Eleito prefeito de Salvador, ACM Neto promete combater discriminação Resposta


Antônio Carlos Magalhães Neto foi eleito neste domingo (28), o novo prefeito de Salvador. 

Na área da saúde, ACM Neto prometeu a construção do Multicentro de Salvador, unidade para promoção da saúde e de exames especializados; ampliar de 17% para 50% a cobertura do Programa Saúde da Família (PSF); e criar centrais de marcação de consultas e exames em cada Distrito Sanitário.
Constam ainda no seu plano de governo, a construção de um hospital geral no bairro de Pau da Lima, a entrega domiciliar de medicamentos para idosos e doentes crônicos, a expansão da Rede de Atenção em Saúde Mental e a criação do Prontuário Eletrônico Ambulatorial.
Como ações sociais, ele prevê a ampliação da capacidade e a melhoria da qualidade do acolhimento de moradores em situação de rua e o investimento em políticas afirmativas de inclusão social e de combate à discriminação. Para as mulheres, um programa de assistência às gestantes e a criação de um centro de advocacia para atender mulheres vítimas de violência doméstica.

Em Florianópolis, Cesar Souza Junior apoia testes voluntários de HIV em órgãos públicos, escolas e empresas Resposta


Cesar Souza Júnior (PSC), foi eleito prefeito de Florianópolis, para enfrentar os problemas sanitários do município, pretende começar eliminando as grandes filas nos hospitais. Para isso, promete um mutirão, bairro a bairro, com o conjunto de médicos necessários. “Essa desobstrução permitirá não só atender a pessoas que estão aguardando há muito tempo na fila, como permitirá que os novos procedimentos venham a ter eficácia”, analisa o plano de governo do prefeito eleito.
Na área da prevenção, Cesar Junior afirma que equipes médicas visitarão periodicamente órgãos públicos, escolas e empresas, fazendo exames preventivos, como exames básicos de sangue, câncer na próstata, câncer de colo de útero, HIV, dentre outros.
Considerando o “avanço da epidemia de aids na cidade” e a “falta de eficiência no atendimento e na disponibilidade de medicamentos”, o novo prefeito diz que sistema de saúde municipal precisa atuar de forma a atender as necessidades da população.
De acordo com dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, Florianópolis é a segunda capital brasileira que registrou mais casos de aids em 2010. São 57,9 notificações para cada 100 mil habitantes. A cidade fica atrás apenas de Porto Alegre, com 99,8 casos.

Travestis do Rio Grande do Sul ganham direito de ter RG feminino Resposta


Em breve, travestis e transexuais do Rio Grande do Sul poderão escolher o nome pelo qual querem ser chamadas e terão um documento para comprovar isso.

Trata-se de uma “carteira de nome social”, documento que terá o mesmo valor de um RG. Com uma diferença: no lugar do nome de batismo, geralmente masculino, o documento mostrará o nome social, feminino.

A iniciativa é do governo do Estado, em parceria com ONGs da comunidade LGBT, e será lançada no dia 17.

A nova carteira terá o nome social em destaque, foto, número do RG e data de nascimento. Será confeccionada pelo Instituto-Geral de Perícia, que também confecciona o RG no Estado, após cadastro na Secretaria Estadual de Segurança Pública.

Os requisitos e o custo para obtenção do novo documento são os mesmos da identidade tradicional -no RS, cerca de R$ 30.

Inicialmente a carteira valerá para atendimento em serviços públicos. Nos demais, ainda será preciso apresentar o RG para complementar as informações.

Ainda assim, a travesti Marcelly Malta, 61, presidente da ONG Igualdade, diz que o documento deve ajudar a diminuir as situações de constrangimento.

CONSTRANGIMENTO

“O maior problema é na saúde e na educação, em consultas, cadastros. É um sofrimento diário. É você chegar num lugar, verem sua aparência feminina e perguntarem: `Mas se essa é você, de quem é esse documento aqui?´.”

Ela lembra que ainda há dificuldade em entrar com processo para mudança no nome civil -ela mesma só conseguiu há dois anos. “Muitas não têm condições de pagar um advogado”, diz.

Já a presidente do Transgrupo Marcela Prado, a transexual Carla Amaral, de Curitiba, afirma que a medida é um avanço, mas “paliativa”. “A partir do momento que as travestis saem do seu Estado, o preconceito continua.”

Segundo a Articulação Nacional de Travestis e Transexuais, o Rio Grande do Sul é o segundo Estado a criar um documento específico com o nome social – o primeiro foi o Piauí, que adotou o documento há cerca de dois anos.

A presidente do grupo, Jovanna Baby, diz que a medida ajudou a diminuir a evasão escolar entre travestis.

A carteira só valerá para atendimentos em serviços públicos. Lamentável. Deveria valer para tudo. Mas já é um avanço.

Marcela Ohio, do Distrito Federal, é a vencedora do Miss T Brasil 2012 Resposta

Marcela Ohio é a vencedora do Miss T Brasil 2012 (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)


“Eu estou muito feliz e queria agradecer a todo mundo que estava torcendo por mim, aos jurados e a todo mundo que acreditou na minha vitória.” Foi assim que Marcela Ohio, representante do Distrito Federal, resumiu sua vitória no Miss T Brasil 2012, no concurso que elegeu a transexual mais bonita do país, em cerimônia na noite desta terça-feira (30) no Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, no Centro do Rio.

Marcela vai representar o Brasil no Miss International Queen, na Tailândia. “Vou me preparar bastante este ano e fazer de tudo para conquistar o título lá”, disse Marcela após ser coroada.

A ex-BBB Ariadna apresentou o concurso ao lado da organizadora do evento Majorie Machi. “A importância do evento é demonstrar para o Brasil que as transexuais, as travestis, as mulheres operadas têm tanto direto quanto as outras mulheres a participar de concursos de beleza. Isso só quebra tabus e abre mais portas para que as pessoas possam se mostrar e serem felizes”, ressaltou a transexual que trouxe a discussão para o assunto quando participou do programa.


A vice- campeã foi a representante do Ceará, Roberta Holanda. O terceiro lugar ficou com a Miss São Paulo, Rafaela Manfrini. Em caso da Miss T Brasil não poder comparecer ao evento na Tailândia a vice assume a coroa e representa o país no concurso.

