Possível reforço do Vasco já posou para revista gay Resposta



O apoiador Jesús Dátolo, possível reforço do Vasco, já posou para a revista gay Romeo Mag, da Itália. Atualmente no Espanyol, o argentino tirou as fotos enquanto atuava no Napoli, e chegou a ser multado.
O presidente do clube negou que houvesse preconceito e explicou: “O jogador violou os direitos de imagem que tem com o clube. É só por isso, não tem nada a ver com ser uma revista para o público gay”, disse Aurelio de Laurentiis, na época.
Na entrevista com o jogador na revista, ele admitiu a possibilidade de ser modelo depois de pendurar as chuteiras.

Fonte: Lancepress

Casal de sargentos gays quer deixar o país Resposta

Fernando e Laci


Relatando ameaças e assustados com as agressões contra homossexuais, Fernando e Laci recorreram à OEA para viverem em segurança fora do Brasil

Em 2008, dois sargentos do Exército ganharam as capas de jornais e revistas após assumirem publicamente a relação homoafetiva existente entre eles. Desde a revelação Fernando Alcântara e Laci Marinho de Araújo dizem sofrer perseguição e discriminação dentro das Forças Armadas.
A agressividade contra o casal pode ser avaliada por alguns  comentários veiculados aqui mesmo, no Congresso em Foco, quando a dupla reagiu contra afirmações homofóbicas do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Com medo de retaliações e ameaças, o casal desistiu de procurar ajuda no país e recorreu à Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) para obter segurança internacional. A intenção é sair do Brasil e garantir “uma vida normal”, de acordo com Fernando.

Os temores da dupla vão além das ameças que sofreram ou de manifestações de intolerância à la Bolsonaro. Os dois também se preocupam com os crescentes atos de violência contra  homossexuais. “Temos visto cada vez mais casos de agressões nas grandes cidades, e, querendo ou não, somos o casal gay mais visado do país, por sermos militares e termos assumido nossa relação. Não aguentamos conviver com tantas ameaças. Ficamos em casa, não podemos sair. Só queremos garantir uma vida tranquila, como qualquer pessoa tem direito”, afirma  Fernando.

Com uma relação que já dura mais de 13 anos, eles dizem que recorreram à ajuda internacional por terem desistido de lutar por seus direitos nos órgãos públicos brasileiros. “Não acreditamos em mais nada que venha do Exército e não conseguimos nos sentir à vontade em nosso próprio país. Queremos proteção internacional porque as pessoas que nos ameaçaram de morte ainda continuam recebendo dinheiro dos cofres públicos. E tudo fica por isso mesmo. Como vamos acreditar que aqui haverá alguma solução?”, indagam.

Eles apresentaram a denúncia contra o Brasil em 17 de maio do ano passado, baseando-se principalmente nos problemas que enfrentaram no Exército, mas responsabilizam o Estado brasileiro como um todo pelos percalços que têm enfrentado desde que assumiram seu relacionamento. “O Exército é uma instituição do governo brasileiro e essa estrutura governamental foi complacente com tudo o que nos aconteceu”, resume Fernando.

O casal diz não ter preferência por nenhuma nação em especial para residir. Procura, sim, um lugar seguro, onde a sua relação afetiva seja aceita. O casamento civil também não está entre os seus planos atuais, nem será decisivo na opção por um país. Questionado a respeito, Fernando, que não pertence mais ao Exército e luta na Justiça para ser reconhecido como dependente econômico de Laci, se limita a responder: “A importância do casamento civil tem relação com o reconhecimento de dependência. O que nos importa é que nossa família nos aceita”.

O Exército preferiu não se manifestar sobre o assunto

*Reportagem Congresso em Foco

Pastor denuncia homofobia contra adolescente dentro de sua própria igreja na BA Resposta

O pai, Carlos André da Silva, acompanhado do pastor Sérgio Emílio, conversam com a delegada Carla Rodrigues antes de formalizar a denúncia

Uma denúncia de homofobia contra um adolescente de 16 anos, supostamente praticada por membros do conselho administrativo e frequentadores da Igreja Batista da Graça, em Vitória da Conquista, a 509 km de Salvador (BA), virou caso de polícia, com abertura de inquérito e desdobramentos na Justiça. A queixa foi prestada à delegada Karla Rodrigues de Souza, no Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep), no final da tarde desta terça-feira, pelo pai do adolescente, Carlos André da Silva, 44 anos, acompanhado pelo denunciante, o próprio pastor da congregação, Sérgio Emílio Meira Santos.

