Terry Richardson prepara documentário sobre Lady Gaga Resposta

LadyGaga

A vida de Lady Gaga será retrada em um documentário feito pelo fotógrafo Terry Richardson. Além de seu dia a dia, Terry também registrará no vídeo a gravação do próximo álbum de Gaga, o ARTPOP.

A cantora divulgou a informação através de seu twitter.

Na página, Gaga agradeceu o fotógrafo por acreditar nela e em seus fãs e disse que o filme é um sonho realizado.

Detalhes como data de lançamento, colaboradores ou até um trailer, ainda não foram divulgados.

*Informações: Moda, do Estadão

Polícia prende suspeito de roubar e sumir com gays no Rio 1

Suspeito

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (27/12), um homem suspeito de integrar uma quadrilha que roubava e matava gays. Robson Luiz Castelo Branco Cardoso, de 31 anos, foi preso em casa, no bairro Colégio, no Subúrbio do Rio. No imóvel, foram encontrados documentos, drogas e munição.

De acordo com o delegado da 32ª DP (Taquara), Antonio Ricardo, responsável pelo caso, as investigações começaram após o desaparecimento do professor Carlos Roberto Costa, de 70 anos, em Madureira, também Subúrbio. A vítima marcou um encontro por um site de bate-papo na internet e sumiu. A polícia constatou que o carro usado pela vítima continou a rodar pela cidade.

“Essa quadrilha tem como hábito marcar encontros pela internet, principalmente, com homossexuais. As vítimas são roubadas e mortas. O corpo de Carlos Roberto não foi encontrado. Por isso, o preso será indiciado por latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver”, explicou o delegado.

A polícia espera que, com a prisão do criminoso, outras vítimas formalizem queixa contra ele. Agentes da 32ª DP fazem buscas, nesta quinta-feira, à procura de outros integrantes da quadrilha: uma mulher e dois homens.

Segundo o delegado Antonio Ricardo, a quadrilha fez pelo menos mais uma vítima: um homem, também homossexual, que, após marcar umcontro pela internet, foi assaltado e levado, amarrado e amordaçado, para a favela do Muquiço, em Guadalupe, no Subúrbio. A vítima só foi salva porque traficantes da comunidade estranharam a movimentação e atiraram contra os integrantes da quadrilha.

Fonte: G1

Carnaval: Abertas inscrições do concurso Rainha Gay 2013 da Favela do Samba no Maranhão Resposta

Rainha Gay

A direção da Favela do Samba, escola campeã do Carnaval 2012, no Maranhão, anunciou nesta quarta-feira (26) que estão abertas as inscrições para o concurso Rainha Gay Favela 2013. Os interessados podem se inscrever até o dia 10 de janeiro, na sede social da escola, no bairro do Sacavém, em São Luis, capital maranhense .

O concurso Rainha Gay Favela ocorrerá no dia 12 de janeiro, sábado, a partir das 21 horas, na sede da Favela do Samba.  O prêmio para o vencedor do concurso será um salário mínimo, o troféu Lira de Ouro e um lugar de destaque da rainha no projeto da Favela do Samba.

Outro concurso anunciado pela direção da Favela do Samba é o que vai escolher a Destaque Saraminda para o projeto carnavalesco 2013. O concurso, denominado de Rainha Saraminda, admite apenas candidatas do sexo feminino, mulatas ou negras.  O concurso Rainha Saraminda ocorrerá nos dias 13 (eliminatória) e 20 (final) de janeiro.

Amazonas: denúncias de violência contra homossexuais crescem 1.800% Resposta

Amazonas Homofobia

O Amazonas registrou aumento no volume de denúncias de crimes homofóbicos neste ano. Dados do Departamento Estadual de Direitos Humanos (DEDH), veiculado à Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), confirmaram alta de 1.800% no comparativo entre os anos de 2011 e 2012. Para o Movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis (LGBTs), o número de denúncias poderia ser maior se as barreiras que dificultam os registros junto à polícia fossem eliminadas.

No ano passado, apenas duas denúncias de violência tendo como vítimas homossexuais foram registradas, enquanto neste ano, até o momento, 38 casos de homofobia foram formalizado. Além da agressão física, outros tipos de violência como, por exemplo, a discriminação, ameaça e a perseguição são frequentes, segundo dados da DEDH. Embora não tenha sido percebido período de maior ocorrência, a Sejus divulgou que a média mensal deste ano é de três denúncias formalizadas a cada mês.

Preconceito nas delegacias

Apesar do aumento do número de homossexuais em busca da garantia dos direitos violados, a presidente da Associação Amazonense de Gays, Lésbicas e Travestis (AAGLT), Bruna La Close, enfatizou que o preconceito e as barreiras impostas às vítimas da homofobia nas próprias delegacias da capital e do interior, dificultam a primeira etapa da denúncia que pode levar a punição dos autores da violência.

“As pessoas, às vezes, não denunciam porque é preciso tempo para correr atrás da justiça. A falta de resposta de denúncias acaba influenciando os gays a não registrar queixa. Quando há agressão física, eles [policiais] quase não dão credibilidade, imagine quando é violência verbal. Vários homossexuais relataram que quando chegam às delegacias e dizem que sofreram discriminação como, por exemplo, ser chamado de ‘veado’, o resultado é o escrivão rir da cara deles. As dificuldades impostas são muitas: quando acionamos a polícia para atender um homossexual espancado não tem viatura ou ela demora a chegar. Também nos deparamos com a falta de investigador ao procurar às delegacias”, revelou Bruna La Close.

A representante relatou ainda que a falta de informação sobre a homofobia é perceptível nos órgãos públicos. A sugestão do Movimento das Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis (LGBTs) ao Departamento de Direitos Humanos da Sejus seria a realização de um trabalho mais intensivo em prol da defesa dos homossexuais no Amazonas, incluindo a secretaria e os órgãos que atuam na área de segurança no estado.

