Materiais didáticos ‘não vão resolver’ homofobia, diz ministro da Educação Resposta

Como já era esperado, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, se posicionou contra o kit anti-homofobia. Ele disse que a elaboração de materiais didáticos sobre o combate à homofobia “não vai resolver” o problema. Mercadante falou sobre a questão da diversidade nas escolas ao se dirigir ao deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) durante reunião na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

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Segundo o ministro, o mais importante é que se possa estabelecer um diálogo de respeito à diversidade. “As crianças vão para casa humilhadas devido à homofobia. Nós precisamos fazer uma pesquisa sobre como construir um diálogo de respeito à diversidade”, afirmou o ministro. “Lançar um material didático não vai resolver”, disse Mercadante.

Em maio de 2011, após ser chantageada por parlamentares da Frente da Família (conjunto de deputados e senadores evangélicos fundamentalistas), a presidenta Dilma Rousseff suspendeu o kit anti-homofobia, que havia sido elaborado quando o ministro da Educação era o hoje mudo (quando o assunto é homofobia) Fernando Haddad. Dilma, na época, assumiu que sequer assistiu aos os vídeos que faziam parte do kit.

O kit era compost pro três vídeos e por apostilas que seriam voltadas aos professores. Era parte do programa Escola sem Homofobia, do Governo Federal. O objetivo era das subsídios para que os professores abordassem temas relacionados à homossexualidade com alundos do ensino médio.

O kit foi elaborates após realidação de seminários com profissionais de educação, gestores e representantes da sociedade civil. O material era composto de um caderno que trabalhava o tema da homofobia em sala de aula e no ambiente escolar, buscando uma reflexão, compreensão e confronto. A ideia era distribuir em 6 mil escolas públicas.

É triste ver que um governo do PT, partido que historicamente sempre esteve ao lado das chamadas minorias, se mostre reacionário e conservador. Enquanto isso, estudantes gays continuam sendo alvo de gozação de alunos e professores, apanhando e, quando não suportam mais, cometendo suicídio. 

Se o governo federal acha que o kit anti-homofobia não resolve a questão (alguém disse que resolveria?, mas que ajudaria, ajudaria), ele deveria, ao menos, elaborar campanhas publicitárias em nível nacional a respeito do tema. Não se trata de uma reivindicação dos movimentos LGBT, mas de um clamor da sociedade, que não aguenta mais tanta violência e tanto ódio.

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