Assembleia de Nova York aprova projeto que autoriza casamento gay Resposta



A assembleia (câmara baixa) do Estado de Nova York aprovou na noite desta quarta-feira (16/05) um projeto de lei que autoriza o casamento homossexual, que depende agora de uma votação no Senado, que pode acontecer na próxima sexta-feira.

Por 80 votos a favor e 63 contra a Marriage Equality Act (Lei de Igualdade de Matrimônio) apresentada pelo governador de Nova York, Andrew Cuomo, foi aprovada.

Este projeto de lei permite a todos os casais unirem-se legalmente em Nova York, suprimindo a atual barreira enfrentada por casais de mesmo sexo, reconhecendo assim suas relações, protegendo suas famílias e obtendo benefícios essenciais, segundo o texto oficial.

Essa foi a terceira vez nos últimos anos que a assembleia do Estado de Nova York de maioria democrata aprova um projeto de lei que permite o casamento homossexual.

Agora, a aprovação do casamento gay no estado de Nova York fica dependente agora do Senado, de maioria republicana (32 contra 26 democratas e 4 democratas independentes) e que, em dezembro de 2009, rejeitou um projeto de lei similar.

Uma contagem extraoficial mostra que haverá um empate de 31 a 31 no Senado, mas um empate significa uma derrota da lei. Dos 30 deputados democratas, 29 devem votar a favor da medida. Ao menos dois senadores republicanos — Stephen Saland e Mark Grisanti — disseram que ainda não decidiram se são a favor ou contra.

Os senadores republicanos têm sofrido pressão do Partido Conservador e pressão interna. Uma pesquisa de opinião dentro do partido mostra um crescimento no número de apoiadores do casamento de pessoas do mesmo sexo.

Pastoras lésbicas querem evangelizar na Parada Gay de SP Resposta


Três semanas depois de inaugurar uma igreja inclusiva e voltada para acolher homossexuais no Centro de São Paulo, o casal de pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha pretende participar da Parada do Orgulho LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) de São Paulo, em 26 de junho, para “evangelizar” os participantes. Estudantes de assuntos ligados à teologia e a questões sexuais, as mulheres encaram a parada como um movimento que deixou de lado o propósito de sua origem: o de lutar pelos direitos dos LGBTs.

“A história da Parada Gay é muito bonita, mas perdeu seu motivo original”, diz Lanna Holder. Para a pastora, há na comunidade LGBT promiscuidade e uso excessivo de drogas. “A maior concepção dos homossexuais que estão fora da igreja é que, se Deus não me aceita, já estou no inferno e vou acabar com minha vida. Então ele cheira, se prostitui, se droga porque já se sente perdido. A gente quer mostrar o contrário, que eles têm algo maravilhoso para fazer da vida deles. Ser gay não é ser promíscuo.”

As duas pastoras vão se juntar a fiéis da igreja e a integrantes de outras instituições religiosas para conversar com os participantes da parada e falar sobre a união da religião e da homossexualidade. Mas Lanna diz que a evangelização só deve ocorrer no início do evento. “Durante [a parada] e no final, por causa das bebidas e drogas, as pessoas não têm condição de serem evangelizadas, então temos o intuito de evangelizar no início para que essas pessoas sejam alcançadas”, diz.

Leandro Rodrigues, de 24 anos, um dos organizadores da parada, disse ao portal “G1” que o evento “jamais perdeu o viés político ao longo dos anos”. “O fato de reunir 3 milhões de pessoas já é um ato político por si só. A parada nunca deixou de ser um ato de reivindicação pelos direitos humanos. As conquistas dos últimos anos mostram isso.”

Segundo ele, existem, de fato, alguns excessos. “Mas não é maioria que exagera nas drogas, bebidas. Isso quem faz é uma minoria, assim como acontece em outros grandes eventos. A parada é aberta, e a gente não coíbe nenhuma manifestação individual. Por isso, essas pastoras também não sofrerão nenhum tipo de reação contrária. A única coisa é que o discurso tem que ser respeitoso.”

Negação e aceitação da sexualidade

As duas mulheres, juntas há quase 9 anos, chegaram a participar de sessões de descarrego e de regressão por causa das suas orientações sexuais. “Tudo que a igreja evangélica poderia fazer para mudar a minha orientação sexual foi feito”, afirma Lanna. “E nós tentamos mudar de verdade, mergulhamos na ideia”, diz Rosania. As duas eram casadas na época em que se envolveram pela primeira vez.

“Sempre que se fala em homossexualidade na religião, fala-se de inferno. Ou seja, você tem duas opções: ou deixa de ser gay ou deixa de ser gay, porque senão você vai para o inferno. E ninguém quer ir para lá”, diz Lanna.

