¨Em nome de Deus¨, 40 gays e lésbicas foram assassinados no Iraque Resposta

A Comissão Internacional de Direitos Humanos de Gays e Lésbicas, divulgou um relatório preocupante para a comunidade LGBT global indicando que grupos de massa de homossexuais são assassinados no Iraque. 

De acordo com o comunicado: 

¨ A Comissão Internacional de Direitos Humanos de Gays e Lésbicas recebeu hoje relatórios do Iraque de uma onda de assassinatos seletivos de indivíduos que são percebidos como gays ou lésbicas. De acordo com ativistas de direitos humanos do Iraque, no início de fevereiro de 2012, um grupo não identificado postou ameaças de morte contra os indivíduos ¨adúlteros¨ nos bairros predominantemente xiitas de Bagdá e Basra. As ameaças fez com que os indivíduos, cujos nomes e idades foram listados, tivessem quatro dias para parar o seu comportamento ou enfrentariam a ira de Deus. De acordo com fontes dentro do Iraque, como resultado desta nova onda de violência anti-gay, cerca de 40 pessoas foram seqüestradas, torturadas e assassinadas brutalmente. As autoridades iraquianas não responderam a essa violência dirigida e nem devem ter denunciado públicamente o ocorrido. Acredita-se que essas atrocidades estão sendo cometidos por um grupo da milícia xiita.¨ 

A Diretora da CIDHGL disse que o governo do Iraque representa um país plenamente soberano e democrático, e por isso, deve proteger todos os seus cidadãos, incluindo gays, lésbicas e transgêneros, de todos os crimes de ódio e violência cometidos por grupos milicianos armados. E continua: 
– Em 2009, vários gays e lésbicas foram assassinatos por conta de suas orientações sexuais, e isso não deve ser tolerado no iraque. Não há desculpas para essas violações abomináveis dos direitos humanos. Exigimos que o governo iraquiano acabe com a perseguição desumana e assassinato de homossexuais, e que os seus autores sejam punidos.

Homofobia: Jovem gay é atacado por grupo neo-nazista no Chile e tem corpo marcado por suásticas. Ricky Martin se pronuncia. Resposta

Daniel Zamudio: Orelha queimada e suásticas marcadas no corpo

Um jovem homossexual chileno está em coma após ter sido atacado por um grupo neo-nazista, que também marcou suásticas em seu corpo e arrancou parte de uma orelha. 


Em um comunicado, o Movimento de Integração e Libertação Homossexual (MOVILH) disse que o ataque ocorreu na semana passada e que o jovem, identificado como Daniel Zamudio, de 24 anos, está em coma no em um hospital em Santiago do Chile. De acordo com o comunicado, ¨o ataque foi tão brutal que os agressores marcaram o corpo do jovem com símbolos neo-nazistas, uma das agressões mais graves e dramáticas já conhecidas. 
O presidente do MOVILH, Rolando Jiménez, disse que se preocupa com os ataques no Chile: 
– É muito grave que existam no Chile, grupos neo-nazistas que agem sem nenhuma impunidade, e que existe, entre outros motivos, porque o governo chileno ainda não percebeu o quanto esses grupos sçao perigosos. 
Daniel Zamudio
Quem também se manifestou sobre o ataque foi o cantor Ricky Martin, que mostrou sua solidariedade em uma mensagem no twitter: ¨Sem mais ódio e sem mais discriminação. Espero que a justiça seja feita agora. Muita luz para Daniel e sua família. # Fuerzadanielzamudio”, escreveu o cantor.
De acordo com o relatório anual realizado pelo Movilh, a entidade mais ativa em defesa dos homossexuais no Chile, em 2011 houveram 186 queixas e casos de discriminação, 48 a mais que em 2010. Tais casos incluem o assassinato de três pessoas por causa de sua orientação sexual, agressão física ou verbal perpetrada por 13 civis e cinco casos de abuso policial.

Psicologia x fé: acirra o debate sobre o tratamento para gays Resposta

Psicóloga Marisa Lobo (Reprodução)

Psicólogos publicam “resposta” a deputados evangélicos.


