Grécia: atores e produtores de peça que retrata Jesus como gay vão a júri por blasfêmia 3

Os atores e produtores de uma peça “Corpus Christi”, que representa Jesus Cristo e os apóstolos como homossexuais, serão julgados na Grécia por ‘blasfêmia’ e podem ser condenados a dois anos de prisão, informou neste sábado a imprensa grega.

A Justiça aceitou a denúncia de um bispo contra a peça ‘Corpus Christi’, do americano Terrence McNally, encenada em Atenas por uma companhia dirigida pelo diretor greco-albanês Laertis Vasiliu.

A peça foi recentemente suspensa, por decisão do teatro no qual era apresentada, após três semanas de constantes pressões e agressões ao público por parte de fundamentalistas religiosos e membros do partido nazista Aurora Dourada.

Esta situação gerou um debate inclusive dentro da própria Igreja Ortodoxa já que vários bispos, ainda sentindo-se incomodados com a peça, denunciaram a aliança de alguns religiosos com a formação fascista, que conta com 18 cadeiras no Parlamento da Grécia.

Em declarações ao jornal ‘Kathimerini’, Vasiliu negou as acusações de ‘insulto à religião’ e ‘blasfêmia mal-intencionada’.

‘O que eu vejo é que aqui há gente que roubou e não estão na prisão enquanto a procuradoria se volta contra a arte’, lamentou.

Vários meios de comunicação gregos chamaram a atenção para o fato de que, ao mesmo tempo em que processou os atores e produtores de ‘Corpus Christi’, as autoridades não averiguaram as agressões sofridas pelos espectadores da peça.

A Grécia é, na prática, um Estado confessional no qual a Igreja Ortodoxa tem um papel preeminente segundo a Constituição e o Código Penal grego castiga com até dois anos de prisão ‘qualquer ofensa mal-intencionada a Deus’ e ‘qualquer ofensa à Igreja Ortodoxa de Cristo ou outra religião tolerada’ no país.

Depois de pedido do Papa, católicos franceses contra casamento gay agridem pessoas em manifestação Resposta

No sábado, também houve contra-manifestações; esta foi em Paris (THOMAS SAMSON/AFP)

Dois dias de manifestações a favor e contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo na França culminaram ontem de manhã com uma cena de pancadaria entre um grupo feminista e católicos integristas. Alguns jornalistas também foram espancados.

“Uma dezena de militantes da associação feminista Femen decidiram fazer um protesto pacífico e chegaram vestidas de freiras e com frases humoristicas. Quando se aproximaram dos manifestantes [católicos da Civitas] eles começaram a bater”, disse à AFP a jornalista e escritora Caroline Fourest.

“As mulheres levaram pancada no corpo todo” e também alguns jornalistas que filmavam os protestos. “Sim, os fotógrafos também foram espancados”, confirmou um fotógrafo da AFP.

A marcha anti-casamento gay foi organizado pela organização Civitas, ligada aos católicos integristas, um dia depois da grande manifestação que juntou 100 mil pessoas em Paris e noutras cidades francesas contra estas uniões.

Ontem, milhares de pessoas juntaram-se junto do Ministério da Família, começando depois uma marcha em direção à Assembleia Nacional (Parlamento). Na cabeça da manifestação um grande cartaz dizia “Uma mamãe e um papai para todas as crianças”. Os manifestantes — um grupo muito heterogéneo, com jovens, idosos e famílias — levavam bandeiras com cruzes cristãs e flores-de-lis.

“O nosso objetivo — disse a um pequeno grupo de jornalistas Alain Escada, da Civitas — é travar uma verdadeira batalha pela salvaguarda da família e das crianças”. “O casamento homossexual é a caixa de Pandora que vai permitir que outros reivindiquem o casamento poligamo”, disse Escada acrescentando que o objetivo da sua organização é “libertar a voz dos franceses”.

Para Alan Escada, a homossexualidade é “um mal que deve ser corrigido, devendo as pessoas que têm este pecado optar pela abstinência”.

A ministra dos Assuntos Sociais, Marisol Touraine, disse respeitar a “preocupação” dos manifestantes mas sublinhou que o Governo não abdicará da nova lei, que aguarda aprovação, legalizando o casamento civil igualitário — neste momento é apenas permitida uma união civil, que priva os cônjuges de muitos dos direitos de que os casais heterossexuais usufruem, por exemplo o direito sucessório e a adoção.

No sábado, o Papa Bento XVI incitara a igreja católica francesa a reagir, fazendo-se “ouvir sem parar e com determinação nos debates da sociedade”.

Uma sondagem publicada na imprensa francesa na quinta-feira da semana passada revela que 61% dos cidadãos é a favor do casamento gay, mas apenas 48% defende a adoção por parte de casais do mesmo sexo.

Milhares de pessoas participam de Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro Resposta

O sol forte voltou a aparecer neste domingo, e na orla de Copacabana cerca de 700 mil pessoas participou da 17ª Parada de Orgulho LGBT. Com o lema “Coração não tem preconceitos. Tem amor”, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais pediram respeito ao amor e à diversidade. Só no ano passado, 266 LGBTs foram assassinados no Brasil por conta de sua orientação sexual e identidade de gênero. E para ressaltar esta questão, antes da saída dos trios, discursaram o secretário do Meio Ambiente, Carlos Minc, a diretora do grupo Arco-Íris, Marcelle Esteves, o deputado Rodrigo Bethlem, entre outras autoridades. Para celebrar o início do desfile, a travesti Jane Di Castro cantou o Hino Nacional.

O presidente do Grupo Arco-Íris, Júlio Moreira, destacou que, apesar do aspecto festivo do evento, aquele era um ato político. “A maior parte do ano a população LGBT vive dentro do armário, escondida, alijada de muitos direitos. Precisamos discutir o tema dentro das escolas, no Congresso Nacional”, disse Julio que, antes da saída dos trios, pediu um beijo dos casais presentes na parada, simbolizando uma vaia à homofobia presente no Poder Legislativo.

