Amazonas: homem é acusado de homofobia em Manaus Resposta

Raimar mostra laudo de lesão corporal
Uma briga entre vizinhos, envolvendo questões de homofobia, traz transtornos aos moradores do Conjunto Petrópolis, bairro Petrópolis, zona Sul de Manaus, capital do Amazonas. O atendente Raimar Gomes Soeiro, 27, que  já responde inquérito por pedofilia, morador da Rua 09, nº 103, Conjunto Petrópolis ingressou com uma denúncia crime na 3ª Cicom contra seus vizinhos da frente  por ameaça de morte. Segundo Raimar, a família do motorista Wilson Brasil não aceita sua condição de homossexual e, na manhã de ontem (11), o ameaçou de morte. 

Já a família de Wilson  alega que o vizinho da frente tem comportamento promíscuo, alicia menores de idade e causa transtornos à vizinhança.

Em 2010, Raimar Gomes Soeiro foi preso e passou a responder processo por pedofilia, acusado de ter mantido um menor em cárcere privado para fins sexuais. Mas, o atendente nega e diz que tudo não passou de uma armação. “Eles colocaram o menino lá, quando eu cheguei em casa tava a polícia me esperando. Fiquei 15 dias preso porque eles me discriminam, porque eles não gostam de gay”.

Raimar diz que foi surrado pelo filho e pelo sobrinho da vizinha. “Eu levei vários chutes, paulada na cabeça, me machucaram muito. Eu tenho o laudo de lesão corporal que fiz na polícia. Eu cheguei dar parte deles na polícia. Todos eles querem me desclassificar porque sou gay. Por consequência disso fiquei com síndrome do pânico”, disse o atendente. Ontem, o atendente disse que o próprio José Wilson o ameaçou de morte. “Ele disse que o que é teu tá guardado, só espera para ver”.

Já a família de José Wilson Brasil nega que se importe com a orientação sexual de Raimar, mas acha o comportamento do vizinho incômodo e incoveniente.“A gente não tem nada a ver com a vida dele não. Mas, a gente não pode sair de casa que ele joga xaveco para  nossa família. A minha sogra tem uma denúncia contra ele na delegacia do idoso. Ele foi apenado e não pode mais estar mexendo com a minha sogra. Ele tá respondendo por cárcere privado, estupro de menores. Eu vi o menino entrar ai e gritar por socorro. Eu fiz a denúncia para a polícia que veio aí. Ele tava debaixo da cama e confirmou tudo”. 
Quando questionado sobre a suposta ameaça direcionada a Raimar, José Wilson admite que falou com o vizinho na manhã de ontem. “Quem isso para ele fui eu mesmo. Não adianta briga com ele porque o dia da audiência tá chegando. Um cidadão desses que expulsa a mãe daí para viver levando gente para aí, não tem crédito nenhum para fazer denúncia”.

A técnica em patologia, Aldenora Santos, esposa de Jospe Wilson disse que Raimar tentou assediar seu filho. “ Eu tive que mandar meu filho para o Rio de Janeiro para afastar ele daqui. Ele beliscou minha mãe e jurou de dar dois tiros na cabeça dela.Chamou a minha mãe de preta e macumbeira.A gente presenciava ele trazer os adolescentes aí, todo final de tarde. Aí nós denunciamos o que acontece e a confusão começou”, disse Aldenora.

RJ: quatro homens e uma adolescente de 17 anos são presos por espancar gay Resposta

Quer saber o nome de cada um deles? Veja o vídeo no final da postagem
Os cinco acusados de agredir um homossexual na Praia da Macumba, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio, foram detidos. Um dos detidos, segundo a polícia, é uma adolescente de 17 anos.


As informações foram confirmadas pela Polícia Civil. Os suspeitos foram identificados nesta segunda-feira e foram expedidos contra eles mandados de prisão temporária por tentativa de homicídio.

De acordo com a delegada Adriana Belém, da 42ª (Recreio dos Bandeirantes), responsável pelo caso, um dos acusados teria sido paquerado pelo homossexual, o que teria se sentido ofendido e começado a agressão.

Os acusados negam que tenham violentado a vítima e não sabem por que ele os acusa. A vítima, que está internada no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Zona Oeste, teve o braço quebrado e precisou colocar pinos no osso quebrado.


Bahia: Polícia suspeita de envolvimento de ambulantes em agressão contra gays Resposta


O casal gay que foi agredidopor seis homens em Salvador (BA) foi ouvido nesta terça-feira (13/03) pelo delegado Guilherme Faria, titular da 11ª Delegacia, onde o caso foi registrado. De acordo com Faria, um inquérito foi instaurado para apurar a agressão, que ocorreu no sábado (10/03), na estação de ônibus do bairro de Pirajá, na capital baiana.

 



Segundo o delegado Guilherme Faria, a polícia investiga a possibilidade de dois dos seis suspeitos do crime trabalharem como ambulantes na estação de ônibus. O delegado informou que, após identificados, os suspeitos da agressão vão responder por lesão corporal, roubo e injúria. O roubo, de acordo com Faria, deve-se ao relato das vítimas de que uma pochete foi levada pelos homens que participaram da agressão.

Agressão


O casal relatou ao G1 que foi agredido na Estação Pirajá, na noite de sábado (10). O local, normalmente, é bastante movimentado no horário em que a agressão ocorreu, mesmo nos finais de semana. Uma das vítimas sofreu dois cortes na cabeça. O rapaz foi socorrido por uma equipe do Samu e encaminhado para um posto de emergência no bairro de Pau da Lima, onde recebeu cerca de dez pontos.

