Conselho critica ministério por campanha de aids no carnaval Resposta

O Conselho Nacional de Saúde criticou o Ministério da Saúde sobre a veiculação da campanha de prevenção à aids no carnaval. A polêmica teve início após o ministério retirar de sua página na internet vídeo com um casal gay trocando carícias em uma boate, quando uma fada aparece trazendo o preservativo. O filme foi apresentado no lançamento da campanha de prevenção no dia 2 deste mês, no Rio de Janeiro.
O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, participou ontem (15) de reunião do conselho sobre o assunto. Segundo o conselheiro José Marcos de Oliveira, os esclarecimentos do ministério não foram suficientes. De acordo com Oliveira, o conselho recomendou que o governo federal explique ao público o motivo da mudança.
“Não é só em boates gays e guetos que estão os jovens gays, mas em toda a sociedade. O conselho não se sente em sua totalidade respondido [com as explicações]”, disse Oliveira, representante do Movimento Nacional de Luta Contra a Aids no conselho.
De acordo com o ministério, o filmete será veiculado somente em locais frequentados por jovens gays, público-alvo da campanha, e não em TV aberta, por isso foi removido da página. Ontem (14) entrou no ar o vídeo para a rede de televisão em que dois jovens – um homem e uma mulher – apresentam dados da incidência da doença.
As organizações ligadas ao movimento gay e de combate à aids criticaram a pasta por não transmitir o filme com o casal gay na TV aberta.
Para o conselho de saúde, Barbosa disse que a controvérsia surgiu por causa de uma falha de comunicação do ministério e que a estratégia sempre foi veicular material diferenciado para cada público, o gay e a população em geral, destacando que “o conteúdo precisa ser adaptado ao meio”.
O conselho recomendou que a pasta apresente os gastos com a produção dos vídeos diferenciados. O conselho quer ainda que o ministério discuta previamente o tema das futuras campanhas com o colegiado e a sociedade civil.
Dados do ministério mostram que o número de casos de aids entre gays de 15 a 24 anos cresceu 10%. Em 2010, para cada 16 homossexuais com a doença, existiam dez heterossexuais. Em 1998, a relação era 12 para dez respectivamente.
*Informações do JCNET.

Governo divulga filme de prevenção no Carnaval para a TV: ‘Pior campanha já feita, sem criatividade e útil para missas’, avaliam ativistas Resposta


“Este vídeoé um improviso, e só comprova que houve censura à campanha original”, disse oespecialista em Saúde Pública e Presidente do Grupo Pela Vidda (Valorização,Integração e Dignidade do Doente de Aids), de São Paulo, Mário Scheffer.

Desde asemana passada, representantes da sociedade civil organizada vêm acusando oMinistério da Saúde de ter vetado um filme preparado para ser transmitido naTV, mas que por mostrar um casal gay se acariciando (assistano final da página) teria sido desaprovado pela Presidência da Repúblicapara evitar atritos com parlamentares evangélicos, assim como ocorreu no anopassado em relação ao kit anti-homofobia.

SegundoMário, o novo vídeo, além de ser burocrático e mostrar apenas dados do boletimepidemiológico, foi feito a toque de caixa. “Não tem apelo e é semcriatividade. Certamente é a pior campanha de Carnaval já feita em toda ahistoria do Programa de Aids brasileiro”, criticou. “Essa discriminação impostaaos gays, dentro do próprio governo, é co-responsável pelo crescimento daepidemia nessa população”, acrescentou.

Dados doBoletim Epidemiológico de Aids no Brasil mostram que, nos últimos 12 anos, aporcentagem de jovens de 15 a 24 anos com a doença caiu 20,1%, enquanto entreos gays da mesma idade houve aumento de 10,1%. Em 2010, para cada 16homossexuais dessa faixa etária vivendo com aids, havia 10 heterossexuais. Essarelação, em 1998, era de 12 para 10.

Para CazuBarros, ativista no Rio de Janeiro e coordenador do Programa Saúde do Jovem naFederação de Bandeirantes do Brasil, o novo filme nada tem a ver com os jovens.“Desta vez o governo não vestiu a camisa. Ao ver o vídeo pensei estar numamissa religiosa num domingo, ouvindo discurso de pastor ou padres sobre aids. Paraeste fim, o vídeo seria uma ótima ferramenta”, comentou.

Cazuacredita que a substituição do vídeo evidencia um retrocesso e falta decompromisso político do Governo Federal com a população LGBT (Lésbicas, Gays,Bissexuais e Transexuais). “As políticas públicas do governo para o publicoLGBT virou moeda de troca fácil e barata nas rodadas de acordos políticos,enquanto neste e nos Carnavais anteriores nossos políticos sambam sobre asconquistas feitas pelos seus acordos preconceituosos e falsos moralistas, emilhares de jovens e cidadãos brasileiros morrem com aids”, criticou.

Beto Volpe,do Grupo Hipupiara de São Vicente-SP, acredita que o crescente poder do lobbyreligioso é uma ameaça ao Estado laico e às liberdades individuais. “Esse temadeve ser tratado com destaque em todos os eventos sobre aids sob pena desupressão de políticas específicas para aqueles que não são do ‘povo de Deus’.O governo deveria ser processado por homofobia e os bispos de plantão deveriamse ater mais a amar ao próximo do que odiar aquilo que lhes parece distante”,afirmou.

OPresidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, conta que descobriu que ofilme seria vetado durante recente visita a Brasília e tentou reverter asituação. “Cheguei em Salvador cansado e fui correndo escrever um comunicado emnosso site elogiando o Departamento de Aids por criar campanhas focadas napopulação heterossexual, homossexual e transexual. O filme para gays que foivetado não é inadequado para a TV. Mostra uma situação real onde as coisas defato acontecem. Agora este novo filme com jovens só ali falando dados e semnenhum ambiente de contexto é ridículo. Não terá efeito nenhum”, disse.

Marcelotambém critica o Governo Federal em relação aos programas voltados à população.“Nossos direitos estão regredindo na gestão da Presidenta Dilma Rousseff. Ahomofobia e as infecções de HIV entre os homossexuais estão aumentando e ogoverno continua censurando projetos que viriam para nos ajudar. O Ministérioda Saúde deveria pagar por toda essa omissão em relação aos gays”, criticou.

Diferentesversões do Ministério

Em seu siteprincipal, o Ministério da Saúde exibe o filme que será veiculado na TV aberta,cujas cenas mostram um casal destacando os dados da epidemia de aids no País,em especial entre os jovens gays, e alertando sobre a importância da prevenção.

No entanto,até esta segunda-feira, 13 de fevereiro, a página da Campanha de Carnaval 2012no site do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do próprio Ministério,informava que “os filmes a serem transmitidos pela TV e internet apresentamsituações em que os públicos-alvo da campanha – homens gays jovens e um casalheterossexual – encontram-se prestes a ter relações sexuais sem camisinha. Emambos os filmes, surgem personagens fantasiosos – uma fadinha, no caso do filmedo casal gay, e um siri, no do casal heterossexual – com uma camisinha.”

O ProgramaConjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids) também coloca adisposição em sua página os quatro filmes da Campanha de Carnaval do Ministérioda Saúde. Na lista consta o vídeo voltado aos gays. Acesse aqui.

Por meio daAssessoria de Imprensa, o Ministério da Saúde nega qualquer tipo de veto àcampanha e confirma que o vídeo com os dados da epidemia será o único a serveiculado na TV, enquanto os filmes com cenas de um casal heterossexual ehomossexual serão transmitidos em locais específicos para públicos segmentados.

Kit Anti-Homofobia: O que era para educar, está sendo usado para desmoralizar Resposta

Fernando Haddad e a ¨mancha¨ do kit anti-homofobia (Reprodução)

O polêmico kit anti-homofobia que foi proposto para educar alunos do ensino fundamental e médio nas escolas públicas e municipais e foi amplamente criticado pela bancada evangélica no Congresso e vetado pela Presidente Dilma Rousseff, está agora sendo usado como uma arma letal contra a candidatura de Fernando Haddad para a eleição municipal de São Paulo. 

Isto porque segundo Marcos Pereira, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e presidente nacional do PRB, partido aliado ao PT no governo de Dilma Rousseff, a proposta feita pelo Ministério da Educação durante a gestão de Haddad, é uma ¨mancha¨ na história do candidato e será difícil desvincular essa imagem, e que o material vai ser usado contra ele na campanha eleitoral e fazer com que ele perca votos no segmento cristão, que significa 20% da população de São Paulo. 

Por outro lado, Haddad tem procurado os líderes religiosos para explicar que o material do kit anti-homofobia vazou antes de ser distribuído e que o MEC iria vetar o uso nas salas de aula. Tal explicação não vem convencendo os religiosos: 
¨Se o kit chegasse às escolas, seria o pior dos mundos. Mas se o Haddad pagou por algo que seria vetado, mostrou ser um mau administrador. De um jeito ou de outro, ele vai apanhar¨, afirmou Marcos Pereira. 
O que era para educar as pessoas nas escolas e tornar os jovens de hoje cidadãos melhores do que os que ¨nos¨ representam no governo, virou uma espécie de crime, ou algo imoral para a ¨família brasileira¨. Estão vivendo o futuro com uma ética de anos luz atrás, e não percebem que hoje em dia, a família é formada por diferentes e mais inusitados membros. 
Vemos isso inclusive no mundo animal, quando uma cadela amamenta filhotes de gato e faz sua família ser diferente daquela que todos nós esperamos. Hoje em dia, mulheres vivem e criam sozinhas seus filhos, e sem precisar de homem nenhum, constroem ali as suas famílias. Assim como muitos homens também criam seus filhos sozinhos ou com uma nova companheira. Família é amor e cada pessoa tem a sua sem que ninguém possa dizer se é certo ou errado.

Caraguatatuba está entre os 100 municípios brasileiros com mais casos de adis Resposta

___Caraguatatuba
Populaçãoestimada: 101 milpessoas
Númerode pessoas com HIV/aids em tratamento: 369
Desafios: quebrar o estigmade que a aids é uma doença de homossexuais, testar toda a população para o HIV

Caragutatubaé o maior município do Litoral Norte do Estado de São Paulo e está localizada a182 km da capital paulista. A cidade tem 16 praias, totalizando 40 km de orla.Mas, além das belezas naturais, Caraguá, como também é conhecida, possuinúmeros preocupantes na área da saúde: é a única cidade da região que apareceentre os 100 municípios brasileiros com mais casos de aids.
Asinformações são do Ministério da Saúde, que divulgou em novembro de 2011 o maisrecente boletim epidemiológico de aids no País. De acordo com esse documento,Caraguatatuba está em 73º lugar no Brasil com o maior número de doentes, com29,8% casos para cada 100 mil habitantes. Os números são referentes a 2010 erelativos a cidades com mais de 50 mil pessoas.
Para AnaMaria, quem tem 63 anos e se descobriu com HIV em 1987, as maiores dificuldadesrelacionadas à aids em Caraguatatuba dizem respeito ao tratamento dos doentes.“Para passar pelas consultas e receber remédios, o serviço funciona. Agora,quando acontece algo mais complicado que precisa de exames ou internação, asituação complica”, disse.
De acordocom Ana Maria, a Santa Casa da cidade não possui leitos específicos parapessoas com aids e nem infectologistas. “Ficamos nas mãos de pessoas semconhecimento específico”.
Aentrevistada mora em Caraguatatuba há quatro anos. Antes, quando vivia nacapital paulista, ela se tratava no Centro de Referência e Treinamento (CRT) emDST/Aids, um serviço estadual. “Em São Paulo era o paraíso. Caso precisasse deexames extras, tudo era feito no mesmo local, onde também há leitos parainternação. Em Caraguatatuba não existe esse serviço centralizado”.
Ampliaçãodo diagnóstico
Segundodados da coordenadoria local de DST, Aids e Hepatites Virais, 369 pessoas comHIV/aids encontram-se em tratamento no município. O maior índice de infectadosestá entre os heterossexuais, principalmente casados, embora o número demulheres com HIV venha crescendo.
“Nossodesafio no combate à aids é a busca ativa ampliada para que toda a populaçãofaça o teste de HIV”, disse a coordenadora do Programa Municipal de DST, Aids eHepatites Virais, Maria Helena Cattani. “Precisamos quebrar o estigma de que aaids é uma doença de homossexuais. Hoje não existe um grupo de risco e simsituações de risco e vulnerabilidade”, completou.
Para MariaHelena, o alto número de casos da doença em Caraguatatuba deve-se justamente àbusca ativa por soropositivos. “Por causa desse trabalho que realizamos, osnúmeros já eram esperados”.
Em 2011, omunicípio organizou a campanha Fique Sabendo – que estimula o diagnósticoprecoce do HIV – entre os dias 24 de novembro e 1º de dezembro. Foram feitos1.009 testes convencionais e 385 rápidos. No total, houve 6 resultadospositivos.
Prevenção
Segundoinformações oficiais, a equipe da Unidade de Atendimento às MoléstiasInfecto-Contagiosas promove ações de prevenção ao HIV dentro do Programa deRedução de Danos, que conta com quatro agentes de prevenção trabalhando nasruas, boates, praias, praças e bares. Os agentes distribuem insumos, comopreservativos e kits para usuários de drogas injetáveis, e fazem o trabalhoeducativo de orientação e divulgação dos serviços da Uami.
Há também oGrupo de Trabalho Religiões, que dá orientações dentro de comunidadesreligiosas e atinge principalmente as mulheres que são líderes desses grupos.Participam budistas, católicos, espíritas kardecistas, umbandistas eevangélicos.
Outro grupode trabalho é voltado à diversidade sexual. Integrantes do grupo “De PeitoAberto” se reúnem toda segunda 4ª-feira do mês para debater temas relacionadosa preconceitos, direitos e prevenção às doenças sexualmente transmissíveis.
Plano deAções e Metas
A auxiliarde enfermagem e tecnóloga em turismo Ednéia Maria Pereira coordenou o trabalhode Redução de Danos do município por cinco anos. No cargo até o final de 2010,Ednéia também era a responsável pelo Plano de Ações e Metas (PAM) da cidade,que deve ser aprovado pelos conselhos de saúde locais. “O dinheiro era liberadofacilmente pela prefeitura e utilizado, por exemplo, em campanhas de prevençãoao HIV e pagamento de recursos humanos para atividades específicas de combate àaids”. Nesses cinco anos, o valor anual do PAM foi em torno de R$ 75 mil.
O PAM é uminstrumento de planejamento e programação da política de incentivo doDepartamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde quetransfere recursos para a realização de atividades de aids em 487 municípios eos 26 estados mais o Distrito Federal. As cidades beneficiadas concentram 68,5%da população nacional e 89% dos casos de aids registrados no País.
Governoresponde críticas
No últimodia 4, o jornal regional O Vale publicou reportagem informando que umimpasse entre a Prefeitura de Caraguá e o Hospital Stella Maris estariacausando prejuízos ao atendimento médico de usuários do SUS (Sistema Único deSaúde) no Pronto-Socorro e na Santa Casa. O texto explica que as duas unidadesde saúde pertencem ao Stella Maris e são contratadas pela Prefeitura paraprestar os atendimentos. Contudo, o hospital afirma que os repasses do governosão insuficientes para a manutenção das despesas.
De acordocom a Secretaria Municipal de Saúde de Caraguatatuba, os pacientes que fazemtratamento na Unidade de Atendimento às Moléstias Infecto-Contagiosas (Uami)dispõem de atendimento de equipe multidisciplinar formada por infectologista,ginecologista, assistente social, farmacêutico, nutricionista, psicólogo eenfermeiro. “O município tem o conhecimento que a Santa Casa de Saúde StellaMaris possui leitos específicos para pacientes soropositivos”, informou aassessoria de comunicação. Ainda de acordo com o órgão, “os profissionais daequipe da Uami também podem acompanhar os pacientes na Santa Casa, inclusivepara levar os medicamentos utilizados pelos usuários e prestar toda aassistência necessária”.
AAssessoria de imprensa do Stella Maris informou à Agência de Notícias daAids que para proteger os pacientes com HIV do risco de contrair infecçãopor estar imunodeprimido, ele podem ser colocados num quarto de isolamento.,mas quando há internação por outras causas (cirurgia, por exemplo), permanecemem enfermaria comum.
O Hospitalconfirmou ainda que há atendimento de infectologia na unidade.