A psicóloga Marisa Lobo é evangélica, membro de uma igreja batista em Curitiba. Nos últimos meses, tem enfrentado oposição ferrenha de muitos de seus colegas por defender que é possível “tratar um homossexual” que deseja abandonar tal prática. Embora não goste de usar o termo “cura”, Marisa acredita que todo homossexual tem direito a tratamento.
Marisa Lobo participará da audiência pública que discutirá o projeto de decreto legislativo, encaminhado pelo deputado João Campos (PSDB-GO), que pode suspender dois artigos (instituídos em 1999) que proíbem um psciólogo de emitir opiniões públicas ou tratar a homossexualidade como doença.
Em meio a esse debate, foi publicado na Folha de São Paulo o artigo que seria uma resposta aos políticos evangélicos. Intitulado “Não cabe cura para quem não está doente”, é assinado por Humberto Verona, presidente do Conselho Federal de Psicologia e por Carla Biancha Angelucci, presidente do Conselho Federal de Psicologia de São Paulo.
Seu objetivo é contestar as críticas aos Conselhos de Psicologia. O motivo é simples: para essas entidades, orientação sexual não constitui “doença, distúrbio ou perversão”.
Seus autores alegam que desejam apenas defender a “laicidade” da psicologia. Uma vez que o assunto chegou à esfera do Legislativo, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, afirmou que o projeto da bancada evangélica que possibiltaria a “cura gay” é uma “aberração”.
O parlamentar alega que “Querem legalizar um tratamento que enseja tortura psicológica e física. O principal grupo dos Estados Unidos que defendeu a psicoterapia como forma de curar a homossexualidade já veio a público pedir desculpas pelos suicídios que muitos adolescentes cometeram, induzidos por esse suposto tratamento”.
Leia o artigo na íntegra:
Cumprindo as suas atribuições, o CFP, por meio da resolução 01/99, regulamenta a atuação dos psicólogos com relação à questão da orientação sexual.
Considerando que as homossexualidades não constituem doença, distúrbio ou perversão (compreensão similar à da Organização Mundial da Saúde, da Associação Americana de Psiquiatria e do Conselho Federal de Medicina), a resolução proíbe que o psicólogo proponha seu tratamento e cura.
Entretanto, em nenhum momento fica proibido o atendimento psicológico à homossexuais, como afirmado pelo deputado João Campos (PSDB-GO), líder da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso Nacional, que propõe um projeto que pretende sustar dois artigos da citada resolução.
Isso fere a autonomia do CFP como órgão que fiscaliza e orienta o exercício da psicologia e contraria as conquistas no campo dos direitos sexuais e reprodutivos, consolidados nacional e internacionalmente.
A iniciativa do CFP foi pioneira e, na época, o Brasil passou a ser o único país no mundo com uma resolução desta natureza. Por isso, o conselho recebeu dois prêmios de direitos humanos.
Vale ressaltar que, a partir da resolução brasileira, a Associação Americana de Psicologia formou um grupo específico para elaborar documentos de referência para norte-americanos e canadenses, reafirmando posteriormente a inexistência de evidências a respeito da possibilidade de se alterar orientações sexuais por meio de psicoterapia.
A discussão sobre a patologização da homossexualidade é comumente atravessada por questões religiosas, já que certas práticas sexuais são vistas também como imorais e contrárias a determinadas crenças.
Entretanto, há que se reafirmar a laicidade da psicologia, bem como de nosso Estado. Isso significa que crenças religiosas – que dizem respeito à esfera privada das pessoas – não podem interferir no exercício profissional dos psicólogos, nem na política brasileira.
Nesse sentido, ao associar o atendimento à pretensa cura de algo que não é doença, entende-se que o psicólogo contribui para o fomento de preconceitos e para a exclusão de uma parcela significativa de nossa população.
Considerando que a experiência homossexual pode causar algum sofrimento psíquico, o psicólogo deve reconhecer que ele é decorrente, sobretudo, do preconceito e da discriminação com aqueles cujas práticas sexuais diferem da norma estabelecida socioculturalmente.
O atendimento psicológico, portanto, deve, em vez de propor a “cura”, explorar possibilidades que permitam ao usuário acessar a realidade da sua orientação sexual, a fim de refletir sobre os efeitos de sua condição e de suas escolhas, para que possa viver sua sexualidade de maneira satisfatória e digna.
* Carla Biancha Angelucci é presidente do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo
* Humberto Verona é presidente do Conselho Federal de Psicologia
*Com informações Folha e POP e site Gospel Prime.

