Pela primeira vez Richarlyson se posiciona contra a homofobia 2



Depois de ver a torcida organizada Mancha Alviverde, do Palmeiras, fazer uma faixa onde se lia “A homofobia veste verde”, o volante do Atlético Mineiro, Richarlyson, pediu mais tolerância na sociedade brasileira e disse que é preciso que as pessoas respeitem as outras “independente da opção sexual, do credo, da religião”.
A faixa foi feita quando o jogador negociava uma possível ida para o Palmeiras, contra a vontade da torcida – que acredita que Richarlyson é homossexual.
Durante uma entrevista, Richarlyson, declarou: “queira ou não aceitar o Richarlyson, não estou nem aí, sou bem aceito no Atlético e agradeço”. O jogador disse ainda que “é engraçado, ninguém contesta outras coisas que não tem o nome do Richarlyson, mas estou acostumado. Importante é que a minha família, pessoas do clube gostam de mim como eu sou, vamos parar com isso”.
Richarlyson pediu mais tolerância entre as pessoas e que elas se preocupem menos com a vida pessoal umas das outras.

Finalmente o jogador se posicionou contra a homofobia. Belas palavras do jogador, mas sabemos que a realidade é outra. Se ele deixasse claro qual é a sua orientação sexual, esse ti-ti-ti a respeito do assunto não teria mais o menor sentindo. Claro que Richarlyson pode não revelar qual é a orientação dele, mas isso só fomenta especulações.

Sobre a faixa, a torcida organizada Mancha Alviverde, responsável por ela, deveria ser punida. Homofobia é crime no estado de São Paulo!


Com informações da Cena G

Igreja Batista da Graça desmente demissão de pastor que apoiava jovem gay Resposta

Em nota a denominação diz que o pastor não se comportava de acordo com a função e ofendia os membros do conselho

    A Igreja Batista da Graça de Vitória, Espírito Santo, enviou uma nota desmentindo as acusações do pastor Sérgio Emílio Santos que teria dito aos meios de comunicação e também na delegacia que sua demissão aconteceu porque ele apoiava um jovem gay que frequentava a igreja.
    Pela notificação enviada, os motivos que fizeram com o que o pastor fosse exonerado não tinham ligação com o garoto menor de idade e nem com a sua família conforme foi informado, mas por razões internas que fizeram com que Meira Santos fosse retirado do cargo que ocupou durante um ano e cinco meses.

