Polícia encontra carro de analista assassinado na Oscar Freire Resposta

Um retrato-falado ajudou a polícia a identificar Lucas Cintra Zanetti Rossetti, suspeito do crime

A Polícia Civil de Sertãozinho, no interior de São Paulo, encontrou, na madrugada deste domingo, o carro do analista de sistemas Eugênio Bozola, 52 anos, assassinado em seu apartamento na rua Oscar Freire, zona oeste da capital paulista, juntamente com o modelo Murilo Rezende da Silva, 21 anos. O crime ocorreu na última terça-feira.



Leia também: Twitter de suspeito de matar dois homens na Oscar Freire contémmensagens homofóbicas



De acordo com o plantão policial da Delegacia Seccional de Sertãozinho, o veículo, um Honda Civic, placa EBK 8356, passava por perícia por volta das 11h40.

O jovem Lucas Cintra Zanetti Rosseti, 21 anos, apontado pela polícia como autor do duplo homicídio, continua foragido. Ele utilizou o carro de Eugênio na fuga. Durante a semana, a polícia afirmou que o veículo havia sido rastreado, por meio do serviço de pagamento eletrônico de pedágio.

Em entrevista coletiva na quinta-feira, o delegado responsável pelo caso, Maurício Guimarães Soares, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, afirmou que o último registro de passagem do veículo por uma praça de pedágio foi no dia 23 de agosto, em São Simão, região de Ribeirão Preto.

Com informações da ”EpTV“, ”Terra“ e ”G1“

Condutor de riquixá é acusado de estuprar lésbica em Londres Resposta



Um condutor de riquixá está sendo acusado de estuprar uma passageira lésbica que voltava para casa após passar a noite em uma boate no centro de Londres.

No tribunal, a mulher – uma médica de quase trinta anos – chorou e disse que não se lembrava dos detalhes daquela noite.



Basicamente, eu não me lembro. E fico feliz em não me lembrar agora”, ela disse.

O motorista Murat Durmus, de 23 anos, foi preso algumas semanas após o incidente e seu DNA foi compatível com amostras encontradas na vítima, mas ele nega a acusação e diz que o sexo foi consensual.

Rum e licor

A médica diz que havia terminado um plantão noturno no setor de Emergência de um hospital no dia 5 de fevereiro deste ano. Ela foi então para a boate gay, no centro de Londres com um amigo e depois para um bar, onde ela bebeu oito doses duplas de rum e uma de licor.

Eles procuraram um táxi, mas não encontraram.

“As coisas ficaram um pouco confusas”, ela disse.

“Eu só me lembro de estar em um riquixá e que nós estávamos rindo porque ele estava indo muito rápido.”

“Eu honestamente não me lembro como tudo começou. Ele veio por trás.”

“Minha memória seguinte foi quando eu toquei a campainha e entrei no quarto da amiga com quem divido o apartamento. Eu estava histérica e chorando. Por causa da minha orientação (sexual) fiquei furiosa. Eu fiquei com raiva”, contou a médica.

Câmeras de segurança

Segundo a acusação, há imagens de câmeras de segurança que mostram o acusado levando a médica de volta ao riquixá, supostamente depois de ela ter ido a um caixa eletrônico.

“Em seguida, ela se lembra de ser estuprada por ele. Isso aconteceu, ela acha, no riquixá. Ela estava chorando e dizendo ‘não’, e ele colocou a mão sobre sua boca para que ela não gritasse”, disse a promotora Lisa Matthews.

Matthews disse ainda que o episódio colocou a sua cliente em uma situação desagradável, já que, até então, sua família não sabia que ela era homossexual.

Reportagem: BBC Brasil

Organização da Parada Gay da Bahia divulga vídeo contra a homofobia Resposta


Os organizadores da 10ª Parada Gay da Bahia divulgou um vídeo contra a homofobia e também, para convidar a população para participar do evento, que acontece no dia 11 de setembro. O vídeo é excelente, confira:

Confesso que achei que o ator estivesse falando sobre o filho gay. E você, não pensou o mesmo? É impressionante como estamos condicionados a pensar na orientação homossexual como um comportamento digno de vergonha. Claro, o vídeo é utópico, tendo em vista a cultura que ainda prevalece no mundo. Mas fiquei pensando, após assisti-lo: chegará o dia em que vamos encarar o diferente como natural?


Não me refiro só a uma orientação sexual diferente, nem a uma identidade de gênero. Ainda temos a necessidade de classificar o próximo: a mulher que se veste de maneira sensual é vagabunda, o gay efeminado é “veado” (quantos homossexuais não pensam assim?), etc.