O Departamento Estadual de Direitos Humanos informou que desconhece as dificuldades mencionadas pela representante do movimento LGBTs. Segundo a diretora do DEDH, Michelle Custódio, as cerca de 50 delegacias de polícia, obrigatoriamente, devem receber todo tipo de denúncia sem discriminação.

“Como não temos essa reclamação formulada no departamento não tínhamos conhecimento que isso acontecia. Porém, fosso assegurar que todas as denúncias vindas do Disk 100 não procuraram nenhum órgão de repressão ou proteção contra a violência, isso é declarado pelas vítimas no final do registro da denúncia, por isso entendemos que essas pessoas não procuram às delegacias, que deve ser a primeira medida das vítimas”, justificou Michelle Custódio.

A diretora assegurou que quando a denúncia chega ao Centro de Referência é feita a busca ativa das vítimas e o caso também é encaminhado de forma imediata aos órgãos competentes. A assistência às vítimas através do Estado ocorre através dos três eixos de enfrentamento da homofobia: acesso à justiça, repressão e atenção.

“Na capital, a equipe se desloca até a vítima para uma conversa, orientando inclusive sobre os locais que ela deve procurar para resguardar os seus direitos. No interior, acionamos os órgãos de proteção e repressão, assim temos uma ligação muito forte com as secretarias municipais de assistência social”, destacou Custódio.

Criminalização

A homofobia ainda não é considerada crime no país, mas o Projeto de Lei (PL) nº 122/06, em tramitação no Congresso Nacional, propõe tornar crime e ampliar a punição nos casos de discriminação. Sem essa legislação penal específica, o movimento LGBT ressalta que não há como a polícia prosseguir nas investigações dos casos que teve violência física.

“Na delegacia, que se trata da primeira instância de investigação, as denúncias acabam não tendo credibilidade porque não temos uma lei que ampare diretamente a homofobia. Por isso ficamos sempre a mercê. Somos discriminados e vítimas da homofobia, mas tem para quem recorrer”, ressaltou Bruna La Close.

Para torna a homofobia crime, a proposta de PL precisa ser aprovada em votação no Senado e na Câmara Federal, dependendo assim do apoio dos congressistas. Entretanto, mesmo com o apoio de alguns políticos, o número de deputados e senadores favoráveis à criminalização conseguiu coloca o tema no foco das discussões.

“Tem muitos políticos que dizem abraçar a causa, mas na hora de lutar sempre volta atrás, não querem se expor perante o movimento. Percebemos que a bancada evangélica é muito grande”, acrescentou a presidente da AAGLT.

Políticas públicas

Outra reclamação do movimento LGBT do Amazonas refere-se morosidade para efetivação das propostas discutidas com sociedade civil, entidades de classe, secretarias municipais e estaduais durante eventos com foco no debate da temática.

De acordo com Bruna La Close, durante a Conferência de Políticas Públicas e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Amazonas e a Conferência de Efetivação do Tripé da Cidadania LGBT, – Conselho, Coordenadoria e Plano LGBT, 140 propostas foram elaboradas, mas apenas quatro delas há posicionamento de possível implantação pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SEMASDH).

“Debatemos as propostas e encaminhamos para os setores responsáveis, mas nunca vemos resposta também. Fazemos nosso trabalho, no entanto, caso o governo e as prefeituras não se empenham para ajudar o movimento não conseguiremos garantir a qualidade de vida do movimento LGBT”, cobrou a presidente da AALGT.

Michelle Custódio explicou que as ações competentes a Secretaria de Estado de Direito Humanos foram executadas a partir das orientações tiradas na primeira e segunda edição da conferência voltada à temática, que ocorreram 2008 e 2011.

“No âmbito de Manaus a responsabilidade é da Semasdh para implementação de políticas no município. O Estado só atua quando existe uma lacuna na administração, ou seja, o município não supriu sua demanda de prevenção desta violência. A parte que cabe ao estado foi prestada conta com o movimento através da apresentação de relatório. Neste ano, a questão das eleições foi um fator complicador na execução de políticas públicas nos municípios e o curto espaço de tempo para articulação”, esclareceu titular do departamento.

Nos anos de 2009 e 2010, o DEDH realizou campanhas de enfrentamento da homofobia no Amazonas. A previsão é que a campanha seja reeditada para próximo ano. “Toda produção do material já está acontecendo para que possamos reeditar essa campanha, tendo em vista o número de denúncias que recebemos pelo Disk 100 ao longo de 2012. Mas isso não exclui a competência de cada ente federativo”, concluiu Michelle Custódio.

*Reportagem Adneison Severiano, do G1

Votação sobre casamento civil igualitário no Uruguai é adiada para abril Resposta

Casamento Civil Igualitário

Lésbicas, gays e bissexuais uruguaios terão que esperar um pouco mais para poder casar-se em seu país depois que o Senado postergou pelo menos até abril a votação da lei de casamento igualitário.

O projeto de lei, aprovado no último dia 11 de dezembro pela Câmara dos Deputados com votos de todos os partidos com representação parlamentar, equipara os direitos e obrigações dos casais homossexuais com os dos heterossexuais.

“Hoje não é um bom dia para os uruguaios, para todos os uruguaios, porque o que está em jogo é que tipo de sociedade queremos”, disse nesta quarta-feira à Agência Efe a advogada Michelle Suárez, do coletivo Ovelhas Negras.

Michelle, que é a primeira advogada transexual uruguaia, redigiu a maior parte do projeto de lei do casamento igualitário, que depois a governante coalizão de esquerda Frente Ampla impulsionou no Parlamento.