    “A decisão da Igreja foi baseada na postura inadequada de Sérgio Emílio Meira Santos, ao se comportar de forma incompatível para o cargo, com absenteísmo frequente e ofensas a membros do Conselho de Administração e da Igreja,” diz trecho da carta.
    Na delegacia Meira Santos denunciou o caso como homofobia dizendo que o Conselho teria condenado o fato dele ter colocado o jovem homossexual de 16 anos como tecladista do grupo de louvor. “Desesperado ato de vingança criou a mentira talvez mais grave da sua vida, ao acusar a Igreja Batista da Graça de discriminar, devido à sua preferência sexual, um menor que frequenta a igreja juntamente com seus pais, embora nenhum deles seja membro da mesma”, desmente a nota.
    Leia na íntegra a explicação da Igreja Batista da Graça:
    CARTA ABERTA À POPULAÇÃO
    A Igreja Batista da Graça lamenta informar:
    1. O Sr. Sergio Emílio Meira Santos, foi Pastor Interino da Igreja Batista da Graça, pelo período de julho de 2010 a dezembro de 2011, nomeado pelo Conselho de Administração, o qual em dezembro de 2011 deliberou por não renovar a interinidade a partir de 1º de janeiro de 2012.
    2. A decisão da Igreja foi baseada na postura inadequada de Sérgio Emílio Meira Santos, ao se comportar de forma incompatível para o cargo, com absenteísmo frequente e ofensas a membros do Conselho de Administração e da Igreja, chegando a afirmar publicamente: “vocês estão lidando com a pior pessoa do mundo”.
    3. Após ser formalmente comunicado da sua exoneração por carta, devido se negar a receber o Conselho, alegando não ter tempo na primeira semana de janeiro, Sérgio Emílio Meira Santos, já como ex-Pastor, no dia 03 de janeiro de 2012, invadiu o templo da Igreja Batista da Graça às 04 horas da manhã, subtraindo alguns dos bens de maior valor da Igreja (guitarra, computador, impressora e veículo Kombi), os quais só foram devolvidos por determinação do Sr. Delegado de Polícia de Repressão a Furtos e Roubos, que ordenou a devolução no prazo de 24 horas, durante audiência para a qual Sérgio Emílio Meira Santos foi intimado por aquela Autoridade Policial.
    4. Após esta sequência de fatos lamentáveis, Sérgio Emílio Meira Santos, em desesperado ato de vingança criou a mentira talvez mais grave da sua vida, ao acusar a Igreja Batista da Graça de discriminar, devido à sua preferência sexual, um menor que frequenta a igreja juntamente com seus pais, embora nenhum deles seja membro da mesma, mas continuam benvindos e dignos de respeito.
    5. Esta acusação leviana e mentirosa tem o propósito ardiloso de desviar a atenção da população, da imprensa e das autoridades policiais da péssima conduta de Sérgio Emílio Meira Santos. 6. A Igreja Batista da Graça desafia publicamente a Sérgio Emílio Meira Santos a provar suas torpes acusações.
    7. A Igreja Batista da Graça dispõe e disponibiliza farta documentação, tais como, atas registradas em cartório, relatório da empresa de segurança com detalhe de data e horário da invasão da Igreja, boletim de ocorrência policial e assinatura da maioria dos membros da Igreja Batista da Graça assumindo as decisões tomadas. Tais documentos são capazes de contestar as calúnias e comprovar a delinquência, as falácias e as mentiras de Sérgio Emílio Meira Santos.
    Vitória da Conquista, Ba., 16 de janeiro de 2012
    Com informações Blog do Marcelo e do Gospel Prime

    Big Brother Brasil: cadê os gays e as lésbicas? Resposta

    Praticamente na véspera da estreia da 12ª edição do reality (?) show “Big Brother Brasil”, o diretor José Bonifácil Brasil de Oliveira, vulgo Boninho, afirmou em seu twitter que a casa teria quatro gays e duas lésbicas. Parece que Boninho quis polemizar para conquistar audiência (leia aqui).

    O que se viu até agora foram duas bissexuais (uma eliminada na primeira semana) e um gay. Apenas isso. O blog noticiou o que Boninho afirmou. Mas aqui a gente respeita os nossos leitores, por isso estamos desmentindo a primeira notícia dada por Boninho. O BBB12, tirando um suposto estupro veiculado como uma história de amor, é mais do mesmo. Sem novidade.

    Ativistas pedem intervenção internacional contra homofobia no Sul do estado do Rio de Janeiro Resposta



    Crimes motivados por homofobia se transformaram num pesadelo no Sul Fluminense, região do estado do Rio de Janeiro onde mais ocorre esse tipo de violência. Em menos de um ano, seis assassinatos foram relacionados à orientação sexual das vítimas em Barra Mansa, Volta Redonda, Barra do Piraí e Resende. Três suspeitos foram presos. O assunto será denunciado à Anistia Internacional (AI) e ao Conselho de Direitos Humanos das Organizações das Nações Unidas (ONU) pelo Fórum Regional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) do Sul do estado.

    “A situação exige intervenção internacional. A homofobia por aqui virou epidemia”, alerta o presidente do fórum, Rogério Santos. Um dos casos que causaram comoção foi a morte do atendente Marcelo Antônio Lino, 38, em Volta Redonda, em 7 de outubro. Preso uma semana após estrangular Marcelo com a corrente de seu cachorro, o pedreiro Albert Kroll Kardec de Souza, 22, declarou a jornalistas: “Matei porque não gosto de gays”.

    A polícia descobriu que Kardec é suspeito de matar outros dois homossexuais em Minas Gerais. O delegado Antônio Furtado, da 93ª DP (Volta Redonda), o definiu como um ‘possível serial killer de gays’. “Não entendemos o motivo de tanto ódio. Ele (Kardec) nem conhecia o meu irmão, que era pacífico, ia sempre à missa e nunca se envolveu com brigas ou drogas”, desabafa Débora Lino,35.

