Estudos apontam que remédios podem prevenir a infecção pelo HIV 1

Alguns remédios podem reduzir o risco de infecção do HIV para as pessoas cujo parceiro já está vivendo com o vírus. Isso de acordo com os resultados iniciais de uma nova pesquisa no Reino Unido, apesar de todos os detalhes ainda não terem sido publicados.


Cerca de 80.000 pessoas no Reino Unido estão vivendo com o HIV. Historicamente, os homens gays têm sido o grupo mais afetado, porém, mais de metade das novas infecções de HIV agora acontecem no sexo heterossexual.

O preservativo ajuda a deter a passagem do vírus HIV de pessoa para pessoa durante o sexo, mas apesar de preservativos funcionarem bem, eles não são 100 por cento eficazes. Os pesquisadores também têm olhando se medicamentos anti-retrovirais – os medicamentos usados ​​para tratar a infecção pelo HIV – podem impedir que alguém se contagie.

Um estudo de 2010 descobriu que as drogas anti-retrovirais reduzem o risco de infecção pelo HIV para homens gays em cerca de 44 por cento. Que compara com uma queda de 80 por cento no risco com preservativos.

Um novo estudo analisou 4.758 casais heterossexuais no Quênia e em Uganda, onde um dos parceiros já estava vivendo com HIV. Alguns dos parceiros não infectados receberam um comprimido diário contendo fármacos anti-retrovirais, para ver se isso os protegia contra a infecção.

Os novos estudos apontam que as pessoas que tomam medicamentos anti-retrovirais tiveram um menor risco de se infectar com HIV.

Os casais foram divididos em três grupos. Em um grupo, a pessoa HIV-negativo em cada casal foi tratada com o medicamento anti-retroviral tenofovir. No segundo grupo, a pessoa HIV-negativo foi tratada com uma combinação de tenofovir e um medicamento similar, chamado emtricitabina. As pessoas do terceiro grupo receberam comprimidos placebo, inativos.

Todos os casais no estudo receberam preservativos grátis, conselhos sobre sexo seguro, e testes e tratamento para infecções sexualmente transmissíveis.

Os resultados completos do estudo ainda não foram publicados, mas de acordo com um comunicado de imprensa, o tratamento reduz o risco de infecção por HIV em cerca de 60 ou 70 por cento.

Houveram 18 casos de infecção pelo HIV entre casais onde o parceiro HIV-negativo estava tomando um medicamento anti-retroviral (que funciona em cerca de 1,1 em cada 100 pessoas infectadas). Houveram também 13 novos casos de HIV no grupo sendo tratados com dois medicamentos (cerca de 0,8 em cada 100 pessoas). Surgiram 47 novos casos de HIV entre as pessoas que receberam comprimidos inativos, placebo (cerca de 3 em cada 100 pessoas). 


Os pesquisadores disseram que sérios efeitos colaterais não eram mais comuns com medicamentos anti-retrovirais do que com o placebo. No entanto, sabe-se que as drogas utilizadas no estudo podem causar efeitos colaterais, como problemas de estômago, lesões no fígado, colesterol alto, e a repartição dos ossos.

O estudo foi finalizado antes do tempo previsto. Não estava originalmente programado para que os resultados fossem liberados até final de 2012 ou início de 2013.

Em uma medida incomum, os resultados do estudo foram divulgados para a mídia, antes de ser apresentado em uma conferência científica ou publicados em um jornal. Isso significa que não se pode olhar em detalhe o estudo e ver se ele foi feito de uma maneira que faz com que seja confiável.

Jason Warriner, Diretor Clínico do Terrence Higgins Trust, disse que precisam ainda mais pesquisas e estudos mais amplos antes de sabermos ao certo se esses medicamentos anti-retrovirais são uma forma segura e eficaz de prevenir a infecção pelo HIV.

Revista voltada para público gay é lançada em Fortaleza Resposta

Durante o lançamento da revista, no próximo dia 15, haverá o I Painel sobre “Direitos Humanos na Comunicação” com a palestra do sociólogo Cristian Paiva

Será lançada no próximo dia 15, às 19 horas, no Centro Dragão do Mar, a revista Nuance. Trata-se da primeira publicação de Fortaleza voltada para o público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, travestis e Transexuais). O lema da publicação é “Uma sutil diferença”.

