Emissora de TV coloca câmera escondida e põe filho assumindo ser transexual para a mãe. Veja a reação das pessoas: Resposta

Um adolescente assume para a mãe sobre a necessidade que ele sente em mudar de sexo. A mãe reage contra a essa decisão, não apóia o filho. Os dois discutem dentro de um restaurante e as pessoas ao redor prestama tenção na conversa. 

O menino e a mãe são dois atores contratados pela rede de TV americana ABC, e toda a conversa é gravada para o progama ¨What Would You Do?¨ (¨O que você faria?¨, em tradução livre).
O programa foi ao ar na semana passada e mostra a reação das pessoas que dão total apoio ao jovem e tentam educar a mãe para que ela entenda melhor a condição de seu filho. Um dos casais, inclusive, faziam parte de uma assoicação da Flórida em defesa de gays, lésbicas e transexuais. A interessante coinscidência do casal no restaurante, os levou a conversar com a suposta mãe e tentar mostrar um caminho de entendimento para que ela pudesse entender seu filho, que queria mudar de sexo.
Assista ao vídeo em inglês do programa:


Impedir gay de adotar filho de parceiro não é discriminação, diz corte europeia Resposta

A Corte Europeia de Direitos Humanos decidiu que não há nada de errado em impedir que um companheiro adote o filho biológico do outro. A proibição não é discriminatória se valer para todas as uniões estáveis, entre pessoas de sexo oposto ou do mesmo sexo. O fato de a mesma adoção ser permitida no casamento civil também não contraria nenhum direito garantido pela Convenção Europeia de Direitos Humanos.

A decisão foi anunciada nessa quinta-feira (15/3) por uma das câmaras de julgamento da corte europeia. Ainda cabe recurso para a câmara principal, que é quem dá a última palavra dentro do tribunal. Os juízes analisaram se a França violava a convenção ao impedir um homossexual de adotar o filho biológico do companheiro.
Na França, o Código Civil permite o que é chamado de adoção simples, quando a criança é adotada por outra pessoa, mas sem perder os laços com os pais biológicos. Nas adoções simples, os pais biológicos mantêm os laços jurídicos com a criança, mas deixam de ter autoridade sobre ela, que passa a ser responsabilidade dos pais adotivos. É diferente da adoção comum, quando os pais adotivos substituem no registro civil os biológicos.
A lei francesa prevê uma exceção à regra da adoção simples: quando a criança adotada é filha de um dos cônjuges. Neste caso, não há substituição de responsabilidade, e sim compartilhamento. Quer dizer, os dois cônjuges passam a exercer os mesmos direitos legais sobre a criança. Essa exceção, no entanto, não se aplica para aqueles que vivem em união estável.
A Corte Europeia de Direitos Humanos decidiu que a lei francesa está de acordo com a convenção assinada pelos países europeus. Os juízes explicaram que não dá para se falar em discriminação porque a restrição atinge todos os casais que vivem em união estável, e não apenas as relações homossexuais.
Em janeiro de 2008, a corte tinha repreendido a França por impedir que uma mulher lésbica adotasse uma criança. Para a corte, no entanto, a situação retratada dessa vez é diferente. A restrição imposta não tem relação com a opção sexual dos adotantes, mas com a relação civil que eles estabeleceram com o pai biológico do menor.
A corte também rejeitou o argumento de que a discriminação acontece porque duas pessoas de sexos opostos podem transformar a união estável em casamento civil e, assim, uma pode adotar o filho da outra. Já para os gays o casamento é proibido e, consequentemente, a adoção também. Os juízes europeus observaram a posição firmada na corte de que a Convenção Europeia de Direitos Humanos não obriga os Estados a garantir o casamento para homossexuais.
Quem levou a discussão para o tribunal europeu foram duas mulheres francesas, Valérie Gas e Nathalie Dubois. Elas vivem juntas desde 1989. Em 2000, Nathalie teve uma filha a partir de inseminação artificial com sêmen de um doador anônimo. Valérie queria adotar a criança, mas a Justiça da França entendeu que, se houvesse a adoção, a transferência de responsabilidade seria inevitável e a mãe biológica deixaria de ter autoridade sobre aquela criança. Isso não seria no melhor interesse da menor. A adoção foi barrada.
*COm informações do portal R7.

