Senado adia votação debate da criminalização da homofobia no novo Código Penal Resposta

Os senadores que discutem o projeto do novo Código Penal devem deixar o debate dos temas mais polêmicos, como a criminalização da homofobia, para a etapa final de análise do texto. O presidente da comissão especial que trata da proposta, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou nesta esta terça-feira não querer que as discussões sejam contaminadas pela defesa de pontos de vista ideológicos e religiosos, em meio ao pleito eleitoral.
O mesmo ponto de vista foi defendido pelo relator, senador Pedro Taques (PDT-MT): ‘Senão, vamos discutir só abortamento’.
A intenção do grupo é iniciar as discussões pelas questões ligadas à segurança pública e à tipificação criminal, que fazem parte do texto elaborado por uma comissão de juristas. Só depois disso é que deve começar o debate sobre a criação de um tipo penal específico para a eutanásia, para a descriminalização do plantio e para o porte de maconha para consumo próprio, além da ampliação das possibilidades do aborto legal e a criminalização da homofobia.


Parlamentares ligados à bancada evangélica já iniciaram reações contra o texto. O senador Magno Malta (PR-ES) fez duras críticas à proposta e defendeu que o texto seja debatido por mais tempo, já que a comissão especial que discute a proposta funcionará até dezembro. ‘Acho um texto ruim. Esse grupo de notáveis e meia dúzia de senadores devem falar por todo mundo?’, perguntou ele.
O prazo pode ser prorrogado por até quatro vezes, mas Oliveira informou que a intenção é que o grupo encerre a discussão do projeto até o fim deste ano.

Péssimo

Adiar a discussões de um tema tão importante quando a criminalização da homofobia, é brincar com a vida de milhares de pessoas podo-as em risco, já que homofobia pode matar! Quem deve estar comemorando são os fundamentalistas!

Para protestar: 

1) Envie email ao presidente da comissão especial que trata da proposta, senador Eunício Oliveira, falando especificamente da urgência de se criminalizar a homofobia, pelo email: eunicio.oliveira@senador.gov.br;

2) Envie email ao relator do projeto do novo Código Penal, o senador Pedro Tasques, falando especificamente da urgência de e criminalizar a homofobia, pelo email: pedrotasques@senador.gov.br ou pelos telefones (61) 3303-6550 e 3303-6551.
Com informações de Daniela Martins, do Valor

França: bispos católicos fazem oração contra gays Resposta


Bispos católicos franceses pediram para que os fiéis, durante a comemoração da Festa de Assunção (que acontece todo 15 de agosto), façam orações para que as crianças “deixem de ser objeto dos desejos e conflitos dos adultos para beneficiar-se plenamente do amor de um pai e de uma mãe”.


O pedido é uma crítica ao governo francês e às uniões entre homossexuais.

O presidente socialista François Hollande planeja legalizar o matrimônio gay e a adoção por casais do mesmo sexo no país.

Segundo uma pesquisa do instituto Ifop publicada nesta terça, 65% dos franceses são favoráveis ao casamento homossexual, um avanço de dois pontos em relação a uma pesquisa realizada há um ano.
Quanto à adoção, 53% dos franceses são favoráveis, uma diminuição de cinco pontos percentuais em relação a 2011.

Perdoe, Senhor, eles não sabem o que fazem!

Mato Grosso do Sul: deputado quer proibir financiamento de músicas homofóbicas Resposta

Sebastião Rezende

O deputado estadual do Mato Grosso (MT), Sebastião Rezende (PR), propõe critérios, via projeto de lei, na utilização de recursos estaduais quando houver a contratação de músicos para eventos públicos. O parlamentar defende que, no cumprimento do contrato, excluam-se canções que façam apologia a atitudes homofóbicas e de violência contra a mulher. 
“O Estado tem que ter o cuidado na contratação de artistas que trabalham com músicas que desvalorizam, incentivam a violência ou exponham as mulheres a situações de constrangimento”, justificou Rezende, durante apresentação da matéria, na Assembleia Legislativa. “A iniciativa disciplina critérios para a execução de eventos que manifestem comportamentos que atentem contra o pudor, à moral, à família e aos bons costumes”, afirmou o deputado. 
  
O projeto de lei inibe também a discriminação racial e produções artísticas que empreguem termos chulos, pornográficos, nudismo e que façam apologia ao uso de drogas ilícitas. 
“Proteger a família é obrigação do Estado, escrita em nossa Carta Magna”, argumentou o deputado. 
  
Segundo Rezende, neste sentido, é necessário ao Estado mecanismo de proteção a todos que julguem ser atingidos no seio da família, em especial crianças e idosos. 
O deputado justifica o projeto de lei por observar ser prática ilícita cada vez mais constante, a produção de músicas e outras artes com apelo pornográfico, entre eles, apresentações de funks proibidos, pagodes com apelo sexual explícito, com linguagem chula, agressiva e sem pudor. 
“O dinheiro público não pode financiar a indecência e nem incentivar a destruição da família, da moral e dos bons costumes”, justificou o deputado. 
A iniciativa, já aprovada em primeira votação, pode vigorar ainda este ano. 

Concordo com o deputado no que tange a discriminação e a violência, mas discordo de ele querer proibir o financiamento para músicas que contenham termos chulos e nudismo! Uma coisa é incitar a violência, outra, bem diferente, são conceitos morais individuais. Se a música fere o senso moral de alguém, está pessoa não deve ouvi-la, mas é censura querer impedir que outras pessoas ouçam.

Assembleia Legislativa da Paraíba discute homofobia Resposta

Governador precisa fazer algo contra a homofobia

A Assembleia Legislativa da Paraíba realizou uma sessão especial, na tarde desta segunda-feira (13), com o propósito de discutir e apresentar alternativas ao reconhecimento dos direitos fundamentais dos homossexuais. O evento também foi uma homenagem ao Dia Internacional da Consciência Homossexual, comemorado no dia 28 de junho.

“A violência contra os gays é da conta de todos, jamais da omissão”, declarou o deputado Frei Anastácio (PT), autor da sessão, ao discursar na tribuna sobre a violência contra a classe, que teve um aumento significativo este ano, levando a Paraíba ao segundo lugar no ranking dos assassinatos em todo país.
 Dados não oficiais, já que o governo federal não possui banco de dados sobre homofobia.

O deputado destacou também que a sessão teve como objetivo criar um momento para que a sociedade reflita a cerca da atual realidade brasileira. “Trago para esta Assembleia a reflexão e a aceitação. Este momento é o espaço para que cada um promova as ações e faç Louvável a reverter essa realidade cruel”, frisou Frei Anastácio.


Estima-se que lésbicas, gays, travestis e transexuais representem mais de 10% da população mundial. No Brasil, são mais de 17 milhões de seres humanos discriminados, violentados, assassinados. Somente este ano, 165 gays foram mortos por homofobia, em todo o país. A cidade de São Paulo lidera o ranking com 19 assassinatos, apenas em 2012. A Paraíba é o segundo colocado com 15 mortes, sendo um aumento considerável em relação a 2011, quando ocorreram quatro crimes.
 Todos esses dados não são oficiais, mas dão um panorama do quão homofóbico é o nosso país.