Kylie Minogue recusa cachê e se apresenta de graça na Parada Gay da Austrália Resposta

Kylie Minogue recusou o cachê que receberia para se apresentar na Parada Gay da Austrália. A cantora australiana subiu ao palco para cantar um medley de 20 minutos de canções como ¨Better the Devil You Know¨ e ¨Locomotion¨ na noite do último sábado (03/03). 

A parada, que também é celebrada durante o carnaval australiano, pagaria a ela $16 mil dólares, algo um pouco mais de R$27 mil reais, mas ela se recusou a receber o cachê e quis se apresentar de graça. 

Um representante do evento confirmou: 
– É verdade que ela não cobrou nada. E cantou ao vivo durante toda a apresentação. 
Depois da performance, Kylie agradeceu a todos aqueles que assistiram o show, descrevendo-o como ¨incrível¨. Ela também disse que não conseguia acreditar na quantidade de pessoas que ajudaram ela a criar seu trio-elétrico K25 (que foi usado durante a parada), projetado para ajudar a comemorar seu aniversário de 25 anos na indústria da música.
A cantora também disse antes do evento que estava super animada por participar e que mesmo morando no Reino Unido, ela sempre vai se considerar uma australiana. 
Essa sim sabe como representar a comunidade LGBT, não?

Crivella acredita que Haddad não foi responsável por kit anti-homofobia Resposta


Na primeira agenda pública da pasta, o novo ministro da Pesca, Marcelo Crivella, disse que o pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, não tem responsabilidade na produção do kit anti-homofobia, chamado por ele e por deputados cristãso fundamentalistas de “Kit gay”. No entanto, apesar de isentar o ex-ministro da Educação, Crivella deixou claro que o PRB – partido ao qual pertence – tem intenções de vencer as eleições na capital paulista com o ex-deputado federal Celso Russomano.

“Ele (Haddad) jurou com os pés juntos que não produziu (o kit). Ele disse que foi uma ONG contratada pelo ministério”, afirmou o ministro, durante visita a duas colônias de pescadores da ilha da Madeira, em Itaguaí, cidade da Região Metropolitana do Rio.

Crivella disse ainda que conta com o  apoio posterior de Haddad em um possível segundo turno.

“A pesquisa do Datafolha mostrou que estamos em segundo lugar e que o (ex-governador José) Serra (PSDB) tem uma rejeição maior que a nossa. Então, estamos com chance de ir ao segundo turno e precisaremos do apoio do Haddad”, analisou.

Na sondagem do Datafolha divulgada neste fim de semana, Serra aparece com 30% das intenções de voto contra 19% de Russomano. Haddad é mais modesto, com apenas 3% da preferência popular.

A nomeação de Crivella para o ministério da Pesca é apontada como uma estratégia para blindar o candidato petista dos ataques de evangélicos. Isso porque o kit anti-homofobia foi criado e distribuído nas escolas da rede pública enquanto Haddad era ministro da Educação.

Pelo visto, Crivella está fazendo direitinho o papel de “escudo evangélico” para o candidato petista à Prefeitura de São Paulo. O ministério da Pesca parece servir para isso. Depois, ele voltará a nos infernizar no Senado.

Será que o ex-ministro Haddad vai ficar calado ou vai dizer a verdade: sou o pai do kit anti-homofobia?

‘Rio sem Homofobia’ quer dicas de livros e filmes LGBT 2


O Programa Rio sem Homofobia, no que tange às suas ações culturais, está recebendo sugestões de pessoas físicas, organizações sociais e entidades públicas de títulos de livros com a temática LGBT e sexualidade, cujos contextos sejam de direitos, cidadania, discriminação, conceitos, romance, ficção e biografias, priorizando as áreas de artes, ciências sociais e humanas. O acervo tem como objetivo oferecer conhecimento à população sobre o legado e memória LGBT.