A revista, que terá circulação nacional, promete abordar como políticas públicas, prevenção, saúde, cultura, educação, trabalho e emprego e direitos humanos.

Durante o lançamento da revista, haverá o I Painel sobre “Direitos Humanos na Comunicação” com a palestra do sociólogo Cristian Paiva, Diretor do Núcleo de Pesquisa sobre Sexualidade, Gênero e Subjetividade (NUSS) da UFC.

A mesa de discussão será composta por Denise Falcão, presidenta da Comissão de Assuntos e Estudos sobre a Diversidade Sexual e Combate à Homofobia (OAB/CE); Eudes Xavier, deputado federal e membro da Frente Parlamentar Mista pela Comunidade LGBTT; Andrea Rossati, da Coordenadoria Estadual de Políticas Públicas para LGBTT, entre outros convidados.

*Com informações de O Povo Online.

Califórnia aprova lei que inclui as realizações dos gays nos livros didáticos Resposta

A Califórnia se tornou o primeiro estado dos EUA a exigir que os livros didáticos das escolas públicas incluam as realizações de americanos gays, lésbicas e transgêneros depois que o governador Jerry Brown assinou o mandato em lei.

Segundo Brown, em uma declaração por escrito, ¨a história deve ser honesta¨.

A medida ganhou aprovação final da legislatura estadual no início deste mês, quando passou em uma votação de 49 votos a favor contra 25, com os democratas a favor e republicanos contra.

Segundo o governador da Califórnia, este projeto ¨revisa as leis existentes que proíbem a discriminação na educação e assegura que as importantes contribuições dos americanos de todas as origens e estilos de vida sejam incluídas nos livros de história dos americanos:

– Essa lei representa um passo importante para o nosso estado.

A lei também exige que as escolas públicas ensinem sobre as contribuições das Ilhas do Pacífico e os deficientes. A Califórnia já determina que as escolas incluam as conquistas históricas por nativos americanos, afro-americanos, mexicanos, descendentes asiáticos e europeus.

O presidente do grupo conservador do estado ¨Save California¨, Randy Thomasson, disse que Brown tinha “pisado nos direitos da maioria de pais e mães da Califórnia que não querem que seus filhos passem por uma lavagem cerebral sexual. Segundo ele, ¨a única maneira que os pais têm de deixar seus filhos fora dessa doutrina imoral é deixando eles fora de todo o sistema escolar público.

Ainda pode levar alguns anos antes que os estudantes da Califórnia comecem a ler sobre as realizações dos gay em seus livros didáticos. O Departamento do Estado da Educação disse que, devido a problemas de orçamento do Estado, novos livros provavelmente não serão adotados até 2015.

O projeto de lei foi apoiado por organizações dos direitos dos homossexuais, incluindo os grupos Equality California e a Rede de Aliança Gay-Hétero. Grupos de professores também disseram que o projeto iria ajudar os alunos a se prepararem para uma sociedade diversificada e em constante evolução.

¨Não há espaço para qualquer tipo de discriminação em nossas salas de aula, nossas comunidades ou no nosso estado¨, disse Dean Vogel, presidente da Associação dos Professores da Califórnia.

Argentina contabiliza quase 3 mil casamentos no primeiro ano da lei que autoriza a união entre os gays Resposta

Gays se casam na Argentina
Foi um grande ano para os casamentos entre pessoas do mesmo sexo na Argentina. Como o país se tornou o primeiro na América Latina a legalizar casamento entre homossexuais, um total de 2.697 casais de gays e lésbicas já se casaram.

Esses dados são de acordo com a Federação Argentina de lésbica, gay, bissexuais e transgêneros, e afirma que 60 por cento dos casamentos eram entre os homens, e a maioria deles de Buenos Aires.

Mas nem todos os gays dizem que foi fácil desde que o Congresso argentino aprovou a lei em 15 de julho de 2010. Eles dizem que ainda têm dificuldades em persuadir as autoridades civis para registrar seus filhos com ambos os nomes.