O presidente da comissão da diversidade sexual, José Batista de Melo, agradeceu a iniciativa da Casa. “Os direitos humanos estão ai para todos e não só para parte das pessoas, pois nós somos humanos, não somos de outra espécie. Agradeço a todos os representantes da sociedade pela presença e pela coragem de nos unir para discutir este tema que muitas vezes tem sido difícil”, disse José Batista.


Compuseram a mesa, além do deputado Frei Anastácio, os deputados Luciano Cartaxo (PT) e Trócolli Júnior (PMDB); a secretária da Mulher e da Diversidade Humana do Estado, Iraê Lucena; a delegada contra crimes homofóbicos Desirrê Vasconcelos; o representante do Fórum de Entidades LGBT do Estado, Luciano Vieira; o coordenador da Polícia Solidária, tenente-coronel Sobreira; o presidente da Comissão da Diversidade Sexual, José Batista de Melo; e o defensor público e coordenador de combate aos crimes homofóbicos, Carlos Calixto de Oliveira.  


Louvável a iniciativa do deputado Frei Anastácio, mas sabemos que sessões especiais em câmaras não são suficientes no combate à homofobia. É preciso que o governador Ricardo Coutinho (PSB) faça alguma coisa para coibir tantos crimes de ódio! Ideal seria que ele trabalhasse em conjunto com prefeituras do estado. Vamos pressioná-lo?

Para exigir que o governo da Paraíba combata a homofobia, envie uma mensagem ao governador Ricardo Coutinho, clicando aqui! Você pode enviar mensagem pelo twitter dele: @realrcoutinho, pelo Facebook:http://www.facebook.com/GovernoParaiba ou pelo portal do governo: http://www.paraiba.pb.gov.br/contato

Governo do Mato Grosso do Sul une programa de transferência de renda ao combate à homofobia Resposta



O Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia (CentrHo), em parceria com a Superintendência de Benefícios Sociais (SUBS), levará o tema homofobia às reuniões com famílias beneficiárias do Programa Vale-Renda, programa de transferência de renda do governo do Matogrosso do Sul. 


Segundo levantamento da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), 61,9% dos registros de denúncias de homofobia tiveram como agressor alguém próximo à vítima. O levantamento também aponta um grande número de casos em que a família rejeita os jovens que revelam sua orientação sexual, manifestando essa rejeição através da negligência e abandono.

De acordo com o coordenador do CentrHo, Leonardo Bastos, o conhecimento contribui para a quebra de paradigmas e do preconceito. “Discussão do tema em espaços como esses visa informar e promover o fortalecimento dos laços familiares e diminuição da discriminação por orientação sexual no ambiente familiar”, afirma o coordenador.

Confira o cronograma de reuniões: 


Iniciativa maravilhosa essa do governo do Matogrosso do Sul. Parabéns, governador André Puccinelli (PMDB)! Acredito que orientando pais e familiares de homossexuais a respeito do tema, pode-se, sim, evitar muitos ataques homofóbicos ou tratamento discriminatório. Sentindo-se mais seguro, sendo aceito pela família, certamente o homossexual que é perseguido na escola, teria uma outra atitude frente a uma agressão.

O ideal seria que o governo federal do PT – partido que, na oposição, sempre levantou bandeira em favor dos LGBTs – fizesse uma campanha nacional contra a homofobia nas mídias, implantasse o programa Escola sem Homofobia e pressionasse à base aliada no Congresso, para que o PLC 122 seja aprovado. Mas, por enquanto, o que vemos é um governo rendido aos evangélicos e indiferente às proporções trágicas que a homofobia tomou no Brasil.
Você pode parabenizar o governo do Mato Grosso do Sul, ligando para o telefone:
(67) 3318.1000.

Parada LGBT reúne milhares de pessoas no Sergipe Resposta

Milhares de pessoas compareceram à Orla de Atalaia (SE) na tarde deste domingo, 12 para pedir o fim do preconceito contra lésbicas, gays, bissexuais e travestis e transexuais. A Passarela dos Caranguejos ficou pequena para abrigar sergipanos e turistas que compareceram à 11ª Parada LGBT que teve como slogan: “Tome uma dose de Bom Senso. Homofobia tem Cura”.

“Estamos conseguindo alcançar o objetivo e nesta 11ª Parada LGBT estamos reunindo mais de 90 mil participantes, superando o ano passado, numa demonstração de que o evento está crescendo à cada ano”, ressalta a coordenadora geral do evento Tathiane Araujo.
“Todas as organizações LGBT estão juntas contra a homofobia”, completou o presidente da Associação de Defesa Homossexual de Sergipe (Adhons), Marcelo Lima.
O presidente de honra do Movimento LGBT de Sergipe e da Bahia, Wellington Andrade falou sobre a importância do desfile. “Eu não perco essa festa. É o momento em que todos se reúnem de forma pacífica para lutar pelo fim do preconceito, da homofobia. Eu fui o fundador do movimento aqui no estado. Agora estou morando em Salvador, mas não deixo de participar”, destaca Wellington Andrade, que presidiu o Dialogay por muitos anos em Sergipe.
O coordenador de DST/AIDS da Secretaria de Estado da Saúde, o médico Almir Santana passou todo o dia com a equipe e o conhecido camisildo na Passarela do Caranguejo.
“Nós trouxemos 15 mil preservativos masculinos, cinco mil femininos e cinco mil gel lubrificantes. A aceitação está sendo muito boa e eu fico feliz porque a Aids em homossexuais é 16 vezes maior do que na população de em geral e a gente precisa sempre estar alertando quanto a importância da prevenção”, enfatiza Dr. Almir Santana.
Vários trios elétricos puxaram o desfile ao som de pagodes, arrochas, axés e música eletrônica.

*Reportagem: Adalci de Souza, da Infonet

Adotado por David Harrad e Toni Reis, Alyson terá dois pais em sua nova certidão de nascimento 1


A entrevista que estou reproduzindo na íntegra, foi dado por Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). Mostra a história Alyson, um lindo menino, adotado por Tony e seu marido David Harrad, que terá dois pais em sua nova certidão de nascimento! Confira:

Este domingo terá um significado muito especial para britânico David Harrad e o brasileiro Toni Reis. Depois de quase sete anos tentando adotar juntos um filho, eles conseguiram, e agora estão preparando um belo almoço para comemorarem o primeiro Dia dos Pais com o menino Alyson.


David e Toni conversaram com a Agência de Notícias da Aids e contaram detalhes sobre esta nova experiência. Segundo eles, em casa, a educação com “dois pais” precisou apenas de um arranjo familiar, mas como fora Alyson pode vir a enfrentar preconceitos, estão conversando bastante com o garoto. “É importante fazer um paralelo com outras formas de discriminação que também existem contra quem não se enquadra na norma social imaginária, como as pessoas magras, gordas, baixinhas, altas, etc”, disseram.