Ex-jogador da NBA critica homofobia nas quadras dos EUA Resposta


O britânicoJohn Amaechi, ex-jogador da NBA, afirmou ao jornal espanhol El Pais terenfrentado muitos casos de homofobia no basquete dos Estados Unidos. Ex-jogadorde Cleveland Cavaliers, Orlando Magic, Utah Jazz, Houston Rockets e New YorkKnicks, Amaechi assumiu publicamente sua homossexualidade após se aposentar dasquadras em 2004.

Oex-jogador afirmou ter sido verbalmente atacado por Tim Hardaway, que teriadito a ele que “nunca havia aceitado um homossexual no vestiário”.Steven Hunter, ex-Orlando Magic e Memphis Grizzlies, afirmou que não terianenhum problema em jogar com o britânico, desde que “não tentasse fazersexo com ele, jogasse como homem e se comportasse como uma boa pessoa”.

Ao jornalespanhol, Amaechi lamentou as declarações da época e afirmou não saber o quepoderia ser pior. Para ele, se atletas heterossexuais temem a presença de homossexuaisem um vestiário, o espaço é gay. Por outro lado, segundo o ex-jogador, otratamento foi elogiável no relacionamento com astros como Andrei Kirilenko,Shaquille O’Neal e Charles Barkley.

Ainda emsuas declarações, o ex-jogador afirmou que o pior tratamento era dedicado pelosdirigentes das equipes. Segundo ele, os proprietários do Utah Jazz, por seremdonos dos cinemas da cidade de Salt Lake City, proibiam a exibição do filme OSegredo de Brokeback Mountain, sobre a relação homossexual entre doiscaubóis. Ele ainda afirmou que são os dirigentes que plantam tal mentalidadehomofóbica nas cabeças dos atletas.

Globo vai mostrar beijo gay da série Glee amanhã (De madrugada…) 2

Cena do beijo entre os personagens Kurt e Blaine em Glee. (Reprodução)
Amanhã é dia de beijo na boca (gay!!!) na TV Globo. Mesmo diante de todas as polêmicas envolvendo o assunto nas novelas da emissora carioca, o beijo gay entre os personagens de Kurt (Chris Colfer) e Blaine (Darren Criss) na série adolescente americana Glee será mostrado na íntegra no episódio que vai ao ar amanhã de madrugada. 

Curioso é a idéia que uma série adolescente seja passada de madrugada, horário geralmente destinado a adultos. A Rede Globo, que transmite a série na TV aberta no Brasil, chegou a afirmar oficialmente que exibirá na íntegra e sem cortes o episódio ¨Nunca Fui Beijado¨, onde dois rapazes se beijam pela primeira vez na série que é febre no Estados Unidos, mas isso porque o episódio será exibido de madrugada. 
O ator Chris Colfer, que dá vida ao personagem de Kurt, um dos protagonistas da cena do beijo gay, soube do possível corte da cena do beijo no Brasil e sugeriu que as pessoas que têm problemas de ver um beijo entre dois homens, podem fechar os olhos durante o momento. E completa: 
– Foi um bom beijo, fazia sentido para os personagens e era importante para a trama. Não deveria haver tanto estardalhaço por causa disso. 
A série musical Glee é um dos programas de maior audiência da TV americana e é exibido nas noites de terça-feira no horário nobre (20h). A série é voltada para o público jovem e já ganhou prêmios importantes como o Emmy e o Globo de Ouro.

Tocantins: vereadores de Palmas criticam deputado homofóbico Resposta

Na sessão desta terça-feira (14/2), os vereadores da Câmara de Palmas (TO) criticaram a atitude tomada pelo deputado Stalin Bucar (PR), na última terça-feira na Assembléia Legislativa. Segundo Bismarque do Movimento (PT) o deputado foi infeliz em suas palavras. Já o vereador Fernando Rezende (DEM) destacou que “a moral e a imagem de uma pessoa não podem ser insultadas desta forma”. Valdermar Junior afirmou que o deputado “não teve preparo e humildade para reconhecer seu erro”, concluiu.

