Para ativistas, gays continuam proibidos de doar sangue Resposta

A Portaria 1.353 publicada pelo Ministério da Saúde nessa segunda-feira sobre Procedimentos Hemoterápicos estabelece que a orientação sexual (hetero, bi ou homossexualidade) não deve ser usada como critério para seleção de doadores de sangue. Porém, a mesma portaria considera inaptos temporariamente à doação os homens que fizeram sexo com outros homens e/ou as parceiras sexuais deles. 

O impedimento é pelo periodo de 12 meses após a relação sexual. “Essa probiição é discriminatória”, avaliou Tonis Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). Mesmo assim, Toni disse que o fato do ministro Padilha ter afirmado que a orientação sexual não é um dos critérios de seleção.O ativista também declarou que a população homossexual ainda é proporcionalmente mais afetada pela aids, mas muitos se protegem em todas as relações, ao cntrário de muitos heterossexuais. Marinalva Santana, do Marizes, grupo que atua em defesa da população de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais no Piauí, disse que a proibição da população homossexual em doar sangue se manteve.

 “A orientação sexual não pode ser um fator determinante para doação de sangue, pois quando um gay que não é afeminado não declara ser homossexual ele pode doar normalmente”.Segundo o Presidente do Grupo Pela Vidda (Valorização, Integração e Dignidade do Doente de Aids), Mário Scheffer, a Portaria é absurda e contraditória. “Essa Portaria conseguiu criar um tipo de ´homossexualidade transitória´, como se fosse possivel que os homens que fazem sexo com homens tivessem esse tipo de relação durante um tempo e parasse por um ano”, ironizou.

Especialista em saúde pública, Mário acredita que com a expansão do Teste NAT, o governo deveria começar a aceitar de fato a doação de sangue de homossexuais. “Essa era o argumento que o Ministério dava para restringir a doação. Agora não há mais desculpas”, disse.O exame NAT reduz o tempo de janela imunológica, ou seja, o intervalo de tempo entre a infecção e a detecção de anticorpos de vírus no corpo. No caso da Hepatite C, por exemplo, diminui de 70 para 20 dias e do HIV de 21 para 10 dias.Ministro Padilha explica restrições Durante discurso que divulgou a nova portaria nessa terça-feira, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que as restrições feitas na doação visam proteger aqueles que vão receber o sangue e são calcadas em conhecimentos técnicos.

Padilha ressaltou que essas restrições não devem ser levadas como uma forma de discriminação e citou que quando trabalhava numa região endêmica à malária, no Estado do Pará, também era proibido de doar sangue, mesmo sendo médico e se protegendo sempre para evitar a picada do mosquito. “O conjunto de ações que possam restringir uma pessoa de doar sangue não é motivo para que essa pessoa seja discriminada. Seja pela atividade profissional, região onde mora, orientação sexual ou classe social”, afirmou.Segundo o ministro, além da expansão do NAT, a Pasta está realizando um estudo para identificar melhor quais os perfis das populações que pode m estar em situação de risco para a doação de sangue.

“Com esses dois itens, talvez no começo do ano que vem a gente possa rever novamente a restrição para doação de sangue e com isso aumentar a possibilidade de doares”, disse.

*Com informações da Agência de Notícias da Aids.

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