Revisão metodológica indica prevalência de HIV no Brasil por volta de 0,4%, menor que os 0,6% previstos anteriormente Resposta

Até o ano passado estimada em 0,6%, a prevalência de pessoas vivendo com HIV e aids no Brasil está mais próxima dos 0,42%, informa o Ministério da Saúde. De acordo com as Nações Unidas, a média nacional deve ser ainda menor, por volta de 0,3%. No entanto, esse ajuste nos cálculos, observado em uma revisão metodológica, não deve ser encarado como “guerra vencida” contra a epidemia, alertaram autoridades sanitárias nesta terça-feira, 20 de novembro, em Brasília.

Segundo os dados apresentados pelo Secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, durante coletiva de imprensa, 530 mil pessoas vivem com HIV hoje no Brasil, o que dá uma média de 0,42% da população. Quando separado por gênero, a estimativa é de 0,52% de homens infectados e 0,31% de mulheres.

Os dados do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids), divulgados pelo coordenador Pedro Chequer, mostra uma taxa de 0,3%. “Isto representa que o Brasil tem hoje uma das menores prevalências de HIV da região do Mercosul, ficando atrás do Uruguai (0,6%) e Chile (0,5%)”, comentou.

Para casos de aids apenas, ou seja, pessoas que já apresentam sintomas da doença, a média nacional, segundo o Ministério da Saúde, é de 20 notificações para cada grupo de 100 mil habitantes.

De 2006 para 2011, o montante de soropositivos que começaram a fazer o tratamento antirretroviral precocemente (com mais de 500 cópias de células de defesa do organismo para cada mililitro cúbico de sangue) passou de 32% para 36,7%. Durante o mesmo período, a porcentagem de pacientes que ficou com a carga do vírus HIV indetectável após seis meses de tratamento subiu de 63,8% para 72,4%.

“Essas conquistas são boas para os pacientes infectados e para toda a sociedade”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Conforme explicou o chefe da Pasta, o tratamento precoce diminui os riscos de doenças oportunistas e mortes em decorrência da aids, assim como as chances de transmissão do vírus para outras pessoas, já que a quantidade de HIV no organismo diminui.

Padilha destacou que a expansão do tratamento precoce da aids no Brasil superou os Estados Unidos. “Mesmo assim, ainda precisamos e queremos mais”, afirmou.

No entanto, o ministro chama a atenção para os novos casos de HIV, em especial, entre os homens jovens que fazem sexo com homens, que segundo ele, representa e metade das novas infecções no País. “Mais uma vez nossas campanhas na TV, no Rádio, na Internet e nos demais veículos de comunicação visam sensibilizar, sobretudo, esta geração que não presenciou o início da epidemia, quando várias pessoas perderam amigos, familiares e ídolos por conta da aids”, lembrou.

O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco, apresentou as campanhas focadas no 1° de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids. Neste ano, o lema será “Eu vivo com HIV e descobri a tempo de me cuidar”. Pessoas vivendo com o vírus protagonizam os vídeos, spots e cartazes que irão ser divulgados na mídia a partir de hoje.

Em paralelo à campanha midiática, Dirceu anunciou a realização da semana de mobilização para o aconselhamento e testagem voluntária para o HIV, sífilis e hepatites B e C em todo o País. “Nossa estimativa é que ainda existem 135 mil pessoas infectadas pelo HIV que não sabem”, lembrou Dirceu.

A partir de hoje, cerca de 2.200 municípios de todos os estados brasileiros começam a promover gratuitamente o teste rápido para a detecção dessas doenças. A campanha vai até o dia 1° de dezembro.

*Reportagem: Lucas Bonanno, da Agência de Notícias da Aids

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