Para que serve a Marcha Nacional Contra a Homofobia? Resposta


A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) convoca os brasileiros para a III Marcha Nacional Contra a Homofobia, que será realizada no dia 16/05/2012, com concentração em frente ao Palácio do Planalto, a partir das 08h30.

No dia 15/05/2012, será realizada na cidade de Brasília, a Audiência Pública no Auditório Petrônio Portela no Senado, das 09h30 às 17h30, para debater o tema da criminalização da homofobia e testemunhos do sofrimento da homofobia.

Este será o terceiro ano consecutivo da marcha, no entanto, até hoje, ela se mostrou ineficaz no combate a homofobia e na conquista de direitos LGBT. O que vemos, hoje em dia, é um Poder Legislativo homofóbico e conservador e o governo federal, idem. O único avanço que podemos constatar vem do Poder Judiciário. O Supremo Tribunal Federal reconheceu a união homoafetiva estável, mas isso não tem na ver com a marcha, necessariamente, já que o Poder Judiciário, diferente do Poder Executivo, não age de acordo com a demanda da sociedade.

É verdade que alguns estados e municípios têm realizado ações e criado estruturas específicar em prol da promoção da cidadania LGBT, mas não é um movimento nacional.

O governo federal foi pioneiro ao criar o programa Brasil sem Homofobia, em 2004. Também lançou o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos da LGBT em 2009 e criou a Coordenadoria e o Conselho Nacional LGBT em 2010, mas a partir do governo da presidenta Dilma Rousseff, retrocessos começaram a acontecer.

O caso mais grave foi a suspensão do kit contra a homofobia, que fazia parte do projeto Escola sem Homofobia. Um projeto do Ministério da Educação.

No Senado o que vemos é o PLC 122 sendo modificado, inclusive com a ajuda da ABGLT, o que irritou diversos ativistas, que são a favor do projeto original, já que a modificação permite que religiosos discriminam os LGBT.

A Marcha Nacional Contra a Homofobia é importante, mas só ela e as paradas não têm se mostrado eficazes na hora de reivindicar os direitos LGBT, é necessária uma campanha nacional de conscientização dos brasileiros LGBTs. O que vemos são brigas entre grupos de defesa dos direitos dos LGBT e muita alienação.

Homofobia pode mascarar negação da própria sexualidade Resposta

A homofobia é mais comum em pessoas com uma atração não consciente por pessoas do mesmo sexo, afirmam cientistas. Além disso, uma série de estudos, conduzidos por uma equipe internacional, demonstrou que as pessoas que cresceram com pais autoritários são mais propensas à homofobia. Conduzida por uma equipe das universidades de Essex (Reino Unido), Califórnia e Rochester (EUA), a pesquisa foi publicada na edição de abril do Journal of Personality and Social Psychology.

O estudo é o primeiro a documentar o papel que educação e orientação sexual desempenham na formação do medo intenso e visceral dos homossexuais, incluindo atitudes homofóbicas autodeclaradas, discriminação, hostilidade implícita contra gays e o apoio a políticas anti-gay.

Segundo os cientistas, a reação negativa em relação aos homossexuais nada mais é do que uma reação de medo.

“Indivíduos que se identificam como heterossexuais, mas que em testes psicológicos denunciam uma forte atração pelo mesmo sexo, sentem-se ameaçados por gays e lésbicas porque os homossexuais os lembram de tendências semelhantes dentro de si mesmos,” tendências estas que eles fazem tudo por reprimir, explica Netta Weinstein, principal autora do estudo.

“Em muitos casos, são pessoas que estão em guerra consigo mesmas e estão direcionando para fora este conflito interno,” acrescenta Richard Ryan, coautor do trabalho.

Os resultados fornecem novas evidências empíricas para apoiar a teoria psicanalítica de que o medo, a ansiedade e a aversão que algumas pessoas aparentemente heterossexuais mantêm em relação aos gays e lésbicas podem nascer de seus próprios desejos reprimidos pelo mesmo sexo, diz Ryan.