A ideia básica do projeto é “buscar uma sociedade mais igualitária e sem discriminação por orientação sexual”, acrescentou.

Para a advogada, a decisão do Senado “não é mais que uma perda de tempo” porque “em quatro meses não mudará nada no país”.

Os senadores decidiram hoje por unanimidade adiar a análise e a votação do projeto de lei para a primeira sessão de abril, após o recesso parlamentar de verão, informaram à Efe fontes legislativas.

O projeto, respaldado por quase todos os membros da Frente Ampla, que tem maioria em ambas câmaras, gera divergências e divisões em todos os partidos com representação parlamentar.

O Governo tentou hoje fazer pesar sua maioria e que o documento fosse aprovado, mas sem passar previamente para a análise pelas comissões especializadas como é habitual nos projetos de lei.

Casal gay é decapitado e queimado dentro de casa no Distrito Federal 6

Casal

Um casal de homossexuais foi decapitado e queimado dentro de casa na madrugada desta segunda-feira (24) no Pedregal, região do Entorno do Distrito Federal. A polícia informou que José Dalvalei Alves Pereira, de 37 anos, morava junto com uma travesti, identificada até o momento somente como Camila, há mais ou menos um ano. O padrasto de Pereira afirmou que nenhum dos dois tinha envolvimento com drogas, mas que costumavam beber.

Na noite deste domingo (23), o casal teria se envolvido em uma confusão depois de tomar cerveja em um bar da região. A mãe de Pereira também informou que o filho teria recebido ameaças da vizinha nos últimos dias, porque estaria saindo com o marido dela. Apesar dessas duas denúncias, a polícia prefere trabalhar com a hipótese de que uma terceira pessoa teria ido à casa do casal nesta madrugada e bebido com eles.

O crime aconteceu por volta das 3h. Inicialmente, os vizinhos acionaram equipes do Corpo de Bombeiros acreditando que se tratava somente de um incêndio. No entanto, depois que os homens do resgate chegaram ao local e controlaram as chamas, dois corpos carbonizados sem as cabeças foram encontrados dentro da residência. Horas depois, por volta das 5h, as duas cabeças foram localizadas jogadas no meio da rua em frente a um lote vazio próximo ao local.

A Polícia Civil foi acionada e uma perícia foi realizada para identificar o quê de fato aconteceu nas cenas do crime. Os resultados devem ficar prontos em até 30 dias. A ocorrência está registrada no Ciops (Centro Integrado de Operações e Segurança) da cidade, que investiga o caso. Até esta postagem, ninguém havia sido preso.

* Com informações da TV Record, do R7 e do LGBTudo

Uruguai pode aprovar casamento civil igualitário nesta quarta-feira Resposta

Uruguai

Os senadores do Uruguai marcaram para esta quarta-feira (26/12) a votação em plenário do projeto de lei que, entre outras medidas, permite o casamento civil igualitário. O texto foi aprovado na Câmara no início do mês com os votos de todos os deputados da Frente Ampla, partido do presidente José Mujica, e de grande parte dos opositores.

Se a expectativa de aprovação no Senado se comprovar, a lei segue para sanção do presidente e pode entrar em vigor já no início do ano. Junto com a matéria, os senadores votarão outros nove projetos. A sessão desta quarta-feira foi convocada extraordinariamente para discutir esses projetos.

Nos últimos seis anos, o Uruguai legalizou a união homoafetiva estável e a adoção de por parte desses casais, além de autorizar a mudança de nome e sexo nos documentos e permitir o ingresso de gays nas Forças Armadas. O projeto que será votado pelos senadores equipara em direitos e deveres os casais homossexuais e heterossexuais. O texto diz que “o casamento é a união permanente entre duas pessoas de sexos diferentes ou iguais”.

Se a lei for aprovada, o Uruguai será o segundo país da América Latina – depois da Argentina – a legalizar o chamado casamento igualitário.

Papa quer unir Igreja Católica a outras religiões contra o casamento gay 8

Papa

Depois de dizer que eutanásia e casamento gay afetam a paz mundial, o papa Bento XVI voltou a atacar o casamento gay (leia mais aqui), agora ele quer se juntar a outras religiões para combater o que ele considera um mal. A nova agressão ao casamento gay foi feita no discurso de Natal. Quanta paz e quanto amor no coração do papa, não?

Defensores do casamento gay fazem protesto durante homilia do Papa

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O papa Bento XVI afirmou que o casamento gay é uma ameaça às fundações da família. A declaração se apoiou não só nos preceitos católicos, mas em um estudo produzido por um rabino francês, o que mostra a disposição da Igreja em se aproximar de outras religiões para reforçar a oposição à união homoafetiva. As declarações do papa foram feitas discurso de Natal aos funcionários do Vaticano, realizado no Salão Clementine, um dos pronunciamentos mais importantes do papa durante o ano.

– Não há como negar a crise que ameaça a família e suas bases, principalmente no mundo ocidental – disse o papa, de 85 anos.

Em seu pronunciamento, Bento XVI citou um artigo do rabino chefe da França, Gilles Bernheim. O trabalho “Casamento Gay, paternidade e adoção: o que sempre esquecemos de dizer” foi considerado pelo papa como “profundamente comovente”. A atitude mostra uma aproximação entre a Igreja Católica e outras religiões, ao menos nesse aspecto, em um esforço para combater a ameaça que o papa chamou de “um falso entendimento sobre a liberdade”.

A Igreja tem feito, em alguns países, alianças com outras religiões, como o Judaísmo e o Islamismo, para fortalecer a oposição à legalização do casamento gay, que tem ganhado força.

