Ney Matogrosso chama Hebe de preconceituosa 9

Hebe Camargo perdeu a linha e foi, além de grosseira, extremamente infeliz e preconceituosa ao entrevistar o cantor Ney Matogrosso. Foi um momento triste e lamentável, protagonizado por uma apresentadora que eu admiro. É com muita tristeza que escrevo este post, mas vamos lá…

A primeira grosseria aconteceu com a apresentadora MariMoon, Hebe estranhou o cabelo rosa dela e disse que nunca viu em uma mulher, só em uma novela, referindo-se ao poodle rosa da novela “Morde & Assopra” (Rede Globo). Depois, ela convidou o cantor Ney Matrogrosso, dizendo que o “ama” etc., para participar de uma rodada de perguntas, que sempre acontece em seu programa. As entrevistadoras eram, além da própria Hebe, a jornalista Mônica Bergamo, a jornalista Patrícia Maldonato e MariMoon (que foi chamada por Hebe de MariNoon diversas vezes).
Em determinado momento, começaram as perguntas sobre a sexualidade do cantor.
Mônica Bergamo foi a primeira a perguntar:
“Você disse que foi na aeronáutica que você viu pela primeira vez dois homens se beijando. Eu queria saber como é que foi isso? O que você sentiu? Como você reagiu? Por que você era be novo, né…”
Ney respondeu: “Eu tinha 17 anos.” e foi interrompido por Hebe:
“Você ficou chocado?”
“Não. Eu desde cedo prestava muita atenção nos meninos, nos rapazes e eu temia aquilo.”, respondeu Ney.
“O que você temia?”, pergunto Mônica.
“Eu temia transar com os rapazes”, respondeu Ney.
Hebe: “Mas você tinha só 17 anos!”
Ney: “Não, não, antes. Com 17 anos eu estava no alojamento, era fora, tinham dois andares, uma mureta e eu vi dois remadores másculos: um sentado na beirada do muro e o outro em pé, eles abraçados e eu vi, Hebe, que tudo o que eu ouvia falar a respeito disso, não era. Não era necessariamente. Porque eu vi lá em Mato Grosso, tinha um cara da cidade, que era a bicha louca da cidade, que passava, uma Geni praticamente. E eu vi que não era necessário isso. Eram pessoas normais e eram másculos e estavam abraçados e se beijando”
Hebe: “Eles pareciam machos”.
Ney: “Eles eram machos Hebe”.
Hebe: “Mas como era machos e estavam se beijando?”
Ney: “Mas Hebe, isso não passa por aí, isso é um preconceito”.
Hebe: “Ué, mas eu não sou preconceituosa…”
Ney: “Mas é.”
Hebe: “É que geralmente, quem é macho, beija mulher.”
Ney: “Se beija homem e mulher, você não sabe disso?”
MariMoon: “É verdade Hebe.”
Hebe: “É mesmo?”
MariMoon: “É.”
Patrícia Maldonato: “O mundo está diferente.”
MariMoon: “Aliás é muito interessante pensar nisso, porque você encontrou várias gerações de homossexualismo e hoje a gente vive uma época, pelo menos na frente da porta da MTV (emissora em que MariMoon trabalha) tem um monte de menino gay e um monte de menina lésbica e é muito normal a galera ficar se pegando na porta, é uma coisa que, na época imagina…”
Hebe: “Sim querida, sim, mas é uma coisa que naquela época homem beijando homem sendo macho, é uma coisa que eu não…”
Ney: “Mas Hebe… Bom, então eu vou te dar um depoimento meu!”
Hebe: “Vamos lá!”
Ney: “Eu sou homem, eu me considero homem, namorei muitas mulheres e daí, não sou menos homem por isso, qual é o problema?”
Hebe: Estou em estado de choque.
Ney: “Não perca seu tempo ficando em estado de choque.”
Hebe: “Você ainda beija mulher?
Ney: “Quer que eu te beije! Não significa nada Hebe, isso é uma convenção. Não significa nada.”
Ney ainda defendeu a legalização das drogas. Hebe, ao final da entrevista, disse que estava, finalmente, conhecendo Ney Matogrosso.