“Fiquei muito feliz e aliviada de ter ficado entre as 10 finalistas. As meninas para quem eu estava torcendo também ficaram no “Top 10”. Fiquei super satisfeita e acho que o resultado foi bem justo. As minhas preferidas eram Marcela (Dstrito Federal), Rafaela (São Paulo) e Noélia. Ela infelizmente não ficou entre as 10. Estou muito feliz com o segundo lugar”, disse a vice-campeã.

“O balanço é que cumprimos as exigências. Nós queríamos causar um grande espetáculo e nós conseguimos. Nessa brincadeira que é escolher a mais bela, que na verdade não é a mais bela e sim algo simbólico, nós conseguimos dar visibilidade a elas. “, disse Majoria Machi, organizadora do Miss T Brasil 2012.



Impecáveis em vestidos escolhidos a dedo, as candidatas capricharam nos penteados e nos salto altos para disputar a vaga na semifinal. Além dos tradicionais desfiles com trajes de gala e de banho, a noite contou com performances de Claudia Celeste e Cid Muller, que vestida de Liza Minelli levantou os convidados fazendo dublagem de um pot-pourri. As performistas Angélica Ravechi e Jaqueline Uchôa também se apresentaram levando glamour ao concurso.

Das 23 concorrentes, ficaram entre as semifinalistas as representantes dos estados do Ceará, São Paulo, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco e do Distrito Federal.

Após o anúncio das “ Top 10” do Miss T, Claudia Celeste e Cid Muller fizeram um número de samba de gafieira, acompanhados de quatro bailarinos, em homenagem ao Brasil.

Reportagem: Isabela Marinho, do G1, do Rio





Gustavo Fruet se compromete a combater homofobia em Curitiba Resposta


Fruet e lideranças LGBT
Gustavo Fruet (PDT), foi eleito prefeito de Curitiba neste domingo, 28 de outubro. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral , Fruet recebeu 60,65% dos votos valáidos, ou 597.200 eleitores. O homofóbico Ratinho Jr (PSC), recebeu 387.483 votos, totalizando 39,35%.
O novo prefeito de Curitiba promete promover a atenção integral à saúde da mulher, dos idosos e da criança com ênfase nas áreas e populações de maior vulnerabilidade; aprimorar a rede de urgência e emergência, com expansão e adequação de unidades de pronto atendimento/UPA, de serviços de atendimento móvel de urgência/Samu, de prontos-socorros e centrais de regulação, articulada às outras redes de atenção; fortalecer a rede de saúde mental, com ênfase no enfrentamento da dependência de crack e outras drogas; e reduzir os riscos e agravos à saúde da população, por meio das ações de promoção e vigilância em saúde.
Antes do segundo turno da eleição, Fruet recebeu visita de uma comitiva de representantes da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), durante a gravação de programa eleitoral, e assinou um documento em que se compromete a buscar a colaboração da prefeitura na defesa dos direitos humanos e fim da discriminação desta população.
Entre os 10 pontos do Compromisso por uma “Curitiba sem Homofobia, Lesbofobia e Transfobia”, assinado pelo então candidato, destaca-se a garantia no orçamento do Governo Municipal de recursos financeiros para ONGs LGBT e a Gestão Pública executarem de forma transversal e intersetorial ações de promoção da cidadania e dos direitos civis de LGBT.
Curitiba está na 31ª posição das cidades brasileiras com maior prevalência do HIV. Segundo Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, a capital paranaense registrou, em 2010, 42,8 casos da doença para cada grupo de 100 mil habitantes. A primeira é Porto Alegre com 99,8 casos em 10 mil habitantes.

Leia a seguir o termo de compromisso:
TERMO DE COMPROMISSO – ELEIÇÕES 2012
10 pontos por uma Curitiba sem Homofobia, Lesbofobia e Transfobia
Garantir a efetiva implantação e funcionamento do “Tripé da Cidadania LGBT” composto por:
1) Plano Municipal de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, respeitando as decisões do Seminário e da Conferência Municipal LGBT de 2008 e 2011 (anexas), elaborando-o em conjunto com a sociedade civil, destinando orçamento para a execução do mesmo;
2) Coordenadoria Municipal da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, dentro da estrutura do Executivo, com orçamento próprio;
3) Conselho Municipal da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, com representação minimamente paritária da sociedade civil no mesmo.
Convocar, destinar recursos e realizar as Conferências Municipais LGBT, nas etapas que precedem às Conferências Nacionais LGBT convocadas pelo Governo Federal.
Garantir no orçamento do Governo Municipal recursos financeiros para ONGs LGBT e a Gestão Pública executarem de forma transversal e intersetorial ações de promoção da cidadania e dos direitos civis de LGBT.
Demonstar o compromisso, participando de eventos de visibilidade LGBT, a exemplo dos/das prefeitos/as da maioria das capitais estaduais brasileiras.
Apresentar ou sancionar projetos de lei de garantia, defesa, promoção e proteção da cidadania e dos direitos humanos de LGBT.
Vetar leis que firam, propositadamente ou não, a igualdade de direitos da população LGBT garantida pela Constituição Federal.
Baixar decretos determinando a utilização do nome social de travestis e transexuais por todos os órgãos da administração pública direta e indireta.
Zelar pela defesa do Estado Laico, em conformidade com o Artigo 19 da Constituição Federal “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.
Por um Brasil igualitário, justo, laico, solidário e sem discriminação.


Silas Malafaia se fodeu 1


Nestas eleições o grande derrotado chama-se Silas Malafaia. Com todo o respeito as demais, São Paulo é a maior cidade do País e muito da eleição municipal lá, tem a ver com eleição presidencial.

Além disso, a eleição municipal de São Paulo virou simbólica, quando José Serra (PSDB) começou a atacar o kit anti-homofobia, que já havia sido sepultado pela presidenta Dilma Rousseff, quando Fernando Haddad (PT) era  seu ministro da Educação. Depois de um tempo Haddad saiu, para ser preparado para concorrer à Prefeitura. José Serra Poderia ter falado dos problemas no Enem, por exemplo, mas não, a eleição ficou restrita ao tal kit, que nunca existiu em âmbito federal, quando o pastor fundamentalista Silas Malafaia entrou, dizendo que iria acabar com o candidato do “kit gay”. Serra, tadinho, disse que agradecia o apoio do pastor, mas que kit era coisa do MEC.