    Na madrugada do dia 7 de outubro, conforme vídeos obtidos pela 93ª DP, Marcelo deixou uma boate no Centro da cidade sozinho. No caminho para casa, foi acompanhado por Kardec, que passeava com um cão. No bairro Colina, o pedreiro arrastou o atendente para um matagal e o enforcou com a corrente do animal. Na reconstituição do crime, Kardec deixou policiais e jornalistas perplexos. Ao ser perguntado por que tinha escolhido aquele local, respondeu sorrindo: “É tranquilo. Dava para matar mais uns 50”.

    Ataques semelhantes a de skinheads

    Os ataques a homossexuais no Sul do estado são semelhantes aos praticados pelos skinheads paulistas (avessos a gays). “A diferença é que aqui os agressores não raspam a cabeça e não agem em bandos”, diz o delegado Antônio Furtado.

    Há dois meses, a equipe dele comandou também a prisão de um mecânico suspeito de matar o comerciante Rodrigo Paiva, 26 anos, em 18 de novembro. O suposto mandante é outro mecânico, que alegou em depoimento, antes de ser considerado foragido, que era assediado por Paiva.

    Preso em setembro, em Barra Mansa, o pedreiro Fernando de Brito, 35 anos, causou surpresa ao revelar o que o motivou a assassinar a pauladas o travesti Jonatas Ferreira, 23, em maio: “Deteste gay. Saí com ele com o objetivo de matá-lo”.

    Em Barra do Piraí, por ter se declarado gay, H., 27, (família pediu sigilo) foi morto em novembro e jogado em lixeira. Em Resende, mortes de dois homossexuais correm em segredo de Justiça.

    Medo limita queixas na DP

    Para o delegado adjunto da 90ª DP (Barra Mansa), Michel Floroschk, a violência contra homossexuais na região é grave. Mas, segundo ele, de cada 10 registros feitos por gays nas delegacias da região, só dois relacionam a agressão à homofobia.

    “O princípio da dignidade da pessoa humana é assegurada pela Constituição, mas o medo de denunciar companheiros violentos ou outros tipos de agressores ainda impera”, adverte Floroschk, que levou o pedreiro Fernando de Brito à prisão.

    Ameaçado de morte, o auxiliar de escritório Y., de 24 anos, registrou queixa na 93ª DP (Volta Redonda) duas vezes. “Eu tinha saído de um bar e um jovem quebrou o meu nariz com um soco”, lembra ele. O agressor já foi identificado pela polícia.

    *Com informações do jornal O Dia

    Casal gay é destaque em outdoor do plano familiar da Unimed Blumenal 1


    A foto acima foi compartilhada por milhares de pessoas como sendo da Unimed do Rio Grande do Sul, mas na realidade é da Unimed de Blumenal, no estado de Santa Catarina. É a propaganda do plano de saúde. O que dispertou o interesse foi a veiculação na região de um outdoor expondo um casal gay abraçado e com a seguinte frase: “De um jeito ou de outro, todo mundo precisa. Plano Familiar Unimed para todo o tipo de família.”

    Segundo o superintendente da Unimed Blumenal, Dr. Jauro Soares, as primeiras peças da campanha iniciaram a veiculação no dia 15 de junho e é composta de material para a mídia impressa (jornais e revistas), mídia eletrônica (TV e rádio), mídia digital (internet) e exterior (outdoor, busdoor e front-light).

    O presidente da Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, manifestou apoio à campanha: “Quando confirmado, fiquei extremamente feliz e contemplado pela publicidade. Senti-me cidadão, disse o especialista em sexualidade humana, Toni Reis que recebeu uma foto do outdoor pelo e-mail.

    O presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT), Reinaldo Damião, disse que não se trata de uma iniciativa pioneira, uma vez que outras campanhas publicitárias já abordaram a questão da homossexualidade. Segundo ele, o fato novo nessa campanha é que o outdoor retrata pessoas do mesmo sexo, fazendo uma menção explicita ao fato de serem um casal. Até então esse tipo de visibilidade era dirigida para o público gay e em meios de comunicação GLBT: “Embora não seja pioneira, vale ressaltar a coragem da empresa Unimed em assumir publicamente seu desejo de atender também a comunidade homossexual”. Toni Reis destacou que “a mídia brasileira é hetero-normativa e a propaganda sempre mostra um casal de homem com mulher, e não homem com homem, ou mulher com mulher”.

