Adolescente de 17 anos é vítima de ataque homofóbico no Mato Grosso do Sul Resposta



Um adolescente de 17 anos foi agredido por volta de 19h15min, desta terça-feira (27/09), na cidade de Pedro Gome (MS).

De acordo com a polícia, o adolescente estava conversando com uma amiga de 12 anos, quando um grupo de pessoas se aproximou e iniciou uma sessão de agressões verbais contra ele, o chamando de “viadinho”, “boiola” e dizendo que ele tinha que apanhar por que era “gay”. Em seguida começaram a agredi-lo fisicamente, chegando a lesionar sua cabeça.

A Polícia Militar (PM) esteve no local e socorreu a vítima até o hospital municipal.

De acordo com a menina de 12 anos, que testemunhou as agressões, os autores foram um jovem de 22 anos e duas mulheres que são irmãs, moradoras do mesmo bairro, onde aconteceram as agressões.

A PM repassou todas as informações a Polícia Civil de Pedro Gomes, que já trabalha no caso.

*Informações do “Coxim Agora”

Juiz de Ribeirão Preto manda namorados homossexuais se casarem em outra cidade Resposta

Manoel e David só podem se casar em outra cidade

Na contramão da Justiça, que vem acompanhando as mudanças da sociedade, o juiz da 7ª Vara Cível de Ribeirão Preto, negou um pedido de casamento gay e sugeriu que o casal de namorados procurasse outra cidade para se casar. 

O português Manoel Ferreira, 38 anos, e o brasileiro David Andrade, 26 anos, viviam em Portugal há 5 anos e se mudaram para o Brasil, para oficializar a união. Sobre a absurda proposta do juiz, para que eles se casem em outra cidade, Manoel diz o seguinte: “Eu não vou fazer isso, vim para o Brasil para casar em Ribeirão”.
O casal entrou com o pedido de casamento no início do mês no 1° Cartório de Ribeirão Preto. Porém, na última sexta-feira (23) receberam a notícia de que o pedido havia sido negado pelo juiz. Ele alegou que o casal não comprovou de fato a constituição de uma entidade familiar. Manoel e David procuraram ajuda da ONG Arco-Íris.
O presidente da organização, Fábio de Jesus Silva, considera o caso homofóbico. “Esta é uma decisão homofóbica. Acredito que o erro começa nos cartórios. Os funcionários não são preparados para atender casais homossexuais e passam a responsabilidade para o juiz”, afirma Fábio.

Engraçado que a sugestão do juiz, para que os dois se casem em outra cidade, vai contra a sua própria decisão, demonstrando claramente que não há outra justificativa para negar o casamento, além da homofobia. Se o juiz Thomaz estivesse convicto de que o casal não comprovou de fato a constituição de uma família, não iria sugerir que os namorados se casassem em outra cidade.

Estudantes da Universidade Estadual de Londrina promovem beijaço contra homofobia Resposta



Estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) prometem fazer um “Beijaço contra a homofobia” às 11h desta quarta-feira (28), no Restaurante Universitário (RU). O ato público quer protestar contra o conteúdo de um texto publicado no veículo “Boletim Universitáro”, número 7, do mês de setembro, noticiado pelo blog.
No jornal, um texto sobre vocação assinado por Mercedes dos Santos Rosa, descrevia a homossexualidade como “anormalidade” e “doença”. Após a distribuição do boletim na UEL, um grupo de alunos se reuniu em um coletivo contra a homofobia e organizou o protesto.
Na página do Facebook, o movimento convida a todos os estudantes, tanto homossexuais quanto heterossexuais, para que participem do beijaço. Eles repudiam o conteúdo do boletim, colocando-o como um defensor do obscurantismo moralista religioso que se materializa na homofobia. Ainda defendem que a universidade deve ser um espaço laico para desenvolvimento da ciência e conhecimento.
As referências à Igreja Católica se dão porque o Boletim Universitário se coloca no expediente como uma publicação da Arquidiocese de Londrina. O caso, além da discussão sobre homofobia, levanta a polêmica da relação da universidade com as igrejas. No ano passado, depois de um processo administrativo movido por um professor defendendo a UEL como espaço laico, a Pastoral Universitária (PU), gupo católico, precisou se retirar do campus.
A coordenadora da PU, Ruth Pivetta, lamentou o fato. “Essa é a postura da autora, não é um posicionamento da Pastoral Universitária. Este é um tema que ainda é estudado dentro da Igreja Católica, de natureza muito delicada. Nós estamos abertos ao debate, mas não podemos deixar o trabalho sério e de formiguinha que fazemos na universidade ser atrapalhado por um boletim como esse”, comentou.

