Goleiro do Manchester United: “O futebol precisa de um herói gay” Resposta

Anders Lindegaard: em seu blog, goleiro abordou a homofobia no futebol.

Anders Lindegaard: em seu blog, goleiro abordou a homofobia no futebol.

Em seu blog, Anders Lindegaard, goleiro do Manchester United, escreveu sobre a homofobia, racismo e intolerância religiosa no futebol. “O futebol precisa de um herói gay. Como jogador, penso que um colega homossexual tem, acima de tudo, medo da reação dos torcedores. A minha percepção é a de que os outros jogadores não teriam problemas em aceitá-lo”.

Lindegaard diz que a homossexualidade no futebol “ainda é assunto tabu”, talvez porque, “a atmosfera no gramado e nas arquibancadas seja dura; os mecanismos são primitivos, expressos no clássico estereótipo de que o verdadeiro homem tem de ser forte e agressivo. E essa não é uma imagem que os adeptos do futebol associem a um gay”. Os adeptos estão, diz ele, “presos ao passado”.

O goleiro acrescenta que se aconselhou com a namorada, Misse Beqiri, sobre se deveria tocar no assunto. E decidiu avançar. “Qualquer discriminação é inaceitável, seja sobre a cor de pele, religião ou sexualidade”, justificou-se.

Falta campanha

Muito bacana a iniciativa do goleiro de um dos maiores times do mundo, de abordar a homossexualidade no futebol. Falta uma campanha bacana sobre isso, como já existe contra o racismo, embora a discriminação racial ainda seja muito forte no futebol Europeu. Queria muito ver uma campanha contra a homofobia, ou melhor dizendo, a favor da inclusão dos gays no futebol, conscientizando jogadores e torcedores, feita pela CBF. Seria o máximo e uma demonstração de civilidade e respeito aos direitos humanos, às vésperas da Copa do Mundo de 2014.

Madonna chega ao Rio de Janeiro com o maior show já produzido para um artista solo 1

Além do Rio, Madonna leva sua turnê a São Paulo (Estádio Morumbi) nos dias 4 e 5. E desembarca em Porto Alegre (Foto: Divulgação)

Além do Rio, Madonna leva sua turnê a São Paulo (Estádio Morumbi) nos dias 4 e 5. E desembarca em Porto Alegre (Foto: Divulgação)

Em vez de desfrutar da fortuna amealhada com os mais de 300 milhões de discos já vendidos ao longo das três décadas, a popstar que deu origem à série de duplicatas que habitam as paradas atuais decidiu que vai morrer outro dia. Entre todas as atividades a que se dedica, como sociedades em empresas que nada têm a ver com música, e o pé na indústria do cinema (agora como diretora e produtora), Madonna ainda encontrou tempo para idealizar e liderar o show “MDNA”, megaespetáculo pop que o público carioca poderá conferir neste domingo, no difícil, distante e complicado espaço do Parque dos Atletas, na Barra.

Além do Rio, Madonna leva sua turnê a São Paulo (Estádio Morumbi) nos dias 4 e 5. E desembarca em Porto Alegre (Estádio Olímpico) dia 9. “MDNA” é a nona turnê mundial de Madonna e leva ao palco a historinha contada no homônimo 12º álbum da estrela, lançado em março deste ano. Não sem uma boa polêmica, é claro. Enquanto o leitor ingênuo entendeu que as letras do título do álbum se referiam às iniciais do nome artístico de Madonna Louise Ciccone, o público afeito às pistas de dança foi rápido em associar a sigla ao princípio da droga ecstasy, descrito quimicamente como MDMA (metilenodioximetanfetamina). Pronto. Estava armada a primeira controvérsia da loura. Este ano. Madonna sempre soube atrelar à sua expressão artística aquela calculada dose de polêmica, combustível responsável por boa parcela da sua longevidade pop. A experiência como adolescente integrante de um grupo de teatro nos tempos da escola em Detroit (EUA) e no papel da dançarina que corria de teste em teste para disputar espaço nos musicais da Broadway, no início dos anos 80, lhe ensinou que extrapolar os limites do que se costuma considerar “normal” pode ser alvo fácil de preconceitos de toda a sorte. Com os excluídos na mira, uma fita cassete na mão e a vontade de “dominar o mundo”, como ela mesma disse à MTV americana em 1984, Madonna, então uma desconhecida, percorria clubes noturnos de Nova York pedindo a DJs para tocar “a sua música”. Numa dessas, a sorte lhe deu aquele sorriso maroto. O DJ Mark Kamins se entusiasmou com a resposta da pista a “Everybody”, gravada num estúdio independente, e apresentou Madonna ao presidente da gravadora Sire Records. Eles se deram bem, e, pouco depois, o single “Everybody” seria lançado mundialmente.

Devidamente abençoado pelas paradas e pelas pistas, o compacto simples abriu caminho para o álbum “Madonna”, em 1983. Era o primeiro LP da artista que, décadas mais tarde, seria aclamada por crítica especializada, pares artísticos e público como “a rainha do pop”, com números de vendas e catálogo de hits que a posicionam na categoria de ícones como Elvis Presley e Michael Jackson, ou seja, na mais alta casta da indústria da música comercial. A diferença é que ela sobreviveu ao preço pago pela fama e pela riqueza e ainda não descansou no aconchegante território do show sem riscos. “MDNA” é grandioso, feérico, o maior show já produzido para um artista solo. ê como se ela tivesse decidido dar um passo à frente das neodivas que trafegam pela estrada que já desbravou. O show no estilo “ópera pop” (formato criado por ela nos anos 90, certamente para encobrir suas deficiências vocais) mostra a trajetória de uma personagem que pede perdão a Deus por “seus pecados” antes de embarcar numa viagem sangrenta, violenta, pesada. Uma “descida ao inferno”, como ela definiu nas entrevistas que concedeu à imprensa internacional. Pense nas “vixens” do cineasta Russ Meyer (as poderosas fora-da-lei de “Faster Pussycat, kill kill”, por exemplo) e na violência dos filmes de Quentin Tarantino, e você terá acertado na mosca as referências de “MDNA”.

