Votação sobre casamento civil igualitário no Uruguai é adiada para abril Resposta

Casamento Civil Igualitário

Lésbicas, gays e bissexuais uruguaios terão que esperar um pouco mais para poder casar-se em seu país depois que o Senado postergou pelo menos até abril a votação da lei de casamento igualitário.

O projeto de lei, aprovado no último dia 11 de dezembro pela Câmara dos Deputados com votos de todos os partidos com representação parlamentar, equipara os direitos e obrigações dos casais homossexuais com os dos heterossexuais.

“Hoje não é um bom dia para os uruguaios, para todos os uruguaios, porque o que está em jogo é que tipo de sociedade queremos”, disse nesta quarta-feira à Agência Efe a advogada Michelle Suárez, do coletivo Ovelhas Negras.

Michelle, que é a primeira advogada transexual uruguaia, redigiu a maior parte do projeto de lei do casamento igualitário, que depois a governante coalizão de esquerda Frente Ampla impulsionou no Parlamento.

A ideia básica do projeto é “buscar uma sociedade mais igualitária e sem discriminação por orientação sexual”, acrescentou.

Para a advogada, a decisão do Senado “não é mais que uma perda de tempo” porque “em quatro meses não mudará nada no país”.

Os senadores decidiram hoje por unanimidade adiar a análise e a votação do projeto de lei para a primeira sessão de abril, após o recesso parlamentar de verão, informaram à Efe fontes legislativas.

O projeto, respaldado por quase todos os membros da Frente Ampla, que tem maioria em ambas câmaras, gera divergências e divisões em todos os partidos com representação parlamentar.

O Governo tentou hoje fazer pesar sua maioria e que o documento fosse aprovado, mas sem passar previamente para a análise pelas comissões especializadas como é habitual nos projetos de lei.

Casal gay é decapitado e queimado dentro de casa no Distrito Federal 6

Casal

Um casal de homossexuais foi decapitado e queimado dentro de casa na madrugada desta segunda-feira (24) no Pedregal, região do Entorno do Distrito Federal. A polícia informou que José Dalvalei Alves Pereira, de 37 anos, morava junto com uma travesti, identificada até o momento somente como Camila, há mais ou menos um ano. O padrasto de Pereira afirmou que nenhum dos dois tinha envolvimento com drogas, mas que costumavam beber.

Na noite deste domingo (23), o casal teria se envolvido em uma confusão depois de tomar cerveja em um bar da região. A mãe de Pereira também informou que o filho teria recebido ameaças da vizinha nos últimos dias, porque estaria saindo com o marido dela. Apesar dessas duas denúncias, a polícia prefere trabalhar com a hipótese de que uma terceira pessoa teria ido à casa do casal nesta madrugada e bebido com eles.

O crime aconteceu por volta das 3h. Inicialmente, os vizinhos acionaram equipes do Corpo de Bombeiros acreditando que se tratava somente de um incêndio. No entanto, depois que os homens do resgate chegaram ao local e controlaram as chamas, dois corpos carbonizados sem as cabeças foram encontrados dentro da residência. Horas depois, por volta das 5h, as duas cabeças foram localizadas jogadas no meio da rua em frente a um lote vazio próximo ao local.

A Polícia Civil foi acionada e uma perícia foi realizada para identificar o quê de fato aconteceu nas cenas do crime. Os resultados devem ficar prontos em até 30 dias. A ocorrência está registrada no Ciops (Centro Integrado de Operações e Segurança) da cidade, que investiga o caso. Até esta postagem, ninguém havia sido preso.

* Com informações da TV Record, do R7 e do LGBTudo