Ativista pede ação do Ministério Público contra homofobia na internet Resposta

Ativistas reagiram ao tomar conhecimento de páginas na internet que incitam à prática de violência sexual e de homofobia. Entre as manifestações questionadas, estão uma campanha que pede a morte do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) e um blogue que defende “penetração corretiva de lésbicas”.

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) recorreu à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal (MPF). A demanda, assinada por Toni Reis, presidente da organização, é por investigação e providências para que o blogue e as páginas sejam retirados do ar e para que os autores respondam pelos atos criminosos.

O blogue Silvio Koerich, fora do ar nesta quinta-feira (29), apresentava recomendações para se estuprar lésbicas com o intuito de supostamente “corrigir” sua orientação sexual. A “receita” inclui uso de “toca ninja”, luva, lenço e éter. E sugere que, se a vítima for conhecida pelo agressor, seria recomendável usar preservativo para evitar identificação.

Em outros textos, o mesmo blogue defendia que gays fossem enterrados vivos e incluía manifestações racistas, afirmando que os negros são uma “raça inferior” à dos brancos.



A Polícia Federal afirmou, por meio do Grupo de Combate aos Crimes de Ódio e Pornografia Infantil, ser impossibilitada de avançar nas investigações. Por se tratar de apologia a crime, com pena de detenção, e não infração mais grave, não há meios para se obter a identidade do dono do domínio. Além disso, por ter final “.com”, registrado nos Estados Unidos, a apuração seria ainda mais difícil.

A campanha pela morte de Jean Wyllys tem um perfil no Twitter. Criado no último dia 23, há atualizações apenas até segunda-feira (26), com ataques a homossexuais e a defensores de direitos humanos. Homossexual assumido, o parlamentar é coordenador da frente parlamentar mista de diversidade e tem posição central na discussão do projeto de lei que criminaliza a homofobia.


Reportagem: Brasil Atual

CNJ recebe pedido de Marta Suplicy para uniformizar aplicação da regra sobre união estável homoafetiva Resposta


Apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter reconhecido – desde maio de 2011 – a união estável homoafetiva como entidade familiar, essa decisão não tem sido seguida de modo uniforme no país. O descompasso levou a coordenadora da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais) no Senado, Marta Suplicy (PT-SP), a reivindicar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) uma norma determinando a uniformização de procedimentos no reconhecimento desse tipo de união em todos os estados.


A iniciativa foi divulgada pela senadora por São Paulo, nesta quinta-feira (29/09), durante a abertura do Seminário Famílias pela Igualdade, realizada em parceria pelas Comissões de Direitos Humanos (CDH) da Câmara e do Senado. Segundo assinalou, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já elaborou sugestões de proposta de emenda à Constituição (PEC) e de projeto de Estatuto da Diversidade Sexual para adequar a legislação brasileira à decisão do STF.

– No que tange ao reconhecimento da união estável homoafetiva e sua conversão em casamento, muitas são as dificuldades ainda impostas. Falta regulamentação uniforme aplicável à decisão do STF. Magistrados e promotores têm proferido decisões e pareceres contraditórios, o que gera muita insegurança, conflitos de competência do Juízo e necessidade de infindáveis, demorados e injustificáveis recursos a instâncias superiores – lamentou Marta Suplicy.

Cidadania

Coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT na Câmara, o deputado federal Jean Willys (PSol-RJ) comentou que encontro com integrantes do Mães pela Igualdade, grupo de mulheres cujos filhos morreram vítimas da violência contra homossexuais, motivou a realização desse seminário. Conforme ressaltou, a criminalização da homofobia e o casamento civil igualitário são as principais bandeiras do movimento.

– Essas mulheres nos procuraram para dizer que são entidades familiares e têm direito a gozar da proteção do Estado – declarou Jean Willys, autor de PEC para garantir o direito ao casamento civil a todas as pessoas, independentemente de sua orientação sexual.

Assim como o deputado pelo Rio de Janeiro, a senadora Marinor Brito (PSOL-PA) disse reconhecer a dificuldade de se discutir temas ligados à cidadania LGBT “num Congresso conservador”. Mas afirmou estar feliz por colocar em pauta o debate sobre o casamento igualitário, legalizado na Argentina desde julho de 2010.

O presidente da CDH no Senado, Paulo Paim (PT-RS), afirmou estar acompanhando “com enorme preocupação” os sucessivos casos de violência contra homens e mulheres motivados por homofobia. Ao mesmo tempo em que reforçou o compromisso da comissão com o combate a todas as formas de preconceito, informou que o PLC 122/06, que criminaliza essa prática, será colocado em votação tão logo Marta Suplicy conclua relatório sobre a matéria.

Informações: Agência Senado

Maioria dos soteropolitanos aprova união civil gay, aponta pesquisa Resposta

Geralmente, vemos a Bahia como um estado extremamente homofóbico, isso porque o Grupo Gay da Bahia, baseado reportagens de jornal, coloca o estado entre os mais perigosos para os LGBT viverem (ano passado, ele foi considerado o estado mais homofóbico do Brasil. Pois uma pesquisa encomendada pelo jornal “Correio”, revela que a maioria das pessoas que vivem em Salvador são favoráveis à união civil gay. Estes números foram apontados na pesquisa “Traição e Homofobia” realizada entre 30 de agosto e 3 de setembro pelo instituto Futura, parceiro do jornal.