O vereador Bismarque do Movimento (PT) repercutiu na sessão desta terça-feira, 14, a nota de repúdio enviada pelo Sindicato dos Jornalistas do Tocantins – Sindjor, que criticou a atitude tomada pelo deputado Stalin Bucar (PR) durante sessão na Assembléia Legislativa. Durante seu pronunciamento o deputado proferiu insultos a Jornalista Roberta Tum, ao comentar um erro de informação no rodapé de uma matéria veiculada no dia 06 a cerca da Operação Inconfidente.
O assunto foi levantado pelo vereador Bismarque do Movimento (PT), para quem o deputado foi infeliz em suas palavras por utilizar insultos ao referir-se a jornalista. “Não tem como um deputado abrir a boca e falar tantos absurdos e ficar por isso mesmo. Onde estavam os outros parlamentares que não tomaram partido e nada fizeram? Além de ser uma falta de respeito com qualquer ser humano, o deputado é um homem público de maneira alguma pode sair insultando as pessoas sem que providências sejam tomadas”, ressaltou.
O vereador Fernando Rezende (DEM ) também criticou a forma com que o deputado insultou a jornalista, afirmando que sua atitude jamais justificaria a reação do parlamentar. “O deputado Stalin tem que entender que nada justifica a reação que ele teve. A moral e a imagem de uma pessoa não podem ser insultadas desta forma, ainda mais se tratando de um representante do povo”, afirmou.
O vereador Valdemar Junior (PSD) não poupou criticas ao comentar o assunto. Segundo Valdemar não se pode voltar a época da ditadura e amordaçar a imprensa. “O deputado Stalin acha que porque éum deputado está acima da Lei. Não se pode ferir a liberdade de imprensa desta forma. O deputado teria que ter contestado com fatos ou números, jamais com insultos como os que ele fez. No entanto ele preferiu atacar a moral e a integridade da jornalista”, ressaltou.
 “Quem perdeu com esse episódio lamentável foi o deputado. Ele perdeu moralmente e seu desprestígio com a sociedade agora é grande. E até agora ele não teve preparo e humildade para reconhecer seu erro”, finalizou.

12ª Edição do Prêmio Orilaxé celebra a Diversidade Sexual Resposta


Diversidade Sexual – Viva e deixe o outro viver – esse foi o tema da 12º Edição do Prêmio Orilaxé, promovido pelo Grupo Cultural Afroreggae. A cerimônia de premiação ocorreu nesta terça-feira (14), no Vivo Rio, no Rio de Janeiro. O evento premiou 16 pessoas de vários Estados do Brasil, que de certa forma contribuíram para a diminuição e erradicação da homofobia no país.

O relatório feito pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), divulgado em abril do ano passado, constatou que a cada 36 horas um homossexual brasileiro é morto. Nos últimos cinco anos, de acordo com a Agência Brasil, houve aumento de 113% no número de assassinatos de homossexuais. Apenas nos três primeiros meses de 2011 foram 65 assassinatos.

Em um painel colocado na recepção do evento, foram mostrados os nomes das pessoas mortas vítimas da homofobia no Brasil.

Todos os premiados, entre eles a advogada e especialista em direito homoafetivo, famílias e sucessões, Maria Berenice Dias, acreditam que é possível mudar e transformar a realidade vigente no Brasil. Para Dias, a aprovação do Estatuto da Diversidade Sexual e Proposta de Emenda Constitucional podem ser ferramentas imprescidíveis para a mudança.

Além de Maria Berenice, empresárias, representantes de grupos quilombolas, músicos, atores de teatro, fotografo e jornalistas, e adolescentes, também foram premiados. O coordenador do Afroreggae, José Junior, explicou que a temática deste ano foi escolhida durante a gravação de um programa de televisão.
Confira as categorias e os premiados do evento:

CATEGORIA 1 – MÚSICA
VENCEDOR: CRIOLO
CATEGORIA 2 – CIRCO
VENCEDOR: CIRCO DO MUNDO
CATEGORIA 3 – TEATRO
VENCEDOR: DANIEL HERZ
CATEGORIA 4 – MÍDIAS LIVRES
VENCEDOR: MÍDIA FORA DO EIXO
CATEGORIA 5 – AUDIOVISUAL
VENCEDOR: LUIZ NASCIMENTO
CATEGORIA 6 – FOTOGRAFIA
VENCEDOR: DOMINGOS PEIXOTO
CATEGORIA 7 – JORNALISMO
VENCEDOR: AYDANO ANDRÉ MOTTA
CATEGORIA 8 – VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO
VENCEDOR: RENE SILVA
CATEGORIA 9 – CULTURA E TRADIÇÃO
VENCEDOR: QUILOMBO SÃO JOSÉ
CATEGORIA 10 – TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
VENCEDOR: MAJÊ MOLÊ
CATEGORIA 11 – POLÍTICAS PÚBLICAS
VENCEDOR: MÁRIO THEODORO
CATEGORIA 12 – INOVAÇÃO
VENCEDOR: VINCENT CARELLI
CATEGORIA 13 – EMPREENDEDORISMO SOCIAL E NEGÓCIO (SUBDIVIDIDA EM DUAS CATEGORIAS:
VENCEDORA EMPREENDEDORISMO SOCIAL: LEONORA MOL
VENCEDOR EMPREENDEDORISMO NEGÓCIO: BIRUTA
CATEGORIA 14 – DIREITOS HUMANOS
VENCEDORA: MARIA BERENICE
CATEGORIA 15 –AFROREGGAE
VENCEDOR: SECRETÁRIO SÉRGIO CORTES

*Reportagem: D24AM

Para jornalista, Crô dissemina a homofobia na TV Resposta


A jornalista Maristela Benedet escreveu artigo publicado no site Engeplus, em que acusa o personagem Crô, da “Fina Estampa” (Rede Globo), escrita por Aguinaldo Silva, de disseminar a homofobia na TV. Você concorda? Leia o artigo na íntegra:

Crô dissemina a homofobia na TV

“E lá se vão os tempos áureos das telenovelas, onde os autores Ivani Ribeiro, Janete Clair, Dias Gomes garantiam a fórmula de sucesso nos enredos românticos e final feliz dos mocinhos. A sociedade mudou e os folhetins também. Se contribuíram com essa mudança ou criaram novos modelos e valores? Este é outro debate. O fato é que sem perder a receita consagrada, novos conceitos foram conquistando espaço e comercializados nas tramas. 


A telenovela vende ideologia. O merchandising ora sutil nos produtos, ora explícito nos personagens ditos excluídos por grupos sociais, persuadem o comportamento de quem está do outro lado da telinha. Um desses casos no ar, na novela Fina
Estampa da Rede Globo, é o gay Crô, interpretado pelo ator Marcelo Se rado. Com técnica na arte digna de elogios, Crô é carregado de estereótipos. Oculto nas suas tiradas de humor “inocentes” reforça o preconceito e dissemina o aumento das agressões contra homossexuais.