Heterossexuais e grupos de combate à discriminação racial, por estado de saúde (como soropositivos, portadores de hepatites virais etc.), e de combate à intolerância religiosa também entram na luta contra a discriminação este ano.  O movimento “Mães da Igualdade”, composto por mães de LGBT, abriram a parada. Alguns dessas mães perderam seus filhos vitimados pela violência homofóbica e lutam para sensibilizar a sociedade para o respeito e a inclusão da comunidade LGBT.

O humorista Amim Khader, que também participou do evento, destacou que, depois de Roberta Close, as coisas mudaram. “Em 1980, um homem foi eleito a mulher mais bonita do Brasil. Depois disso, as forças se abriram e nós tivemos muitas vitórias. Há muito ainda a  mudar, porque gay é o seu primo, seu irmão, seu parente, mas viado é sempre o vizinho. Sou radicalmente contra a homofobia e contra a qualquer preconceito, seja com índio, por cor, raça ou o que for”, declarou o artista.

Para a voluntária do evento, Bianca Viana, a situação da comunidade LGBT melhorou muito, mas, falta engajamento de quem participa: “Antes, tínhamos vergonha de nos expor, hoje não. Muita coisa mudou, mas ainda temos muitos degraus para conquistar. Acho que falta um pouco mais de conscientização da comunidade LGBT, porque muitos vêm para a Parada Gay só para a bagunça”, critica.

A travesti Tábata Rios, que vinha à frente de um dos trios, com bela fantasia e maquiagem, foi otimista: “Participo todos os anos e posso dizer que para chegarmos a 100% faltam apenas dois pontos. Conquistamos muito já. Você tira pelo público com crianças, famílias, idosos, entre outros. É tão diversificado que não dá mais para classificar. É uma causa muito além dos gays hoje em dia”, diz Tábata.

Leonardo Camelo, de 25 anos, que participava da parada na orla, quer “apenas amar”. “Hoje nós temos alguma liberdade. Na verdade, quem ainda resiste a nos aceitar, não compreende, não entende a naturalidade de nossa vida. Nós somos gente, como todos os outros. E eu só quero poder amar e ter o amor das pessoas”, desabafa.

“A parada vai além da festa e da alegria. Ela traz a reflexão para a sociedade de que atrás do peito ou do silicone de cada ser humano bate um coração. Este simboliza a vida que pulsa dentro de nós e o amor que para a nossa espécie é um sentimento tão avassalador que rompe todas as barreiras, principalmente as dos preconceitos. Mães e pais expressam o amor incondicional pelos seus filhos, assim como a dor da perda daqueles vitimados pela homofobia. Famílias inteiras trazem os seus filhos para uma educação inclusiva e de respeito ao próximo, independentemente de sua sexualidade. O evento mostra que a população compreende que a homossexualidade não é uma perversão, crime ou doença, não é uma escolha ou opção, e a homofobia é uma realidade que atinge a todos, independentemente de sua sexualidade”, ressalta o presidente Julio Moreira.

Ações paralelas destacam engajamento em causas sociais

A novidade deste ano do evento ficou por conta da ampliação dos serviços de cidadania e saúde, que começaram às 9h, na concentração do evento. Atendimentos de odontologia foram oferecidos para o público, além de emissão de documento, inscrição em cursos da capacitação profissional e vaga de emprego, entre outros. Em duas tendas, mais uma vez, foi oferecida a vacinação gratuita contra hepatite B.

Informações em saúde também foram prestadas, com foco na qualidade de vida e o combate à dengue. Além disso, foram distribuídos cerca de 300 mil preservativos masculinos, além de sachês de gel e camisinha feminina para a população, pela organização e órgãos de governo. Um dos espaços com informações foi o da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Além disso, pela primeira vez na parada, a Secretaria Estadual do Ambiente esteve junto com o Inea realizando ações de educação ambiental e reciclagem, assim como os seus projetos Fábrica Verde e Eco Moda, recolhendo lixo eletrônico e customizando camisetas.

O Programa Estadual Rio Sem Homofobia, em parceria com o Laboratório Integrado em Diversidade Sexual, Políticas e Direitos da Uerj e com Arco-Íris, aplicaram uma pesquisa com os presentes, chamada “Mobilização, violência e políticas LGBT”. Além de traçar um perfil aprofundado dos frequentadores do evento, o exame pretende identificar o nível de conhecimento da população LGBT a respeito das políticas públicas para esse segmento, seus direitos e conquistas. O Rio Sem Homofobia também esteve presente com tendas, distribuindo material informativo sobre o programa e orientando os participantes sobre seus direitos.

Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) recolheram assinaturas para o Estatuto da Diversidade Sexual. Já a Defensoria Pública Geral do Estado do Rio de Janeiro (DPGERJ) se representou através do Núcleo de Defesa da Diversidade Sexual e Direitos Homoafetivos (NUDIVERSIS), com defensores e advogados que prestaram orientações jurídicas gratuitamente à população.

Estrutura e segurança

Foram 13 trios elétricos ocupando a orla de Copacabana, sob o comando do Grupo Arco-Íris e Instituto Arco-Íris, organizadores do evento, e com patrocínio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do Governo do Estado, através do Programa Rio Sem Homofobia; da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através da RioTur e da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual e da Petrobras; contando ainda com o apoio da Secretaria Estadual de Ambiente, Instituto Estadual do Ambiente, Defensoria Pública do Estado, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Trabalho e Sub-Prefeitura da Zona Sul.