Depois descobriu-se que José Serra, enquanto governador de São Paulo, implementou o kit com dois filmes iguais aos que seriam distribuídos pelo governo Dilma. Dilma que em seu discurso de posse disse que seria implacável com relação aos direitos humanos, mas que tem se calado em diversos episódios internacionais e parece não ligar para o fato de o Brasil ser apontado como um dos países mais homofóbicos do mundo. Ela mesma teve a sua orientação sexual questionada durante a eleição presidencial e assinou um termo de compromisso com as igrejas evangélicas, sentiu na pele o preconceito, mas parece fingir que ele não existe. Mas voltando ao kit, o kit do Serra foi elaborado pela Ecos, uma ONG especializada em comunicação em sexualidade que atua na área há cerca de 20 anos na produção de materiais educativos e pesquisas, muitos deles usados pelo poder público. Ecos é a mesma ONG que ajudou a produzir os vídeos do governo federal.

Para piorar a história, a prefeitura de São Paulo cortou mais da metade da verba do Programa de Combate à Homofobia, ação do Executivo paulistano que pretende atuar exclusivamente contra o preconceito e a discriminação em razão da orientação sexual, às vesperas da eleição. 

Segundo dados oficiais da execução orçamentária da Prefeitura, o orçamento atualizado do Programa de Combate à Homofobia passou de R$ 700 mil em 2011 para R$ 262 mil neste ano. Desse total, o governo Gilberto Kassab (PSD), que apoiava a candidatura Serra, autorizou o gasto de R$ 199 mil – 0,2% dos gastos da Secretaria de Participação e Parceria, à qual a ação está vinculada. Com receitas de cerca de R$ 40 bilhões neste ano, a Prefeitura previa inicialmente investir R$ 330 mil no programa em 2012. O valor foi revisto, e agora o orçamento prevê os R$ 262 mil. Logo Kassab, que já foi questionado várias vezes sobre a sua suposta homossexualidade. Assim como Dilma, ele sentiu na pele o preconceito, mas parece não se importar com isso.


Alguém pode vir aqui e dizer que Haddad teve apoio da Igreja Universal, o que não é verdade. O partido da Universal optou por não apoiar ninguém, após Russomanno ser derrotado logo no primeiro turno. Divulguei na página do Facebook, a lista com o manifesto de todas as igrejas evangélicas que apoiaram o Haddad (veja aqui). Espero que não tenha nada a a ver com o termo que Dilma assinou na campanha pela Presidência. Além disso, Haddad também teve o apoio do Chalita, é verdade, isso eu não gostei, mas o jogo político é assim, pelo menos enquanto não houver uma Reforma Política.

Outros poderiam vir aqui e dizer que Soninha Francine apoiou o Serra. Gente, mas quem é Soninha Francine? Aquela que nunca ganha? Aquela que ficou do lado do Malafaia?

O fato é que o “candidato do kit gay”, que iria ser derrotado pelos evangélicos ganhou! Claro que Haddad apelou, disse que ele também vetou o kit, mas para o Brasil ficou assim: Silas Malafaia (Homofobia) 0 X Haddad (o candidato do kit anti-homofobia) 1. Por isso, temos motivos para comemorar!

Pesquisa do Senado indica que 77% dos brasileiro querem a criminalização da homofobia Resposta


O Senado Federal está debatendo o PLS 236/2012, que reforma o Código Penal Brasileiro. Trata-se da lei que estabelece o que é ou não crime no país, bem como estipula as punições nos casos de desrespeito à legislação. Para subsidiar os senadores com informações sobre a opinião da sociedade e contribuir com essa discussão, o DataSenado (órgão da Secretaria de Pesquisa e Opinião) realizou uma pesquisa nacional (leia mais, clicando aqui) por telefone com 1.232 cidadãos de 119 municípios, incluindo todas as capitais. A margem de erro é de 3%.

A pesquisa perguntou, entre outros assuntos, sobre a necessidade de se criminalizar atitudes e comportamentos fundados no preconceito e na discriminação contra as pessoas. Os resultados apontam que a maioria dos entrevistados (85%) acha que tratar mal ou ofender uma pessoa porque ela é estrangeira ou vem de outra região do Brasil deve ser considerado crime pelo Código Penal. Na região Sul, 75% acham que essa atitude deve ser crime, número que chega aproximadamente 87% tanto no norte quanto no nordeste. Nesse mesmo sentido, 77% disseram concordar com a punição daqueles que destratarem homossexuais por conta da sua orientação sexual.


Quanto à inimputabilidade prevista para indígenas, 78% afirmaram ser contrários à impossibilidade de condenação de indígenas quando eles tiverem cometido um crime agindo segundo seus costumes e crenças. Outros 20% concordam com essa prerrogativa, que recebe menos apoio no Norte, onde apenas 13% dos participantes disseram concordar.

Opção

O instituto DataSenado usou o termo “opção” sexual, que não existe, já que ninguém senta no sofá um dia e opta  entre ser ou não ser gay. O termo correto e um instituto do Senado Federal deveria ter a obrigação de saber é orientação sexual.

Surpreso

Sempre que leio pesquisas que indicam o Brasil como o mais homofóbico do mundo, fico com uma certa desconfiança, apesar de ter consciência dos horrores que ocorrem todos os dias por aqui, por conta da orientação sexual diferente, da identidade sexual. Será que o Brasil é mais homofóbico que o Iraque pós invasão dos EUA ou que a Uganda, por exemplo? É claro que não! Vai ver não seja possível fazer esse tipo de pesquisa em países assim. Sei lá. O fato é que é no mínimo contraditório que um país tão homofóbico tenha 75% de seus habitantes a favor da criminalização da homofobia.