Igreja da pastora lésbica Lanna Holder continua em expansão e abre novo templo no Sul do Brasil Resposta

A polêmica igreja criada por Lanna Holder continua em expansão. A pastora, que era missionária da Assembleia de Deus, assumiu ser lésbica e fundou uma igreja em junho 2011, em São Paulo, a Comunidade Cidade de Refúgio, denominação voltada ao público homossexual. Mesmo com forte crítica por parte das comunidades evangélicas, Lanna Holder tem trabalhado para expandir sua igreja, e a próxima capital a ter um templo da comunidade da pastora é Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

O culto inaugural será realizado no dia 24 deste mês. A igreja, que funcionará provisoriamente em uma sala, está localizada na avenida Baltazar de Oliveira, na Zona Norte da capital gaucha.

Anderson Zambom, pastor da igreja, que também é homossexual, explicou que a ideia é possibilitar as pessoas louvarem a Deus sem que haja discriminação, e citou, “A maioria das religiões não aceita os gays. Nossa postura é diferente, já que Jesus Cristo veio à terra para todos.”.  Zambom, assim como Lanna Holder, já foi da Assembleia de Deus e líder de jovens na igreja, saiu da denominação em 2003, segundo ele, por pressão de pastores e preconceito.

Ele foi um dos responsáveis pela abertura da igreja em Porto Alegre, após ter conhecido o trabalho de Lanna pela internet, entrou em contato com a denominação mostrando interesse em trazer a igreja para a capital gaúcha.

Romário se desculpa por declaração infeliz sobre aids Resposta


Não caiu bem para entidades que lutam pelo fim do preconceito contra portadores do vírus HIV a comparação feita pelo deputado Romário entre a aids e José Maria Marin, sucessor de Ricardo Teixeira na CBF. No documento, depois de dizer que o “câncer” Teixeira foi exterminado, o deputado disse que, se Marin seguir seus passos, a “aids também teria de ser exterminada”.


Leia também: Romário defende casamento gay
“Mesmo entendendo que a fala do deputado Romário parte da perspectiva do senso comum, sem nenhuma reflexão, mesmo superficial, sobre o impacto que estas podem ter nas pessoas afetadas pelo HIV, em se tratando de um parlamentar não pode, em hipótese alguma, passar em branco sem uma `chamada` à responsabilidade”, disse em nota Roberto Pereira, coordenador geral da CEDUS-RJ (Centro de Educação Sexual do Rio de Janeiro) e membro da comissão de aids no Ministério da Saúde.
A Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV também se manifestou por meio de Willian Amaral, presidente do núcleo carioca da entidade. Ele diz que a declaração de Romário reforça o preconceito contra a pessoa com aids e indaga se, pela convivência de Romário com a filha portadora de Down, ele não se sentiria do mesmo jeito se a comparação fosse feita com esta síndrome.
“Ao associar uma situação negativa ou um desafeto a uma doença, seja a doença qual for, ele reforça o estigma e o preconceito que toda doença carrega. Bom caráter ou mau caráter qualquer pessoa pode ser, independente da sua patologia. Com certeza se ele se informasse um pouco mais sobre o câncer e a aids não estaria fazendo este tipo de associação, como sabemos que ele não tem a mesma opinião sobre a síndrome de Down”, disse Amaral.

Pereira também comentou a proximidade de Romário com a Síndrome de Down para pedir mais cuidado do deputado com as declarações que possam afetar portadores de outras doenças.
“É obvio que, mesmo sem uma intenção direta, falas como essa reforçam estigmas, ferem sentimentos, incentivam a discriminação e desestabilizam pessoas que, em maior ou menor grau, têm que lidar diariamente com os efeitos que o preconceito ainda provoca em suas vidas. Como Romário é pai de uma criança portadora de necessidades especiais, com absoluta certeza, se um comentário dessa natureza fosse feito trazendo em seu rastro algum tipo de referência à esta situação, a sua posição seria a mesma que milhares de pessoas HIV positivo devem estar tendo neste momento: Constrangimento, revolta e indignação”, disse Pereira.
“Que o Romário manifeste os mesmos esforços que investiu nas questões alusivas à CBF, brigando dentro do Congresso pela aprovação de leis que fomentem o ensino e pesquisa nessa área; que liberem mais recursos para a saúde e que beneficiem diretamente, não só as pessoas HIV positivo, mas aos portadores de tantas outras doenças crônicas que padecem pelo Brasil a fora, tendo que lidar, não só com suas doenças, mas também com o preconceito e a ignorância”, completou Pereira.
Dirceu Greco, diretor do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) do Ministério da Saúde, foi procurado pela reportagem para comentar a nota de Romário, mas por meio da sua assessoria disse que preferia não opinar. Eduardo Barbosa, diretor adjunto do Programa Nacional de DST e Aids, também não se pronunciou. Os dois participaram nesta semana de um simpósio em Florianópolis sobre políticas públicas de prevenção a aids.
 O deputado Romário pediu desculpas aos portadores de HIV nesta terça-feira por meio da sua página no Facebook. O deputado federal afirmou que não quis ofender ninguém e que as pessoas HIV+ fazem parte da sua bandeira em Brasília.

