MPPE investiga denúncia contra peça publicitária homofóbica Resposta



O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) está investigando o anúncio do Instituto Pró-Vida, contra os gays, que foi veiculado no jornal Folha de Pernambuco na última segunda-feira (3) e causou revolta nas redes sociais. O anúncio, pago pelo movimento religioso, comparava o “homossexualismo” (sic) com a pedofilia, turismo sexual e exploração de menores.

A ação foi formalizada pela Organização Não Governamental (ONG) Leões do Norte, que defende os diretos da comunidade LGBT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais) no estado, na quarta-feira (5). Na peça publicitária, o Pró-Vida aproveitou o slogan “Recife te quer”, utilizado pela Secretaria de Turismo da capital pernambucana, transformando-o em “Pernambuco não te quer”.
De acordo com o grupo Leões do Norte, a atitude causou indignação da comunidade LGBT. “A gente quer que o dano seja reparado, no intuito que eles peçam desculpas publicamente, devido à atitude contra a nossa sexualidade. Esperamos que seja feita alguma coisa. Não aguentamos mais que essa situação se repita, que impere a impunidade e as pessoas sigam disseminando o ódio contra a gente”, contou Valdécio Júnior, vice-presidente da ONG.
O documento, assinado por 40 entidades — não só defensoras das causas homossexuais, mas também ligadas à comunicação e aos direitos humanos — foi encaminhado à Promotoria de Direitos Humanos do MPPE. “A gente teve conhecimento da situação através da internet. Foi a própria sociedade que viu e disse ‘não’ para a homofobia, reagindo ao ataque. Vários segmentos sociais aderiram à causa”, relatou Valdécio.

Em entrevista ao G1, a liberdade de expressão foi a justificativa que a organização religiosa Pró-Vida Pernambuco utilizou para veicular o anúncio publicitário. O presidente, Márcio Borba, contou que tinha a intenção de combater o turismo sexual no estado, que seria incentivado pelos homossexuais. Já a Folha de Pernambuco admitiu o erro do veículo e publicou notas se retratando por meio das redes sociais e de sua edição impressa da terça-feira (4).


De acordo com a ONG Leões do Norte, a denúncia formalizada junto ao MPPE não atinge o jornal pernambucano. “Eles se abriram ao diálogo, nos procuraram e assumiram o erro. A gente acredita que liberdade de expressão tem limite, e as pessoas são responsáveis pelo que dizem”, relatou o vice-presidente da organização. O promotor Maxwell Anderson é o responsável pela investigação.
Presidência

A Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República, diante da repercussão que o caso tomou, divulgou nota repudiando a campanha publicitária. Publicou uma nota na terça, mostrando a indignação sobre a situação. Assinado pela ministra Maria do Rosário Nunes, o texto diz que a exploração sexual de crianças e adolescentes em nada se relaciona à diversidade e à livre orientação sexual.

Confira, abaixo, a nota oficial da presidência em relação ao caso.


O que você acha disso?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s