O evento contou com dez ambulâncias espalhadas pela orla, além de posto médico na Av. Atlântica entre as ruas Figueiredo Magalhães e Santa Clara. E, para garantir a segurança de todos, o efetivo foi de 1.100 homens, sendo 350 guardas municipais, 450 policiais militares e 300 seguranças particulares.

Para organizar o trânsito no bairro, a Avenida Nossa Senhora de Copacabana foi fechada à meia-noite de sábado, ficando assim até às 22h deste domingo. Os ônibus turísticos de caravanas só puderam estacionar no Teleporto. E a frota de ônibus e o metrô-Rio foram aumentadas para atender o público.

O stand do Conselho Tutelar acolheu crianças perdidas, num espaço com material educativo e recreação infantil para os pequenos se distraírem e entrarem na atmosfera de respeito à diversidade, até a chegada dos responsáveis. Os pais também puderam solicitar pulseiras para identificação de seus filhos.

Reportagem: Íris Manini, do JB

Tivemos uma semana repleta de casamentos civis igualitários 2

Depois de sete anos juntas, Célia (esq.) e Grazielle (dir.) resolveram se casar. (Foto: Pedro Cunha/G1)

Na tarde de quinta-feira (8), o juiz de paz do Cartório de Registro Civil de Nova Lima fez a união de mais de 15 casais, entre eles o de Grazielle Cristina Pimenta, de 31 anos, e Célia Silva de Melo, de 52 anos. Depois de sete anos de namoro, as comerciantes resolveram selar na Justiça aquele que se torna o primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo na cidade de pouco mais de 80 mil habitantes, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

À espera da noiva, em uma ladeira íngreme onde são realizadas as cerimônias de casamento civil em Nova Lima, Célia disse que a expectativa era grande e que, naquele momento, um sonho estava sendo realizado. “Escolhi essa mulher porque é a mulher para eu viver para sempre. Por isso que eu quero casar”, disse sorrindo, rodeada de familiares e amigos.

Como manda a tradição, Grazielle chegou depois, com um longo vestido branco, e abraçou a companheira. “Eu estou muito feliz. Muito feliz mesmo. Eu esperava há tanto tempo isso. [Célia] é uma pessoa que eu quero estar para sempre. Eu amo muito. Gosto muito da vida que a gente tem. Somos muito felizes. E isso está sendo um sonho”, contou.

‘Encontrei a felicidade’

As duas se conheceram há pouco mais de sete anos, quando Célia trabalhava em frente a casa de Grazielle, em Belo Horizonte. Em um primeiro momento, a relação entre elas foi de amizade. Só depois que as companheiras sentiram o desejo de se casarem.

Célia nunca teve dúvida de sua sexualidade. A mineira conta que, desde a infância, já sabia que era homossexual. “Desde que nasci, a minha opção (SIC) sexual já estava escolhida. Eu não virei homossexual por acaso. Nasci homossexual. (…) E eu não sou diferente de ninguém não. Eu sou igual a qualquer um”, disse Célia.

Já Grazielle manteve, por cerca de 12 anos, um relacionemto com um homem, com quem teve dois filhos, uma menina de oito anos e um menino de 12. Mas, segundo ela, a relação não deu certo. Somente quando encontrou Célia, é que Grazielle conta que se sentiu realizada. “Pra mim era aquilo que eu queria. Foi aonde eu me encontrei. Onde eu encontrei a felicidade”.

Duas mães

As duas crianças são filhas biológicas de Grazielle, mas Célia não deixa de ser uma mãe coruja. “Eu tenho duas crianças que eu crio, que são dela, e que estão comigo, uma desde um ano e meio, e a outra com quatro anos veio pra mim. Então são meus filhos. São mais meus do que dela, na verdade. A realidade é essa”, brinca.

Para Grazielle e Célia, os quatro já são uma família há muito tempo. Mesmo antes de surgir o desejo de se casarem. “Eu já tenho uma família constituída. É só viver agora. Trabalhar muito e fazer deles grandes homem e mulher”, disse Célia.

Para o futuro, o casal planeja continuar em Nova Lima, pois, segundo Célia, a cidade é o melhor lugar para se criar os filhos. “Eu sou cria de Nova Lima. O melhor lugar para se viver, e para criar uma criança ainda é Nova Lima”.

Lésbicas se casam no civil  após autorização da Justiça em Indaiatuba

Nathalia da Silva e Tabata Penteado oficializaram
união (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

A vendedora Nathalia Batista da Silva e a industriária Tabata Cristiane Kakishita Penteado oficializaram na manhã do último sábado (10) o primeiro casamento civil entre pessoas do mesmo sexo em Indaiatuba (SP), que tem 200 mil habitantes. A união foi selada às 10h30 pelo juiz de paz do Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais da cidade e cerca de 60 pessoas, entre familiares e amigos, prestigiaram o casamento.

Nathalia e Tabata namoram há um ano, mas se conhecem há sete anos quando foram apresentadas por amigos em comum. Após alguns anos de relacionamento, elas consideraram a possibilidade de oficializarem a união. “A gente nunca imaginou que fosse se casar”, reconta Nathalia, entre risos. “Mas virou amor”, completa.

Conquista

A vendedora afirma que, no momento em que assinou o contrato, se sentiu lisonjeada. “É uma conquista muito grande. Todo mundo ficou bem emocionado, foi muito lindo”, disse. O casal pretende fazer uma celebração, ainda nesta tarde, com as famílias.

De acordo com Nathalia, todos os familiares apoiaram o casamento e quiseram estar presentes para a ocasião. Alguns até viajaram de outras cidades, como São Paulo (SP), para não perder a festa. Além da comemoração, as noivas pretendem fazer uma viagem de lua-de-mel em breve. Filhos, no entanto, ainda não estão nos planos a curto prazo. “Daqui a uns três anos a gente pensa sobre isso”, afirma.

