SP: tema da 16ª Parada reivindica aprovação do PLC 122 e distribuição do kit anti-homofobia nas escolas 1

15ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (2011

Foto: Karen Montija / APOGLBT


“Homofobia tem cura: educação e criminalização! – Preconceito e exclusão, fora de cogitação!” é o tema da 16ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que ocorre em junho de 2012. A frase faz referência ao problema da discriminação como uma doença social que afeta a cidadania coletiva e reivindica a aprovação do projeto didático Escola sem Homofobia e do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006 como as principais ferramentas para combater esse vício. O tema foi o mais votado pelo público em uma enquete realizada no site da organização. Assim como as outras opções, a frase escolhida é resultado de um concurso cultural promovido nas redes sociais.

Escola Sem Homofobia e PLC 122, já!

Em maio de 2011, projeto Escola Sem Homofobia – conhecido também como kit anti-homofobia – teve sua distribuição vetado pela presidenta Dilma Rousseff, após pressão dos legisladores que formam as bancada fundamentalista no Congresso. Produzido pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com o movimento LGBT, o kit é composto por cartilhas e vídeos didáticos destinados a professores do ensino médio da rede pública, com o intuito de combater o bullying homofóbico entre os alunos. Logo após o veto, o ministro Fernando Haddad garantiu que um novo projeto seria reformulado e que mais de seis mil escolas o receberiam ainda em 2011, o que até agora não aconteceu.
Já a batalha pela aprovação do PLC 122/06 é mais extensa. Apresentado em 2001 pela então deputada federal Iara Bernardi (PT-SP), o projeto foi aprovado na Câmara Federal em 2006 e, desde então, os mesmos interlocutores que barraram o kit, juntamente com diversos líderes religiosos, impedem que sua aprovação no Senado. O PLC já tramitou por duas gestões, passando pela relatoria da ex-senadora Fátima Cleide (PT-RO) e, agora, pela senadora Marta Suplicy (PT-SP); ambas fizeram alterações no texto original de Bernardi.
No dia 14 de dezembro de 2011, o projeto foi discutido durante a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH). Porém, devido as divergências sobre a nova redação, Marta pediu reexame do PLC numa nova tentativa de conseguir acordo para aprovar o texto.
Além do tema, todo o material gráfico da manifestação trará a frase “Escola Sem Homofobia e PLC 122, já!”.

16º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo
O Mês do Orgulho LGBT de São Paulo é o calendário anual de atividades sócio-politico-culturais promovido pela APOGLBT a fim de defender a cidadania e direitos humanos da população LGBT, assim como educar a sociedade para o fim da discriminação e preconceito. Nos últimos anos, os temas abordados foram “Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!” (2011), “Vote contra a homofobia: defenda a cidadania!” (2010), “Sem homofobia, mais cidadania – Pela isonomia de direitos!” (2009), “Homofobia mata! Por um Estado Laico de fato!” (2008) e “Por um mundo sem machismo, racismo e homofobia!” (2007).
Além da 16ª Parada do Orgulho LGBT – que ocorre em 10 de junho, na Avenida Paulista – neste ano é realizada a 10ª edição do Ciclo de Debates, a 12ª Feira Cultural LGBT, o 12º Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade e o 12º Gay Day.

*Com informações da APOGLBT

ABGLT solicita campanha contra a homofobia na Copa do Mundo de 2014 Resposta

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), enviou carta ao presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Joseph Blatter, ao secretário geral da FIFA, Jérôme Valcker, ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira e ao membro do Comitê Local Organizador da Copa do Mundo, Rolando Luiz Nazário, solicitando que haja na Copa do Mundo de Futebol de 2014 campanha contra a homofobia, “nos mesmos moldes em que houve campanha contra o racismo em outras” Copas.

A carta ainda diz que “esta necesidade se dá pelo fado do Brasil ser campeão mundial em assassinatos de” gays.

Segundo a carta, assinada por Toni Reis, presidente da ABGLT, no Brasil “são praticados crimes hediondos de tortura, espancamento e mutilação” contra LGBTs. Segundo a ABGLT, crimes homofóbicos “ocorrem na proporção de um por dia”, no Brasil.

Ainda segundo a carta, “o futebol tem sido reduto onde se alimenta a homofobia”.

A carta termina dizendo que nenhum tipo de preconceito é aceitável, “porém, a homofobia mata e, por conta disto, faz-se urgente que o grande evento, a Copa do Mundo de Futebol, seja palco onde o grito dos vulneráveis possa ecoar pelo lindo País tropical e por todo o mundo”.

É bom lembrar que os dados que a ABGLT usa para afirmar que o Brasil é o país mais homofóbico do mundo, não é oficial. Infelizmente, no Brasil, não temos essa estatística oficial, pois a homofobia não é crime em terrotório nacional, só em alguns estados.

Governo federal lança campanha contra a transfobia Resposta


Para comemorar o Dia Nacional da Visibilidade Travesti e Transexual, 29 de janeiro, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais  produziu uma série de materiais que seguem a mesma identidade visual da campanha lançada em 2010 fruto de uma oficina de criação que travestis de todo o país participaram. O foco do material é sensibilizar a população contra o preconceito.

Com o slogan “Sou travesti. Tenho direito de ser quem eu sou”, a proposta é promover a inserção social e a imagem positiva das travestis, além de disseminar o conhecimento sobre as formas de prevenção a aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, além do o combate à violência e à discriminação.

Torcida organizada do Palmeiras pode ser multada por homofobia Resposta


A Mancha Alviverde, torcida do Palmeiras, pode ser multada em até R$ 55 mil por ter exibido no início do mês uma faixa com os dizeres “A homofobia veste verde”, conforme mostramos aqui no blog. Era um protesto contra a eventual contratação do volante Richarlyson pela equipe. A Secretaria Estadual da Justiça abriu processo contra a uniformizada para apurar crime de discriminação.