  
Leia a seguir a entrevista:
Agência Aids: Pelas demandas que chegam a ABGLT* (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e nos encontros que vocês participam, como está a adoção por pais homossexuais atualmente no Brasil?
Toni Reis e David Harrad: O Estatuto da Criança e do Adolescente permite que qualquer pessoa solteira adote sem distinção uma ou mais crianças. Dificuldades têm surgido quando casais do mesmo sexo querem adotar em conjunto. Neste caso, a adoção conjunta é importante para o bem-estar da criança, uma vez que na eventualidade de um dos pais (ou mães) morrer, o/a outro/a fica com a guarda. Caso contrário, pode acontecer uma briga na justiça pela guarda, como aconteceu no caso do filho da Cássia Eller.
No entanto, entraves têm ocorrido em algumas Varas da Infância em relação à adoção homoafetiva conjunta, ou pela falta de precedentes (insegurança por parte do juiz em dar uma sentença inédita) ou por ações promovidos por promotores do Ministério Público, alegando, antes da decisão de 5 de maio de 2011 do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu as uniões homoafetivas como equiparadas à união estável heterossexual, que casais do mesmo sexo não formassem uma família nos temos da constituição federal e, portanto, não podiam adotar em conjunto. No nosso caso, por termos passado por um grande processo jurídico, levou quase sete anos até conseguirmos adotar uma criança. Apesar disso, há vários casos de sucesso no Brasil em relação à adoção conjunta e, depois da decisão do STF, com certeza se tornará um fenômeno mais comum.
Agência Aids: Como está sendo para vocês serem pais? Fizeram algum tipo de divisão de tarefas na educação do Alyson?
Toni e David: Conhecemos o menino em setembro do ano passado (2011) e ele veio morar conosco em dezembro. Recebemos a guarda definitiva (a adoção) em julho deste ano. O nome dele já foi para alteração no registro civil, conforme determina a lei. Seu novo nome será Alyson Miguel Harrad Reis, e na nova certidão de nascimento dele terá dois pais.
Foi o que é chamada de “adoção tardia”, ou seja, já não é mais um bebê ou uma criança novinha. Agora o Alyson tem 11 anos. Pela idade, ele já trouxe toda uma formação anterior, bem como as marcas da situação que levou a família dele perder o pátrio poder e sua jornada em vários abrigos à espera da adoção durante vários anos. Assim, tivemos alguns momentos difíceis no início da nossa convivência, em termos de não querer obedecer, testar limites, etc. E também para ele se adaptar a nós. Passados oito meses, muitas dessas dificuldades já foram superadas, embora sempre haja os lapsos característicos de qualquer criança. De modo geral, estamos todos os três bastante felizes enquanto família.
Em termos da divisão das tarefas, para a maioria das coisas o Alyson já se vira sozinho. No entanto, é necessário prestar bastante atenção nos deveres que ele tem que fazer para escolar, e isso nós dividimos entre os dois. Em termos gerais, Toni é mais uma figura de autoridade, embora brinque bastante, enquanto o David tende a se preocupar com os cuidados cotidianos, como a comida, a roupa..
Agência Aids: Na opinião de vocês, a adoção por “dois pais” requer algum cuidado especial na educação da criança e no que isso possa representar na sociedade?
  
Toni e David: Na vida cotidiana em casa, ter dois pais não impõe qualquer dificuldade. É apenas mais um arranjo familiar. No mundo lá fora sabemos que pode ser necessário enfrentar o preconceito e a discriminação e temos conversado bastante sobre isso com o Alyson. É importante fazer um paralelo com outras formas de preconceito e discriminação que também existem contra quem não se enquadra na norma social imaginária, como as pessoas magras,
gordas, baixinhas, altas, etc. Temos um bom relacionamento com as pedagogas e com o corpo docente da escola dele, e desde o início todos estão cientes de toda a situação do Alyson. Ele não esconde dos outros estudantes o fato de ter dois pais e sabe se defender de eventuais comentários negativos a este respeito.
Agência Aids: Está certo pensarmos em “dois pais”? Será assim que vocês se identificarão para ele?
Toni e David: Sim, está certo pensarmos em dois pais. Como o David é inglês, para diferenciar quando os dois estão juntos, ele chama o Toni de “pai” e o David de “daddy”, mas também chama o David de “pai” quando o Toni não está presente.
  
Agência Aids: Neste Dia dos País, que mensagem vocês deixam para todos os homens homossexuais que querem ser pai?
Toni e David: Se têm toda certeza que querem ser pai, que sigam em frente e realizem seu sonho e contribuam para que uma criança que precisa, tenha um lar, amor e educação. Um conselho: apesar de poder ter dó da criança pelo que possa ter sofrido, procurem não manifestar isso para ela. É preciso ser firme e criar a criança como qualquer outra, sem diferenciação e com educação e amor. 

Lésbicas são agredidas pela polícia e população em Paris e autoridades não fazem nada Resposta


Paris, princípios de agosto de 2012, um casal canadense composto por uma mulher transexual, Marie-Eve Baron e a sua companheira de origem francesa, Claire Giroudeau, foi selvagemente agredido na frente das suas duas filhas.
O casal que passeava calmamente de carro por uma rua da capital francesa de tarde foi abordado por dois homens numa outra viatura. Sabiam que eram canadenses e que Marie-Eve era uma mulher trans (um “homem que tinha retirado as bolas”, segundo eles) e que eram um casal.
No carro iam também dois cães, um pit bull e um rotweiller, aos quais foi aberta a janela do carro para que as atacassem ou intimidassem. Depois de as ameaçarem com violência decidiram passar das palavras aos atos.
Saíram do carro, retiraram-nas da sua viatura e atiraram Marie-Eve ao chão, pontapeando-a e tentando estrangulá-la com o colar que usava. Em seguida dirigiram-se a Claire e puxaram-na pelos cabelos, dando socos e pontapés dirigidos ao rosto. Claire ficou com hematomas num olho e no pescoço.
Pessoas que presenciaram os fatos, acontecidos frente às filhas que não saíram da viatura, não se mexeram para ajudar e, pior, diziam que as duas “deviam era regressar ao seus países”. Depois dos agressores terem fugido, a tarde foi passada no hospital, separadas.
Tratou-se de uma clara agressão transfóbica, homofóbica e xenófoba.
Foi feita queixa às autoridades locais que receberam a queixa com desinteresse, sendo que até ao momento não há notícia de qualquer diligência feita neste caso.
Liberté, egalité, fraternité. Vraiment? 

A orientação sexual de um candidato a prefeito interessa? Resposta


Um post publicado pelo jornalista Vitor Angelo, ontem (12), no Blogay da Folha de São Paulo, questionando se o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, é gay, provocou a ira de alguns. Hoje o jornalista Carlos Brickmann publicou um artigo com duras críticas ao colega no Observatório da Imprensa. Para você, quem tem razão?

Penso que a orientação sexual de um candidato a prefeito é o que menos interessa em uma eleição, assim como não interessa se um candidato heterossexual é casado ou não. O que, de fato, interessa em uma eleição são as propostas dos candidatos!