Justiça

Seis meses atrás Nathalia e Tabata entraram com um processo de habilitação de casamento, sob orientação do cartório. O pedido foi encaminhado para a juíza Corregedora da Comarca que, após parecer favorável da Promotoria, e em vista das decisões do Conselho Superior da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), que permitiu recentemente uniões do tipo, autorizou o casamento.

Nathalia reconta com emoção o momento em que, no fim de outubro, receberam a ligação avisando de que a união fora aprovada. Embora afirme que o casal nunca tenha sofrido qualquer discriminação, acha que a união servirá para ajudar os outros casais homossexuais a conquistarem seus direitos. “Acho que [o casamento] abriu muitas portas, para todo mundo ter o mesmo espaço na sociedade”, explica.

Depois de dados do IBGE, ativistas cobram políticas públicas para a população LGBT Resposta

Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que apontam a baixa preocupação dos municípios com ações destinadas à população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) são um alerta para a falta de políticas públicas específicas para essas pessoas, avaliam especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

De acordo com o superintendente da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Nascimento, apesar de a pesquisa constatar que apenas 79 municípios do Brasil têm legislação de combate à homofobia, já é uma conquista o tema ter sido abordado no levantamento.

“É um avanço, já que pela primeira vez esse levantamento fez a captação de dados específica da presença da temática LGBT nas políticas públicas. [No entanto], do ponto de vista da análise dos dados, é muito negativa ainda a pequena presença de resposta governamental às demandas de enfrentamento da homofobia e de promoção dos direitos LGBT em todo o Brasil, principalmente nos municípios.”

Segundo a Pesquisa de Informações Básicas Municipais – Perfil dos Municípios (Munic), divulgada esta semana pelo IBGE, de um total de 5.565 cidades analisadas em 2011, somente 486 adotam ações para o enfrentamento da violência contra LGBT. Além disso, apenas 14% dos órgãos gestores de políticas de direitos humanos têm programas para a população LGBT.
Para o superintendente, os dados do IBGE devem ser aproveitados pelos prefeitos que assumirão o comando das cidades em janeiro. “Acho que [a pesquisa] traz um recado para os prefeitos eleitos da necessidade de incluir, no novo governo, políticas específicas para atenção a esse segmento. Por outro lado, também desafia os governos estaduais e o governo federal a construir estratégias de incentivo, de estímulo, de cooperação técnica com os municípios, para que essas cidades avancem na efetivação de políticas públicas específicas voltadas para a comunidade LGBT.”

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), que é homossexual, diz que os dados mostram a falta de políticas públicas municipais voltadas para esse grupo. “A vida das pessoas acontece nos municípios, então a defesa dos direitos humanos tem que acontecer no plano dos municípios, não tem que acontecer só na União e no nível de estado. E a pesquisa do IBGE mostra a completa ausência das políticas públicas.”

Para o parlamentar, falta representatividade do movimento LGBT para mudar o atual quadro de segregação. “A comunidade LGBT é ampla, mas o movimento não tem uma capilaridade e isso tem um impacto político enorme, porque a gente não consegue eleger representantes nas câmaras de vereadores, e, não precisa ser gay ou lésbica, assumido ou não, mas a gente não consegue eleger nem um aliado. A comunidade existe de uma maneira dispersa, tem problemas concretos nas cidades, mas não consegue se organizar politicamente para votar em representantes que mudem essa realidade apontada pelo IBGE.”

O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, lembra que as políticas públicas específicas começaram a ser construídas há oito anos.

“As políticas públicas na questão LGBT começaram com o Programa Brasil sem Homofobia, em 2004, em 2008 tivemos a primeira Conferência Nacional LGBT e em 2011 tivemos a segunda conferência. Então esse número é realmente muito pequeno, nós temos somente quatro estados que têm o tripé da cidadania, que é o que nós queremos, que é um plano, um conselho e uma coordenação, o que já existe no âmbito nacional.”

De acordo com ele, apenas os estados do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Goiás e do Pará já montaram o chamado tripé. Reis também aponta algumas conquistas alcançadas no Poder Judiciário, como a autorização para a união estável homoafetiva.

O coordenador de projetos da organização não governamental (ONG) Dom da Terra, que integra a ABGLT, Márcio Marins, considera que as políticas públicas ainda estão aquém do necessário para garantir cidadania a esse segmento da população.

“Nós precisamos de fato que os municípios e estados reconheçam que esse segmento populacional de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais vive uma situação de vulnerabilidade acrescida. E que muitas vezes leva a casos de violência extrema, chegando muitas vezes ao homicídio”.

Marins cita avanços, como a Coordenação Nacional LGBT, dentro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, e o Conselho Nacional de Combate à Discriminação. “À medida que resoluções, encaminhamentos e recomendações saem desse conselho e dessa coordenação nacional, começam a ser replicadas nas unidades da Federação e em muitos municípios.”

Mas ele defende a necessidade urgente da aprovação de uma lei federal que criminalize a homofobia. “Só assim vamos conseguir acabar com a impunidade e desmotivar indivíduos que cometem crimes contra pessoas LGBT. Fica um alerta para essa população e aliados, que denunciem toda forma de discriminação e violação de direitos, porque o silêncio é igual à morte, quando nos calamos estamos incentivando o agressor.”

Questão cultural

A falta de planejamento contra a homofobia no âmbito municipal é reflexo de nossa cultura homofóbica. Avançamos, sim, só o fato de estarmos na pesquisa é um avanço. Que os números sirvam de parâmetro para que os novos vereadores e prefeitos eleitos possam, ao lado de governadores e do governo federal, agirem contra a homofobia, para evitar cenas de horror, como a protagonizada por uma aluna lésbica, que foi espancada por uma família, dentro da sala de aula, em Goiás, esta semana.

