Cantor Frank Ocean conta como viveu a experiência de sair do armário Resposta

Cantor é eleito a personalidade mais inspiradora de 2012

Numa rara entrevista, Frank Ocean reconheceu que a noite em que assumiu que era gay foi uma das mais difíceis da sua vida.

O cantor revelou ter se sentido motivado a fazer o anúncio ao mundo, através do Tumblr, depois que um jornalista ouviu o álbum  Channel Orange, e começou a escrever de forma “muito inofensiva” um texto sobre o número de vezes que nomes masculinos apareciam nas letras dele. À GQ, Ocean abriu a alma sobre o que sentiu no momento:

“Foda-se. Falem sobre isso, não falem sobre isso. Acabou-se o mistério. Vai em frente”, recordou.

Na mesma noite, Ocean confessa ter chorado “como um bebê”. “Foi como se todas as frequências se tivessem alterado para mudar a minha cabeça”, acrescentou.

“Todos os receptores passaram a receber um sinal diferente e estava feliz. Não sentia tanta felicidade há muito tempo”, reconheceu Frank Ocean para quem “há magia na verdade, honestidade e abertura”.

O álbum Channel Orange foi editado uma semana depois, com primeiros lugares nas tabelas americana e inglesa de vendas.

E como foi a sua experiência de sair do armário. Deixe um comentário sobre isso para nós.

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Coragem Oceânica*

A ascensão de Frank Ocean é um sinal de que os tempos, como Bob Dylan cantou, estão mudando. A passos curtos e por vezes reacionários, mas estão mudando sim. O cantor lançou o que muita gente vem considerando o disco do ano: não importa se Channel Orange é soul, R´n´B, ou hip-hop, o que importa é que, música atrás de música, o que se ouve é quase um tratado do bom gosto e da elegância sonora. Mas ele não está na lista pela música.

Poucos dias antes de seu aguardado cd de estreia, ele publicou uma mensagem na internet afirmando que era homossexual. Isso não deveria ser algo notável mas, pelo menos por enquanto, ainda é. Frank Ocean não é exatamente um rapper, mas flutua no meio – canta em duas músicas do disco que Jay-Z e Kanye West gravaram juntos – e integra o grupo de hip-hop Odd Future, conhecido por suas letras agressivas, um tipo de som que o Sex Pistols faria hoje, se eles fossem negros. As letras do cd de Frank tratam do amor entre homens com a mesma naturalidade que as bilhões de músicas românticas já escritas na História do pop. Assumir qualquer tipo de feminilidade nesse mundinho agressivo por natureza é colocar a carreira – e a vida, e o status – em risco. Uma coragem que muito rapper macho jamais teria.

*Por João Mello

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