Nas últimas eleições nos EUA, a união entre pessoas do mesmo sexo foi aprovada pela primeira vez por voto popular, nos estados de Maryland, Maine e Washington. Com isso, o país passa a contar com nove estados onde a união é permitida. Na França, uma lei que libera “casamento para todas” deve ser votada no ano que vem, com forte possibilidade de ser aprovada. Também na Europa, na Espanha, a corte suprema confirmou uma lei que permite o casamento gay.

O papa usou argumentos antropológicos e sociológicos, para fundamentar sua argumentação. Citando o estudo de Bernheim, disse que crianças criadas por casais gays seriam mais “objetos” do que indivíduos. Além disso, o religioso defendeu que o casamento heterossexual é um compromisso para toda a vida, ameaçado pela união gay.

– Quando tal compromisso é repudiado, as figuras-chave da existência humana igualmente desaparecem: pai, mãe, filho – elementos essenciais da experiência de ser humano são perdidos.

Líder de uma comunidade gay da Itália, Franco Grillini disse que as palavras do papa não passam de “uma grande bobagem”:

– Nos lugares onde o casamento gay foi aprovado, não houve consequência ao casamento hetero – disse o líder gay.

Na conta oficial do papa no Twitter, inaugurada recenemente, nenhum comentário sobre o assunto foi postado.

Caso André Baliera vai ao procurador geral 1

Manifestação contra a homofobia em Pinheiros

O caso do estudante André Baliera, espancado em São Paulo no dia 3 de dezembro, foi parar na Procuradoria Geral de Justiça de São Paulo. A movimentação ocorreu devido a uma divergência de entendimento entre promotores de Justiça sobre a caracterização – ou tipificação – do crime.

Na avaliação do delegado responsável pela abertura do inquérito, Baliera foi vítima de tentativa de homicídio quando, ao voltar a pé para casa,  passou a ser insultado por duas pessoas, a bordo de um carro, na esquina das ruas Teodoro Sampaio e Henrique Schaumann, em Pinheiros – bairro da Zona Oeste. Segundo Baliera, que é gay, os insultos foram provocados por sua orientação sexual.

Ele reagiu, houve discussão, e logo em seguida um dos ocupantes do carro, Diego de Souza, teria começado a agredi-lo. De acordo com o que está registrado no inquérito, a agressão só parou quando policiais militares chegaram ao local e detiveram Souza e seu acompanhante, Bruno Portieri.

Encaminhado à Vara do Júri, o caso foi rejeitado sob o argumento de que não se trata de crime contra a vida, mas sim lesão  corporal. Devido a essa decisão, foi reencaminhado para a Vara Criminal. Lá, porém, houve nova rejeição: a promotora encarregada entendeu que o encaminhamento inicial estava correto, tratando-se de tentativa de homicídio.

Em casos de impasse como esse, a decisão é normalmente transferida para a Procuradoria Geral. O prazo para a definição do procurador expira no dia 4 de fevereiro.

O advogado Paulo Iotti, que acompanha o caso como representante do Centro de Combate à Homofobia da Prefeitura de São Paulo, explica: “A Vara do Júri julga só crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando há intenção de matar, mesmo quando não se mata, punindo-se a tentativa. A Vara Criminal julga crimes de lesão corporal. A promotora entendeu que houve tentativa de homicídio, principalmente por causa dos relatos das testemunhas, segundo as quais as agressões foram muito violentas e desferidas contra a cabeça da vítima, mesmo quando já estava no chão.”

Ainda de acordo com o advogado, foi por entender que se tratava de tentativa de homicídio que as autoridades se decidiram pela prisão dos agressores.

Baliera tem 27 anos e está matriculado no último ano da Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Souza, apontado como agressor, tem 29 e é personal trainer.  Portieri tem 25 e também estuda.

Ainda na noite em que o fato ocorreu, em entrevista à TV Record, Portieri culpou a vítima pela agressão: “Apanhou de besta porque, se tivesse seguido o caminho dele, não teria apanhado.”

Joel Cordaro, advogado dos dois acusados, que vem solicitado à Justiça a libertação deles, também culpou Baliera: “Tudo começou porque eles pararam na faixa de pedestre e a vítima mostrou o dedo do meio. Foram provocados.”

O caso tem despertado a atenção do movimento gay por dois motivos: pela sua gravidade e sensação de impunidade (a violência ocorreu num final de tarde, numa área movimentada de um típico bairro de classe média e diante de várias testemunhas); e também porque pode trazer mudanças na forma de punição de agressões decorrentes de homofobia.

Fonte: blog do Roldão Arruda, no Estadão

Ministro australiano e companheiro se casam no sul da Espanha 1

Ministro australiano Ian Hunter (centro), de Inclusão Social, coloca o anel na mão de seu marido, Leith Semmens, no casamento realizado nesta quarta (19) (Foto: Jorge Guerrero/AFP)

Ministro australiano Ian Hunter (centro), de Inclusão Social, coloca o anel na mão de seu marido, Leith Semmens, no casamento realizado nesta quarta (19) (Foto: Jorge Guerrero/AFP)

O ministro australiano Ian Hunter e seu marido, Leith Semmens, se casaram nesta quarta-feira (19) na cidade granadina de Jun, no sul da Espanha, em uma cerimônia que foi transmitida ao vivo na internet.

O casal decidiu se casar na Espanha porque a união entre pessoas do mesmo sexo não é reconhecida na Austrália, onde eles vivem.

A cerimônia foi realizada no Pavilhão das Artes de Jun, um município muito próximo à capital de Granada, e presidida pelo próprio prefeito da região, José Antonio Rodríguez Salas, do Partido Socialista Operário espanhol (PSOE).

O casamento, que começou ao som dos hinos da Espanha e da Austrália, foi acompanhado por familiares e amigos do casal e seguiu as curiosas tradições de Jun: os namorados assinaram a documentação com uma caneta verde e se beijaram exatamente durante 17 segundos.