Confira o comunicado de Romário:

Em relação ao futebol: vida nova, passamos a falar, ou melhor, daqui para frente passamos a acreditar que as coisas vão melhorar. Que essa mudança na CBF seja realmente positiva. Que o novo presidente não traga velhos hábitos e ranços para sua nova administração. Como todo brasileiro, torço para que o futebol tome um novo rumo, principalmente, um rumo de transparência. Acredito que é o que todos nós queremos.

Ontem, em um comentário sobre a CBF, fiz alusão a AIDS e algumas pessoas se sentiram ofendidas. 

Quero esclarecer aqui que em nenhum momento quis e nem quero desrespeitar, constranger, descriminar e muito menos causar revolta nessas pessoas. Quem acompanha meu mandato sabe exatamente qual é a minha luta aqui na Câmara. Direta ou indiretamente, pessoas HIV+ também fazem parte da minha bandeira. Usei uma expressão que quem realmente me conhece e entende meu linguajar, sabe que eu quis me referir a uma possível cura na confederação. Aos que se sentiram desrespeitados peço desculpa, de coração. Em especial, a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV, Comissão de Aids do Ministério da Saúde e CEDUS do Rio de Janeiro.

Com certeza isso não se repetirá. E com certeza, também, continuarei aqui lutando por vocês.

Por hoje é isso galera! Valeu!


Governo britânico quer aprovar casamento gay antes de 2015 Resposta

Apesar das ferozes críticas de grupos religiosos, o governo do conservador David Cameron detalhou nesta quinta-feira (15/03) sua proposta para legalizar os casamentos gays no Reino Unido antes de 2015.

Seguindo o exemplo de Espanha, Holanda, Canadá e Argentina, o Executivo britânico apresentou ontem um plano, que será submetido a uma consulta de três meses antes de iniciar sua tramitação parlamentar, com o qual pretende possibilitar que pessoas do mesmo sexo se casem também no civil.

Desde 2005, no Reino Unido os gays e lésbicas podem optar pela união civil, uma figura jurídica que dá praticamente os mesmos direitos que o casamento, com exceção do nome.

‘O casamento é uma celebração do amor e deve estar aberto a todo mundo’, disse hoje a secretária de Igualdade britânica, Lynne Featherstone, ao apresentar a proposta do governo para legalizar as bodas entre homossexuais.

O governo de coalizão entre conservadores e liberal-democratas demonstrou hoje uma vontade contundente na hora de realizar a controvertida mudança legislativa que teve que ser atrasada durante um ano pelas virulentas críticas das igrejas anglicana e católica.

Seus responsáveis consideram que os políticos não deveriam atrever-se a redefinir o conceito de casamento e o cardeal católico Keith O’Brien chegou a qualificar de ‘grotesca’ uma ideia que, segundo ele, ‘envergonha o Reino Unido diante do mundo’.

Neste sentido, a responsável pela Igualdade do governo acusou ontem os líderes religiosos de ‘inflamar as chamas da homofobia’.

Segundo o texto apresentado, que foi homologado também pela ministra de Interior, a conservadora Theresa Mai, o governo quer autorizar os casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo, mas proíbe que sejam realizados em igrejas, como propunham alguns ativistas.

Além disso, os homossexuais que já desfrutam de uma união civil poderão transformá-la em casamento, mediante a correspondente certidão, e os casais nos quais um de seus membros mude de sexo não terão que anular seu contrato matrimonial.

