Homossexuais dizem sofrer preconceito no mercado de trabalho em MG Resposta



Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, algumas pessoas reclamam que não conseguem emprego por serem lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros. Pesquisa também afirma que muitos LGBTs dizem sofrer preconceito na briga por uma vaga no mercado de trabalho.


Aos 16 anos, uma travesti que não quis se identificar, disse ao portal G1 que começou a procurar emprego em Uberlândia, mas não conseguiu. Segundo ela, o motivo foi o preconceito contra a sua identidade de gênero. “As pessoas falavam que não iam dar certo porque já tinham arrumado outra pessoa. Eles sempre tinham uma desculpa para não colocarem pessoas como eu no mercado”, disse.

Os dois trabalhos que conseguiu não deram certo e ela começou a fazer programa. “Não era o que eu queria. Quando vamos para a rua corremos muito risco de pessoas maltratarem a gente, de darem um tiro”, contou.

Quando finalmente conseguiu um emprego de carteira assinada começou a largar a prostituição, mas teve que driblar o preconceito. “Gera muita piada, mas não podemos ligar para essas coisas dentro do local de trabalho, pois corremos o risco de perder a oportunidade”, afirmou.

A transexual Tina Andrade é diarista, mas não era bem isso o que ela queria ser. Por isso, fez vários cursos, só que, na hora de conseguir emprego, ela disse que eles até a chamam, “mas quando me apresento eu não vou nem para o processo final. Eles dizem que eu não tenho o perfil da empresa”, disse.

O que essas duas pessoas contaram foi verificado em uma pesquisa feita pela doutora em psicologia e especialista na área de saúde e educação, Eleusa Gallo Rosemburg. O trabalho aponta que 21% dos participantes da Parada do Orgulho Gay de 2009 disseram que não foram selecionados em um emprego ou foram demitidos por causa da orientação sexual. “Nessa pesquisa ficou claro que a maioria delas nem passa no processo de seleção pelo preconceito de quem está contratando”, contou.

Por lei, casos como esses não deveriam existir. É o que reforça a coordenadora de Recursos Humanos, Ieda Regina de Freitas. “O que vamos buscar é um profissional que atenda a necessidade da vaga, em todos os requisitos que ela traz, e não de opção (sic) sexual”, explicou.

A pesquisa quis saber também se os entrevistados já foram discriminados na escola ou na faculdade, e 43,8% disseram que sim. E esse preconceito causa desmotivação, pode atrapalhar a aprendizagem, a capacitação profissional, e reflete na disputa por uma vaga no mercado de trabalho. Para a pesquisadora, a educação ajuda, mas não resolve. “É cultural esse preconceito contra essa população. Às vezes a pessoa passa pela academia, pela universidade, mas a família, o ambiente social, as piadas homofóbicas, ainda são preconceituosas”, afirmou.

Segundo o advogado, William de Oliveira, a empresa, não só na contratação como durante o contrato deve se pautar pela aptidão da pessoa e não pela opção sexual. “Se tiver preconceito e discriminação o trabalhador pode pedir reparação, pois realmente afeta a imagem dele e dificulta a inserção da pessoa no mercado de trabalho”, enfatizou.






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