Nas perguntas sobre homofobia, 37,3% dos entrevistados afirmaram ser a favor da relação entre pessoas do mesmo sexo, 26,3% são contra e 36,1% indiferentes. Entretanto, 54,6 % disseram apoiar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de reconhecer os mesmos direitos dos casais heteros para casais gays.

Um total de 38,8% disse que é contra a decisão. Mas somente 34,8% das pessoas acreditam que o preconceito diminua após o reconhecimento do STF, enquanto 42,9% acham que nada vai mudar e 20,1% dizem que o preconceito vai aumentar.

Beijaço contra homofobia em texto católico reúne 300 manifestantes na Universidade Estadual de Londrina Resposta

Beijaço contra homofobia do padre Antônio Caliciotti
Padre Antônio pregando em Londrina

Estudantes da UEL (Universidade Estadual de Londrina) fizeram no início da tarde desta quarta (28/09), entre 13h e 14h, no RU (Restaurante Universitário), um protesto contra a homofobia, que reuniu cerca de 300 pessoas. Na manifestação, um grupo de 20 casais promoveu um bejaço contra artigo publicado em boletim da Igreja Católica, que considera homossexualidade uma doença.

A manifestação foi organizada pelo Movimento Contra a Homofobia na UEL, que reúne centros acadêmicos de várias faculdades da Universidade. O movimento surgiu depois que o  “Boletim Universitário” jornal editado pela Igreja Católica em Londrina (380 km ao norte de Curitiba) e distribuído para os estudantes da UEL, publicou artigo considerado homofóbico pelos estudantes.

O artigo foi publicado na sétima edição do  “Boletim  Universitário”  e tratava de vocação matrimonial. Nele, a homossexualidade foi considerada uma doença, e a união de pessoas do mesmo sexo “um fato contra a natureza”.

Jonas de Campos, 23, estudante de Ciências Sociais e um dos organizadores do protesto, disse que o movimento vai além do “beijaço”.  “Vamos organizar um  novo protesto no centro de Londrina, para levar nossa indignação com a posição da Igreja para o público externo à universidade” . Segundo Campos, não está descartada a possibilidade de acionar o Ministério Público contra os responsáveis pelo boletim.

O padre Antônio Caliciotti, que assumiu a autoria do artigo disse – em entrevista ao repórter Murilo Pajolla, da Rádio UEL FM (mantida pela Universidade Estadual de Londrina – não entender o motivo da revolta dos estudantes.

“Não sou homofóbico, respeito toda pessoa humana. Eu escrevi apenas que a homossexualidade é um desvio, uma anormalidade da natureza. Não quero dizer que um indivíduo seja diferente dos outros. É como se fosse uma doença”, afirmou.

Segundo o padre, não existe preconceito no artigo, mas a constatação de que a homossexualidade é uma  “doença” que pode acontecer com qualquer um.

A seguir, trecho do texto, no artigo do Boletim Universitário, que gerou polêmica.: “Essas uniões homossexuais de fato, são contra a natureza. A atração que certos indivíduos sentem para com as pessoas do mesmo sexo é uma anormalidade; é como se fosse uma doença. Essas pessoas afetadas por esse desvio não são culpadas, por isso não merecem ser desprezadas, rejeitadas ou condenadas. Seria uma falta de respeito à dignidade humana delas. Pelo contrário, merecem máxima compreensão”.  


Presença de ex-ator pornô revela farsa de programa do SBT 2

Marcelo Cabral em cena: pegada forte

Ele foi o primeiro ator pornô da indústria brasileira a ganhar projeção internacional. Logo depois, caiu no ostracismo. Mesmo assim, suas cenas fortes (existe uma clássica, em que ele tira sangue do ânus do outro ator) continuam vivas na memória de muita gente. Por isso, a produção do programa “Eliana” (SBT) não conseguiu enganar os telespectadores que ainda acreditavam que as pessoas que participam do quadro “Segredos Revelados” (todas com o mesmo padrão estético, digamos assim, do Marcelo) estão, realmente, buscando namorado ou namorada. Pois é, em tempos de redes sociais, fica difícil guardar certos segredos, SBT!

Marcelo Cabral se apresentou como Alexandro Rocha, um personal trainer. Ele estava procurando uma companheira. Três mulheres (todas com o mesmo “padrão” do Marcelo, estavam lá, para revelar alguns segredos e, no fim, Alexandro (na verdade, Marcelo) revelaria o seu. Alexandro disse que tem um piercing no pênis e não agradou a pretendente que sobrou. Resultado: saiu do programa sozinho.

A diretora do programa, Leonor Correa, após receber diversas reclamações, afirmou que desconhecia o passado do participante, que durante a inscrição teria dito para a produção que queria casar novamente e ter mais um filho. 