Não podemos ficar de braços cruzados, esperando a boa vontade do governo federal. E nem ação de um movimento gay, que sequer existe, o que existe são vários movimentos, com visões distintas. É mais fácil cobrarmos dos vereadores, antes. Até que o PLC 122/06 seja aprovado, não dá para ficarmos reféns da homofobia.

Aracaju terá I Semana da Consciência LGBT Resposta

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De 22 de novembro a 6 de dezembro, Aracaju terá a I Semana da Consciência LGBT de Sergipe. O evento é promovido pela Associação de Defesa Homossexual de Sergipe (Adhons). A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) por meio do Programa Municipal e DST, Aids e Hepatites Virais é parceira do evento, que também traz na programação a promoção da saúde e a prevenção.

A abertura da I Semana da Consciência LGBT vai acontecer no Centro de Criatividade. A solenidade de abertura será no dia 22 de novembro, às 19h, com a participação de lideranças e personalidades LGBT. Já nos dias 4 e 6 de dezembro às 19h e às 14h, na Sociedade Semear, situada na rua Vila Cristina, acontecerá, respectivamente, a entrega do troféu Dr. Eduardo Costa e palestra e lançamento do livro “Viagem Solidária – Memórias de um transexual 30 anos depois” de autoria do professor João Nery.

O evento é gratuito, segundo afirma o organizador Marcelo Lima, presidente da Adhons:  “Com caráter inovador e com o objetivo de conscientizar não só a população LGBT, pretendemos também acolher a comunidade acadêmica a exemplo estudantes de Direito e Psicologia e também a comunidade heterossexual”, destaca.

Do evento acontecerão homenagens ao professor João Nery e o coordenador Programa Municipal de DST, Aids e Hepatites Virais, Andrey Lemos.

Inscrições

As inscrições acontecem na sede da Adhons (rua Santo Amaro, 59, sala 16, Centro), de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h. Informações e dúvidas podem ser esclarecidas através dos números 9142-9266, 8112-2212, 9894-9398, 8816-0162 e 8832-0900.

Bacana

Bacana a iniciativa, pois é com medidas preventivas, que evitamos mortes e agressões que marcam para sempre a vida de uma pessoa, a educação, certamente, é uma delas, ao lado de punição exemplar e leis mais severas contra a homofobia.

Rihanna e Kate Moss apostam em produção lésbica e sadomasoquista Resposta

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Rihanna e Kate Moss são as estrelas de uma produção muito ousada que vai sair na próxima edição da revista de moda V Magazine.

A cantora e a top model aceitaram participar numa encenação sadomasoquista e lésbica para a revista. Segundo a imprensa, a ideia partiu de Kate Moss, que já confessou ser fã de Rihanna.

Em topless ou com lingerie de renda preta, as duas mulheres, conhecidas por gostarem de provocar, apostam em poses que apelam ao sexo e à sensualidade, com abraços e chicotadas à mistura.

A produção foi realizada, segundo o site B. Scott, num local secreto de Londres.

Rihanna, que está preparando o lançamento do seu novo disco, Unapologetic – no próximo dia 19 –, publicou fotos da produção nas redes sociais. As imagens estão fazendo sucesso entre os fãs das duas celebridades.

Aluna lésbica é espancada por família em Goiás 6

Aluna é espancada dentro de sala de aula

O vídeo (forte) a seguir mostra como a homofobia pode ser ensinada em casa. Uma estudante espanca sua colega de 15 anos, com a ajuda da mãe e do avô. Motivo: a aluna teria cantado a colega. O crime ocorreu na sala de aula de uma escola estadual na cidade de Bela Vista, região metropolitana de Goiânia (GO).

O vídeo foi feito por celular e mostrado por reportagem da emissora Serra Dourada.

O que mais choca é que a cena de selvageria tenha sido protagonizada por uma família e em uma escola. Isso mostra o quão arraigada está a homofobia em nossa cultura.

Turnê de Lady Gaga termina com pouco mais da metade dos ingressos vendidos Resposta

Lady Gaga durante a performance da canção “Born this Way” no Rio de Janeiro

Não adiantou promoção “leve dois e pague um” nem “10 vezes sem juros”. Os ingressos disponíveis para os três shows de Lady Gaga no Brasil tiveram um encalhe de 43%, de acordo com números disponibilizados pela Time for Fun, empresa que trouxe a artista para o país.

A maior lotação foi do show de São Paulo: 50 mil pessoas de 64.995 ingressos postos à venda. Lotação de 77%. Já o maior encalhe foi no Rio. De 90.330 tíquetes disponíveis, apenas 40 mil foram vendidos, ou seja, 44%. Já em Porto Alegre, Gaga vendeu 16 mil das 30 mil entradas oferecidas ao público.

Comparando-se com outras divas pop de sua faixa etária como Katy Perry e Rihanna, que já passaram por São Paulo, os números podem ser considerados um êxito, já que a primeira trouxe cerca de 25 mil pessoas a seu show na Chácara do Jóquei, enquanto a segunda atraiu cerca de 15 mil ao Anhembi. Já Britney Spears, que tem 13 anos de carreira como artista solo, não passou da casa dos 30 mil na mesma arena. No total, no entanto, Katy Perry e Rihanna levaram a melhor devido a suas apresentações no Rock in Rio, que atrai públicos de outros artistas. Na capital fluminense, cantaram para cerca de 100 mil pessoas cada uma.

Na comparação com grandes astros do pop, com décadas de experiência, Gaga fica no meio do caminho. A comparação mais óbvia é Madonna. Sua “Sticky & Sweet Tour”, que passou pelo Brasil em 2008, atraiu mais de 65 mil pessoas a cada um de seus três shows em São Paulo e cerca de 54 mil a cada um dos dois shows no Rio.

