Parada Gay no Pará espera reunir um milhão de pessoas Resposta


A 11ª Parada do Orgulho Gay de Belém, cerca de 1 milhão de LGBT, no próximo domingo (30) pessoas devem participar da programação que este ano ganha um enfoque mais político, apesar de ter seis trios elétricos.

“Nesse dia sempre vamos as ruas para celebrar nosso ‘orgulho gay’, mas desta vez além de nos mostrarmos para a sociedade queremos convocar e alertar nossa comunidade para a importância de, nesse momento estratégico, votar em candidatos que tenham compromisso com a nossa comunidade”, explica Eduardo Benigno, coordenador do Grupo de Homossexuais do Pará (GHP) e integrante da comissão organizado da Parada Gay 2012, no Pará. 

Em 2012, o evento tem como tema “Nesta eleição, educação e cidadania serão as nossas armas contra a homofobia”. A programação está ligada a campanha “Pará Sem Homofobia”, com o apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos do Estado (Sejudh). 



A abertura oficial do evento será no próximo sábado na Praça Waldemar Henrique, em Belém, a partir das 18h, com o concurso “Drag da Parada”, que elege a musa da parada deste ano. Em seguida, haverá apresentação da banda Cheiro de Mel.

No domingo a concentração começa ao meio-dia, na Doca de Souza Franco, com saída marcada para as 14 horas. No começo da caminhada, a cantora Gigi Furtado vai interpretar os hinos Nacional e do Pará.

Entre os trios elétricos, um chama a atenção, por ter ações de prevenção de DST/ Aids. 

A parada segue pela Doca, rua Marechal Hermes e avenida Presidente Vargas, até o Bar do Parque. Durante o trajeto, por volta de 18 horas, na praça Waldemar Henrique, a cantora Viviane Batidão, drag queens e a bateria da escola de samba Rancho Não Posso Me Amofiná fazem uma apresentação ao público. 

Pesquisa analisa homofobia no Pará

Na concentração para o evento, pesquisadores ligados à Universidade Federal do Pará (UFPA), irão coletar informações sobre violência e discriminação vividas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais devido sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Os resultados da pesquisa e sua análise visam ampliar o conhecimento sobre alguns aspectos das condições de vida da população LGBT no Pará, subsidiando ações e políticas de defesa e de ampliação dos direitos sexuais.

“A pesquisa tenta fazer uma radiografia sobre o público que frequenta a parada”, comenta Milton Ribeiro, pesquisador do Grupo Orquídeas, do Nós Mulheres e doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFPA (PPGCS/UFPA).

De acordo com o pesquisador alguns dos dados das pesquisas realizadas desde 2007 durante o evento apontam que o preconceito está mais próximo do público LGBT. “Ao contrário do que se pensava – que as pessoas sofriam violências a partir de desconhecidos, as pesquisas têm mostrado que não”, afirma. Outra constatação é a grande incidência do público heterossexual no evento.




Magno Malta pode ser relator de projeto que criminaliza a homofobia 1


O que você pode fazer para tentar impedir esse absurdo: enviar mensagem ao senador Paulo Paim, dizendo que você não quer que o senador Magno Malta seja o relator do PLC 122/06, que criminaliza a homofobia:

telefones: (61) 3303-5227/5232
FAX: (61) 3303-5235
correio eletrônico: paulopaim@senador.gov.br


É um absurdo, mas, olha o que a Marta Suplicy deixou para nós, ao aceitar ser ministra da Cultura, após pressionar o PT, contrariada por não ter sido ela a candidata à Prefeitura de São Paulo: o senador Magno Malta pode ser o relator do PLC 122/06! O presidente da Comissão da Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDC), Paulo Paim, dosse que pretende reunir o bloco de apoio ao governo e decidir a indicação do novo relator do projeto. Entre os cogitados para a função estão Lídice da Mata (PSB-BA), Walter Pinheiro (PT-BA) e Magno Malta (PR-ES), um dos maiores opositores do projeto, que faz parte da bancada evangélica fundamentalista.


Paim afirmou que ele mesmo poderá relatar a matéria caso não se chegue a um consenso.

O senador Paulo Paim (PT-RS) pretende indicar um novo relator para o projeto de lei que criminaliza a homofobia (PLC 122/2006) logo após a conclusão dos trabalhos da comissão especial de senadores que trata da reforma do Código Penal (PLS 236/2012). A espera é necessária porque a proposta de código em tramitação também tipifica crimes por discriminação ou preconceito de “identidade ou orientação sexual”.
Postura neutra

Na condição de presidente da CDH, Paim explicou que adota uma postura neutra em relação ao projeto, mas reconhece que existe um apelo popular para que a matéria seja aprovada.

Desde o último dia 18, o projeto aguarda definição quanto à relatoria, já que a função cabia à senadora Marta Suplicy (PT-SP), que se licenciou para assumir o Ministério da Cultura.

O PLC 122/2006, aprovado na Câmara dos Deputados, enfrenta resistências no Senado, sobretudo de parlamentares da bancada evangélica fundamentalista. Em maio, Marta Suplicy afirmou que há entre os senadores uma “maioria silenciosa” favorável ao projeto, ou pelo menos neutra, que só não se posiciona por receio de desagradar os eleitores. Ela pediu apoio popular à aprovação da matéria.