Espere uma abertura vigorosa em “Girl gone wild”, logo após os cantos gregorianos do trio francês de música basca Kalakan, convidado especial da turnê. Em “Bang bang”, um motel de beira de estrada é o cenário para coreografias de luta que já deixaram a popstar com hematomas no rosto, nos ensaios da turnê, em maio. Depois de um primeiro bloco barra-pesada, tudo clareia para o segmento “líder de torcida”, em que Madonna debocha do pop “bubble-gum” contemporâneo. Tira onda em “Give me your luvin’” dizendo que “…todos os discos soam iguais/ você precisa entrar no meu mundo”. Entre percussionistas que flutuam e dançarinas frenéticas, preste atenção nos monstrinhos projetados no telão, no mash-up de “Express yourself” com “Born this way” (faixa de Lady Gaga descrita como plágio da música de 1991), arrematado com “She’s not me”, refrão da canção de 2008 em que Madonna se dizia surpresa ao conhecer uma moça que começa a “ler seus livros, roubar seus ‘looks’ e usar sua lingerie”. Premonição? O bloco que começa com “Vogue” mostra o momento “vou pegar geral” da historinha contada por Madonna em “MDNA”. A entrada triunfal com todos os elementos fashion que a música evoca — como a releitura do espartilho de Jean Paul Gaultier (na foto aqui ao lado esquerdo), feita pelo próprio — cede lugar à desconstrução do personagem que se joga em um bordel, em “Candy shop”. Ela vai se despindo aos poucos para culminar com uma versão triste e lenta de “Like a virgin”, acompanhada apenas por um piano. Na temporada americana, Madonna incluiu neste segmento a faixa “Love spent”, que carrega o verso “Me abrace do mesmo jeito que você abraça meu dinheiro” (”Hold me like you hold my money”), cantado para o bailarino que divide com a loura a bela, porém desconcertante, cena que tem a popstar de roupas íntimas, imperfeições do corpo à mostra, cabelo desarrumado e maquiagem borrada. Ah, sim: neste momento, Madonna pede que as pessoas joguem gorjetas no palco. Ela cata todo o dinheirinho arremessado. Com gosto. Aliás, Madonna nunca foi de deixar dinheirinho algum dando sopa por aí. Se o pulso forte na parte artística da sua carreira sempre se manifestou por meio do perfeccionismo dos shows milimetricamente planejados (em tempo: os espetáculos de Madonna não têm bis, ela defende que entrega uma “obra músico-teatral com começo, meio e fim”), a porção empresária também sempre esteve presente. Além de controlar como poucos artistas os direitos de suas músicas, Madonna mais recentemente se associou a parceiros na Rússia, no México e na Austrália para abrir a rede de academias Hard Candy Fitness; autorizou o uso de suas marcas em dois perfumes; apostou alto ao comprar parte da marca Vita Coco, de água de coco, e começa a se aventurar na produção executiva de cinema ao lado do seu empresário Guy Oseary (que é um dos produtores executivos da saga “Crepúsculo”), além de, claro, dirigir filmes como o fracasso de bilheteria “W.E. – O romance do século”. Apesar do fiasco, ela conseguiu sair com o Globo de Ouro de Melhor Canção Original, por “Masterpiece”.

No show que você verá no domingo, Madonna canta a faixa na parte acústica do espetáculo, quando ela também conversa com o público e entoa uma versão sincopada de “Open your heart” e (tomara) “Holiday”, ao lado do filho Rocco Ritchie. O pré-adolescente de 12 anos e os outros três filhos de Madonna (Lourdes Maria, 16; Mercy James, 6; e David Banda, 7) a acompanham na turnê mundial e são educados por professores particulares e babás. A produtora Live Nation, responsável mundial pela turnê de Madonna, ainda tem contrato com a diva para o lançamento de dois álbuns e duas turnês. Se ela seguir o exemplo de predecessoras pop como Tina Turner e Cher, que atravessaram os 60 anos de idade encarando a estrada, ainda veremos Madonna aprontando bastante por aí. Mas o que será, afinal, que ela tem na manga para os anos vindouros? Há quem jure que o cinema será o caminho de Madonna. Mas não como atriz. Depois de filmes como “Evita” (1996), “Sobrou pra você” (2000) e “Destino insólito” (2002), ela teria desistido de atuar.

A experiência como diretora de “W.E.”, no entanto, teria sido mais recompensadora, apesar do achincalhe mundial da crítica. Há quem aposte numa temporada “de luxe” com ingressos a preços estratosféricos, para endinheirados, em lugares pequenos. A verdade é que, ao longo de três décadas, Madonna ensinou ao mundo que ela pode tirar uma grande ideia da cartola a qualquer momento. A conferir. A única certeza, no entanto, é que Lourdes Maria já tem 16 anos, vai morar sozinha e… sabe como é… qualquer dia desses ela começa a namorar e chega em casa cantando “mamma, don’t preach”.

Fonte: Agência O Globo

Madonna leva soco no rosto durante apresentação na Colômbia 3

Madonna

A maré não anda boa para a diva Madonna. Depois de ser eleita a terceira personalidade menos influentes de 2012 (saiba mais aqui), a diva deu um passo errado e levou um soco no rosto, que deixou seu supercílio sangrando. Na verdade, a cantora deveria levar um soco falso durante a performance de uma música. Mas tudo saiu errado, tadinha! Mesmo sangrando, Madonna não perdeu o rebolado e fez questão de continuar a apresentação. Isso que é demonstração de respeito ao público, não? O incidente rolou na Colômbia.

Quarenta e sete mil pessoas acompanhavam o show, quando Madonna foi atingida no olho esquerdo. Ela continuou cantando, como se nada houvesse acontecido, abafa!

Madonna já chegou ao Brasil, para apresentar-se. O figurino da loira tem mais de 700 elementos. Além disso, a diva exigiu que três fisioterapeutas ficassem de prontidão para atender os seus dançarinos e também, que fossem colocados 16 tipos de molhos de sala diferentes para o jantar dela e de toda a sua equipe.

Madonna fará quatro shows no Brasil. O primeiro no domingo (2) no Rio de Janeiro, nos dias 4 e 5 em São Paulo e no dia 9 em Porto Alegre.

Ambulatório para Travestis e Transexuais de São Paulo receberá troféu Movimento Gay de Alfenas (MG) 1

Ambulatório

O Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids de São Paulo, vinculado a Secretaria de Estado da Saúde, será agraciado com o troféu Movimento Gay de Alfenas/MG de Cidadania hoje, às 20 horas, na Câmara Municipal de Alfenas (Praça Fausto Monteiro, 85).

O prêmio será recebido por Angela Maria Peres, da diretoria do Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais. O prêmio, em sua 8ª edição, é dedicado a pessoas, entidades e instituições que de uma maneira ou outra contribuíram para reduzir o preconceito contra a população LGBT.

Ativistas fazem marcha fúnebre em São Paulo e ´enterram´ Programas de Aids 1

Protesto de ativistas

Vestidos de preto e num profundo silêncio, quebrado apenas quando alguns entoavam a marcha fúnebre, ativistas entraram na manhã desta sexta-feira, 30 de novembro, no prédio da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, na Av. Dr. Arnaldo, com uma coroa de flores simbolizando a morte dos programas governamentais de aids do Brasil. Os manifestantes seguiram pela Secretaria até sair pela porta da Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, onde houve um apitaço.

“Estamos aqui hoje (véspera do Dia Mundial de Luta contra Aids, 1º de dezembro) para exigir respostas mais eficazes das três esferas de governo contra a epidemia”, disse o Presidente do Fórum de ONG/Aids do estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro.

