Manifestantes protestam contra a homofobia e a transfobia em São Paulo Resposta

André Baliera durante manifestação contra homofobia e transfobia (Foto: Tadeu Meniconi/G1)

André Baliera durante manifestação contra homofobia e transfobia (Foto: Tadeu Meniconi/G1)

Manifestantes se reuniram neste sábado em um protesto, chamado #ChurrascãodasCabras, contra a homofobia e a transfobia em São Paulo. O nome do evento faz referência à matéria de novembro da revista Veja, na qual compara a relação entre um homem e uma cabra em argumento contra a união homossexual. O ato ocorreu no local em que o universitário André Baliera foi agredido por Bruno Portieri e o personal trainer Diego Mosca (veja a foto dos dois, clicando aqui). O estudante alega ter sido vítima de homofobia (veja o vídeo, clicando aqui). Os agressores negam que a agressão tenha sido motivada por homofobia.

Além de serem indiciados por tentativa de homicídio qualificado, por motivo torpe, os suspeitos serão processados pela Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania de São Paulo. De acordo com a pasta, se condenados, cada um dos agressores poderá levar multa que varia de mais de R$ 18 mil a R$ 55 mil.

Segundo a pasta, a multa por homofobia tem como base a lei paulista número 10.948/01, que pune “toda manifestação atentatória ou discriminatória praticada contra cidadão homossexual, bissexual ou transgênero”. A lei abrange todo tipo de ação “violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica” contra o homossexual.

Um dos organizadores do protesto, o advogado Luís Arruda, disse ao portal G1 que o PLC 122/06 precisa ser votado e aprovado pelo Senado: “A gente pede que a sociedade nos ouça e que o PLC 122, que iguala a homofobia e a transfobia ao racismo, seja votado pelo Senado e aprovado. A gente não quer privilégios, a gente só quer equiparação”.

Manifestantes protestam contra a homofobia e a transfobia (Foto: Tadeu Meniconi/G1)

Manifestantes protestam contra a homofobia e a transfobia (Foto: Tadeu Meniconi/G1)

“Essa discussão, que a gente tenta travar a todo o momento, infelizmente ela só acontece quando a violência acontece também. Ela só vem acompanhada da violência e isso é muito triste. Muito triste, principalmente para quem sofre ela”, completou o próprio André Baliera, durante a manifestação.

Casos de homofobia e transfobia são comuns

Segundo outros participantes da manifestação, episódios de homofobia e transfobia são comuns. Luís Arruda contou que já passou por agressões verbais “pelo menos três vezes em São Paulo”. “Só que, talvez porque eu tenho 1,91 m de altura, ninguém desceu do carro para me bater”, argumentou o advogado.

O artista plástico José Cavalhero e o professor de inglês John Bartholomew, que estão juntos há dez anos, também se lembraram de uma agressão assim. Eles contaram que, certa vez, jantaram juntos em um restaurante e, quando estavam no estacionamento, dois homens que estavam em outra mesa tentaram atropelá-los e fizeram agressões verbais.

“Acontece bastante, mas só que a gente fica com muito medo de tornar isso público, até para a família”, disse Bartholomew.

“Isso tem muito a ver com educação, com moral, com ideais de vida, com valores que a pessoa leva e prega para si. Enfim, é uma consequência de coisas, não é pontual”, completou Cavalhero.

Para os dois, mesmo com toda a militância, a situação dos gays no Brasil ainda é mais difícil do que nos países europeus, como Inglaterra e Alemanha. “Tem muito o que fazer, mas eu ainda acredito no Brasil”, concluiu Bartholomew.

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