Código Penal

Os 543 artigos da proposta do novo Código Penal tratam de vários temas, como a própria criminalização da homofobia, a descriminalização do plantio e do porte de maconha para consumo próprio, a punição a motoristas embriagados, a ampliação das possibilidades do aborto legal e a tipificação da eutanásia.

O relator-geral da proposta, senador Pedro Taques (PDT-MT), tem até 20 de novembro para apresentar o relatório final. O prazo para a conclusão dos trabalhos é 4 de dezembro, mas pode ser prorrogado.

Homossexualidade acaba com a procriação, diz Ahmadinejad Resposta



Em uma hora de entrevista exclusiva para o programa Piers Morgan Tonight, que foi ao ar na noite de ontem (24), o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, falou de política a amor, de Israel a Líbia. Um dos temas mais revoltantes, no entanto, foi sua opinião a respeito da homossexualidade. Quando perguntado se negar os direitos aos gays não seria negar o direito à liberdade em si, o presidente iraniano disparou:

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– Você realmente acredita que as pessoas possam nascer homossexuais? Você acredita que alguém possa dar à luz através da homossexualidade? A homossexualidade acaba com a procriação. Se você gosta ou acredita em algo feio e se os outros não aceitam o seu comportamento, eles estão negando sua liberdade?

Insistente, o apresentador Piers Morgan perguntou o que ele faria então se um de seus três filhos fosse gay. Falando por meio de um tradutor, o presidente de 55 anos disse que o “problema seria resultado da falta de educação apropriada”.

– Uma educação apropriada deve ser dada. Se um grupo reconhece um comportamento feio como algo legítimo, você não deve esperar que outros países ou outros grupos lhe deem o mesmo reconhecimento.

Dicurso parecido com Malafaia, Bolsonaros e Marco Feliciano, não?

É bom lembrar que a troca de sexo é permitida no Irã, mas vejam que absurdo: eles praticamente obrigam todos os gays a trocarem de sexo, mesmo a identidade sexual deles sendo masculina.

Jogador do Corinthians diz que “perderia meia hora” com apresentador gay da MTV Resposta

Emerson

O atacante Emerson Sheik, do Corinthians, aproveitou que o clube não teria treino na manhã seguinte e compareceu ao VMB, na noite anterior. O evento da MTV premia os melhores da música brasileira. Na chegada, o jogador foi entrevistado pelo apresentador Didi F., gay assumido assumido, e teve de responder a uma pergunta indiscreta.

“Emerson, você abocanhou a Libertadores, o dedo de um jogador… teria alguma parte do meu corpo que você abocanharia”, perguntou Didi, levantando parte da saia que estava vestindo.



Sheik, então, respondeu sorrindo: “Olha, eu perderia meia hora aí, hein”, antes de encerrar o papo descontraído. 

Pouco antes da entrevista, o corintiano havia dito que conseguiria dormir bastante  para chegar ao treino do dia seguinte descansado.

Mas o atacante não chegou a treinar normalmente com seus companheiros depois da participação na festa da MTV. Enquanto a maioria dos corintianos foi a campo no centro de treinamento da equipe, Emerson fez um trabalho interno na academia junto com o lateral Fabio Santos.

Será que rolou algo?

Hugh Grant divulga vídeo para defender casamento civil gay Resposta


O ator inglês Hugh Grant, divulgou um vídeo hoje no qual se mostra a favor do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.


“Acho que todo mundo deveria ter os mesmos direitos. Se você quer casar, deveria poder fazê-lo, seja gay, heterossexual, transexual ou o que for”, afirma o astro de 52 anos.

O protagonista de “Quatro Casamento e um Funeral” considera que “o amor é o mesmo para todo mundo”, embora admita que não acredita muito no ritual de passar pelo altar.

“Acho que minha biografia mostra bem isso”, ironizou Grant, que se tornou pai pela primeira vez após um rápido relacionamento com uma atriz chinesa.

O vídeo do ator se soma à campanha Out4Marriage, cujo objetivo é que a lei britânica permita os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, já que por enquanto só são permitidas as uniões civis, como aqui no Brasil.

Da campanha já participaram personagens do mundo da política, como o prefeito de Londres, Boris Johnson, e do espetáculo, como o fundador da Virgin, Sir Richard Branson, entre outros.

Brasil

Aqui no Brasil nós temos a campanha pelo casamento civil igualitário, com a adesão de alguns artistas. Clique aqui e veja como participar.

Jô Soares diz que tinha "sensibilidade quase gay" na infância Resposta


O ‘Fantástico’ deste domingo (23) trouxe o apresentador Jô Soares no quadro ‘O que vi da vida’. 



Suas maiores lembranças da infância são de quando estudava no colégio interno, ainda no Brasil. “Eu era uma coisa assim…excessiva, sabe? Eu era de uma sensibilidade quase gay!”. Jô conta que chorava muito. E, sendo já gordo, tinha o apelido de ‘poeta’, o que para ele era uma vitória. Os próprios professores o sacaneavam. “Diziam: ‘chora aí, poeta!’, e eu chorava”.

