Com medo de beijaço gay, candidato Ratinho Júnior desiste de sabatina em Curitiba (PR) Resposta


Ratinho Júnior (PSC), candidato à prefeitura de Curitiba, desistiu de uma sabatina que estava programada esta semana na Universidade Federal do Paraná (UFPR). O motivo seria um beijaço gay programado pela comunidade LGBT para protestar contra o candidato, que se posicionou contra o casamento gay. Entre outras coisas, Ratinho também disse que não quer que seus filhos vejam dois homens se beijando. Na Parada Gay, realizada no último domingo, um panfleto denunciou o preconceito de Ratinho. Pelo Facebook, o convite para o beijaço dizia: “Vamos reunir o maior número de pessoas da comunidade LGBT e ferver essa sabatina, importante irmos bem à vontade, quando ele pegar a palavra pela primeira vez levantamos e beijamos quer quisermos beijar. Vamos mostrar a todos aquilo que ele julga indevido! Vá com ou sem par, todos sabemos que isso é fácil de arrumar, mesmo que na hora! Vamos fazer um ato pacifico e lindo!”

Fonte: Bem Paraná

Salvador recebe exposição sobre violência contra gays no mundo Resposta


Entre os dias 4 de outubro e 16 de novembro, a capital baiana recebe a exposição fotográfica ‘Condenados – no meu país, minha sexualidade é um crime’. A mostra reúne 50 autorretratos de gays que vivem nos 80 países nos quais este tipo de relação é condenada.


O trabalho é resultado da pesquisa do fotógrafo e jornalista francês Philippe Castetbon, que utilizou-se da internet como ferramenta, inscrevendo-se em um site de encontros, para contatar homens em quase todos os países onde a homossexualidade é proibida e condenada pelas leis.



Salvador é a segunda cidade da América Latina a abrigar o projeto, que é acompanhado dos testemunhos dos participantes e foi uma forma encontrada por Philippe de revelar o cotidiano dos homens que vivem à margem da sociedade.

Exposição ‘Condenados – no meu país, minha sexualidade é um crime’


Local – Centro Cultural Correios

Visitação – De segunda a sexta, das 10 às 18 horas, e sábado, das 8 às 12 horas

Classificação Indicativa – 14 anos

Entrada Franca
Reportagem: Henrique Brinco, do iBahia



Governo sérvio proíbe Parada Gay por ameaças de grupos homofóbicos Resposta

Parada 2010 da Sérvia

O governo sérvio proibiu a realização da Parada do Orgulho Gay, que estava prevista para sábado na capital Belgrado, por motivos de segurança, depois que grupos homofóbicos anunciaram boicote ao desfile.

A decisão, anunciada nesta quarta-feira, foi tomada “antes de tudo, para proteger os cidadãos de Belgrado, impedir eventuais enfrentamentos, conflitos e desordens que poderiam colocar em perigo também embaixadas de países estrangeiros”, justificou em comunicado Iviva Dacic, primeiro-ministro e titular da pasta do Interior.

Dacic assegura na nota que “avaliou que, neste momento, a segurança e a paz poderão ser colocadas em risco e, com isso, os interesses dos cidadãos e do Estado”.

A proibição afeta também as partidas de futebol previstas para o mesmo dia, que foram adiadas.

O comunicado do Ministério do Interior adverte que a última coisa de que a Sérvia necessita, são os enfrentamentos.

Os organizadores do evento tinham advertido, anteriormente, que uma proibição se transformaria em uma “derrota do Estado”.

Diversas organizações direitistas anunciaram que fariam manifestações simultâneas à Parada do Orgulho Gay.

No ano passado a mesma marcha foi proibida perante a ameaça de grupos homofóbicos.

Em outubro de 2010, os homossexuais sérvios puderam realizar sua primeira marcha em Belgrado, apesar da forte oposição de grupos homofóbicos que atacaram os policiais que protegiam os participantes da Parada do Orgulho Gay, em enfrentamentos que deixaram mais de 100 feridos.


Fonte: EFE

Neta de Lampião processa autor que diz que seu avô era gay Resposta

Vera quer indenização de R$ 2 milhões

A família do cangaceiro mais famoso do Nordeste, Virgulino Ferreira, o Lampião, entrou com dois processos na Justiça contra o juiz aposentado Pedro de Morais, autor do livro censurado Lampião, o Mata Sete, em que sustenta que o Rei do Cangaço era gay.

A neta de Lampião, Vera Ferreira, quer uma indenização de R$ 2 milhões nas duas ações: uma por danos morais e outra por Pedro ter vendido os livros na II Bienal de Salvador, que ocorreu em 6 de novembro de 2011.

“Um dia antes, dia 5, vendi os livros nas principais livrarias da Bahia”, afirmou Morais. A decisão da Justiça proibindo o lançamento e a comercialização da obra só aconteceu no dia 25 de novembro do ano passado. Ele informou que tem toda documentação da venda dos exemplares nas livrarias e que irá apresentar a defesa na próxima segunda-feira, na 13ª Vara Cível Aracaju.