Rio de Janeiro: delegacias incluem nome social de travestis e transexuais em ocorrências Resposta

Delegada Marta Rocha

A chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegada Martha Rocha, vai anunciar hoje a inclusão do nome social de travestis e transexuais nos registros de ocorrência das delegacias. A ação, que integra conjunto de medidas do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, proporcionará a composição de dados oficiais sobre homicídios e outros crimes praticados contra transgêneros – população que mais sofre com a discriminação.
 

Atividades também serão realizadas em todo o Estado do Rio para celebrar o Dia Nacional da Visibilidade Trans (29/01), uma das datas mais importantes da comunidade LGBT. A Superintendência de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e ONGs realizarão atividades para celebrar a data, como seminários, jornadas, exibição de filmes e espetáculos.
 


 Estado reconhece outros direitos de travestis e transexuais
 

Em 8 de julho de 2011, o governador Sérgio Cabral assinou o Decreto 43.065, que dispõe sobre o direito ao uso do nome social por travestis e transexuais na administração direta e indireta do Estado do Rio de Janeiro. Um dos destaques da justificativa para o decreto foi que as políticas governamentais devem se orientar na promoção de políticas públicas e valores de respeito à paz, à diversidade e a não-discriminação por identidade de gênero e orientação sexual.

*Com informações do jornal O Dia

Ministério Público Federal instaura inquérito para apurar suposta homofobia em texto de Boletim Universitário em Londrina Resposta

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil público para apurar eventual ocorrência de manifestação homofóbica por meio da matéria “Vocação do Estado de Vida”, veiculada no periódico “Boletim Universitário” nº7, de setembro de 2011. O material que circulou pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) gerou protestos de alunos, que criticaram algumas frases apresentadas no texto. O informativo colocava a orientação sexual como “anormalidade” e “doença”.
Segundo a publicação da Portaria nº 136, de 20 de janeiro de 2012, publicada nesta sexta-feira (27), o caso está sob responsabilidade do procurador da República no município de Londrina, João Akira Omoto. O procedimento foi instaurado após a promotoria receber representação escrita, formulada com apoio de diversas entidades civis.
A abertura da investigação levou em consideração diversos fatores, como a dignidade da pessoa humana, sendo um dos fundamentos da República Federativa do Brasil e tendo em vista que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, sendo assim inviolável o direito de liberdade decrença.
O documento ainda coloca como exemplo a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, que entende que toda pessoa tem direito à liberdade de consciência e de religião sendo que a liberdade de manifestar a própria religião e as próprias crenças “está sujeita unicamente às limitações prescritas pela lei e que sejam necessárias para proteger a segurança, a ordem, a saúde ou a moral públicas ou os direitos e as liberdades das demais pessoas”.
Já foram dados três encaminhamentos relativos ao processo, dois para a Arquidiocese de Londrina, em nome do arcebispo Dom Orlando Brandes e do padre César Braga de Paula. O promotor quer que seja esclarecido o tipo de colaboração da entidade à publicação do periódico.
Além disso, foram requisitadas informações sobre a autoria do texto, responsabilidade editorial e os responsáveis financeiros e, no caso da gráfica, a apresentação de cópia respectiva fatura.
Omoto ainda pediu à diretora geral da Rádio FM UEL, Neusa Maria Amaral, o envio de cópia da entrevista efetuada com o Padre Antonio Caliciotti, ocorrida no dia 22 de setembro do ano passado, a respeito da repercussão da matéria.
A autora do texto apontada pelo MPF homófobico, Mercedes dos Santos Rosa e o padre Antonio Caliciotti teriam escrito a matéria e ao serem procurados pela Pastoral Universitária de Londrina reafirmaram o conteúdo e defenderam o direito de se expressar

Informações: O Diário

Revisão do Código Penal será discutida pelo Congresso em 2012 Resposta

A revisão do Código Penal vai ser tema de discussão no Congresso Nacional em 2012. Na Câmara, a Subcomissão Especial de Crimes e Penas vai elaborar um projeto de lei com alterações nos pontos de consenso entre os deputados. Já no Senado, uma comissão especial se dedica a temas polêmicos, como tipificação do crime de terrorismo e dos crimes cibernéticos, redução de penas para eutanásia e criminalização da homofobia.

Para o relator da Subcomissão Especial de Crimes e Penas, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), os temas em debate no Senado precisam ser tratados, mas a estratégia da Câmara será ajustar primeiro os pontos sem divergência, para gerar resultados imediatos no combate à impunidade e melhoria da eficiência da Justiça.

“Toda vez que uma reforma dessa amplitude entra em questões polêmicas, as questões polêmicas impedem que a reforma avance. Por causa de 3, 4 ou 5 pontos, outros 70 ou 80 pontos deixam de ser apreciados. É por essa razão que estamos optando por fazer uma reforma pé no chão, feijão com arroz, mas que vai mudar muito a vida de quem depende da justiça penal brasileira”, diz o deputado.
Segundo Molon, o relatório da subcomissão será apresentado no fim de fevereiro, na forma de um projeto de lei que corrija distorções de penas e enfatize o uso de punições alternativas. O passo seguinte será a criação de uma comissão especial para análise do projeto.

A Subcomissão Especial de Crimes e Penas é vinculada à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara. Instalada em agosto de 2011, a subcomissão já realizou cinco seminários temáticos em diversas cidades, para discutir os problemas da legislação penal.

Penas alternativas

O presidente da Frente Parlamentar Mista para Aperfeiçoamento da Justiça Brasileira, deputado Wellington Fagundes (PR-MT), afirma que, além de tornar a Justiça mais eficiente e rápida, a reforma do código precisa ser criativa para melhorar a relação entre a pena e o crime.