Para ele, que foi um dos principais organizadores do protesto, há um retrocesso nas políticas do País nas áreas da prevenção do HIV e assistência prestada aos doentes de aids. “Faltam profissionais de saúde, leitos especializados foram fechados e o governo federal se mostra conservador na implementação de campanhas de prevenção”, contou. “Aquela ideia de que moramos no país com o melhor Programa de Aids do mundo já era. Nossa mensagem neste protesto é de que aqui jaz o melhor programa de aids do mundo”, acrescentou.

O especialista em saúde pública e presidente do grupo Pela Vidda (Valorização, Integração e Dignidade do Doente de Aids) de São Paulo, Mário Scheffer, lembrou que as manifestações das ONGs são históricas e servem para alertar a sociedade sobre a real situação da epidemia. “Neste ano, o protesto tem um sentido especial, pois há vários sinais de que houve paralisia e até incapacidade do País em responder aos novos casos de HIV. Esta não é uma epidemia controlada. Em algumas regiões do Brasil e em populações específicas há aumento do número de infecções”, comentou.

O representante, no estado de São Paulo, da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (RNP+), Beto Volpe, critica a “banalização da aids”. Segundo Beto, a epidemia de HIV sofreu dois grandes preconceitos: a criação de grupos de risco e a ideia de cronificação da aids.

Protestto de Ativista 2

“Numa sociedade como a nossa em que sempre pega o que é mais conveniente, o HIV passou a ser considerado um risco apenas para os homossexuais, usuários de drogas e profissionais do sexo, mas não foi essa a reação da epidemia. Hoje, em algumas faixas etárias, como na população jovem, há registros de duas novas infecções em mulheres para cada uma em homem”, explicou. “E ao considerar a aids uma doença crônica, como fazem muitos governantes e médicos, corre-se o risco novamente de um descuido generalizado sobre o vírus. As pessoas tendem a pensar que ter aids é tudo bem”, acrescentou.

Com auto-falante, Beto alertou que as pessoas saudáveis também são vulneráveis à infecção do HIV, “que aids não é gripe” e criticou o que ele considera ser um desejo do governo de transferir o atendimento desta doença para as unidades básicas de saúde.

A manifestação reuniu cerca de 200 pessoas e contou com a participação do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde (SindSAÚDE), Sindicato dos Comerciários de São Paulo e da União Geral dos Trabalhadores.

Secretário-adjunto diz a ativistas que não fechará os leitos do CRT

Depois do protesto, alguns ativistas foram recebidos pelo Secretário-adjunto do Estado da Saúde, José Manoel de Camargo Teixeira, e receberam a informação de que os leitos do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids de São Paulo (CRT) não serão fechados. José Manuel afirmou ainda que verbas do setor continuarão especificadas para o combate da aids, incluindo apoio à sociedade civil organizada.
Protesto e Ativista 3
Para Rodrigo Pinheiro, o encontro foi “muito protocolar”. Apesar das promessas, o presidente do Fórum de ONG/Aids do estado de São Paulo disse ter saído da reunião com a necessidade de ficar ainda “mais atento” sobre a possibilidade de fechamentos de leitos exclusivos para soropositivos. “O secretário-adjunto falou sobre a necessidade de discutirmos mais sobre como os leitos exclusivos para soropositivos estão sendo usados, o que nos deixa de alerta sobre o assunto”, explicou.

A coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, Maria Clara Gianna, esteve na reunião e respondeu a maioria das perguntas feitas pelos ativistas. Segundo ela, o debate acerca do uso dos leitos do CRT integra uma discussão maior envolvendo a racionalização dos leitos hospitalares de todo o estado. “O secretário afirmou que não há nenhuma intenção de fechar os leitos do CRT”, reforçou.

Durante a manifestação, Maria Clara estava na Secretaria de Estado da Saúde participando da reunião do Conselho Estadual da Saúde que aprovou o Plano de Ações e Metas (PAM) para as DST/Aids. Segundo ela, o tema HIV/aids entrará como pauta da primeira reunião de novos secretários municipais de saúde, em fevereiro de 2013. “Isso é muito bom, pois significa que este será um dos problemas de saúde a ser posto como prioritário pelo secretário estadual aos secretários municipal”, finalizou.

No estado de São Paulo foram notificados 217.390 casos de aids, entre 1980 a junho de 2012. Embora o patamar de novas infecções esteja estável e a taxa de óbito venha caindo, ainda morrem, em média, oito pessoas em decorrência de aids diariamente.

Nesta sexta-feira, o Programa Estadual de DST/Aids está realizando uma ação de testagem anti-HIV, das 9 horas às 16h, em parceria com o Instituto Clemente Ferreira, local onde ocorre a atividade (Rua da Consolação, 717, Centro, São Paulo). Pretende-se realizar 500 testes rápidos anti-HIV e a busca ativa de casos de tuberculose.

O Programa apoia ainda o Núcleo de Estudos para Prevenção da Aids (Nepaids-USP) no debate “Em Defesa da Resposta à Aids no Âmbito Do SUS: Uma Agenda de Pesquisa e para a Prevenção”, na Faculdade de Saúde Pública, e irá iluminar o CRT, a partir das 19h, com dois canhões de luz de cor vermelha para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids.

Reportagem: Lucas Bonanno, da Agência de Notícias Aids

Madonna: “Ajudei grupos marginalizados, como as mulheres e os gays, a mostrarem quem são” 1

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Expondo sua intimidade ao receber Luciano Huck (41) no banheiro de seu quarto de hotel em Miami, Madonna (54) fez um convite irrecusável para o apresentador do Caldeirão do Huck e para a presidente Dilma Rousseff (64). “Será inspirador para as mulheres e divertido para os homens”, brincou a cantora ao formalizar o convite. Durante uma conversa informal, enquanto Madonna tomava sopa após uma desgastante noite de show (“Estou exorcizando meus demônios nessa turnê”, contou a artista), Luciano comentou que ela sempre deu voz às mulheres e que, hoje, é uma vitória o Brasil ser comandado por uma. “Eu tenho muito orgulho de ter feito as pessoas se orgulharem de si mesmas”, declarou a diva. “Ajudei grupos marginalizados, como as mulheres e os gays, a mostrarem quem são”, ressaltou.

A paixão pelo Brasil permeou boa parte da entrevista. Madonna, que fará uma série de shows em terras tupiniquins, declarou amor pelas favelas brasileiras. “Adoro as favelas do Rio de Janeiro e de São Paulo”, revelou. “Acontecem loucuras por lá, mas existe uma beleza, um talento, um amor que as tornam únicas no mundo”. Um dos desejos da cantora é realizar um documentário sobre as favelas. “Mas eu preciso de tempo para isso”, explicou.