Leia o primeiro artigo:

Homofobia Eleitoral, por Carlos Brickmann*

O tema da eleição anterior (aquele anúncio nojento, segundo o qual não se sabia se o prefeito paulistano Gilberto Kassab, então candidato, era casado, tinha filhos etc.) está de volta. E, desta vez, mais explícito: na eleição anterior, insinuava-se que alguma coisa estava equivocada na sexualidade do prefeito, como se alguém tivesse algo a ver com isso. Agora, usando a internet – o blog Blogay, abrigado no maior portal do país, o poderoso UOL – a baixaria é mais direta. Já no título, surge a pergunta: “Gilberto Kassab é gay?”

De onde surgiu o título? Segundo o autor do texto, “várias pessoas, vira e mexe”, fazem a pergunta. E têm, sempre segundo o autor, mais curiosidade sobre a orientação sexual do prefeito do que de atores de novela ou estrelas de Hollywood. Na verdade, o objetivo do texto é outro, e aparece logo depois: é dizer que a orientação sexual de Kassab não importa, mas que ele é autoritário.

Truque baixo: se a orientação sexual não importa ao autor, por que está no título? Porque o objetivo, além de chamar a atenção do público, é explicar os defeitos que vê em Kassab pela orientação sexual que lhe atribui. “Alguma coisa deve ter de errado, alguém que só sabe dizer não. ‘Pode ser gay ultra reprimido’, devem pensar muitos que me perguntam sobre sua orientação sexual. Mas este não é o caso nem a explicação muito menos a desculpa, o que existe de verdade e fato é um governo municipal repressor.”

Vale a insinuação, portanto, para atacar o governo municipal, sem ter de falar em política ou administração. A crítica política é livre, mas tem volta; as críticas administrativas podem ser rebatidas; as críticas sobre posturas municipais são frequentemente injustas e a população o percebe. Mas como as insinuações sobre orientação sexual muitas vezes são ignoradas, para que não ganhem corpo, servem para proteger de contestação e resposta as afirmações eleitorais do texto. Falta coragem para afirmar que o alvo é gay, é lésbica, é bissexual, é seja lá o que for. Troca-se isso pela insinuação covarde, cobrindo uma iniciativa eleitoral, partidária, com o manto da fofoca. Pior: com a fofoca que se repete a cada quatro anos, periodicamente, sempre na época das eleições.

É inominável: busca-se o que há de pior na natureza humana, a intolerância, para tentar ganhar alguns votos. O cavalheiro é gay porque alguém disse que é gay; e, se é gay, seu comportamento é sempre nocivo, idêntico ao de todos os gays. São fofocas autoconfirmantes: a informação é verdadeira porque alguém disse que é verdadeira, independentemente do que aconteça. Nos Estados Unidos, onde há bolsões fundamentalistas de grande influência, as mudanças boas aconteceram rapidamente: um católico, John Kennedy, se elegeu presidente, um negro, Barack Obama, está hoje na Casa Branca. Aqui no Brasil, perde-se tempo discutindo se “x” ou “y” é veado ou não – não por preconceito, naturalmente, que o fofoqueiro tem muitos amigos gays, mas porque o homossexual reprimido, seja ele quem for, tem sempre comportamento socialmente inaceitável.
Que feio! Depois esse pessoal reclama quando perde as eleições.

*Jornalista e diretor da Brickmann&Associados.

Segue o artigo publicado no blog gay do jornal Folha de São Paulo:

Gilberto Kassab é Gay, por Vitor Angelo*

Gilberto Kassab (Rahel Patrasso/Folhapress)
Várias pessoas, vira e mexe, me fazem esta pergunta: “Gilberto Kassab é gay?”. Se Datafolha fosse, diria que o prefeito de São Paulo é o personagem sobre o qual os meus amigos mais têm curiosidade de saber a orientação sexual, tipo 69% a mais do que a de algum ator de novela ou de alguma estrela de Hollywood.

Explico: a pergunta não se trata porque acham que sou algum tipo de Mãe Dinah das orientações sexuais, mas é sabido que os homossexuais possuem algo conhecido como “gaydar”, uma espécie de radar que detecta se tal pessoa prefere pessoas do mesmo sexo ou não.

Assumo que o meu radar, eu o uso pouquíssimo. E em geral, quando me fazem esta pergunta, a resposta vem pronta: “Não sei, nem me interessa”. E ela, muito menos ríspida do que possa parecer, é uma sinalização para um desvio de assunto.

Interessa-me muito pouco a sexualidade dos outros, ela só desperta curiosidade quando estou também interessado sexualmente pela figura, senão, pouco me importa se é gay, hétero, bissexual. Prefiro saber se a pessoa é ética, tem bom humor, opiniões inteligentes.

Porém, entendo o interesse das pessoas pela sexualidade de Kassab. Um prefeito que proíbe artistas de rua, ovos com gema mole, gritos de feirantes anunciando seus produtos na feira ou o sopão para mendigos, deve ser alguém que é um prato cheio para os psicanalistas. Alguma coisa deve ter de errado, alguém que só sabe dizer não. “Pode ser um gay ultrareprimido”, devem pensar muitos que me perguntam sobre sua orientação sexual. Mas este não é o caso nem a explicação muito menos a desculpa, o que existe de verdade e fato é um governo municipal repressor.

Xico Sá listou quase todas as suas proibições. É transparente seu problema com os pobres desta cidade, principalmente os mendigos. Basta saber que ele tem uma polícia municipal que rouba e agride a população de ruapara a gente perceber o tamanho do problema. Ao não gostar da cidade, ele denuncia que também não se gosta, pois mais do que a comandar, ele aqui vive.

É evidente que ele também não gosta dos que habitam São Paulo, até fechar shopping, a praia infeliz e medonha mas única do paulistano , ele está fazendo.

Sinceramente, eu não sei se ele é gay, ou um gay ultrareprimido, isto pra mim pouco importa. Mas sei que nunca na historia desta cidade, nem com Jânio Quadros, o não, o veto, a negativa prevaleceu sobre uma possibilidade de sim. Com certeza é o artigo melancólico de muita repressão, muito mais do prefeito do que da cidade.

*Jornalista e roteirista.

Bancada evangélica combate a criminalização da homofobia e dificulta reformas na lei 1

Deputados da bancada evangélica no congresso

A proposta de reforma do Código Penal, em tramitação no Congresso Nacional, tem caráter pedagógico ao indicar que a homofobia deve virar crime e ao ampliar a punição nos casos de discriminação. Essa é a afirmação da desembargadora aposentada e presidente da Comissão da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Federal, Berenice Dias, ao apontar a sua preocupação com as ações de bancadas evangélicas, que usam princípios religiosos contra os direitos da comunidade LGBT.
Segundo Berenice, o fundamentalismo religioso é um dos grandes empecilhos. “As formas de manter e ampliar as bases evangélicas no poder tem tomado conta do Congresso Nacional e dificultado avanços”, afirmou.  Em sua atuação, ela defendeu não apenas mudanças no Código Penal, como o anteprojeto elaborado pela OAB e de iniciativa popular, que apresentou de maneira detalhada os crimes homofóbicos a serem punidos.

O preconceito contra a comunidade LGBT na legislação atual não é estabelecido diretamente como crime. Com o novo Código Penal, a homofobia seria considerada como crime imprescritível e inafiançável. As penas por homicídio, lesão corporal, tortura e injúria seriam aumentadas. 