“Precisamos criar penas que possam reeducar o cidadão. Que tal fazer uma ‘pena moral’ para crimes de trânsito?’, questiona o deputado. “O cidadão vai ter que dar, por exemplo, uma aula onde o filho dele estuda, se penitenciar e dizer que cometeu um crime.”

O Código Penal em vigor foi instituído em 1940 (Decreto-Lei 2.848/40). Desde então, o País ganhou mais de uma centena de leis penais especiais para tratar de novos delitos. Segundo o jurista Antonio Nabor Areias Bulhões, isso tornou o sistema penal injusto, desorganizado e ultrapassado. Para Bulhões, é necessária uma revisão completa do Código Penal, com a incorporação e harmonização das leis especiais com o código e a rediscussão de conceitos fundamentais, como crime, dolo e culpa.

Reportagem – Verônica Lima/Rádio Câmara
Edição – Pierre Triboli



Bauru: homem sofre agressão homofóbica Resposta

“Cala a boca seu viadinho e vai procurar seu marido.” Foi com essas palavras que começou um breve desentendimento, na manhã de ontem, entre dois clientes que aguardavam pelo atendimento em um dos caixas de supermercado localizado na área central de Bauru (SP).
O caso ganhou contornos ainda mais delicados porque além da ofensa verbal, a vítima relata que foi agredida pelo outro comprador, por ser homossexual. “Eu já estava passando minha compra no caixa quando este senhor chegou e começou a retirar meus produtos. Eu reclamei, e disse que ele não tinha o direito de mexer no que eu estava pagando”, relata.
“Depois, ele me ofendeu por causa da minha orientação sexual e, na sequência, deu um tapa que acabou cortando o meu lábio”, lembra C. H. M., 28 anos. Segundo o registro policial elaborado para essa ocorrência, o agressor seria um senhor, aparentando ter cerca de 50 anos, e teria tentado atingir C. outras vezes.
No final da noite de ontem, quando o Jornal da Cidade conversou com a vítima foi possível notar que além de assustado, o rapaz agredido continuava indignado por nenhuma outra pessoa que estava dentro da loja tentar ajudá-lo. Outra informação relatada no boletim pelo rapaz diz que quando um homem que teria se identificado como segurança do mercado interviu, ele é quem teria sido posto para fora do estabelecimento.
“O senhor continuou, de dentro da loja, me ameaçando, dizendo que depois iria me achar e que eu estava f*****. A polícia só foi chamada minutos depois, quando o gerente chegou ao local”, queixa-se. “Na verdade, quem acabou me socorrendo foi o meu companheiro, que foi avisado por um conhecido sobre o que estava acontecendo”, completa C.
Antes de encerrar seu relato, a vítima ainda fez outra reclamação em relação à conduta adotada pelo estabelecimento durante o caso.
“Entre a ligação e a chegada da Polícia Militar (PM), eu fiquei o tempo todo parado na porta e o senhor não saiu da loja. No entanto, quando eu passei as características dele para a PM, ninguém parecido foi encontrado. Onde que ele foi parar? Ninguém explica como ele deixou o local”, cobra, ainda fragilizado pela hostilidade do agressor.
Câmeras
Um detalhe que pode ser fundamental para a polícia conseguir esclarecer este caso e determinar, de fato, como tudo aconteceu, são as imagens registradas pelo circuito interno de câmeras do local.
“O mercado têm câmeras, mas precisa checar se esse fato foi captado”, informou um funcionário do supermercado.
Essa foi, no entanto, a única informação que o estabelecimento prestou ao JC. Segundo a gerência, os advogados da empresa teriam orientado para que nenhum pronunciamento sobre o caso fosse feito.
ABD defende leis mais rígidas
O coordenador da Associação Bauru pela Diversidade (ABD), Rick Ferreira, ressalta que a entidade acompanhará de perto o andamento do caso. “Se for necessário, nossos advogados vão utilizar as disposições da Lei Estadual 10.948/01, que define penalidades tanto para pessoas jurídicas, quanto para pessoas físicas em virtude da prática de discriminação em razão de orientação sexual”, salienta.
“Não adianta os direitos da comunidade gay aumentarem, se as leis para punir quem prática crime contra os homossexuais também não for mais rígida e punir, de fato”, defende o presidente da ABD, Marquinhos Souza. “Por isso, em 2012 – inclusive na Parada da Diversidade, vamos lutar pela aprovação do PLC 122 ( que aborda variadas manifestações que podem constituir homofobia)”, finaliza.

BA registra 6 mortes ligadas à homofobia em 2012, diz entidade Resposta

A associação GGB (Grupo Gay da Bahia) divulgou nota afirmando que seis homossexuais já foram assassinados na Bahia neste ano em crimes relacionados à homofobia.
De acordo com a entidade, o Estado é, há seis anos consecutivos, campeão de crimes homofóbicos.
Das seis mortes registradas em 2012, quatro foram em Salvador e as outras duas, no interior baiano. Na capital, foram assassinados duas lésbicas, um travesti e um gay. Os dois crimes mais recentes ocorreram na última quinta-feira (19), no interior. 

No município de Barreiras (848 km de Salvador), um gay de 37 anos foi apedrejado, assassinado e teve seu corpo jogado em um rio.
E em Itororó (sul da Bahia, a 550 km da capital), um gay de 19 anos foi morto a tiros na porta de sua casa.
Na nota, o GGB afirma que a impunidade é um incentivo ao aumento da violência contra os homossexuais.
“A comunidade homossexual, que representa 10% de nossa população, está em pânico e não suporta mais o clima de insegurança”, diz, na nota, o antropólogo Luiz Mott, fundador do grupo.
A entidade pede “ações radicais de controle da homofobia” e ameaça denunciar o governo baiano à OEA (Organização dos Estados Americanos) caso não haja iniciativas para melhorar o quadro.

