Rio de Janeiro: homem é espancado em suposto ataque homofóbico 1

Gláucio Mattos

Gláucio Matto, mais uma vítima da homofobia no Rio de Janeiro. Disque 100 registrou 7.527 casos homofóbicos, só este ano. 197% a mais que no ano anterior.

A 15ª DP investiga um suposto caso de homofobia ocorrido na Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Os agentes buscam imagens de câmeras de segurança da região do Baixo Gávea para tentar identificar os agressores do designer de interiores Gláucio Veiga Mattos. A vítima foi agredida em frente a um bar. Se os agressores forem identificados, eles vão responder por lesão corporal.

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O Baixo Gávea é um lugar frequentado pela classe média carioca, incluindo artistas e intelectuais.

Gláucio teve vários ferimentos pelo corpo, principalmente nos joelhos, nas costas e na cabeça, como mostrou o telejornal RJTV (Rede Globo) (clique aqui e veja a entrevista). Ele ainda tem dificuldade para enxergar. Além de traumatizado, o designer de interiores está preocupado com um pequeno coágulo que foi diagnosticado na cabeça. O coágulo não reduz e se não apresentar melhoras, ele terá de ser internado.

Gláucio registrou um boletim de ocorrência e já prestou depoimento à polícia. Ele acredita que foi agredido porque é homossexual. “Estava passando e disseram que não queriam gay por lá. Aí, senti a porrada”, contou a vítima.

Gláucio estava passando em frente a um bar, no Baixo Gávea, quando foi surpreendido pelas costas. Ele levou chutes, pontapés e desmaiou. As pessoas que assistiram a cena chamaram uma ambulância e ele foi levado para o Hospital Miguel Couto, na Zona Sul.

O delegado da 15ª DP Fábio Barucke acredita que os agressores não sejam da região. “Foi uma ação isolada de um grupo, de um público que não frequenta o espaço democrático que é o Baixo Gávea”, disse o delegado.

De acordo com o Centro de Referência da Cidadania LGBT, a violência contra homossexuais representou quase 30% dos atendimentos entre 2010 e 2011.

Gláucio é pai de dois filhos. Já foi casado. Ele assumiu a homossexualidade há cinco anos. Ele ficou assustado com esse tipo de atitude em uma cidade que vende a imagem de receptiva a todos os tipos de público. “Isso não pode começar acontecer numa cidade como o Rio”, lamentou a vítima.

Infelizmente, isso não pode acontecer em lugar nenhum, mas a agressão ao Gláucio não é o começo de nada, apenas mais um número para engrossar a estatística de violação aos direitos humanos no estado do Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro, cidade homofóbica

O Rio de Janeiro foi o segundo estado que mais denunciou este ano casos de violação dos Direitos Humanos ao serviço ‘Disque 100’, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Em números absolutos, a população do Rio fez 18.874 denúncias, ficando atrás apenas de São Paulo, que denunciou 19.129 casos.

Em números absolutos, a população do Rio fez 18.874 denúncias, ficando atrás apenas de São Paulo, que denunciou 19.129 casos. Os números compõem o balanço nacional divulgado nesta segunda-feira (Dia dos Direitos Humanos) pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos, que comparou os períodos de janeiro a novembro de 2011 e de 2012.

Foram registrados 7.527 casos homofóbicos (197% a mais que no ano anterior).

Um Comentário

  1. Interessante que em todos os casos segue a máxima da inércia das nossas autoridades e a contraditória versão dos fatos, que dizem em suposto caso de homofobia, um é vítima de tentativa de homicídio, mas foi apenas uma agressão, e a vítima ainda tem que sentir se culpado e no caso acima é a mesma situação. E tal governo Dilmofóbica movida e comprada pela bancada evangélica, jamais fará propaganda de opções( orientação) sexual, mas tbém não fará nada pra conter a violência da qual somos vítimas todos os dias. Eu me sinto refém, tenho nojo deste País e vergonha do mesmo.

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