Malafaia declara apoio a Serra, para evitar que candidato do “kit gay” vá ao segundo turno Resposta



O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, anunciou em seu perfil no Twitter nesta segunda-feira (1º) o apoio dele ao candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra.


“Atenção São Paulo. Gostaria de me omitir nesta eleição, mas não podemos deixar q Haddad, autor do kit gay, vá p/ o 2º turno. Vote em Serra!”, escreveu (está preservada a grafia e abreviaturas do post).

O pastor afirma também que vai produzir um video para deixar sua mensagem ainda mais explícita. “Estou produzindo um vídeo em q falarei sobre as eleições de SP e que vale tb para todo o Brasil. Postarei ainda hj. Aguarde!”, escreveu.

O kit anti-homofobia, que seria usado nas escolas, mas foi vetado pela presidenta Dilma Rousseff, após pressão da bancada evangélica,  motivou outras críticas nas eleições para pefeito de São Paulo. A Arquidiocese de São Paulo divulgou comunicados contra o pastor MarcosPereira, presidente do Partido Republicano Brasileiro (PRB), atual coordenadorda campanha de Russomano e ligado à Igreja Universal.

Em texto publicado em maio de 2011, Pereira associa o “kit anti-homofobia” à influência da Igreja Católica. A mensagem do pastor voltou a circular nas redes sociais e provocou a primeira reação católica. Na nota de repúdio, a Arquidiocese disse que o texto do pastor revela “destempero” e “cheira à intolerância religiosa”. A Igreja Católica afirmou ainda que o PRB é “manifestadamente” ligado à Igreja Universal.



O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno, negou nesta quinta-feira (27) que a Igreja Católica oriente os fiéis nas eleições. Ele defendeu que o eleitor conheça o histórico dos candidatos e afirmou que “não se pode usar” a religião para captar voto. “Não se deve instrumentalizar a religião”, disse.




Haddad diz que vetou kit


Em entrevistas e compromissos de campanha, o candidato do PT tem refutado as críticas de adversários que tentam associá-lo ao kit anti-homofobia. Ele afirma que a iniciativa é resultado de  uma emenda parlamentar para combater intolerância de gênero, racial e religiosa.

”Esses parlamentares fizeram uma emenda ao Orçamento do ministério da Educação para produção de um material contra a intolerância. Bom, nós julgamos inapropriado o material para distribuição e reservamos o material para formação de professores”, disse em entrevista no sábado (22). “Eu penso que eu e a presidenta Dilma tomamos a decisão correta e eu não entendo as críticas que estão sendo feitas no sentido de distribuir um material que não era o mais adequado para crianças e jovens”.

A Verdade

A verdade é que quem vetou o kit anti-homofobia, que faria parte programa Escola sem Homofobia, foi a presidenta Dilma e o Haddad teve que aceitar calado, assim como a ministra Maria do Rosário, dos Direitos Humanos. Se eu fosse eles, na época teria pedido demissão, assim como fez Marcelo Garcia, ex-coordenador da campanha à Prefeitura do Rodrigo Maia, no Rio de Janeiro, depois que o pai da candidata à vice na chapa do Rodrigo, o deputado Anthony Garotinho, foi à TV falar mal dos gays. Mas parece que vale tudo pelo poder, menos a verdade.



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