O ministro de Comunidades e Inclusão Social do Sul da Austrália, do Partido Trabalhista, e seu companheiro decidiram antecipar a cerimônia depois que o Parlamento australiano rejeitou uma proposta para legalizar o casamento civil igualitário no país.

Apesar de ter optado por se casar na Espanha há algum tempo, o casal não tinha fixado uma data até o mês passado, quando desistiram de aguardar a sentença do Tribunal Constitucional da Austrália sobre o casamento civil igualitário.

A cerimônia de hoje foi retransmitida através de um canal de Twitter (Twitcam) e pôde ser acompanhada da Austrália e de qualquer outro ponto do planeta.

O prefeito José Antonio Rodríguez Salas explicou à agência de notícias EFE que o casal optou por se casar em Jun depois que ele mesmo se oferecesse para celebrar o casamento através do Twitter. A partir deste ‘tweet’, o ministro australiano entrou em contato com o político e acabou marcando seu casamento no sul da Espanha.

Rodríguez Salas, que assegura ter consciência de que algumas outras ‘personalidades’ já se interessaram em realizar seus casamentos em Jun, aproveitará o próximo plenário ordinário municipal para fazer uma reprovação à primeira-ministra australiana, a trabalhista Julia Gillard, por se opor à proposta de seu companheiro de bancada para legalizar o casamento civil igualitário.

Ativistas LGBTs são agredidos e presos na Rússia Resposta

Protesto Rússia

Mais uma vez, a Rússia dá um show de homofobia e desrespeito aos direitos humanos.

Ativista dos direitos LGBT foram agredidos durante um protesto contra a aprovação de um projeto que proíbe  manifestação a favor dos LGBTs. Pessoas homofóbicas atiraram ovos nos manifestantes, que defendiam mais liberdade na Rússia. O protesto foi em frente à Duma (Parlamento), em Moscou. Além das agressões, vários ativistas foram presos. Os ativistas garantem que, mesmo com a proibição, os protestos vão continuar.

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Justiça de São Paulo reconhece casamento civil igualitário Resposta

Casamento Civil Igualitário

Todos os cartórios do Estado de São Paulo terão de habilitar obrigatoriamente homossexuais para o casamento civil. O Diário Eletrônico da Justiça publicou ontem alterações nas Normas de Serviço da Corregedoria-Geral que aplicam ao casamento ou à conversão de união estável em casamento de pessoas do mesmo sexo as regras exigidas de heterossexuais. A medida entra em vigor em 60 dias.

Os casais homossexuais não precisarão mais ter de registrar primeiramente a união estável para depois solicitar a conversão em casamento. Nem terão de recorrer à Justiça para garantir o casamento ou a conversão da união. Basta ir diretamente ao cartório de registro de pessoas naturais e solicitar a habilitação para o casamento.

O procedimento da Corregedoria pacifica decisões judiciais. Em setembro, um acórdão do Conselho Superior da Magistratura determinara o registro de casamento entre pessoas do mesmo sexo em São Paulo em todos os cartórios.

A norma administrativa terá efeito vinculante. “Agora, há a dispensa de provocação judicial. Os cartórios terão a obrigação de cumprir a regra”, explica Alberto Gentil de Almeida Pedroso, juiz assessor da Corregedoria. Recusas serão revistas pelo juiz-corregedor do cartório.

O vice-presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP), Luis Carlos Vendramin Junior, diz que a entidade apoia a medida. “Desde o reconhecimento da união estável homoafetiva (no Supremo Tribunal Federal em maio de 2011), a Arpen defende o registro do casamento homossexual. Não precisa nem mudar a lei, porque o STF já disse que é inconstitucional negar a união”, diz Vendramin.

Direito justo. Para José Fernando Simão, professor de Direito Civil da USP, a norma representa o direito sem preconceitos. “É o reconhecimento de um direito que chegou tarde, é a aquisição de um direito justo”, afirma.

A advogada Maria Berenice Dias, presidenta da Comissão da Diversidade Sexual da OAB, disse que a norma da Corregedoria da Justiça paulista abre precedente para a mudança das normas em outros Estados. “Essa resolução vai gerar reflexos. Servirá de referência por eliminar qualquer resistência nos cartórios de registro de pessoas naturais”, afirma Maria Berenice. Cartórios de Alagoas, Paraná, Piauí e Sergipe já habilitam homossexuais para o casamento civil.

Maria Berenice defende principalmente mudanças na lei, como uma nova redação do Código Civil nos artigos sobre casamento, e a criação do Estatuto da Diversidade Sexual para eliminar controvérsias e garantir segurança jurídica no País.

Jovem gay diz ter sido proibido de beijar namorado em bar de Fortaleza 1

Homofobia em Fortaleza

Uma denúncia de homofobia em um bar de Fortaleza repercutiu nas redes sociais esta semana. De acordo com relato do estudante Tel Cândido, de 25 anos, ele e um grupo de quatro amigos, estavam no bar na noite do sábado (15) e foram advertidos pela garçonete de que não era permitido troca de beijos e outras formas de carinho no estabelecimento. Questionada se a regra valia para todas as pessoas, a garçonete disse, segundo Cândido, que nas “normas da casa” a proibição se restringia aos casais do mesmo sexo. O post escrito pelo estudante em seu perfil no Facebook teve centenas de compartilhamentos durante a semana.

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Por telefone, uma das proprietárias do bar, o Suvaco de Cobra, Sheila Nogueira, disse ter havido um mal-entendido. Segundo ela, aconteceu foi um certo “exagero” na troca de beijos do casal e que de maneira nenhuma teve a intenção de cometer um ato de homofobia. “Depois do acorrido, conversei com o rapaz, pedi desculpas e expliquei que o que estava sendo questionado era a intensidade das carícias e até pedi que eles tivessem um pouco de bom senso, já que estávamos em um ambiente frequentado por pessoas de todas as idades. Se um casal heterossexual tivesse se comportado da mesma maneira, nós também os teríamos abordado”. Engraçado que os donos de estabelecimentos homofóbicos sempre usam a mesma justificativa: carícias excessivas.