Informações: Gazetaweb

Alagoas: apenas cinco, dos 19 crimes contra LGBTs foram eluciados em 2011 Resposta

Luiz Mott, de blusa quadriculada

O sociólogo Luiz Mott esteve em Alagoas para discutir o elevado índice de homicídios cometidos contra gays no estado e enfatizar a importância de políticas públicas que possam prevenir e até erradicar os crimes de natureza homofóbica, a exemplo de alguns países europeus. Em parceria com o Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Mott fez uma retrospectiva de sua militância e se reuniu com a secretária da Mulher, Kátia Born, e o secretário da Defesa Social, Dário César.
Para o sociólogo, Alagoas tem avançado no quesito implementação de políticas públicas, contudo, as mesmas não têm sido suficientes para diminuir os assassinatos. Mott diz ainda que os índices não são elevados apenas em Alagoas, ele relata que dos 26 assassinatos contra homossexuais registrados no Brasil desde o começo deste ano, seis ocorreram na Bahia. O que preocupa o sociólogo no caso de Alagoas é a proporcionalidade. “Num país onde são cometidos crimes contra homossexuais em plena Avenida Paulista, a mais movimenta do Brasil, imagine o que pode acontecer em cidades do interior, principalmente no Nordeste, onde o machismo é mais acentuado. Um estado pequeno como Alagoas registrar 19 crimes somente o ano passado, é um índice realmente muito alto”, comentou Mott.
Ainda de acordo com Mott, o tratamento contra a homofobia deve ser impactante. “A presidente Dilma deveria fazer um pronunciamento oficial sobre este assunto”, disse.
Representando o município, Marcelo Nascimento também convocou o governo federal para intervir na causa. Na visão de Marcelo é preciso um compromisso entre as três esferas do poder. “Já obtivemos avanços importantes no governo Lula, como a primeira conferência gay do mundo, mas é preciso um comprometimento dos governos estaduais e municipais em efetivar as políticas públicas assumidas pelo governo federal. O não cumprimento pode ser caracterizado como homofobia constitucionalizada”, declarou Nascimento. Marcelo lembrou ainda da criação do Plano Municipal da Cidadania LGBT que deverá ser entregue ainda este ano deverá ajudar a diminuir os índices e fortalecer a categoria.
O presidente do GGAL em Alagoas, Nildo Correia, apresentou alguns dados sobre a violência contra grupos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). Segundo Correia, dos 19 casos ocorridos no ano passado, apenas cinco foram elucidados, todos réus confessos. Os outros dois casos contra travestis ocorridos já neste ano de 2012 também continuam sem elucidação.
Na ocasião também foi distribuída uma cartilha de prevenção. Sob o título “Gay vivo não dorme com o inimigo”, a cartilha traz dez dicas para que homossexuais possam se prevenir da violência. Segundo o representante do governo, Dino Alves, a Secretaria da Mulher deverá atualizar e produzir novas cartilhas para a distribuição junto à sociedade. Dino lembrou ainda que a exemplo do município, o governo também adotou a criação do núcleo de diversidade social nas escolas.
Por fim, Mott parabenizou a Corregedoria de Justiça de Alagoas pela portaria que obriga os cartórios a reconhecer o casamento de pessoas do mesmo sexo. “Já enviei uma cópia para a corregedoria da Bahia e meu objetivo é disseminar o mesmo em todo o Brasil”, concluiu Mott.

Justiça absolve militar gay por acusação de injúria Resposta

Fernando e Laci

A Justiça Militar absolveu nesta segunda-feira (23) o sargento Laci Araújo, que ficou conhecido por assumir uma relação homossexual em 2008, num processo em que era acusado de injúria. A decisão, tomada por unanimidade pelos cinco juízes da Auditoria Militar de Brasília (espécie de 1ª instância da Justiça Militar), considerou que não havia provas suficientes para a condenação.
O militar foi denunciado em 2010 pelo Ministério Público Militar por conta de declarações que teria feito contra uma procuradora militar no momento em que foi preso por deserção, em 2008. Na época, teria acusado a procuradora de atos de improbidade administrativa.


Na decisão desta segunda, os juízes consideraram que Laci não teve a intenção de ferir a dignidade da procuradora e que as declarações foram feitas num momento de estresse. Médicos atestaram no processo que Laci sofre de “transtorno de ajustamento”, quando há mudanças repentinas de comportamento em situações assim.
Cabe recurso da decisão, mas no próprio julgamento, o Ministério Público Militar, que havia apresentado a acusação, se manifestou a favor da absolvição. Na Justiça, o sargento Laci já havia sido condenado, em 2009, pelo Superior Tribunal Militar por deserção. A pena, de quatro meses de prisão, não foi cumprida após ele receber um indulto de Natal em 2008.
Ainda tramita na Justiça Militar, no entanto, outro processo em que Laci foi condenado, na primeira instância, por calúnia e desacato a superior. A acusação é de que teria mentido ao dizer que foi torturado em 2008 após sua prisão. O sargento recorre em liberdade.

Na semana passada o SBT Brasil mostrou com exclusividade uma reportagem onde os sargentos Laci e Fernando de Alcântara acusam o general Adhemar da Costa Machado Filho de homofobia.

Com informações do G1 e do SBT Brasil

Pela primeira vez Richarlyson se posiciona contra a homofobia 2



Depois de ver a torcida organizada Mancha Alviverde, do Palmeiras, fazer uma faixa onde se lia “A homofobia veste verde”, o volante do Atlético Mineiro, Richarlyson, pediu mais tolerância na sociedade brasileira e disse que é preciso que as pessoas respeitem as outras “independente da opção sexual, do credo, da religião”.
A faixa foi feita quando o jogador negociava uma possível ida para o Palmeiras, contra a vontade da torcida – que acredita que Richarlyson é homossexual.
Durante uma entrevista, Richarlyson, declarou: “queira ou não aceitar o Richarlyson, não estou nem aí, sou bem aceito no Atlético e agradeço”. O jogador disse ainda que “é engraçado, ninguém contesta outras coisas que não tem o nome do Richarlyson, mas estou acostumado. Importante é que a minha família, pessoas do clube gostam de mim como eu sou, vamos parar com isso”.
Richarlyson pediu mais tolerância entre as pessoas e que elas se preocupem menos com a vida pessoal umas das outras.