Bacana a confissão de um dos maiores apresentadores do Brasil. Muitos possuem essa tal sensibilidade, que para eu que. em minha opinião de escritor. é uma sensibilidade artística, muitas vezes incompreendida pelas pessoas que não foram educadas e não estão acostumadas a lidar com o diferente.

Morre Tereska Torrès, escritora da resistência francesa Resposta


Tereska Torres, membro da resistencia francesa e escritora franco-americana cujo sucesso de vendas Women’s Barracks causou escândalo ao tratar das relações lésbicas nos quarteis de mulheres dos Aliados, morreu aos 92 anos, anunciou sua família.

Filha de uma família polonesa de origem judia, em 1940 aderiu à organização França Livre, em Londres. Foi secretária no quartel-general do Charles de Gaulle em Carlton Gardens, na capital britânica, e escreveu vários livros depois da Segunda Guerra Mundial.

Em 1950 publicou nos Estados Unidos uma romance autobiográfica sobre sua experiência na guerra intitulado Women’s Barracks, que foi traduzido em 13 idiomas e vendeu quatro milhões de examplares. O livro revelava as relações lésbicas nos quarteis das voluntárias dos Aliados.


Reportagem: AFP

Atriz de The L Word voltará a interpretar lésbica na série The New Normal Resposta


A atriz Leisha Hailey, que viveu Alice Pieszecki em “The L Word”, voltará a interpretar uma personagem lésbica na nova série cômica “The New Normal”. Segundo o site The Hollywood Reporter, ela viverá Victoria, o par romântico de Tiffany (Constance Zimmer, da série “Entourage”).

Victoria é uma mulher alegre e positiva, e não tem as mesmas preocupações de Tiffany, que deseja formar uma família. Zimmer e Hailey aparecerão no sétimo episódio da 1ª temporada, assim como John Benjamin Hickey (série “The Big C”), que interpretará um papel não revelado.

A série foi criada por Ali Adler e Ryan Murphy, que trabalharam juntos em “Glee”. Adler já havia anunciado que haveria um casal de mulheres em “The New Normal”. “Nós queremos representar todos os tipos diferentes de famílias, pais e amigos, e nós certamente queremos explorar essa área”, disse. “Esperamos que essas personagens apareçam mais na série.”

Tiffany e Victoria serão amigas do casal formado por David (Justin Bartha, de “Se Beber, Não Case!”) e Bryan (Andrew Rannells, da série “Girls”), homens que moram juntos e querem ter um filho, buscando na garçonete Goldie (Georgia King, de “Um Dia”) uma barriga de aluguel.

“The New Normal” está sendo exibida no canal americano NBC desde 10 de setembro.

DF: LGBT realizam 15ª parada do orgulho gay Resposta

Fot: Wilson Dias/ABr

LGBTs de Brasília realizam neste domingo na capital federal a 15ª edição da Parada do Orgulho LGBT no Distrito Federal. Integrantes coletaram assinaturas de apoio à aprovação do Estatuto da Diversidade Sexual e em defesa do projeto de criminalização da homofobia.


Com o lema “Sou LGBT e Construo o DF – Exijo Cidadania!”, os organizadores do evento procuraram mostrar que homossexuais, bissexuais e transgêneros estão em várias profissões e lugares, construindo o DF. A parada do orgulho, segundo a assessoria de imprensa do movimento, é realizada também como forma de reivindicar os direitos da comunidade.



A 15ª parada fez sua concentração na tarde de ontem (23) no eixão rodoviário, na altura da 112 sul, e se dirigiu até a estação rodoviária de Brasília. Por volta das 17 horas, quando os participantes da parada começaram a se aproximar do final do percurso, a comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar, tenente Paula, calculava que havia mil pessoas no local. A mesma previsão  de publico foi feita pelos coordenadores do movimento.  



Participando do encontro, a deputada Erika KoKay (PT-DF), disse que a parada representa o “espaço de construção do desejo, da democracia, da liberdade”. E acrescentou: “Esse é um território livre, sem preconceitos”. Ela informou, ainda, que está apoiando, na Câmara dos Deputados, a aprovação do projeto que criminaliza a homofobia e permite a união de pessoas de mesmo sexo.

Gays são alvos de milícias e soldados no Iraque pós-Saddam Resposta


Autoridades do Iraque têm feito uma “caça às bruxas” contra os homossexuais, com perseguição sistemática e mortal a homens e mulheres, revela uma reportagem investigativa da BBC.

Ativistas dizem que centenas de homossexuais foram mortos nos últimos anos, enquanto o governo, que conta com apoio ocidental, tem ignorado o assunto. Para as Nações Unidas, a negligência quanto à violência torna o Estado iraquiano um dos responsáveis pelos crimes.

A investigação da BBC mostra que no Iraque pós-Saddam Hussein ser homossexual – ou mesmo parecer homossexual – pode significar uma sentença de morte no país.


Em alguns casos, homossexuais foram mortos pelos próprios familiares, nas chamadas “mortes pela honra”, ou pela ação de milícias. Mas a perseguição também parece ocorrer sob os mandos de forças de segurança oficiais – ainda que o governo se recuse a admiti-lo.


Dezessete homossexuais entrevistados pela reportagem se disseram perseguidos individualmente, e todos dizem ter amigos ou parceiros mortos.