Férias, aliás, é o que a estrela mais quer no momento. “Estou desesperada por descanso”, disparou. “Depois da turnê, eu vou tirar duas semanas de férias. O destino é segredo de estado”, disse com bom humor. Um lugar que Madonna adoraria passar suas férias no Brasil é Angra dos Reis, no litoral do Rio, embora a presença dos paparazzi a incomode muito. “Em todo lugar novo que eu vou, eles estão por lá. Acho que eu morasse muitos anos no Brasil, eles enjoariam de mim”, riu. Questionada sobre as surpresas que ela levará aos shows no país, ela brincou: “Se eu te contar, não será surpresa. Não sei se terá uma surpresa, seria bom, né? Mas acho que a minha presença já é uma grande surpresa”, afirmou, antes de fazer o anúncio em português: “Brasil, eu estou chegando!”.

Assista à entrevista toda, clicando aqui.

*Fonte: Caras

Madonna é considerada uma das pessoas menos influentes de 2012 6

Embora seja a Rainha do Pop, Madonna não parece exercer grande influência. Em ranking que lista as pessoas menos influentes de 2012, a cantora aparece em terceiro lugar.

A revista GQ, autora do ranking, criticou Madonna pelo uniforme de líder de torcida que ela usa em seus shows da turnê MDNA. “Essa roupa não te deixa mais jovem, Madge”, indicou a revista.

Incrivelmente o primeiro lugar da lista ficou com o ex-candidato à presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, derrotado por Obama em uma eleição bastante apertada. Em segundo vem a atriz Amanda Bynes, que teve recentemente problemas de conduta.

E você, concorda com a revista?

TV Cultura e SESC TV exibirão documentário ‘Aids, 30 anos: as repostas das ONGs do mundo’ Resposta

Mostrar, através de depoimentos, o que ativistas de diferentes partes do planeta realizam na luta contra o crescimento do HIV/aids. Esta foi a intenção que motivou a jornalista Roseli Tardelli a conceber o documentário Aids, 30 anos: as respostas das ONGs do mundo.

“Conheço e cubro conferências internacionais sobre aids desde 2004. Nestas conferências existe sempre um espaço destinado às ONGs, o Global Village, onde ativistas, gente de todas as partes do mundo, trocam experiências e impressões sobre seus trabalhos. Sempre tive a ideia de retratá-los em um filme. Convidei a cineasta Alcione Alves, para dirigir o trabalho. Fomos juntas para a última conferência em Washington e colhemos as entrevistas com ativistas que fizeram de suas histórias e vidas um compromisso contra o preconceito”, conta Roseli.

As filmagens renderam um bonito documentário com histórias impactantes, como a relatada por Maira Zacarias, da Guatemala. Maira contraiu o HIV de seu marido que morreu. Um de seus filhos foi impedido de frequentar a escola do pequeno vilarejo em que viviam. Assim, ela começou a ser ativista. Foi falar com a professora e diretora da escola sobre seu direito de seguir vivendo e sobre a injustiça de seus filhos serem discriminados.

Luna Luis Ortiz, que atualmente milita no Gay Men´s Health Crisis (GMHC), importante ONG com base em Nova York, infectou-se aos 14 anos. Atualmente trabalha em atividades de prevenção junto a populações vulneráveis nos bairros povoados por imigrantes latinos naquela cidade norte-americana.

“É um prazer mergulhar profundamente no universo de cada história, quando se faz um documentário. Espero ter conseguido retratar os personagens do filme com o respeito que eles merecem”, comenta Alcione.

Roseli explica que a ideia com esta produção foi “ouvir e contar a história de ativistas de outras partes do mundo”. Segundo ela, a atuação do Movimento Social Brasileiro de Luta contra a Aids, referência para o mundo, será abordada em um outro projeto maior.

Roseli é jornalista, produtora cultural e apresentadora. Trabalhou como repórter de política no jornal O Estado de S.Paulo, foi a primeira mulher a ancorar um jornal de rádio, o Jornal Eldorado, na Rádio Eldorado AM de São Paulo, e apresentou os programas Opinião Nacional Roda Viva naRede Cultura. Participa de ações contra o HIV e aids desde 1994, criando em 2003 a Agência de Notícias da Aids e, em 2009, a Agência de Notícias de Resposta ao SIDA em Moçambique.

Alcione é produtora, roteirista e assistente de direção. Seus trabalhos já foram premiados em concursos internacionais, como o CINESTRAT na Espanha, e selecionados para exibições oficiais, como o Globians Doc em Berlin, Mostra Internacional de Cinema 32” em São Paulo e Festival Internacional da Bahia.

EXIBIÇÕES:

Lançamento: Sábado, 1º de dezembro, às 19h
Onde: CINESEC. Rua Augusta, 2075.
Entrada gratuita.

SESC TV, 1º de dezembro, às 22h.

Rede Cultura de Televisão, 1º de dezembro, às 23h15.

FICHA TÉCNICA

Concepção e entrevistas: Roseli Tardelli
Direção: Alcione Alves
Edição:Alcione Alves e Pedro Duarte.
Apoio: Senac e Sesc São Paulo; Angloamerican e Rede Cultura de Televisão.

Fonte: Agência de Notícias da Aids

60% dos jovens soropositivos dos EUA ignoram ter HIV Resposta

Sessenta por cento dos jovens americanos soropositivos com idades entre 13 e 24 anos não sabem que estão infectados com o HIV, vírus causador da Aids, informaram autoridades sanitárias americanas em um relatório publicado esta terça-feira. As informações são do portal de notícias Terra e da agência de notícias AFP.

Estes jovens americanos representam 26% das novas infecções a cada ano no país e 7% do 1,1 milhão de americanos que vivem com HIV, destacou o estudo do organismo federal Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC). Os homossexuais, os bissexuais e os negros foram os mais afetados pelo HIV, acrescentou o estudo, feito com base em números de 2010.

Os jovens negros representam 57% das infecções, enquanto entre os hispânicos e os brancos, a taxa chegou a 20% em cada grupo. Quase 75% das 12.200 novas infecções anuais de HIV entre pessoas de 13 a 24 anos se devem a relações homossexuais.

Estes jovens têm um risco significativamente maior de infecção do que os heterossexuais de ambos os sexos, frequentemente devido a relações sexuais sem proteção com múltiplos parceiros e ao uso de drogas injetáveis, destacou o informe do CDC.

Os cientistas também examinaram o comportamento de jovens em 12 estados e nove centros urbanos importantes e constataram que os homossexuais se infectam muito mais com o HIV do que os heterossexuais. “Este elevado número e jovens infectados com o HIV a cada ano é uma tragédia que poderia ser evitada”, disse o doutor Thomas Frieden, diretor dos CDC. “Todos os jovens podem proteger sua saúde, evitar contrair o vírus e transmiti-lo, e fazer o exame”, insistiu.

