Whitney Houston é enterrada ao lado do túmulo do pai em Nova Jersey Resposta

Em uma cerimônia restrita aos amigos e familiares, a cantora Whitney Houston foi enterrada neste domingo em um cemitério de Westfield, em Nova Jersey, informou o jornal local ‘The Star-Ledger’.

No último sábado, o velório da cantora foi marcado por uma emotiva cerimônia, realizada na igreja Batista de New Hope, em Newark. Segundo o mesmo jornal, a cantora foi enterrada ao lado do túmulo do próprio pai, John Russell Houston, que faleceu no ano de 2003.

O sepultamento da diva, que foi encontrada morta na banheira do quarto do hotel Beverly Hills, no último dia 11, começou nesta manhã com uma discreta cerimônia no cemitério de Fairwiew, ao sul da cidade de Newark, onde Houston cresceu e começou sua carreira musical.

De acordo com o ‘The Star-Ledger’, o cemitério permaneceu fechado durante todo enterro da artista e o acesso do público foi controlado com um forte esquema de segurança, que, por sinal, também escoltaram o veículo funerário dourado que transportava o corpo de Whitney.

No último sábado, ‘Nippy’, como Whitney era conhecida entre seus amigos, foi homenageada em um velório de quase quatro horas, que contou com a presença de Stevie Wonder, Alicia Keys e R. Kelly, que cantaram na cerimônia.

O ator Kevin Costner, que atuou ao lado de Whitney no filme ‘O Guarda-Costas’, também esteve presente na cerimônia e protagonizou um dos discursos mais emocionantes ao lembrar as preocupações da cantora em ser suficientemente boa e formosa.
O site ‘TMZ’ detalhou neste domingo que Bobby Brown, ex-marido de Whitney, fez um show na mesma noite do funeral, assim como Aretha Franklin. A madrinha da cantora, que não compareceu à cerimônia religiosa alegando problemas de saúde, fez um show na mesma noite em Nova York. No entanto, ambos falaram de Whitney em suas apresentações.

Com informações do G1 e da EFE

Unesco lançará documento de combate a homofobia nas escolas Resposta

BRASÍLIA – Em 2012, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) vai lançar um documento com orientações a governos de todo o mundo para o enfrentamento da homofobia em ambiente escolar. O bullying contra estudantes LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e transexuais) foi tema de uma reunião promovida pela entidade semana passada no Rio de Janeiro, com a presença de especialistas de 25 países. Os participantes conheceram experiências de combate ao problema desenvolvidas por diferentes países e houve o consenso de que a homofobia prejudica o desempenho de alunos homossexuais e muitas vezes leva a uma trajetória escolar interrompida, já que o jovem acaba desistindo de estudar por causa das agressões sofridas. Entre as principais recomendações que vão constar no documento estão a formulação de políticas específicas para atender esse público, o treinamento de professores para lidar com a questão e a produção de materiais de combate ao preconceito contra homossexuais nas escolas.

Também na semana passada, durante evento em Nova York, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que o bullying contra crianças e jovens homossexuais é um problema que ocorre em escolas de todas as partes do mundo. “Ele afeta os jovens durante todo o caminho para a vida adulta, causando enorme e desnecessário sofrimento. Crianças intimidadas podem entrar em depressão e abandonar a escola. Algumas são até mesmo levadas ao suicídio. Isso é um ultraje moral, uma grave violação dos direitos humanos, além de ser uma crise de saúde pública”, defendeu.

Segundo dados divulgados pela Unesco, nos Estados Unidos, mais de 90% dos estudantes LGBTs dizem ter sido vítimas de assédio homofóbico. Na Nova Zelândia, 98% dos homossexuais contam que já foram abusados verbal ou fisicamente na escola. Pesquisa realizada em 2009 pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) apontou que no Brasil 87% da comunidade escolar – sejam alunos, pais, professores ou servidores – têm algum grau de preconceito contra homossexuais.

O Ministério da Educação (MEC) estava preparando um kit contra a homofobia que seria distribuído em escolas de ensino médio. O material continha vídeos e cartilhas elaboradas por entidades que defendem os direitos da população LGBT. A produção do material, entretanto, foi suspensa pelo governo após reclamações de parlamentares da bancada religiosa sobre o seu conteúdo, que também desagradou à presidenta Dilma Rousseff.