Ainda que o governo diga que desarticulou milícias que fazem esse tipo de perseguição, um ex-policial, que conversou com a BBC em condição de anonimato, disse ter abandonado a corporação depois de ter recebido ordens diretas para prender dois homossexuais. Um deles foi morto na cidade onde era “procurado”.

“Durante a ocupação americana, estávamos muito ocupados. Agora, com tempo livre, a polícia passou a perseguir gays”, disse o ex-policial

Abrigo



Com isso, a comunidade gay do Iraque fica cada vez mais escondida e assustada. Uma vez que um homossexual entra na “lista de procurados”, ele ou ela não tem para onde escapar.

Muitos relatam buscas oficiais em suas casas, além de casos de estupro. Outros temem ser identificados nas dezenas de postos de checagem que têm como objetivo garantir a segurança de Bagdá. “Não tenho liberdade. Não posso viver a minha vida”, disse um deles à BBC.

Há apenas um abrigo para homossexuais em Bagdá, com capacidade para três pessoas. Outros abrigos foram alvos de ofensivas e fechados pelo governo.

Segundo um relatório de 2009 da ONG Human Rights Watch, é possível que centenas de gays tenham sido mortos desde a invasão americana, em 2003.

Mas o Ministério de Direitos Humanos do Iraque afirma não poder ajudar os homossexuais, porque o grupo não é considerado uma minoria sob os olhos do governo. Alega, porém, que denúncias de morte foram encaminhadas ao Ministério do Interior.

O premiê iraquiano, Nuri al-Maliki, que tem comando direto sobre o Ministério do Interior, não respondeu aos pedidos de entrevista. Seu porta-voz, no entanto, disse à BBC que não existe nenhuma perseguição sistemática a homossexuais e que estes devem “viver suas vidas normalmente”.

Conservadorismo



Ao mesmo tempo, no distrito de Cidade Sadr, em Bagdá, um clérigo islâmico disse à BBC que o “terceiro sexo” – como a homossexualidade é chamada – é “totalmente rejeitado pelo islã”.

Ainda assim, a cultura religiosa e conservadora do Iraque não explica por si só a perseguição aos gays, dizem analistas.

No Líbano, por exemplo, o grupo radical Hezbollah é razoavelmente tolerante à homossexualidade. No Irã, onde a prática homossexual é ilegal e comumente punida, a cena “underground” gay também é tolerada. Até na ultraconservadora Arábia Saudita a perseguição não parece chegar nos níveis do Iraque.

Durante o governo de Saddam (1979-2003), homossexuais desfrutaram de algum grau de liberdade e segurança e, após a invasão americana, grupos liberais esperavam que essa liberdade aumentasse.

Mas forças conservadoras islâmicas que ganharam o poder se mostraram resistentes a aceitar valores supostamente ocidentais, incluindo a homossexualidade.

*Com informações da BBC




Crítica do documentário ‘I Am Gay and Muslim’ Resposta


Por Hugo Pagani, do tv PRIME

I Am Gay and Muslim é um filme que está inserido na seção de Competição para o Melhor Documentário nesta 16ª edição do Queer Lisboa, e que nos dá uma série de retratos reais sobre a homosexualidade na sociedade islã.

Homosexualidade e islamismo, dois mundos completamente distintos, que chocam numa sociedade pouco tolerante e repleta de tabus. Uma sociedade que proíbe qualquer contato com o sexo feminino até o casamento, o que obriga a um convívio com o sexo masculino de forma mais intensa que o normal, principalmente na fase da descoberta sexual, considera ao mesmo tempo a homosexualidade um crime ou doença.

Viver em Marrocos, que é a cidade abordada neste documentário, é como um jogo que muitos “perdem” ao se condicionarem a um estilo de vida aceite pela sociedade, alimentando secretamente a sua escolha (sic) sexual. Enquanto que outros lutam pelos seus direitos de serem vistos como iguais.

‘I Am Gay and Muslim’ é um belo documentário, que nos dá uma visão paradoxal de uma sociedade que tem a sexualidade como um dos maiores tabus da sua religião.

Nota: 8

Brasil é criticado por não citar homofobia e nem tratamento de Aids em documento sobre Direitos Humanos na ONU 1

Ministra Mária do Rosário: direitos humanos só para alguns

As organizações não governamentais (ONGs) consideraram tímidos os compromissos assumidos pelo Brasil no documento preliminar que foi apresentado pela delegação do País na última quinta-feira (20), no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDH), em Genebra, na Suíça. Para as entidades, a ausência de citações sobre tratamento de HIV/Aids e crimes homofóbicos é um aspecto preocupante.

A coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política, Sônia Corrêa, e a diretora da ONG Conectas, Camila Asano, disseram à Agência Brasil que, em novembro, representantes de 40 organizações não governamentais encaminharam a autoridades brasileiras sugestões sobre os temas das recomendações. Mas pouco foi incorporado ao documento preliminar que, na avaliação delas, apresenta pequenos avanços.

”A impressão é que o Brasil está deixando de aproveitar o momento e deixando passar a oportunidade para avançar em vários aspectos fundamentais”, disse a diretora da ONG Conectas que acompanha as discussões na Suíça.