Segundo o presidente Toni Reis, da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a criminaizaçao e a educação são as principais estratégias para combater a homofobia. “São lutas que envolvem cultura, valores e, no nosso caso, inclusive o fundamentalismo religioso. Esperamos que essa lei seja aprovada para que possamos viver com maior paz, sendo respeitados como cidadãos”, disse. 

Nos últimos 20 anos, a comunidade LGBT soma 3.744 assassinatos bárbaros. São dados não oficiais, já que não há um cadastro nacional de crimes homofóbicos. No ano passado, o disque 100 registrou quase sete mil denúncias de violação de direitos humanos.

Estado laico

Qual é a diferença entre esses deputados fundamentalistas, que querem reger o Brasil de acordo com a interpretação deles do que sejam valores cristãos, para os fundamentalistas islâmicos? Nenhuma! Nosso país lutou muito para tornar-se laico! Evitar que esses fanáticos tomem o poder é um dever de todos os brasileiros que desejam um Estado laico, livre, independente de orientação sexual, identidade de gênero, crença e etnia. O Brasil, ou seja, nós, precisamos nos unir contra essa gente que pretende tomar o poder e nos controlar de acordo com os valores deles!

*Com informações do Brasil Atual

Festival de Gramado exibirá “Amor Proibido”, filme que aborda a homofobia 1

O 40º Festival de Cinema de Gramado, no Rio Grande do Sul, exibirá o filme “Amor Proibido”, com temática gay. Ambientando na cidade serrana, terá apresentação única no Teatro Elisabeth Rosenfeld, da Câmara de Vereadores, na próxima sexta-feira (17), às 15h.


Atento aos assuntos do momento, Maciel Brum resolveu trabalhar em cima de um tema que cada dia mais vem ganhando destaque na mídia em todo o país e, recentemente, entrou em discussão no que tange a criação de lei, a homofobia.

Amor Proibido é o sétimo trabalho do cineasta Maciel Brum, também roteirista e produtor executivo da obra que é uma co-produção da MBB PRODUÇÕES, produtora do próprio cineasta e da produtora VISON DIGITAL, do Rio de Janeiro.

A campanha contra a homofobia vem ganhando cada vez mais o apoio de entidades e empresas que defendem o direito a liberdade sexual de cada cidadão. Maciel em seus filmes já retratou a pobreza, o incesto, a contaminação pelo vírus do HIV e, nesse filme, promete emocionar com a historia de um “Amor Proibido.”

Como diretor de produção o filme tem a participação de Drailton Gonzzaga. Considerado uma referência importante no assunto, sua presença é tida como uma grande contribuição, sobre o tema a ser abordado.

Maciel Brum, Giovana Ewback, Drailton Gonzzafa, Paulo Vilela, Thierry Figueira. Foto: Dinarci Borges

O filme conta a historia de Paulo (Paulo Vilela) um gay não assumido que divide um quarto com o amigo heterossexual  Daniel (Thierry Figueira) e no decorrer da trama se descobre apaixonado pelo mesmo. Revoltado e surpreso ao descobrir a sexualidade do amigo, Daniel acaba afastando-se de Paulo que triste e magoado resolve se abrir com sua melhor amiga Marina (Giovanna Ewbank), que até então sem saber que Paulo é gay cultiva uma paixão por ele.

A partir dai um mix de amor, ódio, preconceito e vingança, toma conta do enredo que promete prender a atenção do publico do inicio ao fim da trama.

“Amor Proibido”  promete uma historia recheada de muita emoção e aborda a homofobia, preconceito, e traição; o filme conta ainda com a participação do atriz Carla Reis, direção de fotografia de Ismael Geiger; direção musical de Carlos de Andrade; direção de produção de Drailton Gonzzaga; direção de arte e produção local de Suzana Martins.

*Com informações do blog do Festival de Gramado

Feliz Dia dos Pais Resposta

A menina da foto é a atriz mirim Ana Karolina Lannes, de 11 anos, a Ágata de “Avenida Brasil” (Globo), filha maltratada de Carminha na novela. Na vida real, Ana é criada com muito amor por dois pais: o comissário de bordo Fábio Lopes, 35, seu tio por parte de mãe, que tem a guarda há sete anos, e seu companheiro, o dermatologista João Paulo Afonso, 30. Ela nunca conheceu o pai e perdeu a mãe, Liane Lannes, quando tinha apenas 4 anos.

Ana Karolina sobre ter dois pais: ”Eles têm atitudes normais de pais: educam, repreendem, dão amor, carinho, ajudam quando preciso me arrumar”, em declaração à revista “Contigo”.

É com esse exemplo lindo de amor que o “Entre Nós” deseja um feliz Dia dos Pais a todos.

Madonna será processada por deputado homofóbico e é criticada por gays na Rússia Resposta

Madonna durante show na Rússia

O deputado da assembleia legislativa de São Petersburgo, na Rússia, Vitali Milonov, acusou a cantora norte-americana Madonna de violar uma lei local, de autoria dele, que proíbe a “propaganda da homossexualidade e da pedofilia para públicos menores de idade”. Isso mesmo, a lei homofóbica acaba por associar homossexualidade a um crime, a pedofilia, como fez a deputada estadual Myrian Rios (na época PDT e hoje PSD – RJ) no ano passado, lembram?

O show foi assistido por vários observadores do governo da cidade, que filmaram um vídeo, registrando a presença no concerto dos “adolescentes de 12, 13 anos”, segundo o deputado Milonov, autor da lei homofóbica. Os organizadores do concerto em sua defesa destacam que todos os bilhetes tinham advertência por escrito, em que os jovens menores de 18 anos não são incentivados a assistir ao concerto de Madonna, e se havia criançada na sala, então foi acompanhada  por adultos.

A estrela ‘pop’ realizou na quinta-feira um concerto na cidade de São Petersburgo, durante o qual proferiu frases de apoio à comunidade LGBT russa.
 

Vitali Milonov
“É preciso punir Madonna ou os organizadores (do show)”, disse à agência Interfax deputado Milanov e prometeu iniciar o processo contra a cantora. “Madonna não respeita os países que visita. Na França é processada pela líder da ‘Frente Nacional’ Marine Le Pen, depois de ter demonstrado um vídeo estampada com uma suástica na testa dela. Na Ucrânia a cantora confundiu a bandeira ucraniana com a russa. E quando começaram a mostrar-lhe a bandeira azul-amarela (ucraniana), perguntou: ‘Será que vocês têm duas bandeiras?’”, afirmou Milonov, em declarações à agência Interfax.
 

Alguns polacos acharam o concerto de Madonna em primeiro de agosto, quando o país lembrava o aniversário do início da Revolta de Varsóvia contra a ocupação nazista, como um insulto. Parte da imprensa acusou a cantora de blasfêmia e provocação.

Durante a atuação em São Peterburgo, a cidade natal do atual presidente russo, Vladimir Putin, a cantora fez uma inflamada defesa dos direitos dos gays russos, cujas associações estão proibidas de celebrar marchas de orgulho gay.
 