Apatia

Também não vejo nenhuma mobilização por parte de outros setores da sociedade a favor de tornar crime maltratar gay. Por exemplo, nas redes sociais, vejo fotos de índios, a favor da tribo tal, de animais maltratados, mas quem levanta a bandeira da aprovação do PLC 122/06, que criminaliza a homofobia, são os LGBTs. Será que os heterossexuais têm medo de serem confundidos com gays se se manifestarem a favor? Será que falta articulação das lideranças LGBTs com outros setores? Por que será que o Governo Federal tem mantido uma postura tão conservadora, quando o assunto é combater a homofobia? Será que depois dessa pesquisa, Governo Federal, Senado, Câmara e alguns setores do Poder Judiciário continuaram ignorando a homofobia no Brasil?

Espero que essa pesquisa seja o início de uma mudança e que o nosso País possa debater de maneira ampla e madura a homofobia, as formas de combatê-la em locais como a escola, por exemplo e, sobretudo, a aprovação do PLC 122 /06, para que vidas sejam poupadas e o Brasil se torne um local onde qualquer pessoa, independente de sua orientação sexual, possa manifestar livremente a sua forma de amor.

Projeto que tenta combater a homofobia segue congelado no Congresso Resposta



Por Alessandra Mello, do Diário de Pernambuco

A homofobia domina os debates na disputa pelo comando da maior cidade do Brasil e uma das maiores do mundo. Em São Paulo desde o início do segundo turno da eleição disputada por Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB), o assunto é o kit educativo feito pelo Ministério da Educação com o objetivo de combater o preconceito contra os homossexuais e que acabou tendo sua distribuição vetada por pressão da bancada evangélica no Congresso Nacional. Não é a primeira vez que essa discussão vem à tona em momentos de disputa eleitoral. Em 2010, o Projeto de Lei Complementar 22/2006, que penaliza qualquer tipo de discriminação ou preconceito em função da raça, cor, etnia, religião, gênero e também orientação sexual, foi um dos temas da campanha pela Presidência da República. O então candidato José Serra prometeu vetar o texto, Marina Silva, que disputava pelo PV, se posicionou contra a proposta e Dilma Rousseff (PT) garantiu que sancionaria o projeto desde que não violasse “a liberdade de crença, culto e expressão”.
Dilma acabou eleita presidente, mas não teve ainda que se posicionar sobre o texto do PLC 122. É que o projeto se arrasta desde 2001 no Congresso Nacional, dando gás ao discurso contra a população gay e deixando o país atrás no ranking das 58 nações que já aprovaram leis garantindo o combate à homofobia e os direitos da comunidade LGBT. Pressão não faltam, contudo, para que ele saia do papel. A mais recente veio da Agência das Nações Unidas de Luta contra a Aids (UNAIDS) e de outras entidades nacionais de defesa dos direitos humanos e cidadania também ligadas a Organização das Nações Unidas (ONU) que divulgaram carta pedindo prioridade ao governo federal para o enfrentamento da violência e da discriminação por orientação sexual e identidade.



O documento, que pede ainda o empenho da presidente Dilma para a aprovação do PLC 122, cita o aumento da violência contra homossexuais no Brasil e “as lacunas da legislação brasileira com vistas a tipificar a violência contra a população LGBT”. Segundo levantamento do Grupo Gay da Bahia, em 2001, 278 pessoas foram mortas por causa de sua orientação sexual. Até outubro deste ano, foram registrados 254 homicídios que tiveram como causa a homofobia. Segundo balanço da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, no ano passado foram notificadas 6.809 violações de direito dos homossexuais.



Para Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a maior da América Latina, com 237 organizações filiadas, a oposição de setores fundamentalistas tem impedido a discussão sobre o PLC 122 e deixado em segundo plano a promoção dos direitos e da cidadania da comunidade homossexual. Para dificultar a tramitação, a relatora do PLC 122 no Senado, Marta Suplicy (PT-SP), virou ministra da Cultura e seu suplente é o vereador de São Paulo, Antônio Carlos Rodrigues (PR), tido como um político conservador. Para evitar retrocesso na discussão do PLC122, iniciada em 2001, na Câmara dos Deputados, a pressão é para que a relatoria da matéria seja transferida para a senadora Lídice da Mata (PSB-BA), ativista dos direitos da comunidade gay. Setores conservadores articulam para que o projeto seja relatado por Magno Malta (PR-ES), ex-delegado e integrante da bancada evangélica.



Vontade política



Para o coordenador nacional do grupo setorial LGBT do PT, Julian Rodrigues, o Brasil está maduro para avançar no reconhecimento dos direitos da população. “Falta vontade política para contrariar uma minoria barulhenta, que não respeita a laicidade do estado e faz plataforma política com um discurso que nega os direitos LGBT”, acusou. Segundo ele, a tramitação do PLC 122 é obstruída por esses setores fundamentalistas que usam de um discurso religioso para reforçar preconceitos. “Com vontade política do governo federal, uma posição clara da presidenta Dilma orientando a base governista, é possível avançar. Sem isso, fica difícil”, opina o ativista, que divulgou em 2011 uma carta cobrando postura mais firme de Dilma sobre o assunto. 