Patrícia Maldonato resolveu voltar ao assunto da homossexualidade, com a seguinte pérola:
“Do jeito que a Hebe ficou falando ‘mas como dois homens se beijando’, você viveu muitos anos do homossexualismo…”
Ney: “Que anos do homossexualismo, não entendo isso.”
Patrícia: “Durante anos você viu muita coisa acontecendo, até que hoje a gente pode, graças a Deus, ver dois homens se beijando”.
Ney: “Mais ou menos…”
Patrícia” Não, não, a gente vê! Pelo menos em São Paulo (ela esqueceu dos ataques homofóbicos da Paulista) a gente vê. E eu acho isso ótimo porque cada um tem o direito de amar quem quiser. Mas você acha que algumas pessoas entraram nessa só pra fazer uma graça, para experimentar uma coisa?”
Ney: “Não acho que ninguém entra nisso pra fazer graça. Nos anos 70 eu acho que as pessoas entravam para experimentar, porque era tudo permitido, porque, paradoxalmente à ditadura, houve um momento de extrema liberação humana. Mas ninguém faz isso se não gostar. E ninguém vira isso. Agora vocês se chocam quando eu falo de homens másculos, eu acho lindo duas mulheres femininas se beijando”
Hebe: “Eu não tô chocada. Mas beijar na boca não. Quando ela é feminina, ela não beija na boca. Mulher com mulher, mulher que é mulher mesmo não beijam na boca.”
Ney: “Estou falando de mulheres que transam com mulheres e não precisam virar um trator por isso.”
“Hebe: “Eu não tô acertando nada hoje”.
Ney: “Você tá por fora Hebe”.
Hebe: “Não tô por fora! Mas eu sou mulher e não beijaria na boca da Patrícia.”
Ney: “Sim Hebe, mas você. Mas a mulher que gosta de outras mulheres não necessariamente tem que virar um macho, um homem, para beijar outras mulheres.”
Ney ainda disse que não curte guetos: “Deus me livre ir a um cruzeiro gay. Porque Deus me livre de ir a um lugar onde só tem um tipo de gente, eu gosto de ir a lugares onde tem de tudo. Eu gosto da mistura”.
“Eu acho que a grande revolução que está por ser feita é a coexistência pacífica entre todas as pessoas, independente de preferência sexual, de cor, e credo, essa é a grande revolução que está por ser feita, que não foi feita ainda e não sei se viverei pra ver”, disse Ney. Perfeito!
Ele disse também que não quer ser estandarte gay. “Seria muito conveniente para o sistema. Ele é um estandarte gay e já estaria rotulado. Não me interessa isso.”, disse Ney.

Motorista pede que casal gay vá para banco de trás em ônibus por estarem de mãos dadas Resposta

O cantor Ari Gold em detalhe à direita.
Um casal gay dos Estados Unidos foi orientado para que sentassem no banco de trás do ônibus porque estavam de mãos dadas. O cantor Ari Gold disse que ele e seu namorado se recusaram de mudar de lugar e então o motorista teve que chamar a polícia. 

Tudo isso por que, segundo Gold, o casal estava ouvindo as músicas de Whitney Houston no iPod, e por serem canções românticas, eles deram as mãos. O motorista então pediu para que eles saíssem do banco da frente e fossem para a parte de trpas do ônibus, o que eles recusaram. 

Quando a polícia chegou, eles se defenderam e disseram que falaram com o motorista que não havia nada de ilegal na forma como os dois estavam sentados. Mesmo assim, os policiais pediram que os dois fossem para o banco de atrás apenas para evitar maiores problemas. 

O casal se recusou mais uma vez e decidiram registrar uma ocorrência policial, mas os oficiais saíram do ônibus e foram embora e não deu tempo de eles pegaram a identificação dos policiais. Em nota, a empresa de ônibus se desculpou com o casal e disse que a atitude do motorista não condiz com as práticas da empresa, e que tomarão uma atitude assim que o caso for totalmente esclarecido, afim de que tal atitude não aconteça novamente.

Chris Brown se defende das acusações de homofóbico Resposta

Preocupado em limpar seu nome dos recentes problemas voltados à ataques ao público gay, o cantor Chris Brown acusou uma revista de ter inventado uma história em que ele supostamente teria usado uma série de insultos aos homossexuais. 

De acordo com a publicação em questão, o cantor de 22 anos teria se irritado durante um jogo de basquete e repreendeu um dos jogadores com uma enxurrada de insultos homofóbicos, gritando coisas do tipo ¨viado e coisas piores¨, de acordo com uma testemunha. 

Porém, os representantes de Chris Brown negam veemente essas afirmações e dizem ter provas de que o artigo da revista é completamente falso. Segundo os assessores, ¨o incidente descrito não ocorreu. Nem a revista entrou em contato com os representantes de Chris para solicitar comentários ou umaconfirmação. Chris estava filmando um vídeo com AceHood em 29 de junho e nunca deixou o set¨. 

Chris Brown usou o twitter para se defender, pedindo que os fãs não escutassem a imprensa, e escreveu: 

– Acreditar em tudo o que a mídia diz só nos faz uma sociedade de estúpidos. Agora eu entendo, a mídia não ganha dinheiro o suficiente inventando histórias de outras celebridades e por isso querem continuar me f…

Nova York: Casais gays vão se casar no palco da Broadway Resposta

Alguns dos primeiros casamentos gays de Nova York vão ser, literalmente, um evento teatral. 

O teatro da Broadway, onde o musical ¨Hair¨ está sendo realizado, vai ser o palco onde alguns casais do mesmo sexo vão se casar, um dia após o casamento gay se tornar legal no Estado. 

Rory O’Malley, estrela do musical ¨The Book of Mormon¨ e co-fundador do grupo de direitos gays ¨Broadway Impact¨, disse que vários casais gays da Broadway vão se casar no palco logo após a apresentação de ¨Hair¨ daquela noite:

– Não é apenas um verão de amor, é um verão de igualdade. 