Em todos os estudos, os participantes com pais compreensivos e apoiadores mostraram-se mais em contato com sua orientação sexual implícita, enquanto participantes com pais autoritários revelaram grande discrepância entre a atração sexual explícita e a implícita.

“Em uma sociedade predominantemente heterossexual, ‘conhecer-se a si mesmo’ pode ser um desafio para muitos indivíduos homossexuais. Mas, em famílias controladoras e homofóbicas, assumir uma orientação sexual minoritária pode ser aterrorizante,” explica Weinstein.

Estes indivíduos arriscam-se a perder o amor e a aprovação dos seus pais se admitirem atração pelo mesmo sexo. Assim, a maioria deles nega ou reprime essa parte de si.
A incongruência entre as medidas implícitas e explícitas de orientação sexual previu uma grande variedade de comportamentos homofóbicos, incluindo o autorrelato de atitudes anti-gay, hostilidade implícita contra gays, endosso de políticas anti-gay e viés discriminatório, como a atribuição de punições mais severas para os homossexuais, concluem os autores.

“Este estudo mostra que, se você está sentindo esse tipo de reação visceral a um grupo minoritário, pergunte-se a si mesmo, ‘Por quê?’,” orienta Ryan. “Essas emoções intensas devem servir como um apelo à autorreflexão.”

Desembargador gera revolta ao fazer perguntas homofóbicas no twitter 1

Uma frase homofóbica postada no twitter pelo desembargador do Mato Grosso do Sul, Sérgio Martins, no último dia 11, sobre o assassinatos de um casal gay em Alagoas, causou indignação entre usuários das redes sociais neste fim de semana. Na postagem do desembargador é reproduzido um link do jornal Estado de São Paulo sobre o assassinato do casal gay, no município de Rio Lago, que teve os olhos perfurados. Em seguida há duas perguntas: “perfurados? Os seis?”, se referindo aos ânus das vítimas.

Depois da frase e da repercussão negativa, a página pessoal do desembargador Sérgio Martins (@sjtsfm) foi bloqueada para novos seguidores. Integrantes de movimentos gays e entidades feministas condenaram a mensagem do desembargador.

O crime

O casal homossexual estava desaparecido há 12 dias e foi encontrado morto, na semana passada, com sinais de tortura, em um canavial em Rio Largo, região metropolitana de Maceió. Segundo o Grupo Gay de Alagoas, os corpos do pai de santo Márcio Lira Silva e de seu companheiro, Eduardo, foram localizados na última segunda-feira com os dedos decepados, os olhos perfurados e em decomposição. Os dois viviam juntos havia 12 anos. O Instituto Médico Legal ainda não concluiu o laudo sobre a causa da morte. Para Nildo Correia, do GGA, a suspeita é de crime homofóbico. Só neste ano, segundo o GGA, nove homossexuais foram mortos em Alagoas. Os dois corpos estavam com os olhos perfurados e os dedos das mãos cortados.

Declarações deploráveis

É estarrecedor e revoltante que um representante da instância máxima do Judiciário em um estado dê declarações deste nível a respeito de um crime tão chocante. O que esperar das decisões do magistrado. O Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul não irá se pronunciar? A corregedoria do tribunal não vai penalizar o magistrado? Provavelmente não. E o crime será apenas mais um a entrar nas estatísticas não oficiais de crimes homofóbicos no Brasil.

Cresce número de brasileiros gays no exterior que pedem asilo alegando homofobia Resposta

Os pedidos de asilo político feitos por brasileiros gays que vivem no exterior passaram de três, em todo o ano de 2011, para 25 apenas nos três primeiros meses deste ano. A informação é da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais), que afirma ter remetido os casos à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. 