    
A idéia para a campanha surgiu a partir das últimas pesquisas do IBGE que indicaram diversas mudanças no perfil dos casais, sendo uma delas, o reconhecimento dos parceiros homoafetivos. De acordo com Soares, “a intenção do marketing foi fazer uma campanha ampla, para todo tipo (novo) de família, incluindo homossexuais. A abordagem da campanha foi amplamente aprovada pela classe médica dirigente da cooperativa”. 

    
O representante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids (RNP+) do Estado de São Paulo, Lucas Soler, disse que “quebrar o preconceito é muito complicado e não será um outdoor apenas que fará isso, mas sim, uma ação conjunta de toda a sociedade que, unida neste sentido, poderá iniciar um processo de crescimento e orientação para todas as gerações a fim de possibilitar uma maior orientação sobre a diversidade existente”. 

    Para o superintendente do plano de saúde, Jauro Soares, a campanha “provoca reflexões em relação aos modelos e conceitos de família nos dias atuais e remete a discussão de preconceitos contra os homossexuais em nossa sociedade”. Ele acredita também que a campanha joga luz sobre o debate atual da união civil entre homossexuais e seus reflexos em nosso país. 

    Apesar de a união civil de homossexuais ainda não ser reconhecida pela legislação brasileira, a Unimed tem aceito sem restrições a inclusão em plano de saúde familiares de casais homoafetivos. Segundo o superintendente da Unimed Blumenau, é solicitado um documento (declaração de convivência) feito em cartório e que serve como comprovante para aceitar o companheira/companheiro como dependente. “Legalmente tem-se como base a decisão confirmada pela 6ª turma do TRF da 4ª Região, no dia 27 de julho deste ano. Por unanimidade a sentença obriga ao INSS a considerar os companheiros homoafetivos, como dependentes preferenciais dos segurados de Regime Geral da Previdência Social. Esta sentença ratifica decisão original de primeira instância proferida em final de 2001. A decisão é válida para todo território nacional”, esclareceu Soares.

    *Com informações do Ministério da Saúde

    Cura da Aids está mais próxima, dizem cientistas Resposta

    HIV, causador da Aids, já é o vírus mais conhecido pelos cientistas




    São Paulo — O HIV é o vírus mais conhecido pela ciência, como resultado de grandes investimentos em pesquisa nas últimas décadas. Os inúmeros avanços conquistados modificaram muito, para melhor, a realidade dos portadores do vírus. Mas ainda há um longo caminho pela frente para que se possa controlar a epidemia de HIV-Aids.

    A conclusão é de Esper Kallás, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) que organizou, na semana passada, em São Paulo, o 6º Curso Avançado de Patogênese do HIV, no qual foram discutidos temas como tratamento, desenvolvimento de vacinas e epidemiologia do vírus.

    O curso, que trouxe ao Brasil 30 dos principais especialistas em HIV de todo o mundo, integrou as atividades do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Investigação em Imunologia (INCT-iii), cuja área de HIV-Aids é coordenada por Kallás.

    O Programa INCT foi lançado em dezembro de 2008 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com recursos obtidos em parceria com as fundações de amparo à pesquisa estaduais. A Fapesp financia 50% dos valores destinados aos institutos sediados no Estado de São Paulo.

    Três desafios

    Segundo Kallás, as apresentações dos especialistas durante o curso mostraram que as descobertas relacionadas a vários aspectos do vírus e da Aids não cessaram nos últimos anos – e melhoraram efetivamente a vida dos pacientes –, mas ainda é preciso avançar.

    “Os avanços que tivemos desde a identificação da síndrome da Aids até hoje foram imensos. Mas ainda temos três grandes desafios pela frente. O primeiro é desenvolver uma vacina protetora. O segundo, compreender o mecanismo de degeneração e combater o envelhecimento dos portadores. O terceiro é descobrir como curar o indivíduo. Quando cumprirmos esses três objetivos, poderemos controlar ou eliminar a epidemia”, disse ele.