“Queremos lutar pelo direito de sermos livres. Tenho viajado muito pelo mundo e vejo que as pessoas estão cada vez mais intolerantes, mas podemos mudar isso. Temos força para isso”, disse Madonna.
 


A cantora, que na terça-feira  (7) durante um concerto em Moscou já tinha suscitado polêmica ao pedir abertamente a libertação do grupo ‘punk’ feminino russo Pussy Riot, julgado por cantar contra Putin numa catedral ortodoxa, assegurou que o “amor” é a única coisa que pode mudar o mundo.

Durante o concerto de São Petersburgo foram distribuídas pulseiras cor-de-rosa, um símbolo do apoio aos LGBT.
 
“As pulseiras fazem parte do espetáculo. Estejam preparados para levantar as mãos em sinal de apoio”, afirmou a cantora na sua página na Internet horas antes do concerto.


Esta semana, várias organizações russas, algumas ligadas à religião ortodoxa, contestaram a realização dos concertos da diva POP e convocaram algumas ações de protesto.
 
Alguns ativistas LGBTs russos também apontaram o dedo à artista e criticaram a sua postura.
 
“Não é suficiente dizer algumas palavras a favor dos homossexuais entre duas canções durante um concerto. Se uma pessoa se assume como defensora dos direitos humanos, ela deve fazer algo mais sério”, afirmou, na quinta-feira (9), um líder local da organização Gay Russia Iouri Gavrikov.
 
O mesmo representante acusou Madonna de “hipocrisia”, uma vez que a cantora optou por atuar na Rússia e em especial em São Petersburgo, cidade que adotou em fevereiro passado uma lei “homofóbica”.
 

Mas gente, o que esses ativistas querem? Que Madonna não faça show em um lugar, só porque ele aprovou uma lei homofóbica? Se ela tivesse feito o show calada, sem se manifestar a favor dos direitos dos gays, tudo bem, essas bichas teriam razão, mas não foi o que aconteceu! Uó esses povo, hein!


Na Rússia, a homossexualidade foi considerada crime até 1993 e uma doença mental até 1999.


Estudantes da UFMA fazem beijaço contra a homofobia 1

Beijaço na UFMA (Foto: De Jesus/O Estado)

Cerca de 40 estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) participaram de um beijaço nesta quinta-feira (9), na escadaria do Centro de Ciências Humanas (CCH). O protesto foi uma resposta à homofobia de alguns estudantes nas redes sociais, após uma aluna de Artes Visuais ter pintado a escadaria principal de acesso ao prédio com as cores do arco-íris.
Este mês, uma passagem bíblica foi pichada nos degraus da escada, dizendo que o arco-íris seria uma “aliança de Deus com os homens” e não entre pessoas do mesmo sexo. A foto da pichação foi postada nas redes sociais, despertando comentários considerados homofóbicos pelos organizadores do protesto, como o que segue, feito por uma mulher:
Arco Íris, símbolo da ALIANÇA DE DEUS com o homem… e não entre pessoas do mesmo sexo! Abençoado seja a pessoa que teve coragem de escrever isso na escadaria da UFMA. TENHAMOS CORAGEM PARA PREGAR O EVANGELHO POR TODO O MUNDO não nos deixemos limitar e abalar com comentários“.

Parte do texto escrito acima por mim, teve como fonte o portal G1, que noticiou o beijaço. Agora veja algumas das reações homofóbicas postadas no Facebook, de pessoas que reproduziram a notícia:


A estudante de Serviço Social, Camila Castro, executiva estadual da Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre (Anel), escreveu o seguinte artigo, no blog Anel Maranhão, repudiando as manifestações homofóbicas:
Por um mundo em que sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres.
No primeiro semestre deste ano as escadas do Centro de Ciências Humanas (CCH) foram objeto de uma intervenção muito criativa – seus degraus foram pintados com várias cores simbolizando um grande arco íris. E foi exatamente isso: em um dia estava tudo cinza e no outro surpreendentemente subíamos uma escada completamente colorida.

Escadaria da UFMA pichada Fonte: Anel Maranhão
 Como era de se esperar muitos estudantes tiraram fotos e compartilharam nas redes sociais e como era de se esperar mais ainda, os LGBT’s* adoraram a intervenção. A verdade é que o arco-íris estava lá representando o que cada um quisesse que representasse. Não havia placas, assinaturas, descrição… nada. Era um arco-íris dando cor ao CCH que sempre recebeu as mais diversas intervenções em sua estrutura física.
Neste mês de agosto os estudantes da UFMA foram surpreendidos novamente. Destes, muitos por seus próprios olhos e outros pelas redes sociais: a escadaria do CCH foi pichada. Nos degraus coloridos foi escrita uma mensagem bíblica fazendo referência à aliança de Deus com os homens simbolizando o que seria o significado do arco-íris. Na legenda da autora da postagem no facebook dizia: “Arco Íris, simbolo da ALIANÇA DE DEUS com o homem… e não entre pessoas do mesmo sexo ! Abençoado seja a pessoa que teve coragem de escrever isso na escadaria da UFMA. TENHAMOS CORAGEM PARA PREGAR O EVANGELHO POR TODO O MUNDO não nos deixemos limitar e abalar com comentários (:”
Comentário homofóbico feito no Facebook Fonte: Anel Maranhão 

Homofobia declarada. Além de revolta, acompanhamos muitas declarações de medo através do facebook. É preciso compreender que problema não se encontra em uma passagem bíblica ter sido escrita, mas na intencionalidade do feito. Com tantos muros brancos na ufma, a despeja se dá sobre o arco-íris que servia sim como símbolo da comunidade LGBT, mas podendo servir a todos os significados que se configuram a partir das próprias convicções das pessoas. Sem necessidade alguma de reafirmação de qualquer uma delas, a pichação incide sobre o trabalho difícil dos que se propuseram a pintar todos os degraus da escadaria e fortalece uma realidade que está colocada dentro e fora dos muros da universidade: intolerância à diversidade. A legenda e comentário da foto corroborando a mesma conclusão.
 Uma parte importante do processo de luta contra a homofobia é mostrar que ela existe. Para os LGBT’s a existência da homofobia não é novidade alguma, mas parte do cotidiano. No entanto as pessoas em geral tem dificuldade em identificar uma atitude homofóbica ou acham que homofobia se configura apenas quando há agressão física e morte, justamente porque no Brasil o ódio homofóbico mata centenas de pessoas por ano. Da mesma forma que é fácil ser contra o Bolsonaro, mas mais difícil perceber que muito se confunde liberdade de expressão com liberdade de opressão no nosso dia-a-dia.  
A ANEL nacionalmente encampa um sério combate ao machismo, racismo e homofobia. Não podemos admitir a reprodução destas ideologias opressoras dentro e fora da universidade que reforçam a inferiorização do outro a partir das diferenças, que são naturais e ricas! Temos acompanhado o total descaso dos governos com relação ao debate da diversidade sexual nas escolas e em relação a criminalização da homofobia. São governos comprometidos com os setores reacionários, conservadores e exploradores desta sociedade… E a pichação na escadaria do CCH é apenas ponta do iceberg da intolerância que conhecemos e vivenciamos nesta sociedade.
É preciso debater, construir espaços de reivindicação e intervenção cada vez mais frequentes. É preciso lutar sempre. É na luta que nos colocamos cada vez mais próximos dos objetivos que queremos alcançar. É preciso respeito e justamente por isso é preciso, cada vez mais, que pintemos escadas o máximo que pudermos. Pintemos a vida com o orgulho de sermos iguais na diferença, construindo no dia a dia “um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”¹.
Abraço a tod@s.
*LGBT: Lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros.
¹ Rosa Luxemburgo.