Finalmente o jogador se posicionou contra a homofobia. Belas palavras do jogador, mas sabemos que a realidade é outra. Se ele deixasse claro qual é a sua orientação sexual, esse ti-ti-ti a respeito do assunto não teria mais o menor sentindo. Claro que Richarlyson pode não revelar qual é a orientação dele, mas isso só fomenta especulações.

Sobre a faixa, a torcida organizada Mancha Alviverde, responsável por ela, deveria ser punida. Homofobia é crime no estado de São Paulo!


Com informações da Cena G

Igreja Batista da Graça desmente demissão de pastor que apoiava jovem gay Resposta

Em nota a denominação diz que o pastor não se comportava de acordo com a função e ofendia os membros do conselho

    A Igreja Batista da Graça de Vitória, Espírito Santo, enviou uma nota desmentindo as acusações do pastor Sérgio Emílio Santos que teria dito aos meios de comunicação e também na delegacia que sua demissão aconteceu porque ele apoiava um jovem gay que frequentava a igreja.
    Pela notificação enviada, os motivos que fizeram com o que o pastor fosse exonerado não tinham ligação com o garoto menor de idade e nem com a sua família conforme foi informado, mas por razões internas que fizeram com que Meira Santos fosse retirado do cargo que ocupou durante um ano e cinco meses.

    “A decisão da Igreja foi baseada na postura inadequada de Sérgio Emílio Meira Santos, ao se comportar de forma incompatível para o cargo, com absenteísmo frequente e ofensas a membros do Conselho de Administração e da Igreja,” diz trecho da carta.
    Na delegacia Meira Santos denunciou o caso como homofobia dizendo que o Conselho teria condenado o fato dele ter colocado o jovem homossexual de 16 anos como tecladista do grupo de louvor. “Desesperado ato de vingança criou a mentira talvez mais grave da sua vida, ao acusar a Igreja Batista da Graça de discriminar, devido à sua preferência sexual, um menor que frequenta a igreja juntamente com seus pais, embora nenhum deles seja membro da mesma”, desmente a nota.
    Leia na íntegra a explicação da Igreja Batista da Graça:
    CARTA ABERTA À POPULAÇÃO
    A Igreja Batista da Graça lamenta informar:
    1. O Sr. Sergio Emílio Meira Santos, foi Pastor Interino da Igreja Batista da Graça, pelo período de julho de 2010 a dezembro de 2011, nomeado pelo Conselho de Administração, o qual em dezembro de 2011 deliberou por não renovar a interinidade a partir de 1º de janeiro de 2012.
    2. A decisão da Igreja foi baseada na postura inadequada de Sérgio Emílio Meira Santos, ao se comportar de forma incompatível para o cargo, com absenteísmo frequente e ofensas a membros do Conselho de Administração e da Igreja, chegando a afirmar publicamente: “vocês estão lidando com a pior pessoa do mundo”.
    3. Após ser formalmente comunicado da sua exoneração por carta, devido se negar a receber o Conselho, alegando não ter tempo na primeira semana de janeiro, Sérgio Emílio Meira Santos, já como ex-Pastor, no dia 03 de janeiro de 2012, invadiu o templo da Igreja Batista da Graça às 04 horas da manhã, subtraindo alguns dos bens de maior valor da Igreja (guitarra, computador, impressora e veículo Kombi), os quais só foram devolvidos por determinação do Sr. Delegado de Polícia de Repressão a Furtos e Roubos, que ordenou a devolução no prazo de 24 horas, durante audiência para a qual Sérgio Emílio Meira Santos foi intimado por aquela Autoridade Policial.
    4. Após esta sequência de fatos lamentáveis, Sérgio Emílio Meira Santos, em desesperado ato de vingança criou a mentira talvez mais grave da sua vida, ao acusar a Igreja Batista da Graça de discriminar, devido à sua preferência sexual, um menor que frequenta a igreja juntamente com seus pais, embora nenhum deles seja membro da mesma, mas continuam benvindos e dignos de respeito.
    5. Esta acusação leviana e mentirosa tem o propósito ardiloso de desviar a atenção da população, da imprensa e das autoridades policiais da péssima conduta de Sérgio Emílio Meira Santos. 6. A Igreja Batista da Graça desafia publicamente a Sérgio Emílio Meira Santos a provar suas torpes acusações.
    7. A Igreja Batista da Graça dispõe e disponibiliza farta documentação, tais como, atas registradas em cartório, relatório da empresa de segurança com detalhe de data e horário da invasão da Igreja, boletim de ocorrência policial e assinatura da maioria dos membros da Igreja Batista da Graça assumindo as decisões tomadas. Tais documentos são capazes de contestar as calúnias e comprovar a delinquência, as falácias e as mentiras de Sérgio Emílio Meira Santos.
    Vitória da Conquista, Ba., 16 de janeiro de 2012
    Com informações Blog do Marcelo e do Gospel Prime

    Big Brother Brasil: cadê os gays e as lésbicas? Resposta

    Praticamente na véspera da estreia da 12ª edição do reality (?) show “Big Brother Brasil”, o diretor José Bonifácil Brasil de Oliveira, vulgo Boninho, afirmou em seu twitter que a casa teria quatro gays e duas lésbicas. Parece que Boninho quis polemizar para conquistar audiência (leia aqui).

    O que se viu até agora foram duas bissexuais (uma eliminada na primeira semana) e um gay. Apenas isso. O blog noticiou o que Boninho afirmou. Mas aqui a gente respeita os nossos leitores, por isso estamos desmentindo a primeira notícia dada por Boninho. O BBB12, tirando um suposto estupro veiculado como uma história de amor, é mais do mesmo. Sem novidade.

