Madonna será processada por deputado homofóbico e é criticada por gays na Rússia Resposta

Madonna durante show na Rússia

O deputado da assembleia legislativa de São Petersburgo, na Rússia, Vitali Milonov, acusou a cantora norte-americana Madonna de violar uma lei local, de autoria dele, que proíbe a “propaganda da homossexualidade e da pedofilia para públicos menores de idade”. Isso mesmo, a lei homofóbica acaba por associar homossexualidade a um crime, a pedofilia, como fez a deputada estadual Myrian Rios (na época PDT e hoje PSD – RJ) no ano passado, lembram?

O show foi assistido por vários observadores do governo da cidade, que filmaram um vídeo, registrando a presença no concerto dos “adolescentes de 12, 13 anos”, segundo o deputado Milonov, autor da lei homofóbica. Os organizadores do concerto em sua defesa destacam que todos os bilhetes tinham advertência por escrito, em que os jovens menores de 18 anos não são incentivados a assistir ao concerto de Madonna, e se havia criançada na sala, então foi acompanhada  por adultos.

A estrela ‘pop’ realizou na quinta-feira um concerto na cidade de São Petersburgo, durante o qual proferiu frases de apoio à comunidade LGBT russa.
 

Vitali Milonov
“É preciso punir Madonna ou os organizadores (do show)”, disse à agência Interfax deputado Milanov e prometeu iniciar o processo contra a cantora. “Madonna não respeita os países que visita. Na França é processada pela líder da ‘Frente Nacional’ Marine Le Pen, depois de ter demonstrado um vídeo estampada com uma suástica na testa dela. Na Ucrânia a cantora confundiu a bandeira ucraniana com a russa. E quando começaram a mostrar-lhe a bandeira azul-amarela (ucraniana), perguntou: ‘Será que vocês têm duas bandeiras?’”, afirmou Milonov, em declarações à agência Interfax.
 

Alguns polacos acharam o concerto de Madonna em primeiro de agosto, quando o país lembrava o aniversário do início da Revolta de Varsóvia contra a ocupação nazista, como um insulto. Parte da imprensa acusou a cantora de blasfêmia e provocação.

Durante a atuação em São Peterburgo, a cidade natal do atual presidente russo, Vladimir Putin, a cantora fez uma inflamada defesa dos direitos dos gays russos, cujas associações estão proibidas de celebrar marchas de orgulho gay.
 
“Queremos lutar pelo direito de sermos livres. Tenho viajado muito pelo mundo e vejo que as pessoas estão cada vez mais intolerantes, mas podemos mudar isso. Temos força para isso”, disse Madonna.
 


A cantora, que na terça-feira  (7) durante um concerto em Moscou já tinha suscitado polêmica ao pedir abertamente a libertação do grupo ‘punk’ feminino russo Pussy Riot, julgado por cantar contra Putin numa catedral ortodoxa, assegurou que o “amor” é a única coisa que pode mudar o mundo.

Durante o concerto de São Petersburgo foram distribuídas pulseiras cor-de-rosa, um símbolo do apoio aos LGBT.
 
“As pulseiras fazem parte do espetáculo. Estejam preparados para levantar as mãos em sinal de apoio”, afirmou a cantora na sua página na Internet horas antes do concerto.


Esta semana, várias organizações russas, algumas ligadas à religião ortodoxa, contestaram a realização dos concertos da diva POP e convocaram algumas ações de protesto.
 
Alguns ativistas LGBTs russos também apontaram o dedo à artista e criticaram a sua postura.
 
“Não é suficiente dizer algumas palavras a favor dos homossexuais entre duas canções durante um concerto. Se uma pessoa se assume como defensora dos direitos humanos, ela deve fazer algo mais sério”, afirmou, na quinta-feira (9), um líder local da organização Gay Russia Iouri Gavrikov.
 
O mesmo representante acusou Madonna de “hipocrisia”, uma vez que a cantora optou por atuar na Rússia e em especial em São Petersburgo, cidade que adotou em fevereiro passado uma lei “homofóbica”.
 

Mas gente, o que esses ativistas querem? Que Madonna não faça show em um lugar, só porque ele aprovou uma lei homofóbica? Se ela tivesse feito o show calada, sem se manifestar a favor dos direitos dos gays, tudo bem, essas bichas teriam razão, mas não foi o que aconteceu! Uó esses povo, hein!


Na Rússia, a homossexualidade foi considerada crime até 1993 e uma doença mental até 1999.


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