Filmes e documentários que retratem a temática LGBT, nos contextos de direitos, cidadania, discriminação, conceitos, romance, ficção e biografias também serão adquiridos para o acervo da Secretaria de Estado de Cultura e estarão disponíveis nas bibliotecas públicas estaduais. Além disso, o Centro Estadual de Documentação e Informação LGBT do RJ, com previsão de implantação em 2013, também conterá as obras.

“Para o recebimento de sua sugestão, solicitamos que a mensagem encaminhada contenha a informação se é livro ou filme, o título completo da obra, a autoria, o ano, a editora ou a produtora. Para colaborar, basta enviar as sugestões até o dia o dia 12 de março de 2012, para o e-mail riosemhomofobia@gmail.com“, explica o superintendente e coordenador do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento.  

Essa ação é uma realização da Secretaria de Estado de Cultura, por meio das Superintendências de Cultura e Sociedade e de Leitura e Conhecimento; em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, através da Superintendência de Direitos individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos.



Todas as pessoas e organizações que participarem da construção dessa política de acervo LGBT serão citadas em nota pública de agradecimento. Para mais informações entre em contato com os telefones 2334-9561 ou 2334-9562. 

Brasil tem pelo menos 110 pré-candidatos LGBTs Resposta


Não basta ser gay, tem que ter proposta. O lema, citado pelo presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, é o ponto de partida para pelo menos 110 militantes homossexuais que são pré-candidatos a vereador nas eleições deste ano. A associação listou filiados de 19 partidos que pretendem concorrer em mais de 70 municípios de 23 Estados. Em 2008, foram 80 candidatos, com seis vereadores eleitos.

Os pré-candidatos não buscaram apenas legendas de bandeiras libertárias, como o PV. Há filiados a siglas conservadoras como o PR do senador evangélico Magno Malta (ES), que no ano passado ameaçou renunciar se o Congresso aprovasse a lei anti-homofobia, com o argumento de que o projeto de lei estimula “a criação de um terceiro sexo”.

“O senador Magno Malta e eu nos damos muito bem. Ele elogia minha atuação, já me visitou aqui na cidade. Acho que um dia ele vai entender melhor o nosso movimento”, diz a travesti Moa Sélia, que disputará o terceiro mandato de vereadora no município capixaba de Nova Venécia. Moa já foi presidente da Câmara Municipal e preside o PR municipal. “Aos poucos, a gente vai se impondo perante a sociedade e até no meio político” diz ela, eleita pela primeira vez com o slogan “a diferença que faz”.


Segundo Moa, o PR ainda discute a possibilidade de lançá-la candidata à prefeitura. “Vou sempre pregar o reconhecimento dos LGBT, mas minha primeira bandeira é a moralização, o combate à corrupção. Trabalhar a questão LGBT no interior depende de Brasília. Não adianta criar leis municipais se não tiver respaldo no Congresso.”

Eclético. Assim como Moa, o candidato a vereador Sillvyo Luccio Nóbrega, da pequena cidade de Pacatuba, no Ceará, transexual, foi acolhido por uma legenda conservadora, o PSDC, democrata cristão. 

“O partido não tem nada a ver com minha plataforma, mas, no meu município, é aberto, eclético e eu faço parte do diretório municipal”, afirma. Uma das bandeiras do ativista de 48 anos é o acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS) de pessoas do sexo feminino que, como Sillvyo, gostariam de fazer a cirurgia para assumir o sexo masculino. “Essas cirurgias praticamente não acontecem, não existem equipes multidisciplinares”, lamenta. “Ter um amigo gay é bem humorado, ter uma amiga lésbica é ser sem preconceito. Mas ter um amigo transexual masculino, gestor público e candidato a vereador é muito forte. Não importa o número de votos. O importante é que sejamos candidatos e nos tornemos visíveis”, diz Sillvyo.

Presidente da Diversidade Tucana, grupo que reúne militantes e simpatizantes da causa gay no PSDB, o funcionário público Marcos Fernandes disputa uma vaga na Câmara Municipal paulistana. É correligionário do presidente da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso, deputado João Campos (GO), que nas últimas semanas liderou a reação à ministra da Secretaria de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci, defensora da descriminalização do aborto e que tem um projeto para legalizar a possibilidade de tratamento para gays, como se a homossexualidade fosse uma doença, e ao ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, católico fervoroso, que defendeu a ofensiva de comunicação do governo na guerra ideológica contra os evangélicos e sua influência na nova classe média.