    Ativistas pedem intervenção internacional contra homofobia no Sul do estado do Rio de Janeiro Resposta



    Crimes motivados por homofobia se transformaram num pesadelo no Sul Fluminense, região do estado do Rio de Janeiro onde mais ocorre esse tipo de violência. Em menos de um ano, seis assassinatos foram relacionados à orientação sexual das vítimas em Barra Mansa, Volta Redonda, Barra do Piraí e Resende. Três suspeitos foram presos. O assunto será denunciado à Anistia Internacional (AI) e ao Conselho de Direitos Humanos das Organizações das Nações Unidas (ONU) pelo Fórum Regional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) do Sul do estado.

    “A situação exige intervenção internacional. A homofobia por aqui virou epidemia”, alerta o presidente do fórum, Rogério Santos. Um dos casos que causaram comoção foi a morte do atendente Marcelo Antônio Lino, 38, em Volta Redonda, em 7 de outubro. Preso uma semana após estrangular Marcelo com a corrente de seu cachorro, o pedreiro Albert Kroll Kardec de Souza, 22, declarou a jornalistas: “Matei porque não gosto de gays”.

    A polícia descobriu que Kardec é suspeito de matar outros dois homossexuais em Minas Gerais. O delegado Antônio Furtado, da 93ª DP (Volta Redonda), o definiu como um ‘possível serial killer de gays’. “Não entendemos o motivo de tanto ódio. Ele (Kardec) nem conhecia o meu irmão, que era pacífico, ia sempre à missa e nunca se envolveu com brigas ou drogas”, desabafa Débora Lino,35.

    Na madrugada do dia 7 de outubro, conforme vídeos obtidos pela 93ª DP, Marcelo deixou uma boate no Centro da cidade sozinho. No caminho para casa, foi acompanhado por Kardec, que passeava com um cão. No bairro Colina, o pedreiro arrastou o atendente para um matagal e o enforcou com a corrente do animal. Na reconstituição do crime, Kardec deixou policiais e jornalistas perplexos. Ao ser perguntado por que tinha escolhido aquele local, respondeu sorrindo: “É tranquilo. Dava para matar mais uns 50”.

    Ataques semelhantes a de skinheads

    Os ataques a homossexuais no Sul do estado são semelhantes aos praticados pelos skinheads paulistas (avessos a gays). “A diferença é que aqui os agressores não raspam a cabeça e não agem em bandos”, diz o delegado Antônio Furtado.

    Há dois meses, a equipe dele comandou também a prisão de um mecânico suspeito de matar o comerciante Rodrigo Paiva, 26 anos, em 18 de novembro. O suposto mandante é outro mecânico, que alegou em depoimento, antes de ser considerado foragido, que era assediado por Paiva.

    Preso em setembro, em Barra Mansa, o pedreiro Fernando de Brito, 35 anos, causou surpresa ao revelar o que o motivou a assassinar a pauladas o travesti Jonatas Ferreira, 23, em maio: “Deteste gay. Saí com ele com o objetivo de matá-lo”.

    Em Barra do Piraí, por ter se declarado gay, H., 27, (família pediu sigilo) foi morto em novembro e jogado em lixeira. Em Resende, mortes de dois homossexuais correm em segredo de Justiça.

    Medo limita queixas na DP

    Para o delegado adjunto da 90ª DP (Barra Mansa), Michel Floroschk, a violência contra homossexuais na região é grave. Mas, segundo ele, de cada 10 registros feitos por gays nas delegacias da região, só dois relacionam a agressão à homofobia.

    “O princípio da dignidade da pessoa humana é assegurada pela Constituição, mas o medo de denunciar companheiros violentos ou outros tipos de agressores ainda impera”, adverte Floroschk, que levou o pedreiro Fernando de Brito à prisão.

    Ameaçado de morte, o auxiliar de escritório Y., de 24 anos, registrou queixa na 93ª DP (Volta Redonda) duas vezes. “Eu tinha saído de um bar e um jovem quebrou o meu nariz com um soco”, lembra ele. O agressor já foi identificado pela polícia.

    *Com informações do jornal O Dia

    Casal gay é destaque em outdoor do plano familiar da Unimed Blumenal 1


    A foto acima foi compartilhada por milhares de pessoas como sendo da Unimed do Rio Grande do Sul, mas na realidade é da Unimed de Blumenal, no estado de Santa Catarina. É a propaganda do plano de saúde. O que dispertou o interesse foi a veiculação na região de um outdoor expondo um casal gay abraçado e com a seguinte frase: “De um jeito ou de outro, todo mundo precisa. Plano Familiar Unimed para todo o tipo de família.”

    Segundo o superintendente da Unimed Blumenal, Dr. Jauro Soares, as primeiras peças da campanha iniciaram a veiculação no dia 15 de junho e é composta de material para a mídia impressa (jornais e revistas), mídia eletrônica (TV e rádio), mídia digital (internet) e exterior (outdoor, busdoor e front-light).

    O presidente da Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, manifestou apoio à campanha: “Quando confirmado, fiquei extremamente feliz e contemplado pela publicidade. Senti-me cidadão, disse o especialista em sexualidade humana, Toni Reis que recebeu uma foto do outdoor pelo e-mail.

    O presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT), Reinaldo Damião, disse que não se trata de uma iniciativa pioneira, uma vez que outras campanhas publicitárias já abordaram a questão da homossexualidade. Segundo ele, o fato novo nessa campanha é que o outdoor retrata pessoas do mesmo sexo, fazendo uma menção explicita ao fato de serem um casal. Até então esse tipo de visibilidade era dirigida para o público gay e em meios de comunicação GLBT: “Embora não seja pioneira, vale ressaltar a coragem da empresa Unimed em assumir publicamente seu desejo de atender também a comunidade homossexual”. Toni Reis destacou que “a mídia brasileira é hetero-normativa e a propaganda sempre mostra um casal de homem com mulher, e não homem com homem, ou mulher com mulher”.