Para o estudante, houve um clássico ato de preconceito por parte da administração do bar. “É isso que dói, mesmo quando um pedido de desculpas vazio tenta mascarar os preconceitos que sustentaram esse episódio. É mais do que um beijo, é mais do que o direito a consumir, é, sobretudo, ver-se julgado como inferior, como anormal, como imoral, sujo. É isso que nenhum pedido de desculpas repara”, disse.

SP: Homem gay é agredido e policial diz para ele não frequentar mais região em que o crime ocorreu 1

Gerente agredido teve ferimentono olho (Foto: Lívia Machado/G1)

Gerente agredido teve ferimento
no olho (Foto: Lívia Machado/G1)

Um gerente de tecnologia da informação de 35 anos foi agredido na Lapa, na Zona Oeste de São Paulo, na madrugada de domingo (16). A vítima, que pediu para não ser identificada e declara ser gay, foi agredida com barras de ferro, socos e chutes. Ele teve ferimentos no rosto e diz ter sido vítima de homofobia.

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Depois de deixar a boate The Week, o gerente conta que estacionou o carro para conversar com um amigo, por volta das 3h, quando quatro homens armados com barras de ferro desceram de dois carros.

“Eles já chegaram dando cavalo de pau e disseram: ‘Corre, seus veados, vamos matar vocês’. O motivo, com certeza, foi homofobia. Eles sabem que a região é frequentada por gays”, disse. Os dois amigos ainda correram, mas apenas um deles conseguiu escapar.

“Chegou uma hora em que eu não conseguia mais correr. Pelo menos dois deles me bateram, deram chutes na barriga. Durante a agressão, eu desacordei e não vi mais nada”, disse o gerente ao G1, por telefone.

A vítima, que já retomou sua rotina de trabalho, disse que passa bem. “Estávamos apenas conversando, não estava beijando ou abraçado. Não entendo por que tanto ódio a ponto da pessoa querer matar a outra por causa da sua opção sexual”, declarou.

Mesmo que estivesse beijando ou abraçado, não justifica a violência. Qualquer pessoa tem direito de beijar e abraçar quem quiser na rua!

Depois de ser agredido, um policial relatou que são comuns agressões desse tipo na região, segundo o gerente. “Ele me disse para não frequentar mais aquela região, porque estão acontecendo vários casos de agressão. Eles deveriam agir em cima desses agressores e prendê-los”, contou.

Parece piada: o policial deveria zelar pela segurança do cidadão e não aconselhá-lo a não frequentar certos lugares.

As estatísticas da Secretaria de Segurança Pública (SSP) apontam que 222 casos de agressão corporal dolosa – com intenção – foram registrados no 7º DP até o mês de outubro de 2012. No entanto, essas estatísticas não detalham o que teria motivado as agressões.

O gerente foi levado para o Hospital São Camilo. O caso de lesão corporal foi registrado no 7º Distrito Policial, na Lapa. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o crime. O rapaz prestou depoimento na tarde desta terça-feira (19).

O delegado responsável pela investigação do caso, Rubens Barazal, defende que é cedo para classificar a agressão como homofobia. “Estamos em fase de coleta de informações. A condição de homossexualidade dele insinua que a agressão foi por esse motivo, mas ainda não podemos afirmar nada. Estamos buscando testemunhas e possíveis imagens do ocorrido para identificar os agressores”, disse.

Rio de Janeiro: homem é espancado em suposto ataque homofóbico 1

Gláucio Mattos

Gláucio Matto, mais uma vítima da homofobia no Rio de Janeiro. Disque 100 registrou 7.527 casos homofóbicos, só este ano. 197% a mais que no ano anterior.

A 15ª DP investiga um suposto caso de homofobia ocorrido na Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Os agentes buscam imagens de câmeras de segurança da região do Baixo Gávea para tentar identificar os agressores do designer de interiores Gláucio Veiga Mattos. A vítima foi agredida em frente a um bar. Se os agressores forem identificados, eles vão responder por lesão corporal.

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O Baixo Gávea é um lugar frequentado pela classe média carioca, incluindo artistas e intelectuais.

Gláucio teve vários ferimentos pelo corpo, principalmente nos joelhos, nas costas e na cabeça, como mostrou o telejornal RJTV (Rede Globo) (clique aqui e veja a entrevista). Ele ainda tem dificuldade para enxergar. Além de traumatizado, o designer de interiores está preocupado com um pequeno coágulo que foi diagnosticado na cabeça. O coágulo não reduz e se não apresentar melhoras, ele terá de ser internado.

Gláucio registrou um boletim de ocorrência e já prestou depoimento à polícia. Ele acredita que foi agredido porque é homossexual. “Estava passando e disseram que não queriam gay por lá. Aí, senti a porrada”, contou a vítima.

Gláucio estava passando em frente a um bar, no Baixo Gávea, quando foi surpreendido pelas costas. Ele levou chutes, pontapés e desmaiou. As pessoas que assistiram a cena chamaram uma ambulância e ele foi levado para o Hospital Miguel Couto, na Zona Sul.

O delegado da 15ª DP Fábio Barucke acredita que os agressores não sejam da região. “Foi uma ação isolada de um grupo, de um público que não frequenta o espaço democrático que é o Baixo Gávea”, disse o delegado.

De acordo com o Centro de Referência da Cidadania LGBT, a violência contra homossexuais representou quase 30% dos atendimentos entre 2010 e 2011.