Ministra da Família alemã apoia benefícios fiscais para casais gays Resposta

Ministra da Família alemã

Há muito tempo a Alemanha vem implementando medidas graduais para promover a igualdade legal plena entre casais gays e héteros. E agora a ministra da Família, Kristina Schröder, declarou-se favorável à ampliação dos atuais benefícios fiscais para aqueles que se encontram em uma união civil, afirmando que isso está de acordo com os valores conservadores, já que os integrantes dos casais gays assumem uma “responsabilidade duradoura” em relação aos parceiros.

A maioria dos alemães é favorável à instituição da igualdade legal entre as uniões civis e os casamentos heterossexuais. E a maioria dos partidos que têm representação no parlamento alemão também pensa da mesma forma. Mas, quando se trata de finalmente conceder aos casais gays as mesmas vantagens fiscais vinculadas ao casamento tradicional, o partido conservador da chanceler Angela Merkel, a União Democrata Cristã, e, em especial, o seu partido bávaro aliado, a União Social Cristã, são terminantemente contra.

No entanto, isso pode estar mudando. Na segunda-feira (6), um grupo de 13 parlamentares da União Democrata Cristã divulgou uma declaração na qual exige que o parlamento alemão tome uma iniciativa no sentido de conceder aos casais gays que convivem em uma união civil os mesmos benefícios fiscais conjuntos desfrutados pelos casais heterossexuais oficialmente casados.

Esta não é a primeira vez que parlamentares alemães se mobilizam para eliminar as desvantagens referentes à política fiscal enfrentadas por casais heterossexuais casados oficialmente. Vários partidos políticos, preponderantemente da centro-esquerda, mas também do direitista Partido Liberal Democrata, que faz parte da coalizão da chanceler Merkel, têm se mostrado nos últimos anos favoráveis à eliminação de discrepâncias referentes a políticas tributárias entre casais heterossexuais e homossexuais. Mas tais iniciativas geralmente não conseguiam deslanchar devido à oposição por parte dos conservadores que integram o governo Merkel.

Acabando com divergências legais

Por exemplo, o governo alemão criou em 2001 a união civil – um artifício legal na Alemanha que é quase equivalente ao casamento homossexual –, mas coube principalmente aos tribunais, a partir disso, acabar com os vestígios remanescentes de divergências legais. Há dois anos, o Tribunal Constitucional Alemão, o supremo tribunal do país, pressionou os políticos para que eles instituíssem legislações relativas a impostos sobre heranças voltadas para casais homossexuais. E, na semana passada, o tribunal determinou que funcionários públicos civis e soldados homossexuais poderão desfrutar dos mesmos benefícios familiares que os casais heterossexuais e exigiu que sejam feitos pagamentos retroativos até 2001. As regulamentações que regem a adoção de filhos também diferem entre casais heterossexuais e homossexuais.

“É inaceitável que os parlamentares tenham que ser ordenados de forma contínua e previsível pelo Tribunal Constitucional Alemão a eliminar esse tratamento desigual”, disseram na segunda-feira parlamentares da União Democrata Cristã em um comunicado.

O grupo também prometeu criar uma lei após o recesso de verão para modificar a legislação tributária alemã – uma medida que tem chance de sucesso. O acordo da coalizão de Merkel com o Partido Liberal Democrata prevê a eliminação de desigualdades tributárias entre casais heterossexuais e homossexuais, apesar de pouco progresso ter sido feito nesse sentido. O Partido Liberal Democrata há muito apoia direitos iguais para os casais gays, até porque o ex-líder do partido e atual ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, é gay assumido.

No entanto, a União Social Cristã, da Baviera, um integrante chave da coalizão de Angela Merkel, continua se opondo a quaisquer iniciativas no sentido de legalizar integralmente o casamento gay. E, como haverá eleições estaduais cruciais no ano que vem, parece improvável que a União Social Cristã venha a ceder quanto a isso neste momento.


*Com informações do Der Spiegel

Vietnã tem sua primeira Parada Gay Resposta


Dezenas de pessoas em bicicletas decoradas com bolas e bandeiras com as cores do arco-íris percorreram neste domingo (5) as ruas de Hanói na primeira Parada Gay organizada no Vietnã, um país comunista.



A polícia não tentou impedir este desfile preparado pela pequena, mas crescente, comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), poucos dias após o ministro da Justiça declarar que talvez fosse o momento de considerar a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.



Em um país onde domina a moral confuciana, que insiste na família tradicional, a homossexualidade continua sendo um tabu. Os gays são caricaturados, descritos como figuras cômicas ou doentes que devem ser curados.

Cantor Mika sai do armário 1

O cantor Mika saiu do armário em entrevista à edição de setembro da revista estadunidense “Instinct”, voltada para os gays. A revelação foi divulgada no próprio site da publicação.

Em 2009, o cantor libanês havia aprecido na capa de uma revista holandesa, que trazia a manchete: “Mika esclarece: me chame de bissexual”. Segundo o cantor, a frase não revelou exatamente o que queria dizer. Agora, na entrevista à “Instinct”, ele tirou as dúvidas.

“Se você me perguntar se sou gay, eu vou dizer que sim. Minhas músicas falam sobre meus relacionamentos com um homem? Sim”, disse o cantor. “Somente pela música eu achei forças para entrar em acordo com a minha sexualidade. Esta é a minha vida real”. Que seja feliz!

Evangélicos americanos são acusados de promover homofobia na África Resposta


Evangélicos dos EUA são acusados de promover a homofobia na África. A reportagem é de David Smith, do Guardian. Tradução de Clara Allain. Sei que o termo correto é homossexualidade, mas a tradução não é minha! Leia:

Grupos evangélicos cristãos nos EUA estão tentando realizar uma colonização cultural da África, abrindo representações em vários países para promover ataques ao homossexualismo e ao aborto, segundo investigação realizada por um instituto de estudos liberal.

O instituto Political Research Associates (PRA), de Boston, diz que organizações religiosas americanas vêm ampliando suas operações em todo o continente, fazendo lobby em favor de políticas e leis conservadoras e alimentando a homofobia.

Os grupos em questão incluem o Centro Americano para a Lei e a Justiça (American Centre for Law and Justice – ACLJ), fundado pelo televangelista Pat Robertson, que implantou bases no Quênia e no Zimbábue.

De acordo com o relatório do PRA, a direita religiosa americana afirma, concretamente, que os ativistas dos direitos humanos são neocolonialistas cujo objetivo seria destruir a África. Grupos citados no relatório rejeitaram terminantemente as acusações.