Aplicativo homofóbico para Android gera indignação Resposta

Aplicativo homofóbico está à venda na Android Market


Um aplicativo para celulares que rodam o sistema operacional Android, da Google, na França é acusado de homofobia. “Mon fils est-il gay?” (Meu Filho é Gay?) se propõe a ajudar mães e pais de adolescentes a “encontrar a verdade”. Por meio de perguntas como “Ele gosta de futebol?”, “Ele lê revistas e jornais esportivos?”, “Ele gosta de cantoras divas?” ou “Ele passa muito tempo penteando os cabelos?”, o aplicativo vem sendo atacado por associações de defesa de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

– Se o resultado é gay, apresenta-se como uma catástrofe. Se não é, é um alívio – criticou Louis-Georgs Tin, do Comitê Idaho (International Day Against Homophobia), citado pela Agence France Press. – Trata-se de um instrumento idiota e odioso, com perguntas caricaturais destinado a atacar os homossexuais.

“Ele gosta de se vestir bem?”, “Ele tem uma melhor amiga?” e “Ele já brigou na rua?” são outras das perguntas entre as 20 incluídas pelos desenvolvedores, que não foram localizados para comentar as acusações de homofobia e incitação ao ódio. Quando o aplicativo sobre localização de judeus foi atacado, também na França, a Apple logo o baniu da sua loja virtual. A Google ainda não se pronunciou sobre o caso, e não se sabe se a gigante americana pretende bloquear a venda do aplicativo.

Outro caso:

Em março deste ano, a Apple foi acusada de homofobia, ao aprovar um aplicativo, da empresa Exodus, que prometia a cura dos homossexuais. Pressionada, ela retirou o aplicativo.


Atriz e cantora se beijam e são expulsas de avião nos EUA Resposta

Leisha Hailey, foto do Facebook

A atriz Leisha Hailey, que interpretou uma jornalista bissexual na série “The L Word”, afirma ter sofrido ataque homofóbico durante viagem. A atriz e sua namorada Camila Grey, da banda Uh Huh Her, teriam se beijado a bordo de um avião da Southwest Airlines e foram expulsas da aeronave. Elas estavam em El Paso, localizado no estado estadunidense do Texas.

Camila e Leisha



No twitter, Leisha contou que uma comissária de bordo disse que aquela “era uma companhia aérea familiar e um beijo não era ok”. Dessa maneira, escoltaram as duas para fora do avião.


A atriz também exigiu um pedido público de desculpas:

“SouthwestAir apoia empregados homofóbicos. Desde quando é ilegal demonstrar afeto a quem você ama? Eu quero saber o que a Southwest Airlines considera uma ‘família’”, escreveu. 


Em nota, a companhia aérea se defendeu das acusações:

“Nós recebemos várias reclamações de passageiros que apontam para um comportamento excessivo. Nossa equipe, responsável pelo conforto de todos os clientes a bordo, abordou as passageiras baseado apenas no comportamento e não no gênero”.

A desculpa é sempre a mesma, quando alguma empresa é homofóbica: comportamento excessivo. Engraçado que eu desconheço alguém que tenha sido expulso de alguma aeronave por “comportamento excessivo”, no caso, um beijo, heterossexual.