‘Para colocar de forma simples, não é certo que a um casal que se ama e deseja formalizar esse compromisso seja negado o direito de casar-se’, afirmam Lynne e Theresa no texto.

Além da oposição religiosa, o plano do governo enfrenta a rejeição de alguns deputados conservadores e por isso se prevê que, quando chegue ao Parlamento, o Executivo dê liberdade de voto aos parlamentares do partido para evitar uma revolta interna.

No entanto, tudo parece indicar que a proposta superará sua tramitação parlamentar e receberá o sinal verde dos deputados, já que conta com os votos dos liberal-democratas e do opositor Partido Trabalhista.

A opinião pública também parece estar a favor dos casamentos gays que, segundo as pesquisas, tem o apoio de 45% da população contra 36% que os rejeitam.

Porém, os críticos à proposta governamental já começaram a fazer barulho e as campanhas contra o casamento homossexual começam a ganhar espaço na imprensa britânica.

A Coalizão pelo Casamento publicou nesta quinta-feira um anúncio de página inteira em vários jornais nacionais que, ilustrando com fotos de casamento de uma centena de casais heterossexuais, assegura que ‘os políticos não deveriam interferir nas grandes instituições do país’.

A legalização do casamento gay conta com o apoio expresso do primeiro-ministro, David Cameron, que no último congresso de seu partido declarou: ‘Eu não apoio o casamento homossexual apesar de ser conservador. Eu o apoio porque sou conservador’.

A virada nas fileiras conservadores foi notável e hoje muitos ativistas se lembraram da polêmica ‘Ata 28’ aprovada em 1998 por um governo conservador que proibia a promoção da homossexualidade como algo aceitável.

A normativa impulsionada pela ex-primeira ministra Margaret Thatcher, que não foi derrogada até 2003, nunca levou a detenções, mas provocou o fechamento de muitas associações que temiam ser perseguidas pela lei. 

*Com informações da EFE

Plano Piauí Sem Homofobia fica pronto até junho Resposta

Os órgãos do Governo do estado do Piauí realizaram, nessa quarta-feira (14/03), a primeira reunião para a elaboração do Plano Estadual de Cidadania e Direitos Humanos (Plano Piauí sem Homofobia), com o objetivo de sensibilizar gestores e a sociedade civil para a necessidade de uma rede de proteção social para adolescentes e jovens sobre a problemática da homofobia.
A reunião foi convocada pela Secretaria da Assistência Social e Cidadania (Sasc), através da Diretoria de Direitos Humanos, que ficou responsável pela preparação do relatório de avaliação e diagnóstico para a elaboração do plano.
O debate com os órgãos foi conduzido pelo coordenador do Centro de Referência LGBT Raimundo Pereira, Vitor Kozlowski, e pela diretora de Direitos Humanos, Gilvana Gayoso. “A elaboração desse plano deverá ser feito por todos os estados. A determinação partiu da Conferência Nacional de LGBT”, explica Gilvana.
Dentre os órgãos participantes estava a Coordenadoria da Juventude, representada por Plínio Dumont. Para ele é necessário uma maior integração entre os representantes, e que todos em conjunto possam elaborar um material de sensibilização sobre a homofobia. “Sugiro que essas reuniões possam acontecer mês a mês, para que os projetos não fiquem somente no papel e sim concretizados de fato”, afirma Plínio.
“Essa ligação com as secretarias é de grande importância para a delegação das políticas públicas no Estado, efetivando a articulação e concretização de projetos voltados para jovens LGBTs”, diz Gilvana. Vitor Kozlowshi ressaltou ainda a importância das secretarias do Estado em conhecer as medidas previstas no plano que foi elaborado na Conferência Estadual e o texto base, o que irá contribuir para a articulação e a sensibilização de cada órgão da problemática.
Foi decidido na reunião que será realizada uma oficina com as equipes de cada órgão para melhor conhecer as propostas e poder elaborar o plano Estadual. “Cada órgão com base nas diretrizes poderão elaborar suas proposta de acordo com a realidade local. Cada órgão deve, a partir de agora, montar seu grupo de trabalho para discutir as ações possíveis”, disse Gilvana. A próxima reunião ficou marcada para o dia 13 de abril.