Jamaica é denunciada na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, por seguir criminalizando os gays Resposta

Portia Simpson Miller, primeira-ministra jamaicana

A Jamaica, considerado por muitos o país mais homofóbico nas Américas, foi denunciado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, por manter a criminalização das relações homossexuais masculinas e 10 meses após a eleição de Portia Simpson Miller como primeira-ministra nada parece ter mudado, apesar de sua promessa de realizar reformas neste sentido.

Gareth Henry: asilo político no Canadá, por perseguições por ser gay
O desafio legal a Jamaica foi levantado por Gareth Henry, um cidadão jamaicano que recebeu asilo político no Canadá, por causa da perseguição que sofreu em seu país,  devido à sua orientação sexual; Dane Lewis, diretor da J-FLAG (a única organização jamaicana a favor dos direitos LGBT, que mantém em segredo a identidade de seus membros) e Ian McKnight, CEO da Caribbean Vulnerable Communities ​​(entidade que agrupa vários grupos de HIV/aids no Caribe). A ação também tem o apoio da Human Dignity Trust, uma organização que luta pelos direitos civis LGBT com base no Reino Unido.
Apenas neste verão, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, condenou o assassinato de dois homens gays na Jamaica, exigindo que o governo investigue se foi um crime homofóbico e solicitando que evite abusos contra os LGBT. Foi a primeira vez que fizeram “eco” sobre uma assassinato de pessoa LGBT na ilha caribenha. Em dezembro de 2010, por exemplo, foi assassinado um ativista gay que, segundo informou a J-FLAG, havia sido previamente ameaçado.

A Jamaica é um dos países do mundo onde a homofobia social é mais forte. Sexo entre homens são punidos com penas de até 10 anos de prisão, e o abuso, assédio e até mesmo assassinato de gays estão na ordem do dia. De pouco parece ter servido, pelo menos até agora, a eleição em janeiro, como  primeira-ministra, Portia Simpson Miller, que ao contrário de seus antecessores havia se manifestado publicamente a favor dos direitos LGBT, uma posição reconhecida por sua bravura em uma sociedade como a Jamaica. Dez meses depois, nada parece ter mudado. “Só este ano, houve 10 assassinatos”, disse Dane Lewis.

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