    De acordo com Esper Kallás, os investimentos na pesquisa sobre o HIV, que sempre foram consideráveis, precisam permanecer no mesmo patamar para que seja possível chegar a esses objetivos.

    “O HIV é seguramente o vírus que mais conhecemos hoje em dia e para o qual nós mais tivemos investimentos em pesquisa. Mas é preciso dar continuidade a isso. É importante observar, no entanto, que os recursos investidos na pesquisa sobre Aids não ficam restritos a essa área, mas acabam se replicando para várias outras. Não podemos esquecer que esse tipo de investimento é feito principalmente a longo prazo, na formação de recursos humanos, na disseminação de conhecimento e na capacitação de grupos de pesquisa”, destacou.

    A situação dos pacientes atualmente, em comparação com a do início da epidemia na década de 1980, é bastante diferente, segundo Kallás. Mas isso não significa que a doença possa ser encarada com indiferença.

    “Naquela época, ser portador da doença tinha um significado ainda mais dramático. Hoje é diferente, mas a doença não pode ser ignorada. Ela ainda tem um impacto muito grande, em termos de saúde pública, de saúde individual e até mesmo no que diz respeito ao custo financeiro. A condição do doente melhorou muito em relação ao que era antes, mas ainda temos muito o que fazer”, afirmou.

    Vacinas experimentais

    Durante o curso, uma revisão do tema da patogênese do HIV foi apresentada aos estudantes, médicos e outros profissionais participantes. Mas o aspecto principal do curso consistiu em estreitar o contato com os dados recentes das pesquisas realizadas pelos cientistas que apresentaram conferências.

    “Tivemos a oportunidade de ver o que está na fronteira do conhecimento da patogenia do HIV tanto em relação à transmissão, como à prevenção, à resposta imune, à virologia e ao tratamento da infecção”, disse Kallás.

    Todas essas áreas apresentaram avanços recentes de grande importância. “Na questão da prevenção, por exemplo, tivemos aqui a apresentação dos dados mais recentes relacionados à profilaxia da pré-exposição ao vírus. Na parte de imunologia, tivemos a identificação de novas subpopulações celulares envolvidas na resposta imune”, afirmou.

    Degeneração
    Já na área de reconhecimento dos aspectos biodegenerativos da infecção pelo HIV, o curso proporcionou discussões sobre senescência celular e marcadores de ativação. Na parte de virologia, foi apresentada a identificação de novos alvos para a ação antirretroviral e mecanismos de defesa celular.

    “Tivemos também a discussão de novos dados de diversidade genética do HIV e novos dados de distribuição e transmissão de HIV no Brasil e no mundo. No que se refere ao tratamento, discutimos as novidades de desenvolvimento de novas drogas e debatemos situações especiais como a infecção aguda, ou pessoas que não respondem com a elevação de linfócitos TCD4. O curso teve ainda extensas discussões sobre a questão da resistência”, disse Kallás.

    Na área de vacinas, foram apresentados resultados recentes de diversos grupos com vacinas experimentais candidatas para combater a transmissão do HIV. Foram debatidos alguns dos principais gargalos para o avanço científico em imunologia.

    “Um dos gargalos é que ainda não temos um marcador de proteção bem definido. Não conseguimos dizer com precisão, com base em um teste específico, se uma pessoa vai ficar protegida ou não. Em segundo lugar, o vírus é muito diverso, muda muito de pessoa para pessoa e até mesmo dentro de um mesmo indivíduo ele possui uma grande diversidade. Uma vacina tem dificuldade de identificar e reconhecer essas variações virais”, disse.

    Outro gargalo, ainda segundo Kallás, é que não se sabe exatamente qual é a região do vírus e o tipo de resposta que consegue de fato gerar proteção. “Há várias tentativas, sabemos algumas dessas coisas, mas não sabemos ainda com certeza essa definição. Tivemos avanços que foram apresentados e que permitem entender alguns desses problemas, mas ainda temos um longo caminho pela frente”, disse. 

    Fonte: Agência Fapesp