Malásia realiza seminários sobre como identificar crianças gays Resposta

Estudantes malaias

O governo da Malásia começou a realizar seminários voltados para ajudar professores e pais a identificar “sinais de homossexualidade” em crianças, reforçando um aumento no fundamentalismo religioso no país de maioria muçulmana.

Até agora, a Fundação de Professores da Malásia organizou 10 seminários por todo o país. Um evento na quarta-feira contou com 1.500 pessoas, disse à Reuters um porta-voz da organização.

“É um (evento) multireligioso e multicultural, afinal de contas, todas as religiões basicamente são contra este tipo de comportamento”, disse uma autoridade.

O governo disse em março que estava trabalhando para conter o “problema” da homossexualidade, especialmente entre os muçulmanos que compõem mais de 60 % da população de 29 milhões na Malásia.

De acordo com um folheto distribuído em um seminário recente, sinais de homossexualidade em meninos “podem incluir a preferência por roupas apertadas e de cores claras e bolsas grandes”, noticiou a mídia local.

Para meninas, os detalhes são menos claros. Meninas com tendências lésbicas “não têm afeição por homens e gostam de andar e dormir na companhia de mulheres”, disseram as reportagens.

A Malásia reprova o sexo oral e gay, descrevendo-os como sendo “contra a ordem da natureza”. Sob a legislação civil, os transgressores –mulher ou homem– podem ser presos por até 20 anos, espancados ou serem penalizados financeiramente.

A intolerância oficial aos gays tem crescido. No ano passado, apesar das críticas generalizadas, o Estado da costa leste de Terengganu criou um campo para meninos “afeminados” para mostrar e eles como se tornar homem.

O seminário mais recente para professores e pais foi ministrado pelo vice-ministro da Educação, Puad Zarkashi, confirmou o seu gabinete.

“Os jovens são facilmente influenciados por sites e blogs relacionados a grupos LGBT”, disse o vice-ministro, segundo a agência de notícias Bernama, usando o acrônimo para lésbicas, gays, bissexuais e transexuais.

“Isto também pode espalhar-se entre os amigos. Estamos preocupados que isso aconteça durante os anos escolares.”

*Com informações da Siva Sithraputhran, da Reuters

O que você acha disso?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s