Crô é caricato – usa e abusa de trejeitos – às vezes vulgar e cheio de afetação. Deixa transparecer seus “casos” amorosos e vida promíscua. Passa a idéia que todos gays são vagabundos, onde não existe aqueles com relação estável, com família, pai, mãe, irmã, emprego fixo onde “rala” desde cedo.  Não são brasileiros cumpridores dos seus deveres com a nação, votando, consumindo, produzindo riquezas e pagando impostos. Enquanto entidades travam luta pela igualdade de tratamento entre pessoas do mesmo sexo e fim da discriminação, um do programa favoritos dos brasileiros prejudica com força essa mudança. A homofobia não é considerada crime, e sua presença exposta de forma negativa na mídia, fica no imaginário e produz mais violência. 


O escritor e diplomata Alexandre Vidal Porto, mestre em Direito pela Universidade Harvard reflete: “É triste, um veículo prestar tal
desserviço à consolidação da cidadania. A imagem desrespeitosa que a televisão brasileira difunde dos homossexuais pode dar lucro às emissoras e aos atores, mas causa prejuízo ao Brasil porque solapa os esforços do governo e da sociedade no combate ao ódio e à intolerância. É necessário recordar a noção de responsabilidade social que as redes de televisão têm o dever de preservar”.

Maristela Benedet – jornalista

Paraná: Jovens agredidos denunciam homofobia Resposta

A agressão a dois rapazes no final de semana em Bom Sucesso (450 km de Curitiba, capital do Paraná) pode se configurar no primeiro de caso de homofobia da cidade. O crime aconteceu na madrugada de domingo, foi registrado pela Polícia Militar (PM), mas só foi divulgado ontem.




De acordo relato das vítimas, a confusão foi provocada por um homem, mas cerca de 15 jovens participaram das agressões, que teriam sido motivadas pela orientação sexual dos dois. As vítimas, gays de 18 e 29 anos, vão representar criminalmente contra o jovem que iniciou as agressões. Eles concederam entrevista ao jornal A Tribuna, mas preferem não ser identificados.


“Queremos levar o caso até o fim para que não volte a acontecer, porque se nada acontecer o infrator vai ter certeza da impunidade e voltar a fazer isso de novo”, disse o jovem de 29 anos.


Ele mora em São Paulo e estava visitando o amigo, que reside em São Pedro do Ivaí (cerca de 420 km de Curitiba). No sábado, foram a uma boate em Bom Sucesso. As primeiras agressões aconteceram dentro da casa noturna.


“Nós estávamos com duas amigas. Quando elas foram ao banheiro o rapaz se aproximou e deu um soco na minha orelha”, relatou o jovem de 18 anos.


Quando seu amigo foi avisado, também foi agredido. “Ele me disse para sairmos, porque um cara havia batido nele. Neste momento levei um soco no rosto”, contou a outra vítima. Por causa do tumulto inicial, o agressor saiu da boate. Um tempo depois os amigos decidiram ir embora.


“Mas ele esperava do lado de fora com outros rapazes. Esperaram nos afastarmos para nos atacar. Tentamos entrar na área de auto atendimento de um banco, mas não deu tempo”, disse a vítima de 29 anos. “Só não ficou pior, porque temos conhecidos em Bom Sucesso que viram e nos ajudaram. Quando perceberam que não estávamos desprotegidos fugiram”, detalhou o homem de 29 anos.

Sul e Sudeste lideram ranking de homofobia no Brasil, aponta relatório Resposta

O Grupo Gay da Bahia (GGB), que anualmente divulga relatório sobre o número de assassinatos de homossexuais no Brasil, acaba de finalizar o primeiro levantamento sobre homofobia não letal em todo o País. Conforme o banco de dados coordenado pela entidade, obtido com exclusividade pelo portal Terra Magazine, em 2011, foram contabilizadas 282 ocorrências de discriminação com base na orientação sexual.

Os casos vão de insultos e ameaças até agressões físicas, semelhantes à que aconteceu na segunda-feira (13/02), com um casal de gays, espancado por taxistas (ilegais, em táxi pirata) no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro.

Os registros foram compilados a partir de informações coletadas na imprensa, segundo o antropólogo Luiz Mott, fundador do GGB, que critica a falta de estatísticas, produzidas pelo poder público, sobre violência contra os LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

– Considero que o governo comete o crime de prevaricação na medida em que o Plano Nacional de Direitos Humanos, aprovado em 2002, previa a criação de um banco de dados em nível federal, assim como políticas públicas para erradicar a homofobia, e nada foi feito – opina.

De acordo com o levantamento do GGB, gays foram os mais vitimizados pela homofobia, com 219 casos, o que corresponde a 77,6%. Na sequência, estão as travestis, com 12,7%, e as lésbicas, com 9,5%.
As regiões com mais registros de homofobia não letal são Sudeste e Sul (67%), seguidas do Nordeste (18%) e Centro-Norte (14%). O relatório ressalta, entretanto, que o maior número de meios de comunicação no Sudeste e no Sul faz com que os casos tenham mais visibilidade.

Considerando os números absolutos, São Paulo figura no primeiro lugar em denúncias de violação dos direitos humanos dos homossexuais, com 72 registros, seguido do Rio de Janeiro (35), Minas Gerais (22), Bahia (18) – que há seis anos é o Estado onde mais se mata LGBTs -, Paraná (11) e Goiás (10).
Já em termos relativos, levando em conta o total de habitantes, o Rio de Janeiro assume a ponta, liderando o ranking de casos de homofobia não letal. Distrito Federal, São Paulo, Paraíba e Goiás aparecem na sequência.

– Coincidentemente, a imprensa está noticiando a agressão violenta sofrida por um casal gay em um aeroporto do Rio, o que confirma a gravidade da homofobia em nosso País e a urgência para que o governo proponha uma campanha, cientificamente elaborada por uma equipe multidisciplinar, garantindo a sobrevivência da comunidade LGBT – destaca Mott.

Casos subnotificados

Das 282 ocorrências compiladas, 87 foram referentes à violência física. Mais uma vez, os gays foram o grupo mais vitimado, abarcando 65% dos registros.

– A maioria do segmento LGBT vítima de violência homofóbica não registra Boletim de Ocorrência nem realiza exame de corpo de delito nos IML de suas cidades, temerosos, com razão, de serem vítima da homofobia policial ou de ter revelada por jornalistas policiais sua orientação sexual muitas vezes secreta. Tal omissão, além de subnotificar as estatísticas de crimes de ódio, indiretamente, estimula a repetição das mesmas agressões – afirma no relatório, o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira.