Prefeitura de São Paulo reduz verba para projetos contra a homofobia Resposta


A Prefeitura de São Paulo cortou mais da metade da verba do Programa de Combate à Homofobia, ação do Executivo paulistano que pretende atuar exclusivamente contra o preconceito e a discriminação em razão da orientação sexual. Nos últimos dias, os candidatos Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB) discutiram políticas anti-homofobia dos governos federal e estadual, sem debater o programa municipal, que será gerido por um dos dois em 2013.
Segundo dados oficiais da execução orçamentária da Prefeitura, o orçamento atualizado do Programa de Combate à Homofobia passou de R$ 700 mil em 2011 para R$ 262 mil neste ano. Desse total, o governo Gilberto Kassab (PSD), que apoia a candidatura Serra, autorizou o gasto de R$ 199 mil – 0,2% dos gastos da Secretaria de Participação e Parceria, à qual a ação está vinculada. Com receitas de cerca de R$ 40 bilhões neste ano, a Prefeitura previa inicialmente investir R$ 330 mil no programa em 2012. O valor foi revisto, e agora o orçamento prevê os R$ 262 mil.
O combate à homofobia se tornou um tema no 2.º turno da eleição em razão do embate entre Haddad e Serra a respeito do kit anti-homofobia, encomendado pelo Ministério da Educação, na gestão de Haddad – alvo de críticas da bancada evangélica, o material foi apelidado de “kit gay”.
Serra disse que o produto era “doutrinário”, com aspectos “absurdos e impróprios” para crianças. Quando governador, em 2009, o tucano autorizou a distribuição para professores da rede pública estadual kit similar ao do ministério. Haddad disse que, com as críticas, o adversário criava “uma nuvem de insegurança”.
As atividades do Programa de Combate à Homofobia da Prefeitura são executadas pela Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual, criada por Serra em 2005 e implementada em 2008. Entre as ações estão a divulgação de vídeos educativos e atendimento gratuito a pessoas que sofrem violência ou discriminação.
“Não é só uma coordenadoria que resolverá a questão. A coordenadoria é importante, mas tudo recai sobre um orçamento minúsculo, como se ela pudesse responder a todas as questões”, disse Beto de Jesus, do Instituto Edson Neris, que atua na causa.”E tem essa discussão maldita, como se fosse um tema não grato. Levantam uma série de questões, e as pessoas acham que vão perder votos se apoiarem a gente.”
Em seu programa de governo, Serra fala em “ampliar as políticas públicas de inclusão e proteção à cidadania e contra todas as formas de preconceito com foco no respeito à diversidade e no combate à violência homofóbica”. No de Haddad, há um item sobre diversidade sexual que promete pôr em prática o Plano Municipal de Combate à Homofobia. Sem dizer números sobre investimentos, o documento citou a criação de centros de referência em todas as regiões da cidade.
Prefeitura
Questionada sobre as ações e os programas de combate à homofobia, a Prefeitura afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a “Secretaria Municipal de Educação trabalha o combate ao preconceito em todas as suas formas de maneira transversal, em diversas disciplinas, mas não possui kit”.
O órgão destacou atividades do Centro de Combate à Homofobia, uma parceria da Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual, da Secretaria de Participação e Parceria, com a Secretaria Especial de Direitos Humanos.
“A equipe de atendimento multidisciplinar é formada por profissionais das áreas de direito e assistência social, auxiliando na mediação e resolução de conflitos. Desde a sua criação, foram realizados 6.423 atendimentos.”

Fonte: Estadão

Depois de descoberta a farsa sobre kit anti-homofobia, José Serra se recusa a falar sobre propostas contra a homofobia Resposta


O material anti-homofobia distribuído, em 2009, para escolas pelo governo do Estado de São Paulo na administração do tucano José Serra (2007-2010), candidato a prefeito de São Paulo, tem pelo menos dois vídeos iguais ao chamado “kit gay”, como o tucano pejorativamente gosta de chamar o kit, do MEC (Ministério da Educação), elaborado na época da gestão do petista Fernando Haddad, que também concorre à prefeitura.

Segundo o UOL, os filmes para os kits de Serra e Haddad foram produzidos pela ONG (organização não governamental) Ecos. O guia sobre preconceito e discriminação na escola do governo Serra indica vídeos e textos da entidade, que foi uma das responsáveis pelo projeto Escola sem Homofobia do MEC/Secad (Ministério da Educação/Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade), que ficou conhecido como “kit gay”.

A Ecos é uma ONG especializada em comunicação em sexualidade que atua na área há cerca de 20 anos na produção materiais educativos e pesquisas, muitos deles usados pelo poder público.
Dois vídeos recomendados aos professores pelo kit tucano, “Boneca na Mochila” e “Medo de quê?”, foram produzidos pela Ecos e faziam parte da primeira versão do material elaborado para o MEC.
“A Ecos sempre trabalhou na gestão do Serra, ele está cuspindo no pote (sic) que comeu. O material que fizemos para o MEC tem 80% do material do Estado de São Paulo. É um absurdo se utilizar do preconceito para ganhar voto”, afirmou Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) ao UOL, que também fez parte da elaboração do projeto Escola sem Homofobia.
Reis afirmou que os professores do país não sabem lidar com violações dos direitos dos homossexuais.

“É isso que precisa ser discutido. Nossa causa é apartidária e não pode ser usada para ataques. Tem de discutir cidadania, educação, mas distorceram nossa causa e virou baixaria”, disse o presidente da associação.

O tucano nega que o material seja o mesmo e chegou ao desespero de dizer que é tudo mentira, inventada por José Dirceu. Serra trouxe o assunto para a campanha no primeiro turno, atacando Haddad, que junto de ONGs e outros ministérios, havia criado o kit em 2011, mas a presidenta Dilma Rousseff suspendeu o kit, que faria parte do programa Escola sem Homofobia, após pressão da bancada fundamentalista no Congresso, sob a liderança do deputado Anthony Garotinho (PR). Na semana passada, o tema foi objeto de um vídeo do pastor homofóbico Silas Malafaia – da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo – que passou a apoiar Serra, ainda no primeiro turno, para evitar que “o candidato do kit gay” fosse para o segundo turno, mas ele não conseguiu. 



Haddad dispara nas pesquisas

Haddad não só está no segundo turno, como a sua vantagem sobre Serra aumenta cada dia mais. 

O Ibope divulgou, nesta quarta-feira (17), a segunda pesquisa de intenção de voto sobre o segundo turno da disputa pela Prefeitura de São Paulo neste ano. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo.

Em relação à pesquisa anterior, Haddad foi de 48% para 49%, e Serra, de 37% para 33%.

Nesta segunda-feira, Haddad disse que o tucano mentiu ao atacar o material do MEC sem dizer que o seu governo tinha produzido algo semelhante.

Serra se recusa a responder sobre kit anti-homofobia

O repórter da “Folha” lembrou casos de agressão a homossexuais na região da avenida Paulista e tentou perguntar se havia alguma política para o tema no programa de governo do tucano – Serra, no entanto, interrompeu o jornalista antes que ele concluísse a pergunta. Para ver o vídeo do piti do do Serra, clique aqui.

“Eu não vou entrar nesse tema agora, se não vira pauta permanente, posta pela imprensa. E depois os adversários dizem que fui eu que botei na pauta”, disse Serra após visita a conjunto habitacional em Heliópolis, na zona sul da capital.