Gláucio é pai de dois filhos. Já foi casado. Ele assumiu a homossexualidade há cinco anos. Ele ficou assustado com esse tipo de atitude em uma cidade que vende a imagem de receptiva a todos os tipos de público. “Isso não pode começar acontecer numa cidade como o Rio”, lamentou a vítima.

Infelizmente, isso não pode acontecer em lugar nenhum, mas a agressão ao Gláucio não é o começo de nada, apenas mais um número para engrossar a estatística de violação aos direitos humanos no estado do Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro, cidade homofóbica

O Rio de Janeiro foi o segundo estado que mais denunciou este ano casos de violação dos Direitos Humanos ao serviço ‘Disque 100’, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Em números absolutos, a população do Rio fez 18.874 denúncias, ficando atrás apenas de São Paulo, que denunciou 19.129 casos.

Em números absolutos, a população do Rio fez 18.874 denúncias, ficando atrás apenas de São Paulo, que denunciou 19.129 casos. Os números compõem o balanço nacional divulgado nesta segunda-feira (Dia dos Direitos Humanos) pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos, que comparou os períodos de janeiro a novembro de 2011 e de 2012.

Foram registrados 7.527 casos homofóbicos (197% a mais que no ano anterior).

E o Mundo Não se Acabou – Carmen Miranda Resposta

Carmen Miranda interpretando lindamente uma música de Assis Valente. Vamos ensaiar os passinhos até à meia-noite, ou melhor, às quatro da madrugada ( meia-noite na Guatemala, terra dos maias)? Que o fechamento do 13° baktun (período de 1444 dias, correspondente a um dos ciclos do calendário maia) seja o início de uma nova era no planeta Terra. Que possamos nos respeitar e aceitar as diferenças. Viva a pluralidade!

Uma vez rainha, sempre rainha: Madonna teve a turnê mais lucrativa de 2012 Resposta

Madonna: diva continua absoluta

Madonna: diva continua absoluta

Entra ano, sai ano e Madonna continua reinando. A turnê da Rainha do Pop (sim, rainha, os números falam por si só), MDNA foi a mais lucrativa de 2012, arrecadando mais de US$ 228 milhões em todo mundo. Foram 72 apresentações com ingressos esgotados, 18 a mais que o segundo colocado, Bruce Springsteen, que arrecadou US$ 199 milhões. Madonna vendeu este ano 1,635,176 ingressos para seus shows. O ex-Pink Floyd Roger Waters, com a recriação da turnê “The Wall”, ficou em terceiro lugar com US$ 186 milhões e 51 shows lotados. Os números são da Billboard.

Veja abaixo as 25 turnês mais lucrativas:

1. Madonna (US$ 228 milhões)

2. Bruce Springsteen and the E Street Band (US$ 199 milhões)

3. Roger Waters (US$ 186 milhões)

4. Michael Jackson: THE IMMORTAL World Tour by Cirque Du Soleil (US$ 147 milhões)

5. Coldplay (US$ 147 milhões)

6. Lady Gaga (US$ 124 milhões)

7. Kenny Chesney and Tim McGraw (US$ 96 milhões)

8. Van Halen (US$ 54 milhões)

9. Jay-Z & Kanye West (US$ 46,9 milhões)

10. Andre Rieu (US$ 46,7 milhões)

11. Dave Matthews Band (US$ 41 milhões)

12. Barbra Streisand (US$ 40 milhões)

13. Jason Aldean (US$ 39 milhões)

14. Lady Antebellum (US$ 38 milhões)

15. Red Hot Chili Peppers (US$ 33,9 milhões)

16. Brad Paisley (US$ 33,7 milhões)

17. Nickelback (US$ 33,7 milhões)

18. Trans-Siberian Orchestra (US$ 33,3 milhões)

19. Elton John (US$ 32 milhões)

20. Justin Bieber (US$ 30,6 milhões)

21. Rod Stewart (US$ 30,1 milhões)

22. Neil Diamond (US$ 29 milhões)

23. Pearl Jam (US$ 27 milhões)

24. Taylor Swift (US$ 26,3 milhões)

25. Rascal Flatts (US$ 26,1 milhões)

Rússia: Torcida do Zenit pede ao clube para não contratar gays, negros e latinos Resposta

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Jogador brasileiro Hulk.

Mais homofobia vinda da Rússia. Lamentável. Lamentável, também, o racismo!

Torcedores do Zenit, de São Petersburgo, na Rússia, causaram um grande escândalo nesta segunda-feira ao publicar um manifesto no qual pedem para que o clube deixe de contratar jogadores gays, negros ou latino-americanos.

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Este absurdo surgiu em meio a uma onda de protestos de atletas russos do elenco contra o valor astronômico (mais de R$ 100 milhões) desembolsado para a contratação do brasileiro Hulk, que chegou ao clube em setembro e foi o jogador mais caro da última janela de transferências do futebol europeu.

Apesar do conteúdo nitidamente racista e homofóbico do texto publicado no seu site, o grupo de torcedores Landskrona rejeitou qualquer acusação de racismo. “Não somos racistas, mas, para nós, a ausência de jogadores negros no Zenit faz parte de uma importante tradição, que marca a identidade do clube”, disse o manifesto.

São racistas, sim! Deveriam ter a coragem de assumir isso.

O texto ainda diz que o clube “nunca foi mentalmente relacionado com África, América do Sul, Austrália ou Oceania” e alega que o clube “está impondo jogadores negros no time praticamente à força”.

A empresa semiestatal Gazprom, gigante mundial do mercado de gás natural e proprietária do Zenit, divulgou um comunicado para pedir mais tolerância ao seus torcedores e deixou claro que “a contratação dos jogadores não tem nada a ver com a nacionalidade ou a cor da pele”.

