusitado). Do mesmo modo também os homens, deixando o uso physiken da mulher, abrasaram-se em desejos, praticando uns com os outros o que é indecoroso e recebendo em si mesmos a paga que era devida ao seu desregramento” – Apóstolo São Paulo Carta aos Romanos 1:18-32″, afirmava outro trecho da mensagem.


A ABGLT foi procurada, mas não foi encontrada para comentar o caso.


No mês passado, o site da cantora Preta Gil saiu do ar após a invasão de hackers. Foram dois ataques. No primeiro, foram publicadas mensagens homofóbicas. No segundo, foi postada uma mensagem e um vídeo: “Bolsonaro para presidente do Brasil. O episódio aconteceu depois que a cantora fez uma pergunta, durante o programa “CQC”, da Band, ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Preta perguntou o que o parlamentar faria se o filho se apaixonasse por uma negra.


– Não vou discutir promiscuidade com quer que seja. Eu não corro esse risco. Os meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu – disse Bolsonaro, em resposta à cantora.