Militantes pretendem vaiar Dilma por veto ao kit anti-homofobia Resposta

O veto do governo federal ao kit anti-homofobia, que seria distribuído nas escolas do País, levou o movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) a se mobilizar para vaiar a presidente Dilma Rousseff nas mais de 200 paradas gays que serão realizadas no Brasil nos próximos meses. Alguns militantes conhecidos, como o antropólogo Luiz Mott, disseram, nesta segunda-feira em Salvador, que pretendem vaiar Dilma até em eventos públicos de que ela participe na capital baiana.

Após a presidente ter sido vaiada na parada de Campinas (SP), no dia 3 de julho, Mott afirmou ter feito uma consulta nas principais listas gays da internet, “vencendo a proposta a favor de vaiar Dilma nas próximas paradas LGBT”. A presidente foi igualmente criticada em faixas e banners na arada de São Paulo, considerada a maior do mundo. Ela foi representada num enorme boneco com os dizeres “Dilma trocou o Kit Anti-homofobia por Palocci!” – uma alusão à pressão feita pela bancada evangélica no Congresso, que ameaçou aprovar a convocação do ex-ministro Antonio Palocci para uma CPI caso o kit fosse distribuído.

Mott avalia que o movimento LGBT, predominantemente dominado por militantes filiados ao PT, “encontra-se bastante dividido na avaliação do governo Lula/Dilma”. O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), o paranaense Toni Reis, é contra a vaia. Ele chegou a declarar que “Lula é o Papai Noel dos gays” e, mesmo depois do veto ao kit anti-homofobia, continua chamando Dilma de “querida”. Por outro lado, Mott, decano do movimento LGBT brasileiro, declarou que Lula “é o vampiro dos gays” e Dilma “tem as mãos sujas de sangue”.

Para justificar sua desaprovação, Mott aponta para o crescimento de 113% no número de assassinatos de homossexuais no Brasil nos últimos cinco anos, segundo o relatório anual dos chamados crimes homofóbicos, elaborado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). Ele avalia que esse crescimento se dá, em parte, por suposto “descaso governamental” em relação às políticas que combatem a homofobia. Conforme o relatório do GGB, em 2010 foram assassinados 260 gays e travestis em todo o País.

*Com informações do Terra.

Lady Gaga recebe título de ¨Cidadã Honorária¨ em Sidney pelo apoio à comunidade LGBT Resposta

Lady Gaga chegando no aeroporto de Sidney
 no último domingo.
A cantora Lady Gaga foi homenageada pela presidente da Câmara de Sidney, Clover Moore, que a chamou de ¨Força Poderosa¨ para os gay depois que ela pediu para legalizar o casamento gay na Austrália. 

Moore disse que Gaga tem sido uma força poderosa para a comunidade gay e lésbica de Sidney, e homenageou a cantora com a honra de ¨Cidadã Honorária¨, dada as pessoas que ¨abraçam os ideais e o espírito da cidade¨. 

Gaga vai realizar um show amanhã na prefeitura para cerca de mil pessoas. Ela apareceu em um talk show na última segunda e disse para que as pessoas pressionem a primeira ministra Julia Gillard a apoiar o casamento gay. Ela se recusa a isso ¨por ir contra às suas crenças tradicionais.¨ 

Recentemente, uma pesquisa realizada em Sidney mostrou que 72% dos entrevistados são a favor do casamento gay.

Jornal britânico ¨The Guardian¨ mostra os motivos de o Rio se tornar a possível capital mundial do turismo gay Resposta

O diário britânico ¨The Guardian¨ fez uma reportagem apontando os avanços da comunidade LGBT no Rio de Janeiro, devido principalmente ao apoio que o governo do estado vem dando para acabar com a intolerância. 

O texto do correspondente Tom Phillips começa descrevendo a semana de moda do Rio (Fashion Rio), e cita a modelo brasileira transexual Lea T., que desfilou de biquini pela primeira vez no desfile primavera-verão e participou da celebração de abertura da Semana da Diversidade do Rio de Janeiro. Lea simplesmente chegou ao microfone e disse em um bom e delicado tom ¨ Meu nome é Lea e eu sou uma transexual¨, momento seguido por muitos aplausos que vinham de uma platéia formada por artistas, atletas, imprensa e celebridades de todos os níveis. 

O artigo cita as iniciativas tomadas pelo governo e prefeitura do Rio, como cursos de formação profissional para travestis, projetos de anti-bullying voltados para estudantes e uma nova legislação que proíbe a discriminação em casas noturnas. O prefeito Eduardo Paes disse que ¨o Rio é uma cidade sem preconceito que aceita todos de coração aberto¨. Em fevereiro deste ano, Paes criou uma secretaria que trata da diversidade e que é dirigida pelo estilista Carlos Tufvesson. 

Carlos, segundo o artigo, diz que o Rio não é apenas o destino mais sexy da Terra, mas também ¨um lugar onde a tolerância é natural. De acordo com o texto, essa atitude tomada pelo governo do Rio é algo que movimenta, principalmente, o turismo. No ano passado, 25% dos turistas que visitavam a cidade eram gays, o que motivou algumas empresas turísticas a colocarem fotos de homens musculosos nos seus folhetos convidando os turistas a ¨viverem a sensação do Rio¨. 

Para Tufvesson, qualquer pessoa que queira ganhar dinheiro na cidade basta abrir um negócio voltado para os gays: 

– Há uma grande demanda para este mercado ainda. O Rio agora faz parte do calendário gay.

Phillips cita em seu artigo que em 2007, Buenos Aires foi responsável pelo primeiro hotel de luxo gay da América Latina, mas Carlos Tufvesson explica que os cariocas não precisam de lugares voltados para os gays, já que as pessoas podem se beijar em qualquer lugar, é lei, e caso contrário, ¨vamos lá fechá-los(os estabelecimentos que discriminam homossexuais). Nossas leis municipais são fortes.¨ 

Ainda nomes como o de Silas Malafaia e o fato ocorrido com Myrian Rios, ambos opositores da democracia e do respeito, são citados no artigo, que lembra o caso lastimável do pastor evangélico que espalhou pela cidade no ano passado cerca de 600 outdoors com a frase ¨Em defesa da família e da preservação da raça humana: Deus fez homens e mulheres.¨ 

O governo sem dúvida nenhuma está fazendo a sua parte, cabe agora a população abraçar a idéia e ver qye todos nós temos e merecemos os direitos iguais, o respeito. Na minha visão, ainda está longe de o Rio ser a capital gay do mundo, até porque a cidade não se resume à zona sul. Ainda existem crimes de homofobia, gente que desrespeita os gays e tudo o que nós já sabemos. Mas o governo deu os primeiros passos para educar as pessoas, agora só falta essas pessoas seguirem esses passos.

Travestis do Rio de Janeiro vão poder usar nome social em documentos Resposta

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.
(Foto:Reprodução)
O governador Sérgio Cabral decretou que travestis e transexuais vão poder usar o nome social nos procedimentos da Administração Direta e Indireta no Estado do Rio. O decreto foi publicado no Diário Oficial. 

Com isso, todos os registros de informação e cadastros, assim como documentos importantes como formulários e requerimentos terão que, obrigatoriamente, possuir um campo onde os travestis e transexuais possam explicar o nome social. A Secretaria da Casa Civil tem até 120 dias para se adequar ao novo modelo. 

O Rio de Janeiro está, sem dúvidas, se tornando um exemplo de cidadania a ser seguido por outros estados. Pelo menos, por parte do governo, que vem lutando para garantir os mesmos direitos aos gays e heterossexuais.