Estudos anteriores demonstraram que a pobreza, a falta de acesso a cuidados de saúde e a discriminação aumentam significativamente o risco de infecção. A pesquisa americana, publicada em 9 de novembro pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), mostra que 20% dos jovens que nascem com HIV nos Estados Unidos desconhecem o fato quando têm sua primeira relação sexual. O estudo, divulgado na revista Clinical Infectious Diseases, também revelou que a maioria das pessoas que sabem estar infectadas com o HIV não contam ao parceiro. Além disso, a grande maioria dos jovens soropositivos admite ter tido relações sexuais sem preservativos.

Fonte: Terra

São Paulo: Campanha realizará 150 mil exames gratuitos de HIV,sífilis e hepatites B e C Resposta

Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde aponta que a taxa de incidência de novos casos do vírus HIV no Estado de São Paulo caiu 35,7% na última década. Os números apontam para o controle de novas infecções, mas a aids ainda mata diariamente oito pessoas, em média, no território paulista.

Para incentivar o diagnóstico precoce e controlar novos casos, a Secretaria de Saúde promoverá no dia 1º de dezembro – Dia Mundial de Combate à Aids – a campanha “Fique Sabendo”.

Durante todo o dia, serão realizados 150 mil exames gratuitos para detecção do vírus HIV, além de sífilis e hepatites B e C. Deste total, 30 mil serão testes rápidos anti-HIV. Ao todo, 526 municípios do Estado aderiram à campanha, num total de mais de 2 mil unidades de saúde.

O teste rápido do HIV demora cerca de 40 minutos e a eficácia é a mesma do teste tradicional. Para conhecer as unidades participantes, entre em contato com o Disque DST/Aids (0800-16-25-50), ou acesse o site: www.crt.saude.sp.gov.br.

Acre: governo inicia mobilização para criação do Comitê Estadual de Enfrentamento à Homofobia Resposta

A criação dos Comitês Estaduais de Enfrentamento a Homofobia foi anunciado em Brasília durante evento em comemoração ao Dia Mundial do Orgulho LGBT. (Foto: Assessoria Sejudh)

Com a missão de monitorar e acompanhar os registros de denúncias de violências contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em todo estado, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), iniciou hoje, ações para a criação do Comitê Estadual de Enfrentamento à Homofobia.

A ideia é realizar parcerias para a criação do comitê com a participação do governo do estado, conselhos regionais de psicologia, comissões de direitos humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Ministério Público Estadual (MPE), Poder Judiciário, Defensorias Públicas, comissões de direitos humanos das Assembleias Legislativas e os movimentos sociais.

A criação dos Comitês Estaduais de Enfrentamento à Homofobia foi anunciado em Brasília durante evento em comemoração ao Dia Mundial do Orgulho LGBT. A nova política será uma prática nacional, com apoio do governo federal. O Acre será o primeiro Estado do país a implantar o comitê.

“Queremos formular, por meio dos comitês, políticas públicas que garantam igualdade de direitos a todos, heterossexuais e o público LGBT”, pontuou o consultor da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Leo Mendes.

Confira a agenda de atividades para a articulação e criação do Comitê Estadual de Enfrentamento à Homofobia:

29/11/2012

09h – Reunião no Ministério Público.

14h30 – Reunião com os conselhos de Psicologia e Serviço Social e o Comitê Estadual de Direitos Humanos.

30/11/2012

8h30 – Reunião com as universidades e a Secretaria de Estado de Educação.

14h30 – Audiência Pública na sede da OAB.

Fonte: Agência Notícias do Acre

Ato contra homofobia em São Paulo homenageia Lucas Fortuna Resposta

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Na semana passada, o militante LGBT Lucas Fortuna foi morto a pancadas em Pernambuco, (o blog noticiou, lembram?); desde 2002, ele usava saias pois dizia que “vestir saia é uma ação transgressora do próprio gênero”, já que se convencionou que a vestimenta só deve ser usada por mulheres.

“Estamos mais uma vez nas ruas para pedir a criminalização da homofobia. Semana passada, o militante LGBT Lucas Fortuna foi morto a pancadas em Pernambuco. Nós sabemos que ele não é o único. Em São Paulo, já tivemos casos aqui na Paulista e na periferia. Não queremos mais mortes no Brasil. É necessário criminalizar a homofobia já, que se aprove o PLC 122.”

A cada momento que o farol da avenida Paulista em frente ao MASP fechava, cerca de 150 homens e mulheres vestindo saias iam a frente dos carros carregando cartazes, faixas e um megafone para denunciar a violência cometida contra os LGBTs no Brasil e pressionar pela aprovação do PLC 122, projeto de lei que propõe a criminalizaçãoda homofobia no país. O ato ocorrido no sábado (24) foi motivado pela morte do jornalista e militante Lucas Fortuna, assassinadoa no dia 17 de novembro, em Pernambuco, pelo fato de ser homossexual. 

“Conheci o Lucas em 2006, em Recife, no primeiro encontro da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos) que fui, começamos a beber e conversar, e ele sempre tinha um bom humor fantástico, sabendo da importância da seriedade política e do bom humor, e eu tive uma empatia com ele muito grande. Inclusive quando ficamos sabendo da morte dele, as pessoas da minha geração da Enecos começaram a trazer fotos da época dele na Executiva, da questão do movimento pró-saia, que foi ele quem colocou, e víamos as fotos e relembramos dele e das situações que vivemos juntos. Acho que para toda uma geração que militou com ele foi uma perda muito grande”, relata a militante, jornalista e amiga Luka Franca.

O movimento pró-saia começou em 2004 na Executiva por conta de Lucas. Durante o Congresso Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Cobrecos), uma saia amarela chamou atenção pelo fato de um homem usá-la. Lucas, na época estudante de jornalismo e que usava saias desde 2002, pois dizia que “vestir saia é uma ação transgressora do próprio gênero”, já que convencionou-se que a vestimenta só deve ser usada por mulheres.

Ele viu no Congresso uma oportunidade para, além de afirmar sua sexualidade, pautar o debate de gênero no movimento estudantil. No entanto, Lucas foi alvo de preconceito por algumas pessoas presentes. Após as manifestações homofóbicas, mais de 100 homens presentes no encontro, em solidariedade ao colega e vendo a importância de se pautar o debate, começaram a ir para as plenárias de saia.

Foi para homenagear Lucas que todos no ato estavam usando saia. E numa tarde quente como a daquele sábado, os homens de saia faziam inveja a quem estava de calça e tinha de suportar o calor. “Eu nunca tinha usado saia antes, e acho que o preconceito de homens em usá-las devia ser quebrado. É muito confortável e refrescante, como se eu estivesse andando só de cueca”, diz Marcos Berto, militante LGBT presente no ato.

 PLC 122 

 A morte de Lucas está longe de ser um caso isolado. O Brasil é o país que registra o maior número de agressões a homossexuais, movidas a puro preconceito, em todo mundo: somente este ano, 301 LGBTs já foram assassinados.