A pastora afirma que assumir a homossexualidade foi uma descoberta gradual. “Conforme fomos passando por essas curas das quais não víamos resultado, das quais esperávamos e ansiávamos por um resultado, percebemos que isso não é opção, é definitivamente uma orientação. Está intrínseco em nós, faz parte da nossa natureza.”

Igreja Cidade de Refúgio

Segundo as duas mulheres, após a aceitação, surgiu a ideia de fundar uma igreja inclusiva, que aceita as pessoas com histórias semelhantes as delas. “Nosso objetivo é o de acolher aqueles que durante tanto tempo sofreram preconceito, foram excluídos e colocados à margem da sociedade, sejam homossexuais, transexuais, simpatizantes”, diz Lanna.

Assim, a Comunidade Cidade de Refúgio foi inaugurada no dia 3 de junho na Avenida São João, no Centro de São Paulo. Segundo as pastoras, em menos de 2 semanas o número aumentou de 20 fiéis para quase 50. Mas o casal ressalta que o local não é exclusivo para homossexuais. “Nós recebemos fiéis heterossexuais também, inclusive famílias”, diz Rosania.

Apesar do aumento de fiéis, as duas não deixaram de destacar as retaliações que têm recebido de outras igrejas através de e-mails, telefonemas e programas de rádio e televisão. “A gente não se espanta, pois desde quando eu e a pastora Rosania tivemos o nosso envolvimento inicial, em vez de essa estrutura chamada igreja nos ajudar, foi onde fomos mais apontadas e julgadas. Mas não estamos preocupadas, não. Viemos preparadas para isso”, afirma Lanna.

*Com informações do G1

André Gonçalves sobre papel: “Sou gay de outro jeito” 1

André Gonçalves está no ar como o afetado homossexual Áureo, de “Morde & Assopra” (Rede Globo). Desde que entrou na trama, André já teve sua orientação sexual questionada inúmeras vezes, mais uma vez. No passado, ao interpretar o personagem homossexual Sandrinho, da novela “A Próxima Vítima” (Rede Globo), ele chegou a ser agredido. Depois disso, a orientação sexual do menino continuou sendo questionada. Que coisa… “Antes de eu fazer o Áureo já me perguntavam se eu era gay, durante a minha vida toda eu fui questionado. Sou uma pessoa sensível, afeminada, sempre fui desde menino. Mas isso não quer dizer que eu seja gay e transe com homem, sou gay de outro jeito”, explicou ele.

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Feliz com a aceitação de Áureo, André acredita que as pessoas estão mais abertas para essas situações na TV. “Acho que tem uma mudança da sociedade de modo geral, as pessoas gostam, se divertem, se identificam, as crianças adoram. É privilégio”, compara sobre seu primeiro personagem homossexual na “A Próxima Vítima”, há 16 anos. Na época o ator chegou a apanhar na rua por conta de sua atuação como Sandrinho.

André também teve outro rótulo: o de conquistador. Pai de três filhos com três mulheres diferentes, o ator concorda que já teve a fase mais ‘mulherengo’. “Foi uma fase, agora já estou aposentado”, diverte-se ele, que vive um relacionamento sério com a atriz Letícia Sabatella desde que trabalharam juntos em “Caminho das Índias”, de 2009. André conta que os dois sempre dão um jeito de se encontrarem. “Eu moro em uma casa, a Letícia mora em outra, eu tenho um cotidiano, a Letícia tem outro e a gente se encontra no meio dessa bagunça”, conta ele. “Às vezes dá saudade de ter um convívio maior, isso pra mim é cruel, mas não tem jeito, vamos nos adaptando de acordo com o que a vida nos apresenta”, conforma-se.

O ator não descarta a possibilidade de ter mais filhos: “Eu sempre penso em ser pai de novo, minha avó teve 11 filhos, meu pai teve 9, e eu tenho três, minha família é grande. Querer eu quero, mas isso só Deus”, conta ele que diz que o assunto agora é outro com Letícia. “No momento a gente só fala em trabalho.”

Com informações do “Mídia News”

Ator defende beijo gay em ‘Insensato Coração’ Resposta

Marcos Damigo, o Hugo de “Insensato Coração” (Rede Globo), não sabe se seu personagem vai beijar Eduardo, interpretado por Rodrigo Andrade, mas torce por isso. “O assunto está em pauta. A bola foi levantada e eu quero ser o ator a fazer esse gol. Não é possível que um beijo seja algo tão agressivo”, falou ao site “SRZD”.


Ele diz que não entende o paradoxo que existe dentro da própria emissora. “Há uma política institucional que dá a entender que não haveria beijo gay nas novelas. Por outro lado, os autores tem a intenção de gravá-lo, porque dá ibope”, diz Marcos, que lembrou o beijo que Gisele Tigre e Luciana Vendramini gravaram para “Amor e revolução”, do “SBT”. “A audiência aumentou no dia do beijo”, diz.