Para Camila Asano, chama a atenção o fato de o Brasil considerar suficiente apenas o reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF) da união civil para pessoas do mesmo sexo. ”O ideal seria garantir mais mecanismos para as uniões entre pessoas do mesmo sexo”, defendeu.

Das 170 recomendações feitas por 78 delegações estrangeiras, as autoridades brasileiras indicam, no documento preliminar, que aceitarão 159, rejeitarão apenas uma e seguirão parcialmente dez. As recomendações são divididas em dois blocos: o sistema prisional brasileiro e a realização de grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

As sugestões envolvem questões relativas às prisões brasileiras, como superlotação e torturas, a desmilitarização da polícia e a violação de direitos dos indígenas, além de questões de gênero, como a legalização da união entre pessoas do mesmo sexo.

Para Sônia, o documento apresenta lacunas ao não mencionar o problema da discriminação de pessoas com HIV como a obrigatoriedade da apresentação de exame para comprovar que não está doente, como exigido pelas Forças Armadas. ”Para nós, isso é grave”, destacou.

A resposta do Brasil foi apresentada pela embaixadora do País na Organização das Nações Unidas (ONU), Maria Nazareth Farani de Azevêdo. A manifestação brasileira faz parte de um mecanismo estabelecido pela ONU. Instaurado em 2006, o Exame Periódico Universal do Conselho de Direitos Humanos permite que o País examinado faça sua apresentação sobre o tema e acate ou recuse as sugestões. Também há espaço para que organizações não governamentais se pronunciem.

“O nosso desafio agora é implementar as recomendações aceitas. O governo dá grande importância a esse compromisso. Por uma questão de prioridade, o Brasil vai integrar todas as recomendações aceitas em nossa Política Nacional de Direitos Humanos”, disse a embaixadora na sessão em Genebra, na Suíça.

No discurso, a embaixadora destaca que o Brasil participou do segundo ciclo de Revisão Periódica Universal, de “forma transparente, construtiva e inclusiva”, reiterando o “apoio incondicional” para o Sistema Internacional de Direitos Humanos.

A manifestação brasileira faz parte de um mecanismo previsto pela ONU. Instaurado em 2006, o Exame Periódico Universal do Conselho de Direitos Humanos permite que o país examinado faça sua apresentação sobre o tema e acate ou recuse as sugestões. Também há espaço para que organizações não governamentais se pronunciem.

Para as organizações não governamentais (ONGs) presentes na reunião em Genebra, a iniciativa brasileira é tímida, pois poderia avançar mais em vários aspectos. Na relação de sugestões aparecem em destaque as questões sobre denúncias de irregularidades nas prisões brasileiras, a desmilitarização da polícia e a violação de direitos dos indígenas.

Também há referências às questões de gênero, como a legalização da união entre pessoas do mesmo sexo. Além das 159 recomendações que o governo vai acatar, dez serão atendidas apenas parcialmente. Porém, a embaixadora brasileira rebateu as críticas, informando que o governo foi elogiado nos esforços para a inclusão social e o combate à pobreza.

“Quase um terço das recomendações usou a expressão ‘prosseguir com seus esforços’ e alguns se referiram à ‘partilha com outros países das boas práticas que progridem alcançando’, especialmente no que diz respeito à redução da pobreza e inclusão social”, disse Maria Nazareth, lembrando que todas as sugestões foram  discutidas com o Legislativo e o Judiciário do Brasil, além de representantes de organizações civis.

O único item rejeitado por completo pelo Brasil é o que se refere à desmilitarização das polícias. No discurso, a embaixadora ressalta que a Constituição determina a existência de polícias civis e militares no país. “O Brasil adotou medidas para melhorar o controle sobre as ações dos profissionais de segurança pública”, disse.

De acordo com a embaixadora, as dez recomendações que serão adotadas apenas parcialmente causam “constrangimentos institucionais” ou já estão inseridas na legislação e políticas públicas brasileiras. A diplomata citou, por exemplo, que a Constituição protege a família, como faz a 127ª recomendação, mas admite formações familiares que vão além de pai, mãe e filhos.

“O Brasil tem políticas públicas voltadas para a proteção da família e garantir as condições para a criação de seus filhos. No entanto, as instituições brasileiras reconhecem outros arranjos familiares também passíveis de proteção, como mulheres que criam filhos sozinhas”, disse Maria de Nazareth,. As ONGs queriam que o Brasil mencionasse nesse item as formações de famílias com integrantes do mesmo sexo.

A diplomata citou as dez recomendações aceitas parcialmente. Elas abordam as questões dos trabalhadores domésticos e a transferência para a esfera federal dos casos que envolvam investigações sobre crimes de graves violações de direitos humanos. Em relação às prisões públicas, ela disse que o Brasil vai acatar a “grande maioria das recomendações”.

O governo informou, porém, que vai acatar parcialmente a 12ª sugestão, que pede garantias para preservar a autonomia Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, em discussão no Congresso. As recomendações foram dispostas em blocos temáticos, como educação, saúde, segurança alimentar, proteção a refugiados, direitos relativos a gênero e crianças e adolescentes.