Entre as formas de discriminação mais recorrentes, destacaram-se, em 2011, conforme o levantamento, a praticada por órgãos e autoridades governamentais (19,5%); seguido da discriminação religiosa, familiar e escolar (10%). 
”Agressivas sessões de exorcismo e ‘cura’ de homossexuais praticados por igrejas evangélicas fundamentalistas constituem grave violência contra a livre orientação sexual dos indivíduos LGBT, sem falar na divulgação na TV e na internet de discursos que demonizam a homoafetividade, tendo sobretudo parlamentares e pastores evangélicos seus principais opositores”, frisou o relatório.

Assassinatos

Em janeiro, segundo adiantou a Terra Magazine, o Grupo Gay da Bahia informou o número de assassinatos de LGBTs registrados em 2011, dado que será apresentado no relatório anual de assassinatos de homossexuais no Brasil, cuja divulgação está prevista para depois do Carnaval. Foram 251 homicídios, nove a menos do quem em 2010, quando houve recorde histórico com 260 mortes.

O País, de acordo com a entidade, é o primeiro lugar no ranking mundial de assassinatos homofóbicos, uma média de um homicídio de LGBT a cada um dia e meio.

Vítima de agressão homofóbica em aeroporto do Rio tem alta médica Resposta

Cristiano Damaceno caído no chão, após ter sido atingido com um chute no rosto por taxistas no Aeroporto Tom Jobim

O homem que foi agredido na saída do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim teve alta médicado Hospital Santa Maria Madalena, na Ilha do Governador, às 22h de segunda-feira. O vendedor Cristiano Damasceno, de 40 anos, sofreu ferimentos no maxilar e está com um corte na cabeça. Ele estava com o jornalista Dario Amorim, de 48, no momento da confusão, que segundo a vítima começou logo depois que um taxista fez uma piada com ele e seu companheiro quando os dois desembarcavam na tarde de segunda-feira vindos de Natal.

De acordo com depoimentos das vítimas, que moram no Rio, eles foram abordados por homens que trabalham oferecendo serviço de táxis no terminal. Diante da recusa, um deles teria provocado e xingado o casal. Foi o estopim para uma grande confusão. Dois homens foram presos em flagrante: Marcos Ribeiro da Silva, de 40 anos, e Rodrigo Alves da Silva, de 31, que trabalham para taxistas. Eles foram autuados por lesão corporal e tentativa de homicídio.

— A questão da homofobia foi por a gente ter recusado e ele não ter gostado da recusa —contou Cristiano ao telejornal RJ-TV. — (A confusão começou) na saída da porta em que um desses taxistas estava e ele continuou insistindo e a gente disse não com uma voz mais firme e aí ele fez a piada.

Delegacia investiga grupo que atua ilegalmente

De acordo com o delegado Ricardo Codeceira, titular da Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio (Dairj), os acusados de agressão atuam como “jóquei”, apelido dado às pessoas que oferecem aos passageiros os serviços de táxis piratas. Codeceira informou que a delegacia investiga, há dois meses, esta prática ilegal no aeroporto.

— Estas pessoas que ficam chamando passageiros, conhecidas como “jóqueis”, atuam há bastante tempo e já são alvo de uma investigação. — afirmou o delegado, que acredita que as agressões tenham conotação homofóbica. — As vítimas disseram que foram xingadas por causa da opção (na verdade é orientação e não opção) sexual. A partir daí começou a toda confusão. Os agressores (Marcos e Rodrigo) alegam legítima defesa. Mas Cristiano chegou a desmaiar depois de receber um pontapé no queixo.

Bastante nervosa, a mãe de Rodrigo, Marli Alves da Silva, criticou a prisão de seu filho. Ela chegou a passar mal na delegacia, com pressão alta.

— Por que os outros que se envolveram na briga não foram presos? Meu filho também foi agredido. Apenas se defendeu, como todo homem faria. Os dois levantaram o tom de voz e foram grosseiros.
A versão de Dario, um dos agredidos, é diferente. Ele diz que Rodrigo começou a confusão.

— Ele ofereceu o serviço e dissemos que não estávamos interessados. Mas insistiu e começou a fazer gracinha. Até que ele disse: “vai tomar no cu, seu veado”. Aí o Cristiano perdeu a cabeça e começou toda a confusão. O Marcos foi quem agrediu o Cristiano quando ele já estava caído, sem qualquer chance de defesa.

Dario criticou a Infraero. Segundo ele à princípio a estatal não quis levá-lo ao hospital onde seu companheiro está internado.

— Só depois de muita insistência eles ofereceram condução — disse.

O delegado Ricardo Codeceira disse que o episódio reforça a importância de os passageiros optarem 
sempre por táxis legalizados e padronizados.

— As vítimas agiram de forma correta ao recusarem um serviço ilegal.

Na última sexta-feira, Ricardo Codeceira informou que identificou e indiciou outros três suspeitos de integrar a quadrilha que roubou o estacionamento do Galeão. O roubo aconteceu no dia 30 de janeiro. Segundo a polícia, os assaltantes roubaram R$ 86 mil.

*Com informações do jornal O Globo

Rio lança campanha contra homofobia um dia após ataque a casal gay em táxi pirata Resposta

As autoridades do Rio de Janeiro anunciaram nesta terça-feira (14/02) uma campanha informativa contra a homofobia, um dia depois de um casal de homens ser agredido no aeroporto internacional Tom Jobim por dois taxistas ilegais. A campanha é promovida pelo programa Rio sem Homofobia e o material começou a ser distribuído nos pontos mais frequentados por lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGTB) por causa do carnaval, que começa na próxima sexta-feira (17/02), afirmou o governo do Estado.
Os materiais, que serão distribuídos também nas praias cariocas, incluem informações sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), assim como orientações sobre o que fazer em caso de agressões.

Na segunda-feira (13/02), dois homens foram detidos após agrediram um casal homossexual no aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim. O casal retornava de uma viagem a Natal, no Rio Grande do Norte, e, quando saíam do Terminal 2, foram e agredidos por não terem aceitado o serviço dos taxistas, que seriam motoristas de táxi ilegais.
Em imagens gravadas pelas câmaras de segurança do aeroporto é possível ver o vendedor Cristiano Damasceno, 40 anos, e seu companheiro Darío Amorim, 48 anos, sendo golpeados por vários indivíduos na área de táxis do terminal. Damasceno, que teve que ingressar no hospital Santa Maria Madalena com fraturas no rosto, recebeu alta horas depois e declarou à emissora de televisão Globo que “foi um problema de homofobia”.
Os acusados pela agressão atuavam como motoristas “piratas”, prática ilegal investigada pelo governo, segundo explicou o delegado Ricardo Codeceira, titular da Delegação do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Codeceira disse que a agressão tinha “uma conotação homofóbica”. Segundo a polícia, os agressores serão processados por tentativa de homicídio e lesão corporal.

Tem que haver uma melhor fiscalização de táxis ilegais, qualquer pessoa está sujeita a agressões e outros tipos de violência com eles nas ruas.