Para o militante LGBT Luiz Arruda, a violência ocorre “porque o Brasil é um país extremamemte machista. Uma pesquisa recente mostrou que a homofobia está mais ligada à transgressão de gênero do que propriamente à homossexualidade. Se a pessoa é homossexual, mas não tem trejeitos de homossexuais nem se assume publicamente, ele sobrevive. Agora, se ele assume ou é mais afeminado, ele é vítima de violência. É preciso lembrar que além dessa violência que culmina em morte, todos os dias muitos LGBTs sofrem xingamentos, espancamentos, constrangimentos, e eles não tem nenhuma arma legal para evitar isso”.

O Projeto de Lei Complementar (PLC) 122/06 é o instrumento legal que a comunidade LGBT espera para diminuir as agressões e o preconceito. O projeto tem como função criminalizar atos de discriminação motivados pela orientação sexual de quem está sendo discriminado.

Se aprovado, o projeto alterará a Lei de Racismo, que atualmente pune a discriminação por cor de pele, etnia, origem nacional ou religião, adicionando a questão de gênero à lista. No entanto, o projeto está parado no Senado Federal, sem persperctiva de quando será votado. A senadora Marta Suplicy (PT), antiga relatora do projeto, assumiu o cargo de Ministra da Cultura, e até agora não se decidiu novo relator para dar continuidade ao processo.

Luiz Arruda acredita que a aprovação do PLC 122 é estratégica e importante, mas o aparato legal é só o primeiro passo. “O avanço vai ser grande mesmo quando a educação nesse país for implementada realmente. A homofobia somente vai acabar com conscientização e educação da sociedade de que a orientação sexual de uma pessoa não é motivo para discriminá-la”.

 Lucas Fortuna, presente!

A forma com que Lucas sempre lidou com o preconceito e a discriminação ao seu redor foi por meio da luta política. Por isso sempre se engajou no movimento estudantil, sendo dirigente da Enecos, na política institucional, militando no PSOL e depois PT, e na causa LGBT.

“O Lucas não estava numa linha de combate do tipo ‘se o meu estiver resolvido, o dos outros não interessa’. Acho que para todo mundo a morte dele é uma coisa que foi tão brutal, pois nunca esperamos que um crime de homofobia aconteça com alguém próximo a nós. A luta do Lucas foi contra a homofobia, foi por causa da homofobia que ele morreu, e nós como amigos e como militantes temos a tarefa de transformar nosso luto em luta. Mesmo que a vontade seja de chorar, precisamos transformar isso em algo efetivo”, finaliza Luka.

Reportagem: José Coutinho Júnior, do Correio do Brasil

Bancada evangélica volta a debater projeto de lei que aprova a “cura” dos gays 1

Protesto de militantes LGBTs contra projeto de lei que visa autorizar a “cura” gay.

Em audiência tumultuada na Comissão de Seguridade Social e Família, nesta terça-feira (27), com participantes quase expulsos diversas vezes, debatedores ligados a igrejas evangélicas e a movimentos de defesa dos direitos dos LGBTs discordaram, em praticamente tudo, sobre a oferta de tratamento para a homossexualidade, proibida pelo Conselho Federal de Psicologia desde 1991. O Projeto de Decreto Legislativo 234/11, do deputado João Campos (PSDB-GO), tema do debate, pretende revogar essa proibição.

Assim como os demais defensores do projeto, João Campos argumentou que a resolução extrapola a competência do conselho e fere a autonomia de psicólogos e pacientes.

Ainda segundo Campos, a medida contraria princípios como o da razoabilidade e do livre arbítrio do ser humano de procurar o profissional que quiser. “Não podemos permitir que essa norma que fere direitos fundamentais persista”, asseverou.

O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), homossexual assumido e veementemente contrário ao PDC, destacou que a Constituição confere poderes ao Congresso apenas para sustar atos do Executivo que extrapolem sua competência de legislar. “O conselho não integra o Executivo; então, a Câmara não tem competência para revogar [a resolução]”, afirmou.

Já o deputado Pastor Eurico (PSB-PE) disse haver “psicólogos reclamando da resolução, que os impede de fazer seu trabalho”. Esse também foi um argumento utilizado pelo pastor Silas Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo. “Todo paciente adulto com saúde mental tem direito de decidir sobre seu próprio corpo”, asseverou. De acordo com Malafaia, a resolução do conselho deve ser “jogada no lixo”.

Tendência internacional

O presidente do Conselho Federal de Psicologia, Humberto Cota Verona, ressaltou que a Resolução 1/99, alvo do projeto de João Campos, “está afinada à posição internacional de não reconhecer a homossexualidade como doença, mas como uma das possibilidades de expressão da sexualidade humana”. Desde 1991, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade do rol de doenças.

Verona lembrou que a Lei 5766/71 estabeleceu, ao criar o conselho, que ele “tem poder supremo único” para definir o limite de competência do exercício profissional. “Para que servem então os conselhos e o que fazer das leis que os criaram e definiram suas funções?” questionou.

Porém, a psicóloga Marisa Lobo Alves defendeu mudanças na resolução para que as pessoas possam “receber ajuda quando a procurarem”. Segundo ela, existem, sim, ex-homossexuais. Dentre as causas que levam alguém a pensar que é homossexual sem ser, a profissional afirma estar o abuso na infância. “Ele pode ter comportamento semelhante ao de travesti como forma de defesa ou de compensar marcas decorrentes”, afirmou.

Honestidade

Já as deputadas Erika Kokay (PT-DF) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ) pediram “honestidade no debate”. Feghali ressaltou que a resolução apenas proíbe o tratamento como patologia de comportamentos ou de práticas homoeróticas, assim como terapias não solicitadas.

Ela avaliou que, no debate, todos concordaram que qualquer pessoa com dificuldades pode procurar um psicólogo. “Ou todos concordam que há convergência de opinião ou explicitem o conteúdo homofóbico das suas posições”, sustentou.

Kokay ressaltou que a resolução 1/99 somente reafirma princípios adotados pela OMS, segundo a qual homossexualidade não é doença e, portanto, não pode ser tratada. “Alguns querem esconder seus argumentos homofóbicos em outros argumentos que não se sustentam; nós precisamos ter honestidade”, afirmou.

Para o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Toni Reis (ABLGBT), o PDC tem de ser “imediatamente” arquivado. “Se [homoafetividade] for doença, todos têm de ter aposentadoria compulsória”, argumentou.

Avançar é preciso

O Brasil tem avançado no que tange aos direitos dos LGBTs, aprovar o Projeto de Decreto Legislativo 234/11 seria uma aberração, um retrocesso. Leia mais, clicando aqui.

Entre em contato com os deputados do seu estado, que fazem parte desta Comissão, que discute o caso. Acesse: http://bit.ly/TsgzTcs

*Com informações do Câmara Notícias

Mateus Solano viverá vilão gay na próxima novela das 9 7

Mateus Solano deve interpretar um vilão homossexual na próxima novela das nove.