Já a banda U2 levou ao Morumbi, em 2011, 270 mil pessoas para três apresentações de sua turnê “360º”, todas esgotadas. O Coldplay, em 2010, teve 60 mil. E no mesmo ano, até Beyoncé, que já fez dueto com Gaga, lotou mais o estádio do Morumbi. Seu público foi de 60 mil em SP, 25 mil em Florianópolis e 50 mil em Salvador (embora na capital baiana tenha havido um encalhe de 20 mil ingressos na época). No Rio, Beyoncé cantou para 15 mil pessoas, mas sua apresentação foi na casa de shows HSBC, cuja capacidade é a mesma.

Mas, passado o furacão ‘mother-monster’ (que deixou nosso país com maiôs da Blue Man nas malas, uma tatuagem com o nome ‘Rio’ na nuca e promessas de um breve retorno), qual será o futuro profissional de Lady Gaga?

Seu próximo álbum deve nascer no início de 2013 e, provavelmente, vem por aí um livro de fotos da ‘Born This Way Ball Tour’, assinado pelo fotógrafo e fiel escudeiro Terry Richardson, que vem acompanhando a diva em seu giro pelo mundo desde o início da turnê (ele assinou também um livro com registros da ‘Monster Ball Tour’).

O Brasil, claro, deve entrar neste mosaico de lembranças e, ontem, Lady Gaga divulgou, no Youtube, um teaser do projeto. “The Haus of Gaga e Terry Richardson têm uma surpresa para vocês”, postou a popstar, referindo-se ao link do vídeo batizado “Lady Gaga XX Terry Richardson”.

Não se sabe onde foram captadas as imagens do teaser, mas uma equipe de filmagens seguiu os passos de Gaga por todos os dias em que esteve no nosso país. Confira:

Legislação contra homofobia existe em apenas 79 municípios brasileiros 1

Brasil: homofobia é sinônimo de impunidade

Em 2011, somente 14,0% (383) dos órgãos gestores de políticas de direitos humanos declararam ter programas para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). Do total de municípios, independentemente da existência de órgão de direitos humanos, 486 (8,7%) possuíam programas ou ações para o enfrentamento da violência contra LGBT, 79 (1,4%) possuíam legislação sobre discriminação LGBT, 99 (1,8%) sobre reconhecimento dos direitos LGBT e 54 (1,0%) sobre reconhecimento do nome social adotado por travestis e transexuais. Esses são dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais – Perfil dos Municípios (Munic) de 2011.

EUA: Corte Suprema terá que se posicionar sobre casamento gay Resposta

Os EUA possuem uma lei federal que proíbe o casamento gay. Lei que já deixou de ser defendida pelo presidente reeleito Barack Obama. Obama também derrubou o impedimento de homossexuais assumidos servirem as Forças Armadas. O presidente estadunidense é abertamente favorável ao casamento gay. Aliás, 54% dos americanos acham que os gays têm o direito de se casarem, assim como já o fazem os heterossexuais, segundo pesquisa CNN/ORC de junho- 42% são contra.

Em referendos simultâneos à eleição presidencial, Marylande e Maine aprovaram o casamento gay. O tema já foi debatido em cinco estados este ano. Em maio foi banido na Carolina do Norte. Em Minnesota, no mesmo dia dos referendos, eleitores rejeitaram uma proposta que estabelecia o casamento como união entre um homem e uma mulher.

A legislação federal não reconhece a união gay e os resultados devem colocar pressão sobre a Corte Suprema, que em breve terá de decidir se aceita ações contra as leis estaduais.

Ator de Modern Family é trollado após apoiar casamento gay Resposta


O ator Jesse Tyler Ferguson, astro da série Modern Family, está sofrendo perseguições em massa (troll) no Facebook, após, afirmar que apóia o casamento entre homossexuais.

“Como um ator, aprendi que tenho que desenvolver uma pele forte, mas como humano estou passando por um momento difícil. A quantidade de críticas que venho recebendo nos últimos dias por apoiar o casamento gay é cavalar”, disse o ator.

“Estou em choque e envergonhado de muitos dos meus fãs por acreditarem que sou menos importante por causa de minha orientação sexual. Para quem se sente dessa forma, mostro a porta da saída tranquilamente e desejo boa sorte em suas jornadas”, desabafou o astro.

É bem provável que o ator esteja sofrendo trollagem (brincadeiras de mal gosto, agressões, xingamentos e ameaças) o página do blog no Facebook já sofreu com isso. Se este o caso do ator, reclamar só vai piorar as coisas. O blog deseja que tudo se resolva.

Só pra constar: 54% dos americanos acham que os gays têm o direito de se casarem, assim como já fazem os heterossexuais, segundo pesquisa CNN/ORC de junho – 42% são contra.

Lady Gaga aparece com camisa do Brasil na varanda de seu hotel Resposta

Foto: RioNews
 

Lady Gaga apareceu usando a camisa da Seleção Brasileira de futebol na varanda de seu quarto no Fasano, hotel em que está hospedada na Zona Sul do Rio, no começo da tarde desta quinta-feira, 8, e causou alvoroço entre os fãs. Superanimada apósdescansar bastante durante a noite, ela brincou muito e quase deixou a calcinha à mostra, já que não usava nada além da peça. Ela também mudou o visual durante a noite.

A cantora, que chegou ao Brasil nesta terça, parece estar adorando a cidade. Membros da equipe dela já haviam pendurado uma faixacom a declaração “Eu amo o Rio” na sacada da cantora antes de todos subirem à piscina para aproveitar o sol e beber umas caipirinhas.

Ainda esta tarde, Gaga deve fazer seu primeiro passeio pela cidade. Por volta das 15h, pouco antes de sua aparição, um grupo de batedores e seguranças já posicionados a aguardavam na porta do hotel. Para o segundo dia de estadia da cantora internacional no Rio de Janeiro, estariam previstos passeios pelo Cristo Redentor, um almoço típico do roteiro carioca, além da visita em uma comunidade pacificada da Zona Norte da cidade. Lady Gaga se apresenta nesta sexta-feira, 9, no Parque dos Atletas, na Zona Oeste do Rio.