De acordo com Santos, que há 18 meses ministra cultos na igreja, o rapaz passou a ser constrangido pela direção e alguns membros em função de sua orientação sexual. A iniciativa, ainda segundo ele, teria gerado desconforto entre os membros do conselho, que decidiram pelo seu afastamento da condição de pastor. Santos declarou que foi informado da sua demissão por meio de uma carta, encaminhada pelo conselho, alegando que ele não estaria cumpria a contento suas atribuições de pastor, ausentando-se de cultos e das visitas domiciliares.
O advogado Raimundo Alves da Cunha falou em nome da igreja e contestou as denúncias. “Nada do que ele fala é verdadeiro. Quem conhece o conselho sabe que ele sempre pregou apoio aos homossexuais, sem distinção a ninguém. Isso é um álibi que ele usa em sua defesa, mas as provas que temos mostrarão o contrário. Procurem levantar os nomes dos membros do conselho e saberão quem está com a verdade. Os fatos estão comprovados e descritos na petição. A Justiça é quem irá decidir”, sustentou.
“Essas alegações foram apenas uma nuvem de fumaça para encobrir os reais motivos da minha demissão. O motivo foi uma reunião na casa de um dos membros do conselho, onde foi declinado o nome do rapaz, falando sobre a sua orientação sexual e que eu o havia apoiado, permitindo que o mesmo ensaiasse no grupo musical da igreja. De forma alguma a palavra de Deus nos orienta a ficar na porta da igreja questionando as pessoas sobre a orientação sexual delas”, disse, justificando sua atitude. “Toda nossa formação é orientada para que possamos incluir as pessoas. O próprio nome graça tem 25 significados e um deles é acolhimento”, argumentou Santos, que continua no mesmo cargo, aguardando decisão judicial sobre o processo movido contra ele pelo conselho. “O silêncio é que gera a intolerância”, arrematou.
O jovem, que frequenta a congregação há um ano e meio no bairro Alto Maron, confirma as denúncias. “Sempre houve afastamento, exclusão por parte de alguns membros devido à minha orientação, e isso num local que deveria dar apoio às pessoas”, desabafou. O pai, a mãe, irmãos e outros seis membros da família frequentam a mesma igreja. Ao comparecer à delegacia para prestar queixa, o pai disse ter tido a convicção de que o filho, de fato, havia sofrido discriminação por conta de sua homossexualidade. “Quero continuar frequentando a igreja, quero que meu filho seja ganho para Cristo, seja ganho para o Senhor. Não quero que ele seja um jogado aí na rua, desprezado pelo fato de ser um homossexual”, afirmou.
A coordenação do Grupo Safo, entidade que defende os direitos do público LGBT, também prestou queixa na delegacia. “Não como homofobia, porque não é crime, mas por discriminação por orientação sexual. Vamos ingressar com processo e também acionar o Conselho Tutelar e os organismos de direitos humanos”, anunciou a coordenadora do grupo, Rosilene Santana.

*Reportagem: Agência a A Tarde


Justiça decide manter prisão de empreiteiro acusado de matar travesti em Rondônia Resposta



O juiz Carlos Roberto Rosa Burck, da 1ª Vara Criminal de Cacoal (RO), negou o pedido de hábeas corpus impetrado pelos advogados do empreiteiro Eliezer Celso Rabelo, acusado do assassinato do travesti Welton Batista Ivan, a “Elisa Brasil”.

De acordo com o magistrado, a manutenção da prisão é necessária para evitar não só a fuga do acusado como também a coação de testemunhas arroladas no caso. Há, segundo o magistrado, várias evidências que apontam o envolvimento direto do empreiteiro no crime.

Para o Ministério Público “há tanto a certeza da existência do crime, quanto indícios suficientes que incrinam o requerente. Com efeito, no interior do veículo do requerente foi encontrado um prendedor de cabelo, alegadamente pertencente à ex-namorada, que, no entanto, nega ser a proprietário do referido adorno. Existe também uma ligação telefônica para o celular da vítima efetivada pelo requerente”, diz o juiz na sua sentença ao negar o habeas corpus ao acusado.

O crime teve bastante repercussão no interior do Estado, apesar de não tão propagado pela mídia. Elisa tinha 17 anos, era militante das causas LGBT e morava em Alta Floresta, onde foi enterrada. De vida simples, a vítima morava com a família e não tinha envolvimento com drogas ou outros ilícitos. Talvez tenha sido morta justamente por ser homossexual.

Elisa foi morta dia 14 de outubro de 2011, e seu corpo encontrado na manhã do dia seguinte, às margens do Rio Machado, na zona urbana de Cacoal, com as mãos amarradas e sinais de asfixia mecânica, “mediante constrição do pescoço por braço mecânico (cadarço de tênis), acionado por força estranha ao próprio corpo da vítima (estrangulamento) e com sinais de lesões por arrastamento”, segundo apontou o laudo do IML.

Em nova entrevista, Marcelo Serrado compara beijo gay a cenas de violência na TV Resposta



Marcelo Serrado desmentiu em entrevista ao programa “Muito+” (Band), de Adriane Galisteu, nesta terça-feira (10/01), que seja contra o beijo gay. Na verdade, o ator é contra o beijo gay em horário livre. Ele comparou o beijo gay a uma cena de violência: “… eu acho que só tinha que ser um horário mais tarde, como também eu acho que cena de violência tinha que passar mais tarde.”


Marcelo Serrado chamou as pessoas que disseram que ele era homofóbico de mal educadas. Depois, ele disse que “têm gays, às vezes, que são mais homofóbicos que os próprios”. “Concordo.”, disse a apresentadora Adriane Galisteu.

O ator, que interpreta o mordomo gay Crô, na novela “Fina Estampa” (Rede Globo) chegou a dizer que não quer que a filha veja, inclusive, beijo entre heterossexuais. Ele disse que proíbe a filha de ver novela. Conservador o moço, não?

Por fim, ele disse que os “homofóbicos” (se referindo aos gays que o criticaram) devem tomar cuidado para não falarem o que não devem.

Na verdade, quem deve tomar cuidado ao falar é a pessoa pública. A reação das outras pessoas é em função da declaração dada por ela. Marcelo, que cresceu no meio artístico, mandou mal ao dizer que não gostaria de ver a filha dele vendo um beijo gay. Essa é a minha opinião e a de muita gente. A dele é outra e estamos conversados.