De acordo com o presidente da entidade, Toni Reis, os pedidos se referem a tentativas de asilo principalmente em países como Estados Unidos e Canadá, e ganharam força após notícias de violência contra homossexuais em cidades brasileiras como São Paulo –onde diversos casos foram notícia, ano passado, sobretudo com a avenida Paulista de palco das agressões.
Segundo Reis, apesar de remeter à SDH os casos que chegam, a própria associação ainda não assumiu um posicionamento formal sobre esses pedidos. O motivo, diz ele, é a possibilidade de que parte dos autores desses pedidos se valham de casos recentes de violências contra homossexuais no Brasil como escudo a tentativas de asilo político tentados, mas não obtidos.
“Temos cartas de pessoas dizendo que não dá pra viver no Brasil, e sempre com a alegação de homofobia no nosso país. Antigamente endossávamos esses pedidos com um relatório de assassinatos de homossexuais –foram 3.500 ao longo de 20 anos–, além do fundamentalismo religioso de um Bolsonaro da vida”, disse Reis, referindo-se ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que provocou a ira dos defensores dos direitos LGBT, ano passado, com declarações polêmicas e consideradas ofensivas. 
Para o militante, no entanto, o aumento de pedidos de asilo omite a adoção de políticas públicas específicas ao público LGBT, por exemplo, e a conquista de direitos civis, por meio do poder Judiciário, como a união estável garantida ano passado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). 
“Sabemos que algumas pessoas usam a questão da homofobia para tentar mesmo o asilo político. E não somos um Irã. Mas também é fato que os homofóbicos estão ‘saindo do armário’, o que torna um absurdo a homofobia ainda não ter sido criminalizada”, defende Reis. “Acho que ainda dá para viver aqui; se piorar, aí a gente vai mesmo ter que sair do país”, completou.
Não criminalização da homofobia
Para a presidente da Comissão Especial da Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Maria Berenice Dias, os pedidos de asilo não são uma novidade –mas o aumento deles, sim.
A advogada –uma das pioneiras, no Brasil, em direito homoafetivo– considera, a exemplo do presidente da ABGLT, que a não criminalização da homofobia é a raiz de iniciativas como essa por parte de brasileiros residentes fora. “A homofobia pais é uma realidade social, e a ausência de uma legislação que a criminalize, por si só, já justifica esses pedidos de asilo”, definiu.
Na opinião da especialista, o avanço das tentativas de asilo não se revela medida extrema, mas, sim, “necessária”. “É medida necessária à medida em que se tem um número muito significativo de violência sem qualquer tipo de repressão. E acho até bom que esses asilos sejam concedidos, pois acabam até expondo o Brasil a um constrangimento –porque o Judiciário avança em termos de reconhecimento de direitos civis, mas na criminalização está difícil de avançar”, constatou a presidente da comissão.
Direitos Humanos
Procurada, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República informou, por meio de nota, que “tem trabalhado para enfrentar a violência homofóbica no Brasil de forma preventiva e repressiva”, seja por meio de campanhas institucionais ou em parcerias com veículos de comunicação, ou por meio de termos de cooperação com as secretarias estaduais de Segurança Pública.
A nota diz ainda que o governo brasileiro “cumpre com as recomendações das Nações Unidas e está realizando o levantamento dos dados de homofobia no Brasil” e ressalta que o cidadão pode denunciar casos pelo telefone 100, 24 horas por dia, anonimamente. Esses dados, continua a SDH, “demonstram que o Brasil desenvolve políticas públicas para que a população LGBT não seja obrigada a sair do país devido a sua orientação sexual”.
Não foram informados, contudo, quais encaminhamentos foram dados a pedidos de asilo que a ONG ABGLT afirma ter repassado à SDH.
*Com informações do site UOL.

Direção da Rede Globo censura novela de Miguel Falabella e veta casamento de travesti Resposta

O autor Miguel Falabella tentou dar um final feliz em romântico para a travesti Ana Girafa (Luís Salem) na novela “Aquele Beijo”, assim como sempre acontece com os casais heterossexuais em todas as novelas, mas a direção da Rede Globo vetou, mostrando que continua conservadora e que os homossexuais e travestis (quando são mostrados, algo raro) só podem ser retratados de maneira caricata ou superficial. Resultado, Ana Girafa não vai casar e terá um final ao lado da mãe, Maruschka (Mariília Pêra).