Engraçado que todos os participantes do tal quadro são bombados ou saradas, diferente do tipo comum brasileiro que, aliás, é quem assiste ao programa “Eliana”. Que produção descuidada, hein! Será que alguém vai ser demitido por isso? Ou será que vão continuar deixando “qualquer” um participar do programa, sem checar a veracidade das informações passadas a respeito de suas vidas? Que coisa!

Achei, inclusive, no Youtube, vídeo postado por uma mulher, que mostra fotos do Marcelo ao lado dela e, também, fotos dele em um dos maiores sites de acompanhantes do Brasil, o “Olimpos”. Se for verdade que o rapaz faz programa, para ele, essa confusão toda deve estar rendendo uma boa grana.


Programa “Eliana” apresentou Marcelo, como Alexandro, um personal em busca de uma namorada:

Vídeo mostra fotos de Marcelo Cabral no site “Olimpos”, um dos maiores sites de acompanhantes do Brasil:

Adolescente de 17 anos é vítima de ataque homofóbico no Mato Grosso do Sul Resposta



Um adolescente de 17 anos foi agredido por volta de 19h15min, desta terça-feira (27/09), na cidade de Pedro Gome (MS).

De acordo com a polícia, o adolescente estava conversando com uma amiga de 12 anos, quando um grupo de pessoas se aproximou e iniciou uma sessão de agressões verbais contra ele, o chamando de “viadinho”, “boiola” e dizendo que ele tinha que apanhar por que era “gay”. Em seguida começaram a agredi-lo fisicamente, chegando a lesionar sua cabeça.

A Polícia Militar (PM) esteve no local e socorreu a vítima até o hospital municipal.

De acordo com a menina de 12 anos, que testemunhou as agressões, os autores foram um jovem de 22 anos e duas mulheres que são irmãs, moradoras do mesmo bairro, onde aconteceram as agressões.

A PM repassou todas as informações a Polícia Civil de Pedro Gomes, que já trabalha no caso.

*Informações do “Coxim Agora”

Juiz de Ribeirão Preto manda namorados homossexuais se casarem em outra cidade Resposta

Manoel e David só podem se casar em outra cidade

Na contramão da Justiça, que vem acompanhando as mudanças da sociedade, o juiz da 7ª Vara Cível de Ribeirão Preto, negou um pedido de casamento gay e sugeriu que o casal de namorados procurasse outra cidade para se casar. 

O português Manoel Ferreira, 38 anos, e o brasileiro David Andrade, 26 anos, viviam em Portugal há 5 anos e se mudaram para o Brasil, para oficializar a união. Sobre a absurda proposta do juiz, para que eles se casem em outra cidade, Manoel diz o seguinte: “Eu não vou fazer isso, vim para o Brasil para casar em Ribeirão”.
O casal entrou com o pedido de casamento no início do mês no 1° Cartório de Ribeirão Preto. Porém, na última sexta-feira (23) receberam a notícia de que o pedido havia sido negado pelo juiz. Ele alegou que o casal não comprovou de fato a constituição de uma entidade familiar. Manoel e David procuraram ajuda da ONG Arco-Íris.
O presidente da organização, Fábio de Jesus Silva, considera o caso homofóbico. “Esta é uma decisão homofóbica. Acredito que o erro começa nos cartórios. Os funcionários não são preparados para atender casais homossexuais e passam a responsabilidade para o juiz”, afirma Fábio.

Engraçado que a sugestão do juiz, para que os dois se casem em outra cidade, vai contra a sua própria decisão, demonstrando claramente que não há outra justificativa para negar o casamento, além da homofobia. Se o juiz Thomaz estivesse convicto de que o casal não comprovou de fato a constituição de uma família, não iria sugerir que os namorados se casassem em outra cidade.

Estudantes da Universidade Estadual de Londrina promovem beijaço contra homofobia Resposta



Estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) prometem fazer um “Beijaço contra a homofobia” às 11h desta quarta-feira (28), no Restaurante Universitário (RU). O ato público quer protestar contra o conteúdo de um texto publicado no veículo “Boletim Universitáro”, número 7, do mês de setembro, noticiado pelo blog.
No jornal, um texto sobre vocação assinado por Mercedes dos Santos Rosa, descrevia a homossexualidade como “anormalidade” e “doença”. Após a distribuição do boletim na UEL, um grupo de alunos se reuniu em um coletivo contra a homofobia e organizou o protesto.
Na página do Facebook, o movimento convida a todos os estudantes, tanto homossexuais quanto heterossexuais, para que participem do beijaço. Eles repudiam o conteúdo do boletim, colocando-o como um defensor do obscurantismo moralista religioso que se materializa na homofobia. Ainda defendem que a universidade deve ser um espaço laico para desenvolvimento da ciência e conhecimento.
As referências à Igreja Católica se dão porque o Boletim Universitário se coloca no expediente como uma publicação da Arquidiocese de Londrina. O caso, além da discussão sobre homofobia, levanta a polêmica da relação da universidade com as igrejas. No ano passado, depois de um processo administrativo movido por um professor defendendo a UEL como espaço laico, a Pastoral Universitária (PU), gupo católico, precisou se retirar do campus.
A coordenadora da PU, Ruth Pivetta, lamentou o fato. “Essa é a postura da autora, não é um posicionamento da Pastoral Universitária. Este é um tema que ainda é estudado dentro da Igreja Católica, de natureza muito delicada. Nós estamos abertos ao debate, mas não podemos deixar o trabalho sério e de formiguinha que fazemos na universidade ser atrapalhado por um boletim como esse”, comentou.

