Serra diz que é absurdo responsabilizar Igreja Católica por ‘kit-gay’ (sic) Resposta

José Serra

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, chamou de absurda a vinculação que o PRB, de Celso Russomanno, fez entre a Igreja Católica e a distribuição do “kit-gay” (sic) (vídeos e material didático feitos com objetivo de combater a homofobia nas salas de aula).

“Me parece absurda a crítica feita à Igreja Católica responsabilizando-a pelo kit-gay. Não tem cabimento”, afirmou o tucano.

Russomanno e bispo Edir Macedo
Russomanno e pastor Marcos Pereira


O vínculo foi feito pelo presidente do PRB, Marcos Pereira, que tem um blog no portal R7, da Igreja Universal, em artigo publicado em maio de 2011 em seu blog e que voltou a circular recentemente nas redes sociais. Pereira é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus.

O tucano, porém, disse não ter lido a nota da Arquidiocese de São Paulo, divulgada ontem,com ataques à candidatura de Russomanno e à Igreja Universal, em reação ao artigo de Pereira. E a gente finge que acredita.

Kit Anti-Homofobia
Fernando Haddad não conta com apoio de nenhum evangélico
Idealizado na gestão de Fernando Haddad (PT) – hoje também candidato a prefeito e único sem apoio de nenhum evangélico – no Ministério da Educação, o “kit”faria parte do programa Escola sem Homofobia despertou reações negativas de evangélicos fundamentalistas (alguns apoiaram Serra na candidatura à Presidência e o apoiam na candidatura a prefeito, já Russomanno tem o apoio da Igreja Universal), o que levou a presidente Dilma Rousseff a determinar sua suspensão.

O “kit” tinha o objetivo de combater a homofobia nas salas de aula com vídeos e material didático.

Por conta do artigo de Pereira, a Igreja Católica atacou Russomanno e a Universal. O candidato lidera as pesquisas de intenção de voto e tem o apoio da igreja, que é ligada ao PRB.

Na nota, a arquidiocese ressaltou o vínculo do candidato com a igreja neopentecostal, que acusa de incitar a intolerância religiosa, e expõe preocupação com sua possível eleição.

“Se já fomentam discórdia, ataques e ofensas sem o poder, o que esperar se o conquistarem pelo voto? É para pensar”, diz a nota assinada pela arquidiocese, que é comandada pelo cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo.

Hoje, Marcos Pereira rebateu o texto do arcebispo. “Lamento que tal exercício de pensamento publicado há um ano e quatro meses seja usado de maneira indevida às vésperas da eleição para a prefeitura de São Paulo”, escreveu Pereira.


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