O tucano, que já criticou o kit anti-homofobia produzido pelo MEC (Ministério da Educação) na época em que Fernando Haddad  – seu adversário no segundo turno – estava à frente da pasta, distribuiu material semelhante aos professores da rede estadual de São Paulo em 2009, quando era governador.

Serra argumenta que o conteúdo dos materiais é diferente e que aquele produzido em sua gestão era voltado apenas aos professores, “e não a alunos acima de 11 anos”.

Além disso, depois que o material tucano foi revelado pela imprensa, na última segunda-feira, Serra passou a adotar um discurso em que o foco das críticas são os “R$ 800 mil pagos [pelo material do MEC] sem nenhum retorno”–o material do MEC não chegou a ser distribuído porque, após pressão da bancada evangélica do Congresso, a presidente Dilma Rousseff suspendeu o projeto.

Serra está desesperado e culpando a imprensa por “colocar” em pauta a homofobia, na corrida pela Prefeitura de São Paulo, quando foi ele mesmo quem fez isso, atacando o Fernando Haddad e chamando o pastor Malafaia que, enntre outras coisas, diz que homossexualidade é doença, para sua campanha, achando que pudesse derrubar o petista. Hipócrita e mentiroso esse Serra. E Malafaia vai ajudar na campanha como, agora, Serra?

Veja outro piti do candidato, sobre o kit anti-homofobia, agora com o repórter Kennedy Alencar, da Folha de São Paulo, da CBN e da Rede TV!.


"É tão mentirosa que só pode ter o José Dirceu por trás", diz Serra, desesperado, sobre reportagem do "kit gay" tucano Resposta


José Serra, candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, disse nesta segunda-feira (15) que é “mentira” que o material contra a homofobia distribuído nas escolas estaduais de São Paulo quando era governador do Estado, em 2009, seja semelhante àquele idealizado pelo MEC na gestão de seu rival Fernando Haddad (PT), hoje alvo de críticas do tucano.


“É mentira que é parecido. O nosso material é correto e dirigido aos professores, não aos alunos acima de 11 anos”, disse Serra durante visita ao bairro Cidade Ademar, zona sul da capital paulista.

Reportagem aponta que o material distribuído em 2009 recomendava aos professores um vídeo igual ao que foi criticado na época em que o material do MEC seria lançado – após pressão da bancada evangélica do Congresso, a presidente Dilma Rousseff suspendeu o material.

“Não são iguais [os vídeos], é outra mentira da matéria. Ela é tão mentirosa que só pode ter o José Dirceu por trás. Não tem nada a ver com o desastrado kit gay do Fernando Haddad (…) Não é um material só voltado à questão sexual, é um material correto”, disse.

De acordo com Serra, o material tucano é “voltado ao fortalecimento da família”. “É também voltado à questão do preconceito de classe, do preconceito religioso. Enfim, é um material correto. Tanto que na época ninguém reclamou.”

E agora, Malafaia

Tanto criticou, tanto criticou o tal “kit-gay”, como ele faz questão de chamar o kit anti-homofobia, e fez um igual. Mas é muita cara de pau, hein, José. E agora, José? E agora, Malafaia?


Serra distribuiu material similar ao ‘kit anti-homofobia’ do MEC em SP Resposta


A Secretaria de Estado da Educação iniciou a entrega de um conjunto de publicações para todas as escolas do Estado de São Paulo que discute o preconceito e a discriminação na infância e na adolescência. Os 13 títulos, sendo 11 livros e dois DVD’s, foram selecionados pelo Departamento de Educação Preventiva dos projetos Prevenção Também se Ensina e Comunidade Presente e contemplam temas como sexualidade, Aids, uso de álcool, tabaco e outras drogas, bullying diversidade étnica, entre outros.
Dentre os autores dos livros, estão o médico Jairo Bauer, que fala de sexualidade na juventude, e o psicanalista Contardo Calligaris, com uma publicação sobre o período da adolescência. Os alunos terão contato com o material em sala de aula e nas bibliotecas, de acordo com a organização de cada escola, tendo como eixo metodológico ações preventivas referendadas nos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais).
Cada um dos kits acompanha ainda o guia Preconceito e Discriminação no contexto escolar: guia com sugestões de atividades preventivas para os HTPC e sala de aula, elaborado para nortear os educadores com instrumentos que facilitem e favoreçam a transversalidade dos temas nas diferentes disciplinas que compõem os currículos do Ensino Fundamental e Ensino Médio.
“São livros educativos que vão estimular nesses jovens a reflexão sobre assuntos muito presentes no cotidiano. Nossa intenção é informá-los bem para que possam lidar melhor com essas questões”, afirma o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.
Além do guia, as Diretorias de Ensino irão agendar as Orientações Técnicas para os professores coordenadores das escolas. Esse material está sendo encaminhado a todas as escolas e Diretorias de Ensino, sendo dois kits para as Oficinas Pedagógicas e 1 por escola.
Prevenção também se ensina
O projeto Prevenção Também se Ensina é desenvolvido pela Pasta desde 1996 e tem o objetivo de orientar o jovem estudante da rede estadual de ensino sobre temas relacionados à saúde e à sexualidade. Por meio da iniciativa, temas como o câncer, gravidez na adolescência, uso de drogas e doenças sexualmente transmissíveis são levados para discussão dentro da sala de aula.

Fonte: FDE

Jogador que saiu do armário nunca mais pôde pisas nos gramados Resposta


David Testo é um raro caso no futebol. Mesmo vivendo o dia a dia esportivo tradicionalmente homofóbico, o atleta norte-americano decidiu, após muito pensar, sair do armário em novembro de 2011. Até então, garantia seu sustento como meio-campista do Montreal Impact, equipe canadense que disputa a Major League Soccer (MLS), nos Estados Unidos.
Em entrevista ao jornal espanhol Marca publicada nesta segunda-feira (8), Testo não demonstra nenhum traço de arrependimento de ter tornado sua homossexualidade pública. “Quando saí do armário, não sabia se iria jogar de novo, mas sabia que não poderia continuar a jogar daquela maneira”.
Sem esperanças de voltar aos gramados, o jogador, que é membro da You Can Play(campanha dedicada a lutar contra a homofobia no esporte), passou a dar aulas de yoga. Foi a forma que ele encontrou para continuar trabalhando, já que os clubes continuam na Idade Média.