Aplicativo homofóbico para Android gera indignação Resposta

Aplicativo homofóbico está à venda na Android Market


Um aplicativo para celulares que rodam o sistema operacional Android, da Google, na França é acusado de homofobia. “Mon fils est-il gay?” (Meu Filho é Gay?) se propõe a ajudar mães e pais de adolescentes a “encontrar a verdade”. Por meio de perguntas como “Ele gosta de futebol?”, “Ele lê revistas e jornais esportivos?”, “Ele gosta de cantoras divas?” ou “Ele passa muito tempo penteando os cabelos?”, o aplicativo vem sendo atacado por associações de defesa de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

– Se o resultado é gay, apresenta-se como uma catástrofe. Se não é, é um alívio – criticou Louis-Georgs Tin, do Comitê Idaho (International Day Against Homophobia), citado pela Agence France Press. – Trata-se de um instrumento idiota e odioso, com perguntas caricaturais destinado a atacar os homossexuais.

“Ele gosta de se vestir bem?”, “Ele tem uma melhor amiga?” e “Ele já brigou na rua?” são outras das perguntas entre as 20 incluídas pelos desenvolvedores, que não foram localizados para comentar as acusações de homofobia e incitação ao ódio. Quando o aplicativo sobre localização de judeus foi atacado, também na França, a Apple logo o baniu da sua loja virtual. A Google ainda não se pronunciou sobre o caso, e não se sabe se a gigante americana pretende bloquear a venda do aplicativo.

Outro caso:

Em março deste ano, a Apple foi acusada de homofobia, ao aprovar um aplicativo, da empresa Exodus, que prometia a cura dos homossexuais. Pressionada, ela retirou o aplicativo.


Atriz e cantora se beijam e são expulsas de avião nos EUA Resposta

Leisha Hailey, foto do Facebook

A atriz Leisha Hailey, que interpretou uma jornalista bissexual na série “The L Word”, afirma ter sofrido ataque homofóbico durante viagem. A atriz e sua namorada Camila Grey, da banda Uh Huh Her, teriam se beijado a bordo de um avião da Southwest Airlines e foram expulsas da aeronave. Elas estavam em El Paso, localizado no estado estadunidense do Texas.

Camila e Leisha



No twitter, Leisha contou que uma comissária de bordo disse que aquela “era uma companhia aérea familiar e um beijo não era ok”. Dessa maneira, escoltaram as duas para fora do avião.


A atriz também exigiu um pedido público de desculpas:

“SouthwestAir apoia empregados homofóbicos. Desde quando é ilegal demonstrar afeto a quem você ama? Eu quero saber o que a Southwest Airlines considera uma ‘família’”, escreveu. 


Em nota, a companhia aérea se defendeu das acusações:

“Nós recebemos várias reclamações de passageiros que apontam para um comportamento excessivo. Nossa equipe, responsável pelo conforto de todos os clientes a bordo, abordou as passageiras baseado apenas no comportamento e não no gênero”.

A desculpa é sempre a mesma, quando alguma empresa é homofóbica: comportamento excessivo. Engraçado que eu desconheço alguém que tenha sido expulso de alguma aeronave por “comportamento excessivo”, no caso, um beijo, heterossexual.

Seis pessoas ficam feridas em acidente com trio na Parada Gay na Bahia Resposta

Choque de cabo de aço com trio elétrico causou acidente

Na noite deste domingo (25), seis pessoas ficaram feridas em um acidente com um trio elétrico em na Parada Gay na Ribeira, em Salvador. 

Segundo testemunhas, a fiação estava muito baixa, bateu na barra de proteção, derrubou e três pessoas que estavam em cima do trio acabaram caindo. Outras três que acompanhavam no chão foram atingidas na queda. O caso está sendo investigado pela 3ª Delegacia, localizada no Bonfim.Os feridos foram socorridos pelo SAMU para o Hospital Geral do Estado (HGE). Tatiane Bastos, de 19 anos, um adolescente de 17 anos e uma terceira vítima tiveram lesões na cabeça e rosto, no baço e na clavícula, respectivamente.


As vítimas que foram atingidas na queda no momento em que acompanhavam ao lado do trio, receberam atendimento no Hospital São Jorge (antigo PAM de Roma).
Em nota, logo após o ocorrido, o Grupo Gay da Bahia (GGB) reconheceu a importância das manifestações em prol dos direitos LGBT nas comunidades, mas alertou que, em virtude dos acidentes que podem ocorrer nesses eventos, existe uma necessidade de reordenamento das ações, considerando a mobilidade de cada localidade.