“Ainda agimos – mesmo lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, que são marginalizados por uma parcela da sociedade – reproduzindo o mesmo comportamento preconceituoso e excludente, que tanto criticamos nos outros. O vídeo me fez pensar sobre esse tipo de comportamento Ainda é muito difícil mudar comportamentos históricos, mas acreditamos que a informação correta e a educação libertadora têm poder de transformar homofóbicos em aliados”, disse o antropólogo Luiz Mott, fundados do Grupo Gay da Bahia, que organiza a parada, ao jornal “A Tarde”.


Sábias palavras de um dos pioneiros na luta pelos direitos LGBT. Até mais otimista que as minhas. Sim, nós podemos, com informação e educação. Por isso, a mídia é fundamental, para esclarecer as pessoas. E mostrar exemplos positivos é importante, também. A homofobia existe, mas hoje somos muito mais respeitados.


Evento” 10ª Parada do Orgulho Gay da Bahia
Local: Salvador, Campo Grande, Centro
Horário: concentração a partir das 11h.

Por unanimidade, Câmara dos Deputados livra Bolsonaro de processo por homofobia e racismo Resposta

Em silêncio, a Mesa Diretora da Câmara (clique aqui e veja os deputados que fazem parte) livrou o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) de responder a processo por quebra de decoro parlamentar. A decisão foi tomada na última semana do primeiro semestre legislativo, e evitou-se dar qualquer publicidade a ela. Por unanimidade, a Mesa resolveu absolver o deputado da acusação de abusar das prerrogativas de parlamentar ao disseminar preconceito e estimular violência com declarações contra negros e homossexuais.
A reunião da Mesa ocorreu em 12 de julho, uma terça-feira. Na oportunidade, o corregedor da Câmara, Eduardo da Fonte (PP-PE) apresentou seu parecer sobre o caso. Motivado por oito representações protocoladas na presidência da Casa, o pepista ouviu o parlamentar, requereu perícia em provas e deu seu parecer: para ele Bolsonaro, seu colega de partido, deveria ser absolvido.
O curioso é que a Mesa da Câmara apenas comunicou a Bolsonaro e publicou o despacho no Diário da Câmara sem dar nenhuma publicidade à decisão final para um caso que gerou grande polêmica no primeiro semestre. Por vergonha não é. Deve ser por medo de críticas.
A decisão da Mesa só veio à tona em 10 de agosto. Pelo Twitter, a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), avisou seus seguidores: “Notícia importante para todos aqueles que enviam emails para Comissão: a Mesa da Câmara, por decisão unânime, absolveu Bolsonaro”. A informação dada pelo Twitter por Manuela, porém, não chegou aos corredores da Câmara. A avaliação é que, como o Conselho de Ética já tinha absolvido Bolsonaro na representação do Psol, a tendência era que agora acontecesse o mesmo.
Comentário racista