Haddad acusa Serra de repetir 2010 e ‘instrumentalizar religiões’, mas pode receber apoio de Russomanno Resposta


Com a expectativa de receber ataques de religiosos devido às cartilhas anti-homofobia que seriam distribuídas nas escolas durante sua gestão no Ministério da Educação, o candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, se adiantou ao tema, O petista afirmou que o adversário José Serra(PSDB) “instrumentaliza as religiões” e prometeu não entrar nesse debate.

Leia também: Serra dizque “kit gay” é coisa do Ministério da Educação

“O Serra instrumentaliza as religiões. Fez isso para atacar a Dilma (contra quem disputou as eleiçõespresidenciais de 2010), e eu entendo que ele fará o mesmo para me atacar. A minha família está muito indignada em relação a esses ataques, com a atitude do Serra de instrumentalizar pastores para me atacar na honra. Mas é o estilo dele. Ele já foi derrotado em 2010 em função desse comportamento, entendia que ele tinha aprendido a lição, pelo jeito Serra não aprende nunca. É o velho Serra de sempre”, atacou Haddad.

O pastor evangélico fundamentalista Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitóriaem Cristo, que se aliou ao tucano José Serra, prometeu usar o kit anti-homofobia para “arrebentar” o petista. A distribuição da cartilha em escolas pelo Ministério da Educação em 2011, foi suspensa após forte reação da bancada evangélica no Congresso.

Para o segundo turno, o PT já acertou apoio com o PMDB, aliado na esfera federal, mas até o início da tarde desta quarta-feira não havia batido o martelo com o PRB, do candidato Celso Russomanno. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, apesar de o PRB também ser da base de governo da presidente Dilma Rousseff, estaria cobrando um ministério em troca do apoio na capital paulistana.

Sobre o assunto, Haddad falou que quem trata disso é o presidente nacional Rui Falcão. “Eu só estabeleci as diretrizes, que é trazer para São Paulo a boa gestão que a presidenta Dilma está fazendo”, disse. Além disso, Haddad afirmou que a aliança com o PMDB não teve contrapartida de cargos na esfera municipal, apenas de inclusão de propostas, mas acrescentou que “está anunciado desde janeiro” que ele vai pretende fazer um governo de coalizão.

A respeito da adesão do PDT, do candidato Paulinho da Força, à candidatura de Serra, como forma de protesto ao governo Dilma, Haddad não se alongou. “Sei lá. Eu não entendi. Eu conheço o Brizola Neto, meu amigo, certamente me apoiaria aqui em São Paulo se fosse morador da cidade, e é do ministério da Dilma, e eu não consegui entender, então não vou comentar”, disse.

Fim da picada

Seria o fim da picada se Haddad aceitasse o apoio do ex-candidato da Igreja Universal do Reino de Deus, Celso Russomanno, que usou, no primeiro turno, dos mesmos métodos que o petista acusa José Sérra da usar agora, misturando religião com Estado.

Modelo estava perturbado quando matou jornalista português, diz advogado Resposta

O modelo Renato Seabra (22) estava perturbado quando matou e castrou o jornalistaportuguês Carlos Castro (61) em um quarto do Hotel Intercontinental, perto da Times Square, em Nova York, acreditando que ele poderia “aproveitar o poder” dos testículos decepados do homem, disse um advogado de defesa no início do julgamento por assassinato nesta sexta-feira. 

O crime ocorreu em janeiro de 2011 e foi noticiado pelo blog.
Os promotores disseram ao júri que Seabra sabia o que estava fazendo quando sufocou Castro e pisou em sua cabeça, espancou o jornalista com um monitor de computador e mutilou seus órgãos genitais com um saca-rolhas.
Eles alegaram que Seabra ficou furioso com o fim do relacionamento.
Os advogados de defesa não contestam que Seabra matou Castro, mas dizem que seu cliente teve um “episódio psicótico” e que o júri deveria considerar que ele não era legalmente responsável devido à insanidade.
“No caso de Renato Seabra, louco realmente significa louco”, disse o advogado Rubin Sinins ao júri no tribunal penal de Manhattan. “Este caso é sobre doença mental.”
Sinins acrescentou que Seabra foi diagnosticado naquela noite no Hospital Bellevue, em Nova York, com obsessão e transtorno bipolar, um diagnóstico confirmado por outros médicos, inclusive na prisão onde ele está detido sem direito a fiança.
Sinins disse ao júri que Seabra acreditava que ele estava em uma missão de Deus e que a castração era uma espécie de exorcismo. Ele acrescentou que seu cliente disse à polícia que acreditava que ao “colocar os testículos em cada pulso, ele poderia aproveitar o poder dos testículos de Carlos Castro. Senhoras e senhores, isso é loucura.”
Seabra, vestido com uma camisa branca apertada e calças pretas, usava um fone de ouvido no tribunal e ouviu impassível a seu advogado através de um intérprete de português.
O promotor-chefe, Maxine Rosenthal, disse ao júri que Seabra não apresentou sintomas de doença mental antes do crime, descrevendo um jovem ambicioso, com sede de fama e dinheiro, que viu Castro como “um meio para um fim”.
Os dois homens se encontraram depois que Castro contatou Seabra no Facebook e começaram um relacionamento em que Castro compraria presentes caros ao jovem modelo e a seus familiares, além de trazer Seabra em viagens para Londres e Madri, disse Rosenthal.
Castro nasceu em Angola durante o domínio português do país africano. Ele se tornou jornalista e um ativista gay, contribuindo para uma grande variedade de veículos de comunicação, como o Diário de Notícias, o 24 Horas e o Correio da Manhã.

Informações: Reuters

Paraguai: LGBTIs protestam em Assunção e repudiam Governo de Federico Franco Resposta


Integrantes de grupos de homossexuais e civis protestaram neste sábado em Assunção, capital do Paraguai, para exigir a igualdade de direitos e repudiar o Governo do presidente, Federico Franco, que substituiu no cargo o destituído Fernando Lugo em junho.