Batwoman lésbica é destaque no reinício da DC Comics Resposta



Todo mundo que acompanha quadrinhos deve estar sabendo – e já falamos disso por aqui – que os quadrinhos da DC foram “resetados”. Ou seja, todos os 52 títulos da editora começaram desde o número #1, alterando algumas coisas na cronologia da editora e mantendo outros. A ideia foi alavancar as vendas das revistas pôr ordem na casa. Lançado com muita atenção da mídia e com tiragens esgotadas, o tal “relaunch” parece ter sido um sucesso, ainda que nem toda a produção tenha o mesmo nível de qualidade. 


Até aí tudo bem, pois no universo dos quadrinhos de super-heróis, sempre existiu boas histórias ao lado de títulos medianos e roteiros de dar vergonha ao ler. Neste novo início da DC Comics já temos algumas séries que valem a pena serem acompanhadas, entre outras que devemos passar longe. Com a facilidade de acompanhar as histórias baixando pelo iPhone, consegui já escolher a melhor HQ até o momento deste recomeço: Batwoman. 


Sim, estou falando daquela Batwoman que foi censurada e teve diversos adiamentos pelo simples fato da personagem ser lésbica. Com elogios da crítica durante sua passagem pelo título Detective Comics, a heroína fez sucesso foi tornou-se um empecilho para os planos do então publisher Paul Levitz, que não gostou da polêmica e da mídia gerada pela sexualidade.


Batwoman ganhou uma nova chance neste reboot. Escrita e desenhada por J.H. Williams III, a HQ perde seu roteirista idealizador Greg Rucka, mas continua mantendo o mesmo alto nível de qualidade. Kate Kane continua combatendo o crime em Gothan City e desta vez tentando treinar sua prima, Bette Kane (Flamebird) como sua ajudante. Também precisa lidar com um novo serial killer à solta. A história que se inicia terá cinco partes e continua de onde a antiga série parou. 


A personagem não foi reformulada, mas o roteiro dá uma ajuda para relembrar o passado. Quem nunca leu as histórias anteriores não vai sentir muita falta. A homossexualidade continua lá, e segue sendo muito bem tratada, como mais um elemento dentro da história. E falando do desenho, J.H. Williams III se superou. Se é que isso é possível. São tantos detalhes e diferentes ângulos apresentados que cada página funciona como um painel para ser admirado. Ele consegue criar novas soluções narrativas e algumas sequências possuem uma fluidez como dificilmente vemos nas HQs.
Outros quadrinhos que seguirei acompanhando é a nova Action Comics, que conta os primeiros momentos do Superman, este sim, que teve um reinício nesta nova fase. O roteiro é de Grant Morrison, um dos nomes mais interessantes deste reboot. As HQs da “família” Batman também parecem promissores. Ainda não consegui ler nenhum, mas todos trazem a boa notícia de que aproveitarão o passado recente, como a relação do Homem-Morcego com o seu filho Damian. As mudanças, apesar de controversas, deram fôlego à linha de revistas dos vigilantes de Gotham. 


De fato, este é um momento importante para quem acompanha quadrinhos de super-heróis, e para quem tinha desistido do gênero, é um bom momento para recuperar o prazer de lê-los. Claro que algumas revistas deixaram a desejar, apesar da forte expectativa, é o caso da Liga da Justiça #1, que inaugurou o reinício. A curiosidade é saber como essa fase vai se comportar no Brasil e como a Panini Comics, que detém os direitos, vai tratar esse material. Espero que seja respeitado o espírito da editora nos EUA, ou seja: tudo novo de novo, do início, com todas as edições começando do zero. 


E espero um lugar especial – e de destaque – para a BatWoman.

*Por Paulo Floro, publicado no “NE10”

Em Elvis e Madona, gays não são marginais, defende diretor Resposta

Igor Cotrim e Simone Spoladore Foto: Divulgação 



Quase dois anos separam a primeira exibição de “Elvis e Madona” de sua estreia comercial, que ocorreu nesta sexta-feira (26/9). No período, ganhou prêmio de roteiro no Festival do Rio, foi agraciado em Natal e conquistou até os espectadores de Oslo.
Por onde o filme passou, até mesmo na capital norueguesa, cuja paisagem é bem diferente dos tipos de Copacabana, o filme protagonizado por Simone Spoladore e Igor Cotrim conquistou o público. Mesmo que, à priori, essa inusitada história de amor de uma lésbica com uma travesti, conduzida com um humor repleto de traços de Almodóvar e da chanchada, pudesse afastar o espectador.
Para o diretor Marcelo Laffitte, veterano curta-metragista que finalmente estreia em um longa, a explicação para as recepções favoráveis ao filme é a identificação com o espectador. “É uma história de amor e de realizações de sonhos, e isto é universal. Todo mundo se apaixona, ama e sofre por amor; todo mundo tem projetos de vida que luta para realizar”.