“Temos a intenção de manter e intensificar o nosso diálogo com o Alto Comissariado dos Direitos Humanos, assim como com todos os colegas, a sociedade civil e outras partes interessadas, tanto no Brasil quanto  em Genebra, para garantir a implementação das recomendações aceitas”, concluiu a embaixadora.

Lamentável

É lamentável que o governo da presidenta Dilma Rousseff continue se mostrando conservador. No País campeão de homofobia, o assunto não foi tratado.



Gay conta ter gasto mais de R$ 60 mil para tentar ser hétero Resposta

Peterson Toscano gastou US$ 30 mil para virar hetero (Foto BBC)


O estadunidense Peteson Toscano conta ter gasto USS$ 30 mil (cerca de R$ 60.500), recorrido a três tentativas de exorcismo e passado por um casamento fracassado até conseguir superar seus dilemas pessoais e aceitar que era gay.

O processo durou 17 anos e Toscano hoje milita contra tratamentos que atendem por com nomes como ”conversão” ou ”terapia reparadora”, voltados para gays que querem mudar sua orientação sexual.
Tais práticas contam com o apoio de Igrejas fundamentalistas cristãs. E alguns dos que se submeteram a elas asseguram sua eficácia e se definem como ex-gays.

Mas Toscano, de 47 anos, afirma que não só estes processos não funcionam como também causam danos psicológicos.

Ele é de uma tradicional família ítalo-americana do Estado de Nova York. Cristão devoto e evangélico, Toscano teve dificuldades em aceitar o que via como um conflito entre sua orientação sexual e sua fé.

‘Desespero terrível’

”Eu estava fazendo algo errado pelo qual eu seria punido na outra vida. E por isso sentia muito medo e um desespero terrível”, afirma, em entrevista à BBC.

Como um adolescente que cresceu nos Estados Unidosda década de 80, Toscano viveu em uma época em que o termo ”gay” era um sinônimo de Aids. Até 1973, psiquiatras americanos classificavam homossexuais como sendo insanos.

”Eu somei dois mais dois e cheguei ao que me parecia ser uma equação lógica, a de dizer ‘isto é errado, é ruim, eu preciso consertar isso’. E 17 anos depois eu finalmente acordei e retomei a razão”, afirma.
“Os anos de tratamento são uma lembrança dolorosa.” 

Após ter entrado em depressão depois de uma entrevista à rádio pública dos Estados Unidos na qual relatou os processos a que se submeteu, ele agora evita entrar em pormenores.

Experiência traumática

Mas ele relata que um dos incidentes mais sombrios ocorreu durante seu internamento por dois anos no centro Love in Action (Amor em Ação), hoje rebatizado como Restoration Path (Caminho da Restauração), na cidade de Memphis, no Estado americano do Tennessee.

Lá, ele foi instruído a registrar todos os encontros homossexuais que já havia tido. Em seguida, pediram que ele relatasse o mais constrangedor destes encontros para sua família.

Tais terapias não se limitam, no entanto, aos Estados Unidos. Toscano visitou a Inglaterra na década de 90 a fim de se submeter a um exorcismo. Ele já tinha se submetido a dois exorcismos fracassados nos Estados Unidos.

De acordo com Peterson, esse tipo de prática ”é danosa psicologicamente especialmente para os jovens. Se você acredita nisso, você fará qualquer coisa para rasgar a sua alma”.

Nos Estados Unidos, já estão sendo tomadas medidas para proibir parcialmente as terapias de conversões para gays no Estado da Califórnia. E o governador Jerry Brown está avaliando um projeto de lei que torna ilegal a terapia reparadora para crianças. Se aprovada, será a primeira medida nesse sentido tomada no país.

Toscano tem um blog e um canal de YouTube e usa sua experiência como ator de teatro realizando apresentações nas quais procura onscientizar pessoas sobre os danos causados aos que se submetem a tratamentos para suprimir ou mudar suas orientações sexuais.

Final feliz

Pelo menos neste caso, Peterson conseguiu superar a homofobia internalizada. Para evitar que casos assim, é importante que as escolas eduquem os alunos. Muitos não possuem informação dentro de casa. Tomara que o MEC agora consiga, após o veto da Dilma, colocar em práticao plano contra a homofobia e outros tipos de discriminação.

O poder gay e as celebridades Resposta


Nos últimos 30 anos os homossexuais aumentaram o seu “poderio de fogo” junto à mídia e elite americanas. Qualquer atitude considerada politicamente incorreta recebe pronta resposta de organizações e grupos que defendem direitos individuais.

Frequentemente os formadores de opinião dos veículos de comunicação recebem material de convencimento e visitas de “convencimento”.

E quanto às agressivas ações tidas como homofóbicas, mais rápida é a contra-resposta. Uma das ofensas mais bizarras contra os gays foi proferida pelo ator Mel Gibson numa entrevista para uma revista dos Estados Unidos: “O ânus foi feito somente para defecar, as pessoas que fazem mau uso dele o estão transformando numa área de lazer”, disse o ator.