    
A idéia para a campanha surgiu a partir das últimas pesquisas do IBGE que indicaram diversas mudanças no perfil dos casais, sendo uma delas, o reconhecimento dos parceiros homoafetivos. De acordo com Soares, “a intenção do marketing foi fazer uma campanha ampla, para todo tipo (novo) de família, incluindo homossexuais. A abordagem da campanha foi amplamente aprovada pela classe médica dirigente da cooperativa”. 

    
O representante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids (RNP+) do Estado de São Paulo, Lucas Soler, disse que “quebrar o preconceito é muito complicado e não será um outdoor apenas que fará isso, mas sim, uma ação conjunta de toda a sociedade que, unida neste sentido, poderá iniciar um processo de crescimento e orientação para todas as gerações a fim de possibilitar uma maior orientação sobre a diversidade existente”. 

    Para o superintendente do plano de saúde, Jauro Soares, a campanha “provoca reflexões em relação aos modelos e conceitos de família nos dias atuais e remete a discussão de preconceitos contra os homossexuais em nossa sociedade”. Ele acredita também que a campanha joga luz sobre o debate atual da união civil entre homossexuais e seus reflexos em nosso país. 

    Apesar de a união civil de homossexuais ainda não ser reconhecida pela legislação brasileira, a Unimed tem aceito sem restrições a inclusão em plano de saúde familiares de casais homoafetivos. Segundo o superintendente da Unimed Blumenau, é solicitado um documento (declaração de convivência) feito em cartório e que serve como comprovante para aceitar o companheira/companheiro como dependente. “Legalmente tem-se como base a decisão confirmada pela 6ª turma do TRF da 4ª Região, no dia 27 de julho deste ano. Por unanimidade a sentença obriga ao INSS a considerar os companheiros homoafetivos, como dependentes preferenciais dos segurados de Regime Geral da Previdência Social. Esta sentença ratifica decisão original de primeira instância proferida em final de 2001. A decisão é válida para todo território nacional”, esclareceu Soares.

    *Com informações do Ministério da Saúde

    Cura da Aids está mais próxima, dizem cientistas Resposta

    HIV, causador da Aids, já é o vírus mais conhecido pelos cientistas




    São Paulo — O HIV é o vírus mais conhecido pela ciência, como resultado de grandes investimentos em pesquisa nas últimas décadas. Os inúmeros avanços conquistados modificaram muito, para melhor, a realidade dos portadores do vírus. Mas ainda há um longo caminho pela frente para que se possa controlar a epidemia de HIV-Aids.

    A conclusão é de Esper Kallás, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) que organizou, na semana passada, em São Paulo, o 6º Curso Avançado de Patogênese do HIV, no qual foram discutidos temas como tratamento, desenvolvimento de vacinas e epidemiologia do vírus.

    O curso, que trouxe ao Brasil 30 dos principais especialistas em HIV de todo o mundo, integrou as atividades do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Investigação em Imunologia (INCT-iii), cuja área de HIV-Aids é coordenada por Kallás.

    O Programa INCT foi lançado em dezembro de 2008 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com recursos obtidos em parceria com as fundações de amparo à pesquisa estaduais. A Fapesp financia 50% dos valores destinados aos institutos sediados no Estado de São Paulo.

    Três desafios

    Segundo Kallás, as apresentações dos especialistas durante o curso mostraram que as descobertas relacionadas a vários aspectos do vírus e da Aids não cessaram nos últimos anos – e melhoraram efetivamente a vida dos pacientes –, mas ainda é preciso avançar.

    “Os avanços que tivemos desde a identificação da síndrome da Aids até hoje foram imensos. Mas ainda temos três grandes desafios pela frente. O primeiro é desenvolver uma vacina protetora. O segundo, compreender o mecanismo de degeneração e combater o envelhecimento dos portadores. O terceiro é descobrir como curar o indivíduo. Quando cumprirmos esses três objetivos, poderemos controlar ou eliminar a epidemia”, disse ele.

    De acordo com Esper Kallás, os investimentos na pesquisa sobre o HIV, que sempre foram consideráveis, precisam permanecer no mesmo patamar para que seja possível chegar a esses objetivos.

    “O HIV é seguramente o vírus que mais conhecemos hoje em dia e para o qual nós mais tivemos investimentos em pesquisa. Mas é preciso dar continuidade a isso. É importante observar, no entanto, que os recursos investidos na pesquisa sobre Aids não ficam restritos a essa área, mas acabam se replicando para várias outras. Não podemos esquecer que esse tipo de investimento é feito principalmente a longo prazo, na formação de recursos humanos, na disseminação de conhecimento e na capacitação de grupos de pesquisa”, destacou.

    A situação dos pacientes atualmente, em comparação com a do início da epidemia na década de 1980, é bastante diferente, segundo Kallás. Mas isso não significa que a doença possa ser encarada com indiferença.

    “Naquela época, ser portador da doença tinha um significado ainda mais dramático. Hoje é diferente, mas a doença não pode ser ignorada. Ela ainda tem um impacto muito grande, em termos de saúde pública, de saúde individual e até mesmo no que diz respeito ao custo financeiro. A condição do doente melhorou muito em relação ao que era antes, mas ainda temos muito o que fazer”, afirmou.

    Vacinas experimentais

    Durante o curso, uma revisão do tema da patogênese do HIV foi apresentada aos estudantes, médicos e outros profissionais participantes. Mas o aspecto principal do curso consistiu em estreitar o contato com os dados recentes das pesquisas realizadas pelos cientistas que apresentaram conferências.