A perplexidade é porque a venda e o lançamento do livro continuam suspensos e processo sequer foi julgado pelos desembargadores. “Não foi nem transitado em julgado e recebi mais essa ação.”

A polêmica começou com as revelações contidas em Lampião, o Mata Sete, de que o cangaceiro teria sido homossexual, Maria Bonita era adúltera e Expedita não era filha do homem mais temido do sertão.

Em novembro passado, o advogado de Vera, Wilson Winnie, havia declarado que a publicação fere a honra da família de Lampião e que a ação na Justiça pretende impedir a circulação do livro de forma definitiva.

O juiz da 7ª Vara Cível de Aracaju, Aldo Albuquerque, expediu uma liminar proibindo o lançamento e a venda do livro. O processo está com os desembargadores do Tribunal de Justiça de Sergipe, que ainda não se decidiram sobre o processo.

Fonte: Tribuna Hoje

Porto-riquenho é primeiro pugilista a declarar que é homossexual Resposta


O porto-riquenho Orlando Cruz se tornou o primeiro boxista profissional a declarar publicamente sua homossexualidade. O esportista é o quarto na classificação da WBO (World Boxing Organization) dos melhores pesos-pena do mundo.
“Eu lutei durante mais de 24 anos e quero estar bem com minha consciência”, declarou o pugilista de 31 anos, que conta com 18 vitórias desde que se profissionalizou após as Olimpíadas de Sydney em 2000.
“Eu quero tentar ser o melhor modelo possível para as crianças interessadas no boxe. Eu serei sempre orgulhoso de ser porto-riquenho. Eu sou e serei sempre orgulhoso de ser homossexual”, acrescentou Cruz.
Em um meio machista, o anúncio do porto-riquenho é inédito, ainda que uma tragédia ligada à homossexualidade tenha marcado a história do esporte há 50 anos. Em março de 1962, Emile Griffith, das Ilhas Virgens americanas, irritado por um insulto homofóbico, matou seu adversário Benny Paret.
Durante uma entrevista ao New York Times em 2005, Griffith declarou que sempre se questionou sobra sua sexualidade e que teve relações com homens e mulheres.

O próximo combate de Orlando Cruz está programado para 19 de outubro na Flórida.

Reportagem: RFI

EUA: TV registra recorde de personagens LGBT Resposta

Séries como “Girls”, “The new normal” e “Go on” ajudaram a TV americana a bater o recorde de personagens gays, bissexuais e transgêneros no ar, de acordo com o grupo GLAAD (sigla para Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação, em português), que defende os direitos homossexuais. Ao contabilizar a diversidade étnica e sexual da televisão, a instituição identificou 111 papéis LGBT no elenco de séries e programas de ficção nos canais dos Estados Unidos.




Herndon Graddick, presidente da GLAAD, disse que o crescimento do número de personagens gays reflete “uma mudança cultural na maneira como gays e lésbicas são vistos em nossa sociedade”. “Mais e mais americanos passam a aceitar seus familiares, amigos, colegas de trabalho e conhecidos homossexuais. Ao assistir aos seus programas favoritos, o público espera encontrar a mesma diversidade que existe em suas vidas cotidianas”, completou.

Só de personagens fixos no elenco das séries das cinco principais emissoras americanas são 31. O restante da soma é de personagens recorrentes, como o irmão gay de Alicia Florrick, de “The good wife”. Um dos destaques do estudo do GLAAD é a comédia-musical “Glee”, que mostra dois gays adolescentes, um casal lésbico e um personagem transgênero. Outro é “True blood”, com seis personagens gays.

No ano passado, o número de personagens LGBTs tinha sido reduzido, mas a estreia de novas séries como “The new normal”, sobre um casal gay às voltas com a adoção de um bebê, e “Go on”, cujo elenco inclui uma personagem feminina que perdeu a companheira, elevou a contagem.

Por aqui

É importantíssimo um número tão grande de personagens LGBTs, porque isso dá visibilidade a nós no meio que as pessoas mais usam para se divertirem, junto com a internet.

Aqui no Brasil, ao longo dos anos, quase todas as novelas das nove, tem ao menos um personagem gay. Sempre retratado de maneira velada ou então caricata, principalmente em programas de humor. Travestis transexuais é como se não existissem. Em novelas das seis, quase nunca tem gays.

As duas maiores redes de TV são a Rede Globo e a Rede Record, que pertence bispo Edir Macedo, que é dono da Igreja Universal do Reino de Deus. Da Record, não podemos esperar nada. É bom lembrar que a emissora fez uma campanha enorme contra o kit anti-homofobia. Aliás, Edir Macedo voltou a atacar o kit em seu blog essa semana, para tentar manchar a imagem de Fernando Haddad, candidato com chance de chegar ao segundo tudo com Celso Russomanno, seu candidato. Outro candidato que pode chegar ao segundo turno é José Serra, que recebeu o apoio do pastor Silas Malafaia, para, nas palavras do pastor “evitar que o candidato do kit gay chegue ao segundo turno”. 

Sendo assim, só podemos contar com a Rede Globo e com o SBT, que, de vez em quando, faz novela e, ano passado, mostrou um beijo lésbico, mas vetou o beijo gay na novela “Amor e Revolução”.