Diversidade
No filme, Elvira, ou Elvis, tenta ganhar a vida como fotógrafa, mas precisa fazer bicos como motogirl. Já Adailton, ou Madona, sobrevive como cabeleireira, mas sonha em fazer um grande show num teatro carioca.
Puxando a sardinha para seu lado, o diretor diz que “pela primeira vez no cinema brasileiro, os personagens que sempre foram mostrados como marginais, estão inseridos socialmente e vivem uma história como a de qualquer outro ser humano”.

Além de servir como locação, Copacabana é personagem fundamental para o desenvolvimento de Elvis e Madona. Será que o filme poderia se passar em outro lugar? “Não sei. Já fui sondado por um produtor de Los Angeles se poderia haver um remakenos EUA, e é claro que eu disse que sim. Mas ficamos pensando, sem chegar a nenhuma conclusão, em qual cidade norte-americana poderia ambientar esta história”.
Laffitte justifica o porquê da ambientação carioca. “Copacabana é o bairro mais plural do mundo, pois lá vivem pessoas vindas de todos os países do mundo e de todos os estados brasileiros. Ao mesmo tempo que é cosmopolita e fervilha 24 horas por dia, Copacabana é provinciana. Esta diversidade está no filme e na alma dos personagens. Se o cenário fosse outro, com certeza os temperos culturais seriam outros e haveria outro sabor”.

*Por Heitor Augusto, do “CineClick”

Ato reuni 20 mil pedindo ensino contra a homofobia no Pará Resposta

Travesti participa da parada gay na praça Waldermar Henrique, no centro de Belém
Foto: Igor Mota/Futura Press


Aproximadamente 20 mil pessoas da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) de Belém participaram ontem da 10ª edição da Parada Gay, que este ano teve como tema “Educação e cidadania: por uma escola sem homofobia”.


O ato iniciou com caminhada, que partiu por volta das 12h, no centro da capital paraense, puxada pelo trio elétrico da organização (Grupo Homossexual do Pará), vestido com a bandeira multicolorida do movimento, a partir das 17h30 aconteceu a festa, com performances de drag queens e shows musicais.


O governo do Estado emitiu nota garantindo apoio ao movimento “por meio da integração de diversos órgãos institucionais. Além da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Instituto de Artes do Pará (IAP) e a Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (Centur) integram as articulações para a execução do evento”.
O evento contou com cinco trios elétricos, levando os organizadores e autoridades locais, a caminhada se estende até a Praça da República. DJs animaram os participantes e divulgaram informes gerais sobre o tema deste ano. Informações sobre prevenção de doenças e outros cuidados com a saúde também foram abordados durante o percurso.
Frequentadores do evento, disseram que este ano a parada esteve mais pacífica e organizada.
A Guarda Municipal afirmou que o número de ocorrências foi considerado baixo. Foram oito furtos registrados, O que mais teve foram brigas.
Organizado pelo Grupo Homossexual do Pará (GHP) e pela organização não-governamental Cidadania, Orgulho e Respeito (COR), a Parada Gay teve o apoio do governo do Estado e do Ministério da Saúde, além de entidades como o Sindicato dos Psicólogos do Pará (Sindpsi), representado por Lúcia Lima:
“Apoiamos a luta contra a homofobia e eu, como profissional, defendo a educação como forma de informar e orientar desde a infância para aceitação das diferenças e da diversidade”.


“Os políticos foram intolerantes ao vetar o kit anti-homofobia criado pelo MEC. Nós somos uma minoria e precisamos ter direitos iguais aos de todos”, ressaltou Rui Guilherme, do movimento LGBT estadual.
*Com informações do “Diário do Pará”, do “Terra” e da “Agência Pará de Notícias”


Cineasta Pedro Almodóvar acusa Silvio Berlusconi de homofobia e obsessão por mulheres Resposta

Almodóvar, gay assumido e um dos maiores cineastas da atualidade

O cineasta espanhol Pedro Almodóvar, gay assumido e um dos maiores diretores da atualidade (com vários filmes com temática LGBT), declarou que o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, “é um homofóbico obsessivo por mulheres que se orgulha de não ser homossexual”, em entrevista publicada nesta sexta-feira (23/09) pela revista “L’Espresso”.
Almodóvar, que esteve em Roma na última quarta-feira, viajou a Itália com os atores Antonio Banderas e Elena Anaya para apresentar seu último filme, “A Pele que Habito”. Na ocasião, o cineasta ainda afirmou que Berlusconi é uma “figura muito interessante” do ponto de vista da imagem.
“Na Espanha, os retoques das maçãs do rosto (botox) para gerar uma imagem melhor na televisão não estão mais na moda. Lá, os parlamentares tratam de transmitir, embora seja de forma hipócrita, uma imagem de estar perto do povo”, explicou. Após a insistência do entrevistador para obter a opinião de Almodóvar sobre Berlusconi, o cineasta replicou: “sobre vosso presidente de governo tenho muito mais perguntas que respostas”.
Para o ganhador do Oscar por “Tudo sobre minha mãeÆ (1999), “classificar Berlusconi é complicado”, já que “as notícias sobre ele se referem mais ao sexo que à política”. Nesse sentido, Almodóvar disse que ele gostaria de perguntar aos italianos sua opinião sobre “o desconcerto e o escândalo que o nome de Berlusconi provoca em todas as partes”.
Sobre a atual fase de sua vida, Almodóvar declarou que passa a maior parte do tempo “fechado entre quatro paredes”, já que deixou para trás os anos “do amanhecer da nova democracia espanhola”. Esse tempo era “muito mais estimulante que o atual, quando andava dando voltas com uma turma de 50 pessoas. Era maravilhoso ser jovem, viver a noite e exagerarÆ, relembrou o cineasta.