O ator acompanha fóruns na Internet para ver o que o público fala sobre o casal e, por enquanto, só tem lido comentários positivos. “Quem é contra geralmente é por causa de ignorância, por não saber o que é isso. O que está se desenrolando para Hugo e Eduardo é uma história romântica, com afeto, então o beijo não seria sexualizado, escandalizador. Não acho que ofenderia tanto e ajudaria a desmitificar isso”, opina.


Para Marcos, a novela está ampliando os horizontes e quebrando preconceitos, por isso ele acha que é o momento certo para que o beijo aconteça. “Tem gente que fala que isso não é coisa para criança ver. Qual o problema? Se ver, deveria ser algo natural. É ingenuidade achar que alguém vira gay porque viu dois homens se beijando. Se fosse assim, não existiriam homossexuais. Isso não faz o menor sentido”, diz o ator, que conta ainda que tem dois amigos que foram criados pelo tio gay e são heterossexuais muito bem resolvidos.


Além do mais, a novela tem uma classificação etária, que por si só já alerta para que os pais tirem as crianças da frente da TV. Portanto, para Marcos, esse argumento não é válido. O problema é o público conservador. “É difícil a televisão confrontar isso, porque ela lida com a audiência, diretamente relacionada aos lucros. Mas isso vem mudando”, acredita.

Bianca Bin critica Bolsonaro e defende Lea T em entrevista Resposta


Bianca Bin, que está no ar na novela das 18h30, “Cordel Encantado” (Rede Globo), dando vida a personagem Açucena, foi a entrevista desta semana com perguntas fora do comum, da coluna “Retratos da Vida”, do jornal “Extra”, do último domingo (12/06).

Ao ser perguntada em quem passaria a peixeira, ele respondeu dando uma lição nos homofóbicos: “No deputado Jair Bolsonaro. E nessa galera que diz que não usaria o biquíni usado pela transsexual Lea T”.

Na novela, a atriz faz par romântico com Cauã Reymond, fazendo o Jesuíno. Em “Passione’ (Rede Globo), os dois também contracenaram juntos e a personagem de Bianca, Fátima, era apaixonada por Danilo, interpretado por Cauã.

Morrissey apresenta três músicas de novo álbum em programa de rádio; ouça Resposta

O cantor e compositor Morrissey, um dos gays mais influentes do mundo, apresentou três faixas de seu próximo disco no programa de rádio “BBC Radio 2”.

As canções fazem parte do 10º álbum solo do ex-integrante dos Smiths. Segundo Morrissey, o disco já está pronto, mas ainda não foi lançado porque o músico não encontrou uma gravadora.




“Years of Refusal”, de 2009, é o trabalho mais recente de Morrissey. Em 2011, “The Queen Is Dead”, álbum considerado o mais importante dos Smiths, completa 25 anos.

Leia abaixo a crítica do jornalista Leonardo Lichote, do jornal “O Globo”, a respeito das três músicas:

Nas novas músicas, o cantor – que está em turnê pelo Reino Unido e tocará no próximo dia 24 no festival de Glastonbury – mantém a boa forma exibida em seu mais recente CD, “Years of refusal” (2009). Introduzida pela doçura de um piano, antes de ganhar força com a entrada da banda, “Action is my middle name” é uma típica declaração de amor de Morrissey, carregada de angústia e certa dose de distanciamento blasé: “Mordo minhas iniciais/ Em seu pescoço/ Você é minha propriedade/ Você ainda não notou/ Estou me movendo rápido demais para para você?/ Estou começando a confundir você?/ Ação é meu nome do meio/ Não posso perder tempo mais”.


Distorção na guitarra e potência na bateria anunciam “The kid’s a looker”, mais tensa e pesada. “Podemos dançar ou cantar/ Podemos fazer qualquer coisa/ Mas o que importa?/ O garoto é um looker (gíria para alguém atraente)”, diz a letra.


A constatação pessimista do título “People are the same everywhere” – “E o Criador teve que fazer o maior de seus erros”, “É uma vergonha, é uma vergonha/ Mas as pessoas são as mesmas em todo lugar”, dizem alguns dos versos – vem embalada num convite à dança em seu ritmo e melodia.

O ex-líder do Smiths revelou recentemente que o CD que sucederá “Years of refusal” já está pronto “e se debatendo atrás das grades”, mas ele ainda não fechou com um selo para lançar o disco. O cantor não tem interesse em lançá-lo de forma independente – “Meu talento não repousa num esquema faça-você-mesmo”, ele argumentou.