    “Tivemos a oportunidade de ver o que está na fronteira do conhecimento da patogenia do HIV tanto em relação à transmissão, como à prevenção, à resposta imune, à virologia e ao tratamento da infecção”, disse Kallás.

    Todas essas áreas apresentaram avanços recentes de grande importância. “Na questão da prevenção, por exemplo, tivemos aqui a apresentação dos dados mais recentes relacionados à profilaxia da pré-exposição ao vírus. Na parte de imunologia, tivemos a identificação de novas subpopulações celulares envolvidas na resposta imune”, afirmou.

    Degeneração
    Já na área de reconhecimento dos aspectos biodegenerativos da infecção pelo HIV, o curso proporcionou discussões sobre senescência celular e marcadores de ativação. Na parte de virologia, foi apresentada a identificação de novos alvos para a ação antirretroviral e mecanismos de defesa celular.

    “Tivemos também a discussão de novos dados de diversidade genética do HIV e novos dados de distribuição e transmissão de HIV no Brasil e no mundo. No que se refere ao tratamento, discutimos as novidades de desenvolvimento de novas drogas e debatemos situações especiais como a infecção aguda, ou pessoas que não respondem com a elevação de linfócitos TCD4. O curso teve ainda extensas discussões sobre a questão da resistência”, disse Kallás.

    Na área de vacinas, foram apresentados resultados recentes de diversos grupos com vacinas experimentais candidatas para combater a transmissão do HIV. Foram debatidos alguns dos principais gargalos para o avanço científico em imunologia.

    “Um dos gargalos é que ainda não temos um marcador de proteção bem definido. Não conseguimos dizer com precisão, com base em um teste específico, se uma pessoa vai ficar protegida ou não. Em segundo lugar, o vírus é muito diverso, muda muito de pessoa para pessoa e até mesmo dentro de um mesmo indivíduo ele possui uma grande diversidade. Uma vacina tem dificuldade de identificar e reconhecer essas variações virais”, disse.

    Outro gargalo, ainda segundo Kallás, é que não se sabe exatamente qual é a região do vírus e o tipo de resposta que consegue de fato gerar proteção. “Há várias tentativas, sabemos algumas dessas coisas, mas não sabemos ainda com certeza essa definição. Tivemos avanços que foram apresentados e que permitem entender alguns desses problemas, mas ainda temos um longo caminho pela frente”, disse. 

    Fonte: Agência Fapesp

    Ney Matogrosso detona Lady Gaga, Madonna e critica os gays brasileiros 2



    O cantor Ney Matogrosso, em entrevista à jornalsita Marília Gabriela, exibida no dia 15 de janeiro, no GNT, disse detestar a cantora Lady Gaga, criticou Madonna e fez duras críticas aos gays brasileiros.

    Quando perguntado sobre a diva Lady Gaga, Ney foi direto: “Não, eu não gosto dela.” “Por quê?”, perguntou Marília Gabriela. “Eu acho que ela é uma imitação da Madonna. Chata.” “Ela tem voz melhor do que a Madonna”, interfere Marília Gabriela. Ney responde: “Sim, canta melhor que Madonna, mas é uma cópia. Eu só me interesso por gente original. Sabe, então eu não acho ela original, eu acho ela over.” “As roupas…”, interfere Marília Gabriela, mais uma vez. “Não, não, a roupa é até interessante, mas o que me incomoda são essas pessoas que trazem para a vida delas o personagem. E elas são personagem na vida. Isso eu não gosto. Eu acho chato. Acho desnecessário. Eu não gosto dela”, sentencia Ney.

    Sobre  outra diva, Madonna, Ney também não poupou críticas: “Já a Madonna eu também fazia restrições. Quando eu vi a Madonna cantando ao vivo pela primeira vez, eu tive uma decepção, que foi numa entrega de um Oscar, que ela não segurou, sabe? Eu disse: ‘ué, mas então é tudo truque, é tudo estúdio.’”

    No final do programa, quando a jornalista pede para o convidado dizer uma frase, Ney Matogrosso, que parece ser uma voz solitária no meio artístico brasileiro, fala com sabedoria: “Eu acho que os gays no Brasil tinham que ter um pouquinho mais de consciência do seu significado como grupo e não ficar subindo em caminhões nas paradas gays e ficar se beijando. Quatro milhões se juntando podem eleger o presidente da República”.

    Quem dera se alguns artistas gays, só alguns, nem precisavam todos, tivessem a lucidez e a sabedoria do Ney Matogrosso!

    Pernambuco: Jovens de 14 anos mataram homem gay a pedradas Resposta

    Um grupo de jovens menores de idade assassinou um homem gay, na última quarta-feira (11/01) no interior de Pernambuco. A cidade de Afogados da Ingazeira ficou apavorada. O crime tem chamado a atenção porque seria o primeiro de uma série de assassinatos contra pessoas homossexuais, que seriam cometidos por crianças de 14 e 15 anos.

O primeiro deles foi o do vendedor Eden Marques da Silva, de 27 anos, que morreu na chamada Rua da Lama, localizada ao lado da movimentada Avenida Manoel Borba, atingido por pedradas vindas de três meninos.

    O delegado responsável pelas investigações, Jorge Damasceno, havia declarado que o caso era isolado e descartou a hipótese de crime por homofobia. Mas ao serem ouvidos na delegacia após serem apreendidos, os jovens J. C. S., 14 anos, morador do Bairro Sobreira; D. A. S., 14 anos, do Bairro São Francisco; e K. M. X., 15 anos, do Conjunto Residencial Dom Francisco, confessaram que mataram Eden por ele ser homoafetivo.

    Os jovens ainda admitiram que possuiam ainda, uma lista com o nome de mais dois homossexuais de Afogados da Ingazeira marcados para morrer. Os nomes seriam Kleber e Itim. Os meninos foram encaminhados para a Funase, em Arcoverde, também no Sertão pernambucano. 

    Fonte: 180 graus