Pela primeira vez na história Marinha brasileira reconhece casal gay Resposta

Cláudio Nascimento (esquerda) e João Silva (direita)



A Marinha concedeu a Cláudio Nascimento, coordenador do programa Rio sem Homofobia, do governo do estado, direito a plano de saúde, pensão e declaração conjunta de Imposto de Renda com o seu companheiro, João Silva, cabo reformado. É o primo caso na Marinha.


*Com informações do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo

Marta Suplicy se assusta com declarações de Crivella, seu companheiro na elaboração de mudanças do PLC 122/06 Resposta

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) parabenizou, nesta quarta-feira (26/10), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) por ter autorizado o casamento civil entre duas mulheres do Rio Grande do Sul. Em sua opinião, a decisão, tomada na última terça (25/10), representa um avanço considerável na efetivação dos direitos de cidadania.

Marta lembrou que, recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) garantiu à união homoafetiva o mesmo status jurídico aplicável à união estável entre heterossexuais. Ela lamentou, porém, que, em muitos estados, juízes e integrantes do Ministério Público (MP) estejam se posicionando contra os pedidos de conversão em casamento.
A senadora também lamentou que ainda haja confusão sobre a competência para tratar do assunto, já que em Brasília e Pernambuco os pedidos têm sido deferidos nas varas de família, enquanto no Rio de Janeiro os pedidos são deferidos pelas varas de registros públicos. No estado de São Paulo, observou, a competência varia de um município para outro.
A representante paulista pediu que o Conselho Nacional de Justiça acate requerimento apresentado por ela para a expedição de uma resolução que regulamente as formalidades jurisdicionais pertinentes à conversão de união estável em casamento, em consonância com a decisão do STF. Tal ação, de acordo com a senadora, evitaria que a questão voltasse à apreciação da Suprema Corte.
A senadora pediu ainda a aprovação do PLS 612/11, em tramitação na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), que altera o Código Civil para excluir possíveis interpretações que impeçam a transformação da união estável em casamento.
Marta Suplicy se disse assustada com discurso proferido nesta semana pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), um de seus parceiros na elaboração de mudanças do PLC 122/06, que visa criminalizar a homofobia. De acordo com a parlamentar, o senador disse que juízes e promotores “são homens e mulheres treinados a olhar para trás e não a olhar para frente”. A senadora disse que isso não é verdade e que os magistrados têm capacitação para exercer suas funções.
A senadora também discordou da afirmação do colega de que cabe aos políticos olhar para frente. “O Congresso Nacional está olhando para trás há muito tempo, em relação às pessoas homossexuais. Ele está olhando para trás, desrespeitando as pessoas homossexuais, tendo preconceito em relação aos homossexuais – disse Marta, lembrando que um projeto seu sobre o tema está parado há 16 anos na Câmara dos Deputados”, disse. 
Sobre o PLC 122/06, a senadora não disse nada.


*Com informações da Band

Primeiro jogador gay da NBA diz que homofobia é um grande problema no esporte britânico Resposta


O jogador estadunidense aposentado John Amaechi – primeiro jogador da NBA a assumir a homosseualidade – afirmou que o preconceito contra gays é comum no esporte da Inglaterra. Ele descreveu nesta quarta-feira (27/10) o sentimento “anti-gay” nas corporações esportivas como um “problema massivo” que vem sendo “ignorado” há muito tempo. O ex-jogador do Cleveland Cavaliers, Orlando Magic e Utah Jazz disse que “nos esportes, existem instituições que não mudam há 100 anos, mas que precisam mudar.”

Destacando o futebol, Amaechi disse “se você comparar a campanha que eles fizeram contra o racismo e a campanha contra a homofobia, irá perceber claramente.”

Amaechi falou depois de receber a Ordem do Império Britânico por serviços prestados ao esporte voluntário do Príncipe Charles no Palácio de Buckingham.

Amaechi de aposentou da NBA em 2004 e se assumiu sua homossexualidade em 2007, quando escreveu uma autobiografia intitulada Man in the Middle, na época, aos 36 anos. 

Nascido em Massachusetts e criado na Inglaterra, Amaechi fez o anúncio official de sua homossexualidade no dia 13 de fevereiro de 2007, no programa de TV “Outside the Lines”, da ESPN estadunidense. A atitude é rara entre atletas profissionais até hoje. São poucos os nomes de elite no esporte que revelam ser gays.

Amaechi atuou na NBA durante cinco temporadas. Com médias de 6,2 pontos e 2,6 rebotes, ele se aposentou em 2003. Depois disso, voltou para a Inglaterra.
Sair do armário foi apenas mais um desafio na vida do atleta, que teve uma infância difícil, marcada pelo excesso de peso e pela rejeição dos amigos. Até realizar o sonho da NBA, ele passou por vários obstáculos: foi abandonado pelo pai, dispensado pelo time universitário, sofreu com a morte da mãe e ainda se viu obrigado a lidar com lesões e problemas físicos.
O modo como os esportistas americanos tratam o homossexualismo sempre incomodou Amaechi:
– Se você olha para a NBA, as minorias não são bem representadas. Ainda são poucos jogadores descendentes de hispânicos e asiáticos, por exemplo. Então não é nenhuma surpresa o fato de não haver gays assumidos. Seria como um alienígena caindo do céu – declarou, em seu site pessoal, em 2007.

Ele trabalha atualmente como ativista, educador, psicólogo na Europa e nos Estados Unidos da América.