*Com informações da “EFE”

Itália: blog divulga lista de políticos gays e homofóbicos Resposta

O blog listou políticos que seriam homossexuais, mas sustentaram posições homofóbicas


Os italianos testemunham uma nova polêmica envolvendo a classe política do país após a publicação nesta sexta-feira (23/09) de uma lista com dez políticos supostamente homossexuais que mantiveram em público atitudes homofóbicas.
Entre os dez nomes – todos eles homens e em sua maioria casados com mulheres, divulgados pelo blog listaouting.wordpress.com -, figuram três membros do governo conservador de Silvio Berlusconi, incluindo um ministro, assim como um presidente regional do partido do chefe do Executivo, o Povo da Liberdade (PDL).

A iniciativa foi promovida por um grupo anônimo de ativistas homossexuais e heterossexuais que dizem se inspirar na postura “assumida” de Aurelio Mancuso, presidente da associação de direitos civis Equality Italia.
Porém, o próprio Mancuso, um dos ativistas homossexuais mais populares da Itália, tomou distância da iniciativa, também reprovada pela classe política e os grupos que defendem os direitos dos gays no país.
“O que me surpreendeu foi que alguns dos presentes na lista reagiram de modo muito positivo, o que quer dizer que tiveram uma reação melhor do que a dos líderes dos movimentos gays. Há uma questão central: é uma ofensa dizer a alguém que é gay?”, indagou Mancuso à imprensa italiana.
A resposta do ativista fazia referência à rejeição manifestada pela principal associação LGTB da Itália, Arcigay, que reprovou a lista por não haver “nenhum dossiê e nenhuma fonte verificada”. Anna Paola Concia, autora da proposta de lei contra a homofobia, que foi rejeitada pela Câmara dos Deputados em julho, também se posicionou contra a iniciativa do blog.
“Fazer alguém assumir ser homossexual é uma prática extrema e violenta que não faz parte da minha cultura política. Mas essa atitude é fruto de desespero dos cidadãos homossexuais e transexuais que são vitimas de discriminações inaceitáveis”, comentou Anna Paola, que é lésbica assumida e integrante do opositor Partido Democrata (PD).
A ministra de Igualdade, Mara Carfagna, companheira de partido de alguns dos políticos que aparecem na lista, também fez questão de expressar sua reprovação à iniciativa. “A lista é um disparate cínico e violento, uma difamação gratuita que não colabora com a causa da luta contra a homofobia”, avaliou.

STF condena concessionária por discriminação sexual Resposta

STF deu ganho de causa a Menotti Griggi (destaque), que foi discriminado pela Saga por ser gay
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a empresa Saga Pantanal Comércio de Veículos Ltda. – concessionária Ford em Cuiabá – a pagar uma indenização, por danos morais, no valor de R$ 15 mil ao empresário Menotti Reiners Griggi. 


O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento ao Agravo de Instrumento (AI 802756) por meio do qual uma empresa de veículos pretendia rediscutir na Corte a condenação quanto ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 15 mil ao empresário M.R.G. Ele faria um comercial de TV para a empresa, mas seu nome foi vetado depois que chegou ao conhecimento do contratante o fato de ser homossexual. A condenação imposta à empresa pelo 1º Juizado Especial Cível de Cuiabá (MT) foi mantida pela 2ª Turma Recursal.

Não houve análise do mérito da condenação por parte do relator, já que o ministro Fux aplicou ao caso a Súmula 279 do STF, que rejeita o cabimento de recurso extraordinário para simples reexame de prova.

De acordo com os autos, o comercial de veículos era destinado a três tipos de cliente: uma família, um jovem e um aposentado. Por foto, M.R.G. foi escolhido para fazer o papel do pai de família. Quando se apresentou à produtora, foi informado que a gravação havia sido cancelada porque a criança que faria seu filho não estava presente. Pouco depois, soube do real motivo do cancelamento: representantes da empresa vetaram seu nome quando souberam que “ele era gay e figura pública muito conhecida da sociedade”, o que comprometeria a eficácia de um comercial sobre família.

Para o juiz da 2ª Turma Recursal do Juizado Especial de Cuiabá (MT), ficou demonstrado que a recusa da empresa deu-se em decorrência da opção sexual de M.R.G., pois sua homossexualidade ensejou ato discriminatório, configurando assim ato ofensivo à sua moral. “É certo que, no momento em que o autor tomou conhecimento que tinha sido escolhido para participar do aludido comercial de uma empresa renomada, na capital deste Estado, e, posteriormente, vê-se, frustrada a sua participação, tal fato gera, sem dúvida, dano moral”, afirmou o magistrado.