Intitulado “Colonizando Valores Africanos: Como a Direita Cristã Americana Está Transformando a Política Sexual na África”, o estudo analisou dados de sete países africanos e pagou pesquisadores para trabalhar por vários meses no Quênia, Malauí, Zâmbia e Zimbábue.

O PRA identificou três organizações que acredita que estão atuando agressivamente na África: o ACLJ, de Robertson, o grupo católico Human Life International e o grupo Family Watch International, liderado pela ativista mórmon Sharon Slater.

Cada uma delas identifica suas agendas como sendo autenticamente africanas, num esforço para retratar a defesa dos direitos humanos como um novo colonialismo cuja finalidade seria destruir tradições e valores culturais, diz o relatório.

Nos últimos cinco anos as organizações teriam aberto ou ampliado representações na África dedicadas à promoção de sua visão de mundo cristã e de direita. Uma rede frouxa de cristãos carismáticos de direita conhecida como o movimento de transformação se une a eles para alimentar as chamas das guerras culturais em torno do homossexualismo e do aborto, defendendo líderes políticas e ativistas africanos destacados.

O padre anglicano zambiano Kapya Kaoma, autor do relatório, disse que grupos cristãos de direita incentivam a percepção de que as relações entre pessoas do mesmo sexo são antiafricanas e impostas pelo Ocidente, uma visão que na realidade é baseada na Bíblia que chegou com o colonialismo, e não na cultura africana tradicional.

Ele deu o exemplo de uma jovem lésbica no Zimbábue que foi levada a várias igrejas para que o demônio fosse expulso de seu corpo, mas, mais tarde, louvada quando sua avó falou que na realidade ela estava possuída pelo espírito de seu tio morto, que nunca se casara.

Kaoma disse que a homossexualidade não é algo estrangeiro, mas é descrita como tal pela direita cristã.
A pesquisa constatou que alguns países são mais abertos à direita cristã americana que outros, em parte em função do apoio de autoridades governamentais.

Os próprios presidentes de Zâmbia, Zimbábue e Uganda acusaram partidos oposicionistas de promover a homossexualidade, para reduzir a influência dos partidos e agradar aos poderosos setores religiosos conservadores africanos.

O ACLJ foi convidado pelo presidente zimbabuano, por exemplo, Robert Mugabe, a abrir representações para treinar advogados para trabalharem sobre uma Constituição que refletisse os valores cristãos.

Um esforço semelhante estaria sendo feito para influenciar a redação das Constituições do Quênia e de Zâmbia, com a inclusão de frases como “a vida começa na concepção”.

O relatório acusa Slater, da Family Watch International, de usar de um discurso alarmista, dizendo que a estratégia de controle populacional da ONU vai destruir a família africana.

Slater teria afirmado que os homossexuais são significativamente mais promíscuos que os heterossexuais e que têm maior probabilidade de praticar a pedofilia.

Kaoma disse: “Slater afirma que a ONU foi dominada por homossexuais. Ela inventa bobagens e as apresenta aos africanos como fatos. Ela argumenta que termos como direitos de gênero e identidade de gênero são termos em código que indicam homossexualismo.”

Kaoma acha que os grupos americanos estão em fase de recuo nos Estados Unidos e, por essa razão, estariam buscando ganhos rápidos na África.

“Eles parecem saber que estão perdendo a batalha nos Estados Unidos, de modo que o melhor que podem fazer é ser vistos como a estando ganhando em outra parte do mundo. Isso lhes confere uma razão para estarem fazendo levantamento de fundos nos EUA. A África é um joguete na batalha que estão travando nos Estados Unidos.”

O relatório foi saudado por ativistas dos direitos dos gays. Frank Mugisha, diretor executivo do grupo Minorias Sexuais, de Uganda, comentou: “Estou grato pela documentação mostrada neste relato, confirmando que é a homofobia que é exportada pelo Ocidente, e não o homossexualismo.”

“Espero que este relatório funcione como alarme de despertar para as comunidades de fé em Uganda e no Ocidente perceberem que as guerras culturais americanas impostas a nós pela direita cristã colocam em risco não apenas a cultura africana, mas as próprias vidas de africanos LGBTI como eu.”
A Human Life International reconheceu que tem várias filiadas na África, algumas das quais recebem dotações, materiais educativos e outros.

Um porta-voz da organização, Stephen Phelan, falou: “Achamos que é importante estarmos na África porque a investida contra os valores africanos naturais pró-vida e pró-família está vindo dos Estados Unidos. Então nos sentimos na obrigação de ajudá-los a entender a ameaça e a reagir a ela com base em seus próprios valores e culturas.”

“É por isso que podemos operar com uma parcela minúscula do orçamento com que trabalham os verdadeiros colonialistas: os muito bem financiados controladores demográficos e governos ocidentais.
“Estamos em sintonia com os valores profundos e naturais de nossos irmãos e irmãs na África e os ajudamos a resistir ao avanço de interesses ocidentais muito poderosos que acham que pode haver crianças demais na África.”

Phelan fez pouco caso da acusação da PRA de que sua organização estaria praticando um novo tipo de colonialismo.

“Esperamos que seus leitores mais refletivos notem a ironia presente no argumento do PRA. Governos ocidentais poderosos e ONGs muito ricas gastam bilhões por ano para impedir africanos de ter filhos, para mudar as leis africanas de modo a ficarem mais abertas a esse controle populacional, tudo como parte de um esforço para tornar o continente culturalmente mais semelhante ao Ocidente.”

“E o PRA, um proponente desse esforço, está acusando um grupinho de organizações cristãs, que juntas gastam uma fração ínfima do orçamento anual do setor de ajuda ao desenvolvimento, de defender os valores africanos naturais pró-vida e pró-família contra o colonialismo. Onde começar?”
Slater também criticou o relatório. “Não temos representações na África, como Kaoma alega sem razão”, disse ela. “Basta esse erro fundamental para indicar a falta de confiabilidade do relatório inteiro.”

Ela acrescentou: “Não somos a direita religiosa cristã que Kaoma insiste em nos mostrar como sendo, apesar do que eu disse a ele e apesar do teor de nossos materiais publicados e de nosso site na internet. A única menção à religião em nosso site ou em qualquer de nossos materiais é nossa preocupação de que seja protegida a liberdade religiosa, independentemente da fé que possa estar sendo alvo de ataques.”

“Nossa posição aqui é baseada em dados claros que indicam uma correlação forte entre observação religiosa e famílias estáveis, e não em qualquer crença ou doutrina específica.”

Joy Mdivo, diretora executiva do Centro de Lei e Justiça da África Oriental, diz que a divisão americana paga os salários e o espaço comercial, mas que o CLJAO faz seu próprio levantamento de fundos para financiar atividades. “Alguém falou que recebemos dinheiro dos americanos para disseminar a homofobia, e eu respondi que não preciso disseminar a homofobia. Basta caminhar na rua, abraçar outro homem e parecer romântico. Não preciso dizer a ninguém o que fazer. Essa é a realidade de quem somos, apenas isso.”

Fonte: Folha de São Paulo