Depois de interpretar um gay no filme Novela das Oito (clique aqui e confira), o ator Mateus Solano viverá outro homossexual, agora na próxima novela das nove, Em Nome do Pai, programada para estrear no primeiro semestre de 2013, na Globo, que está sendo escrita por Walcyr Carrasco, com direção de núcleo de Wolf Maya. Na trama, o vilão esconderá a sua homossexualidade por trás de um casamento de fachada, com uma mulher bonita e desejável. As duas últimas novelas feitas por Mateus também foram escritas por Walcyr Carrasco. Vai ter muita gente se apaixonando pelo vilão…

Laerte: “Fiz campanha eleitoral homofóbica” 1

Laerte é cartunista. Publica tiras no jornal Folha de S.Paulo. (Foto: Fábio Guinalz/Fotoarena/Folhapress)

Laerte, uma das personalidades mais engajadas e queridas do meio LGBT, travesti e bissexual, deu um depoimento corajoso à jornalista Thais Lazzeri, da revista Época. A cartunista se arrepende de ter feito material de campanha política ridicularizando os gays.

“Não tomo boas decisões. As coisas que deram certo foram fruto do acaso ou de eventos aleatórios. Eu me arrependo amargamente de algumas escolhas. Uma delas foi ter usado da homofobia numa campanha eleitoral.

“No começo dos anos 1980, eu e alguns amigos fundamos uma empresa para prestar serviços de assessoria de comunicação para campanha política. O movimento sindical estava fervendo. Fomos contratados pelos metalúrgicos da região do Grande ABC paulista e de São Paulo. Fazíamos jornais, folhetos de campanha salarial, prestávamos assessoria em diversos níveis, inclusive na época de eleições para a diretoria.

“A coordenação de São Paulo, que nos contratou, era feita pelo sindicalista Joaquim dos Santos Andrade, o Joaquinzão. Ela era muito hostilizada pela esquerda. Nas eleições do sindicato, a oposição organizou uma chapa para concorrer. O lema deles era ‘O gigante vai despertar’, querendo dizer que o sindicato precisava acordar, e eles fariam as mudanças necessárias.

“O gesto que lamento muito foi feito durante a apuração dos votos dessa eleição, quando a contagem mostrou que a diretoria para a qual trabalhávamos estava na frente. Abrimos um banner enorme que eu criei. Tive a ideia e o desenhei. Mostrava a figura de um gigante desmunhecando – em alusão ao personagem de nossos adversários. Era um gigante gay.

“Na hora, as pessoas envolvidas com nossa chapa acharam engraçado, ficaram debochando. A oposição, que já tinha feito muitas provocações e barbaridades, ficou enfurecida. No calor dos acontecimentos, meu sentido crítico baixou a quase zero. Não achei um problema. Passada a confusão, quem trabalhava comigo disse que aquela atitude foi ridícula.

“A consciência sobre aquele conteúdo só me veio anos depois. A responsabilidade foi inteiramente minha. Fui eu que pensei, bolei, propus e executei a campanha. E me arrependo de todas as formas. Foi ridículo, provocativo, despolitizado e homofóbico. Um exemplo de como transformar enfrentamento político em imaturidade.

“A questão da homofobia, na época tabu, hoje me toca. No correr dos anos, vim a me perceber e assumir como bissexual. Tenho a vivência da transgeneridade (inadequação do gênero ao comportamento social da pessoa), que me levou a uma expressão travesti. Ter feito aquele banner ganha ainda mais em amargura e arrependimento. Fui um idiota.

“Aprendi que esse tipo de golpe baixo não atrai simpatias nem acrescenta nada de positivo numa luta política. Em situações como essa, é preciso manter os termos do debate dentro do campo da argumentação e afastar as imbecilidades. Hoje, diante de um candidato que apele para a baixaria, procuraria denunciar e me afastar. Se ele tem valores que vão contra o que acredito, não merece meu voto.”

Travestis e transexuais já podem usar nome social no SUS em Curitiba 2

As pessoas que desejarem já podem ser chamadas pelo nome social no processo de atendimento nas unidades de saúde da prefeitura de Curitiba (PR). É a determinação da portaria assinada na semana passada, pela secretária municipal da Saúde, Eliane Chomatas, durante solenidade que reuniu representantes dos segmentos LGBT, além das secretarias municiais de Recursos Humanos, Educação e Defesa Social.

A norma será publicada em Diário Oficial, mas já começa a ser observada nas unidades de saúde. “Estamos orientando nossas equipes a fazerem o cadastro dos nomes sociais dos pacientes que nos procurarem para, a partir disso, a chamá-los por essa denominação”, explica a Secretária.

Eliane disse também que a portaria é mais um esforço da administração municipal para, partindo do exemplo, combater o preconceito e a violência que ele gera. “Nosso desejo é que essa disposição se espraie por todos os serviços públicos e segmentos do município”, declarou. Para o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, “é um passo firme rumo ao fim da homofobia, que será perdida pelos homofóbicos”, completou. “Isso é uma prova de respeito e cidadania”, resumiu a representante dos transsexuais e travestis, Carla Amaral, que já conseguiu tornar nome civil o nome social escolhido.

Preparação

A Secretaria Municipal da Saúde adaptou o formulário de cadastro ao prontuário eletrônico que atenderá tanto os travestis e os transsexuais quanto os heterossexuais. Abaixo do espaço reservado ao nome civil, foi aberto um campo para registro do nome social – pelo qual o usuário deverá ser chamado para consultas, coleta de exames e aplicação de vacinas, entre outros procedimentos.

No painel eletrônico dos centros de urgências médicas, por exemplo, é o nome social que deverá constar. A nova portaria amplia o entendimento da prefeitura sobre a questão do uso do nome social. No começo de novembro, o direito foi estendido aos servidores municipais. Desde então eles podem usá-los em todos os cadastrados de dados e informações funcionais – como registro de freqüência, formulários e correspondências internas, além do crachá.

Assim como no caso do servidor, que continuará usando o nome civil na assinatura de documentos na condição de representante do poder público, os pacientes do SUS em Curitiba também continuarão a usá-lo em situações que exijam o nome civil – como internações e cirurgias.

*Informações: Agência de Notícias da Aids

China proíbe hospitais de rejeitarem pacientes com aids Resposta

Chinês lê panfleto com informações sobre a Aids: o comunicado do governo também requer que as autoridades garantam medidas de proteção para profissionais da saúde.

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Pequim – O Ministério da Saúde da China proibiu os hospitais do país de rejeitarem pacientes infectados com o vírus HIV, causador da aids.

Uma circular emitida pelo ministério ordenou que as autoridades de saúde em todos os níveis governamentais garantam tratamento para quem sofre de aids. A ordem cobre tanto os que já sabem que foram infectados quanto os que têm a infecção descoberta durante um tratamento.