Outras celebridades do teatro participarão da cerimônia, como Joel Grey de ¨Anything Goes¨, o elenco de ¨Hair¨ e o ator Will Swenson do musical ¨Priscila a Rainha do Deserto¨. Oskar Eustis, diretor artístico do Teatro Público, disse que as pessoas de teatro sempre tendem a calar a voz sobre todas as pessoas, mas completa:

– Não há absolutamente outro assunto que o teatro tenha mais experiência: sabemos que a igualdade de gays e heterossexuais não é simplesmente uma opinião política, é um fato existencial. Provamos a cada dia de nossas vidas trabalhando. 

Jordan Roth, presidente dos Teatros Jujamcyn, que é proprietária e opera o St. James, disse que estava orgulhoso de poder hospedar alguns dos primeiros casamentos do mesmo sexo no estado de Nova York. Ele disse que havia uma conexão natural entre o teatro e o casamento: 

– O teatro é o lugar onde nos reunimos para celebrar e afirmar que somos como o povo. É o lugar onde estamos na frente da nossa comunidade em um palco e nós falamos nossas verdades. Isso é que é o teatro e é isso que um casamento é . 

Nova York será o sexto e maior estado americano a ter o casamento gay legal quando a lei entra em vigor depois da meia-noite no do dia 24 de julho, um domingo.

Mulheres conseguem converter união em casamento Resposta

A justiça paulista inovou mais uma vez e converteu a união estável entre duas mulheres em casamento civil. A decisão foi de um juiz de São Bernardo do Campo (SP). As mulheres optaram por usar os nomes de solteira e o regime de comunhão parcial de bens. 


Essa é a segunda decisão do tipo no estado e a primeira envolvendo relacionamento homoafetivo entre duas pessoas do sexo feminino. No fim de junho, ocorreu o primeiro casamento gay do país entre dois homens, em Jacareí, no interior do estado.

As duas mulheres que viviam juntas há sete anos recorreram à Justiça após a decisão do Supremo Tribunal Federal, que afastou a aplicação do artigo do Código Civil que admitia a união estável apenas entre pessoas de sexos diferentes. Apesar do posicionamento do Supremo, o Ministério Público paulista se manifestou contra o pedido.

O juiz que oficializou o novo casal disse que uma das consequências da união estável entre pessoas de sexos distintos é exatamente a possibilidade de conversão em casamento. “Anoto que a própria Constituição Federal determina que a lei deverá facilitar a conversão da união estável em casamento”, afirmou. 

*Com informações do site Consultor Jurídico.

¨Nova lei¨ contra a homofobia deve ser votada em Outubro. Resposta

Senadora Marta Suplicy: Depois de enterrar o PL 122, apresenta agora novo
texto que  permite críticas passivas aos homossexuais (Foto: Reprodução)
Foi entregue na última terça-feira, pela senadora Marta Suplicy (PT-SP), um novo projeto de lei que trata da criminalização da homofobia no Brasil. O texto foi entregue oara os integrantes da Frente Parlamentar Mista LGBT com o intuito de substituir o antigo PL 122, do qual Marta é a relatora e foi enterrado em uma reunião com a bancada evangélica. 

A assessoria da senadora diz que o novo projeto foi elaborado depois de um trabalho em conjunto com os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), Marcelo Crivella (PRB-RJ) e com o presidente da Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ALGBT), Toni Reis. 

O antigo projeto vinha causando desconforto nos setores religiosos do país, já que líderes religiosos temiam sofrer processos caso fossem contrários às práticas homossexuais. 

De acordo com Marta Suplicy, depois que este novo projeto criado junto com a bancada religiosa , a aprovação da legislação que torna a homofobia crime, ficará mais fácil. Acontece que o novo projeto permite que pessoas critiquem os homossexuais, desde que seja de uma ¨forma pacífica¨, não acarretando assim, em prisão para os que criticam a homossexualidade ou o homossexual. 

O foco principal do novo projeto é caracterizar ¨crimes que correspondem a condutas discriminatórias motivadas por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero bem como pune, com maior rigor, atos de violência praticados com a mesma motivação”, como por exemplo, “induzir alguém à prática de violência de qualquer natureza motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero”. 

A proposta agora vai ser discutida pelos deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), além de representantes do movimento LGBT. Tudo indica que o novo projeto deve ser votado em Outubro. Marta Suplicy diz que ¨paciência e determinação levarão a uma boa negociação.¨ 

A nova lei contra a homofobia será batizada de Lei Alexandre Pivo, em homenagem ao jovem que foi sequestrado, torturado e assassinado por um grupo de skinheads no ano passado no município de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, pelo fato de ser homossexual. 

Basicamente as penas tratadas no novo texto referem-se à discriminação no trabalho e nas relações de consumo, além da indução à violência, punindo, por exemplo, o empregador que deixar de contratar um funcionário somente por causa da orientação sexual.