Até o irmão homossexual de Gibson foi obrigado a vir a público defender o irmão: “Ele é heterossexual e estava ilustrando o fato. Do mesmo jeito que um homossexual não gostaria de ter relações sexuais com uma mulher. Ele nunca quis perturbar ninguém. Nunca ouvi nada de homofóbico sair da boca dele. (Se assumir) foi uma das coisas mais terríveis que já fiz. Eu tinha 22 anos. Quando contei para o meu pai ele chorou e se culpou, ele sentia que tinha feito algo errado. Aquilo partiu meu coração e eu disse que não era culpa minha. Eu acho que todos suspeitavam. Eu estava em um jantar de família no restaurante Ariaquando falei para Mel Gibson. Ele apenas disse, ‘Não é minha escolha, mas eu te amo e você é meu irmão”.

Esta semana foi a vez de Paris Hilton sentir o peso das suas opiniões. Ela disse que “homens gays são as pessoas mais excitantes do mundo… Eles são nojentos. Cara, a maioria deles provavelmente tem Aids”, teria dito a modelo e socialite. Hoje ela pediu desculpas.

Mexer com os homossexuais, principalmente com expressões grotescas, é nitroglicerina pura.

*Artigo de Sidney Rezende

Portugal: Queer Lisboa 16 abriu sexta as portas Resposta


Teve início noite de sexta (21) o Queer Lisboa 16, na Sala Manoel de Oliveira no Cinema São Jorge.
O Filme de Abertura é Weekend, de Andrew Haigh. Um dos maiores êxitos do cinema queer do passado ano. O filme conta a história de Russell, que conhece Glen numa sexta-feira à noite, dando início a um fim-de-semana passado entre bares, consumo de drogas, contar histórias e sexo. Weekend angariou um número recorde de prémios e selecções oficiais em festivais internacionais, e é com grande honra que o Queer Lisboa 16 o apresenta como filme de abertura.
Festa noite fora com Donna Summer
A partir da meia-noite e até às seis da manhã, com estrada livre, acabada a sessão no Cinema São Jorge, arranca a Festa de Abertura do Queer Lisboa 16 no renovado Ritz Clube.
Os organizadores referem que não se conta a história da música de dança sem o disco sound. E não se fala de disco sem lembrar as divas que deram voz a algumas das suas criações mais marcantes. No ano em que nos despedimos de Donna Summer, o Queer Lisboa propõe um percurso que parte das suas memórias e do seu tempo e avança até às divas e outras vozes que nos fazem dançar ainda hoje. Os discos vão girando, por conta de Isilda Sanches (da Rádio Oxigénio) e Nuno Galopim (da Rádio Radar).

Parada Gay reúne milhares de pessoas no centro de Campo Grande Resposta



A 11ª edição da Parada Gay em Campo Grande reuniu milhares de LGBT no centro de Campo Grande. Muitas famílias heterossexuais acompanharam os trios elétricos que desfilaram pelas ruas da Capital. Este ano o tema é Direitos Humanos e Cidadania: Um Direito Nosso, Dever de Todos.

O desfile partiu da Praça do Rádio Clube e seguiu pelo quadrilátero Afonso Pena, 14 de Julho, Cândido Mariano e Barão do Rio Branco, retornando a praça para o show da diversidade que vai até as 22h.

Para a travesti Scarlet Ohara, a parada está passando o recado certo para a população. “Eu esperava mais gente, mas está bem expressiva a participação esse ano. O importante é que o movimento está conseguindo passar o recado dos direitos humanos e cidadania para a população”, afirmou.

A vendedora Mariangela Carvalho Pereira, 25, era uma das funcionárias de muitas lojas que saíram as portas do comércio para acompanhar a passagem dos trios elétricos. “Eu apoio a causa deles e acho importante esse tipo de ação”, destacou.

Amanda Faria, 33, estava com seus filhos na Parada. “Eu acho muito importante esse tipo de movimento nos dias atuais e por isso eu trouxe meus filhos aqui hoje. Não adianta dizer pra eles que é feio porque isso é normal. Faz parte da sociedade e precisamos aprender a respeitar a diversidade”, afirmou.

Participaram da passeata a top drag de São Paulo Ingridy Di Biaggi, miss transex Michelly X, miss gay Raika Bittencourt e a cantora paulista Amanda, conhecida entre o público GLBT de São Paulo. 

Também estiveram presentes as drag queens Kauanny Motta, Amanda Hoffman, Patativa Flower, Lenda Black e a transex Emanuelle Fernandes, além dos gogoboys, Rafael e Maycon, ambos de Campo Grande.

Reportagem: Diana Gaúna, do midiamxnews

Projeto que criminaliza homofobia aguarda relator Resposta

Paulo Paim vai escolher o relator do PLC 122/06


O projeto de lei que criminaliza a homofobia (PLC 122/06), cujo relatório estava sendo elaborado pela senadora Marta Suplicy (PT-SP), aguarda desde o dia 18 designação de um novo relator na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).
No dia 13 deste mês, Marta Suplicy assumiu o Ministério da Cultura em substituição à cantora e compositora Ana de Holanda. 

Marta: Largou o PLC 122, para se tornar ministra

Marta sempre quis um alto cargo no governo Dilma e ficou contrariada pelo PT ter escolhido Haddad e não ela para se candidatar à Prefeitura e São Paulo. A então senadora condicinou o apoio a Haddad, ao recebimento de um cargo no governo Dilma, e foi o que aconteceu. Houve um acordo, que Marta, naturalmente, nega. O primeiro suplente de Marta é o vereador paulista Antônio Carlos Rodrigues, do PR, ainda não empossado no cargo. 