Cerca de 200 pessoas participaram da 9ª Marcha LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais), que este ano se realizou sob o lema ‘Orgulho e Resistência’, e que teve seu ato central na frente do emblemático Panteão dos Heróis.

Os manifestantes realizaram uma breve passeata pelo centro da capital entoando palavras de ordem e empunhando cartazes e bandeiras, assim como caricaturas de Franco.

‘Este ano particularmente a marcha é importante porque é de resistência, de luta contra o golpe parlamentar que rejeitamos e que acreditamos que é um retrocesso para nosso país e para nossa incipiente cultura democrática’, disse à Agência Efe uma das integrantes do grupo ‘Fridas, Feministas Radicais’, Nathalia Ferreira.

Domingo Centurión, do grupo Ñepyrú, da cidade de Coronel Oviedo, a 120 quilômetros ao leste da capital, expressou que o governante ‘teria que ter um discurso muito mais inclusivo ao ser representante de um país’.

‘Viemos exigir nossos direitos, a igualdade e o respeito. É um compromisso e uma emoção estar todo ano aqui’, disse Centurión, relatando que nas cidades do interior do país torna-se muito mais difícil progredir perante ‘a discriminação e o estigma que existe na sociedade’.

Também pediu às autoridades ‘as mesmas oportunidades do resto da população’.

A passeata contou, além disso, com a participação de membros do Movimento Objeção de Consciência – contra o serviço militar obrigatório -, o Serviço Paz e Justiça e a Coordenadora de Direitos Humanos do Paraguai, entre outros.

Fonte: EFE

Madri é eleita sede do festival mundial do orgulho gay World Pride em 2017 Resposta

A capital da Espanha foi escolhida neste domingo sede do World Pride, o festival mundial do Orgulho Gay de 2017, na 30ª Assembleia Anual da InterPride, a Associação Mundial de Organizadores de Orgulho, realizada em Boston (EUA).

A candidatura de Madri foi defendida pelo representante da Secretaria de Turismo da Prefeitura de Madri, Miguel Sanz, e membros da Associação de Empresários e Profissionais para Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais de Madri (AEGAL).

Madri foi escolhida por unanimidade pelas mais de 80 delegações procedentes dos cinco continentes que compõem este organismo mundial, informou a AEGAL.

As cidades de Berlim e Sydney também concorriam a sede do evento, mas não superaram as fases prévias à eleição.

Roma, Jerusalém e Londres estão entre as cidades que já receberam o World Pride. Em 2014 o evento acontece em Toronto, cidade que passará a testemunha Madri e em 2019 será Nova York devido a que se completarão 50 anos do início do movimento gay na cidade.

Madri já foi sede em 2007 do Euro Pride e, dez anos depois, organizará o Orgulho Mundial.
‘O Orgulho de Madri contribuiu para mudar nossa cidade, inclusive nosso país, transformando-o em um lugar cheio de liberdade, realização, respeito e igualdade de direitos’, indicou em comunicado Juan Carlos Alonso, membro de AEGAL.

‘Sabemos que os olhos da comunidade LGBT internacional estarão sobre nossa cidade e não vamos decepcionar porque estamos totalmente preparados para organizar o maior World Pride da história’, afirmou.

A capital espanhola contava ainda com o apoio do Coletivo LGBT de Madri (Cogam) e da Federação Estatal LGBT (FELGTB), assim como do governo da cidade de Madri e de diversas entidades públicas e privadas.

Reportagem: EFE

Bruno Chateaubriand é vítima de homofobia em lanchonete, que não faz nada Resposta


Bruno Chateaubriand foi alvo de homofobia na sexta-feira (5). Ao levar amigos à lanchonete Nectar, em Ipanema, na Zona Sul do Rio, o jornalista foi agredido verbalmente por quatro homens. Eles xingaram Bruno e o ameçaram de agressão quando deixasse o estabelecimento. “Sentei com uns amigos para comer e do nada os caras começaram a me xingar. Eles falavam: ‘Chateaubrian viado! Viado tem que morrer! Vai apanhar muito quando sair daqui!’. Com medo de ser agredido, um amigo parou o carro na porta da lanchonete e eu fui embora”, contou ele.

Homossexual assumido, Bruno, que mantém há 13 anos um relacionamento com o empresário André Ramos, disse que já passou por várias situações constrangedoras por causa de sua orientação sexual, mas o que aconteceu na sexta foi inédito. “Nunca passei por isso na vida. Procurei o gerente, reclamei, e ele disse que não fez nada porque ‘não reparou'”.

Chateaubriand irá procurar a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual para que o estabelecimento seja autuado. “Todas as medidas legais serão tomadas”, informou o  jornalista.

Sempre que eu leio que a cidade do Rio de Janeiro é friendly eu acho estranho, porque, todos os anos, ao menos uma notícia de homofobia é dada pelos meios de comunicação. E em Ipanema é uma constante. Ainda bem que foi-se o tempo em que os gays apanhavam da Galera da Farme. Espero que esse episódio lamentável tenha sido uma exceção e que os culpados sejam punidos.

*Informações: Luciana Tecidio, do Ego

Com medo de beijaço gay, candidato Ratinho Júnior desiste de sabatina em Curitiba (PR) Resposta


Ratinho Júnior (PSC), candidato à prefeitura de Curitiba, desistiu de uma sabatina que estava programada esta semana na Universidade Federal do Paraná (UFPR). O motivo seria um beijaço gay programado pela comunidade LGBT para protestar contra o candidato, que se posicionou contra o casamento gay. Entre outras coisas, Ratinho também disse que não quer que seus filhos vejam dois homens se beijando. Na Parada Gay, realizada no último domingo, um panfleto denunciou o preconceito de Ratinho. Pelo Facebook, o convite para o beijaço dizia: “Vamos reunir o maior número de pessoas da comunidade LGBT e ferver essa sabatina, importante irmos bem à vontade, quando ele pegar a palavra pela primeira vez levantamos e beijamos quer quisermos beijar. Vamos mostrar a todos aquilo que ele julga indevido! Vá com ou sem par, todos sabemos que isso é fácil de arrumar, mesmo que na hora! Vamos fazer um ato pacifico e lindo!”

Fonte: Bem Paraná