No quadro “O povo quer saber”, do programa CQC, da TV Bandeirantes, a cantora Preta Gil perguntou a Bolsonaro como ele reagiria se seu filho se apaixonasse por uma mulher negra. “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”, respondeu Bolsonaro.
À primeira vista, tratava-se de um comentário racista, o que configura crime. Em sua defesa, Bolsonaro disse não ter entendido a pergunta de Preta, julgando que ela falava sobre homossexualismo. O preconceito contra homossexuais não é crime.
Na decisão publicada, os integrantes da Mesa afirmaram que, “por mais que sejam contrários”, a manifestação de Bolsonaro está protegida pela liberdade de opinião parlamentar, prevista na Constituição Federal. Para eles, o fato de ele ter sido identificado durante o programa como deputado é o bastante para ligá-lo ao mandato. E, portanto, colocar a resposta dele a Preta Gil no manto da proteção constitucional. Na visão dos deputados, não importa se ele foi racista, sendo ele deputado, a imunidade parlamentar permite. Talvez os deputados tenham pensado: se algum dia eu quiser fazer algum comentário racista, tenho que ter esse direito. Sou deputado! É… faz sentido…
Tapa na mão
Segundo as regras, somente partidos políticos podem fazer representação por quebra de decoro diretamente ao Conselho de Ética. Foi o que aconteceu com a representação do Psol, que foi julgada no primeiro semestre e arquivada pelo conselho. As demais representações, de pessoas e entidades da sociedade civil, precisavam primeiro receber a análise da Mesa Diretora. Se a Mesa acolhesse as representações, elas iriam ao Conselho de Ética.
A análise ocorreu após a Presidência receber as representações de, entre outros, os deputados Edson Santos (PT-RJ), ex-ministro de Igualdade Racial do governo Lula, e Luiz Alberto (PT-BA), a procuradora feminina da Câmara, Elcione Barbalho (PMDB-PA), e a seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ). A Comissão de Direitos Humanos da Casa também apresentou uma reclamação.
No fim da decisão, a Mesa Diretora faz uma recomendação a Bolsonaro: pediu que ele, no futuro, tome mais cuidado ao fazer declarações públicas, em especial para programas no estilo do CQC. ”A Mesa exorta o deputado Bolsonaro para prestar mais atenção ao fazer esse tipo de declaração“, pedem os deputados. E finalizam com uma ameaça, que perto da possibilidade de cassação parece um tapa na mão. Dizem que não aceitarão mais exageros por parte do parlamentar. É o cúmulo do cinismo.
A declaração de Bolsonaro ao CQC não foi a primeira polêmica em que o pepista se envolveu. Em maio deste ano, ele e a senadora Marinor Brito (Psol-PA) trocaram insultos enquanto a senadora Marta Suplicy (PT-SP) dava entrevista a jornalistas, explicando o motivo de ter retirado de pauta o projeto de lei que torna crime a discriminação de homossexuais. Os dois trocaram acusações e quase se agrediram, interrompendo a entrevista da petista.
Também não foi a primeira vez que a Mesa absolveu Bolsonaro por conta de suas declarações. Em outubro de 2009, foram arquivadas de uma só vez oito representações contra o pepista, acusado de dar declarações “violentas de ódio e desrespeito” em pronunciamentos na Casa, entre 2004 e 2005. O deputado foi denunciado por, entre outras coisas, chamar o presidente Lula de “homossexual” e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, de “especialista em assalto e furto”.
Relembre outros momentos de machismo e homofobia de Bolsonaro: clique aqui.
Com informações do “Congresso em Foco” e do “Vermelho”

Ellen DeGeneres de volta à TV brasileira Resposta

O canal por assinatura “GNT” já definiu o programa que vai ocupar o lugar de Opra Winfrey – “The Ellen DeGeneres Show” será o substituto oficial da atração.


Aqui no Brasil, o programa já foi transmitido pela Warner e, sem nenhuma explicação aos assinantes, retirado do ar.


O talk show tem o nome da apresentadora, lésbica assumida, e será veiculado em horário nobre: de 2ª a 6ª, às 20h. O programa é um dos mais assistidos nos Estados Unidos da América (EUA) e já recebeu grandes nomes de personalidades de diversas áreas, como Barack Obama e Lady Gaga. Está no ar desde 2003 e tem em média 3 milhões de telespectadores diariamente.
A apresentadora Ellen é casada com a atriz Portia DeGeneres. Elle é uma das mais atuantes defensoras dos direitos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros).

Casal de lésbicas é separado e pode ser decapitado e queimado na Indonésia Resposta

Sharia autoriza penas como aplicação de chibatadas (Foto: Arquivo BBC)


A polícia islâmica da província de Aceh, na Indonésia, obrigou um casal de lésbicas a anular seu casamento e assinar um acordo de separação.


As mulheres estavam casadas havia vários meses, porque uma delas fingiu ser homem no dia do casamento, ludibriando o clérigo islâmico que celebrou a cerimônia.


O casal foi denunciado por vizinhos que questionaram a legitimidade da união e contataram a polícia.


Depois de serem forçadas a se divorciar, as mulheres voltaram para suas famílias e permanecem sob a vigilância das autoridades encarregadas de fazer valer a lei da sharia, ou lei islâmica, no país.


O chefe da polícia religiosa local defendeu que, como punição, as duas mulheres sejam decapitadas e tenham seus corpos queimados, de acordo – segundo ele – com os princípios do islamismo.

Entretanto, a província de Aceh, a única no país que acata os preceitos da lei da sharia, não tem legislação definindo como tratar o tema da homossexualidade.

Em 2009, o Legislativo provincial aprovou a aplicação de chibatadas para homossexuais e a pena de morte por apedrejamento para adúlteros, mas o Executivo se recusou a assinar a lei.

A homossexualidade é legalmente permitida na Indonésia, embora não seja vista com bons olhos.



Ativistas de direitos humanos dizem que as leis de Aceh violam a Constituição indonésia e incentivam o patrulhamento social e a intolerância.



Com informações da BBC Brasil