CNBB diz que religião não pode ser usada para captar votos nas eleições Resposta


O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno, negou nesta quinta-feira (27) que a Igreja Católica oriente os fiéis nas eleições. Ele defendeu que o eleitor conheça o histórico dos candidatos e afirmou que “não se pode usar” a religião para captar voto. “Não se deve instrumentalizar a religião”, disse.




Durante lançamento uma mensagem em que pede o voto “consciente e limpo” nas eleições municipais, o cardeal foi questionado sobre as críticas emitidas pela Arquidiocese de São Paulo contra o chefe da campanha de Celso Russomanno, o pastor Marcos Pereira, presidente do Partido Republicano Brasileiro (PRB).



Sem citar nomes, o cardeal Raymundo Damasceno respondeu que a igreja não orienta seus fiéis. “O voto, como nós sabemos, é pessoal, instranferível, e ele deve ser consciente e livre. A igreja não indica candidatos de um modo geral. Como diz a nota, o eleitor deve avaliar o candidato, em quem vai votar, e realizar e exercer este direito cidadão”, disse.

Na semana retrasada, o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, distribuiu nota a igrejas da cidade com críticas ao pastor por causa de texto publicado por ele em maio de 2011, no qual Pereira associou o “kit anti-homofobia”, que ficou conhecido como “kit gay”, à influência da Igreja Católica.

A relação só se pacificou no último sábado (22), com uma visita de Russomanno a Scherer. Na reunião, o candidato reafirmou suas origens católicas. Em compromissos de campanha, Russomanno tem negado que a Igreja Universal, ligada ao PRB, vá ter influência dentro de uma eventual gestão dele na prefeitura.

Voto consciente
Nesta quinta (27), a CNNB divulgou a mensagem em prol do voto “consciente e limpo” após a reunião do Conselho Episcopal Pastoral da entidade, em Brasília. Na campanha pelo voto consciente, a entidade chama a atenção para a Lei da Ficha Limpa.

“São instrumentos que têm mostrado sua eficácia na tarefa de impedir os corruptos de ocuparem cargos públicos”. Na análise da igreja Católica, “o resgate da ética na política e o fim da corrupção eleitoral” merecem a atenção permanente dos eleitores.

A conferência também afirmou que é “inadmissível” a violência registrada nas eleições em alguns municípios. “Candidatos são adversários, não inimigos”, afirma a entidade.

O presidente da CNBB também destacou a campanha que visa arrecadar assinaturas para pedir ao governo que destine, obrigatoriamente, 10% do orçamento da União para a saúde. Segundo ele, a coleta de assinaturas já teve início. “É uma campanha da qual participa a CNBB. Parecida com a Ficha Limpa, e vamos promover a coleta de assinaturas, em todos os lugares onde foi possível nós alcançarmos vamos fazer”, disse o presidente da entidade.


Reportagem: Yara Lemos – G1

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