São Paulo lidera denúncias de agressão contra gays, diz estudo 1


Levantamento da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), que será divulgado na segunda-feira, aponta que, em 39,2% dos episódios de violação relatados contra a população LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero), o agressor foi um desconhecido; em 22,9%, vizinhos; e em 10,1%, os próprios amigos.
De janeiro a julho, o Disque 100 recebeu 630 denúncias contra a população LGBT. As vítimas concentram-se na faixa etária de 19 a 24 anos (43%) e de 25 a 30 anos (20%).

Os casos mais comuns de violência contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais são os de violência psicológica (44,38%), como ameaça, hostilização e humilhação, e de discriminação (30,55%).
Das vítimas, 83,6% são gays, 10,1%, bissexuais e 4,2%, heterossexuais que sofrem algum tipo de violência ao ser confundidos como gays.
No recorte feito por Estado, São Paulo (18,41%), Bahia (10%), Piauí (8,73%) e Minas Gerais (8,57%) lideram as denúncias – o Rio de Janeiro aparece com apenas 6,03% – por já contar com um serviço semelhante oferecido pelo governo estadual.
“Isso demonstra que a violência de caráter homofóbico tem um forte componente cultural, é a mais difícil de ser enfrentada porque é justamente a que não fica comprovada por marcas no corpo”, disse ao Estado a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário.
Baixo índice

Do total de denúncias recebidas diariamente pelo Disque 100, as que dizem respeito à população LGBT não ultrapassam 1% – um dos motivos do baixo número seria o fato de o módulo de atendimento específico ainda ser pouco conhecido. “Esses números não refletem a realidade do Brasil, que é ainda pior”, afirma Maria do Rosário.
Para o ouvidor Domingos da Silveira, da SDH, os dados do levantamento são reveladores. “Mostram a capilaridade da homofobia, ela vem do interior, das capitais”, diz. “Ela está disseminada e se tornou banal.”
Resolução

Os casos denunciados ao Disque 100 são ouvidos por uma equipe de teleatendimento e posteriormente encaminhados a órgãos competentes, como o Ministério Público, a Defensoria Pública da União e centros de referência ligados à comunidade LGBT espalhados por todo o País.
Em alguns casos, a própria Secretaria de Direitos Humanos intervém na resolução do conflito.
Foi o que ocorreu com um casal de lésbicas, que denunciou o fato de uma das companheiras não ter conseguido incluir a outra no plano de saúde. Após um ofício da SDH ter sido encaminhado ao hospital em contato com o casal, o caso teve uma resolução.
O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, é enfático na defesa dos direitos da população LGBT.

“Não queremos cargos no DNIT (o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, que virou foco de corrupção na administração federal recentemente) nem que nos paguem governanta (em referência a um dos escândalos que derrubaram Pedro Novais do Ministério do Turismo), apenas cidadania”, diz. “A homofobia precisa ser criminalizada”, defende Toni Reis.

*Reportagem do Rafael Moraes, do “Estadão”

Câmara Municipal de Teresina aprova Dia Municipal de Combate a Homofobia Resposta

Parada da Diversidade em Teresina


A Câmara Municipal de Teresina aprovou, por unanimidade, a instituição do Dia Municipal de Combate a Homofobia. O projeto de lei, proposto pela vereadora Rosário Bezerra (PT), foi votado na sessão desta quinta-feira (22/09) e será encaminhado para a sanção do prefeito Elmano Férrer.
Pelo projeto, o Dia Municipal de Combate a Homofobia será 17 de maio. A sugestão da data remete ao mesmo dia em que, em 1990, a Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças.
Para Marinalva Santana, militante do Grupo Matizes, a iniciativa da vereadora petista é de fundamental importância para a luta contra as violências sofridas diariamente por lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros.

“Em 2010, mais de 260 homossexuais foram assassinados no Brasil apenas por conta de sua orientação sexual. No Piauí, pelo menos três mortes já foram contabilizadas neste ano. Os números são preocupantes. Essa violência precisa acabar”, defende Marinalva Santana, explicando que as conquistas do movimento LGBT contribuem para conscientizar a sociedade e combater o preconceito.

*Com informações do “Brasil Portais”

Milhares de pessoas protestam em Berlim contra visita do Papa Resposta

Milhares de pessoas protestaram hoje no centro de Berlim contra a visita oficial de Bento XVI e para condenar a doutrina do Vaticano em relação a condutas sexuais, com um desfile em que participaram vários deputados da oposição.

 

A manifestação foi convocada por 70 organizações, que subscreveram uma iniciativa da Associação Alemã dos Homossexuais e Lésbicas.

Durante o protesto, que decorreu sob o lema “Nenhum poder aos dogmas”, decorreu sem incidentes, segundo um porta voz da polícia berlinense.