Para psicólogos, transexualismo (como é chamado hoje) não é doença Resposta

Anna Veronica Mautner afirma ser “muito difícil” estabelecer limites entre as origens do distúrbio, hormonais, comportamentais ou de outra ordem. “Cada caso é um caso.”

A visão do transexualismo como doença é controversa. Uma ação mundial tenta retirá-lo dos manuais de doenças da OMS e da Associação Americana de Psiquiatria.

A campanha “Stop Trans Patologization” [“Parem de patologizar os trans”] tem o apoio, aqui, do Conselho Federal de Psicologia. Segundo a psicóloga Ana Ferri de Barros, que coordena a comissão de sexualidade e gênero do conselho paulista, o acesso à cirurgia de mudança de sexo pelo SUS não deveria depender do diagnóstico.

“Defendemos a despatologização das identidades ‘trans’ e também o acesso universal à saúde”, diz.

É também a posição da cientista social Berenice Bento, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. “Não há exame que ateste a transexualidade [termo usado por quem é contra a patologização].”

Para Bento, gênero é construção social e o diagnóstico do transtorno na infância, absurdo: “Quem precisa de tratamento são os pais”.

Já na visão do psicanalista Roberto Graña, o transtorno deve ser tratado como uma perturbação no desenvolvimento. Ele considera o transexualismo uma recusa em aceitar o real, o sexo biológico e, portanto, uma doença. Diz ainda que tratamentos hormonais são inúteis e perigosos na juventude.

A psicanalista e colunista do jornal Folha de São Paulo, Anna Veronica Mautner, afirma ser “muito difícil” estabelecer limites entre as origens do distúrbio, hormonais, comportamentais ou de outra ordem. “Cada caso é um caso.”

Transexualidade

O blog não considera a transexualidade doença e só está postando uma notícia.

Revisão metodológica indica prevalência de HIV no Brasil por volta de 0,4%, menor que os 0,6% previstos anteriormente Resposta

Até o ano passado estimada em 0,6%, a prevalência de pessoas vivendo com HIV e aids no Brasil está mais próxima dos 0,42%, informa o Ministério da Saúde. De acordo com as Nações Unidas, a média nacional deve ser ainda menor, por volta de 0,3%. No entanto, esse ajuste nos cálculos, observado em uma revisão metodológica, não deve ser encarado como “guerra vencida” contra a epidemia, alertaram autoridades sanitárias nesta terça-feira, 20 de novembro, em Brasília.

Segundo os dados apresentados pelo Secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, durante coletiva de imprensa, 530 mil pessoas vivem com HIV hoje no Brasil, o que dá uma média de 0,42% da população. Quando separado por gênero, a estimativa é de 0,52% de homens infectados e 0,31% de mulheres.

Os dados do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids), divulgados pelo coordenador Pedro Chequer, mostra uma taxa de 0,3%. “Isto representa que o Brasil tem hoje uma das menores prevalências de HIV da região do Mercosul, ficando atrás do Uruguai (0,6%) e Chile (0,5%)”, comentou.

Para casos de aids apenas, ou seja, pessoas que já apresentam sintomas da doença, a média nacional, segundo o Ministério da Saúde, é de 20 notificações para cada grupo de 100 mil habitantes.

De 2006 para 2011, o montante de soropositivos que começaram a fazer o tratamento antirretroviral precocemente (com mais de 500 cópias de células de defesa do organismo para cada mililitro cúbico de sangue) passou de 32% para 36,7%. Durante o mesmo período, a porcentagem de pacientes que ficou com a carga do vírus HIV indetectável após seis meses de tratamento subiu de 63,8% para 72,4%.

“Essas conquistas são boas para os pacientes infectados e para toda a sociedade”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Conforme explicou o chefe da Pasta, o tratamento precoce diminui os riscos de doenças oportunistas e mortes em decorrência da aids, assim como as chances de transmissão do vírus para outras pessoas, já que a quantidade de HIV no organismo diminui.

Padilha destacou que a expansão do tratamento precoce da aids no Brasil superou os Estados Unidos. “Mesmo assim, ainda precisamos e queremos mais”, afirmou.

No entanto, o ministro chama a atenção para os novos casos de HIV, em especial, entre os homens jovens que fazem sexo com homens, que segundo ele, representa e metade das novas infecções no País. “Mais uma vez nossas campanhas na TV, no Rádio, na Internet e nos demais veículos de comunicação visam sensibilizar, sobretudo, esta geração que não presenciou o início da epidemia, quando várias pessoas perderam amigos, familiares e ídolos por conta da aids”, lembrou.