*Com informações da agência EFE

Minas Gerais: Vereador é suspenso após ofender gays Resposta


O vereador Pardal (PDT), apelido de Jadson do Bonsucesso Rodrigues, da cidade mineira de Caeté, a 60km de Belo Horizonte, ganhou uma suspensão de 90 de seu próprio partido por, em 14 de novembro do ano passado, ter feito gestos obscenos e ameaçado Antônio Carlos Chagas, organizador da Parada Gay da cidade. Antes, o político disse que gays precisavam de tratamento. 
Em julho de 2011, Chagas deu uma declaração homofóbica em uma reunião na Câmara de Vereadores da cidade sobre o evento. “Com todo o respeito à homofobia (sic), não estou aqui para fazer críticas. Nós estamos aqui com várias pessoas querendo fazer parada gay, mas você tá vendo que o cara tá precisando de tratamento, pô”, disse o parlamentar que literalmente chamou os gays de doentes. A punição foi uma resposta a um vídeo postado na internet, com a fala do vereador.


Já foi aberto um pedido de investigação por quebra de decoro na Câmara dos Vereadores por causa do comportamento do parlamentar durante a Parada Gay. O recado do partido é que se ele insistir será expulso da sigla por desrespeitar o regimento da sigla que é contra a discriminação. O militante gay afirma que foi vítima de ameaças de morte anônimas mas que não sabe dizer de onde partiram. Apesar das forças contrárias, ele garante que a Parada Gay da cidade continua.


Tocantins: deputado Stálin Bucar defende filho acusado de corrupção, atacando vida pessoal de jornalista Resposta


A sessão plenária da Assembleia Legislativa do Tocantins desta terça-feira (14/02), começará com a expectativa em torno do presidente da mesa diretora em exercício, deputado Eli Borges (PMDB), que recebeu ofício do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Tocantins (Sindjor), solicitando que ocorra a leitura de nota de repúdio contra o deputado Stálin Bucar (PR).
Semana passada, o deputado pediu a palavra pra defender seu filho, Stálin Beze Bucar, de supostas acusações sem provas da jornalista Roberta Tum em seu site. O agropecuarista está sob investigação da Polícia Civil (Operação Inconfidente), por suposto envolvimento com quadrilha de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e até o assassinato de um oficial de Justiça, Vanthieu Ribeiro, de Miracema, que seria queima de arquivo.
Stálin Beze Bucar – ex-presidente do Naturatins e filho do deputado estadual Stálin Bucar – foi apontado como suspeito de  intermediar transações financeiras da quadrilha. Na época, a Deic pediu mandados de prisão e de busca e apreensão, mas nenhuma prisão foi decretada. O envolvimento de Stálin Jr não está comprovado.
Ocorre que o deputado usou a tribuna para atacar a vida pessoal da jornalista, gerando uma onda de insatisfação no meio profissional.

Tanto o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Tocantins  (Sindjor) – quanto o Grupo Ipê Amarelo pela Livre Orientação Sexual – Giama, repudiaram de forma veemente os ataques desferidos pelo deputados Stálin Bucar à jornalista Roberta Tum (www.robertatum.com.br), que usou a tribuna da Assembléia para “intimidar” a jornalista.

Veja as notas abaixo:

NOTA DE REPÚDIO – SINDJOR

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Tocantins – SINDJOR/TO, vem pela presente nota, REPUDIAR de forma veemente o pronunciamento proferido na Tribuna da Assembleia Legislativa do Estado, na última terça-feira, dia 7 de fevereiro, pelo deputado estadual Stálin Bucar, contra a cidadã e jornalista Roberta Tum, Diretora do Portal Roberta Tum, pelas razões que se seguem:
1 – O deputado utilizou de ameaça velada e de intimidação ao livre exercício da imprensa, inaceitáveis no regime democrático. É o que fica claro em sua fala quando o deputado atribui à jornalista a intenção de prejudicar a sua imagem, ao citar seu filho Stálin Beze Bucar, o Stálin Jr – investigado na Operação Inconfidente – nas matérias jornalísticas que tratam do desenrolar do caso, sustentando: “ela está procurando um resultado para ela mesma, e podem ter certeza, ela vai encontrar” (sic);
2 – Ao se referir a um erro de informação em matéria jornalística publicada pelo Site Roberta Tum – prontamente corrigido pelo veículo – o deputado Stálin Bucar adotou termos extremos, discriminatórios, num ataque pessoal faltando com o respeito à cidadã, à jornalista e à pessoa humana, atitudes inaceitáveis por parte de um representante popular, no uso da Tribuna de uma Assembleia Legislativa Estadual;
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Tocantins reafirma, nesta oportunidade, sua solidariedade à jornalista Roberta Tum – pioneira na comunicação do Estado – pelo ataque sofrido, ao mesmo tempo em que coloca sua assessoria jurídica à sua disposição para as ações judiciais necessárias.

A DIRETORIA
Giama repudia atitude Lesbofóbica do Deputado Stalin Bucar
A Ong Grupo Ipê Amarelo pela Livre Orientação Sexual – Giama, fundada em 2002 para defender a dignidade das pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Tocantins, vem por meio desta nota repudiar o Deputado Estadual Stalin Bucar por discriminação homofóbica/lesbofófica à jornalista Roberta Tum, durante discurso, em plena tribuna, no dia 7 de fevereiro.
A chamada Casa do Povo foi palco de umas das atitudes mais retrógradas e violentas da sociedade atual. O Giama entende que quando o Deputado citou a orientação sexual da jornalista de forma pejorativa e com a tentativa de desqualificá-la, ele ofendeu também os cidadãos tocantinenses, que pagam impostos e sustentam a existência da Assembleia Legislativa. Discursos onde a homossexualidade é colocada como um desvio de comportamento, assim como fez o Deputado Stalin Bucar, já causaram a morte de 28 LGBT’s no Estado do Tocantins. Ademais, independente da orientação sexual do cidadão/cidadã, que é uma questão de foro íntimo, ninguém, especialmente Deputados, tem o direito de humilhar pessoas publicamente, como aconteceu à Jornalista.
Ressaltamos ainda que fatos como este corroboram a verdade da existência da homofobia institucional e o entendimento de que o Poder Legislativo é o maior responsável pela não existência de medidas protetivas às minorias vulneráveis neste País.
Também repudiamos os deputados que permaneceram calados quando do ocorrido, omissos a essa violência institucional. O povo hoje tem vergonha de alguns políticos que o representa, e enfatizamos que ser deputado não deve ser fator atenuante a crimes de discriminação, pelo contrário, deve acentuar o delito, sobretudo porque esperamos bom exemplo, conduta ilibada e respeito por parte desses políticos.
Neste momento toda a sociedade exige um pedido formal de desculpas pelo acontecido, e exigimos abertura de processo ético na Assembléia Legislativa do Tocantins contra o deputado, por falta de decoro parlamentar.
Nesta ocasião também nos solidarizarmos a Roberta Tum e pedimos o fim da violência contra os homossexuais e contra as mulheres.
Renilson Cruz
Presidente do Giama

Dupla sertaneja João Carreiro e Capataz nega ser homofóbica Resposta





Em entrevista ao “Muito+“, a dupla sertaneja João Carreiro e Capataz, negou ser homofóbica e disse ainda que não teve intenção de ofender ninguém com sua canção. “Isso é bobeira. É gente querendo se aproveitar de coisa boba. Tem muita coisa para vocês defenderem, pra vocês ajudarem. A música é somente uma história”, disse Capataz, se defendendo da acusação.