*Reportagem O Globo

PT, menos Dilma Rousseff, teme reprise de onda religiosa na eleição Resposta


O governo federal e articuladores da candidatura do ex-ministro Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo já temem a reedição de temáticas religiosas e conservadores na disputa deste ano, repetindo a agenda da eleição de 2010, quando a então candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, chegou a ser chamada de lésbica.
Enquanto o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, reunia-se ontem com a bancada evangélica no Congresso para, a mando da hoje presidenta Dilma Rousseff, negar ter dito – durante o Fórum Social Mundial – que o governo teme o controle ideológico da classe C e teria a intenção de enfrentar o segmento religioso com uma nova rede de comunicação, Haddad, na capital, já montava uma vacina para os ataques dos políticos evangélicos contra o “kit anti-homofobia” do Ministério da Educação, encomendado durante a sua gestão e suspenso pela presidenta Dilma Rousseff que, primeiro, sofreu preconceito de parte de políticos fundamenetalistas e agora se rende a eles.
A bancada evangélica reagiu fortemente na época e dá sinais de que vai ressuscitar o tema na campanha. Segundo Haddad, a verdade vai prevalecer sob quaisquer circunstâncias neste caso: “Ninguém tem compromisso com a mentira. A verdade prevalecendo, não tem o que temer.”
Obscurantismo
Haddad afirmou que se preocupa com o incentivo à violência que esses comentários fomentados por religiosos podem gerar, mesmo quando os oponentes não tenham essa intenção. “Muitas vezes, as pessoas não se dão conta do quanto esse tipo de abordagem acaba liberando, em alguns indivíduos perturbados, forças obscurantistas. É a única preocupação que tenho.”
O petista afirmou, ainda, que respeitará a posição da presidenta Dilma Rousseff de não atuar nas campanhas quando houver mais de um candidato da base aliada. “É natural que ela pondere a conveniência política à luz dos interesses da manutenção de uma coalização.”
Aborto
Aos evangélicos, Gilberto Carvalho levou um recado da presidenta: reafirmou que o governo não vai tomar qualquer iniciativa para alterar a legislação sobre aborto. O tema também voltou à pauta de religiosos após a nomeação da socióloga Eleonora Menicucci, defensora da descriminalização do aborto.

Por enquanto, quem sai ganhando são os religiosos e o Brasil, que deveria ser um país laico, sai perdendo, mas a presidenta Dilma Rousseff só quer saber de manter a popularidade em alta e não está muito preocupada com temas como direitos humanos e saúde da mulher.

*Com informações da Agência Estado

Cortejo Afro protesta contra a homofobia e o racismo no carnaval de Salvador Resposta

Rostos cobertos de integrantes da cmossião de frente do Cortejo Afro revelam a invisibilidade das minorias sociais (Foto: Edgar de Souza/Divulgação

O Cortejo Afro entrou no circuito Campo Grande, em Salvador, para protestar contra a homofobia e o racismo. O detalhe surpresa do desfile ficou por conta do figurino de uma das alas, que deixou o rosto dos componentes coberto, simbolizando o preconceito e a dor de não conseguir se expressar, sentida diretamente pelas classes sociais menos favorecidas.


Foi com este conceito que Alberto Pita, presidente do Cortejo Afro, colocou o bloco na avenida na noite desta sexta-feira (17) e entrou pela madrugada deste sábado (18). Cerca de três mil pessoas, sendo 200 percussionistas (60 deles vindos da França e da Grécia). “Especialmente nesta ala nós preparamos uma surpresa, que retratou a questão da invisibilidade dos blocos afros, revelando a dificuldade que as minorias têm em se mostrar”, disse ele.

Pita afirmou ainda que o tema do desfile deste ano, “Outras palavras”, vai focar das questões políticas e educativas que envolvem as dificuldades das minorias sociais. “Qual a cor da invisibilidade? Isso será tratado por nós nas fantasias das alas. Vamos falar da negação do outro, da dor do preconceito, do racismo e da homofobia”. A comissão de frente do Cortejo desfilou com os rostos cobertos, caracterizando esta temática.

*Com informações do G1