Lady Gaga lança novo clipe com cenas de sua chegada ao Brasil 3

A cantora Lady Gaga lançou, nesta quinta-feira (8), a faixa “Bitch Don’t Kill My Vibe”, fruto de uma parceria da pop star com o rapper Kendrick Lamar. A música foi divulgada por meio de um vídeo que reúne trechos da chegada da estrela ao Rio de Janeiro, que rolou na manhã da útima quarta-feira (7).

A princípio, a canção deveria fazer parte do próximo trabalho de Lamar, “good kid, m.A.A.d city”. Porém, Gaga revelou que não conseguiu gravar a voz dentro do prazo da produção do disco.

Através da rede social Little Monsters, a estrela comentou sobre os produtores do rapper. “Quando colaboro com um artista, trabalho com ele, não com sua equipe ou seus empresários. Amo Kendrick como um amigo, mas não estava disposta a me comprometer musicalmente com as mudanças que a equipe dele queria fazer”, disse.

Assista ao clipe de “Bitch Don’t Kill My Vibe”:

Será que o clipe é uma estratégia para vender os ingressos que ficaram encalhados no Brasil?

Maceió: lésbica é vítima de estupro corretivo Resposta

 
 

Mais um caso de violência contra LGBT em Maceió (AL). A vítima foi a lésbica identificada pelo nome de Fernanda Albuquerque.

 

Segundo a vítima, um homem em uma moto, invadiu sua residência no último sábado, 27, e tentou estupra-la. Fernanda relatou que viveu vários minutos de muito ‘terror’ uma vez que o desconhecido lhe aplicou várias mordidas e o agrediu fisicamente.

 

Apesar de o invasor ter um físico mais avantajado, a vítima conseguiu reagir e saiu de casa, pedindo socorro aos vizinhos, que rapidamente se mobilizaram e forçaram o agressor fugir do local.

 

Fernanda Albuquerque e alguns moradores relataram que ficaram indignados com a Polícia Militar (PM) que mesmo acionada pelo Centro Integrado de Operações da Defesa Social (Ciods), através do 190, nenhuma viatura foi ao local.

 

Segundo o Diretor Geral da Ong Pró-Vida , Dino Alves, o caso é considerado estupro corretivo, que é uma prática criminosa a qual um ou mais homens estupram mulheres lésbicas ou que parecem ser, aparentemente com o objetivo de ‘corrigir’ suas orientações sexuais.

 

 

Somente no último mês de outubro foram registrados vários casos de violência gratuita praticada contra LGBT em Alagoas. O primeiro – e mais sério – aconteceu na cidade de Delmiro Gouveia, Sertão de Alagoas.

 

Era noite da sexta-feira, 12, quando bandidos em uma moto atiraram e mataram o homossexual Clebson Belarmino de Araújo, 18, o ‘Clebinho’. No mesmo atentado um jovem, Weslley Sharles Barros, 19, que estava sentado na frenta da casa da namorada também foi atingido e morreu.

 

O segundo caso, também aconteceu na mesma noite, no bairro da Ponta Grossa, em Maceió, quando o maquiador Carlos Eduardo Ferreira Mendes, 19, a ‘Larissa Voguel’ e seu companheiro Alisson Rotandaro dos Santos, 20, foram vítimas de um atentado a bala praticado por um policial militar – de folga – lotado no Batalhão de Policiamento de Trânsito (Bptran).

 

Em nenhum dos casos a polícia judiciária informou se já prendeu os envolvidos, apesar de parentes, amigos e testemunhas já terem sido ouvidas e coloboraram para a identificação dos acusados.

 

Fonte: Fátima News

Ivete Sangalo diz que ser lésbica é algo extremamente natural e tem de ser respeitado Resposta

 

Numa entrevista para a revista Playboy, a diva Ivete Sangalo respondeu sobre diversos bafos envolvendo seu nome. Um deles é o boato de que ela teria feito sexo com a apresentadora Xuxa. Sobre essa questão, a cantora baiana respondeu: “Como é que vou dizer: ‘minha gente, nunca transei com a Xuxa?’ Eu tenho vergonha de ter de falar isso. Por mais que eu desminta, não vai ser suficiente para suprimir essa necessidade do boato que vende. São vários problemas que uma fofoca dessas traz. Primeiro porque ela é minha amiga. Segundo porque eu não sou lésbica. Mas, se eu fosse, isso teria de ser respeitado”, disse a baiana.

Ivete acredita que o boato surgiu por causa da forte amizade entre as duas. “É uma das grandes amigas que tenho até hoje. A gente se abraça, se beija, e ela é muito dengosa, né?”. Para ela, Xuxa é uma de suas melhores amigas. “Uma amiga maravilhosa, amiga pra pau, pedra, chuva e sol. Eu acho essa questão muito leviana porque uma mulher se relacionar com outra é extremamente natural. Quando uma mulher ama outra, isso tem de ser respeitado. E o assunto é tratado de forma pejorativa.”

A  questão da sexualidade sempre foi tratada com naturalidade na casa da baiana, contou a artista. “Eram quatro homens em casa, meu pai e três irmãos. Então, esse negócio de sexualidade não era uma coisa ‘oh!’ A gente via homem nu dentro de casa desde pequena, aquilo era uma coisa tranquila. O assunto sexo era muito em voga porque meus pais eram bem sexuais. A gente ouvia a transa do quarto. A cama quebrava, mamãe gritava”, contou ela à revista.

