Ex-primeira-dama francesa, Carla Bruni defende casamento civil igualitário Resposta

Carla Bruni

A ex-primeira-dama Carla Bruni está na capa da revista Vogue francesa de dezembro. Na entrevista da edição especial, ela se declara “a favor do casamento homossexual e da adoção” por casais do mesmo sexo. Mas ela acrescenta que a opinião não é a mesma do marido, o ex-presidente Nicolas Sarkozy.

 “Sou favorável à questão, pois tenho muitos amigos – homens e mulheres – que se enquadram nessa situação e não vejo nada de instável ou de perverso em relação às famílias com pais homossexuais”. Carla diz ainda que talvez esses casais até tenham um empenho maior como pais, por causa das cobranças da sociedade.
A questão do casamento gay e a adoção de crianças por casais homossexuais é um debate que vem dividindo a sociedade francesa. Os tópicos são promessas de campanha do atual presidente francês, François Hollande, e devem ser debatidas no parlamento no começo de 2013.

A ex-top model e cantora explica que Sarkozy “tende a ser contra por ser um político”, comprometido com visões mais gerais da sociedade. Questionada sobre o futuro do ex-presidente, Carla desvia o rumo e diz que não tem mais vontade de falar no assunto. “Não tenho mais vontade, nem a obrigação de falar sobre um mundo que me ensinou muito, que me abriu os olhos e o espirito, mas que no fundo não é o meu”, declarou.

Carla Bruni afirma ainda que não é “militante feminista” e assume seu lado burguês. “Minha geração não tem mais necessidade de ser feminista, as pioneiras já abriram esse caminho”, diz? “Adoro minha vida de família, de fazer as mesmas coisas todos os dias, de ter um marido, sou uma verdadeira burguesa”, conclui a ex-primeira-dama.

Revolta

A cantora e ex-primeira-dama da França, após tais declarações sobre as feministas, foi alvo de protesto no Twitter. Carla reconheceu que suas palavras foram infelizes e mal interpretadas.

“Essa frase ficou meio estranha e reflete equivocadamente meu pensamento. Deveria ter dito assim: Eu, pessoalmente, jamais senti a necessidade de ser uma ativista feminista”, assinalou a cantora em uma entrevista concedida à revista Elle em sua edição online. Detalhe: a revista Elle é concorrente da Vogue.

“Se ser feminista é reivindicar a liberdade e, por isso, imagino que sou. Mas não sei se isso significa se envolver de maneira ativa no combate que algumas mulheres mantêm ainda hoje”, precisou a cantora na última edição da revista Elle.

A senhora Sarkozy também afirmou ter compreendido a polêmica gerada e assegurou que, embora “admira muita sua coragem”, decidiu dedicar sua energia a outras causas, como a luta contra a aids, através da fundação que leva seu nome, e o acesso à cultura e educação para todos.

Na entrevista concedida a Elle, Carla Bruni, que desde sua saída do Palácio do Eliseu multiplicou sua aparição na imprensa em nível pessoal, também fez questão esclarecer que já defendeu a causa feminista e, se for “útil e justificável”, voltará a defendê-lo.

Para completar, a cantora ainda fez questão de ressaltar que sua resposta, na qual afirmava que era “uma burguesa”, estava fora de contexto e que, “fora de contexto, qualquer frase isolada tem muito pouco significado e muito pouco interesse”.

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