O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco, apresentou as campanhas focadas no 1° de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids. Neste ano, o lema será “Eu vivo com HIV e descobri a tempo de me cuidar”. Pessoas vivendo com o vírus protagonizam os vídeos, spots e cartazes que irão ser divulgados na mídia a partir de hoje.

Em paralelo à campanha midiática, Dirceu anunciou a realização da semana de mobilização para o aconselhamento e testagem voluntária para o HIV, sífilis e hepatites B e C em todo o País. “Nossa estimativa é que ainda existem 135 mil pessoas infectadas pelo HIV que não sabem”, lembrou Dirceu.

A partir de hoje, cerca de 2.200 municípios de todos os estados brasileiros começam a promover gratuitamente o teste rápido para a detecção dessas doenças. A campanha vai até o dia 1° de dezembro.

*Reportagem: Lucas Bonanno, da Agência de Notícias da Aids

ONU: aids pode estar próxima do fim Resposta

As mortes pela Aids caíram em 2011, ficando em 1,7 milhão, abaixo do pico de 2,3 milhões em 2005 e do 1,8 milhão em 2010 (AFP)

Relatório das Nações Unidas divulgado nesta terça-feira (20/11) afirma que a erradicação da aids está próxima, graças ao melhor acesso a drogas que podem tratar e prevenir o vírus humano da imunodeficiência humana (HIV), causador da doença. A meta de pôr fim à epidemia mundial de aids não é “meramente visionária”, mas “totalmente viável”, diz o relatório da agência das Nações Unidas para a Aids (Unaids).

O sucesso no combate à doença na última década permitiu que se fincassem as “fundações para o eventual fim da aids”, ao reduzir a cifra de mortos e ajudar a estabilizar o número de pessoas infectadas na pandemia, assinalou o relatório anual.

No final de 2011, cerca de 34 milhões de pessoas tinham o vírus HIV no mundo.

O número de novos infectados com a doença, transmitida por sangue ou pelo sêmen durante a relação sexual, está caindo em todo o mundo. O número de novas infecções em 2011, de pelo menos 2,5 milhões de pessoas, é 20% inferior ao de 2001.

Uma redução de mais de 50% na taxa de novas infecções por HIV foi alcançada em 25 países de baixa e média renda. Mais da metade na África, a região mais afetada pelo vírus.

Em alguns dos países com maior prevalência de HIV no mundo, as taxas de novas infecções foram reduzidas desde 2001. O país que mais apresentou queda foi o Malaui, com 73%. Outros que podem comemorar são Botsuana (71%), Namíbia (68%), Zâmbia (58%), Zimbábue (50%) e África do Sul e Suazilândia (ambos com 41%).

A África Subsaariana, por sua vez, também reduziu as mortes relacionadas à Aids em um terço nos últimos seis anos e aumentou o número de pessoas em tratamento antirretroviral em 59% desde 2010. É, hoje, a região mais afetada, com quase 1 em cada 20 adultos infectados, aproximadamente 25 vezes a taxa na Ásia -há quase 5 milhões de pessoas com o HIV no Sul, Leste e Sudeste da Ásia.

— O ritmo do progresso é acelerado. O que costumava levar uma década agora está sendo alcançado em 24 meses — declarou o diretor executivo da Unaids, Michel Sidibé. — Esta é a prova de que com vontade política podemos alcançar nossos objetivos compartilhados em 2015.

As mortes pela aids caíram em 2011, ficando em 1,7 milhão, abaixo do pico de 2,3 milhões em 2005 e do 1,8 milhão em 2010. “Embora a aids continue a ser um dos mais sérios desafios à saúde, a solidariedade mundial na resposta à Aids na última década continua a gerar ganhos extraordinários na saúde”, diz o relatório.

Segundo o documento, isso ocorreu graças ao “sucesso histórico” na promoção de programas em escala junto com a emergência de novas combinações de remédios para evitar que pessoas sejam infectadas e que morram da doença.

Cerca de 8 milhões de pessoas estavam sendo tratadas com drogas para a aids no fim de 2011, um aumento de 20 vezes desde 2003. A meta da ONU é elevar esse número para 15 milhões até 2015.

*Com informações de O GloboReuters AFP