O comunicado também requer que as autoridades garantam medidas de proteção para profissionais da saúde.

Dois dias antes, o vice-primeiro-ministro chinês Li Keqiang interveio para exigir que um hospital na cidade de Tianjin oferecesse tratamento para um paciente de 25 anos com câncer de pulmão, após o homem ser recusado no hospital por ser soropositivo.

* Informações são da Associated Press.

Pré-escola na Suécia estimula igualdade de gênero Resposta

Nicolaigarden é uma escola que adota política de gênero na Suécia

Numa pré-escola de Estocolmo, os professores evitam usar os pronomes “ele” e “ela”. Em vez disso, chamam seus 115 aluninhos de “amigos”. O uso dos pronomes masculinos ou femininos é tabu. Eles são substituídos pelo pronome “hen”, palavra sem gênero que a maioria dos suecos evita, mas que é usada em alguns círculos gays e feministas.

A biblioteca da escola tem poucos contos de fada clássicos, como “Cinderela” ou “Branca de Neve”, com seus estereótipos masculinos e femininos. Mas há muitas histórias sobre pais solteiros, crianças adotadas ou casais do mesmo sexo.

As meninas não são incentivadas a brincar com cozinhas de brinquedo, e os blocos de montar não são vistos como brinquedos para meninos. Os professores são orientados a tratar os meninos, quando eles se machucam, com o mesmo carinho que dariam às meninas. Lá, todo mundo pode brincar com bonecas.

A Suécia é famosa por sua mentalidade igualitária. Mas essa pré-escola financiada pelos contribuintes, conhecida como a Nicolaigarden -o nome vem do santo cuja capela ficava no prédio que hoje é da escola-, talvez seja um dos exemplos mais contundentes dos esforços do país para apagar as divisões entre os gêneros.

Malin Engleson, funcionária de uma galeria de arte, estava buscando sua filha na escola e comentou que as crianças são ensinadas ali “que meninas podem chorar, mas meninos também podem”. “Foi por isso que escolhemos essa escola”, prosseguiu. O modelo vem sendo tão bem sucedido que, dois anos atrás, três professores da Nicolaigarden abriram uma escola distinta nos mesmos moldes, que agora tem quase 40 alunos. Chamada Egalia, para sugerir igualdade, a nova escola fica no bairro de Sodermalm.

O que hoje desperta o entusiasmo dos professores começou com um empurrãozinho dos legisladores suecos, que em 1998 aprovaram uma lei exigindo que as escolas garantissem oportunidades iguais para meninos e meninas.

Uma crítica persistente do modelo vem sendo a matemática Tanja Bergkvist, da Universidade Uppsala, cujo blog lança ataques frequentes à “insensatez de gênero” na Suécia. Num artigo escrito para o jornal “Svenska Dagbladet”, ela questionou se as crianças não estariam “recebendo uma lavagem cerebral já aos três meses de idade”. Em passeios da escola, indagou ironicamente, “o que os professores fazem quando uma menina vai colher flores enquanto um garoto coleciona pedras?”.

Para Carl-Johan Norrman, 36, que trabalha na Nicolaigarden há 18 meses, essas críticas “partem da ideia equivocada de que queremos converter menininhos em menininhas”.

O governo de Estocolmo é a favor da política de gênero. “O importante é que as crianças tenham as mesmas oportunidades, independentemente de seu sexo”, explicou Lotta Edholm, vice-prefeita responsável pelas escolas. “É uma questão de liberdade.”

Para ela, os pais sempre terão um papel maior do que a escola ou a creche no desenvolvimento de seus filhos. “A pré-escola ocupa as crianças algumas horas por dia”, disse ela. “As crianças tendem a adotar os valores dos pais.”

*Reportagem de John Tagliabue, do New York Times

Exército turco inclui homossexualidade como delito para expulsão Resposta

Exército Turco: homossexualidade pode gerar expulsão.

O Exército da Turquia fez uma reforma em suas normas disciplinares e incluiu a homossexualidade como um delito passível de expulsão do corpo, segundo informou a imprensa local nesta segunda-feira (26).

As novas regras foram apresentadas hoje pelo ministro da Defesa, Ismet Yilmaz, e geraram críticas de ONGs turcas e da Corte Europeia de Direitos Humanos.

Segundo essas normas, serão dados pontos de infração aos militares, e aqueles que atingirem um determinado número serão penalizados com advertências, corte de salário, exclusão de ascensões na carreira ou até expulsão.

Nesse contexto, a homossexualidade é definida como “contato anormal” e está na lista dos piores descumprimentos, na mesma categoria de faltas como assassinato, recebimento de subornos, divulgação de segredos de Estado ou condenação a longa pena de prisão.

Esta é a primeira vez que o exército turco inclui a homossexualidade em seu código de conduta. Até então, os gays eram excluídos após testes que mostravam sua orientação sexual.

As provas feitas para provar o comportamento foram qualificadas por organizações de direitos humanos como “desumanas”.

Protesto para que gays e bissexuais possam doar sangue no Brasil Resposta

Protesto para que gays e bissexuais possam doar sangue no Brasil.

O Grupo Matizes realizou nesta segunda-feira (26) mais uma manifestação pela revogação da portaria do Ministério da Saúde, que proíbe gays e bissexuais doar sangue. A ação é realizada todos os anos em menção ao dia 25 de novembro, quando se comemora o Dia Nacional do Doador de Sangue. Além do protesto contra a portaria, o grupo chama atenção para a importância da doação de sangue.

A portaria de 2010 apresenta um ‘regulamento técnico de procedimentos hemoterápicos’ onde considera inapto por um período de 12 meses o candidato ‘homem que manteve relação sexual com outro homem e ou as parceiras sexuais destes’. Afirmando portanto que homens gays e bissexuais podem doar sangue, desde que tenham abstinência sexual pelo período de um ano.

Segundo o Grupo Matizes, essa é uma decisão discriminatória. “Do ponto de vista epidemiológico não há mais grupo de risco e sim práticas de risco, nós alegamos que um homem independente da orientação sexual pode estar ou realizando práticas de risco, esse é o 3° ato sobre essa questão da doação de sangue, nós estamos usando esse protesto também para chamar atenção para a solidariedade”.

O grupo afirma reconhecer a importância de um controle de qualidade criterioso do sangue coletado nos hemocentros, mas acredita que essa portaria, além de discriminatória, apresenta um caráter científico duvidoso, como comenta a representante do Grupo Piauiense de transexuais e travestis- GPTRANS, Laura dos Reis: “Uma pessoa não assumida, pode vir aqui e mentir, portanto essa portaria nos taxa de promíscuas, e nós fugimos disso, praticamos e incentivamos o sexo seguro com uso de preservativo sempre”, afirma. O ato faz parte da campanha “Nosso sangue pela igualdade”.