Antônio Carlos Rodrigues, suplente de Marta


Ele já deixou claro que é católico e contra os direitos gays por isso. Que seguirá as orientações da Igreja Católica Apostólica Romana, enquanto senador. Esquece-se de que o Estado é laico.
Em declarações feitas à imprensa em maio, Marta Suplicy afirmou que há entre os senadores uma “maioria silenciosa” favorável ao projeto, ou pelo menos neutra, que não se posiciona por receio de desagradar os eleitores. O senador Magno Malta, evangélico fundamentalista, (PR-ES) é um dos maiores opositores da proposta, assim como setores religiosos e conservadores da sociedade.
A designação do relator será feita pelo presidente da CDH, Paulo Paim (PT-RS).

Paris Hilton pede desculpas aos gays Resposta


Após fazer uma série de declarações homofóbicas, Paris Hilton pediu desculpas pelos seus atos.



A patricinha enviou um comunicado para a associação que defende os direitos dos LGBTs, a GLAAD (Gay & Lesbian Alliance Against Defamation), nos Estados Unidos.



Leia a íntegra do comunicado:


”Estou muito triste por ter magoado meus amigos gays e suas famílias com os comentários desta manhã. Eu estava em uma conversa particular com um amigo, que é gay, e nossa conversa não era sobre toda comunidade homossexual. Isso é a última coisa que eu faria e eu não posso expressar como eu gostaria de nunca ter dito essas palavras.

Os gays são as pessoas mais fortes e inspiradoras que conheço. 

Repito, estou arrependida do fundo do meu coração e me sinto horrível. Espero que todos possam aceitar as minhas desculpas. Eu não sou assim e aquelas declarações no táxi não expressam o que eu penso de forma nenhuma”.



Entenda o caso



Paris Hilton teve uma conversa com um amigo gravada por um taxista de Nova York.



No áudio, a socialite dizia que os “homens gays são as pessoas mais nojentas do mundo. A maioria, provavelmente, tem AIDS. Eu ficaria muito assustada se fosse um rapaz gay”.

E você, aceita o pedido de desculpas de Paris?

‘A maioria dos evangélicos não é homofóbica’, diz Marta Suplicy Resposta

A nova ministra da Cultura, Marta Suplicy, disse, após tomar posse do cargo, que não vê problemas para o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, obter votos de eleitores evangélicos em função do Projeto de Lei da Câmara nº 122 (PLC 122), que torna crime o preconceito a homossexuais. A agora ministra é a principal articuladora do projeto de lei. “Acho que a grande maioria dos evangélicos não é homofóbica. Eles respeitam a diversidade”, afirmou.

Militantes pedem a Suplicy que suplente não assuma projeto contra homofobia


Ainda como senadora, Marta foi procurada por representantes de entidades pelos direitos dos homossexuais que se disseram preocupados com a chegada de seu suplente ao Senado, o vereador Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP). Ligado a religiosos da zona sul de São Paulo, seu reduto eleitoral, o novo senador é contra  a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Os ativistas dizem ter medo de que Rodrigues prejudique o andamento do PLC 122 no Congresso, caso assuma a relatoria do projeto de lei. A proposta já havia tramitado na Câmara dos Deputados entre 2001 e 2010, quando foi arquivada. Em 2011, Marta retirou o projeto da gaveta e o colocou na pauta, assumindo a relatoria.
Marta foi flagrada mostrando e-mail de ativistas preocupados com seu suplente para a senadora Lídice da Mata (PSB-BA). Fotos do jornal Correio Braziliense mostram que a mensagem dizia “está havendo muitas críticas pelo suplente, que é evangélico e homofóbico”. Lídice foi convidada por Marta para substituí-la na relatoria do PLC 122.

Embora o tema homofobia seja apontado como uma pedra no caminho de Haddad para o segundo turno, o líder petista na Câmara federal, Jilmar Tatto (PT-SP), nega que o candidato possa ser influenciado nas pesquisas eleitorais nesta reta final da primeira etapa do pleito. “Isso não tem impacto nenhum nas eleições”, afirma.
A ministra minimizou o fato de seu suplente ser de um partido da ala dos “independentes” em relação ao governo federal no Congresso. Marta se recusou também a comentar o apoio de Rodrigues a José Serra (PSDB), opositor de Haddad. “Não tenho nenhum constrangimento ( pelo suplente ser a favor do tucano ). Foi uma decisão partidária ( a escolha para a suplência) . Ele ( Rodrigues ) estava na minha coligação partidária”, disse. “Desejo ao senador que ele faça um bom trabalho”, afirmou.

Lamentável

Marta está equivocada, não só a maior parte dos evangélicos, como a maior parte do povo brasileiro é homofóbico e transfóbico. Lamentavelmente, Marta, que queria ser candidata à Prefeitura e foi barrada pelo PT, pressionou para ganhar um alto cargo no governo Dilma. Conseguiu. Ela não parece estar muito preocupada com o PLC 122 e nem com os gays. O que Marta quer é poder.