“Não enfrento problemas no partido e tenho sido muito bem recebido em várias comunidades, inclusive por evangélicos. Não vejo entre os fiéis a mesma resistência da cúpula das igrejas”, diz o pré-candidato tucano.

Marcos disputou uma vaga de vereador em 2008, mas reconhece que fez uma campanha “totalmente segmentada” para o meio LGBT. Agora, ampliou o público e as propostas. “Este ano vamos tratar o tema da diversidade, da geração de emprego e renda, educação, capacitação, saúde, cultura. Tenho uma preocupação, por exemplo, com os adolescentes mais afeminados, que sofrem mais bullying”, diz o tucano, que adotou o slogan “São Paulo mais diferente e menos desigual”.


‘Em geral’. A geração de emprego também é um dos temas centrais da campanha da travesti Sharlene Rosa (PT), de 34 anos, que disputa uma vaga de vereadora em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. “Sou do movimento LGBT e também combato o preconceito em geral, contra o idoso, o deficiente. No caso do emprego, quero dar atenção à população que está na prostituição mas gostaria de seguir outro caminho”, diz Sharlene. Ela cobra da presidente Dilma Rousseff um aceno aos homossexuais.

“Entendo que o PT sofre pressão da bancada evangélica, mas acredito que a Dilma vai tomar o rumo certo e olhar para a população LGB”, diz Sharlene. E sonha: “Quem sabe, nas próximas eleições, não posso entrar na cota feminina do partido?”

Segundo Toni Reis, o momento atual é de incentivo às candidaturas LGBT, mas o movimento continuará a apoiar os “aliados”, que serão incluídos em uma lista mais ampla. Em 2008, fizeram parte da lista de aliados, entre outros, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), o ex-prefeito de Salvador Antonio Imbassahy (PSDB), além de Fernando Gabeira (PV), Jandira Feghali (PC do B), Solange Amaral (PSD) e Alessandro Molon (PT). “Não é nossa intenção afrontar os valores evangélicos e não queremos candidatos corporativistas. Não basta ser LGBT para a gente votar. A pessoa deve ter um histórico de luta e também propostas. Orientação sexual não é pauta política.”


É uma pena que no Brasil existam tantos partidos e que nenhum possua uma identidade. Assim fica difícil boicotar tal partido, por ser contra a causa gay e incentivar o voto em outro, por exemplo. Isso facilitaria bastante na hora de escolher algum(a) candidata ou candidato com projetos para os LGBT de verdade. Parece uma zona. Perde o eleitor que, confuso, acha que está tudo uma bagunça e vota em qualquer um.

Suspeito de matar travesti em Campos (RJ) é preso Resposta

Ricardo Ribeiro Alves: homofóbico e assassino

Ricardo Ribeiro Alves, 41 anos, foi preso suspeito de assassinar uma travesti a tiros em Campos dos Goytacazes, cidade do norte do Rio de Janeiro, foi preso nesta sexta-feira (2/03), por policiais da 134ª Delegacia Policial. O crime ocorreu momentos depois da virada do ano, segundo a Polícia Civil.

Carlos Magno Rosa da Costa, de 25 anos, conhecido como “Popinha”, foi encontrado pelos amigos morto em cima de uma cama dentro da casa onde vivia. Segundo o delegado titular da unidade, Luis Claudio Cruz, o motivo do crime foi homofobia.

No momento da queima de fogos, os vizinhos escutaram também barulho de tiros e saíram na rua para verificar. Foi quando viram o suspeito fugindo de bicicleta. Ricardo  foi detido no bairro de Turfe Clube.

Contra Ricardo existe um mandado de prisão preventiva expedido pela juíza Elizabete Franco Longobardi, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Campos, solicitado à Justiça pela Polícia Civil. Ele estaria ameaçando algumas testemunhas que o teriam apontado como o principal suspeito da morte de Popinha. A motivação do crime ainda é ignorada.

Ricardo foi levado para a 134ª DP/Centro e depois encaminhado à Cadeia Pública Dalton Castro, antiga Casa de Custódia, em Guarus, onde ficará preso à disposição da Justiça.