Confira trecho da música que incomodou aos LGBT:

“Sistema que fui criado, ver dois homem abraçado, pra mim era confusão/ Mulher com mulher beijando/ Dois homens se acariciando, meu Deus que decepção/ Mas nesse mundo moderno, não tem errado e nem certo, achar ruim é preconceito/ Mas não fujo à minha essência, pra mim isso é indecência/ Ninguém vai mudar meu jeito”.




Claudia Leitte é convidada para ser madrinha da Parada Gay de Salvador Resposta


A cantora gonçalense de Axé Music, Claudia Leitte teria sido convidada para ser a madrinha da 11ª Parada Gay da Bahia. As informações são do jornal Correio 24 hora. Os organizadores do evento chamaram a cantora para ser destaque do evento, que será realizado no dia nove de setembro, em Salvador.


A cantora que em 2009 causou polêmica e foi acusada de homofóbica, ao dizer que não gostaria de ter um filho gay, em entrevista à drag queen Leo Áquila, parece definitivamente ter superado o ocorrido e reconquistado o seu lugar no coração dos LGBT. Em 2011, ela gravou uma música com Ricky Martin e agora pode ser rainha da para da Bahia. É esperar para ver como será a receptividade do povo baiano. 

Casal gay é agredido por taxista pirata no Aeroporto Tom Jobim, diz polícia Resposta

Segundo delegado, casal teria se recusado a embarcar em táxi pirata. Uma das vítimas foi levada para hospital na Ilha do Governador, no Rio.

O delegado Ricardo Codeceira, da Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio (Dairj), na Ilha do Governador, investiga, nesta segunda-feira (13), a agressão sofrida por um casal de homossexuais, que teria se recusado a viajar num táxi pirata. (Clique aqui e veja o vídeo do Jornal Nacional com imagens da agresssão)
De acordo com a assessoria da polícia, o casal foi abordado na saída do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (Galeão).
Segundo a nota da Polícia Civil, diante da recusa dos passageiros, o motorista começou a ofendê-los, falando de sua opção sexual. Houve troca de socos entre o taxista e um dos rapazes. O outro rapaz tentou separar a briga e os três acabaram caindo no chão. Um segundo taxista pirata apareceu e chutou o rosto do rapaz que estava tentando separar os outros dois, ainda segundo informou a polícia.
O delegado informou que o primeiro taxista fugiu após a briga, mas foi encontrado pelos policiais no início da noite desta segunda-feira. O outro agressor foi detido instantes após a confusão.
Ricardo Codeceira explicou que os dois homens foram autuados em flagrante pelos crimes de lesão corporal e tentativa de homicídio.
O rapaz que levou o chute foi levado para o Hospital Santa Maria Madalena, na Ilha do Governador.
Agressão a taxista que não era de cooperativa

Em julho de 2010, cinco taxistas foram flagrados pelas câmeras de segurança do aeroporto agredindo um motorista que não era da cooperativa. Eles respondem por tentativa de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e porque não deram chance de defesa à vítima.

As imagens mostram os agressores dando chutes e socos na cabeça da vítima, que fica desacordada, caída na rampa do setor de desembarque. O motivo da agressão seria porque a vítima, também taxista, teria deixado um passageiro e aceitado o embarque de outro, provocando a ira dos taxistas de cooperativas que fazem ponto no aeroporto.
*Com informações do G1.

Casal gay vence concurso de beijo e ganha cruzeiro em São Paulo Resposta

Casal gay vence competição de beijo em SP. (Divulgação)

Um casal gay de São Paulo participou de uma competição inusitada no último final de semana em São Paulo. O consultor tecnológico Eduardo Boschetti, de 32 anos e Rafael Cavalcanti, estagiário de 21 anos, ficaram um minuto e onze segundos beijando debaixo d´água em um parque aquático da cidade de Itupeva. 


O concurso chamado de ¨Beijo Molhado¨ era para decidir quem ficava mais tempo beijando embaixo d´água, e o casal bateu todos os 600 outros casais concorrentes. Como recompensa, eles ganharam um cruzeiro pelo litoral paulista. 
O segundo lugar ficou com o casal Daniele Fernandes e Rafael Augusto, que ficaram apenas dois segundos a menos que Eduardo e Rafael Cavalcanti.

Paraíba é 2º lugar em crimes homofóbicos (Pernambuco lidera) Resposta

Um relatório divulgado no ano passado, pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), colocou a Paraíba em segundo lugar no ranking de crimes praticados contra homossexuais no Brasil – o primeiro ficou com Pernambuco. O estudo mostrou ainda que a homofobia é mais frequente na Região Nordeste. 


No ano passado, na Paraíba, foram registrados 21 assassinatos contra homossexuais. Os dados são do Movimento do Espírito Lilás (MEL), entidade que luta pelos direitos dos gays, lésbicas e travestis. Praticamente todos os crimes – ocorridos em oito cidades do Estado – continuam impunes.

Entre os assassinatos está o de um travesti de 24 anos, morto com mais de 30 facadas, em abril, no município de Campina Grande. Câmeras de segurança da Superintendência de Trânsito da cidade registraram a ação dos criminosos, identificados dias depois. O motivo do homicídio teria sido um impasse sobre o valor do programa cobrado pelo travesti.

Já em agosto, o estudante Marx Nunes, 25 anos, foi morto ao tentar defender um homossexual, durante a realização de uma festa, na cidade de Cabedelo, região metropolitana de João Pessoa. Na tentativa de apaziguar uma agressão contra os gays, o estudante foi atingido com um tiro no pescoço e morreu.

Último Crime registrado

O homossexual identificado como Cícero Santos Dias, 38, foi assassinado com 25 facadas no início da manhã deste domingo (12), em João Pessoa (PB). O companheiro dele também saiu ferido e foi socorrido ao Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena. Até que a autoria do crime seja desvendada, o companheiro da vítima ficará sob custódia. A polícia quer saber se ele tem ou não envolvimento no homicídio e se o crime foi praticado por homofobia (aversão a homossexuais).

Conforme informações da Polícia Militar, Cícero estava em casa quando foi morto. Ele morava em uma comunidade localizada em um bairro da periferia de João Pessoa. Na casa de Cícero, foram encontrados cachimbos usados para o consumo de crack. Vizinhos da vítima disseram que ouviram tiros e gritos, mas não souberam dar mais detalhes à polícia. 

Com informações do site UOL.