"Vai ser uma loucura", diz Ricky Martin, sobre shows que fará, a partir de hoje no Brasil Resposta

Cantor deixa hotel em São Paulo




Ao assumir sua homossexualidade, em março do ano passado, o cantor porto-riquenho Ricky Martin deu uma guinada em sua carreira. Com 20 anos de estrada solo – 28, desde que começou na boy band latina Menudo – e mais de 60 milhões de discos vendidos, Enrique José Martín agora pode ser ele mesmo. Aos 39 anos, solta-se das amarras do preconceito e, enfim, vive ‘la vida loca’, como ele tanto cantou pelo mundo afora.

O cantor vem ao Brasil para três apresentações – hoje, em São Paulo, amanhã, no Rio de Janeiro e, na terça, em Porto Alegre –, completamente diferente daquele que passou por aqui, há seis anos, na turnê do disco Life, lançado em 2005. Desde então, não havia produzido nenhum material inédito. Em janeiro deste ano, chegou às lojas seu novo CD, Musica + Amor +Sexo.

Em sua conta no site de microblogs Twitter, o cantor deixou sua saudação para o público brasileiro. “Amanhã (anteontem) viajo para o Brasil. País maravilhoso! Os shows vão ser uma loucura!”, escreveu, na terça-feira passada. Ele chegou na manhã de ontem em São Paulo e, no fim da tarde, já estava animadíssimo com os shows. “Começou bagunça! Cheguei em São Paulo! (risos). Brasil, amanhã (hoje) é o show aqui” e, depois, em inglês, completou: “Já cheguei no Brasil! Vai ser incrível!”

Mesmo distante da música, Ricky Martin continuava, porém, estampando algumas manchetes latinas e mundiais, com suas boas ações sociais. Sua busca por uma mãe de aluguel para que ele pudesse, hoje, ter os seus dois filhos, Matteo e Valentino, de 3 anos, também chamou a atenção. Só voltou para as capas com o anúncio de sua homossexualidade e de uma autobiografia que seria reveladora, de nome Eu (Ed. Planeta, R$ 27,90). Hoje se sabe que ele é casado com o também porto-riquenho Carlos Gonzalez e passou a defender o direito ao casamento de pessoas de mesmo sexo.

Ainda assim, tudo isso o afastou dos estúdios e dos palcos. É onde se tornou o sex symbol para uma geração de adolescentes no fim dos anos 1990, com canções sensuais e polêmicas como Maria. Ao som de batidas fortes de pop, misturando os calientes ritmos latinos com o R&B, entre reboladas e requebradas, sempre usando calças de couro apertadas, ele deixou de ser um ídolo teen latino para explodir nos EUA, com o hit Livin’ la Vida Loca. O álbum, de nome Ricky Martin, vendeu 22 milhões de cópias pelo mundo e, ainda, trazia Be Careful (Cuidado Con Mi Corazón), num dueto entre ele e Madonna.

O hiato que durava seis anos chegou ao fim com Musica + Alma + Sexo. Seu nono trabalho de estúdio, mesmo depois de tanto tempo e de todas as polêmicas, atingiu o terceiro lugar da Billboard e liderou as paradas latinas.

É, porém, um disco irregular, como se o cantor ainda não soubesse o que realmente deseja. Quer ser pop? Quer voltar a ser um astro latino? Quer ser um símbolo gay? Quer manter a sua pose de galã latin lover? Nada é respondido.

Em videoclipes e shows, ele mantinha seu cabelo impecável, usava roupas coladas ao corpo e não economizava nos movimentos sensuais e sorrisos de lado para ganhar gritinhos agudos das fãs. Agora, ele parece desconfortável nessa posição. No vídeo oficial de Frío, que foi acessado mais de 10 milhões de vezes no canal oficial do cantor no Youtube – um fato comemorado pelo cantor no seu Twitter –, há uma moça loira que, em outros tempos, se contorceria por ele nos primeiros versos.

Sua voz também está escondida, sempre maquiada por teclados ou backing vocals. Só na balada Basta Ya, ele se solta. É possível captar, em vários momentos, a expressão da dúvida de Ricky Martin sobre qual caminho musical seguir depois de assumir sua homossexualidade. “Não se imponha limites / Faça o que tiver vontade / Siga seu destino / Fora dos trilhos”, canta ele, na primeira faixa, Mas.

Nas músicas românticas, ele é genérico, não declara seu amor para ele ou para ela. A coragem de se abrir em público sumiu em seu novo trabalho. Para sorte das fãs, os clássicos deverão estar presentes e, naqueles momentos, Ricky Martin voltará a ser o latin lover.





Pouco depois de gravar um clipe com Claudia Leitte, Ricky Martin foi entrevistado por Xuxa e Hebe. O encontro entre o cantor e as apresentadoras loiras aconteceu nesta quinta-feira (25).


A assessoria de imprensa da Rede Globo informou que ainda não previsão de quando a matéria vai ao ar.

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