Segundo relato das vítimas, que preferem não ser identificadas, eles retornavam de uma festa no bairro do Rio Vermelho e ao descer do ônibus na Estação Pirajá, um dos rapazes encostou a cabeça no ombro do namorado. Nesse momento, os seis suspeitos apareceram carregando pedaços de madeira e facas.

Após a agressão, uma patrulha da Polícia Militar esteve no local e acionou uma equipe do Samu, já que, segundo as vítimas, os policiais informaram que não poderiam conduzi-los para uma unidade hospitalar.

Após passar por três delegacias de Salvador, nos bairros de Cajazeiras, São Caetano e Pau da Lima, o casal conseguiu registrar um boletim de ocorrência (BO), na segunda-feira (12), na 11ª Delegacia, localizada no bairro de Tancredo Neves.

Futebol inglês lança cartilha anti-homofobia 14 anos após suicídio de atleta Resposta


Homofobia é lugar-comum nos estádios de futebol da Inglaterra, assim como em outros ao redor do mundo. Mas a partir de agora, se depender da Football Association (FA), a CBF inglesa, torcedor nenhum poderá considerar a arquibancada área de exceção. Ofensas a jogadores passaram a ser enquadradas no novo plano de ação da FA, o LGBT Football, como comportamento discriminatório.



Esta é a primeira vez que a FA, de fato, toca no assunto e tenta por no papel um plano para banir a homofobia do futebol inglês. No entanto, por mais válida e inovadora que seja, a atual iniciativa foi aplaudida no estádio de Wembley, em Londres, como um amistoso que acabou no zero a zero.



No material divulgado pela FA, durante o evento “Opening Doors and Joining In”, no dia 20 de fevereiro, há muita intenções, mas nada de medida prática. Tirando um número de telefone de denúncias homofóbicas, tudo ali é só planejamento.



A cartilha anti-homofobia do futebol inglês tem ao todo 20 páginas – muito mais ambiciosa do que panfleto de 10 maus exemplos, distribuído nos estádios, em 2006. E, mesmo assim, foi alvo de críticas. “Não há nada de concreto ou específico. E é triste dizer, mas não se trata de uma iniciativa que vai causar algum impacto na maioria das pessoas”, avalia o ativista de direitos humanos Peter Tatchell (na foto acima), ex-líder da Gay Liberation Front (GLF), que estava presente no dia do lançamento.



Segundo ele, para entrar em pauta e alcançar os torcedores, a Football Association deveria pressionar os times a incluir mensagens anti-homofóbicas nos ingressos, por exemplo. Ou mais do que isso: exibir frases de campanhas contra esse tipo de discriminação no intervalo entre primeiro e segundo tempo dos jogos.



”Time inglês nenhum apresenta um plano que ofereça algum apoio ao jogador que revelar ser gay ou bissexual, como afirmação pública de sua decisão, assistência a ele e seus colegas em como falar com a imprensa, e como lidar com a reação dos times rivais. Isso sim traria inclusão”, emenda.


Quatorze anos depois


O caso de homossexualidade mais conhecido no futebol inglês teve um trágico final em 1998: o suicídio do jogador Justin Fashanu, o primeiro profissional da série A a admitir em público ser gay. Foram oito anos de uma relação conflituosa com a própria imagem e com a família. Seu irmão, John Fashanu, também era jogador profissional e não aceitava ser ridicularizado pelos colegas.



Pouco antes do suicídio, Justin foi acusado de ter abusado sexualmente de um adolescente, nos Estados Unidos. E se matou deixando uma carta em que dizia que aquilo não era verdade, mas que por ser homossexual, seria tratado injustamente. Por isso, era melhor morrer – uma desgraça que abalou a história do futebol na Inglaterra, e que hoje sobrevive com a The Justin Campaign, uma fundação que luta para combater a homofobia no futebol.

Imagem do Plano LGBT Football, da FA: “quando você é parte de um time, você nunca está sozinho”

O atual plano LGBT chega a ser o começo de uma resposta ou uma medida de prevenção para que casos como o de Justin se repitam. “Já estava ficando vergonhoso para a FA não ter um projeto assim”, revela Tatchell. “Foi um coro de críticas aos comandantes e vários pedidos para que alguma coisa fosse feita que forçou a federação a tomar uma atitude contra homofobia. Vários dirigentes deixaram o assunto de lado, até que não deu mais.” Tardio, mas válido. Válido, mas ainda pouco prático.



Um dos mais ricos do mundo, com investimentos de magnatas russo e árabes, o futebol inglês passa por uma fase polêmica com seus recentes casos de racismo, como o exemplo do uruguaio Luis Suárez, do Liverpoool, contra o francês Patrice Evra, jogador do Manchester United, entre outros. Lançar agora um plano contra a homofobia é importantíssimo pelo caráter do projeto. Mas também pode ser uma boa tática de retomar a imagem, ainda que seja com uma jogada mal acabada.

O vídeo a seguir “Let’s Kick Homophobia Out The Football”, de 2011, é um passo à frente da campanha Let’s Kick Racism Out the Football, de 1996. Nele, o protagonista agride verbalmente o jornaleiro, colegas de escritório, pessoas no elevador. No final, a reflexão: “Se esse tipo de comportamento não é permitido nas ruas e em nenhum outro ambiente, por que está liberado no estádio de futebol? “

Fonte: Opera Mundi