Ivete também falou sobre sua primeira transa. “Bicho, foi tarde demais. Eu já era mulher, tinha consciência do meu corpo. Estava amadurecida para compartilhar comigo mesma, só. Foi com um namoradinho fofo, mas não foi ‘eu te amo'”. Hoje, acha que vale tudo quando está com quem se ama. “Quando eu digo ‘toda mulher é quenga’, é na jurisprudência em que cabe aquilo; dentro de quatro paredes, com o homem dela”.

Ivete não é lésbica e se fosse, isso iria mudar em que a vida de seus fãs? Acho triste quando uma cantora é lésbica e nunca se manifesta contra a homofobia. Temos casos na MPB e não preciso citar nomes. Mas ficar querendo tirar do armário quem não é gay é, como Ivete bem disse, tratar o assunto de forma pejorativa. O importante é que Ivete é o maior nome do Axé brasileiro e uma musa gay. É um furacão que, se Deus permitir, ainda vai encher muito esse Brasil de alegria. Axé!

Lady Gaga promete doar 1 milhão de dólares a vítimas da tempestade Sandy Resposta

A cantora Lady Gaga prometeu doar 1 milhão de dólares à Cruz Vermelha para ajudar as vítimas da tempestade Sandy, que atingiu Nova York, sua cidade natal. “Se não existissem Nova York, Lower East Side, Harlem, Bronx e Brooklyn, eu não seria a mulher e a artista que sou hoje”, afirmou ela em seu site Littlemonsters.com.

Atualmente, Lady Gaga está no Brasil para cumprir a agenda de shows da turnê Born This Way Ball. Ela se apresenta nesta sexta-feira no Rio de Janeiro e depois segue para São Paulo, onde faz show neste domingo, e Porto Alegre, palco de seu último show no Brasil, no dia 13.

 

“Obrigado por ter me ‘construído'”, disse ela à metrópole onde nasceu e foi criada. “Agora vou ajudá-la a se reconstruir”.

Stefani Germanotta, a Lady Gaga, de 26 anos, fez esta promessa em seu nome, no de seus pais e no de sua irmã.

Uma porta-voz da Cruz Vermelha disse que a organização havia recebido 103 milhões de dólares em doações e em promessas de doações após a supertempestade Sandy, que atingiu Nova York e Nova Jersey, entre outras regiões, em 29 de outubro. Uma nova tempestade foi anunciada para esta quarta-feira na região e alguns voos já foram cancelados.

A cantora Lady Gaga liberou uma música inédita  na segunda, dia 5, em forma de respeito aos atingidos pelo Furacão Sandy, nos Estados Unidos. A faixa chamada “No Floods” foi divulgada através do Twitter oficial de Gaga.

 

 

“É estranho escutá-la agora, logo após o ataque do furacão. Mas espero que ela possa te animar”, explicou a cantora. Segundo Gaga, a música foi composta quando ela tinha 16 anos, e nunca havia sido lançada.

Com Agência France Press

Aprovação de medidas liberais indica derrota de conservadores nos EUA Resposta

 
 

A representante democrata de Wisconsin, Tammy Baldwin, fez história ao se tornar a primeira lésbica assumida a ser eleita como senadora nos Estados Unidos. Em Maryland e Maine, os eleitores aprovaram o casamento entre pessoas do mesmo sexo, pela primeira vez por voto popular. E Colorado e Washington tornaram-se os primeiros estados americanos a legalizar o uso recreativo da maconha, com a aprovação de uma emenda à Constituição estadual. As vitórias liberais desta terça-feira refletem mais um revés para o Partido Republicano, grande derrotado das eleições americanas.

Em Maryland, casais gays poderão se casar a partir de 1º de janeiro. A aprovação nos dois estados pode adicionar pressão ao Tribunal Supremo dos EUA, que terá a última palavra sobre a constitucionalidade do casamento gay em todo o país. Esta é a primeira vitória do movimento gay desde que Barack Obama declarou apoio à causa durante a campanha – atitude inédita entre os presidentes americanos.

– A noite de terça-feira mostrou como a história acontece: a aprovação, pela primeira vez, do casamento entre pessoas do mesmo sexo pelo voto popular; a reeleição do presidente, que se tornou o primeiro a apoiar o casamento homossexual; e a primeira eleição de uma senadora abertamente gay – afirma em sua coluna Frank Bruni, do “New York Times”.

Os resultados em Maine e Maryland quebraram uma sequência de vetos por voto popular em 32 estados, desde 1998. Eles se tornarão os sétimo e oitavo estados a permitir que casais do mesmo sexo possam se casar.

Por: Marina Gonçalves, Agência O Globo

Conheça a primeira senadora assumidamente lésbica dos EUA Resposta

 
 

A primeira senadora assumidamente lésbica da história dos Estados Unidos, Tammy Baldwin, foi eleita nesta terça-feira no estado de Wisconsin.

 

“Não se enganem, tenho orgulho de ser uma progressista em Winsconsin”, disse a democrata Tammy Baldwin, cuja homossexualidade assumida não foi um tema dominante na acirrada eleição neste estado do norte do país.

Baldwin, 50 anos, havia ocupado anteriormente uma cadeira na Câmara de Representantes, onde também foi a primeira integrante abertamente homossexual.

Depois da vitória nesta terça-feira, congressista, muito comprometia com a situação no Oriente Médio, chega ao Senado.

Pelo Twitter, Lady Gaga parabeniza primeira senadora lésbica dos EUA Resposta

 
 

Nesta quarta-feira, 7, Lady Gaga foi comemorar a vitória de Barack Obama, nas eleições a presidente dos Estados Unidos, pelo Twitter. A cantora publicou uma foto da festa que fez ao lado dos amigos e escreveu: “Não poderíamos estar mais felizes, meu Deus! É a alegria (que vem) quando a liberdade prevalece.” Além disso, Gaga parabenizou Tammy Baldwin, a primeira pessoa gay a ser eleita senadora no país.