“A luta contra qualquer forma de intolerância é um princípio de base para o desenvolvimento do clube, do futebol e do esporte no mundo todo”, completou a Gazprom.

O elenco do Zenit já havia sido personagem de uma controvérsia envolvendo a chegada de Hulk. Em setembro, vários jogadores do elenco boicotaram o atacante brasileiro por conta do alto salário que ele recebe. O volante Desinov, antigo capitão da equipe, chegou a declarar que tais valores só se justificariam se fossem Messi ou Iniesta.

Trecho do manifesto (cuidado para não vomitar no computador!):

“Nós não somos racistas, mas a ausência de jogadores negros na escalação do Zenit é uma importante tradição que enfatiza a identidade do clube e nada mais.

Nós como o clube mais setentrional das grandes cidades europeias nunca compartilhamos a mentalidade da África, América do Sul, Austrália ou Oceania. Nós apenas queremos jogadores de outras nações eslavas, como Ucrânia e Belarus, assim como dos países bálticos e Escandinávia. Temos a mesma mentalidade, histórico e cultura que estas nações.

Grande parte desses campeonatos é jogada em climas duros. Nessas condições, às vezes é difícil para os jogadores técnicos de países quentes exibirem seus talentos no futebol de forma completa. Queremos jogadores mais próximos da nossa alma e mentalidade para jogar pelo Zenit. E somos contra a inclusão de representantes das minorias sexuais no time”.

Imagina o quanto o Hulk (um gato, por sinal!) não deve sofrer jogando no Zenit. Deveria haver uma campanha mundial, séria, contra o racismo e a homofobia no futebol. A Fifa poderia deveria fazer algo.

Sobre o Zenit, ele uma empresa semiestatal, a Gazprom, em um país cujo governo é homofóbico. Aí fica complicado mesmo.

Paulo Paim é novo relator de projeto que criminaliza a homofobia Resposta

Senador Paulo Paim

Senador Paulo Paim

Entre em contato com o senador Paulo Paim, dizendo que você é a favor da aprovação do PLC 122/06! Não se esqueça de colocar o seu nome completo, cidade e estado. A sua participação é muito importante. Mande mensagem para:

1) Página pessoal do senador: http://www.senadorpaim.com.br/contato.php;

 2) Twitter do senador: https://twitter.com/paulopaim;

 3) Telefone do gabinete do senador:  telefones: (61) 3303-5227/5232 e FAX: (61) 3303-5235;

4) Correio eletrônico: paulopaim@senador.gov.br.

O senador Paulo Paim (PT-RS) informou que será o novo relator do PLC 122/06, na Comissão de Direitos Humanos (CDH). O projeto inclui a homofobia entre os crimes punidos pela lei de racismo, que já criminaliza a discriminação por religião, etnia e procedência nacional. O senador disse que vai buscar o consenso para levar o projeto à votação e aprovação na CDH.

A relatora do projeto na comissão era a senadora Marta Suplicy (PT-SP),  que deixou a relatoria do PLC 122 quando assumiu o Ministério da Cultura em setembro. Paim disse que desde então vem sendo pressionado por grupos favoráveis e contrários à criminalização da homofobia para indicar um relator.

Como forma de facilitar o entendimento, o senador acabou optando por tomar para si a função. Ele lembrou que não se trata de um projeto fácil de aprovar e que a matéria não foi votada antes a pedido da relatora, Marta Suplicy, que não via condições políticas de aprovação da matéria.

– Se o PL 122 fosse fácil de votar, nós já teríamos votado há muito tempo. Só a senadora Marta Suplicy, que foi vice-presidente do Senado, ficou com ele dois anos. Não é falta de boa vontade da comissão. O projeto não foi colocado em votação por outros presidentes, porque toda vez que foi colocado em votação, da forma que estava, o projeto seria derrotado – afirmou Paim.

O senador gaúcho disse vai tentar construir um acordo e que se não houver acordo o novo presidente da CDH no próximo ano poderá indicar outro relator para o projeto.

Em pesquisa feita em outubro pelo DataSenado sobre a reforma do Código Penal, 77% dos entrevistados se disseram favoráveis à criminalização da homofobia (saiba mais, clicando aqui).

Caso aprovado na CDH, a proposta ainda será votada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e pelo Plenário do Senado. No Senado, a matéria foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais em 2009, na forma de substitutivo da então senadora Fátima Cleide. O projeto havia sido aprovado na Câmara dos Deputados em 2006.

*Reportagem: Silvia Gomide, da Agência Senado

Defensores do casamento gay fazem protesto durante homilia do Papa Resposta

Ativistas gays fazem protesto contra homofobia em Roma neste domingo (16) (Foto: AFP)

Ativistas gays fazem protesto contra homofobia em Roma neste domingo (16) (Foto: AFP)

Defensores dos direitos dos LGBTs e de casamentos entre homossexuais protestaram perto da Praça de São Pedro, no Vaticano, neste domingo (16), durante a homilia do papa Bento XVI, que atacou recentemente, mais uma vez, as bodas entre pessoas do mesmo sexo.

Quinze pessoas exibiram corações onde se lia mensagens como “Casamento gay”, “O amor não tem barreiras” ou “Ame o seu próximo”, mas foram impedidas de chegar à praça, onde dezenas de milhares de pessoas estavam reunidas para o Angelus.

Na mensagem que lerá em 1º de janeiro, por ocasião da Jornada Mundial da Paz, divulgada antecipadamente na sexta-feira (14) pelo Vaticano, o Papa diz que “a estrutura natural do casamento deve ser reconhecida e promovida como a união de um homem e uma mulher, frente às tentativas de equipará-lo de um ponto de vista jurídico com formas radicalmente diferentes de união que, na verdade, danificam e contribuem para sua desestabilização, ofuscando seu caráter particular e seu papel insubstituível na sociedade”.